Filmes inspiram a sexualidade: cautela!

Atmosfera Feminina, 12/03/2015

Um tapinha não dói? Ah, às vezes ele dói, sim, e a ponto de “machucar” a autoestima, o respeito e o amor entre os parceiros. Por isso é preciso dosar até onde você e seu companheiro topam ir, quais brincadeiras sensuais vão deixar a relação mais prazerosa e – superimportante – vocês dois confortáveis para jogar. “Se não sabe por onde começar, vale se inspirar na história contada por uma amiga, na dica publicada na revista, num livro ou mesmo num filme, mas sempre tomando o cuidado de fazer uma adaptação para o seu relacionamento”, avisa a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, de São Paulo.
Segundo a especialista, inovar nas posições, na produção, na escolha do lugar, na postura (de submissão ou controlador), no uso de objetos, na realização de fotos ou filmagens, por exemplo, pode ser divertido e saudável quando, além do “durante”, o casal também pensa em como será o “depois”. “Afinal, toda ação tem uma consequência”, completa ela.
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Por onde começar
Na dúvida sobre o que trará bem-estar e será bem aceito pelo outro e por você, a recomendação da terapeuta de casal Marina Vasconcellos é ir com calma ao invés de radicalizar logo de cara e correr o risco assustar e perder o controle da situação. Seja qual for a escolha, lembre-se que temperar a relação ou sair da rotina sexual não é algo conseguido apenas com novos brinquedinhos. “Às vezes, mudanças simples e sutis no dia a dia, como usar uma lingerie diferente, ter relações em outro cômodo da casa que não apenas o quarto ou iniciar a noite com um romântico jantar a dois pode surtir muito mais efeito”, conclui a especialista.

Denúncia contra Adrilles, participante do BBB15, não dá cadeia no Brasil

Especialistas alertam, no entanto, para a importância de se denunciar casos de perseguição 

R7, em 29/1/2015

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A denúncia feita por uma blogueira sobre o participante do BBB15 Adrilles — de que ele teria perseguido uma moça durante dez anos — é alvo de debate jurídico no Brasil. A pessoa que realiza essa prática é conhecida como “stalker”, palavra inglesa que significa perseguidor. A questão é que essa conduta, que pode acontecer tanto no mundo virtual quanto fisicamente, não é considerada crime pelo nosso código penal.

O quadro piora principalmente a situação das vítimas. A advogada Luiza Nagib Eluf, que participou junto com mais 14 juristas da elaboração de um novo projeto do código penal, explica que os senadores excluíram da proposta a tipificação da prática como crime.

— Nós, juristas, colocamos como forma de crime e os senadores tiraram. O stalker não é crime no Brasil. Assim como teve dificuldade para criminar o assédio sexual, estamos tendo muita dificuldade convencer os legisladores desse tipo de crime.

Segundo Luíza, a proposta encaminhada em 2012 ainda continua sendo analisada pela comissão de senadores, com algumas tipificações sendo excluídas. Ela explica que além do stalker, o bullyng também foi retirado.

As denúncias contra o escritor Adrilles foram feitas pela blogueira Lola Aronovich. Ela publicou relatos de supostas vítimas de perseguição do participante do BBB. Em uma das declarações, a mulher conta que teve de largar o emprego. A perseguição, que já durava dez anos, apenas teria terminado quando a Justiça determinou que ele mantenha uma distância de 500 metros dela.

Polícia

Mesmo não sendo considerado crime, a mulher pode e deve denunciar a prática à polícia. O titular da Delegacia de Delitos Cometidos por Meios Eletrônicos do DEIC São Paulo, Ronaldo Toccunian, explica que casos de perseguição podem ser enquadrados em outras tipificações de crime, porém com penas mais brandas.

— Se houve prática de infração penal e chegou a ultrapassar uma relação socialmente aceitável, podíamos estar diante de diversos crimes: perturbação do sossego alheio, crimes contra a honra, ameaça, a pessoa deixou de fazer alguma coisa em razão dessas ameaças.

