Quando o parceiro não quer fazer sexo

Publicado no site  Saluspot/Psicoligia, 29.03.16

O sexo é algo muito presente no início dos relacionamentos. Natural e instintivo, a atração mútua e a vontade de transar com mais frequência ajudam os casais a desenvolverem o vínculo afetivo e a ficar cada vez mais próximos. Dar-se bem na cama é sinal de que a química bateu, sendo garantia de momentos prazerosos de intimidade.

Desejo descompensado

Porém, após algum tempo de relacionamento, é normal que o desejo diminua, sendo necessários mais estímulos para que o sexo aconteça. Se um deles tem mais vontade que o outro e fica frustrado por não ter sua necessidade atendida, deve conversar com o parceiro abertamente sobre o assunto e procurar uma saída em conjunto. Um grande erro que os casais cometem é a falta de diálogo sobre a questão, que é delicada, por medo da reação do outro ou de magoá-lo.

Mas veja bem: diminuir o desejo não é o mesmo que acabar com ele. Querer fazer sexo com o parceiro faz parte da relação amorosa ao longo da vida, e deve ser um ato estimulado por ambos. Quando o marido não procura a esposa, ou esta não se sente à vontade para procurá-lo, há algo errado. É preciso mostrar a insatisfação ao parceiro e conversar sobre o que não anda bem para que a intimidade seja resgatada.

Causas da falta de desejo

Muitos podem ser os motivos para a falta de desejo sexual: desde problemas hormonais, que devem ser checados para afastar causas orgânicas, até os relacionais, que são os principais e bem mais comuns. A existência de um amante, problemas emocionais (como depressão ou outras doenças psiquiátricas presentes), falta de admiração pelo cônjuge, brigas constantes e clima hostil entre o casal, além de outros fatores, podem levar à diminuição ou término do desejo sexual pelo parceiro.

Química do sexo

Durante o sexo, liberamos o hormônio ocitocina, responsável pelo vínculo afetivo. Consequentemente, em sua ausência, deixamos de alimentar quimicamente algo que nos conecta com o outro. A intimidade diminui, ambos se afastam e, aos poucos, vão deixando de lado o clima amoroso que os uniu, dando brechas para que a relação esfrie e possa aparecer um terceiro, ou mesmo que o amor acabe. Um casal deve ser amigo entre si, mas o sexo é o que vai distinguir a amizade de um relacionamento amoroso.

Como recuperar o desejo

Para que o casamento não caia na rotina (o que é muito difícil, mas possível), o casal deve cuidar eternamente de sua intimidade, não deixando que ela se perca em meio às dificuldades ou correrias da vida. Assim que perceberem um descompasso na vida sexual, devem conversar a respeito. Se for muito difícil e não conseguirem, a ajuda de uma terapia de casal pode ser fundamental para reverter a situação, permitindo que encarem o problema em um contexto protegido e busquem as causas para tal desequilíbrio. Pode existir solução caso ambos estejam dispostos a isso, abrindo-se para ouvir e falar sobre o que os incomoda, revendo sua posição dentro da relação.

Enfim, o importante é não deixar que algo tão bom desapareça da relação, provocando o afastamento do casal. Ao menor sinal de frustração ou insatisfação, converse a respeito. Não acumule mágoas nem permita que se transformem em grandes lamentações e tempo de felicidade perdido. Afinal, uma relação a dois é para ser algo bom, trazendo à tona o melhor de cada um, e o sexo faz parte disso. Dar-se bem sexualmente com o parceiro só traz coisas boas: o humor melhora, o sorriso é mais fácil, as dificuldades são mais facilmente enfrentadas, o vínculo é fortalecido, o carinho é mais frequente, a pele fica mais saudável, a libido é estimulada, gastam-se calorias…

Então, o que está esperando para resolver sua questão? Enfrente, vá à luta, busque soluções, provoque a intimidade, procure a ajuda de um profissional. Apenas não vale deixar como está, ok?

Dia do Sexo: 5 ideias para deixar sua vida amorosa mais apimentada

Sexo é bom e não existe nenhuma razão que impeça que continue sendo bom muito tempo depois dos 50.

Mas a correria do dia a dia, as preocupações, o cotidiano e, sobretudo, os preconceitos e a baixa autoestima podem comprometer a frequência e a qualidade da relação sexual, sobretudo quando se trata de relacionamentos longos.

Os especialistas estão de acordo neste assunto: o melhor jeito de você apimentar a relação é aumentar o seu nível de desejo e construir você mesmo a sua excitação. Ou seja, na prática, o bom sexo começa quando você começa a pensar em sexo.

Por isso, é importantíssimo comemorar as datas especiais relacionadas ao casal e o Dia do Sexo não podia ser diferente. Manter a chama acesa não precisa ser só mais um lugar-comum, reunimos cinco dicas dos especialistas para você ter uma noite muito especial.

Compartilhar suas fantasias sexuais contribui e muito para uma vida sexual mais saudável. Sexo não tem só a ver com agradar o parceiro. Mas tem tudo a ver com entrar em sintonia com os próprios desejos e fantasias e explorar as imagens e as coisas que excitam você.

O site alemão C-date realizou uma pesquisa na última semana de agosto com seus usuários no Brasil para descobrir onde gostariam de comemorar a data do Dia do Sexo. Dos 4.846 participantes do sexo feminino e masculino, 37,89% responderam que tem vontade de transar no carro, enquanto 32.91% revelaram que gostariam de fazer sexo na praia. E quando o assunto é fantasia sexual, a personagem enfermeira foi a mais desejada, com 42% dos votos. Entre as outras opções estão professor (28%), policial (20%) e bombeiro (11%). Se você achar uma bobagem se fantasiar ou imaginar que é desconfortável transar no carro, não tem problema. Afinal, não vale ceder só para satisfazer o outro. O melhor é trocar experiências e verificar se ambos partilham dos mesmos desejos. Para Marina Vasconcellos, o mais importante é compartilhar as fantasias, mesmo que não tenham coragem de realizá-las. ‘Apenas o fato de falar sobre o assunto e imaginar já excita e pode ser um caminho para um sexo mais apimentado’, acredita.

Pense em sexo. Todo mundo sabe desde os 18:as mulheres precisam de um certo tempo para pegar fogo e chegar prontas na hora H. Depois dos 50, o conselho continua sendo válido, mas não estamos falando aqui de preliminares, estamos sugerindo que você comece a ‘pensar sobre sexo’ bem antes da hora de fazer sexo. Por isso, a psicóloga Carla Cecarello, especializada em sexualidade humana, recomenda preparar o clima ao longo do dia, como trocar mensagens picantes ou com duplo sentido para surpreender o parceiro e provocar a imaginação. Isso é estimulante tanto para quem manda, quanto para quem recebe. ‘Vale até mandar fotos da boca ou das pernas para deixar um gostinho de quero mais para depois. Isso vai criar uma expectativa boa e a mulher vai estar mais relaxada e motivada para o sexo fluir melhor’, diz Carla.

Crie um clima de romance. Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr do Instituto Paulista de Sexualidade – Clinica de Psicologia em Sexualidade, a dica é ativar a memória e aflorar emoções compartilhadas. Que tal colocar aquela música que ouviam na época do namoro ou mesmo a canção tema do casal? ‘Esta atitude mostra que você dedicou tempo em preparar algo especial e a música ajuda aflorar as emoções compartilhadas entre os dois’, indica. Isso vale também para locais ou restaurantes e viagens onde vocês dois se sentiram conectados e amorosos e assim fortalecer a cumplicidade, fundamental para inspirar uma boa noite de sexo.

Romance

Sinta-se sexy. Para as mulheres, nem sempre é fácil depois dos 50 sair andando nua pela casa. Mas você pode ousar mesmo assim. Prepare seu corpo (e sua alma) antes. Faça uma massagem ou tome um banho cheiroso de banheira. Arrume-se com o senso crítico desligado. Você não tem que ser magra e jovem, você pode ser bonita e sexy. Receba seu parceiro com uma roupa mais insinuante ou uma lingerie especial, por que não? Ou esqueça o pijama e a camisola e vá para a cama sem roupa. Segundo uma pesquisa britânica, encomendada por uma empresa de roupas de cama, 57% das pessoas que dormiam nuas estavam felizes com seus relacionamentos, em comparação com 48% dos usuários que vestiam pijama para dormir e 43% dos que usavam camisolas. A explicação está na oxitocina, o chamado hormônio do amor, acionado pela proximidade e pelo contato pele a pele. Que tal tirar a prova?

Assistam juntos a um filme erótico. Algumas mulheres gostam de filmes pornográficos, mas em geral, filmes menos óbvios, mais sensuais, são os favoritos do publico feminino.Experimente assistir as cenas picantes de sexo de Cinquenta Tons de Cinza ouAzul é a Cor mais Quente, que vão aumentar a libido na medida certa. Antes, prepare o ambiente para a noite de amor, como flores, frutas, velas, incensos e um jantar leve. ‘O longa, um ambiente de meia luz e um vinho especial ajudam a criar um clima romântico e, consequentemente, provocar o tesão, diz a psicóloga e terapeuta de casal, Marina Vasconcellos.

Falando sobre questões de gênero e preconceito

Coloque-se no lugar daqueles que sofrem o preconceito e repense sua postura

Publicado no Minha Saúde Online, 01/09/2015

Cada vez mais ouvimos falar das novas configurações de relações ao nosso redor, envolvendo questões de gênero: casais homossexuais assumidos que se casam finalmente perante a lei; transexuais que conseguem o direito a operações para mudança de sexo e uma nova carteira de identidade; pessoas que se assumem homossexuais após anos vivendo num casamento hetero, inclusive com filhos; bissexuais que procuram terapia para entender porque necessitam se relacionar com os dois sexos, sentindo desejo por ambos, e por aí vai.

Infelizmente ainda temos que lidar com o preconceito enorme que envolve essas pessoas, já que pertencemos a uma cultura de padrões pré-estabelecidos bastante refratária a qualquer fato que envolva o repensar esses padrões, entender as diferenças e respeitá-las como tais, incluindo naturalmente essas pessoas em nosso meio.
Vejo que, além do preconceito, faltam informações às pessoas que taxam os diferentes de si como “errados”, “perversos”, “aberrações da natureza”.

Minha intenção aqui não é dar uma aula sobre as diferentes possibilidades de opções sexuais ou identidade de gênero, pois isso é possível encontrar com detalhes em literaturas científicas existentes (destaco o livro: “Os onze sexos – as múltiplas faces da sexualidade humana”, de Ronaldo Pamplona da Costa, Ed. Gente).

Pretendo convidá-lo, caro leitor, a colocar-se no lugar daqueles que sofrem o preconceito para que repense sua postura antes de julgá-los erroneamente.

Para tanto, cabem aqui algumas explicações básicas fundamentais da nomenclatura utilizada a fim de ajudá-lo na compreensão desse assunto tão complexo: identidade de gênero é a sensação interna de ser homem ou mulher; orientação sexual é o aspecto da identidade que faz com que nos liguemos ao feminino ou ao masculino, hetero/homo/bissexual; papel de gênero é nosso comportamento frente às pessoas e à sociedade como um todo – temos um jeito de ser masculino ou feminino; papel sexual é privativo, feito entre quatro paredes, não diz respeito a ninguém além da própria pessoa – hetero/homo/bi. As pessoas conseguem modificar seu papel sexual, mas não sua identidade.

Sabe-se hoje, através de estudos comprovados cientificamente, que a identidade e a orientação sexual são definidas ainda no estágio intrauterino do feto. Especificamente entre a sétima e décima oitava semana após a concepção, acontece um desequilíbrio na dose do hormônio masculino enviado ao feto – a testosterona -, fato este responsável pela definição da estrutura cerebral no Sistema Nervoso Central (SNC) ligada a orientação sexual e a identidade de gênero no cérebro em desenvolvimento.

Não há tratamento para alterar esse fato ao longo da vida, as pessoas já nascem com a identidade de gênero e o papel sexual definido, não sendo uma escolha sua ou resultado da forma como foi criada. Aqui vale mais uma sugestão de leitura: “Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? – uma visão científica (e bem humorada) de nossas diferenças” (Allan e Barbara Pease – Ed. Sextante).

 

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Nunca me esquecerei da fala de um cliente há alguns anos, argumentando sobre sua condição de homossexual: “As pessoas acham que a gente escolhe ser assim. Elas não têm noção do que dizem. Se eu tivesse escolha, acha que eu optaria por levar uma vida assim tão mais difícil, não podendo assumir minha relação afetiva com alguém em público, sofrendo com o preconceito todos os dias, fazendo meus familiares sofrerem por medo de que algo me aconteça (referindo-se aos ataques a gays frequentes em São Paulo), tendo que frequentar ‘guetos gays’ porque só lá as pessoas se entendem e se aceitam como são? Eu não tive e não tenho escolha, nasci assim e sou assim!”.

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Homossexuais, tanto masculinos quanto femininos, são aqueles que têm como objeto de amor e desejo pessoas do mesmo sexo. A orientação afetivo-sexual do homem é para outro homem, assim como a da mulher. Eles não têm problemas com sua identidade de gênero que bate com seu corpo biológico, ou seja, os homens sentem-se bem com seu corpo masculino e as mulheres, idem. Apenas escolhem para se relacionar afetivamente alguém do mesmo sexo.

Os bissexuais nascem com o corpo biológico macho ou fêmea perfeito, ou seja, o homem sente-se homem, e a mulher sente-se mulher (assim como os homo e os heterossexuais). Porém, na idade adulta sentem a necessidade de manter relações afetivas e sexuais com ambos os sexos para sentirem-se plenos, algo que vai além de seu controle.

É comum aqui, por exemplo, homens que se casam com mulheres, têm filhos, e com o tempo acabam procurando uma relação homossexual fora do casamento para se sentirem plenos, mantendo em segredo essa segunda união, já que muitas mulheres não aceitariam saber que dividem seu homem com outro homem. Eles são felizes em sua união hetero, conseguem manter relações sexuais com a esposa (embora não seja sua primeira opção…), realizam-se com a paternidade e a vida em família, mas têm a necessidade da união com outro homem para se sentirem completos. O mesmo se aplica às mulheres.

O travesti tem uma identidade de gênero dupla, sente-se homem e mulher. No caso do travesti masculino, por exemplo, ele sabe que biologicamente é um homem, foi criado socialmente como tal e não deseja eliminar seu órgão sexual (o pênis), embora muitos acabem por exagerar em suas vestimentas, carreguem na maquiagem e nos trejeitos justamente por se sentirem também femininos. Difícil conviver com essa dualidade eterna.

