Especialistas dão dicas de como alinhar os desejos sexuais do casal

Estresse, problemas hormonais e problemas para chegar ao orgasmo podem ser mais fácil de contornar do que você imagina

Publicado em Isto é –  Saúde da Mulher, 19.06.20

Crédito: Pixabay

Falta de compatibilidade quando se fala em libido não se limita aos lençóis. Segundo pesquisa, essa é a razão para o término de 35% dos relacionamentos e um dos principais motivos para que casais procurem terapia. Descubra o que pode estar causando esse desencontro ­– e maneiras simples de reacender a chama

Você quer sexo com mais frequência
Homens subestimam muito o desejo sexual de suas parceiras, é o que diz um recente estudo do Journal of Personality and Social Psychology (EUA), que também revela que, se eles pensam que a parceira não está disposta, eles não tomam iniciativa. Adivinhe só: mulheres querem sexo! Acontece que muitas vezes nós não nos sentimos muito confortáveis para expressar nossa sexualidade e, com isso, os homens não entendem nossos sinais.

Sincronize: Você tem que dizer diretamente ao seu parceiro que você quer sexo. Não se sente tão confortável para tocar no assunto? Insinue. Tente uma lingerie nova, por exemplo, algo que faça ele te ver como um ser sexual. “A mulher solteira, que quer conquistar um parceiro, tende a mostrar uma sexualidade mais liberta. Mas, depois que se casa, isso muitas vezes muda. Ela passa a ter outras preocupações, se vê apenas no papel de mãe, por exemplo, e acaba se comportando de maneira reprimida. Isso acontece porque a repressão sexual da mulher na sociedade ainda é muito forte”, comenta o médico e sexólogo João Borzino, de São Paulo. É essencial se conhecer, entender e deixar claro seus desejos. Se você faz várias investidas e ele não corresponde, abra o jogo revelando como essa ligação entre os lençóis é importante para você. Em um diálogo no qual ele não se sinta pressionado, as chances de ele se abrir sobre o problema são maiores.

Ele quer sexo com mais frequência
Os homens são criados em uma cultura que os estimula a ver e praticar o sexo de maneira natural, sem sentir culpa. “A mulher não foi educada para desejar sexo. Já o homem pode pensar e falar sobre isso o dia inteiro e ainda ser bem visto, enquanto nós pensamos na casa, nos filhos, nas organizações da vida profissional e sentimos que realmente não sobra tempo. O botão do sexo parece que fica em off”, comenta Sônia Eustáquia, de Belo Horizonte (MG), psicóloga e psicanalista especializada em Sexualidade Humana, Diagnóstico, Tratamento e Educação Sexual.

Sincronize: Não se force a situações em que não se sente confortável mas também não precisa desestimular os avanços dele (“que saco, você está com tesão o tempo todo…”). Converse com o parceiro e combine uma frequência com a qual os dois se sentem bem – isso evita que as tentativas dele acumulem frustração para ele e pressão para você. Se a falta de libido a incomoda, conte sobre como você se sente sobrecarregada e procure dividir melhor as preocupações e tarefas para que você tenha tempo de reativar seu desejo – lendo um livro erótico ou assistindo alguns filmes para incentivar esse pensamento, sem se sentir envergonhada com isso.

Você tem dificuldades para chegar ao orgasmo
O problema pode ser físico (muitas mulheres não conseguem gozar apenas com penetração, por exemplo) ou emocional. Nesse segundo caso é que complica: você precisa estar focada no momento (e não pensando em todos os seus afazeres) para se abrir a essa experiência, mas não tão concentrada a ponto de ver o ato como simplesmente uma procura por orgasmo. A ideia é descobrir o que a agrada, relaxar e entender que é um momento natural entre vocês dois. “Cada um sente o prazer da sua forma e é importante que sintam prazer juntos”, diz João.

Sincronize: Para garantir o prazer é preciso se conhecer, ter intimidade com o próprio corpo. A psicóloga e terapeuta de casais Marina Vasconcellos, de São Paulo, pontua um exercício para isso: “Se olhe no espelho ao sair do banho. Passe creme devagar ao longo de todos os cantos da pele para saber que pontos a excitam”. E, acima de tudo, liberte-se. “É essencial desbloquear a própria mente, se permitir ter e expressar o seu desejo”, ressalta. Então fique à vontade para conversar com o seu parceiro, ensinar o que a agrada e pedir por isso. Ainda pensando naquele prazo no trabalho? Fuja da sua realidade. Segundo Sônia, muitas mulheres não chegam ao clímax durante a relação porque não conseguem fantasiar e levar situações ao cérebro, para que ele responda na forma de relaxamento, possibilitando, assim, o orgasmo.

Ele tem dificuldade em chegar ao orgasmo
Contrariando a crença popular, nem todos os homens conseguem gozar facilmente. Ele também pode ter dificuldade em atingir o orgasmo e isso está relacionado não somente aos hormônios, como também a como ele se sente em relação a si mesmo e ao relacionamento.

Sincronize: “Reserve um tempo para que o casal possa conversar sobre isso”, aconselha Marina. É preciso identificar se há algum problema e tentar solucioná-lo. Às vezes, a causa é tão simples quanto a monotonia no relacionamento, coisa que vocês podem resolver com umas escapadas no carro ou tentando descobrir novas maneiras de excitar o outro – assistindo a um pornô juntos e comentando sobre as posições, por exemplo. Se nada resolver, talvez seja importante ele procurar um médico, para tratar tanto de questões psicológicas em relação a ele mesmo quanto de possíveis disfunções hormonais.

Você toma medicamentos e sente queda na libido
Algumas drogas interferem diretamente nos níveis hormonais da mulher. É o caso, por exemplo, de pílulas anticoncepcionais, que tendem a causar uma queda da libido feminina. Há ainda mudanças naturais que acontecem no nosso corpo, como a chegada da menopausa ou uma gravidez.

Sincronize: Se você percebe uma diferença clara entre o período A.P. e D.P. (antes e depois da pílula) converse com sua médica sobre métodos alternativos não hormonais para impedir a gravidez não desejada. Se for o caso de um medicamento necessário ou de mudanças naturais no corpo, procure outras maneiras de aumentar o desejo criando intimidade afetiva. A dica de Sônia é investir nas preliminares – e não as que você está pensando. “O sexo começa muito antes, em um bilhete de bom dia ou um gesto de carinho logo pela manhã”, comenta.

Ele toma medicamentos
As mudanças hormonais não são exclusividade da ala feminina. Com o tempo, eles também começam a produzir menos hormônios sexuais, e o uso de medicamentos, como antidepressivos, ainda podem interferir na libido dele.

Sincronize: É importante ter paciência. Valorize os momentos a dois. “Se o casal tem mais ou menos a mesma idade, vocês vão sentir essas mudanças juntos. Há a diminuição do desejo, mas vocês podem aproveitar o relacionamento de outras formas: viajando juntos, fazendo uma aula de dança, procurando outros tipos de prazer. A palavra libido não é só energia do sexo, é energia de vida e essa energia pode ser retomada a qualquer momento”, comenta Sônia. Se a mudança hormonal foi causada por medicamentos, incentive-o a conversar com o médico, que pode alterar a dosagem ou adicionar estimuladores (como Viagra) na prescrição para balancear.

Você acabou de ser promovida
Agora você tem mais responsabilidades e menos tempo. Esse tipo de notícia merece uma celebração, mas, também, uma revisada nas suas prioridades. Com tantas coisas para cuidar, é comum colocar o sexo no fim da lista. “A relação sexual é importante”, ressalta Sônia, “e um orgasmo é um relaxante de primeira”, completa.

Sincronize: O importante é criar um ambiente de relaxamento antes mesmo de pensar sobre sexo. Faça da sua casa seu abrigo – ali você não vai pensar no relatório da semana que vem. Se vocês têm filhos, deixe as crianças com os avós alguns dias ou coloque-as na cama mais cedo, para que vocês tenham um momento a sós. E inclua os momentos a dois na sua agenda, separando um dia da semana para vocês. “A ideia é possibilitar encontros sem programação, mas que foquem no afetivo, amoroso e sexual. Caso contrário, o casal ficará no campo da amizade”, explica Sônia.

Ele acaba de perder o emprego
Toda situação de estresse pode interferir na vida do casal. Quando há problemas financeiros, por exemplo, o casal passa a brigar mais e isso desgasta a relação, há menos energia emocional. Existe ainda o fator da baixa autoestima.

Sincronize: Assim como o estresse de ser promovida, o de perder o emprego também afeta o desejo sexual. Procurem relaxar juntos, com atividades como ioga, corrida ou mesmo um bar a dois no fim de semana – isso vai colaborar tanto para você se desligar do trabalho quanto para ele se sentir ocupado. No quarto, chegue de maneira sutil, mostrando que está aberta ao sexo quando ele se sentir bem, mas sem pressioná-lo. Transar libera um hormônio chamado ocitocina, que, além de reforçar o vínculo do casal, também relaxa, segundo João.

