A importância da corrida para saúde da mulher

Publicado no site Sua Corrida/W RUN, 28.11.16

Pesquisa revela que o esporte já ajudou 23% das atletas a vencerem doenças como câncer e depressão

A participação feminina nas corridas de rua do Brasil não para de aumentar. Segundo dados da Federação Paulista de Atletismo (FPA), 274.070 mulheres concluíram provas em São Paulo em 2015. Isso representa um crescimento de quase 23% em relação a 2014, quando 223.344 corredoras cruzaram a linha de chegada de competições disputadas no estado.

Mas o que elas buscam no esporte? Para encontrar a resposta e entender melhor como o exercício auxilia na saúde, na autoestima e no bem-estar das mulheres, a Iguana Sports, empresa que realiza a Wrun e Venus, as duas maiores corridas femininas do Brasil, fez uma pesquisa com 2.541 corredoras. A maior parte delas (27,5%) começou a treinar para cuidar da saúde. Além disso, 59% acreditam que correr é fundamental para prevenir doenças graves. E com razão: “Qualquer exercício supervisionado promove melhorias na saúde física e mental”, afirma Paula Beatriz Fettback, doutorada em ciências médicas, obstetrícia e ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo a especialista, entre os males que a corrida ajuda a combater estão diabetes, hipertensão, sobrepeso e problemas cardíacos.

Corrida contra o câncer
Na pesquisa, 23% das mulheres afirmaram já ter superado um problema grave com a ajuda do esporte. Entre as doenças mais citadas por elas estavam a depressão e o câncer de mama. “O exercício fortalece o sistema imunológico e a parte emocional. Isso realmente ajuda bastante durante o tratamento de tumores”, diz Paula Beatriz. A corrida contribui não só no combate à doença, mas também na prevenção. Uma pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, que analisou mais de 1,4 milhão de pessoas, aponta que a atividade física regular reduz em 20% o risco de desenvolver 13 tipos de câncer, entre eles, o de mama, de cólon, de esôfago, de fígado, de rim e de estômago.

Corpo são, mente sã
O esporte também é, comprovadamente, um grande aliado contra a depressão. “Exercícios aeróbicos trazem uma contribuição excepcional ao tratamento de doenças psiquiátricas. Isso porque, a atividade física libera substâncias como a endorfina e serotonina, que aumentam o bem-estar, relaxam e reduzem a ansiedade”, explica Paula Beatriz Fettback.

Os benefícios para combater esse tipo de doença não ficam apenas no aumento da produção de neurotransmissores que trazem prazer. “Correr modela o corpo e faz com que as mulheres se sintam mais bonitas, confiantes e fortes para enfrentar os problemas do dia a dia”, acredita Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo. Também ajuda a construir novas amizades, aumenta o contato com a natureza, melhora a qualidade do sono e leva as pessoas a se alimentarem melhor. “O esporte proporciona diversos hábitos que auxiliam na prevenção e cura da depressão. Realizar exercícios aeróbicos regularmente é ótimo para a autoestima, o bem-estar e a saúde da mulher ”, finaliza Marina Vasconcelos. De fato, no levantamento feito pela Iguana Sports, quase 90% das corredoras concordaram que treinar é essencial para elevar o bem-estar e a autoestima. Veja o resultado completo da pesquisa no infográfico.

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10 sintomas físicos do estresse

Publicado no site Minha Vida, 03.11.16

O corpo pode dar sinais de que o seu psicológico está sobrecarregado. Queda de cabelo, problemas estomacais e alergias são indícios

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock
O corpo pode mostrar se algo está errado com o seu psicológico. Veja como o estresse pode se manifestar fisicamente

Uma pessoa que está passando por um alto nível de estresse é, geralmente, conhecida por sua irritabilidade, nervosismo ou desequilíbrio emocional. Porém, quem vive na pele as consequências desse problema pode notar alguns sintomas que vão além dos aspectos comportamentais, afetando a pessoa fisicamente.