Os transexuais são almas femininas aprisionadas em corpos masculinos e vice versa, nas palavras de Ronaldo Pamplona. É como se a pessoa nascesse num corpo trocado, que não lhe pertence. As mulheres sentem-se homens, desde o nascimento, e não conseguem se adaptar àquele corpo com seios, vagina e que menstrua. Precisam adaptar o corpo àquilo que sentem psicologicamente, que contradiz o biológico, daí a necessidade das operações para mudança de sexo e tratamentos com hormônios para o resto da vida. O mesmo acontece com os homens.

Agora, imagine-se na seguinte situação: você possui uma filha que desde bem pequena não gostava de usar os lindos vestidos que ganhava, ficava emburrada quando tinha que se arrumar para festinhas de amigas da escola e ia de mau humor, contrariada. Não gostava de brincar com bonecas, preferindo os videogames de carros e lutas do irmão mais velho. Ao chegar à adolescência passa a ficar insuportável, evita festas, tranca-se no quarto para evitar o convívio com amigos e familiares, recusa-se a colocar roupas femininas mesmo em ocasiões onde todas as mulheres se arrumam (casamentos de familiares, por exemplo), deixando os pais desconcertados com tal displicência em sua vestimenta. De repente, aos 15 anos, sofrendo de depressão e indo mal na escola, resolve contar aos pais que ela não se sente como uma menina, mas sim, um menino aprisionado num corpo feminino.

Imagine que você é a mãe ou o pai dessa menina. O que fazer? Como reagir? Qual o caminho a seguir? E o sonho de um dia vê-la se casar e ter filhos… o que fazer com tal frustração? Como lidar com tamanho sofrimento?

Esse é um caso de transexualismo. O caminho a seguir é longo e dolorido: busca por tratamentos adequados e especializados; locais confiáveis para acolherem tanto o trans quanto a família, que também precisará de apoio para aprender a lidar com a situação e aceitá-la como tal; enfrentamento do preconceito por parte dos familiares, amigos e sociedade em geral; mudança da fisionomia da menina que passa a se transformar num menino (com a ingestão de hormônios vai desenvolver caracteres masculinos como pelos pelo corpo, barba, a voz engrossa), e todos terão que se acostumar a chamá-lo pelo novo nome escolhido de homem; adaptação de todas as roupas, sapatos e decoração do quarto; provavelmente terá que mudar de escola para evitar o bullying e a exposição da(o) menina(o) aos colegas e professores.

E o tratamento deve envolver psicólogo, psiquiatra, endocrinologista, nutricionista, ginecologista, de preferência formando uma rede interdisciplinar onde os profissionais possam se conversar a respeito do andamento do tratamento.
Mas, mesmo com tudo isso em jogo, de repente a menina chata e mal humorada que se isolava e evitava as pessoas, tanto em casa quanto na escola, transforma-se num menino dócil, inteligente e de fácil convívio, pois finalmente sente-se compreendido e visto como um homem pelas pessoas, como sempre se sentiu internamente – sua identidade de gênero sempre fora masculina.

Conseguiu imaginar a situação? E mais: é para o resto da vida! Os hormônios deverão ser ingeridos com controles adequados de tempos em tempos, pois senão os caracteres femininos podem voltar (seios, menstruação, pelos, voz…). Um número pequeno deles consegue fazer a operação para mudança de sexo, após longo tratamento e a idade mínima de 21 anos, retirando os órgãos reprodutores femininos (útero, trompas e ovários), seios (mastectomia) e realizando a implantação de uma prótese peniana. Aí sim o quadro se completa, e ele pode sentir-se um homem completo.

Insisto em trazer aqui o sofrimento que envolve todo esse processo nada fácil para as pessoas que passam por isso. Trouxe um exemplo de transexual por considerar o transtorno mais difícil de lidar, dentre todos os outros, por envolver a mudança física da pessoa, além dos aspectos psicológicos.

Mas e os outros? O que uma mãe ou pai de um homossexual imagina que faz a seu filho quando o renega ao saber de sua opção sexual? Por acaso acha que ele escolheu ser assim só para ser a “ovelha negra” ou o “causador” da família? Só para “chamar a atenção”? Já ouvi declarações do tipo: “Preferia que ele estivesse morto a ter que aceitá-lo nessa condição”- o cúmulo da falta de empatia, do preconceito, do egoísmo e da falta de desenvolvimento tanto emocional quanto espiritual.

Imagine-se na situação de um homossexual que nasce numa família preconceituosa e sabe que será um grande baque assumir sua verdadeira identidade dentro de casa, prevendo reações de desprezo, agressões ou rejeição por parte dos familiares. Você pode passar a vida inteira “escondendo” seu verdadeiro eu para não decepcionar as pessoas que ama, ao mesmo tempo em que não se permite ser feliz experimentando uma relação afetiva com quem gostaria. Pode casar e ter filhos só para corresponder às expectativas da maioria da sociedade, mas certamente viverá infeliz por não querer estar ali. Se tiver coragem, um dia se separa e sai em busca de sua realização pessoal. Caso contrário passará a vida lidando com seus problemas emocionais e a enorme frustração de nunca se permitir assumir sua orientação sexual.Triste opção.

Essas pessoas nascem assim e muitas são plenamente felizes quando conseguem assumir sua opção sexual, sendo acolhidas normalmente pela sociedade. Bom seria se eles pudessem esquecer que são “diferentes”, não tendo que provar a todo o momento que são “normais” como qualquer um.

Seria muito mais fácil se a aceitação viesse em primeiro lugar de dentro de casa, dos pais e irmãos, dando o suporte necessário para que essas pessoas se sintam acolhidas e confiantes para lidar com o enfrentamento diário do preconceito muitas vezes velado dos outros na escola, no trabalho, no convívio social ou nos espaços públicos em geral.

Que tal fazer este exercício agora? Então vamos lá: coloque-se no lugar do outro.

Leveza, cumplicidade, parceria: palavras chaves para um relacionamento saudável

Gosto muito da comparação da dinâmica do relacionamento conjugal com os jogos de tênis e frescobol. Quando jogamos tênis, queremos lançar a bolinha num lugar bem difícil para que o outro não consiga pegá-la, marcando nosso ponto com aquela deliciosa sensação de vitória. É uma competição cerrada que só termina com a derrota de um dos adversários.

Já no jogo de frescobol, a intenção é que ambos joguem no mesmo nível, procurando acertar a bolinha na direção da raquete do outro para que ele nos devolva na mesma intensidade, permitindo a fluência do jogo que, quanto menos interrompido pelo erro de um dos parceiros, mais gostoso fica.

Percebeu que no primeiro jogo chamei os participantes de “adversários” e no segundo, “parceiros”? Pois é assim que vejo muitos casais que procuram ajuda para seu relacionamento já tão desgastado pelas eternas disputas que acontecem entre os cônjuges, mais parecendo uma competição sem fim do que um jogo onde ambos procuram o prazer e a satisfação da parceria.

Quando digo leveza, refiro-me à ausência dessa competição descabida que tanto assola os casais. Não há hierarquia nesse tipo de relacionamento – ou não deveria haver -, pois ambos estão no mesmo nível, em pé de igualdade entre si. Um deve ser o porto seguro do outro, apoiá-lo em seus momentos bons e ruins, erguê-lo quando o encontra “caído”… Mas infelizmente vemos muitos relacionamentos “gangorra” por aí: quando um está bem, o outro cai, sentindo-se fragilizado e ameaçado pelo “poder” do outro.

Alto lá: quem disse que sentir-se forte e bem é sinal de poder sobre o outro? Por que quando um tem mais conhecimentos sobre algo que pode ajudar o parceiro a crescer, é erroneamente interpretado em suas opiniões como querendo diminuir o outro ou exibir sua superioridade? Está certo que há casos onde isso realmente acontece, mas não deve ser a regra. Na parceria conjugal ambos devem sentir-se livres para falar sobre tudo entre si, em relação aos mais diversos assuntos, pedir ajuda em todos os sentidos sem sentir-se diminuído ou criticado por isso, ter no outro a certeza de que será compreendido e acolhido a qualquer momento.

É a leveza de saber que pode contar com o parceiro sem julgamentos, sem olhares desconfiados, sem competição nem disputas de quebra de braços. Se você não se sente à vontade para falar sobre certos assuntos por medo de magoar ou da reação imprevisível do outro, já não há leveza, não há espontaneidade. Um relacionamento saudável é aquele onde há espaço para ser quem você é, autêntico, sem máscaras e representações.

Outro dia li algo que dizia que não nos apaixonamos pelo que o outro é, mas pelo que o outro nos faz sentir quando estamos com ele. Ou seja, quando sentimos que o melhor de nós se aflora ao nos relacionarmos com alguém, estamos no caminho certo.
Porém, vejo em muitos relacionamentos exatamente o oposto: quando estão juntos o clima é tenso, é preciso tomar cuidado com as palavras ditas o tempo todo para não ser mal interpretado, ou para que as mesmas não sejam completamente distorcidas e jogadas contra você, num jogo perverso de inversão e manipulação dos fatos. Parte-se do princípio que “todos são culpados até que se prove o contrário”, quando deveríamos acreditar no oposto: se estamos juntos é porque queremos o bem do outro e nossa intenção é ajudá-lo, incentivá-lo, vê-lo crescer e não provocá-lo ou diminuí-lo o tempo todo. Por que não acreditar nas boas intenções do parceiro ao invés de achar que ele está competindo com você, ou tentando mostrar-se superior? Quem ganha nisso tudo?

Por fim deixo aqui um alerta: se você escolheu alguém para formar uma parceria no amor, busque a cumplicidade e procure viver a leveza. Se isso não estiver acontecendo, questione onde estão errando e se podem melhorar, ou se fez a escolha adequada. Procure ajuda caso não consiga detectar o problema, mas não permaneça no sofrimento, na frustração, na disputa.

Estar com alguém deve ser a solução, não o problema; deve dar prazer, não ser torturante; deve fazê-lo sentir-se feliz e seguro, não o contrário.

E sentir tudo isso é simplesmente maravilhoso!

Namoro aos 50: mais liberdade, menos pressão

Na maturidade, além da companhia para desfrutar bons momentos, relação deve preservar a individualidade. É o caso de Xuxa e Junno Andrade — e de outros famosos e anônimos

Publicado no IG em 22/03/2013

Prestes a completar 50 anos, a apresentadora Xuxa Meneghel está em clima de romance. Depois de três anos solteira, ela assumiu o namoro com o ator Junno Andrade em dezembro passado. A ex-modelo Luiza Brunet e a atriz Sharon Stone são outras celebridades que vivem um momento semelhante: estão curtindo um relacionamento novo na fase da maturidade.

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está "feliz pacas" e "rindo à toa", segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está “feliz pacas” e “rindo à toa”, segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Quatro anos após o fim de uma união de quase 25 anos, a ex-modelo Luiza Brunet vive um romance “freshzinho”, como ela mesma definiu, com o empresário Lírio Parisotto. Por ter se casado muito jovem – pela primeira vez aos 16 e, pela segunda, aos 22 – ela não aproveitou a fase de flerte da juventude. Agora, curte o relacionamento sem pensar no futuro. “ [Aos 50] Você fica muito mais esperta, mais ousada, mais exigente. Mas não fica na expectativa do que vai acontecer: ‘ai, eu vou me casar’ ou vou fazer isso e aquilo. Você vive o momento feliz e está ótimo”, conta Luiza.

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: "aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente". (Foto: AgNews)

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: “aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente”. (Foto: AgNews)

Com a carreira profissional já consolidada e os filhos criados, os “cinquentões” buscam companhia para dividir as conquistas e desfrutar das coisas boas da vida. “É natural do ser humano o anseio pelo envolvimento, a procura por alguém para ‘se completar’”, diz a psicoterapeuta Cássia Franco, especialista em casal, família e sexualidade humana. Ela alerta, porém, que o importante é não ficar esperando que alguém venha para preencher aquilo que falta, mas sim que a pessoa se sinta completa antes de se relacionar com o outro.

De acordo com a psicoterapeuta Marina Vasconcellos, especialista em casal e família, um relacionamento na maturidade pode vir rodeado de elementos positivos. “Voltar à ativa” traz energia nova, mexe com a libido, melhora os cuidados com a saúde e com a aparência e, ainda, incentiva na busca de sonhos e objetivos. “As pessoas percebem que ainda têm muito ‘chão’ pela frente, começam a olhar mais para si mesmas e a fazer as coisas de maneira mais ativa”, explica a profissional.

Foi assim com a psicóloga Elisabete de Favero. Aos 59 anos, ela está de casamento marcado depois de dois anos de namoro. Separada há mais de 20 anos, com dois filhos adultos, ela passou a juventude focada no trabalho e no cuidado com os filhos. Somente na fase da maturidade começou a prestar mais atenção em si mesma e buscar um relacionamento mais sério. “É um namoro mais maduro, menos impulsivo e com muita liberdade, sem pressão. Eu tenho o direito de fazer o que eu quero, de trabalhar, de fazer meus cursos”, conta.

A individualidade tão prezada por Elisabete vai continuar até mesmo depois do casamento. Para manter a liberdade, o casal decidiu viver em casas separadas. “Para nós, o que mantém um relacionamento aceso é a saudade, é o querer ficar junto. Achamos que morar juntos tiraria esse encanto da relação”.

Espaço demarcado

Preservar a própria independência é uma das características mais marcantes em um relacionamento após os 50 anos, segundo explica a psicoterapeuta Marina Vasconcellos. “Nesta fase, cada um tem seus hábitos e manias, e entrar uma pessoa nova na casa mudaria toda a dinâmica familiar”, afirma.

Foi exatamente por não querer abrir mão de sua autonomia que a gerente financeira Elisa Maria Azevedo, de 50 anos, nunca pensou em casamento, apesar de sempre ter tido relacionamentos longos. Junto com o atual namorado há nove anos, ela buscava alguém para dividir os momentos bons e ruins, mas sem ter que dar satisfações de todos os passos que dá. “É bom ter alguém para contar a qualquer momento, mas também quero manter o meu espaço, ter um tempo só para mim”, conta.

Nem por isso o clima do namoro é menos romântico: eles viajam, passeiam, saem para jantar, vão ao cinema. “Estamos sempre cheio de dengos e carinho. Por isso, o sexo acaba acontecendo naturalmente, sem cobranças ou pressão. Quando a gente amadurece, dá importância para outras coisas também, além das questões de pele”, diz Elisa Maria.

Para a psicoterapeuta Cássia Franco, a sexualidade após os 50 anos pode, sim, ser vivida plenamente, e ainda trazer algumas vantagens. “A pessoa já amadureceu, já sabe o que gosta e o que não gosta, o que é excitante”, finaliza.