“Brincando com Fogo”: adiar sexo ajuda ou atrapalha nos relacionamentos?

Publicado em Yahoo/Notícias , 14.05.20
Colaboração: Melissa Santos

Casal icônico do "Brincando com o Fogo", Harry e Francesca não respeitaram as regras do reality. Foto: Divulgação/Netflix

Logo que “Brincando com Fogo” (“Too Hot to Handle, em inglês), da Netflix, estreou no Brasil, o reality show foi parar no topo da lista de produções mais assistidas. Sem dúvida, muita gente ficou curiosa para entender o objetivo do programa que reuniu participantes solteiros e “atraentes” –com corpos e tipos físicos tidos como ideais pela sociedade– para ficarem juntos em uma casa sem poder ter relações sexuais, beijos e masturbação.

Os participantes, que descreveram no início do programa sua vida sexual ativa e falta de vontade de um relacionamento sério, só foram avisados dessas regras posteriormente pela robô Lana. Segundo a assistente virtual, eles deveriam se abster de sexo por um mês para obter duas conquistas:
1) um prêmio de 100 mil dólares, que sofreria redução caso as regras fossem quebradas
2) conseguir se conectar e ter relações amorosas mais profundas.

A premissa é que ao evitar o sexo sem compromisso, focado apenas na atração física, os homens e mulheres do jogo se conheceriam mais e poderiam iniciar um relacionamento sério. A afirmação dividiu opinião entre os especialistas ouvidos pelo Yahoo.

De acordo com Marina Vasconcellos, psicóloga, psicodramatista e especialista em terapia de casais e famílias pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não partir para o sexo de primeira pode, de fato, contribuir para quem está querendo uma conexão mais profunda.

“Principalmente se a pessoa valoriza apenas o tesão imediato, aí o sexo casual pode prejudicar. Se não há envolvimento amoroso, você pode ter preconceitos que te impedem de iniciar certas relações, por exemplo, ela/ele é muito alto. Quando a pessoa se permite se relacionar primeiro, se encantar com o papo e só se envolver fisicamente depois, muitas vezes ela sequer lembrará quais eram esses problemas e pode se surpreender e se relacionar com alguém legal”, afirma.

Claro que construir uma relação não é simples e tampouco rápido. Leva tempo, dedicação, encontros e, também não podemos ignorar que a atração física, principalmente de início, também é levada em conta. “O beijo é a porta de entrada. Se ele não bate, muitos casais sequer vão adiante. No fundo, um relacionamento é uma construção. É o jeito da pessoa ser, como ela fala, o que vocês têm em comum, a admiração. Mas todos esses aspectos, sem dúvida, impactam na química e no sexo”, avalia Marina.

Já Carla Guth, psicóloga especializada em relacionamentos e família, acredita que não é possível confirmar ou não a teoria do reality, principalmente por conta do prêmio de dinheiro envolvido. “A premiação funciona como um estímulo para que as pessoas reprimam e controlem seus desejos. O prazer está ali, mas eles camuflam e escondem só para ganhar dinheiro”, diz.

Para Tiago Brumatti, sexólogo somático, o sexo é parte importante de uma relação e não impacta ou atrapalha conexões mais profundas. De qualquer forma, ele avalia que antes de mais nada é preciso levar em conta o tipo de expressão sexual do seu parceiro. “Há um estudo de David Schnarch que traça esses perfis. No caso do reality, a expressão dos participantes era focada em fantasias e conectadas com interpretações de papéis. Eles pensavam no sexo como aventura sexual e desejo e perdiam o interesse na hora de aprofundar o relacionamento”, destaca.

Por isso, o sexólogo acredita que os casais devem ter abertura para conhecer suas expressões sexuais e poder colocá-las em prática no dia a dia para ter um relacionamento sexualmente saudável. “Independente de reality show, cada indivíduo tem uma expressão sexual diferente e é preciso ter uma conversa franca com seu parceiro sobre isso, assim evitamos frustrações e conflitos futuros”, afirma.

“Tá tudo ruim, mas o sexo salva o casamento”: veja como se livrar disso…

Publicado em UOL/Universa,22.01.20
Colaboração: Heloísa Noronha

Se só o sexo é bom, tem algum problema aí... - miljko/Getty Images
Se só o sexo é bom, tem algum problema aí…

Muitos casais se dão perfeitamente bem na cama, mas fora dela mal conseguem conversar. Brigas constantes, falta de diálogo e até abuso são alguns dos problemas que permeiam a convivência a dois. No entanto, por mais que as coisas não fluam nada bem, o relacionamento segue em frente aos tropeços. Por que isso acontece? A química sexual, em alguns casos, é a principal justificativa para continuar uma relação ruim e até mesmo tóxica.

“O sexo e o orgasmo liberam várias substâncias no organismo, como as endorfinas, responsáveis pelas sensações de bem-estar e prazer. Já a ocitocina, o chamado ‘hormônio do amor’, é responsável pela manutenção do vínculo e da intimidade. Quanto mais as se sentem ligadas. Essa impressão de proximidade pode ajudar a relevar as coisas da relação que são ruins, pois o sexo acaba compensando e causando a impressão de que tudo vale a pena”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Além disso, no caso de relacionamentos abusivos, o abusador costuma convencer a vítima de que ela não pode viver sem o laço fantástico que têm na cama.
Para Carla Guth, psicóloga e psicopedagoga, de São Paulo (SP), a química sexual é importante para qualquer relacionamento e, justamente por isso, pode mascarar uma relação ruim ou abusiva. “Mas se não houver outras compatibilidades e interesses, a relação precisa ser revista e reorganizada. O sexo sozinho não segura uma relação que deve envolver vários componentes, como objetivos comuns e como as trocas acontecem”, observa.

É provável que a relação sexual seja a única parte boa da vida do casal, que permanece junto por diversos motivos: medo da reação do outro em um possível término ou mesmo em uma conversa para falar sobre o que não gosta na relação ou na pessoa, medo da separação por causa dos filhos, medo da solidão, incerteza em relação a futuro… “As pessoas tendem a se apegar ao que é bom na relação e varrer para baixo do tapete o que não gostam ou que têm dificuldade de enxergar e mudar”, pondera a psicóloga e terapeuta sexual Paula Napolitano.

Ainda segundo Marina, quem não consegue se livrar de uma relação nesses moldes, em geral, apresenta problemas emocionais que exigem atenção. “Quem está bem emocionalmente percebe no convívio o que está ruim e como o parceiro é, de fato. Assim, coloca na balança os pontos positivos e negativos e entende que o sexo não supre tudo, optando por romper. Quem permanece precisa buscar ajuda, porque, de algum jeito, está se permitindo ser abusada”, pontua. Muitas pessoas, conforme a psiquiatra Denise Gobo, da Unifesp, sofrem de transtorno de personalidade dependente. “Por conta disso, têm maior tendência à submissão e interagem de uma forma em que o par tem grande influência sobre todas as suas escolhas. Acabam fazendo qualquer tipo de coisa para agradar o outro”, comenta.

A dependência emocional é algo muito comum para fazer do sexo bom uma espécie de “tábua de salvação”. “Apesar de o relacionamento ser ruim em outras esferas, se tem alguém ao lado. É inconsciente, não é algo que está estampado na cara. O mecanismo é retroalimentado, onde se mantém comportamentos tóxicos e abusivos, há medo e insegurança de sair do relacionamento. Soma-se a isso as atitudes ‘boas’ por parte de um parceiro abusivo na intenção de mostrar arrependimento e criar expectativa de que não vai mais acontecer, fica ainda mais difícil largar uma relação tóxica”, diz Andreia Fiamoncini, psicóloga e terapeuta sexual da Plataforma Sexo sem Dúvida.

De acordo com a terapeuta de casais Ivana Cabral, a dependência emocional vem da falta. O indivíduo não se basta, ele busca no outro aquilo que não consegue produzir pra si. São pessoas totalmente inseguras, com falta de amor próprio, que agem como sanguessugas do par para sobreviverem. Colocam, ainda, suas expectativas de felicidade na mão do seu parceiro, vivendo uma vida de muita insatisfação. “Entretanto, a justificativa da permanência em um relacionamento tóxico por química sexual é uma desculpa para não tomar uma decisão, pois o ser humano tem o hábito de inventar desculpas para permanecer na zona de conforto”, alerta Ivana.

“Um psicólogo ou psicoterapeuta tem as ferramentas certas para ajudar a pessoa a se fortalecer, desenvolver habilidades sociais e possibilitar a construção de novos relacionamentos sadios. Geralmente, quem está sofrendo tem muitas distorções cognitivas associadas, problemas de autoestima e autoconfiança, insegurança e visão distorcida sobre si e sobre o outro. Com ajuda, é mais fácil identificar como funciona o padrão de comportamento, verificar as causas e trabalhar nelas para construir uma vida mais saudável”, sentencia Andreia.