“Aquilo que não conseguimos lidar emocionalmente acaba sendo descarregado no corpo, se expressando através de sintomas físicos”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. Separações, dificuldades financeiras, pressão no trabalho, luto e a rotina desgastante podem acarretar em um quadro de alto estresse. Abaixo, conheça alguns dos sinais que o corpo apresenta nessas situações:

1. Dificuldade para dormir

O estresse em excesso é capaz de atrapalhar e muito o sono, pois a pessoa não consegue parar de pensar em seus problemas. “Determinados acontecimentos podem ser facilmente vividos e elaborados por alguns, mas não por outros, que não conseguem encarar a questão”, afirma Marina. Isso só traz sofrimento e transtornos para a pessoa.

2. Queda de cabelo em excesso

Notar um aumento na queda do cabelo pode ser um indicativo do estresse, mas tudo deve ser analisado de perto por um profissional. “Os sintomas, isoladamente ou somados, ajudam a avaliar se a pessoa estaria vivendo o estresse”, diz o mestre em psicologia Marcello Accetta, professor de psicologia do Centro Universitário Augusto Motta.

3. Cansaço demasiado

“O estresse obriga a pessoa a parar e olhar para a vida, rever seu ritmo, analisar o que pode e deve ser mudado, aprender a relaxar e se cuidar”, destaca Marina. Quando as noites de sono não são mais suficientes para acabar com o cansaço, algo pode estar errado.

5. Gastrite e úlceras

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock

Momentos de estresse elevam os danos causados à parede do estômago, podendo gerar casos de gastrite e úlceras. Marcello alerta que, quanto maior o tempo que a pessoa permanecer convivendo com os sintomas físicos do estresse, mais o problema se agravará, então nenhum sinal deve ser ignorado.

6.Tensão muscular

“Exercícios físicos regulares ajudam bastante a descarregar as tensões, assim como a prática da meditação. Tente estabelecer limite de horas para trabalhar diariamente”, destaca a psicóloga. A tensão também pode se manifestar na mandíbula, fazendo a pessoa até ranger os dentes durante a noite.

7. Imunidade baixa

Quadros de estresse intenso podem baixar significativamente a imunidade, acarretando em diversas doenças. O tratamento, porém, pode estar diretamente ligado à rotina que a pessoa leva, de acordo com Marina: “Se a pessoa conseguir mudar seu estilo de vida estressante e cuidar mais de si, estará se tratando adequadamente”.

8. Dores de cabeça

Apesar de ser algo considerado “comum”, a dor de cabeça não deve ser subestimada. “O estresse está diretamente ligado com a forma como nos relacionamos com nossos objetivos, sonhos, atividades diárias e nosso nível de satisfação com tudo isso”, lembra o especialista.

9. Mudanças de apetite

ilustracao-estresse - Foto: Thinkstock
“Nossas emoções, nossos sentimentos, bons ou ruins, sempre se manifestam através do nosso corpo”, diz o psicólogo Marcello Accetta

Tanto o aumento, quanto a diminuição significativa do apetite, repentinamente, podem indicar que algo está errado. “Ao diagnosticar um paciente com estresse, o mais importante na clínica psicológica é poder compreender como o momento que essa pessoa está vivendo”, aponta Marcello.

10. Tonturas

Ficar sob situações extremamente estressantes pode gerar uma certa tontura, por causa da irritação no labirinto, órgão na área interna do ouvido. “Esse tipo de situação ocorre quando o corpo se manifesta para ‘lembrar’ ou ‘avisar’ que algo não está bem e precisa ser checado”, ressalta Marina Vasconcellos.

Relembre sete hábitos saudáveis da infância

Publicado no site Minha Saúde online, 07.06.16.

Imite as crianças para comer, dormir e se relacionar melhor

Infância dá saudade quando você pensa no cafuné ao chegar da escola ou no bolo de chocolate que tinha para o lanche. Mas as boas lembranças daquela época não param aí e podem ser recuperadas na idade adulta, principalmente se você quer dar um gás na saúde. Siga essas dicas e retome sete costumes que, de acordo com especialistas, estão por trás da energia esbanjada pela molecada.

Prato colorido

Crianças brincando com a salada - Foto: Getty Images

A hora do almoço, para muitas crianças, parece mais uma festa. O prato é cheio de cores e ganha até carinhas divertidas desenhadas com os alimentos – o tomate em meia-lua vira uma boca, enquanto rodelas de pepino são os olhos e grãos de feijão as sardas de uma carinha engraçada. Misture hortaliças e legumes de forma criativa e acabe com a birra no consumo de vegetais.