Supere os 9 maiores desafios de morar junto

Dividir despesas e lidar com as cobranças são fontes de discussões

Publicado no Portal Minha Vida em 17/10/2012

Em alguns relacionamentos, morar junto não passa de uma decisão mais cômoda para continuar o namoro ou ganhar momentos de intimidade. Um teste para o casamento propriamente dito é outra situação cada vez mais comum, principalmente entre os casais de jovens que ainda não saíram da casa dos pais. Nos dois casos, entretanto, um benefício é certo: a vida a dois aumenta a longevidade e melhora a qualidade de vida dos cônjuges. Uma pesquisa recente da Universidade da Califórnia, em São Francisco, comparou o estado de saúde de homens e mulheres com mais de 60 anos e descobriu que o grupo de solitários tem o coração mais frágil e estado de espírito mais depressivo – a partir de uma série de cálculos, os especialistas concluíram que os sozinhos apresentam chances 45% superiores de morrer mais cedo em comparação àqueles que dividem a rotina com alguém.

Só não vale esquecer que, para o arranjo dar certo, é preciso haver disposição em ceder e uma capacidade de tolerância acima da média para aceitar ritmo, comportamento e costumes diferentes. São desafios novos a cada dia, não importa a o grau de cumplicidade do casal. “Pensar sobre isso traz a dúvida, mas esse sentimento faz parte das grandes decisões e é importante para evitar atitudes impulsivas e diminuir as frustrações”, afirma a psicóloga clínica Raquel Baldo Vidigal.

Para ajudar você na reflexão sobre essa mudança e antecipar respostas para conflitos que, mais cedo ou mais tarde, tendem a aparecer, fomos atrás de especialistas no assunto. Eles reúnem dicas e alertas que mostram se este é, realmente, o melhor passo para o seu relacionamento.

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Desafio 1: respeitar os costumes diferentes

A sua educação e as suas prioridades deram origem a costumes que são privilégio seu. As discussões sobre a forma de apertar a pasta de dentes (no meio ou no pé da bisnaga) rende uma piada clássica. Mas a brincadeira é só um exemplo simples de discussões que podem se encaminhar para brigas sérias. Para evitar desentendimentos, você precisa ver se está preparado para dar espaço ao outro, absorvendo novos costumes ou respeitando, pelo menos. “Os dois lados precisam ceder para a relação prosperar, em vez de opiniões isoladas, vocês vão experimentar o que é melhor para o casal”, afirma a terapeuta Familiar e de Casal Marina Vasconcellos, da Unifesp.

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Desafio 2: afastar o tédio da rotina

Criar uma rotina é parte da relação e ajuda a evitar discussões – se quarta é o dia do futebol dele, por exemplo, a mulher sabe que pode sair com as amigas e ficar com elas até mais tarde. Os hábitos de sempre viram um problema quando eles se tornam um obstáculo para a intimidade em vez de aproximar o casal. A melhor maneira de evitar isso é cultivar amizades e preservar a vida social, além de expor seus sentimentos em vez de deixar que eles se acumulem em forma de mágoa. “Se receber uma crítica, avalie e veja como ela pode melhorar relação de vocês, essa é a melhor maneira de amadurecer a relação sem cair na rotina”, afirma a psicóloga Raquel Baldo Vidigal.

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Desafio 3: preservar a vida sexual

Quando você decide morar junto com alguém, é natural notar mudanças na vida sexual – a frequência com que vocês ficam juntos e a disposição para ousar podem diminuir. “O sexo é importante e muito saudável para o casal, ele melhora a relação de intimidade e de segurança”, diz a terapeuta Familiar e de Casal Marina Vasconcellos, da Unifesp. Para evitar um cenário que prejudique a autoestima dos dois lados, propor surpresas é uma boa tática – vale desde uma viagem rápida no final de semana até uma noite no motel como nos tempos de solteiro.

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Desafio 4: respeitar a individualidade do outro

Um casal que acabou de se unir tem mania de fazer tudo junto, da balada no final de semana às compras no supermercado. O hábito é saudável enquanto não prejudica a convivência, mas deve ser repensado quando um dos dois lados sentir que está sendo sufocado pela relação. “Seus hábitos, seus sonhos e mesmo o seu espaço em casa precisa ser preservado, graças a ele você tem condições de se equilibrar e oferecer uma companhia agradável”, afirma a terapeuta Marina Vasconcellos. Quando sentir que houve qualquer tipo de invasão, física ou simbólica, fale sobre isso imediatamente em vez de esperar que o problema e se torne mais difícil de resolver.

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Desafio 5: dividir as tarefas domésticas sem brigas

Para evitar que as tarefas domésticas passem a ser motivo de brigas do casal, o melhor é criar uma divisão clara das funções. Isso inclui não somente o que fazer, mas como fazer – por exemplo: quem for lavar a louça deve fazer isso logo após a refeição ou existe alguma tolerância? Se a decisão for contratar uma empregada doméstica, discutam o pagamento antes de fechar o valor para que as brigas não acabem tirando o sossego de vocês.

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Desafio 6: ele(a) tem um vício que me incomoda

O ciúme exagerado ou o cigarro, por exemplo, não são surpresas para quem decide morar junto. Claro que isso não tira o seu direito de reclamar e propor uma solução para melhorar a vida conjugal, mas o melhor mesmo é refletir sobre isso antes de assumir o compromisso. “A chantagem da separação não funciona, porque mostra que você não está preocupado com a qualidade da vida a dois, mas consigo mesmo”, afirma a psicóloga Raquel Baldo. Propor um tratamento e até fazer companhia nas sessões serve como incentivo, informe-se sobre o problema, tente entender as origens dele e superem a situação como um casal.

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Desafio 7: dividir as despesas

A divisão de despesas está por trás da maioria das brigas conjugais. Antes de morar junto, vale discutir se vocês vão fazer a divisão por igual ou se quem ganha mais fica responsável por uma fatia maior nos débitos. A conta bancária conjunta também precisa ser avaliada com cuidado. “Quem aceita isso precisa estar preparado para questionamentos em relação às compras realizadas, o que pode causar um desgaste frequente”, afirma a psicóloga Raquel Vidigal. A melhor opção é cada um ter responsabilidades específicas e ficar a cargo delas. Havendo necessidade de economizar, no entanto, a decisão do que deve ser cortado precisa acontecer em conjunto.

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Desafio 8: ele (a) não gosta da minha família

A convivência familiar pode ser evitada, mas dificilmente será banida na rotina do casal. Nem que seja em ocasiões festivas, os grupos acabam se encontrando e é preciso respirar fundo para se sair de perguntas e situações inconvenientes. Fazer visitas breves, receber pequenos grupos em casa e convidar amigos íntimos ou parentes mais sociáveis são algumas alternativas para diminuir a tensão dos encontros familiares e deixar o ambiente mais leve. Após o encontro, tente conversar sobre os momentos mais divertidos e, aos poucos, estimule a conciliação. Também vale controlar bem o álcool servido nessas ocasiões, o excesso de bebida normalmente está relacionado a discussões.

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Desafio 9: evitar o excesso de cobranças

Qualquer mudança vem rodeada de expectativas e, quando decide morar junto com alguém, a situação ganha peso ainda mais forte. Isso porque existem as cobranças relativas à vida conjugal, que passa a ser uma novidade divida com todo mundo, e as cobranças pessoais quanto ao seu comportamento nessa nova situação. “Falar sobre essas expectativas abertamente é a melhor maneira de entender o quanto elas fazem sentido e podem ser atendidas”, afirma a terapeuta Marina Vasconcellos. Ficar sonhando com um ambiente ou com uma pessoa diferente daquilo que você tem, sem agir para que a realidade se transforme, só vai criar terreno para decepções e aumentar o risco de um desapontamento. Reclame se houver alguma cobrança que parece exagerada sob o seu ponto de vista e não deixe de mostrar o que você espera desta relação, a transparência diminui o estresse no relacionamento e permite que vocês construam juntos as expectativas dessa nova fase.

 

Quer casar? Saiba como induzir o parceiro a fazer o pedido

Publicado no Terra em 24/01/2012

Para insinuar o desejo de casar é preciso colocar o assunto nas conversas Foto: Getty Images

Eu aceito. Estas duas palavrinhas combinadas a um vestido branco, flores e um belo partido ao lado compõem o sonho de boa parte das mulheres. Os costumes mudaram e muitos casais começaram a dar pouca importância para o juramento ao pé do altar, no entanto, o desencantamento quanto ao casamento não atingiu a todos. Mesmo que fuja da convencional caminhada pelo tapete vermelho, de frente para a imagem de Cristo, ao som da marcha nupcial; as mulheres ainda querem o ritual do casamento. “Elas desejam mais do que os homens”, disse a psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos.

Segundo Marina, o casamento foi implantado no universo feminino há muitos anos. “No passado, as mulheres eram criadas para casar e cuidar dos filhos”, lembrou. Com os homens, as coisas são diferentes; alguns desejam tanto o casamento quanto as mulheres, mas a maioria não liga para o ritual e acaba fazendo tudo como manda o figurino apenas para agradar a parceira. No entanto, antes de chegar a este ponto, é preciso que exista o pedido ou intenção de casar e ela deve partir dos dois.

O namoro está ótimo, surge, então, na mulher o desejo de dar o próximo passo. Mas como ser pedida em casamento? Plantar a ideia no parceiro não é tarefa fácil. “Tem que ser muito sutil, para que o homem não saia correndo. Se o homem for fujão, que valoriza muito a liberdade e não acredita em casamento, é melhor desistir”, aconselhou a psicóloga Marina.

A melhor estratégia é colocar o assunto na pauta. “Pode alugar um filme que aborde o assunto e assistir com o parceiro, citar pessoas próximas que estão se casando e perguntar o que ele acha ou comentar que teve um sonho de que estava casando com ele e perguntar ‘já pensou?'”, indicou Marina. “Se ele ficar quieto, significa que é um assunto do qual ele não quer falar; ficar bravo mostra que está com medo e não sabe lidar com o assunto; uma reação positiva é se ele falar naturalmente sobre casamento”, completou.

A psicóloga e professora do Instituto de Psicologia da USP, Isabel Cristina Gomes, citou a gravidez como uma das estratégias usadas pelas mulheres para apressar o casamento. No entanto, segundo ela, a artimanha não funciona para todos os casos e a mulher pode acabar como mãe solteira.

Em pratos limpos
As mulheres adoram comer pelas beiradas, mas Isabel alerta que este tipo de jogo pode ser descoberto facilmente. “O parceiro pode perceber a intenção na hora e não gostar”, disse ela. A mulher tem táticas para induzir a outra pessoa a expressar uma ideia que antes era dela, porém, “o casamento é um projeto em comum, decidido pelos dois”, disse Isabel.

O ideal, para a profissional, é jogar aberto em uma conversa. “Ela pode falar ‘eu quero casar, quero saber o que você pretende'”, sugeriu. A sinceridade funciona com casais maduros e prontos para assumir uma união mais séria. “Hoje, dentro de um modelo contemporâneo, a mulher pode pedir o homem em casamento, vai depender do desejo de cada um chegar e propor o matrimônio ao outro”, acrescentou.

Antes do plano
“Na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, …”. Os votos podem parecer apenas um clichê, mas devem ser levados a sério. Antes de colocar o plano de “ser pedida em casamento” em ação, o ideal é avaliar se realmente existem condições para a união. Alguns casais, diante a uma dificuldade financeira, não aguentam a pressão e se separam, exemplificou Marina. “É preciso entender que não é fácil, que não é possível mudar a outra pessoa, que tem que respeitar as diferenças e as imposições não adiantam”, disse Marina.

Antes de casar, os dois precisam conversar sobre a renda de cada um, onde irão morar e, principalmente, sobre filhos. “Imagine, a mulher quer tanto casar que não pergunta se o parceiro quer filhos, quando ela diz que quer engravidar, ele diz que não quer ser pai e os dois já estão casados”, alertou Marina.

Namoros muito longos
João e Maria namoraram por 15 anos, até que decidiram se casar. Passaram oito meses casados e se separaram. A história é hipotética, mas a situação acontece com frequência. Segundo Marina, isso ocorre pois o casal decide se unir oficialmente por pressão. “Estamos há tanto tempo juntos, que precisamos casar”, exemplificou ela sobre o que se passa com os dois. No entanto, não existe mais amor ou paixão, apenas o costume de estar junto.

Esses casais levam o namoro ao longo dos anos e, para não decepcionar família, amigos e até mesmo as expectativas criadas no início do relacionamento, continuam juntos sem que exista uma razão para estarem. Quando casam, percebem que a relação não está mais como antes e terminam, explicou a psicóloga.

Será que paixão de praia sobe a serra?

Aproxima-se o período das férias, quando o cupido sai por aí dando flechadas avassaladoras…

As férias de final de ano estão chegando. Muitas pessoas já têm seus planos feitos para o Reveillon e o mês de Janeiro, quando aproveitarão para sair de sua rotina e curtir umas férias em algum lugar diferente, de preferência na praia. Sem horário pra acordar, livres dos despertadores que diariamente os levam para a rotina estressante das aulas, curtem a nova rotina temporária com toda a empolgação: sol, calor, areia, mar, bronzeado, surf, corpo sarado, corrida no final do dia, sorvete no calçadão, sorriso solto, muita paquera…

O “sonho de consumo” de qualquer adolescente: curtir tudo isso na companhia de uma turma de amigos, de preferência. E é nesse clima de total descontração e curtição que muitos jovens experimentam o primeiro beijo, ou a primeira paixão, que já vai logo sendo encarada como o grande amor de sua vida…

Os sentimentos são intensos como tudo nessa fase, cada experiência parece adquirir proporções incalculáveis. O sofrimento por um amor perdido (ou não correspondido) parece uma ameaça capaz de levá-lo ao fundo do poço, com a sensação de que “nunca mais vai gostar de alguém assim”…

Por outro lado, as conquistas são comemoradas e sentidas como algo tão incrível que esses jovens transbordam sua alegria em explosões de risos, falas altas e muita bagunça.

Paixões que acontecem nas férias costumam ser marcantes, pois são vividas intensamente. O problema é que nem sempre o “depois” vem a contento…

Alguns moram em cidades diferentes, e quando se despedem após terem passado um período juntos em alguma cidade de praia, montanha, ou no interior, levam consigo o calor da paixão fresquinha e a crença de que continuarão mantendo contato via Skype, mensagens de texto, e-mails (que saudades das velhas cartas que escrevíamos de próprio punho em papéis decorados escolhidos exclusivamente para este fim!), Facebook, longos papos gratuitos via celular se derem sorte de terem a mesma operadora, além de planos de se reverem em breve.

A maioria não resiste muito ao tempo e à distância, enfraquecendo sua intensidade aos poucos até a dura realidade mostrar que não é nada fácil manter um relacionamento sem o fundamental convívio entre os dois.