Masturbação: o que ela pode fazer pelo seu relacionamento

Publicado em Yahoo Vida e Estilo/Comportamento, 06.12.19
Por: Ava Freitas

A prática sexual pode ser uma brincadeira para ser feita a dois e assim incrementar a vida sexual do casal (Foto: Getty Images)
A prática sexual pode ser uma brincadeira para ser feita a dois e assim incrementar a vida sexual do casal (Foto: Getty Images)

A masturbação não precisa ser uma prática solitária, só para quando você está sem parceiro (a) ou este (a) está longe. Quando feita a dois, ela pode aumentar a intimidade e o prazer no relacionamento.

“Ela favorece o autoconhecimento do corpo. Por meio dela, você descobre em si mesmo e no outro como tocar e quais os locais que podem proporcionar mais prazer. Ela pode apimentar a relação”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal.

Veja a seguir as dicas da especialista para você começar ou incrementar a prática.

1. Autoconhecimento
Segundo Marina, o principal benefício sobre a masturbação é o conhecimento que ela provoca a respeito das zonas erógenas do próprio corpo e também sobre o do parceiro. “Quando você se conhece, consegue dar dicas para o outro sobre o que quer e como quer. O resultado é o aumento de intimidade entre o casal.”

2.Fazer junto ou separado
Os benefícios da prática independem de a pessoa fazer sozinha ou com um parceiro. O que determina isso é se o casal está à vontade um com o outro, o que depende da intimidade que tenham. Mas saiba que há quem tire muito prazer de ver o parceiro se masturbando. Considere experimentar e você não vai se arrepender.

3.Simplesmente comece e/ou converse
Você não tem o hábito de se masturbar, muito menos de masturbar o par. Não há nada de errado nisso. Aliás, se há consentimento entre os envolvidos, não há certo e errado quando se trata de sexo. Mas se você ficou curioso sobre o que a masturbação pode provocar na sua vida sexual, perca o receio e experimente. Nas preliminares, você pode surpreender o parceiro se tocando para que ele assista. Se acha que pode assustá-lo, coloque o assunto sobre a mesa, ou melhor, a cama. “Falar de forma natural quebra o gelo. Masturbação não tem de ser um tabu. É preciso apenas respeitar o que pensa e sente o par”, diz a terapeuta de relacionamentos.

4.Brinquedos eróticos
Levar um brinquedo como um vibrador para o quarto pode ajudar a introduzir o assunto masturbação no relacionamento. Acredite: pode ficar bem divertido!

5.Para quem nunca experimentou
Marina Vasconcellos diz que há pessoas que nunca se masturbaram porque simplesmente não sentiram vontade. E isso não é nenhum indício de problema sexual. Mas se a curiosidade sobre o assunto pintou agora, talvez seja melhor começar sozinho para depois levar a novidade para o parceiro. Assim você fica mais seguro e a prática flui.

6.Curta você mesmo
Se está naquela entressafra, sem um parceiro fixo ou mesmo um eventual, aproveite para experimentar o prazer que a masturbação pode dar a você e, principalmente, o autoconhecimento. Você perceberá o quanto ela fez por você ao voltar a se relacionar com alguém.

7.Quando vira um problema
Apesar de aliada de uma vida sexual saudável, a masturbação pode se tornar um problema em duas situações. A primeira se virar uma compulsão. Você não consegue realizar suas tarefas profissionais ou participar de compromissos pessoais porque só pensa em se masturbar. A segunda é você passar a evitar relacionamentos por causa dela.

Como lidar com a vergonha do corpo na hora do sexo?

Publicado em IG/Delas,05.10.19
Colaboração: Larissa Bomfim

A insegurança com o próprio corpo e algo que afeta as mulheres, mas isso não pode ser um fator decisivo para aproveitar ou não um momento íntimo

mulher se sentindo insegura com o próprio corpo
A vergonha do corpo está muito ligada à ideia de que as mulheres têm que atingir ‘padrões de beleza’ e ter o ‘corpo perfeito’


Mas como não deixar essa vergonha do corpo te atrapalhar ao começar um relacionamento novo ou até mesmo na “hora H” com o parceiro? Foi isso que uma leitora do Delas questionou no nosso email e nós conversamos com especialistas para responder a pergunta.

Marina Vasconcellos, que é psicóloga, psicodramatista e terapeuta familiar e de casais pela PUC-SP, explica que, antes de mais nada, é preciso entender o motivo da insegurança. “As mulheres ficam com vergonha porque acham que os homens querem aquelas modelos perfeitas, já que isso é algo que a cultura da beleza nos ensina e é perpetuado pela mídia.”

“Assim, se elas não estiverem seguras consigo mesmas, acham que o corpo delas não está bom o suficiente e imaginam que os homens querem algo diferente. Há a fantasia que eles querem esse corpo perfeito e isso faz elas esperarem mais delas mesmas do que deveriam”, diz.

A fisioterapeuta pélvica, sexóloga e educadora sexual Débora Pádua, completa que essa ideia de “padrão de beleza” acaba surgindo, principalmente, na adolescência, fase em que a maior parte das meninas inicia a vida sexual. “Pela idade e por não ter muito conhecimento sobre o próprio corpo, elas acabam focando nos ‘defeitos’ e criando essa insegurança.”

Mas afinal, como parar de sentir vergonha do corpo e aproveitar o sexo?

mulher de costas usando sutiãA A vergonha do corpo não pode ser algo que te atrapalhe no sexo e, por isso, procure alternativas para ganhar confiança

A educadora sexual explica que o primeiro passo para começar a confiar em si mesma e não deixar os detalhes que são considerados “imperfeições” atrapalharem a transa é conhecer o próprio corpo. “Saber o que você gosta, o que não gosta e o que pode ensinar ao parceiro, por exemplo, pode te ajudar a se sentir confiante na relação”, indica.
Outra questão que vai trazer segurança e fazer a mulher se sentir bem sobre si é o tipo de relacionamento que ela tem com esse parceiro. “Acho que quando o homem consegue admirar uma mulher e dizer isso para ela de forma sincera, tudo se torna mais fácil, porque ela se sente mais valorizada, mais bonita.”

“Mas ela também tem que pensar que quando uma mulher vai para a cama com um homem, ela já foi ‘escolhida’ por ele (e vice-versa) antes de tirar a roupa. Não existe alguém que tira a roupa e vira outra pessoa, com outro corpo”, comenta.

Marina reforça que a autoestima não está ligada apenas ao sexo, mas é preciso desenvolvê-la para que haja essa confiança própria. “Se a mulher estiver segura consigo, vai confiar nessa mesma e não vai dar toda essa importância para o corpo. Essa construção pode ser feita ao olhar para si mesma, perceber seus pontos positivos e negativos e através de terapia.”

Enquanto ainda está nesse processo de autoconhecimento e construção da confiança, a dica é aproveitar o momento. “A relação sexual é composta por sensações: beijos, abraços, cheiros… Se a mulher tentar focar no momento em que está vivendo com aquela pessoa e em sentir prazer, prestando atenção nesses sentimentos dela e do outro, vai ficar mais envolvida no sexo e pouco preocupada com o próprio corpo e aparência”, finaliza Débora.

Sonhar com sexo não significa sempre erotismo: entenda o que pode ser

Publicado em UOL/VivaBem,23.08.19
Colaboração: Simone Cunha

Sonhar com sexo pode não ter nada a ver com atração sexual - iStock
Sonhar com sexo pode não ter nada a ver com atração sexual

De repente, você desperta excitado de um sonho com muitas carícias e desejos. Na lembrança, tudo estava muito envolvente, mas era com seu chefe. Como assim? É muito comum alguns sonhos despertarem surpresa e questionamento, afinal na realidade parecem inconcebíveis. Sonhar que está transando com um amigo, parente ou pessoa de um gênero que você não se atrai pode soar ‘sem pé nem cabeça’.

E nem sempre esses sonhos trazem um erotismo à tona. É fundamental fazer uma análise de todos os elementos para tentar chegar a uma resposta. E isso pode mudar de pessoa para pessoa, fase, histórico, lembranças, desejos e por aí vai. Portanto, não há um significado padrão para cada tipo de sonho. E isso é o mais fascinante, pois exige um processo de autoconhecimento para tentar dialogar com o inconsciente e compreender o que ele quer te dizer.

A importância de sonhar

Os sonhos são conteúdo do inconsciente e, ao acordar, podemos ter a lembrança de alguns aspectos desse sonho, sendo que podem ter mais detalhes ou, às vezes, não alcançam o limiar da consciência. Desde que a pessoa não sofra com insônia, é praticamente certo que sonhamos todas as noites e usar essa ferramenta pode ser muito produtivo para o processo de autoconhecimento.

De acordo com os ensinamentos de Sigmund Freud, criador da psicanálise, há uma transformação dos elementos originais, ou seja, um sonho dificilmente será lido diretamente, e seu sentido desvelado sem a participação daquele que sonha. “Assim como um sonho aparentemente inocente pode trazer como associação elementos sexuais, um sonho com sexo pode dar suporte para outro jogo de forças no sonhante”, explica a psicóloga e psicanalista Berta Hoffmann Azevedo, colaboradora da diretoria científica da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP).