“Também vale fazer sucos com cores mais intensas, misturando couve e limão ou cenoura e laranja, por exemplo”, afirma a nutricionista Marcella Romanelli, da Nutricêutica Alimentos Funcionais. Ela ainda sugere incrementar o sanduíche com camadas de recheios coloridos: o recheio laranja pode ser feito batendo-se o requeijão com cenoura crua no liquidificador; o recheio roxo, com beterraba; o amarelo, com milho e assim por diante.

Dormir cedo – e bem

Criança dormindo - Foto: Getty Images

O sono é prejudicado quando as obrigações da vida adulta vão se acumulando – quando isso começa a acontecer, é preciso lembrar a infância e a obrigação de ir para a cama na hora certa. Não é só a sua experiência que comprova, mas também um estudo da revista Frontiers in Neuroscience: a privação do sono conduz a uma série de déficits na cognição, atenção e nas emoções, incluindo maior irritabilidade, além de afetar a memória, coordenação e concentração – a conclusão foi obtida pelos especialistas após a análise de um mapa cerebral detalhado.

Para evitar uma noite mal dormida ou episódios de insônia, procure esvaziar a mente ao deitar: ouça uma música relaxante, respire fundo e procure deixar os assuntos pendentes para resolver no dia seguinte. Para educar seu organismo, é fundamental criar uma rotina de sono, indo para cama sempre no mesmo horário.

Brincadeiras infantis

 Menina pulando corda - Foto: Getty Images

Gastar energia na academia nem sempre faz a sua cabeça. Em vez disso, experimente bambolê, pular corda, mini-trampolim ou passear de patins, brincadeiras infantis também gastam calorias e ajudam a tonificar músculos. Bambolê, por exemplo, afina a cintura e previne dores lombares, enquanto pular corda fortalece as coxas e estimula a capacidade cardiorrespiratória. Se você se juntar às crianças da família para realizar essas atividades, melhor ainda. “Essas atividades em equipe reforçam os vínculos afetivos”, diz a psicóloga Eliana Alves, do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.

Dar risada por motivos simples

 Mulher e bebê sorrindo - Foto: Getty Images

A fase adulta pode até ser dotada de grandes responsabilidades, mas isso não é justificativa para viver sério e carrancudo. Uma pesquisa da Universidade Bocconi, na Itália, sugere que permitir algumas risadas dentro do ambiente de trabalho levanta o ânimo e, inclusive, pode favorecer a imagem dos chefes perante os subordinados.

Outro estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences, acompanhou 3.800 pessoas entre 52 e 79 anos durante cinco anos. Os pesquisadores observaram que os participantes que mais felizes no dia a dia tinham um risco de morte reduzido em até 35%.

“Cultivar o bom humor ajuda voe a reconhecer o que traz felicidade no seu dia a dia”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico.

Não conter as emoções

Menino chorando - Foto: Getty Images

Criança chora, esbraveja, grita e extravasa os sentimentos o quanto pode. Você não precisa sair fazendo drama, lamentando a vida ou soltando trovões a cada momento tenso, mas pode se permitir chorar algumas vezes. Viver contendo as mágoas pode servir de fuga do sofrimento, o que prejudica a saúde e ainda impede que você reconheça seus pontos fracos e discuta maneiras de melhorá-los. “Toda frustração é, antes de tudo, uma oportunidade para o crescimento pessoal, é você quem define se vai aproveitá-la”, diz a psicóloga Márcia Cavalieri, de Ribeirão Preto.

Aprender mais e mais

Crianças se divertindo com livro - Foto: Getty ImagesRecuperar a curiosidade típica de criança ajuda a manter a memória sempre afiada e prevenir doenças comuns da velhice, como Alzheimer. O neurologista Maurício Hoshino, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo, conta que ficar sempre dentro da rotina é como viver no botão automático: não estimula a mente. “Reflexões estimulam a atividade cognitiva”, afirma. Vale tudo que fuja do habitual: fazer cursos, aprender novas receitas, adquirir hobbies diferentes e até conhecer lugares que desafiam sua capacidade de comunicação.