Outros têm mais sorte e conhecem alguém da mesma cidade, o que lhes permite viver sua paixão sem o estresse da despedida…

Porém, ao retornarem à rotina dos estudos nem sempre conseguem conciliar as duas coisas, e outros obstáculos os separam: bairros distantes, atividades extra curriculares que demandam muito tempo, dependência dos pais para levá-los aos lugares, provas e trabalhos escolares que os obrigam a ficar em casa…

Mas mesmo assim, é maravilhoso passar por essa experiência de apaixonar-se nas férias. Quem já viveu isso sabe perfeitamente do que estou falando: a sensação de viver algo tão intenso, saber que está sendo correspondido pelo menos naquele curto espaço de tempo tendo a certeza de que o outro também daria tudo para que as férias não acabassem, o friozinho na barriga momentos antes de encontrar o amado, o sorriso solto que contagia as pessoas ao redor…
O que vale é a entrega do momento. Se vai dar certo ninguém sabe, mas a vivência é deliciosa e merece ser experimentada. Acreditar na paixão, no amor, nas coisas boas da vida e querer viver intensamente tudo o que é gostoso apenas (pena que não dá pra ser bem assim…) é uma característica dessa idade, e é bom que não deixem de acreditar jamais!

Outro dia conheci um casal que comemorava 30 anos de casamento, e ao perguntar como se conheceram qual não foi minha surpresa: na praia, numas férias de verão…

Carinho combate dificuldade de orgasmo entre as mulheres

Publicado no Aquidauana News em 29/09/2010

A satisfação sexual, em se tratando das mulheres, não começa pelo corpo. Apoio, atenção e carinho têm forte apelo erótico e agem no combate às dores vaginais sentias durante o sexo, comprova um estudo que acaba de ser publicado no The Journal of Sexual Medicine. Os gestos carinhosos diminuem a ansiedade e, como efeito direto, tornam a relação sexual mais prazerosa. Para chegar a esta conclusão, a equipe de cientistas acompanhou 191 vítimas de vestibulodinia provocada (PVD), mal comum a 12% das mulheres na fase pré-menopausa e que tem como sintomas a diminuição do desejo sexual, a dificuldade em obter orgasmos, dor e queimação no canal vaginal. A partir da aplicação de questionários, os especialistas identificaram o problema e sugeriram a adoção de medidas para minimizarem os desconfortos – sempre descartando a ação de medicamentos. Os casais foram incentivados a criar variações durante a atividade sexual, aumentando as carícias e a proximidade, evitando a penetração nas situações em que ela se tornasse fonte de tensão. As orientações renderam diminuição do estresse e melhora nas relações sexuais entre as participantes do estudo. Discutindo a relação O PVD, assim como outras disfunções de natureza sexual, pode ser motivo de constrangimento, causando brigas e o afastamento do casal. Falar claramente sobre o assunto e buscar ajuda de um ginecologista ou de um urologista, no caso dos homens. O especialista vai tratar a origem orgânica do desconforto, enquanto um terapeuta pode contribuir no alívio das pressões emocionais que este tipo de fragilidade provoca. “A terapia de casal foca prioritariamente a relação, em vez de aprofundar em questões internas de cada um separadamente”, explica a psicoterapeuta Marina Vasconcellos, especialista do Minha Vida. Tome a iniciativa: sugira ao seu parceiro ou parceira ao menos uma sessão de terapia em conjunto. Às vezes, ambos sentem a necessidade, mas falta a coragem para propor o tratamento. “Alguns parceiros têm receio de que o convite possa ser entendido como uma espécie de ofensa”, afirma Marina. A especialista reforça que resolver logo esses pequenos conflitos é a melhor forma de evitar que eles prejudiquem ou até encerrem um relacionamento. “Se forem trabalhados cedo, esses dilemas podem até fortalecer a relação. Do contrário, há risco de que nenhuma solução amigável seja encontrada”. Abra o jogo: pare de acumular pequenas insatisfações. “A falta de diálogo deteriora as relações. O mesmo acontece quando você entende mal o que o outro diz e não se esforça para desfazer interpretações distorcidas. São duas posturas corriqueiras e que geram muitas e desgastantes brigas”, afirma a psicoterapeuta. “Além de saber falar, precisamos aprender a ouvir o outro”. Respeite a individualidade: mesmo numa terapia de casal, a individualidade deve ser respeitada. “Para haver uma relação, duas histórias de vida distintas precisam se unir. Nos pontos em que essas diferenças estiverem prejudicando a relacionamento, o terapeuta age”, diz Marina. Autoreflexão: além de avaliar o papel do outro na sua vida, analise os seus objetivos quanto ao relacionamento. Isso ajuda a desfazer idealizações e interrompe ciclos de cobranças. “Muitos casais se desfazem porque um dos cônjuges percebe que estava, simplesmente, buscando no outro o que ele gostaria de ter ou de ser. Quando esta descoberta acontece, o relacionamento perde o sentido”, explica a profissional.

Sexo e menopausa: sim, eles combinam!

Publicano no Portal Atmosfera Feminina em 15/10/2010

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Se você acha que a menopausa não marca só o fim da menstruação, mas principalmente o do desejo sexual… Espere até chegar lá para ver que está redondamente enganada. Na verdade, a fase pode ser o início de uma nova e libertadora forma de se relacionar – sem a interferência dos filhos pequenos, do risco de engravidar ou da TPM tudo fica mais fácil, não é mesmo?

Mas, para ser feliz de verdade, é preciso tomar algumas atitudes. E elas são relativamente simples. É o caso de ficar atenta à diminuição natural dos hormônios, em especial da testosterona, responsável pelas ondas de calor, suores noturnos, insônia, irritabilidade e queda na libido; e do estrógeno, que leva ao ressecamento vaginal. Tais problemas podem ser facilmente resolvidos com terapia de reposição hormonal e um bom gel lubrificante, respectivamente. “Não procurar tratamento diante desses sintomas é querer que as noites de amor de antes deem lugar a encontros mornos e, às vezes, dolorosos. Isso não precisa acontecer, basta se cuidar”, afirma a psicóloga e terapeuta de casais Marina Vasconcellos, de São Paulo.
Naturalidade e confiança

Outra lição importante para quem quer que a menopausa seja apenas mais uma fase da vida, e não um fardo, é pensar em experimentar a psicoterapia. “A técnica é uma das melhores pedidas quando a mulher fica muito alterada emocionalmente, ou até deprimida, e não consegue lidar com as transformações do momento ou quando coloca na cabeça que está envelhecendo e deixa de se sentir atraente”, completa Marina Vasconcellos.

Abrir o coração em casa, para o parceiro, também é fundamental. Dessa forma, ele vai entender as mudanças físicas e de comportamento que você está enfrentando e saberá que elas são passageiras em vez de levar esses problemas para o lado pessoal. “Pedir para o marido acompanhá-la numa consulta com o ginecologista é uma boa saída, pois o médico vai explicar detalhadamente tudo o que está acontecendo com o seu corpo. Assim, vai ficar muito mais fácil enfrentar as dificuldades e ter um relacionamento mais prazeroso para ambos”, conta a ginecologista Rosa Maria Neme, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

O que os homens querem

Um checklist do que você não deve fazer na primeira noite de sexo – e o top 10 do que eles adoram

Publicado na Women’s Health

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É difícil compreender o que faz a chama se apagar de repente, mas, se você se esforçar, pode acabar se lembrando. O cara está lá, superaceso, e de uma hora para outra parece que houve um blackout geral no recinto, dá um curto-circuito na caixa de força e tudo vai para o beleléu. Quem já passou por uma dessas sabe: é fogo (mesmo que esse já tenha se apagado)! Nossa reportagem saiu às ruas e descobriu o que faz os homens darem o jogo por encerrado. Leia com calma e, antes de sair de casa com o próximo namorico agendado, faça seu checklist. Se, como se diz por aí, todos os homens são iguais, os riscos de você errar caem por terra… E você aumenta as chances de o telefone tocar. Ufa!

1 Ser cheia de não me toques Tudo bem que você, às vezes, não entra na piscina para não desmanchar a escova. Mas, quando o assunto for sexo, deixe essa princesinha que existe dentro de você em casa. Na cama, os homens não toleram a chatinha cheia de frescurites mil. A maioria não tem a menor paciência para inibições exacerbadas. “Entendo que a confiança vem aos poucos. Mas há um limite do que é ou não razoável. Existem mulheres travadas e, já na primeira vez, você percebe que não vai conseguir uma evolução. Isso é broxante”, diz Carlos Faria, 46 anos, administrador de empresas. “A timidez e o recato femininos podem ser estimulantes”, diz Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Mas, quando a situação chega ao extremo e impede a mulher de ficar à vontade, ele se desinteressa, o que acaba comprometendo a sedução, o contato, a aproximação. Esse exagero é desconcertante e pode até ser interpretado como rejeição.”

2 Exagerar no visual Você ficou em dúvida se colocava a minissaia ou o decotão. E acabou optando pelos dois. Assim, só para garantir o interesse total e irrestrito do bonitão. E agora corre o risco de ser confundida com as garotas da casa da luz vermelha. Missão difícil essa de atingir o ponto ideal, ainda mais no primeiro encontro, quando tudo que se quer é agradar. E, no afã de acertar o alvo, é fácil errar a mão na maquiagem, na roupa, nos acessórios. Para não entrar nessa, lembre-se de que, para a maioria dos homens, menos é mais. E não estamos falando só do tamanho da saia. “Se a peruagem for de mau gosto, é broxada na certa”, diz Flávio D’Ana, 44 anos, compositor. “O make, a roupa… tudo deve deixá-la o mais próxima possível do que você realmente é. Quanto menos ‘artificialismos’, melhor. Homens são binários, para eles tudo é bem simples; quem em geral complica são as mulheres”, diz Alexandre Saadeh, professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP e consultor de Women’s Health.

3 Falar do ex Se é “ex”, passou, ficou para trás, já era, página virada. Quer momento mais inadequado para tocar no nome do falecido? “Aconteceu comigo e foi péssimo. Acabamos de transar e a garota começou a falar do ex-namorado. Em que aquilo poderia me interessar?”, diz Rogério Brandão, 41 anos, empresário. “Assim como toda mulher gosta de se sentir única, o homem também curte a sensação de exclusividade, de saber que está satisfazendo a parceira. Se ela fala do ex no primeiro encontro, mostra que está comparando. Isso irrita qualquer um”, diz Marina Vasconcellos, professora colaboradora de psicologia médica do curso de medicina da USP.

4 Seguir um script Você é do tipo que, antes do encontro, repassa tintim por tintim tudo que planejou? “Primeiro ele me beija, depois me segura pela cintura e rasga minha blusa com fúria…” Relax! Seu roteiro é novelesco e emocionante, mas o perigo é não sair como o arquitetado e você não conseguir improvisar. “Conheci uma guria na noite e fomos para o motel. Comecei a despi-la pela camisa e ela me barrou: ‘Primeiro os sapatos’. Desabotoei o sutiã e, de novo, ‘Primeiro a calça’. Respirei fundo. A garota, de calcinha e sutiã, de repente diz ‘Desculpe, mas sou meio certinha, tem que seguir uma sequência, o sutiã, por favor’. Eu aguentei porque, afinal, já tinha chegado até ali. Quando fui para cima, ela disse ‘Calma, antes tem que dar beijo na boca’. Com aquela ali, nunca mais”, diz André Monteiro, 28 anos, publicitário. Dá para entender a revolta do moço. O que ele viu foi o contrário da liberdade de expressões. “Às vezes a mulher age assim imaginando que se sentirá segura se seguir uma receita”, diz Carmita Abdo. “Porém, todo roteiro esconde a verdade. Impede que ele conheça seus defeitos e suas qualidades. O que encanta é a autenticidade.”

5 Tentar parecer moderninha e ficar vulgar É maravilhoso que entre as suas amigas seja das mais avançadas em termos de sexo, do tipo aberta para novas e inovadoras experiências. O que precisa entender é que nem todos os homens da face da Terra estão preparados para essa modernidade toda. Não dá para mostrar que você conhece todas as variações sobre o tema logo na primeira vez. Muitos podem confundir sua falta de barreiras com vulgaridade. Chato, não? “Além disso, é preciso tomar cuidado para não forçar a barra e tentar aparentar algo que não é autêntico”, diz Alexandre Saadeh. “As chances de sucesso são mínimas.”

6 Ser metida a gostosa… e acreditar que isso basta Talvez você seja do tipo que, quando alguém pergunta “E aí, está boa?”, quase responde “Boa eu sempre fui, estou passando bem”. Ótimo, afinal sentir-se bonita e gostosa dá aquele poder na cama porque a mulher não tem vergonha do próprio corpo. E nessa pode fazer caras e bocas, vestir roupinhas sexy, bolar poses provocadoras… Mas um corpo bem-feito não garante uma transa nota 10. “Tem mulher que acredita que sua beleza é suficiente para enlouquecer o homem e faz muito pouco. Decepcionante”, diz Ricardo Fonseca, 33 anos, biólogo. Claro que vale caprichar na estreia. “É interessante ser uma presença marcante. Porém, só isso não sustenta um relacionamento. Se você não for agradável, simpática, instigante e não apreciar de verdade o contato físico, a chance de o entusiasmo inicial dele esfriar é grande”, garante Carmita Abdo.

8 Exagerar na bebida A regrinha básica do “Se beber, não dirija” poderia ser adaptada aqui. Se for o primeiro encontro, não passe do primeiro copo. O perigo é exagerar na dose e deixar de lado a elegância, a feminilidade… “Dessa forma, a mulher mostra que é insegura, que precisa de um artifício para se soltar. A impressão é sempre negativa, assusta os homens, que gostam de estar no controle da situação — e nesse caso perdem a referência”, analisa Marina Vasconcellos. Então, o conselho é: se não sabe beber, não insista. Espere formar um vínculo de confiança. Antes disso, nem um gole a mais, combinado?

9 Ter pouca atitude na cama Você já deve ter ouvido alguns homens comentando: “A garota parecia uma mosca-morta na cama”. Variações sobre o mesmo termo: múmia, estátua, boneca de pano, boneca inflável, frígida, iceberg… A verdade é que praticamente todos gostam de mulheres com atitude, criatividade e que demonstrem personalidade, iniciativa e ação durante o sexo. “É muito bacana perceber que ela não tem vergonha, que se atira na busca do próprio prazer”, diz Roberto Mendonça, 29 anos, analista de sistemas. Falar bobagens, gemer, verbalizar suas taras e preferências — tudo isso é visto como positivo pela maioria. “Sexo mudo é como ver um filme sem som”, filosofa Roberto. Carmita Abdo completa: “Você não se refere a ele como parceiro? Pois é, ele quer parceria também no relacionamento sexual. Que você tenha presença, interesse. Que corresponda no desejo, na atenção, na disposição. Caso contrário, é como dançar com alguém que precisa ser carregado… sem compasso, ritmo, cumplicidade.”