Portanto, há sonhos com diferentes graus de simbolização, alguns mais próximos de uma descarga de tensão, outros com maior elaboração simbólica. Por isso, não é preciso levá-lo ao pé da letra e sentir-se perturbado se acordou em delírio por uma pessoa conhecida que, na realidade, pouco te chama a atenção sexualmente.

Personagem é o que ele representa

Para Marina Vasconcellos, psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e psicodramatista, existe uma linha de interpretação de sonhos que considera cada elemento como sendo uma parte do sonhador. Um personagem pode estar representando uma fase de vida da pessoa, ou uma característica que ele precisa lidar, por exemplo.

Marisa Catta Preta, psicóloga clínica e docente na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES), concorda: “É natural sonhar que estamos [em] uma relação sexual com determinada pessoa ou personagem. E não necessariamente, se trata da pessoa em si, mas do que ela representa”.

Os diferentes personagens que compõem a cena podem representar aspectos diversos de si, nem sempre facilmente conciliáveis. “Os sonhos, por si só, já são um trabalho de conciliação de tendências conflitantes que ganham alguma solução na elaboração onírica”, destaca Hoffmann.

Segundo Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta que fundou a psicologia analítica, a principal função do sonho é compensar nossas atitudes muito unilaterais da consciência que desconsideram alguns conteúdos em detrimento de outros. “Isso revela uma capacidade da nossa psique de autorregulação, em que o equilíbrio entre polaridades promove saúde mental”, enfatiza Catta Preta.

Desvendando alguns sinais

Não é possível realizar uma interpretação específica sobre cada sonho, mas algumas situações ou personagens podem sinalizar algumas possibilidades. Por isso, as psicólogas Dora Tognolli, psicanalista membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e Marina Vasconcellos avaliam alguns tipos de sonhos:

  • Sexo com celebridade – Um estudo da Universidade de Montreal apontou que as mulheres eram duas vezes mais propensas que os homens a ter fantasias noturnas com uma pessoa famosa. A celebridade pode representar beleza, sucesso, carreira bem-sucedida e isso ser algo que o sonhante tanto deseja.
  • Sexo com o chefe – Esse personagem pode representar autoridade, liderança, poder de decisão. Daí, vários questionamentos podem surgir: Está satisfeito no trabalho? Sente-se oprimido? Quer ser melhor reconhecido?Deseja uma promoção?
  • Sexo com um parente – Pode até provocar um ranço, mas é importante procurar entender o que aquela pessoa representa para você. Alguma qualidade que admira? Ou se for o pai ou um tio mais velho, como é sua atração por uma pessoa com mais idade?
  • Sexo com um estranho – De onde surgiu essa pessoa? No sonho, a persona pode ter alguma característica de alguém conhecido, ou remeter a alguma situação e, neste caso, a proposta, talvez, seja trazer essa informação e o estranho é apenas um elemento.
  • Sexo em lugar público – pode resgatar um lado exibicionista que fora reprimido, ou talvez mostrar que o sonhante tem se sentido exposto, algo o ameaça e, talvez, precisa entender e enfrentar uma critica ou um tipo de situação invasiva.

 

Sexo casual: 7 motivos que indicam que é melhor deixar para outro dia

Publicado em Universa UOL/Sexo, 01.07.19
Por: Heloísa Noronha

Getty Images/iStockphoto

Quando o tesão bate e os dois estão muito a fim de transar, para que esperar? A graça do sexo casual é justamente a falta de compromisso e a sensação de aventura. Mas para que a experiência seja 100% prazerosa é importante tomar algumas precauções — caso contrário, o melhor é repensar a possibilidade e adiar a experiência para outro dia. Na hora de decidir, considere as circunstâncias a seguir:

1. Nenhum dos dois tem camisinha
Eis aí o sinal mais importante de todos para desistir do sexo casual, ainda que o tesão seja imenso! Como vocês provavelmente se relacionam com outras pessoas – e não sabem em circunstâncias essas transas acontecem – segurar a onda e evitar contrair uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) é a decisão mais sensata a tomar. As estatísticas provam que transar sem proteção é um risco em ascensão: segundo dados de 2018 da Secretaria Estadual de Saúde, as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos.

2. O parceiro parece abusivo ou agressivo
Siga a sua intuição. Se, no bar ou na balada, o sujeito se mostrar meio bruto no jeito de beijar, de tocá-la ou até de conduzir a conversa, presta atenção no sinal vermelho. “E fuja correndo. O ideal é fazer sexo casual só em ambientes seguros e com pessoas minimamente gentis e confiáveis. A sua vida vale muito para se arriscar quando os indícios mostram perigo”, fala Lígia Baruch de Figueiredo, doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e coautora do livro “Tinderellas – O Amor na Era Digital” (Ema Livros). “Melhor não arriscar logo de cara a intimidade, pois entre quatro paredes você estará à mercê do que ele fizer, desprotegida e possivelmente se colocando em risco”, completa a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

3. Os dois são amigos, mas só você tem expectativas amorosas
Para Ellen Moraes Senra, psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental, do Rio de Janeiro (RJ), trata-se de outra furada anunciada. “Misturar amizade e sexo pode até não ser uma ideia tão ruim, desde que ambos saibam que se trata apenas disso. Porém, se há sentimentos amorosos envolvidos por uma das partes não tem nem porque arriscar, pois além de se magoar você pode acabar com a amizade que tinha”, avisa. Portanto, avalie se está preparada para encarar a situação como apenas um momento de diversão entre amigos, sem expectativas ou compromissos.

4. Ele propôs uma fantasia que você não quer fazer
A realização de fantasias muitas vezes acontece apenas quando já existe uma intimidade e ambos sentem-se à vontade para dizer ou fazer o que alimentam no plano da imaginação. “Caso ainda não confie suficientemente na pessoa e se sinta incomodada com a proposta, respeite seu tempo e sua intuição e coloque seu limite. O sexo deve ser prazeroso e ambos estarem de acordo com o que rola na cama, o que provoca ainda mais prazer. Não vale a pena ‘violentar-se’ para satisfazer o desejo de alguém que você mal conhece”, pondera Marina.

5. Você quer fazer sexo casual como vingança
Querer dar o troco na mesma moeda, saindo com o primeiro que aparecer para se vingar de uma traição do parceiro, por exemplo, é uma ideia que só costuma funcionar na teoria. “Na prática, partir para o sexo casual como forma de desforra vai provocar uma sensação de moral que apenas vai piorar uma autoestima já abalada. Isso acontece porque não uma conexão real com o parceiro eventual, como atração física ou emocional”, fala Lígia. A única exceção é no caso de haver uma atração prévia que ficava enrustida, aí a vingança até pode gerar prazer.

6. Você bebeu demais
“Então, sem dúvida, seu julgamento está prejudicado. E, dependendo da quantidade de álcool ingerida, seu bom senso e sua visão também não estão lá grande coisas, o que nos faz pensar se iria dar conta de lidar com o que encontrasse no dia seguinte”, diz Ellen. De acordo com Denise Figueiredo, psicóloga e sócia-diretora do Instituto do Casal, em São Paulo (SP), quando falamos de sexualidade é primordial falarmos de desejos e vontades. “Para que a relação casual seja um momento legal, é necessário estar certa do que está fazendo. Por isso, caso esteja alcoolizada e ainda em dúvidas, vale a pena rever essa vontade. Beber demais, além de baixar a censura, pode fazer com que a resposta sexual não aconteça da maneira natural como deveria acontecer”, diz. E, vale pontuar, pode colocá-la em situações não consensuais e de risco.

7. O local escolhido não é seguro
A psicóloga Marina lembra que é importante tomar cuidado ao arriscarem-se em lugares públicos onde possam ser surpreendidos a qualquer momento por alguém, passando por constrangimentos. É fundamental ter um mínimo de cuidado em preservar a privacidade e a segurança de ambos, evitando situações perigosas ou desagradáveis. Se não se sente à vontade, deixe para depois.

Por que você não deve fingir orgasmo durante o sexo com o seu parceiro?

Publicado IG/Delas- Amor e Sexo, 01.01.19
Por: Larissa Bonfim

Segundo especialistas, o orgasmo não deve ser uma cobrança entre o casal e fingir ter prazer pode atrapalhar ainda mais o desenrolar do relacionamento

Se você nunca chegou a fingir orgasmo com seu parceiro, com certeza deve conhecer alguém que já fingiu. De acordo com um  estudo norte-americano feito com mais de 2 mil pessoas, essa é uma prática bastante comum entre as mulheres, já que pelo menos 68% das entrevistadas relataram já ter fingindo prazer pelo menos uma vez na vida, enquanto o número de homens que afirmaram ter feito a mesma coisa cai para 27%.

