Chá de bebê ou chá de revelação: como escolher?

Publicado em Minha Vida, 06.12.19
Por: Redação

Entenda como é cada tipo de celebração e qual se encaixa melhor no seu perfil

Grayscale Photo of Baby Feet With Father and Mother Hands in Heart Signs

Da escolha de cada peça do enxoval à organização da mala que vai para a maternidade, a espera pela chegada do bebê é repleta de preparativos. E uma parte importante para muitas futuras mamães é a reunião que tem a gravidez como pretexto para reunir a família e as amigas mais próximas.

Até pouco tempo atrás, o chá de bebê era imbatível, mas em 2008 foi inventada nos EUA uma reunião que tomou o mundo e passou a dividir as escolhas das gestantes: o chá de revelação. E desde então, não é raro nascer a dúvida: qual deles fazer? Como escolher entre um chá de bebê e um chá de revelação?

Para tomar esta decisão, é importante conhecer as características de cada festa. Com a ajuda de Elaine Gouvêa, relações públicas e personal baby planner, e de Bruna Santos, hoteleira e baby planner, detalhamos a seguir as celebrações que marcam este momento tão especial da vida da mulher.

Chá de bebê: tradicional e tranquilo

A decoração é semelhante à de uma festa de aniversário infantil, só que em vez de um tema, há apenas a predominância de cores de preferência dos pais.

Durante a celebração são servidas comidinhas e bebidas e cada convidada leva um presente para o bebê, que pode ter sido determinado pela gestante no convite ou livre.

O ponto alto do chá de bebê é quando a grávida começa a abrir os presentes: a brincadeira é que ela tente adivinhar o que é e quem deu e, se não acertar, ganha “maquiagem” no rosto e na barriga, faixas e coroas feitas com papel higiênico e outras zoeiras leves.

Futuras mamães que preferem tranquilidade e uma reunião com mais perfil de bate-papo que de agitação tendem a optar pelo chá de bebê. Elaine conta que hoje em dia são as próprias gestantes que organizam seus chás de bebê, com a ajuda da mãe, de uma irmã ou de uma amiga muito próxima.

Chá de revelação: o que saber?

O que marca o chá de revelação é a surpresa. E para todos, já que nem a gestante sabe como será o final da festa. Por isso, quem organiza tudo é alguém da família, uma amiga ou uma planejadora de festas. É essa pessoa que terá acesso ao exame com o sexo do bebê e, a partir dele, cuidará da decoração do local escolhido para a celebração e bolará a forma de como será revelado se o bebê é menino ou menina.

A decoração tende a ser com cores como rosa e azul, para não dar pistas, porém o que vale é a criatividade, não é? A festa corre como o chá de bebê, com comidas e bebidas sendo servidas e todo mundo se divertindo. Os convidados levam presentes neutros.

O ponto alto do chá de revelação é a hora da revelação em si, que geralmente é feita por cor. As formas mais comuns de fazer isso são com um bolo para serem cortados, com balões saindo de uma caixa e com rojões de confetes estourados por todos os convidados. Mas nada impede que outras maneiras criativas sejam inventadas.

Grávidas que gostem de badalação têm optado pelo chá de revelação, mas Bruna diz que muitas acabam fazendo o chá de revelação no começo da gestação e o chá de bebê no sexto ou sétimo mês – um para anunciar e o outro para celebrar a nova vida.

E se a grávida não quiser nem um nem outro?

É tudo muito lindo, mas a gestante pode não querer fazer chá de bebê, chá de revelação ou qualquer outra comemoração. É um direito dela e não se deve tentar forçar uma celebração ou fazer uma festa surpresa.

“Tem que respeitar a vontade da mulher. Se ela for introvertida ou tímida, um chá de bebê seria uma tortura, um castigo, um sofrimento. Um chá de revelação, pior ainda”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico e terapia familiar.

A psicóloga recomenda que sempre seja perguntado à grávida o que ela quer. “Se ela não quiser nada, não vai ter nada e pronto. Não importa se é tradição, se é moda; a vontade dela é o que conta. Nunca se deve impor algo a ninguém, e muito menos neste momento especial da vida da mulher”, finaliza.

Dificuldades para engravidar podem colocar casamento em xeque

Amor e companheirismo são necessários nessa e outras complicações da gravidez

 

“Prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”. Será? Estava pensando nessa tão tradicional promessa que milhares e milhares de casais se fazem na cerimônia do casamento, a grande maioria deles repetindo as palavras sem se dar conta com o que eles estão realmente se comprometendo. Pelo número de divórcios que acontecem antes mesmo do casamento completar um ano – alguns não duram um mês sequer! -, vemos o quanto tais palavras não passam, muitas vezes, de um mero cumprimento de protocolo.

Algumas situações pelas quais o casal passa requerem especial dedicação, paciência e uma dose infinita de amor para que a relação não se desgaste logo no início. Problemas para engravidar encaixam-se nessa categoria.

Quando o casal decide que já é hora de constituir uma família e tenta, sem sucesso, a gravidez por um determinado tempo, uma luz amarela se acende para ambos: o que estará errado? Quem será o responsável pelo insucesso das tentativas de engravidar? Quem é o “problemático” do casal?