10 Fingir que é santa ou virgem Em pleno século 21, e algumas mulheres ainda nessa. Mas por quê? “Elas têm medo do que os homens possam pensar. Algumas fingem que são virgens, outras bancam as santinhas. Na maioria das vezes sabemos que não é nada disso. Algumas são beeeem rodadas”, diz Samuel Yossef, 26 anos, publicitário. Mas será que ele, Samuel, pensaria mal dessas que são beeeem rodadas? Fala, Sam. “Claro que não. Adoro garotas experientes. Ter várias relações não desmerece ninguém. O importante é ser honesta, bom caráter.” Alexandre Saadeh assina embaixo. “Homem não é tonto. De novo, querer falsear seu jeito e sua personalidade é muito broxante. Ainda mais querendo apagar o passado. O melhor caminho é ser você mesma para poder usufruir o sexo e o afeto compartilhado com ele. Se não for assim, tudo vira uma cena de teatro. Lembre-se: sendo verdadeira, as coisas são mais simples, mais fáceis e mais gostosas.”

Eles a-m-a-m mulher que… 1 É fêmea e feminina acima de todas as coisas
2 Faz sexo oral com muuuuita boa vontade (e suavidade)
3 Tem atitude e iniciativa
4 Topa ouvir e falar sacanagens
5 Elogia o desempenho e pede bis
6 Libera tudo, mas t-u-d-o mesmo
7 Usa uma produção provocadora, sem exagero
8 Tem bom humor
9 É carinhosa antes e depois (durante o sexo pode ser animal)
10 Esquece do mundo e se entrega

 

Lugares inusitados podem funcionar como afrodisíacos na hora do sexo

Publicado no UOL em 25/01/2011

Tudo que foge do cotidiano pode estimular o casal (Foto: Getty Images)

Uma das grandes armadilhas de qualquer relacionamento chama-se rotina. Fazer tudo sempre do mesmo jeito ou no mesmo lugar pode detonar a vida a dois. Por isso, recorremos a especialistas, histórias verídicas e um livro de conteúdo inusitado para dar um empurrão à criatividade. O livro “101 Lugares para fazer Sexo antes de Morrer”, de Marsha Normandy e Joseph St. James (Editora Best Seller), traz inspirações de lugares diferentes e um desafio: provoca o leitor a responder uma enquete sobre cada sugestão, datando e escrevendo detalhes sobre a peripécia realizada. “Inserimos um quadradinho para que o leitor marque quando tiver conseguido completar o ato em cada lugar, dando a opção de marcar se repetiria ou não a manobra”, explica Joseph na introdução da obra.

Com uma pitada de humor, os autores inserem ainda ícones explicativos sobre complicações ou cuidados em cada local escolhido. “Apontamos se há dificuldades, se precisa ser realizado rapidamente, se há risco de vexame ou se uma gorjeta ou suborno serão necessários”, ensina Marsha.

Uma ideia que pode dar up na relação de casais que perderam um pouco do romantismo e começaram a declinar o tesão, já que, com o tempo, o desejo pode perder espaço para o cotidiano. “Por isso é importantíssimo deixar sua marca registrada em todas as partes da casa, na mesa da cozinha, na sala, no banheiro, no elevador, no carro e, claro, também no quarto. Tudo que foge mesmo que um pouco do convencional dá uma apimentada. E não deixe nada que vocês possam fazer hoje para amanhã. O cansaço existe, mas nada melhor para relaxar do que uma noite bem gostosa de sexo”, acredita Lu Riva, especialista em autoestima e prazer da mulher.

Riva explica que o novo é excitante, causa curiosidade e novas sensações. “Fazer sexo no banho, no escritório, na varanda, brincar de seduzir e provocar é estimulante, e isso acaba provocando ainda mais prazer. Vale muito brincar com inesperado e com a imaginação”, diz. Ela ainda lembra que surpreender é sempre afrodisíaco. Quer algo mais excitante do que lidar com o “perigo” de fazer sexo na praia à noite? “Saia do lugar-comum, não precisa fazer sexo em locais públicos; muitas vezes, ir a um motel, por exemplo, já estimula a imaginação e a liberdade a dois. Alguns estabelecimentos têm várias suítes temáticas e exóticas que podem apimentar a noite”, diz.

Deixe a casa diferente

  • 1

    Prepare a sala para fazer um showzinho particular: deixe uma bandeja de frutas (morangos cortados, carambolas, pêssegos, amora), chantilly, canela em pau e alguns pedaços de chocolate.

  • 2

    Deixe o ambiente à meia-luz; use velas ou abajur.

  • 3

    Vista uma lingerie sensacional, provoque, instigue, tire a roupa devagar, toque cada parte do corpo dele.

  • 4

    Brinque com sensações – gelo, chantilly, uma bebida que vocês gostam. Deixe cair um pouco “sem querer” dessa bebida pelo seu corpo.

  • 5

    Sinta a respiração do outro, os lábios e, sem pressa, desvende o corpo do parceiro.

(Lu Riva, especialista em autoestima)

Movimente a vida a dois!

Marina Vasconcellos, psicóloga especializada em terapia familiar e de casal, defende que apenas a mudança de local já pode estimular a relação, sem necessidade de momentos arriscados ou perigosos. “O casal deve explorar a criatividade: investir em roupas íntimas caprichadas, criar ambientes aconchegantes (velas, música, incenso pra quem gosta), usar cremes para massagem, comidas provocativas (como alcachofras, uvas, figos e morangos), enfim o importante é sair da rotina quando for possível.”

Muitas vezes, homens e mulheres lidam de maneiras diferentes com a questão do sexo em outros locais. “Lidar com esse tipo de assunto vai depender muito da cabeça de cada um, de sua criação, dos valores passados e do nível de intimidade criado entre os dois. Quem lida naturalmente com o sexo e tem facilidade em entregar-se afetivamente a alguém, sem amarras e restrições, tem mais chances de explorar fantasias e fetiches sem pudor, como algo que contribui para o prazer do casal”, detalha a terapeuta.

Já Lu Riva lembra outra vantagem: o tesão que o risco proporciona aos dois durante o ato. “Buscar fantasias é sempre muito gostoso, a sensação de perigo libera adrenalina que dá um outro sabor ao prazer”, lembra. Mas é claro que aventuras em outros locais têm suas limitações. “Em um banheiro de restaurante, por exemplo, você terá que ser discreto e rápido. Quebramos nosso recorde ao fazer amor nas férias, em uma casa de praia em que estava toda nossa família. Relembramos a época de adolescentes em que transávamos escondidos e foi muito bom”, conta o empresário mineiro L.M., de 42 anos.

Nem todos gostam de aventuras sexuais. “Já tive um namorado que tinha essa tara de fazer em locais públicos e não deu certo. Eu gosto de fazer entre quatro paredes e sem pressa, assim me entrego, e para a mulher isso é essencial para que chegue ao orgasmo”, confessa R.M., 34 anos, assessora de imprensa de São Paulo.

Os dez mais

Segundo o livro “101 Lugares Para Fazer Sexo Antes de Morrer”, existem muitos locais que podem servir de cenário para um momento a dois. Divirta-se com esta seleção top 10 de lugares:

1. Casa à venda: prefira mansões, assim pode variar posições e incrementar o momento.

2. Limusine: uma boa gorjeta ao motorista e o vidro levantado para dar privacidade garantem o luxo e glamour da transa.

3. Roda-gigante: uma boa gorjeta ao funcionário garantirá que vocês parem nas alturas e não tenha mais ninguém nas cadeiras da frente ou de trás…

4. Piscina de alguém: cuidado para disfarçar e não dar bandeira, já que você terá que fazer isso na piscina de um amigo, por exemplo.

5. Estacionamento subterrâneo: nada mais excitante e fácil… desde que você se sinta seguro e tenha os vidros filmados do carro.

6. Moto: o sexo na moto (parada obviamente) é algo extremamente afrodisíaco, ainda mais se você estiver com um figurino bem atraente.

7. Frente a uma câmera: filmar-se e assistir depois é algo muito sexy… só tenha plena confiança em seu parceiro.

8. Drive-in: surpreenda o amado com um convite para ir ao drive-in e, ao invés de transarem no carro, façam no capô do carro.

9. Em cima da maquina de lavar: o balanço dela e a conduta em salto alto até lá vão levar seu amado às alturas!

10. Chão da cozinha: com direito a banquete e olhos vendados. sim, lembrando o filme “Nove Semanas e Meia de Amor”.

Confira 10 dicas para dar um upgrade na vida sexual

Publicado no Terra em 25/06/2009

É importante o casal arrumar tempo para namorar (Foto: Getty Images)

Ao dizer o “sim” no altar, o casal consuma uma vida em conjunto. O “felizes para sempre”, porém, pode encontrar seus percalços com o passar do tempo. Especialistas reforçam a necessidade de cada um manter seu espaço, mas também deixam claro que é imprescindível buscar objetivos a dois. E o diálogo franco é a saída para realizar os pequenos ajustes na relação, inclusive, no âmbito sexual. “Quando o sexo não vai bem, a primeira coisa a fazer é ter uma conversa para falar das insatisfações e propor um acordo para melhorar”, afirma a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello.

O descompasso entre quatro paredes é apontado como a principal causa do término de relacionamentos. Os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2006, dão conta de que houve um aumento de 7,7% nos divórcios em relação ao ano anterior. E esse acréscimo denota uma mudança no comportamento feminino nas últimas décadas. Um estudo do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) mostrou que os divórcios subiram mais de cinco vezes desde 1980. A causa apontada é a influência das novelas da Rede Globo, já que as transmissões da emissora foram expandidas para 98% dos municípios do País na década de 1990.

Com tantos relacionamentos fracassados, a rotina sexual acaba se transformando num fantasma que ronda a cabeça das mulheres. Reinventar a intimidade é o primeiro passo de uma relação saudável e duradoura. “Sexo tem que ser uma brincadeira gostosa”, afirma a personal sex trainer Fátima Moura. “Se o casal estiver sempre recriando o básico, a rotina acaba virando novidade”, diz Fátima.

Mas o ritmo de vida agitado exige, muitas vezes, horas extras no trabalho, além dos cuidados com os filhos e com a casa. As mulheres acabam, então, deixando de lado os momentos para curtir a sós com o parceiro. Esse é um comportamento que deve ser banido da vida a dois. “É preciso reservar tempo para o casal”, fala a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos. “Eles não devem deixar de existir como marido, esposa e amante para priorizar os filhos”, afirma a especialista.

Portanto, ao menos uma vez por semana, vale deixar os filhos com uma pessoa de confiança para namorar. “Transar em diferentes lugares da casa esquenta a relação”, diz Carla Cecarello.

A personal sex trainer, por sua vez, aconselha provocar os sentidos do parceiro. “A mulher deve preparar o ambiente para o sexo com perfumes, vinho, música e finalizar com uma massagem erótica.” Já Marina Vasconcellos acredita que criar um clima gostoso é o primeiro passo para uma transa de sucesso. “No meio do dia, mandar mensagens carinhosas por SMS ou email, por exemplo, são estimulantes. À noite, o casal pode sair para dançar ou ir a um show porque o retorno para casa terá um ambiente harmonioso e propício para o sexo”, acredita Marina.

Quem busca aventura e quer inovar na cama, ainda pode procurar brinquedinhos eróticos. Mas a atenção na escolha é algo relevante. “Há uma grande rejeição pelos homens em relação a vibradores em formato de pênis porque eles se sentem ameaçados”, afirma Carla. “Criar uma competição só vai prejudicar ainda mais a vida sexual.” Dê preferência, portanto, para artigos “mais inofensivos”. Existe uma gama de produtos, como géis, estimuladores de clitóris e esponjas vibratórias para o banho.

Se há um consenso de que a vida sexual não tem lá mais aquele clima ardente, é importante buscar alternativas para retomar o fogo de outrora. Para isso, os especialistas listaram 10 dicas incendiárias. Confira:

1. Deixar os filhos com alguém para ter a casa só para os dois e namorar à vontade. Explore todos os cômodos da casa para fazer sexo, a cama deve ser a última opção;

2. Deixar a vergonha de lado e conversar sobre sexo com mais frequência;

3. Cuidar do corpo, pois se a mulher está feliz consigo, ela se sente segura e poderosa para ousar na cama;

4. Buscar informações e novidades para apimentar a transa. Pode ser um livro erótico para ser lido a dois ou filme para servir de inspiração;

5. Varie as posições sexuais. O papai-e-mamãe é infalível, mas experimentar outras pode trazer um prazer jamais sentido até então;

6. O orgasmo não deve ser visto como objetivo final. Curta o corpo do parceiro, toque-o, massagei-o. O clímax vai chegar e será nada mais do que a consequência das preliminares;

7. Técnicas novas surpreendem o parceiro. Para não cair no ridículo, adapte-as a sua realidade e grau de timidez. O pompoarismo colabora com a conscientização corporal, o striptease provoca o parceiro por meio da visão e a massagem erótica estimula as zonas erógenas;

8. Mostrar a ele como gosta de ser tocada. O parceiro não tem a obrigação de saber o que dá mais prazer à mulher. Guie-o;

9. Surpreender o homem é sempre excitante para ele. Espere-o em casa com uma bela maquiagem, roupa sexy e jantar a luz de velas. A cama será o destino final;

10. Acrescente diversão ao sexo. Busque brinquedinhos eróticos, como géis que esquentam ou esfriam, estimuladores de clitóris ou esponjas vibratórias para o banho a dois.

Infidelidade virtual é traição real?

Enviar e-mails quentes, trocar fotos com desconhecidos e acessar salas de bate-papo classificam traição? Descubra a opinião dos especialistas

Publicado no Portal M de Mulher em 25/08/2010

De acordo com a legislação, a relação virtual não é considerada uma traição (Foto: Getty Images)

Conversar com o ex-namorado por email, entrar em salas de bate-papo enquanto seu marido dorme ou viaja, trocar fotos com desconhecidos. Hoje em dia, o mundo virtual abre portas para vários tipos de relacionamentos e se render à telinha para satisfazer as expectativas e fantasias sexuais – muitas vezes não correspondidas em sua relação real – está cada vez mais fácil. “É uma intimidade à distância, por mais contraditório que pareça. É uma sedução, uma conquista passo a passo, como não existe mais no mundo real”, diz Bia Silveira, de 43 anos que participou da pesquisa realizada pela antropóloga Mirian Goldenberg, pesquisadora do tema há 20 anos, que acaba de lançar o livro “Por que homens e mulheres traem?” (Record, R$ 12,90).