É bastante comum que as mulheres cheguem a fingir orgasmo, seja como um jeito de agradar o parceiro ou por ter vergonha

É bastante comum que as mulheres cheguem a fingir orgasmo, seja como um jeito de agradar o parceiro ou por ter vergonha

Segundo a fisioterapeuta pélvica, sexóloga e educadora sexual Débora Pádua, existem muitas razões para as mulheres chegarem ao ponto de fingir orgasmo . “Muitas vezes, a parceira quer agradar o homem e mostrar que ele está proporcionando prazer e acha que é necessário fingir para demonstrar isso. Outras vezes, é uma forma de fazer com que a relação termine mais rápido, porque ela já está satisfeita com o que aconteceu.”

A psicóloga, psicodramatista e terapeuta familiar e de casais Marina Vasconcellos completa que muitas mulheres acreditam que têm obrigação de sentir prazer durante o sexo e querem satisfazer o parceiro ou provar a si mesmas que são confiantes. “Fingir é uma forma de não decepcionar, mostrando que ele é bom na cama ou que ela mesma que está bem ali.”

A terapeuta também menciona que, entre os fatores que podem impedir a mulher de atingir o orgasmo  , estão fatores do relacionamento que não envolvem a conexão física. “Problemas na relação podem refletir no sexo, e elas acabam não se entregando na cama.”

As profissionais explicam que é comum que as mulheres tenham vergonha de conversar com os parceiros sobre sexo e, em especial, sobre as próprias necessidades na hora de sentir prazer  . Isso porque dizer que a relação não está tão boa quanto poderia ser pode ser levado como uma crítica negativa e, também, há o medo de ser julgada por expor as próprias vontades.

“Muitas mulheres creem que são responsáveis pelo próprio prazer, mas é fundamental conversar com o parceiro, tanto porque relação sexual é a maior intimidade de um casal, quanto por ser o melhor jeito para encontrar uma forma de agradar os dois. Por incrível que pareça, essa conversa ainda é um tabu entre os casais”, afirma Marina.

Entretando, como muitas coisas no relacionamento, o diálogo é a melhor solução. “Sem ter uma conversa, ele sempre vai achar que determinada forma de fazer sexo oral está sendo o que te faz chegar ao ápice do prazer, mas não está. Os dois devem buscar o melhorar da relação, mas sem ter a noção do que realmente faz ela sentir prazer, não tem como ter essa busca”, diz Débora.

Mas afinal, por que não fingir orgasmo?

Fingir orgasmo pode ser um problema para o casal, já que torna o sexo uma rotina e pode impedir que a mulher sinta prazer

Fingir orgasmo pode ser um problema para o casal, já que torna o sexo uma rotina e pode impedir que a mulher sinta prazer.

A educadora sexual explica que fingir orgasmo não vai ser algo, necessariamente, prejudicial para o relacionamento, mas é um engano para os envolvidos naquela relação. “Ele acha que está proporcionado o prazer para a mulher e ela acha que está fazendo o certo ao deixar ele acreditar nisso, então eles nunca vão melhorar no sexo, porque sempre vão fazer as mesmas coisas, ter as mesmas respostas e a mulher vai ter que fingir sempre.”

Segundo ela, as relações sexuais de um casal que está em um relacionamento não deveriam ser vistas como uma “receita de bolo”, mas como uma folha em branco, tornando cada transa uma nova oportunidade para você fazer o que quiser e testar coisas novas.

Marina também afirma que cada vez que você chega a fingir orgasmo é uma oportunidade perdida de mostrar para o seu parceiro o que não está legal na relação. “Você acaba perdendo a chance de falar ‘vamos tentar outra posição’, ‘ tá muito violento’ ou ‘tá devagar demais’, de dizer o que gosta e o que não gosta. Às vezes falta aproveitar mais as preliminares ou não da tempo da mulher ficar excitada, porque elas demoram mais tempo do que os homens para ‘acender’.”

Assim, deixar de dizer o que está ou não te satisfazendo sexualmente e continuar fingindo vai deixar o seu sexo “mais do mesmo” e não vai te ajudar a atingir o ápice, porque nem você ou o seu parceiro vão se esforçar para mudar as coisas.

É possível chegar ao prazer e ficar satisfeita sem fingir orgasmo?

Segundo educadora sexual, o mais importante é parar de fingir orgasmo e focar em como sentir prazer de outras formas

Segundo educadora sexual, o mais importante é parar de fingir orgasmo e focar em como sentir prazer de outras formas.

A melhor solução para sentir prazer, segundo a terapeuta de casais, é falar abertamente sobre o assunto. “É essencial falar sobre fantasias abertamente e não ter vergonha de dividir seus desejos. Quanto mais intimidade e quanto mais conversa você tem com o seu parceiro, mais a relação sexual tende a melhorar, a intimidade aumenta e dá mais prazer para ambos.”

Outro fator é ter conhecimento do próprio corpo, de como estimular as  zonas erógenas , das melhores posições e, claro, não ter vergonha de expor essas coisas para o parceiro. “Quando a mulher não conhece o próprio corpo, não sabe se estimular ou quais sensações podem ser produzidas no corpo, fica mais difícil atingir esse ápice. Se ela conhece todas essas coisas sobre si, é importante mostrar isso para que o homem também saiba”, explica Débora.

Apesar disso, ninguém tem obrigação de atingir o orgasmo durante o sexo. “A relação sexual tem que ser a busca pelo prazer e não pelo orgasmo, até porque se prender na ideia de ter um orgasmo é o jeito mais fácil de não ter um. É importante fixar em sentir prazer na experiência e não pensar ‘tenho que fazer isso, mudar, tocar em tal lugar’.”

“Não tem problema nenhum do orgasmo não acontecer, desde que se tenha o prazer durante o sexo. Não é preciso fingir orgasmo e nem tornar isso uma cobrança. O casal tem que ter uma busca pelo prazer, já que o ápice é algo que se alcança com a experiência”, finaliza.

 

 

 

Falta de sexo: o que fazer quando o parceiro não te procura

Publicado em Ativo Saúde, 09.09.18

O sexo é algo muito presente no início dos relacionamentos. Natural e instintivo, a atração mútua e a vontade de transar com mais frequência ajudam os casais a desenvolverem o vínculo afetivo e a ficarem cada vez mais próximos. Dar-se bem na cama é sinal de que a química bateu, sendo garantia de momentos prazerosos de intimidade.

Porém, após algum tempo de relacionamento é normal que o desejo diminua, sendo necessários mais estímulos para que não ocorra falta de sexo. Entenda:

Causas de falta de sexo

Muitos podem ser os motivos para a falta de desejo sexual: desde problemas hormonais, que devem ser checados para afastar causas orgânicas, até os relacionais, que são os principais e bem mais comuns.

A existência de um amante, problemas emocionais (como depressão ou outros distúrbios psiquiátricos), falta de admiração pelo cônjuge, brigas constantes e clima hostil entre o casal, além de outros fatores, podem levar à diminuição ou falta de sexo por parte de um ou dos dois parceiros.

Durante o sexo, liberamos o hormônio ocitocina, responsável pelo vínculo afetivo. Consequentemente, em sua ausência, deixamos de alimentar quimicamente algo que nos conecta com o outro. A intimidade diminui e, aos poucos, o clima amoroso que é deixado de lado, dando brechas para que a relação esfrie e apareça um terceiro ou até mesmo para que o amor acabe.

Um casal deve ser amigo entre si, mas o sexo é o que vai distinguir a amizade de um relacionamento amoroso.

Importância do diálogo

Se um parceiro tem mais vontade do que o outro, provavelmente fica frustrado por não ter sua necessidade atendida.

O mais correto nessa situação é conversar abertamente sobre o assunto e procurar uma saída em conjunto para que a intimidade seja resgatada.

Um grande erro que os casais cometem é a falta de diálogo sobre a questão, que é delicada, por medo da reação do outro ou de magoá-lo.

Busque terapia de casal

Para que o casamento não caia na rotina — o que é muito difícil, mas possível —, é preciso cuidar eternamente da intimidade do casal, não deixando que ela se perca em meio às dificuldades ou correrias da vida. Assim que perceberem um descompasso na vida sexual, devem conversar a respeito.

Se não conseguirem, a ajuda de uma terapia de casal pode ser fundamental para reverter a situação, permitindo que encarem o problema em um contexto protegido e busquem as causas para tal desequilíbrio. Pode-se reverter a situação caso ambos estejam dispostos a isso, abrindo-se para ouvir e falar sobre o que os incomoda e revendo suas posição dentro da relação.

Não deixe para depois

 

 

 

 

 

 

 

 

O importante é não deixar que algo tão bom desapareça, provocando o afastamento do casal. Ao menor sinal de falta de sexo, converse a respeito. Não acumule mágoas nem permita que se transformem em grandes lamentações e tempo de felicidade perdido. Afinal, uma relação a dois é para ser algo bom, trazendo à tona o melhor de cada um, e o sexo faz parte disso.