Usar roupas confortáveis

Crianças brincando e se sujando - Foto: Getty Images

Os pequenos quase sempre usam roupas leves e flexíveis para brincar, correr e se sujar. Permita-se a esse conforto sempre que possível. Peças muito justas e de tecidos quentes podem comprometer a transpiração e causar alergias e irritação na pele. “Roupas de algodão facilitam a troca de temperatura, diminuindo o calor, enquanto tecidos de fibras sintéticas são pouco arejados e retêm mais suor”, afirma a dermatologista Aline Santiago, do Rio de Janeiro.

Cuidar da saúde física e emocional exige tempo, determinação e disciplina

Publicado no site Minha Saúde online, 16.0.16.

Toda escolha implica em perda.

Faço exercícios físicos seis vezes na semana. Mas quem disse que acordo cedo com aquela “super disposição” e saio da cama feliz e serelepe para os treinos? É difícil, em especial no inverno, mas venço a preguiça e levanto, pois sinto os resultados e sei que são compensadores.

Dr. Dráuzio Varella escreveu um texto sobre “A preguiça humana” que gosto bastante. Lá ele diz como o ser humano é preguiçoso e sedentário por natureza, e que todos nós temos que nos esforçar para exercitar o esqueleto com a frequência necessária, já que isso não é “natural” do Homem.

Sabemos os benefícios da atividade física regular para o ser humano em todos os sentidos, desde o físico ao mental e espiritual. Porém, infelizmente uma grande parcela da população ainda não se convenceu da necessidade de criar essa prática, deixando-se vencer pela preguiça e falta de disposição para alterar alguns hábitos que precisam ser adequados para a realização dela.

A prática de exercícios exige de nós disposição, dedicação, disciplina e persistência, variáveis que muitos não conseguem desenvolver. Não raro vejo em meu consultório ou mesmo fora dele pessoas reclamando de seu sobrepeso, mas ao serem questionadas do porque de não conseguirem emagrecer, dizem que é difícil acordar cedo ou manter uma rotina de treinos, não querem deixar de consumir guloseimas tentadoras ou beber aquela cerveja irresistível de forma mais regrada. Enfim, é a lei do mínimo esforço e a falta de disposição para abrir mão de certos prazeres imediatos (sem entrar aqui em causas emocionais para lidar com a questão e o que ela pode significar, pois isso daria outro texto).

Toda escolha implica em perda. Não há exceção a essa regra: se você opta por algo, necessariamente está deixando outra coisa de lado. Se sua escolha é treinar pela manhã, terá que dormir cedo e não beber, o que não combina com festas até altas horas regadas a álcool. Mas o problema está em querer “tudo”, sem abrir mão de nada, o que é praticamente impossível. Não perder, aqui, não cabe.

O mesmo pode-se dizer da saúde emocional, que nos exige coragem para enfrentar certos desafios e escolhas que a vida nos apresenta. Por exemplo: deixar um relacionamento amoroso onde se foi muito feliz em vários momentos, mas que não o completa mais por inúmeras razões, pode não ser tão fácil, e a grande maioria das pessoas permanece em relações que já acabaram, onde não há mais amor, por falta de coragem para arriscar-se, medo da solidão e do desconhecido, medo de se arrependerem da decisão e não poderem mais voltar atrás.

Não é fácil abrir mão daquilo que já conhecemos, mesmo que não estejamos mais nos sentindo felizes. O desconhecido assusta, às vezes apavora. Lidar com as mudanças necessárias à nova vida requer força, maturidade, disposição para aprender e sofrer – porque toda separação provoca necessariamente a elaboração do luto da perda, e a tristeza, por um período, será inevitável. Enfrentar as pessoas, os julgamentos alheios, os sentimentos mais variados que podem surgir vindos das pessoas próximas afetadas pela decisão, tudo isso dá trabalho e exige coragem. Sim, coragem para lidar com tudo o que estará por vir e bancar a escolha.