Mas será que realmente existe infidelidade virtual?

Este é um tema que divide opiniões entre os especialistas. “Não existe infidelidade virtual, inclusive pela legislação esse tipo de relação não é considerada uma traição”, acredita Claudya Toledo, presidente da agência de casamentos A2Encontros e autora de diversos livros sobre relacionamentos. “Essa postura pode ser a busca de um complemento, a procura de mais emoção, de uma maneira de apimentar a mente e pode causar um reflexo positivo no relacionamento”, diz ela.

Já para a psicoterapeuta sexual Lúcia Rosenberg, quem determina o que seria infidelidade ou não é o próprio casal: “a fidelidade passa pelo acordo. Os limites são diferentes e precisam ser esclarecidos. Muitas pessoas acreditam que ela é mental, para outras, é física.” Outra especialista no assunto, a terapeuta de casais Marina Vasconcellos, considera um relacionamento virtual como “uma traição da confiança da relação”, e salienta: “a infidelidade caracteriza-se pela relação de intimidade com outra pessoa que não seja o cônjuge, ou mesmo pela intenção de se relacionar com alguém, mesmo quando se está comprometido.”

Se o conceito de traição virtual é motivo de divergência entre os profissionais da área, a sua importância em uma relação é unânime: medo de ousar, mudar ou até mesmo romper o relacionamento que não está funcionando. “A infidelidade virtual é um sinal claro de que é necessário rever a relação”, comenta Lúcia Rosenberg. E nesse caso, o diálogo, que pode ter ficado esquecido, tem papel fundamental. “Conversando é possível investir e mudar a relação que certamente tem problemas ou frustrações, e assim tentar renovar o casamento”, lembra Marina Vasconcellos. “O mais importante é ter claro que em um relacionamento tudo tem que ser combinado ou até mesmo recombinado, já que o que um tem uma opinião ainda que estejam juntos.”

Como deixar os homens enfeitiçados por você

Pesquisa revela o que os homens buscam numa mulher. De quebra, mostramos como cultivar tais qualidades

Publicado no Portal M de Mulher em 15/02/2011

Foto: Getty Images

Ingredientes para se tornar uma mulher irresistível

 

1. Caráter/Confiabilidade

Para passar mais confiança é preciso se manter coerente. “Falar uma coisa e agir de forma contrária pode deixá-lo desconfiado”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos. Para que o gato se sinta confortável ao se abrir com você também é importante não ser fofoqueira. “Se costuma espalhar notícias por aí e expor seus amigos, será difícil acreditar que com ele será diferente”, assinala. Outra preocupação demonstrada pelos homens consultados na pesquisa foi a infidelidade. Para Allan e Barbara Pease, autores de Desvendando os Segredos da Atração Sexual (Sextante, R$ 24,90), dar detalhes sobre seus relacionamentos anteriores, paquerar outros homens e fazer sexo logo no início do relacionamento são algumas atitudes que os homens percebem como sinais de infidelidade.

2. Bom humor

O mau humor geralmente está ligado à insatisfação com algo em sua vida. Pode ser que você não esteja se sentindo realizada no trabalho, tenha problemas na família ou simplesmente não esteja bem consigo mesma. “O primeiro passo é localizar o que está tirando o seu humor”, indica Marina Vasconcellos. Quer ficar mais descontraída? Procure levá-lo para programas que geralmente a animam e lhe dão prazer. Confortável, você se sentirá bem e ficará mais atraente.

3. Beleza

Segundo Thiago de Almeida, psicólogo especialista em dificuldades amorosas e autor de A Arte da Paquerar (Letras do Brasil, R$ 32), as pessoas são como mariposas, atraídas pela luz. Por isso, mulheres “iluminadas”, ou seja, para cima, positivas, são mais atraentes. “Quem tem uma boa autoestima investe mais em si, por isso acaba ficando mais bonita”, explica.

4. Simpatia/Sociabilidade

Não confunda timidez com antipatia! Se você é retraída, não vai conseguir (e nem deve) se tornar extrovertida só para agradá-lo. Porém, se realmente está interessada no rapaz, vale a pena dar uma atenção especial ao moço. Isso inclui esforçar-se para se integrar melhor com amigos e família do gato.

5. Inteligência

A fluidez na comunicação é essencial. Para isso, é preciso saber ouvir com atenção além de falar. “Quando alguém fala sem parar deixa o outro retraído, se sentindo  dispensável”, ressalta Thiago de Almeida. Puxar assunto não é sua obrigação; não tema o silêncio, que pode apenas significar reflexão.

Foto: Getty Images

Comprovado!

 

Uma pesquisa da Universidade de Iowa, nos EUA, mostrou que quando se trata de uma companheira, os homens são mais complexos do que supõe o senso comum. Realizado a cada década desde 1939, o estudo pede que eles classifiquem, por ordem de importância, os atributos considerados na hora escolher uma parceira. Inspirada nesse estudo, VIVA! pediu que 68 homens, de diferentes idades e profissões, enumerassem, de 1 a 17, itens que mais valorizam em uma mulher – sendo 1 o mais importante. O resultado você já sabe: caráter e confiabilidade!
Universidade de Iowa (1939)

1. Caráter/Confiabilidade
2. Estabilidade emocional/Maturidade
3. Ser compreensiva
4. Atração
5. Desejo de constituir família

Universidade de Iowa (2008)

1. Atração
2. Caráter/Confiabilidade
3. Estabilidade emocional/Maturidade
4. Inteligência
5. Ser compreensiva

VIVA! (2011)

1. Caráter/Confiabilidade
2. Bom humor
3. Beleza
4. Simpatia/Sociabilidade
5. Inteligência

As sete mudanças do namoro para o casamento

Quais situações ficam diferentes depois do “sim” e deixam os casados nostálgicos

Publicado no IG Delas em 06/03/2010

Se a grama do vizinho é sempre mais verde, é inevitável que existam casados e solteiros desejando os benefícios do outro lado da moeda. Mas quais serão as principais mudanças que deixam os casados pensando no passado? Com a ajuda de especialistas e casais, o Delas destaca sete armadilhas e situações do casamento que podem desanimar até os mais apaixonados.

1 – Falta de cuidados com o corpo
Ela não usa maquiagem, ele criou barriga e não corta as unhas do pé. São essas e outras reclamações que chegam ao consultório da psicóloga e terapeuta de casais Marina Vasconcellos.
Segundo a especialista, homens e mulheres tendem a não se preocupar mais tanto com a aparência após o casamento. Depois de um ano de casado, o publicitário Luis Gustavo Chapchap, de 27 anos, dizia para a mulher que não precisava ser tão vaidoso porque já estava “garantido”. Sim, ela ficava brava.

“É esperado que os namorados se arrumem para encontrar o outro. Usam perfume e colocam uma boa roupa. Isso é um ritual, faz parte da sedução”, diz a psicóloga. A dica é continuar caprichando para agradar o parceiro – ou aquele homem tão bem vestido que o que te levava para jantar pode fica irreconhecível.

Mudanças na rotina sexual e no corpo estão entre os divisores de águas entre o namoro e o casamento (Foto: Getty Images)

  2 – Saudade de sentir saudade
Namorados não se encontram todos os dias e noites. Há espaço para sentir falta do outro, ter saudade. Depois do casamento o clima muda, assim como as expectativas. “Eu gostava muito dos encontros quase secretos”, relata Izabel Correia, de 47 anos, sobre os tempos do namoro escondido.

Ela é casada há 27 anos e oficializou a união para viver seu romance com liberdade. Hoje admite que sente falta da animação do namoro. “Era emocionante estar com ele, principalmente porque era sempre por pouco tempo, como se fossemos amantes”, diz. Segundo Marina Vasconcellos, ver o parceiro todos os dias tira um pouco da ansiedade dos encontros – e esse baque é mais sentido em alguns casais.

3 – Overdose de companhia

Além de sentir menos saudade, os casados têm menos tempo para si. Júlia Gil achava legal a ideia de acordar ao lado do marido e preparar a mesa do café enquanto ele tomaria banho. Ela ainda gosta de tudo isso, mas em alguns momentos sente falta de uma cama só para ela e de um espaço para refletir.

“A companhia para compartilhar a vida é uma das coisas que mais atrai as pessoas para o casamento. A gente precisa de um outro para crescer, desenvolver, realizar”, diz o psiquiatra e terapeuta Nairo de Souza Vargas. Mas os momentos avulsos também são importantes. “Senão fica a sensação de sufoco, um enforcamento, sem individualidade”, completa Vargas.

4 – Perda da individualidade
O sagrado futebol com os amigos foi proibido. O happy hour dela com as amigas também é sempre criticado pelo marido. De repente, as atividades que cada um tinha quando solteiro ficaram de lado para agradar o parceiro. Segundo Nairo Vargas, a queixa frequente dos homens casados é que a mulher acha ruim que ele faça coisas com outras pessoas. Já as mulheres dizem que não têm espaço para viver a vida delas.
Um dos desafios da vida conjunta é manter a individualidade mesmo estando casados. “Os dois tem que ter tempo para fazer coisas que gostam”, explica o terapeuta. Sem isso, corre-se o risco de viver a vida só de um, se anular.

5 – Sexo fácil demais
“O engraçado do casamento é que pode finalmente transar todos os dias, mas não transa”, brinca Raquel Pires, de 37 anos e casada há quatro.

“Nosso dia a dia é cansativo e existe o desgaste natural. Quando você está namorando, se programa para o sexo por estar junto com aquela pessoa naquele dia”, diz a psicóloga Marina.
“A diferença para os casamentos dos dias de hoje é que o sexo começava apenas depois do casamento, ou seja, era uma grande novidade. Agora só sobra a parte ruim para depois!”, brinca Luiz Chapchap.

6 – Brigas sob o mesmo teto
“No namoro você passa os bons momentos junto com a pessoa e quando briga cada um vai para a sua casa”, diz Júlia Gil. Mas e quando o lar é o mesmo?

Se por um lado a proximidade traz segurança, quando há uma discussão não há para onde fugir e é preciso encarar de frente o conflito. “O casamento muda a dinâmica na hora de encarar os problemas. Não dá pra ir para a casa da mãe”, fala Marina Vasconcellos.

A psicóloga alerta para a necessidade dos casais resolverem as questões pendentes rapidamente e não acumularem problemas. “Não dá para guardar por muito tempo nem jogar tudo de uma vez na cara do outro”, recomenda.

7 – Obrigações sociais
O casamento traz mudanças drásticas no relacionamento com a família e nas obrigações sociais. Se antes você não se sentia na obrigação formal de ir na casa da mãe do namorado, agora que ele mora com você as visitas para a sogra são inevitáveis. E só a conversa ajudará a dosar o quanto isso é bom para você e o quanto isso incomoda. “O sacrifício é bom, esforço é bom, mas não posso me forçar ou me violentar se a situação me faz mal, me prejudica”, avalia o terapeuta Nairo.

O mesmo acontece com a vida social: o aniversário de um amigo, um casamento de alguém que você não conhece, jantar na casa do chefe: quando a união é oficializada fica maior a pressão para comparecer a esses eventos.

O tal mito do fio terra

Publicado no Terra.com em 27/10/2011

Com o passar do tempo em uma relação é comum que o casal desenvolva certas intimidades na cama. Porém, o que fazer quando tanta abertura acaba gerando desconforto em um dos parceiros? Um dos principais causadores dessas situações, na hora do sexo, é o temido e subjugado “fio terra“.

A maioria dos rapazes não suporta pensar na possibilidade.

Segundo Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP, terapeuta familiar e de casal (UNIFESP), especialista em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae e psicodramatista didata pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP), isso acontece porque muitos homens acham que se sentirem prazer na região do ânus será uma ameaça à sua heterossexualidade, ou seja, têm medo de gostar e não poder admitir, pois pra eles “isso é coisa de gay“.

Porém, há aqueles que gostam. Muitas mulheres não sabem como reagir quando o rapaz demonstra interesse e até pede que ela “invada” um lugarzinho tão protegido. Outras, assim como alguns heterossexuais, acreditam que se o companheiro sentir prazer nessa região significa que ele não é tão “macho” como ela pensava.

Para as pessoas que pensam dessa forma a psicóloga diz: “Que não há qualquer relação entre sentir prazer anal e ser homossexual, uma coisa não implica na outra, é apenas uma questão física”.

Anatomicamente, o ânus masculino e feminino é idêntico. Ou seja, se há mulheres que sentem prazer nessa região, homens também podem sentir. Esta região proporciona prazer por ser um local com grande quantidade de terminações nervosas e muita irrigação sanguínea, assim como a glande do pênis e a vagina.

No caso das mulheres que não cultivam esse preconceito e que querem aumentar a intimidade e os prazeres na cama, a psicóloga dá as dicas: “Deixe claro que ele tem total liberdade de sentir prazer e que não terá sua masculinidade ameaçada. Além disso, diga que é uma questão física apenas, sem outras preocupações.”

Marina Vasconcellos garante que o diálogo é sempre melhor pedida, em qualquer assunto: “Mas não se deve falar muito a respeito. Em alguns casos o melhor é fazer, com jeito e calma, seduzindo o parceiro para que ele não se sinta desconfortável”. Esqueça o preconceito e aproveite o momento e a companhia.

Por Bianca de Souza (MBPress)

 

Mulheres sorridentes e homens sérios são mais sexy

Homens se sentem atraídos por sorrisos, ao contrário das mulheres

Publicado em 25/5/2011 no www.minhavida.com.br

 

 

De acordo com uma pesquisa canadense publicada no jornal Emotion da Associação Psicológica Americana, as mulheres acham que homens felizes são menos sexualmente atraentes do que aqueles que parecem pensativos, ou deixam transparecer que erraram e têm consciência do fato. Já entre os homens, a relação é oposta: eles se sentem mais sexualmente atraídos por mulheres que dão mais sorrisos.

Os pesquisadores reuniram grupos de homens e mulheres e mostraram a eles fotos de pessoas do sexo oposto. Pediu-se aos participantes que citassem suas reações iniciais com base nas expressões que viram e se sentiram algum tipo de atração sexual.

Ao final do estudo, percebeu-se que os homens que sorriam nas fotos foram considerados pouco atraentes pelas mulheres, enquanto para os homens o sorriso foi de longe o fator que mais chamou a atenção.

Os pesquisadores admitem não saber por que homens e mulheres reagem de maneira diferente ao sorriso. Porém, acreditam que, em um homem, o sorriso aberto pode fazer com que ele pareça feminino ou muito desesperado por sexo.