Dar-se bem sexualmente com o parceiro só traz coisas boas: o humor melhora, o sorriso é mais fácil, as dificuldades são mais facilmente enfrentadas, o vínculo é fortalecido, o carinho é mais frequente, a pele fica mais saudável, a libido é estimulada, gastam-se calorias etc.

Então, o que está esperando para resolver sua questão? Enfrente, vá à luta, busque soluções, provoque a intimidade, procure a ajuda de um profissional.

Pegue, mas não se apegue: 6 dicas para aproveitar o sexo casual

Publicado em M de Mulher, 06.07.18
Por Raquel Drehmer

Dicas para aproveitar o sexo casual

O fato de não estar em um relacionamento nem de longe significa abrir mão da vida sexual. Além de tudo que pode ser explorado sozinha ou acompanhada na masturbação, uma alternativa legal para ter prazer é o sexo casual.

Como o próprio nome indica, sexo casual é aquele feito sem compromisso, sem necessidade de vínculos. Pode ser com um amigo, com uma amiga, com uma pessoa que você conheceu na noite e rolou uma química. Pode inclusive ser com a mesma pessoa por um período, desde que haja responsabilidade (use camisinha sempre) e a consciência dos dois lados de que o objetivo nesses encontros é ter prazer e não mais que isso.

“Sexo casual é ótimo quando a mulher está bem com ela mesma, entende suas necessidades físicas e sexuais e resolve tomar uma atitude para se satisfazer”, afirma a a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos.

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, do site de encontros casuais C-date, explica que o sexo casual pode ter um papel interessante na vida de uma mulher quando ela termina um namoro ou casamento e não quer engatar em outro relacionamento. “Tem tudo a ver com o momento em que ela está aberta para conhecer outras pessoas e experimentar outras formas de ter prazer sem se vincular emocionalmente”, diz.

Confira as dicas das especialistas para que o sexo casual tenha aproveitamento de 100% em sua vida.

Não crie expectativas
Esta é a regra número 1 do sexo casual. A ideia é que o encontro renda aquilo a que se propõe: sexo de boa qualidade e orgasmos. Não há obrigação de contatinho no dia seguinte ou de vínculos no mundo lá fora. Com a mente livre de tudo isso, o sexo fluirá muito melhor.

Escolha bem o parceiro ou a parceira
Por mais que o lance seja apenas prazer, você estará em contato BEM íntimo com aquela pessoa por algumas horas. Então é melhor que seja alguém legal e com quem você tenha um mínimo de assunto, consiga dar um pouco de risada. É sexo casual, não é sexo mecânico.

Solte-se e curta o momento
“Não dá para fazer sexo casual com peso moral nas costas. A mulher tem que esquecer desse tipo de amarras e ir com tudo, solta, para transar bem mesmo”, defende Marina. O conselho dela é: esteja inteira na relação sexual, entregue-se e curta muito o momento.

Peça tudo o que quiser
Carla lembra que, como o sexo casual tem a proposta de prazer pleno para as duas partes, a comunicação acaba sendo muito mais direta. Não que em um namoro ou em um casamento não possa ser assim, mas em um encontro puramente sexual fica muito mais fácil falar com todas as letras que quer sexo oral, sexo anal, masturbação ou o que for, porque não há a preocupação de se deparar com um questionamento ou um comentário que magoe no dia seguinte, por exemplo.

Certifique-se de que a outra pessoa também entenda que é sexo casual
Para o sexo casual ser um sucesso, as duas partes precisam ter entendido muito bem que estão ali para transar e pronto. Se o parceiro ou a parceira não estiver na mesma sintonia e começar a tentar estender o vínculo para além disso, o retrogosto do encontro não será legal para você.

Antes de efetivamente ir para os finalmentes, dê um jeito de deixar claro que o que você procura nessa situação é prazer, apenas isso.

Proteja-se
Lembre-se de sempre usar camisinha, seja o sexo casual com um amigo, com uma amiga ou com aquela pessoa bacana que você acabou de conhecer na balada. A camisinha é indispensável para evitar infecções sexualmente transmissíveis (como HIV, sífilis e gonorreia, entre muitas outras), além de ajudar a prevenir uma gravidez indesejada.

Quando NÃO é bom partir para o sexo casual
Tudo muito legal, né? Mas saiba que tem situações em que é melhor você evitar o sexo casual.

“Se a mulher estiver em uma fase de muito questionamento sobre a vida afetiva, chateada por estar sozinha enquanto as amigas estão todas casando, sexo casual é uma péssima ideia”, alerta Carla. O risco de você querer transformar qualquer sapo em príncipe é muito grande, o que certamente terá você magoada lá no fim.

Marina também orienta que nunca se pense em sexo casual com uma pessoa por quem você tenha algum apreço afetivo especial. “Por mais prático que o sexo seja, toda relação sexual consentida envolve a liberação de ocitocina, o hormônio do vínculo. Se a mulher já tem uma paixãozinha, isso vai aumentar e criar falsas esperanças.”

Um último caso em que Marina desaconselha o sexo casual é para as românticas incuráveis. Se você é do tipo que espera telefonema e flores no dia seguinte, gosta de atenção prolongada e quer que o sexo seja sempre parte de algo maior, sexo casual definitivamente não é sua praia. É melhor esperar conhecer uma pessoa legal que possa satisfazer todas suas expectativas. E ela vai aparecer, tenha certeza!

Os benefícios da corrida para o desempenho sexual

Publicado em Wrun, 16.07.18
Por: Lucas Imbimbo

O esporte melhora a resistência física, ajuda na concentração e mais!

A corrida ajuda no combate a doenças, estimula o contato com outras pessoas e… Pode ajudar a melhorar o desempenho sexual. Isso mesmo! A seguir explicamos como o esporte pode promover uma vida sexual mais saudável

1. Fôlego

Correr melhora a resistência, tanto cardiorrespiratória quanto muscular. “Correr exige um controle maior da respiração e contribui para evolução corporal, o que favorece, também, a performance sexual”, afirma a Dra. Karina Hatano, médica do esporte do Instituto Cohen. Haja fôlego!

2. Circulação

Mesmo com problemas crônicos, como a disfunção erétil – que atinge um a cada 10 homens ao menos uma vez na vida – a corrida pode ser benéfica. Além de fatores psicológicos, a impossibilidade fisiológica de aumentar o fluxo sanguíneo na região do pênis durante a ereção é uma das causas da disfunção. Correr auxilia a circulação, fazendo o coração bombear mais sangue para levar oxigênio às células musculares – e isso pode ter impacto benéfico na resolução do problema

3. Foco

Você já ouviu falar que, para correr, também é preciso treinar a mente? O esporte ajuda a controlar o psicológico e a manter a concentração. Como muitas das disfunções sexuais estão ligadas a fatores emocionais – como, por exemplo, a ejaculação precoce – o trabalho mental exigido na corrida acaba sendo muito efetivo também na cama. Além disso, a prática de regular física proporciona bem-estar e relaxamento, o que contribui (e muito!) na diminuição da ansiedade na hora do sexo.

Um estudo realizado pela VU University Medical Center, na Holanda, mostra que o exercício ajuda o cérebro a ter mais foco. Alunos foram submetidos a 20 minutos de exercícios aeróbicos todos os dias após a aula. Resultado: eles tiveram mais concentração e melhor resistência à distrações quando comparados aos alunos que fizeram menos ou nenhum exercício. “A corrida ajuda a distinguir o momento de tensão, do momento de relaxamento”, comenta Margareth dos Reis, sexóloga e Doutora em Ciências pela USP.

4. Fator hormonal

Uma pesquisa da Endocrine Society dos EUA descobriu que a corrida pode aumentar a produção de testosterona em homens, o que está diretamente relacionado com uma maior libido. Além disso, o esporte ainda tem efeito direto na diminuição dos efeitos do hipogonadismo, doença que está relacionada ao mau funcionamento das gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres).

5. Mais excitação

Um estudo da Universidade do Texas, realizado com mulheres que relataram problemas sexuais por conta do uso de antidepressivos, descobriu que a prática de atividades físicas pode melhorar a excitação genital. Nos testes, as mulheres que se exercitaram mostraram maior resposta genital devido ao aumento da atividade do Sistema Nervoso Simpático, o responsável para preparar o corpo para situações de medo, estresse e excitação.

6. Autoestima

Não podemos deixar de fora também a questão física do esporte. Perder alguns quilinhos e estar bem consigo mesmo influencia diretamente no seu desempenho sexual. “A corrida melhora o humor, a auto-estima e a confiança da pessoa. Isso ajuda ela a não falhar na hora H”, diz Marina Vasconcellos, Psicóloga, Psicodramatista e Terapeuta Familiar pela PUC-SP. Segundo Marina, a corrida também traz benefícios às mulheres que estão na menopausa. “Muitas mulheres não sentem os sintomas da menopausa, por causa da corrida. Ela aumenta o apetite sexual e regula os hormônios”.