Porém ele ressalta que todos são considerados “delitos de pequeno potencial ofensivo” e não gera uma prisão.

— O juiz vai definir uma pena restritiva de direito, como pagar cesta básica. Eventualmente, numa reincidência, pode aplicar pena restritiva de liberdade.

Os casos de vítimas de stalker também não se enquadram na Lei Maria da Penha, o que impede uma ação imediata da polícia.

— Não é violência doméstica, a não ser que seja marido dela, namorado. [Mas] em geral é um conduta de um estranho e não do parceiro.

Segundo Luíza, o que pode ajudar muito as vítimas é uma reparação civil.

— Entrar com um pedido na justiça civil, um pedido de indenização por dano moral, e pode entrar com uma ação cautelar pedindo que ele não se aproxime dela.

Como age o stalker

O especialista em crimes digitais Wanderson Castillo explica que o stalker costuma se focar apenas em uma pessoa.

— Ele fica sempre mandando e-mail, visualizando o Facebook, deixando comentários pelas redes sociais. A pessoa que está sendo vítima disso, já começa a identificar na primeira semana.

Wanderson conta que, pessoalmente, já cuidou de um caso de uma jornalista no Rio de Janeiro que foi perseguida por um homem de 44 anos. O stalker chegou a deixar 15 mil comentários no perfil da vítima no twitter.

— Ele começou a fantasiar. A pessoa começou a falar já o bairro que ela morava, os lugares que ela frequentava e ela começou a ficar com medo.

De acordo com Castillo, a jornalista entrou com uma ação preventiva para que ele não chegasse perto dela.  O caso aconteceu há dois anos.

— Nós fizemos toda uma investigação e identificamos que o cara era solteiro, tinha esquizofrenia e criou uma paixão platônica em torno da jornalista.

Tem tratamento?

Esse desejo de perseguição é um problema de saúde e precisa ser tratado, como explica a especialista em psicodrama terapêutico Marina Vasconcellos.

— Stalker pode ser uma variação do toque. Você tem uma compulsão de ir atrás para aliviar sua obsessão.

Marina ressalta que não existe uma explicação muito científica para o desenvolvimento deste comportamento, mas que com certeza um stalker é uma pessoa que sempre está buscando atenção e não sabe ouvir não.

— Tem gente que elege um desconhecido, um ator de TV, os atores são muito vítimas disso. Quer que a outra pessoa goste dele, mas é não é correspondido. O exagero é tanto que a pessoa foge.

Para tratar este comportamento obsessivo, é necessário o seguinte conjunto: medicamento e terapia. “O medicamento ajuda o sintoma, mas o problema continua ali, a terapia trata a causa”, resume Marina.

Prevenção

Apesar de não haver uma explicação para que uma pessoa comece a perseguir outra, Castillo afirma que pensar nas postagens antes de escrever, evitar discussões nas redes sociais e selfies exageradas são formas de se proteger.

— [Se] você colocar informações do local físico onde se encontra, está tendo um risco. A criminalidade usa muito as redes sociais.

É importante também que os perfis sejam fechados aos amigos. Se expor demais, pode tornar a pessoa uma isca. Ignorar os comentários ou até mesmo elogios exagerados frequentes é uma saída.

Entrevista – Diferença de idade: entre a maturidade e o amor

Publicado no “Eu só queria um café…” em 30/11/2012

Recorte do cartaz de Lições de amor (2008)

Recorte do cartaz de Lições de amor (2008)

Para muito casais, além dos diversos problemas internos de uma relação, há ainda um problema externo: o preconceito com a diferença de idade entre os parceiros. Os estudos mais recentes sobre a faixa etária dos casais heterossexuais, realizado pelo IBGE, mostra que entre os anos de 1996 e 2006 o número de mulheres casadas com homens mais novos cresceu 36%, enquanto o número de homens casados com mulheres mais jovens teve aumento de 25,3%. E no dia-a-dia a diferença de idade exige cuidados: “ter a mesma fase da vida sendo compartilhada pode tornar a relação mais fácil”. A afirmação é da psicóloga Marina Vasconcellos,  especialista em Terapia de Casal e Familiar pela Universidade Federal de São Paulo. Em entrevista ao blog ela fala sobre idade, maturidade e amor e diz que o respeito é a palavra-chave para lidar com a diferença de idade.