Mas há o outro lado que as pessoas parecem não levar em conta: ao sair de uma situação de tensão ou frustração, de desamor, de conflitos, em geral uma sensação grande de alívio vem em seguida, abrindo um novo leque de possibilidades na vida. Se as pessoas aproveitassem esse momento para descobrir a si próprias, entrar em contato com seus sentimentos mais profundos e descobrir o que podem aprender com os erros, teriam uma grande chance de crescimento pessoal decorrente desse processo.

Cuidar-se dá trabalho, em todos os sentidos, mas temos que aprender a abrir mão de certas coisas em função de outras escolhas. E afirmo com toda a convicção que, se algo dentro de você está “dizendo” que é hora de mudar, não deixe de ouvir sua voz interior. O resultado pode ser surpreendente!

Treinar junto une o casal

Treinar em boa companhia é muito melhor

Publicado no Bodytech,  12.02.16.

A gente não cansa de dizer que treinar em boa companhia é muito melhor. Marina Vasconcellos, psicóloga com especialização em terapia Familiar e de Casal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), confirma a teoria: “Treinar junto une o casal”. Segundo ela, “ambos acabam desenvolvendo uma rotina em que um estimula o outro, facilitando o estímulo necessário para levar adiante os exercícios com seriedade”. Além disso, ela ressalta, se o treino for pela manhã, “ambos terão que dormir cedo para descansar o suficiente para o dia seguinte, obrigando-os a seguir uma rotina de horários em conjunto e evitando, dessa forma, conflitos ligados a esse tema”.

Qual modalidades escolher?

Deve-se escolher aquilo de que ambos gostem, para que não façam desse momento gostoso algo “torturante” nem que se sintam “obrigados” a praticar. O esporte deve trazer prazer, descontração, disposição, além de despertar em ambos a vontade de praticá-lo.

Quais as dicas para quem quer treinar com o parceiro?

Cada um tem suas habilidades individuais e nem sempre é possível encontrar um esporte em que ambos se realizem. Caso não dê, é importante que cada um consiga realizar o seu para que se sintam bem consigo e realizem uma atividade física regularmente, o que é muito importante para o bem-estar geral das pessoas. O ritmo de cada um deve ser respeitado. Não adianta querer competir com o parceiro por performances inatingíveis e ficar sempre frustrado, ou mesmo desenvolver sentimentos de inferioridade ou irritabilidade por não ter o mesmo desempenho dele. Um casal não deve competir: afinal, são parceiros, e um quer o melhor do outro e para o outro. Não utilize esse momento juntos para discutir a relação nem falar sobre problemas. Esse deve ser um tempo em que se permitem vivenciar coisas boas, fazendo a ligação entre a sensação boa de cuidar da saúde com a parceria e estímulo do amado. Essa informação se fixa no cérebro e garante que a memória do exercício seja de algo prazeroso. Fique atento para não confundir o prazer de estar junto e o estímulo mútuo aos exercícios com “controle” e “posse” do outro. Alguns relacionamentos doentios camuflam esse controle (necessidade de estar sempre junto para controlar o que o outro está fazendo, com quem está falando etc) com a roupagem da pessoa “preocupada” e “supercompanheira”. Isso pode ser um“ciúme excessivo”, o que se caracteriza como doença e deve ser tratado como tal.

Presente de Natal: avise seu amigo que tem mau hálito

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor.

Publicado em Portal Terra/Saúde, 25.12.15.

Você pode ser sincero e encarar uma conversa ou apelar para um e-mail anônimo, o importante é ajudar quem você gosta a receber tratamento.

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor. Apesar de, ao mesmo tempo, ser constrangedor, a halitose traz com ela a fadiga olfativa, ou seja, a pessoa pode nem saber que tem o bafinho. Isso porque o cérebro trata de bloquear o odor que é constante, e a pessoa se acostuma com o cheiro e não o sente mais.

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes. Para a especialista em halitose Ana Kolbe, normalmente, as pessoas não se ofendem por serem informadas. “Temos o relato de inúmeras pessoas que conviveram muitos anos com o problema sem saber, sendo descriminadas, e não tiveram tratamento pois desconheciam o fato de serem portadores de mau hálito”, afirma.