Overtraining

Do mesmo jeito que a corrida ajuda no desempenho sexual, ela também pode atrapalhar. É preciso ficar de olho no overtraining, que ocorre quando há o excesso de carga ou volume nos treinos, provocando fadiga. Esse cansaço pode causar a mudança de humor, prejudicar a saúde e também o sexo. Além da alta carga nos treinos, uma alimentação desregulada também pode contribuir para o overtraining.

Transar sem vontade. Que mulher não conhece esse “autoabuso”?

Publicado em UOL/Blog Nina Lemos, 29.05.18

A cena é a seguinte. A mulher não está a fim de transar. O namorado/marido, insiste. Ela diz não. Ele insiste mais. Ela cede. Afinal, isso pode virar uma DR, uma briga sem fim. Ela transa sem a menor vontade. Depois, se sente um lixo. Quem nunca?

O “autoabuso”, como é nomeado por psicanalistas ouvidas por esse blog, ou simplesmente “transar sem vontade” ainda é muito comum. E um tabu. Sim, somos todas muito bem resolvidas e empoderadas. Mas e na hora de levar o “não é não”para dentro de casa? A coisa nem sempre funciona desse jeito tão tão “moderno.”

Joguei esse assunto em vários grupos de amigas. Em 99% dos casos, ouvi, “é mesmo, quem nunca”.

“Acho que a gente aceita fazer sem vontade pensando: “assim acaba logo e eu posso dormir. Não me custa tanto mesmo”, diz a escritora F, de 46 anos, em um relacionamento sério há oito. Para ela, a mudança de postura veio com a idade. “Eu pensei isso quando era jovem, hoje eu não tenho paciência.” F. acredita que o assunto não é muito debatido por ser “uma daquelas coisas que estão internalizadas como “fatos da vida’. Homem tem libido mais ativa, blá blá bla.

A psicanalista Mariana Stock, fundadora do espaço de vivência de sexualidade Prazerela, concorda. Isso é muito mais comum do que pensamos, mas não vemos como problema, porque historicamente é normal, faz parte do relacionamento. As mulheres se submetem faz tanto tempo, que isso já foi normalizado.”

Doce na boca da criança

“Todo mundo já fez isso, é normal. Só que ninguém fala, porque sexo é uma coisa que tem que ser super especial, perfeita. Na rotina, na vida a dois, não é assim. Não é legal transar sem vontade, mas muitas vezes já preferi transar a ter uma DR”, diz M., uma produtora de 45 anos, que já morou junto três vezes e é mãe de um adolescente. “A gente se coloca como uma ovelha a ser sacrificada. O sacrifício, no caso, é para evitar uma discussão chata”, ela diz. E completa: “Quanto mais não se fala, mais outras mulheres se sentem um lixo, achando que elas são as únicas que não têm uma vida sexual perfeita. Mas a realidade é essa. Às vezes a gente pensa: “ah, vou dar esse doce na boca da criança para ela parar de reclamar.”

Tranquilo? Nem tanto. “Claro que não é legal. Mas você vê, até o nosso corpo foi feito de uma maneira que faz ser possível fazer o que a gente não quer porque o outro quer. Homem, se não estiver com vontade, não consegue transar, não é? A gente consegue. É absurdo isso”, reflete.

Na maioria das vezes em que transou sem vontade para evitar discussão chata, ela conta que nem pensou muito nisso no dia seguinte. Mas em duas ocasiões a situação já foi traumática. “Meu primeiro namorado tinha uma libido louca, quela coisa de adolescente.Um dia ele encheu tanto o saco que eu abri a perna e disse, com raiva: “quer? Então vem.” E você acredita que ele veio e começou a transar comigo? Dei um chute nele, fiquei com ódio”, conta. O relacionamento, claro, não durou. “Fiz isso como prova mesmo, para ver até onde ele ia. O pior, aconteceu a mesma coisa comigo mais velha, já com 30 e poucos anos. Nos dois casos, terminei. Era a prova de que não me enxergavam, não me respeitavam.”

“Em muitos casos, existe uma incapacidade total de enxergar. E, se o homem acha que a mulher está lá para servi-lo, e a mulher se coloca nessa posição, ela vira uma boneca inflável”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, especializa em atendimento de casais.

“Não enxergar a parceira pode ser sim uma agressão. Mas as coisas precisam ser ditas. Se ela falar que não quer, e o cara ficar magoado, problema dele. Ele que vai ter que lidar com essa frustração.”

Por que que a gente é assim?

Cada um que lide com o seu desapontamento parece o óbvio, certo? Mas ainda não é. “Se você está em um relacionamento onde faz sexo sem querer, é hora de se perguntar: por que estou nessa? Por que me coloco nesse lugar? A mulher foi educada para não se colocar como ser desejante, mas ela tem que aprender a se apropriar da sua própria sexualidade e desejo”, diz Mariana Stock.

Marina Vasconcellos também acredita que a solução passa pelo diálogo. “Se você fala, conversa e não funciona, pode procurar uma terapia de casal. Mas em alguns casos, a solução é acabar com o relacionamento mesmo, não dá para ficar com quem não te respeita”, ela diz. E lembra que o sexo sem desejo é muito comum em relacionamentos abusivos.

A arquiteta A., de 36 anos, viveu isso na pele.

“Vivi um relacionamento de abuso psicológico. O sujeito fazia eu me sentir um lixo. E com o tempo, comecei a acreditar nele. Meu interesse sexual caiu, claro. Aí, eu me sentia obrigada a transar, como se fosse a única parte do meu relacionamento que podia dar meio certo, Tipo, se eu sou uma mulher tão ruim, pelo menos sexo eu tenho que saber fazer.” A. viveu essa situação por seis meses. Depois de muito conversar com amigas, percebeu que vivia um relacionamento abusivo e terminou tudo. “Pouco tempo depois, já estava saindo com outro cara, e transando com vontade, porque sexo nunca tinha sido um problema para mim”, ela diz.

E nem tem que ser.

Luz no fim do túnel

A médica S., 46, casada há 21 anos, é um exemplo de que nem tudo está perdido. “Eu não faço sexo sem vontade. Se não quero, eu e o meu marido preferimos fazer outras coisas, como ver um filme, sair para jantar”, ela conta, dizendo que o “não é não” tem que valer também para dentro de casa. “Antes de casar, tive namorados que ficaram com raiva quando eu dizia que não queria. Mas problema deles, não meu.”

Que sirva de exemplo. Sim, gente, dizer não é possível.

O que causa a falta de libido? Entenda os fatores

Por: Redação Doutíssima, 20.07.16

Falta de libido: sintomas e causas

Falta de libido

Imagine que você está na cama, deitada ao lado do homem que ama, sem nenhum compromisso em mente. Seria o momento ideal para colocar em prática todas as suas fantasias e desejos. Mas tudo o que você quer é virar de lado e dormir. Eis um sintoma clássico e comum da falta de libido, uma disfunção recorrente entre o público feminino.

Dados de uma pesquisa feita com 455 mulheres pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia, do Hospital Pérola Byington, apontam que 48,5% das que procuram ajuda médica sofrem de diminuição do desejo sexual. “A falta de libido é justamente a ausência de desejo ou ímpeto sexual”, sustenta a psicóloga Marina Vasconcellos.

Conforme explica Marina, há diversos fatores que podem estar por trás da falta de libido. Inicialmente, é importante dissociar a disfunção de uma falta de desejo passageira, corriqueira e pontual. É natural que, em determinadas fases da vida, as pessoas não fiquem tão disponíveis para o sexo, devido a outras atribuições e tarefas que consomem energia.

“No caso de uma falta de libido passageira, muitas vezes a mulher e seu parceiro conseguem detectar e compreender as causas”, sinaliza a especialista. Mas quando essa ausência persiste e a pessoa fica muito tempo sem sentir qualquer vontade sexual, aí algo pode estar errado. O primeiro passo para reverter a situação é identificar suas causas.

Segundo Marina, os fatores que podem estar associados à falta de desejo são diversos. “Causas emocionais, como estar infeliz no relacionamento ou em outras áreas da vida, interferem diretamente no desejo e o reduzem tremendamente”, pondera a especialista. Mas nem sempre esse é o caso.

“A falta de libido também pode ocorrer como efeito secundário ao uso de algumas medicações, como antidepressivos”, informa a psicóloga. Estresse, ansiedade e até mesmo o consumo excessivo de álcool e fumo têm um papel relevante na ausência de desejo sexual. Isso sem falar na questão hormonal.

De acordo com a especialista, níveis baixos de testosterona têm relação com o quadro – tanto para mulheres quanto para homens. O sexo feminino, porém, tende a perceber mais como os hormônios interferem no desejo.

“No período fértil, a libido aumenta consideravelmente. Na menopausa, por sua vez, ela diminui”, esclarece Marina. Há ainda a questão da baixa autoestima e da alimentação inadequada. Tais fatores podem ser igualmente decisivos para diminuir o tesão.

Como recuperar a libido?

O primeiro passo para voltar a sentir desejo, conforme frisa a especialista, é entender quais são as causas do problema: fatores fisiológicos ou emocionais. No primeiro caso, um especialista poderá direcionar o tratamento, indicando ou restringindo alguns medicamentos. Já no segundo, o ideal é procurar auxílio terapêutico.