Falando em idade e relacionamento, muitos dizem que a mulher amadurece mais rápido do que o homem, isso é verdade?
M: Na adolescência podemos ver uma diferença grande entre meninos e meninas, onde estas se mostram mais maduras. Há estudos que afirmam que os meninos ficam cerca de um ano atrás das meninas no quesito amadurecimento. Então, essa afirmação é correta.

Há alguma idade média a partir da qual o indivíduo se torna emocionalmente madura para o amor?
 M: Falar em amor é algo muito profundo… Diria que a partir da maioridade muitos jovens já conseguem experimentar esse sentimento, mas tudo é muito relativo. Vai depender da maturidade de cada um, das vivências, da criação a que foi submetido.

Quando duas pessoas aproximadamente da mesma idade se relacionam, a idade traz problemas ou benefícios?
 M: Pessoas da mesma idade que se relacionam muito provavelmente estão passando por situações de vida semelhantes, o que beneficia o convívio. A mesma fase de vida sendo compartilhada pode tornar o relacionamento mais fácil.

Recorte do cartaz de Novidades no amor (2009)

Recorte do cartaz de Novidades no amor (2009)

Agora, quando duas pessoas de idades distintas se relacionam, a idade traz problemas ou benefícios?
M: Tudo depende. Se ambos respeitarem as características da idade de cada um, suas limitações e possibilidades, pode transcorrer tudo muito bem. O problemas está quando um exige do outro atitudes ou posturas que são próprios da sua idade, e não da dele, não respeitando o tempo e as vivências do companheiro.

A senhora acha que a diferença de idade traz complicações à relação ou o preconceito traz mais?
M: O preconceito pode realmente atrapalhar. Muitos casais se dão perfeitamente bem, identificam-se em inúmeras coisas, um estimula o outro a fazer coisas que talvez sem sua companhia e estímulo nem passaria pela cabeça fazer, mas as pessoas olham com aquele “olhar reprovador”, crítico, o que pode dificultar a entrega verdadeira de ambos (ou um deles) na relação por estarem preocupados com a crítica externa. Se não estiverem muito seguros do que sentem, podem ficar balançados com os comentários, chegando a se questionar se estão fazendo realmente a escolha certa…

Cena de Garota da vitrine (2003)

Cena de Garota da vitrine (2003)

A pessoa que namora alguém mais velho e geralmente é acusada de estar interessada em dinheiro, como este preconceito pode afetar a saúde emocional do indivíduo?
M: Caso realmente seja amor, livre de qualquer interesse financeiro, é necessário um bom equilíbrio emocional para enfrentar os comentários e críticas que inevitavelmente virão. Descasados que se casam novamente com pessoas mais jovens, muitas vezes possuem filhos quase da mesma idade da nova mulher. A dificuldade já começa na aceitação da mulher por parte dos filhos (ou mesmo do homem, no caso inverso). É necessário uma dose grande de maturidade e bom senso para que a adaptação aconteça de forma gradativa, sempre com total apoio daquele que está sendo o alvo das críticas. Não é fácil viver uma relação onde as pessoas interpretam de forma errônea os sentimentos em jogo!