Eles também ressaltam que analisaram apenas as reações iniciais de atratividade sexual. Por isso, não recomendam em hipótese alguma que os homens adotem uma política de não sorrir em relacionamentos de longo prazo.

Diferenças entre homens e mulheres causam brigas entre casais 


De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, entender e respeitar as diferenças entre o sexo masculino e feminino pode ser a chave para melhorar a relação entre os casais e evitar conflitos.

Confira alguns exemplos:

1) “Nunca” e “sempre” são palavras que as mulheres costumam usar em suas discussões que o homem não recebe com bons ouvidos, porque as interpretam ao pé da letra e sentem-se ofendidos. Que tal trocá-las por “dificilmente” ou “raramente”, “frequentemente” ou “muitas vezes”?

2) Mulheres rodeiam para abordar um assunto delicado, circundando o problema e floreando com detalhes ou coisas não tão importantes até conseguirem tocar no cerne da questão. Esses rodeios irritam os homens, que são objetivos e querem resolver tudo da maneira mais simples e direta possível.

3) Homens têm dificuldade para ouvir quando a mulher vem contar algo que a está angustiando ou preocupando. Eles querem logo achar uma solução, resolver a questão, encontrar uma saída prática, quando elas precisam apenas de um ouvido, um ombro amigo para chorar, alguém para compartilhar suas angústias e simplesmente estar ao lado, nem que seja para não falar nada.

4) Outra dificuldade dos homens é a de ouvir um pedido de sua mulher para que modifique algo em seu modo de agir, pois isso a está incomodando. Esse pedido é ouvido como uma crítica destrutiva a ele como um todo, provocando grandes discussões que seriam totalmente desnecessárias se ele ouvisse apenas o que está sendo dito, sem generalizar para sua pessoa. O mesmo processo pode ser notado nas mulheres, que dificilmente enxergam uma crítica de maneira construtiva.

5) Mulheres não nasceram com a direção espacial muito desenvolvida. Quando consultam um guia de ruas, por exemplo, este vai sendo virado em suas mãos de acordo com o caminho a ser seguido, o que já não acontece com os homens. Aliás, ambos não gostam de palpites quando estão na direção. A história do “eu iria por aqui” não costuma ter finais felizes, é melhor deixar que o motorista erre e corrija depois do que ficar dando palpites enquanto o outro dirige. Essa é uma briga muito comum entre os casais, que tem um poder incrível de estragar o programa que viria depois.

“Esses exemplos são questões de gênero que provocam brigas desnecessárias entre casais, sendo que todas elas poderiam ser evitadas caso as pessoas tivessem um conhecimento mínimo do jeito de funcionar de cada sexo. São apenas alguns toques para que sua harmonia conjugal não se desfaça por coisas pequenas, que quando somadas, podem virar enormes bolas de neve!”, explica Marina.

Livre o relacionamento da culpa pelo sonho não realizado

Quando você responsabiliza o outro por suas frustrações, é hora de repensar atitudes

Publicado em 5/10/2009 no www.minhavida.com.br

 

 

 

“Um sonho que se sonha só, é apenas um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade”. Até que ponto esse pensamento, atribuído ao músico Raul Seixas, é verdadeiro? Viajar por todas as capitais do mundo, trabalhar do outro lado do país, trocar a vida na cidade pela vida no campo, recusar o posto nos negócios da família, ter uma família cheia de filhos. De repente, os desejos são protelados ou esquecidos quando surge um namoro ou um casamento. Mas será que é na cara-metade mesmo em quem pensamos quando começamos a desistir dos sonhos que passamos boa parte da vida construindo?

De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, existem abdicações que realmente devem ser feitas na vida a dois. “Há momentos em que abrimos mão de algo por avaliar que a relação é mais importante”, explica. “A vida de solteiro realmente não é a mesma que a de casado. O problema é quando o sonho fica para depois – ou simplesmente passa pelas mãos, como uma oportunidade perdida – e o outro lado do relacionamento é considerado como o responsável por isso”. Quando um dos lados está insatisfeito, é comum surgirem brigas e até a ideia de repensar se a relação vale à pena. Antes de partir para o extremo,veja como há formas de realizar os sonhos e, o que é melhor, compartilhá-los com a pessoa amada.

A culpa é sua

Apontar o dedo para o parceiro e jogar sobre ele a culpa pelo sonho que ficou no passado é uma atitude comum no meio de uma discussão calorosa. Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, não ter a coragem de bancar a realização de um sonho resulta na frustração. Usar frases como “Tudo bem, quem sabe outra hora” vão fazer com que o sonho seja deixado de lado, mas não é por isso que o parceiro é o culpado. “É sempre mais fácil culpar o outro do que reconhecer nossa falha”, explica. Diante da situação, não tem jeito; o melhor remédio ainda é uma boa conversa para resolver a situação. Mas também há maneiras de se policiar para não jogar a culpa em quem não merece.

A culpa é minha

Quando uma oportunidade de emprego foi deixada de lado, por exemplo, o importante é assumir que essa foi uma decisão sua e buscar entender o que o levou a decidir por não ir. O mesmo vale para qualquer sonho que pareceu ser deixado de lado por conta do parceiro. A psicóloga dá a dica de fazer para si mesmo a seguinte pergunta: “Por que abri mão do sonho, por que não o levei adiante?”. “A pessoa precisa reconhecer que a decisão foi dela, assim como outras escolhas”, completa.

Sinal vermelho para o relacionamento

Culpar o outro o tempo todo pode (e vai!) resultar em briga, ainda mais quando a pessoa não teve participação nenhuma na decisão. Mas, se a troca de ofensas se torna uma rotina, é hora de prestar atenção ao relacionamento, pois pode ser que existam problemas maiores do que a não realização dos sonhos. Segundo Marina Vasconcellos, o conflito rotineiro é sinal de que há outras causas e ressentimentos envolvidos. Pode, por exemplo, existir uma necessidade de mudar o outro e que está interferindo na dificuldade de seguir os próprios sonhos. “Quando há algo maior por trás de conflitos pequenos, é preciso identificar o que causa o conflito e buscar entender se a causa é permanente ou se há a possibilidade de modificar o quadro”, explica a psicóloga.

O antes e o depois do sim

Relacionar-se com alguém já é difícil por si só: são duas pessoas com desejos diferentes, vidas diferentes e vivências diferentes. É preciso, portanto, que pelo menos existam objetivos em comum. Se não há objetivos, que sejam, então, os gostos em comum. “Algo precisa ligar uma pessoa à outra. As afinidades precisam existir”, diz Marina. De acordo com ela, a partir daí é vital a consciência de ambas as partes de que não são iguais. Sendo diferentes, os conflitos existem, mas se nada os liga, os conflitos se tornam rotina. “Os opostos não se atraem. Seria uma união de muito conflito”, completa. De acordo com ela, quando há uma atração pelo completamente diferente é por conta de uma projeção no outro daquilo que a pessoa gostaria de ser ou fazer. “Quando esses desejos passam, surge a decepção”, explica.

Mas é mais que possível conhecer o parceiro antes do ?sim? no altar e evitar a decepção de não encontrar o que se espera. Decidir, por exemplo, entre morar no campo ou na cidade é algo que pode ser discutido previamente, e alguém terá que ceder. Mas, e quando um deles não quer ter filhos? “Muita gente acha que o casamento muda as pessoas, mas a essência não muda”, completa Marina. “Quando alguém se vê diante de um parceiro muito diferente do que parecia no primeiro momento, surge a frustração e, com ela, conflitos como o problema de não conseguir realizar os próprios sonhos.”

 

Teste: você doa ou recebe mais no relacionamento?

Faça o teste e descubra em qual destes papéis você se encaixa melhor

Publicado no yahoo.minhavida.com.br

 

Viver a dois tem lá suas peculiaridades. Um arruma a casa, o outro prepara o jantar, tem os que dividem as tarefas e até os que preferem não dividir o mesmo teto apesar de manterem um relacionamento estável. Se por um lado o formato do romance muda, por outro, as bases são as mesmas: ceder, compreender, construir juntos e negociar situações.

O problema é que a fórmula pronta nem sempre dá certo para todo mundo e alguns casais perdem a medida entre doar e ceder e um dos dois sempre acaba doando mais do que o outro, gerando desequilíbrio na relação e cobranças. Para a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, quando a relação se mantém estável apesar desta diferença de comportamento entre o casal, não há problema, porém, quando ela gera conflitos e mágoas, é preciso mudar.


“Às vezes faz parte da personalidade ser mais cuidadoso com o outro, por isso não deixar que essa pessoa se doe mais pode causar problemas, agora, se os dois sentem necessidade de cuidar e ser cuidado e vivem cobrando mais atenção um do outro, é sinal de que há um descompasso nesta relação”, explica a especialista.

Mas e você? Será que seu relacionamento está em equilíbrio? Até que ponto você doa mais do que recebe? Faça o teste aqui e descubra.

 

Picuinha e pirraça: pimenta ou veneno no relacionamento?

Publicado em 25/08/2009 no vilamulher.terra.com.br

 

Pirraça parece coisa de criança, mas muita gente grande sabe bem como usá-la. No relacionamento amoroso, por exemplo, a picuinha diária pode apimentar ou destruir a convivência. O problema é que a linha que separa as duas coisas às vezes é mais fina do que se imagina – e as pequenas vinganças viram sinônimo de pesadelo.

E tem gente que provoca quase sem querer, como um mau hábito. Tatiana Romano, 25 anos, mora com o namorado, Paulo Gianne, há dois anos, e é a rainha assumida da picuinha. Todo mundo que conhece o casal sabe que os dois vivem num clima de guerra e, quem olha de longe, acha que os dois estão sempre brigando. O fato é que foi assim que construíram a relação. “Eu incomodo muito o Paulo, admito. Tudo é motivo para uma discussãozinha”, afirma. “Ela é terrível, fala coisas sem pensar e às vezes magoa. Mas eu sei que esse é o jeito e nos acertamos sempre depois. Pelo menos sei que nosso relacionamento é baseado na sinceridade”, completa o namorado paciente.

Tatiana é um exemplo das mulheres que provocam mesmo, e veem nas pequenas vinganças uma fonte de prazer sem igual. Entre as principais atitudes delas estão usar decotes ou paquerar outros homens para provocar. “A fala também é uma artimanha delas na hora da provocação, pois falar também machuca. Já os homens, quando paqueram, estão sendo verdadeiros e agem enrustidamente. Eles não têm costume de paquerar para provocar”, alerta a psicóloga Marly Molina, que trabalha há mais de 25 anos na área.

Ela diz que quando decide provocar, o homem é cruel – e a crueldade, assim como vingança, também gera prazer. “Eles tendem a usar o lado racional quando não tem mais interesse na relação. Já as mulheres dão toques (cutucadas) constantemente, mas apenas quer dar avisos”.

 

A psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, lista como picuinhas as coisas bobas do dia-a-dia, como a mulher dar palpite no caminho que o marido está fazendo de carro, enquanto ele dirige ou o homem criticando a maneira que mulher dirige. “É sinal de provocação a mulher que sabe que o homem se irrita com seus atrasos e faz de propósito, ou o homem que sabe que colocar o jornal em cima da toalha da mesa vai sujá-la e deixar a mulher irritada, mas não faz a mínima questão de mudar isso. São pequenas coisas que podem virar grandes brigas”.

Marly acredita que se as provocações ficarem constantes e tomarem grande parte do relacionamento do casal, pode mesmo virar motivo para infelicidade. “Mas as pequenas provocações apimentam o relacionamento e fazer as pazes é sempre muito gostoso”, sugere. “O desgaste diário é o que destrói casamentos, pois este é construído no dia-a-dia, nas pequenas atitudes que podem unir ou destruir os casais. Os relacionamentos devem ser baseados em atitudes positivas, de companheirismo e apoio mútuos, e não em provocações e competições desnecessárias”, completa Marina, que é terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP.

Para ela, essa provocação quase sem propósito é muitas vezes usada por quem precisa de aprovação, o tempo todo. “Para essas pessoas, é natural provocar o outro, faz parte de seu modo de funcionar. Geralmente essas pessoas não conseguem lidar bem com o sucesso do outro, sentem-se inseguras e necessitam encontrar um jeito de atingí-lo, para que ele possa permanecer na posição do mais potente”.

Provocar então é um tempero – e não um vício. Marina indica uma boa terapia de casal, já que ‘terceiros’ podem ajudar a chegar ao nível de conscientização. “A partir daí, cada um deve aprender a dizer como se sente, para que o outro se perceba e mude de comportamento. E quem provoca deve estar aberto a esse tipo de toque, não levando para o lado da crítica, e esforçar-se para mudar”.

Marly sugere que o casal rodeado de pirraça deve parar para refletir e ouvir o que o outro tem para dizer, abrindo um canal de comunicação. “Toda vingança é prazerosa, não importa se é contra o ser amado. O ser humano busca sempre o prazer e quer fugir da dor. Ama o outro por que se ama em primeiro lugar e encontra nele qualidades que lhe são favoráveis”, finaliza.

Você já tinha pensado nisso? Se ama mesmo as qualidades do outro, que tal esquecer um pouquinho a provocação – ou aprender a dosar, sem magoar?

Por Sabrina Passos (MBPress)

Dificuldade de se relacionar pode ser sinal de insegurança masculina

Para muitos, envolver-se com alguém é sinônimo de perder a liberdade

Todo mundo conhece pelo menos uma mulher que já tenha se queixado da “fuga” dos homens quando estes percebem estar entrando em uma relação. Quando parece que os dois vão engatar em um relacionamento um pouco mais profundo, as coisas começam a esfriar repentinamente, sem qualquer explicação. E ele que parecia tão apaixonado e presente, já não está mais tão disponível, deixa de ligar, não envia mensagens, desaparece por alguns dias… O que acontece?

A necessidade de liberdade é bem mais perceptível nos homens. Mas o que vem a ser essa tal liberdade? Ela diz respeito à capacidade de escolha: onde não há escolha, não há liberdade. Vivemos em função de escolhas desde a hora em que acordamos até o momento em que vamos dormir.

O ponto fundamental disso é que toda escolha implica em perda e, ao escolhermos algo, fatalmente estamos deixando outra opção de lado. Isso gera consequências e temos que nos responsabilizar por elas. Não dá para ter tudo sempre. Assim, somos obrigados a enfrentar algumas privações.

Em um relacionamento conjugal, por exemplo, se escolho ficar com alguém necessariamente terei que abrir mão de outras conquistas e aventuras. Nem todas as pessoas estão aptas a enfrentar isso, o que implicaria em ter que abrir mão da satisfação imediata e passageira dos desejos que não param de nos tentar em prol de algo duradouro e sólido, mas que necessita de constante investimento.