“A terapia é uma ótima oportunidade para explorar e resolver seus problemas emocionais. Num ambiente protegido e com um profissional qualificado, é possível olhar para o que está impedindo sua felicidade, solucionar conflitos e enfrentar os problemas que a impedem de viver plenamente sua sexualidade”, finaliza Marina.

 

Filmes inspiram a sexualidade: cautela!

Atmosfera Feminina, 12/03/2015

Um tapinha não dói? Ah, às vezes ele dói, sim, e a ponto de “machucar” a autoestima, o respeito e o amor entre os parceiros. Por isso é preciso dosar até onde você e seu companheiro topam ir, quais brincadeiras sensuais vão deixar a relação mais prazerosa e – superimportante – vocês dois confortáveis para jogar. “Se não sabe por onde começar, vale se inspirar na história contada por uma amiga, na dica publicada na revista, num livro ou mesmo num filme, mas sempre tomando o cuidado de fazer uma adaptação para o seu relacionamento”, avisa a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, de São Paulo.
Segundo a especialista, inovar nas posições, na produção, na escolha do lugar, na postura (de submissão ou controlador), no uso de objetos, na realização de fotos ou filmagens, por exemplo, pode ser divertido e saudável quando, além do “durante”, o casal também pensa em como será o “depois”. “Afinal, toda ação tem uma consequência”, completa ela.
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Por onde começar
Na dúvida sobre o que trará bem-estar e será bem aceito pelo outro e por você, a recomendação da terapeuta de casal Marina Vasconcellos é ir com calma ao invés de radicalizar logo de cara e correr o risco assustar e perder o controle da situação. Seja qual for a escolha, lembre-se que temperar a relação ou sair da rotina sexual não é algo conseguido apenas com novos brinquedinhos. “Às vezes, mudanças simples e sutis no dia a dia, como usar uma lingerie diferente, ter relações em outro cômodo da casa que não apenas o quarto ou iniciar a noite com um romântico jantar a dois pode surtir muito mais efeito”, conclui a especialista.

“Sexo é fundamental no casamento?”

Publicado no Minha Saúde Online em 13/02/2014

Bem, logo de cara arrisco a dizer: “não, sexo é muito importante, mas não fundamental”.
Com o tempo de convivência a frequência das relações sexuais naturalmente diminui entre o casal. A rotina cansativa, as demandas de trabalho, filhos, tarefas de casa, horas perdidas no trânsito congestionado (para aqueles que moram em cidade grande), doenças, enfim, há muitas variáveis que levam ao desgaste físico e emocional das pessoas, diminuindo a vontade e disponibilidade para fazer sexo com tanta frequência.

O ideal seria que não deixássemos o “fogo” do início se apagar tão rapidamente, pois o sexo feito entre duas pessoas que se amam tem o poder de criar intimidade, unir os dois, trazer bom humor e mais carinho na relação, melhorar o astral, facilitar o diálogo mesmo sobre temas mais delicados – já que o clima entre o casal costuma ser mais leve e contar com a cumplicidade entre eles -, melhorar a auto estima, relaxar, queimar calorias.

Algumas pessoas acham que se não há sexo, a relação é considerada apenas uma “amizade”. Talvez para alguns isso seja o suficiente, com a idade mais avançada, já sem a energia ou a necessidade de realizar o ato em si. O amor e a história de vida construída entre o casal superam a ênfase que é dada ao sexo em determinada fase da vida, e eles não mais sentem falta desse contato. O andar de mãos dadas, dormir abraçado, tratarem-se mutuamente com carinho, importarem-se um com o outro, curtirem os netos, passearem juntos, desfrutarem a tranquilidade de assistir a um filme em casa, enfim, tudo isso e muito mais passa a ser o que une o casal.

Porém, em especial no início da relação é muito importante que o casal se dê bem sexualmente falando, pois como dito acima, o sexo traz inúmeros benefícios. Se com apenas alguns anos de união a frequência do ato cai em demasia, ou até total, há algo errado, e é preciso investigar o que está acontecendo.

Sabemos que a vida de casados não é como a de namorados, onde tudo é “lindo”, a saudade é sempre grande, o tesão é manifestado a toda hora, as carícias são frequentes, assim como os elogios e trocas de amabilidades. Quando se casa, infelizmente o casal vai se distanciando aos poucos, muitas vezes sem se dar conta disso, e deixa as preocupações e tarefas do dia a dia minarem essa energia toda tão gostosa que caracteriza as relações em seu início. Uma pena!

Porém, o importante é não esquecermos a vida sexual. Grande parte das pessoas passa a viver apenas os papéis de pai e mãe em detrimento dos de marido e mulher. Os amantes são esquecidos, transformando-se apenas em pais, deixando de regar a relação a dois como se deveria. Quem já não ouviu um casal chamando-se mutuamente de “pai” e “mãe” por aí?

Não há uma regra que estabeleça o número “normal” de relações sexuais que um casal deve ter durante a semana, ou no mês… Cada um tem uma necessidade específica, que será saciada levando-se em conta inúmeros fatores internos e externos. O problema está quando um ou ambos estão insatisfeitos com a frequência e não conseguem falar a respeito, deixando a frustração se acumular, criando um enorme abismo afetivo entre eles. E é aí que pode se abrir a porta para a entrada de um “terceiro” na relação.

Enfim, sexo é importante e deve ser cuidado e valorizado numa relação, mas há situações onde ele praticamente não existe, e mesmo assim o casal se ama e convive bem. Afinal, quem somos nós para julgar as escolhas e desejos das pessoas?

Descubra gafes que mulheres e homens cometem na cama e evite-as

Publicado no Terra em 07/06/2013

É natural que mulheres e homens já tenham cometido alguma gafe na “hora H”, ao longo da vida, ou mesmo se deparado com algum comportamento embaraçoso do companheiro. Tornando-se motivo de risada ou constrangimento, os erros durante uma relação sexual são considerados comuns para os especialistas no assunto. Contudo, para evitar os micos e virar motivo de piada, tome nota de dez situações e evite reproduzi-las.

Foto: Reprodução

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Mulheres

 Falar sobre relações anteriores

“Não existe motivo para trazer à tona os detalhes de um relacionamento anterior”, avalia Vera Vaccari, psicoterapeuta e terapeuta sexual. A situação fica ainda pior quando são feitas comparações de desempenho. Concentre-se em usufruir o momento com o parceiro atual.

 Levar os problemas para a cama

“Em um relacionamento mais sólido, por exemplo, levantar questões como a situação financeira do casal ou a lista de compras da semana, é uma gafe daquelas”, afirma. Por isso, deixe os problemas para serem resolvidos em outras ocasiões e aproveite o momento para relaxar.

 Querer bancar a especialista

“Ninguém detém verdades absolutas sobre relacionamento ou sexo e, muitas vezes, o que considero bom pode não ser tão bom para o outro”, aconselha a psicoterapeuta. Evite enaltecer seus conhecimentos em detrimento da experiência do companheiro.

 Supervalorizar situações pontuais

“Dar exacerbada importância a situações que não ocorrem com frequência, como uma brochada, é errado”, comenta. O melhor é compreender a situação, pois o parceiro pode não estar disposto naquele dia.

 Fingir orgasmo

A mulher não deve se sentir obrigada a atingir o clímax. “Ao mentir, ela contribui para que o namorado continue a não lhe dar prazer” afirma Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta. Assim, conheça o próprio corpo para poder guiar o parceiro durante o sexo.

Homem

 Falta de higiene

“Demonstra uma grande falta de consideração com a parceira e a afasta naturalmente”, observa Marina. Ninguém é obrigado a tolerar o cheiro de suor ou chulé alheio, se o encontro for após o expediente, uma ducha antes de o clima esquentar é o ideal.

 Esquecer a camisinha ou não querer usá-la

Além de prevenir doenças sexualmente transmissíveis ou uma gravidez inesperada, o esquecimento ou recusa do preservativo demonstra falta de cuidado. “Muitas vezes, a mulher fica sem graça e não sabe nem como convencê-lo”, conta Vera.

 Exagerar na performance

Procurar copiar filmes pornográficos ou inventar posições e técnicas mirabolantes pode intimidar o parceiro e tirar a naturalidade do momento. “Além do que, às vezes, isso é imposto à parceira”, lembra a Vera.

 Forçar a barra

É importante considerar o espaço e a vontade do outro e não insistir em manter relações se o parceiro não estiver afim naquele momento. “É essencial manter o respeito e, além disso, uma relação a contragosto não proporciona um prazer pleno”, evidencia a psicoterapeuta.

 Acelerar a relação

“É desconfortável ter que lidar com o parceiro perguntando a todo o momento se você chegou lá”, analisa Vera. A relação não acaba simplesmente porque o parceiro atingiu o clímax, o ideal é descobrir formas de equilibrar o tempo dos dois.