Iniciam-se inúmeros exames em busca de uma explicação para o problema e possível solução. Assim que detectado, é preciso lidar com a sensação de “impotência” daquele que carrega o peso da frustração, da responsabilidade por não ser capaz de proporcionar a si e ao outro a realização de um desejo, comprometendo um projeto de vida até então compartilhado por eles.

Este é o momento onde se acende uma luz vermelha, e o casal precisa decidir qual o melhor caminho a seguir. Adotar uma criança? Seguir sem filhos? Fazer um tratamento para tentar a gravidez? Qualquer uma das alternativas escolhidas exigirá muita conversa entre eles, maturidade. E a decisão terá que ser de comum acordo, pois estarão traçando para si um novo projeto de vida.

Ao optarem pelo tratamento, inicia-se uma fase bastante delicada para ambos, cheia de tensões, cobranças, expectativas, exames doloridos, procedimentos invasivos; alguns têm até “hora marcada para fazer amor”. Toda a espontaneidade inicial das relações sexuais vai por água abaixo, pois cada vez que ficam juntos vem a “sombra” da cobrança: “Será que dessa vez conseguimos?” Difícil relaxar e apenas curtir o prazer do momento.

Todo mês a menstruação passa a ser símbolo do fracasso, de mais uma vez que a mulher não engravidou, do tempo correndo contra seu esforço e sacrifício na tentativa de ser mãe. A cada mês, um luto pela criança que não veio.

E haja estrutura emocional para suportar toda a frustração, as dores físicas de certos tratamentos invasivos, a cobrança da sociedade pelo filho que não chega, a instabilidade de humor e outros sintomas decorrentes de medicações cheias de efeitos colaterais. O casal deve se apoiar mutuamente e encontrar forças para seguir unido em seu propósito, pois a vontade de desistir no meio é frequente e tentadora!

 

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Deu certo, e agora?

De repente, a tão esperada notícia: deu certo! Conseguiram, por meio da técnica da fertilização, o que tanto queriam, e a mulher carrega finalmente dentro de si seu sonho de, dentro em breve, tornar-se mãe. Porém, na grande maioria das vezes esses tratamentos têm uma consequência que todos nós sabemos: não raro nascem gêmeos, trigêmeos…

Quando tudo corre bem na gestação, ótimo! O casal vai se preparando para os bebês que logo inundarão a casa de alegrias, recompensando todo o investimento dos últimos tempos (em todos os sentidos: financeiro, de energia, físico, emocional etc.). Mas há gestações de múltiplos que exigem cuidados especiais. Algumas mulheres ficam de cama durante boa parte da gravidez para evitar que os bebês nasçam antes do tempo necessário para amadurecerem.

Durante a gestação podem acontecer algumas complicações, mas não é o caso citar aqui. E também não generalizo, visto que não é porque são gêmeos ou mais bebês que, necessariamente, algo sairá do normal. Apenas estou chamando atenção para os casos em que o amor do casal é testado em situações de dificuldades.

Depois do nascimento

E se a gestação foi difícil, o nascimento ocorreu antes do tempo previsto e um dos bebês tem complicações logo ao nascer, permanecendo na incubadora por algumas semanas? Mais essa: a mãe não pode amamentar seu filho como imaginou que faria, e nem levá-lo pra casa!

Com tudo isso, imagine como está o emocional da mãe após ter passado por todas as etapas anteriores – tentativas de engravidar, tratamentos, expectativas, cobranças, frustrações, medos, decepções, medicações, dores… E o marido que a acompanhou durante todo esse percurso, onde fica? É preciso uma dose infinita de amor para que um casal passe por todas essas etapas unido, mantendo o astral positivo, confiante, sem brigas e vencendo o estresse.

A permanência na maternidade além do tempo previsto é algo que exige do casal uma dose extra de confiança, resistência física e emocional. Acabam por compartilhar histórias de outras crianças que também foram vítimas de problemas ao nascer e pais que sofrem com casos complicados e doloridos, muitos deles vindo a óbito, apesar de todos os recursos da medicina moderna terem sido utilizados.

E aí está o nosso casal, convivendo com a dor da perda de outros pais, a incerteza de recuperação de seu filho em breve, a vontade de voltar pra casa o quanto antes, vivendo situações de desespero e tensão constante.

Médicos que trabalham em UTIs neonatais relatam a quantidade grande de casais que não suportam essa experiência, separando-se logo depois (e alguns até durante esse período). A tensão enorme requer amadurecimento de ambos, capacidade de superação, companheirismo, apoio mútuo e da família de origem, muita paciência e uma estrutura emocional minimamente desenvolvida.
Após passada a experiência, o casal pode sair fortalecido em seu vínculo, certo de que conseguirá enfrentar outros percalços que venham a atingi-los com tranquilidade. É sem dúvida uma situação de crescimento pessoal. Não dizem que temos que crescer pelo amor ou pela dor? Aqui se somam os dois!

Enfim, o casal deve estar ciente de que “nem tudo são flores” num casamento, e dificuldades sempre existirão. Para superá-las é necessário ter o amor como base, mas só ele não é o suficiente. Cada um deve investir na relação e em si próprio para conseguirem crescer juntos, evoluírem, e colherem os frutos disso durante os anos de convivência.

E assim, caso o amor perdure através dos tempos, podem viver fazendo jus à frase dita lá na cerimônia do casamento: “(…) amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”.