Esse é o ponto que incomoda muitos homens, impossibilitando-os de investir em um relacionamento verdadeiro. Como abrir mão de sua liberdade e de ter quantas mulheres quiser no momento que lhe convier? Para eles, envolver-se com alguém significa deixar de estar com tantas outras que não lhe exigiriam satisfações, cobranças e compromisso. Que palavrinha assustadora essa! É como se a definição de compromisso fosse: perda total da liberdade, prisão, necessidade de dar satisfações do que faço e onde vou, fim do divertimento com os amigos, adeus aos jogos de futebol e corridas de Fórmula I pela TV, fim do desejo sexual acarretado pela mesmice – já que não posso variar com outras mulheres – e por aí vai.

Mas a liberdade não se restringe apenas à questão das outras mulheres, abrangendo as atividades em geral. Infelizmente muitos casais não lidam bem com a individualidade necessária dentro de uma relação, o que passa a falsa ideia de que todo compromisso restringe demais a vida de cada um. Esse é um aprendizado pelo qual todos nós devemos passar: aprender a conviver com as diferenças, respeitar o espaço de cada um, saber valorizar os momentos em conjunto e não obrigar o outro a fazer coisas que ele não gosta só porque formamos um casal.

É mito dizer que a partir do momento que se está namorando (isso mesmo, desde o namoro isso já acontece) deve-se fazer tudo junto e ir a todos os lugares e eventos com o companheiro. Nesse ponto já podemos identificar um grande erro. Se a mulher não gosta de futebol, por que tem que acompanhar seu namorado ao campo ou assistir aos jogos pela TV? Se ela vai a um encontro de amigos do colegial (turma que ele nem conhece), por que levar a “tiracolo” o namorado que, certamente, ficará deslocado, além de ter que se preocupar em fazer-lhe companhia?

Poderia citar inúmeros outros exemplos, mas quero apenas chamar a atenção desse fato que realmente atrapalha muitos relacionamentos.

É fundamental que cada um tenha seu espaço, conserve suas atividades e mantenha seus amigos.

Só assim é possível desfrutar de uma convivência harmoniosa, em que experiências e vivências individuais são compartilhadas e, a partir delas, o casal consegue construir um relacionamento gostoso e saudável.

Voltando à questão da liberdade, há certa confusão quando alguns homens dizem não querer perdê-la. Será que é realmente o medo de ficar “preso” a algo ou isso diz respeito à incapacidade de entregar-se ao amor e vivenciá-lo por completo?

Em relação a isso, gostaria de citar aqui um trecho do livro Amor Líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zygmunt Bauman (Ed. Zahar):

“Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual a grande incógnita na equação do outro. É isso que faz o amor parecer um capricho do destino – aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas, em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irresistível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade no ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor”.

O mesmo autor segue citando Erich Fromm (The Art of Loving, Londres, 1957):

“A satisfação no amor individual não pode ser atingida… sem a humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeiras (…), pois em uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar será sempre, necessariamente, uma rara conquista”.

Como é difícil entregar-se a algo que não se tem qualquer garantia de sucesso e que exige constante cuidado e investimento. Nossa cultura atual prega o uso imediato das coisas e seu descarte o quanto antes. Isso inclui prazeres passageiros, satisfações instantâneas e, claro, a fuga de tudo que necessita de esforços prolongados.

Vivemos uma ambivalência muito grande atualmente. As pessoas pregam que querem encontrar parceiros para relacionar-se ao mesmo tempo em que, quando os encontram, mantêm uma distância segura para que não se firme um compromisso.

O medo de que as relações percam seu “frescor” inicial, sua intensidade e sua paixão, transformando-se em algo congelado e sem graça leva as pessoas a não se envolverem verdadeiramente, mantendo relações frouxas e passíveis de terminar a qualquer momento.

Como me envolver com alguém hoje e fechar as possibilidades de conhecer algo melhor amanhã? É difícil abrir mão do que eu “poderia ter”, bancar as escolhas e vivenciar por inteiro o presente!

Numa relação a dois a insegurança sempre estará presente em maior ou menor grau. Não temos o controle dos sentimentos do outro – nem dos nossos muitas vezes – e nada nos garante que ele permanecerá apaixonado ou envolvido nessa história pelo tempo que gostaríamos. Amar exige entrega e doação ao outro. Quanto mais a pessoa se sentir insegura com relação a si mesma, mais essa entrega significará um risco de perder o controle sobre si mesmo.

Assim, permanecer longe é uma garantia de não me misturar ao outro arriscando perder o meu foco. E aqui repito o que já disse em várias ocasiões: investir no autoconhecimento emocional é a melhor forma de garantir sucesso em suas relações afetivas de um modo geral.

Há muito mais o que dizer. Ideias vão brotando, enquanto filminhos de inúmeras relações tanto minhas quanto de amigos e clientes que já estiveram comigo passam pela minha mente enquanto escrevo.

Àqueles que não se deixam envolver em relações amorosas por medo de perder sua liberdade, minhas últimas palavras: você é livre para escolher o que considera melhor para sua vida; é livre para escolher viver intensamente algo verdadeiro ou passar por inúmeros relacionamentos superficiais e frouxos; você é livre para permanecer no sofrimento ou buscar a felicidade; você é livre para fechar-se em seus problemas afetivos passados e traumas que já teve ou sair disso e assumir o controle de seu destino; você é livre para relacionar-se com várias pessoas ao mesmo tempo, e com nenhuma delas de verdade; você é livre para crescer ao lado de alguém que o ame sinceramente e está disposto a entregar-se através do amor ou seguir sozinho, lamentando-se pelos relacionamentos que nunca dão certo.

 

Namorada ou mãe? Veja se sua parceira trata você como filho

Bebezinho pra cá, nenê pra lá e, por que não, um aviãozinho na boca enquanto você está lendo o jornal? Muitas vezes a mulher assume o papel de mãe na vida do parceiro aos poucos e sem perceber – o excesso de carinho vira exagero de cuidados e, quando menos se espera, a namorada ou esposa está tomando conta da alimentação, agenda e até do dia do futebol do homem.

Dentro de relações deste tipo são comuns frases como “Fulano, hoje você tem dentista”; “Não se esqueça de passar na casa da sua mãe”; “Querido,você almoçou direito? Ou comeu só bobagens, que te fazem mal?”. Ou, ainda: “você não acha que este seu chefe está te explorando? Você devia reclamar”; e “Hoje comprei estas peças de roupas, você estava precisando”.

Identificou-se com alguma delas? Então abra os olhos, antes que toda a parte boa do namoro – a paixão e a libido, por exemplo – acabem dando lugar à parte ruim do instinto maternal – o excesso de controle e de paparicação.

 

Bebê a bordo


Tanto o homem quanto a mulher podem permitir ou até mesmo gostar dessa relação em que ela toma a frente e ele assume um papel passivo, sendo provido como se fosse um bebê.

De acordo com a psicóloga Vera Senatro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), alguns comportamentos servem como indícios. “Admitir, por exemplo, ser chamado por apelidos infantilizados ou ser cobrado por compromissos pessoais, profissionais e familiares, inclusive deixando a cargo da mulher cuidar da sua agenda.”

 

Segundo Vera, este tipo de homem pode ser muito bem sucedido em diversos aspectos da vida, mas pouco maduro na esfera familiar. “É aquele homem que gosta de ser mimado pela mulher sempre. Não arca com seus compromissos, não se cuida e não responde satisfatoriamente às suas responsabilidades. Normalmente são pessoas mais egocentradas, com dificuldade de perceber o outro.”

De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos, o perfil do homem que se deixa levar por uma “mãe-namorada”, também se enquadra aos casados com mulheres muitos ricas, quando são sustentados, e acomodam-se nessa posição.

Além disso, os inseguros e pouco ambiciosos também tendem a aderir essa postura, assim como os folgados e desligados. “Eles se apoiam na figura forte da mulher que cuida de tudo. Os que não têm muita iniciativa preferem deixar tudo para o outro fazer. Quando são desorganizados e se casam com mulheres ordeiras, automaticamente esse comportamento aparecerá, pois é difícil para ela conviver com a bagunça e muito trabalhoso convencer o marido a arrumar tudo, sendo mais fácil fazer por ele”, conclui.

 

Os prejuízos à relação

Para a terapeuta Marina, a maioria dos homens não gosta de ser tratado como filho, porque a mulher que tem essa atitude acaba tomando a frente da vida do parceiro, como se ele não fosse capaz. “Faz parecer que ele é incompetente para muitas coisas. Intromete-se na vida dele de uma forma que chega a ser invasiva.”

Além disso, ela explica que não é saudável um cônjuge se sobressair ao outro. Para quem tem filhos, esse equilíbrio é mais do que necessário. “Uma relação conjugal deve estar ancorada na igualdade de posições, e não numa hierarquia, onde um manda no outro.”

A parte sexual também fica prejudicada nestes casos. “A mulher tem vários papéis na vida. Com o marido, ela deve ser apenas a esposa, deixando o papel de mãe para ser exercido com os filhos, caso os tenha. Sexualmente pode ser prejudicial, pois não dá pra se sentir atraído pela mãe”, observa.

Vera afirma também que homens dependentes tendem a ter o seu desenvolvimento comprometido. “Qualquer relação que pretende ser saudável traz a possibilidade de crescimento das partes envolvidas. Se tivermos sempre alguém que nos ‘socorre’, sem nem precisarmos gritar, dificilmente iremos descortinar nossos mananciais. O grande prejuizo afinal é para o casal ou par que se aprisionar neste tipo de relação”, conclui.

 

Independência ou morte

Um alerta da terapeuta Marina aos homens que se identificam com este quadro é saber diferenciar a relação marido-mulher da relação pai-mãe. “Deve-se cuidar para que esse vínculo não se transforme em algo assexuado. Se o cuidado está exagerado, deve ser maneirado”.

Ela explica que os limites deste comportamento devem ser ditados pelo próprio homem, dando o seu próprio grito de independência. “O homem quer uma mulher ao seu lado, mãe ele já teve. Esses comportamentos costumam irritá-lo se a mulher insistir em sua manutenção. Ele deve impedir que a mulher o trate assim, dando limites quando necessário”, aconselha.

A psicóloga Vera enumera algumas dicas práticas a serem aplicadas no dia-a-dia. Em primeiro lugar, é preciso que ele avalie o preço que está pagando por deixar que a mulher assuma a frente. Feito isso, a melhor maneira de resolver a situação é conversar com a parceira, estabelecendo os momentos em que se sente aprisionado.

Para simplificar a situação, vale cortar alguns comportamentos típicos. “Em termos práticos, devemos impedir que o outro assuma nossa vida, maneje nossa agenda, se ocupe dos nossos compromissos, cuide da nossa saúde. Precisamos estar atentos a nós mesmos, antes de lançar o olhar para o outro”, explica.

As especialistas avisam, ainda, que com jeitinho, é possível impor limites à parceira e fazê-la retornar ao seu papel de mulher, esposa e amante. Afinal, mãe é uma só.

Via Terra

Homem que cozinha ganha pontos

Elas adoram saber que eles cozinham e isso até facilita a conquista

Publicado no Portal Vital – Unilever

 

É verdade que os lares estão bem mais democráticos. Afinal, as mulheres trabalham o dia todo e precisam ter a ajuda do companheiro para dividir as tarefas em casa. Embora aponte uma série de pontos positivos dessa mudança de comportamento da sociedade moderna, a psicóloga e analista comportamental Lilian Boarati chama a atenção para o fato de que esta nova realidade é responsável  por boa parte dos problemas nos relacionamentos a dois atualmente. Lilian atende em um consultório em São Paulo e também é professora de algumas universidades particulares.

“A responsabilidade maior de cuidar do lar e de perceber as necessidades dos filhos continua mais forte para a mulher. Por isso, ela ainda se queixa disso e, a partir daí, cria-se um conflito pela nova dinâmica”, afirma. Segundo Lílian, o público feminino reclama que se sente sobrecarregado. Por sua vez, os homens dizem que já estão fazendo esse papel. “Eles ajudam nas tarefas, mas não tomam a iniciativa de conduzir a dinâmica da casa. A divisão não é meio a meio”, completa a especialista.

Para tentar aumentar a participação masculina no lar, uma dica da psicóloga é trabalhar com a empatia. “É importante fazer o parceiro se colocar no lugar da mulher e entender suas necessidades. E ela também precisa fazer o mesmo e perceber que o companheiro não tem os conhecimentos acumulados por mais de uma geração.”

A partir daí, o casal deve dividir as funções por dia da semana ou mesmo por tarefas. “Muitos homens não têm essa motivação e vontade, por isso, agem como ajudantes. Cabe também à mulher ensinar ao marido como podem fazer juntos.”

Inversão de papeis

Em raros casos, há casais que até “trocam seus papeis” e o homem assume a organização da casa, assim como o cuidado dos filhos. É o caso do técnico em acrílico Reginaldo de Andrade, de 30 anos. “Minha mulher trabalha longe e chega tarde em casa, sem contar que ela não leva muito jeito para as tarefas do lar”, revela. Como ele trabalha perto da residência e apenas meio período, acaba cuidando dos afazeres domésticos e da filha. “E ainda faço a comida”, orgulha-se.

E você sabia que cozinhar conta pontos positivos na arte de conquistar uma mulher? Alguns homens estão percebendo isso. “Esse é um trunfo que eles possuem na hora da conquista de uma mulher”, comenta a psicóloga Marina Vasconcellos, que também é terapeuta familiar e de casal e atende em um consultório em São Paulo.

O sócio do Orbacco Espaço Gastronômico, em São Paulo, Luís Felipe Calmon, que também dá aulas de culinária, conta que o número de alunos querendo aprender a cozinhar não para de crescer. “No curso básico, a proporção de homens já é de 50%.”

Para ele, isso se deve ao fato de muitos não terem adquirido a cultura gastronômica que costuma passar de geração em geração. “Com as mães trabalhando fora, a maioria aprendeu a se virar apenas com o micro-ondas.”

Outra razão é a própria necessidade. “Muitas vezes, são casados e a mulher não sabe e não quer cozinhar . Daí aprendem para não passar fome e até tomam gosto”, brinca Calmon.

Pensando nesses homens e mulheres, a Unilever criou o caldo Knorr em potinho, que alia praticidade ao sabor caseiro, pois contém ingredientes naturais. “Embora alguns homens tentem ajudar em casa, muitos são desestimulados pelas próprias esposas quando sua atuação é criticada”, enfatiza a psicóloga Marina. Por isso, ela adverte: é preciso abrir mão de certas exigências e acolher a boa vontade do marido em dar sua contribuição. “Com isso, todos temos a ganhar”, conclui.