Muitos dizem que algumas mulheres ou alguns homens que se interessam somente por parceiros mais velhos tentam encontrar um substituto para seus pais. Isto é mesmo possível?
M: Sim, isso é possível. É preciso estar bem consciente do que se espera de uma relação, de um parceiro, para não confundir o “cuidado” ou atenção do outro com o cuidado materno ou paterno… Pessoas muito reprimidas na infância, ou que tiveram pais autoritários, que cresceram num ambiente hostil presenciando constantes conflitos, ou mesmo que tiveram pais ausentes, podem procurar alguém mais velho que lhes possibilite sair logo de casa, confundindo assim amor com necessidade de se livrar de um ambiente não saudável, ou procurando no parceiro o afeto que não recebeu dos pais… Há também aqueles que admiram a maturidade do mais velho e suas vivências, encantando-se com sua postura na vida, sentindo-se bem com a segurança e confiança que o companheiro lhe passa, enquanto pessoas da sua idade ainda não chegaram a esse nível de crescimento pessoal. Enfim, há inúmeras possibilidades, e cada caso é um caso…

Recorte do cartaz de Nunca é tarde para amar (2005)

Recorte do cartaz de Nunca é tarde para amar (2005)

Como os amigos e familiares devem agir quando um amigo ou parente namora alguém de idade diferente? Qual o limite entre a preocupação e o preconceito?
M: Se o casal está bem, feliz, e não aparenta estar com problemas, por que intervir? Isso seria preconceito, simplesmente ir contra a idade do parceiro. Agora, caso seja visível que algo não vai bem, que intenções do outro estão claras para todos mas apenas aquele que está dentro da relação não percebe, aí vale a pena uma conversa de “alerta”, de questionamento.

Há pessoas que estão até apaixonadas, mas não namoram porque a pessoa é mais nova e teme não conseguir manter uma relação madura. Relação madura tem a ver com idade dos parceiros?
M: A idade realmente ajuda na maturidade, pois a somatória das vivências faz com que as pessoas cresçam, se desenvolvam mais. Porém, alguns vivem intensamente experiências desafiadoras desde cedo, sendo inevitável o crescimento e amadurecimento como consequência. Vemos jovens de 20 anos às vezes mais maduros que um de 30, cuja vida não lhe exigiu uma postura mais madura. A criação aqui interfere, e bastante. Então, o que está em jogo é a postura da pessoa perante a vida e o modo como ela reage e aproveita as oportunidades de crescimento que aquela lhe oferece.

Especialistas ensinam a falar com parceiro sobre mau hálito

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem bafo. (Foto: Shutterstock)

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem mau hálito.
Por mais que o sentimento seja mais importante, às vezes pode ser difícil conviver com esse problema. “Já que o hálito não é bom, o beijo passa a ser evitado e a intimidade é afetada, e, consequentemente, o sexo também passa a não ser tão bom, e muitas vezes evitado”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta de casal.
Para não deixar o relacionamento chegar a uma crise, é preciso conversar sobre o problema. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes.
Claro que a situação é delicada e exige tato. Por isso vale pegar algumas dicas para diminuir o desconforto e ajudar o seu amor. Isso também serve para amigos.
Entenda o problema
Apesar de o mais lógico ser pensar que a pessoa deveria fazer algo para acabar com o mau hálito, muitas vezes ela nem sabe que tem o problema. Quem sofre de halitose normalmente tem fadiga olfatória, isso quer dizer que se acostuma com o cheiro e não sente o próprio hálito.
Segundo o médico Marcos Moura, presidente da ABHA, outro motivo para alertar uma pessoa sobre a halitose é saber que este pode ser um sinal de um problema mais sério de saúde. “O mau hálito pode ser uma forma de o organismo avisar problemas mais graves em outras partes do organismo, e, quanto mais cedo avisar, mais cedo poderá ir em busca de tratamento”, afirma.
Sinceridade
Para driblar o obstáculo a dica é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina.
Se o dono do bafinho for seu namorado, marido ou ficante ou namorada, esposa ou ficante, talvez a abordagem possa ser feita depois de um beijo. Pergunte, como quem não quer nada, o que ele comeu, pois sentiu um gosto estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.
Controle de crise
Caso a notícia não seja encarada da melhor forma, falar sobre os benefícios do tratamento bucal em outros contextos da vida – como no trabalho, onde as pessoas não têm intimidade suficiente para falar sobre isso – pode ajudar. “Um parceiro é a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, com delicadeza e mostrando interesse em ajudá-lo”, avalia a psicóloga.