Para enfrentar o problema, a dica da psicóloga Marina Vasconcellos é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina. Vale perguntar, como quem não quer nada, o que a pessoa comeu, pois está com um cheiro estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.

Mas, se você acha muito complicado encarar a situação de frente, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) oferece o serviço SOS Mau Hálito, que avisa, por meio de e-mail ou carta, a pessoa que sofre com o problema. Segundo a entidade, são enviadas, aproximadamente, 600 solicitações por mês. “Ao receber a carta ou e-mail da ABHA sobre o possível mau hálito, o destinatário recebe também uma lista de profissionais indicados pela Associação, que são especialistas no assunto”, diz Marcos Moura, diretor financeiro da ABHA.

SOS Mau Hálito
Acesse http://www.abha.com.br
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A resistência em procurar ajuda tem forte ligação com o medo da mudança

Por que as pessoas têm tanto medo de encarar o que as aflige e buscar a saúde como um todo?

Publicado no site Minha Saúde online, 18/11/2015.

É enorme o número de pessoas que permanece em sofrimento emocional grande parte da vida, sem procurar ajuda para seus problemas psicológicos. Estes, por sua vez, encontram uma forma de se manifestar através de sintomas físicos, trazendo à tona as chamadas “doenças psicossomáticas”, já que “o corpo fala” de alguma maneira, insistindo em nos mostrar que algo não está bem conosco e precisa ser devidamente olhado, cuidado.

Há uma gama vasta de literatura abordando essa questão do corpo que reflete o sofrimento psíquico, inclusive fazendo a ligação dos sintomas e o órgão afetado com o que pode significar na vida da pessoa, analisando a função daquele órgão e o tratamento adequado à sua recuperação. É incrível como temos o poder de “criar” certas doenças inconscientemente, por pura incapacidade de “olharmos para dentro” e identificarmos nossas necessidades emocionais.

Trabalhando com pessoas e acolhendo seus sofrimentos e angústias há tantos anos, não é raro me sentir “aflita” ou mesmo “impotente” quando percebo que conhecidos meus, sejam parentes, amigos ou pessoas ligadas a eles recusam-se a olhar para suas questões e trabalhá-las adequadamente, podendo claramente atingir melhor qualidade de vida se o fizessem. Há uma recusa aberta e consciente da necessidade de ajuda, mesmo vendo-se em situações onde qualquer um que olhe de fora percebe sua condição emocional precária.

E aí eu pergunto: por que as pessoas têm tanto medo de encarar o que as aflige e buscar a saúde como um todo? Por que ainda nos dias de hoje a psicoterapia é vista com preconceito, como algo que deve ser mantido em segredo por muitos que a procuram, por medo do julgamento alheio? Por que olhar para suas fragilidades e falhas e procurar melhorá-las deve ser motivo de vergonha para alguém? Não seria o contrário?

Há aqueles que tentam “encobrir” o problema de um parente para não assumi-lo como um paciente psiquiátrico, por exemplo. Isso é mais comum do que se imagina por aí: depressivos, bipolares, borderlines, psicopatas… Quantos não são “acobertados” pelos parentes para que sua doença ou transtorno não sejam denunciados aos conhecidos, e por consequência não recebem o tratamento adequado para sua melhora, prejudicando a própria vida e a dos que convivem com ele? Afinal, o que falariam dele?

E de si próprio: como assumir que se tem um filho com transtorno de personalidade psicopata? Aonde foi que eu errei? Como reconhecer que minha mãe sofre com bipolaridade e necessita de remédios fortes e psicoterapia para conseguir viver em equilíbrio? Como aceitar que meu pai perdeu seu emprego por estar deprimido profundamente? Como reconhecer que minha mania de comprar trata-se de uma compulsão e preciso me esforçar para tratá-la? O que meu companheiro acharia de mim se soubesse que meu ciúme exagerado trata-se de uma doença, precisando muitas vezes de medicamento juntamente com a psicoterapia? E por aí vai uma longa lista de possibilidades de doenças que infelizmente não são tratadas, algumas vezes por falta de orientação, mas outras (e a maioria delas) por medo de enfrentar o “difícil” caminho do tratamento psicológico e o que ele significa: olhar para dentro de si e enfrentar os “demônios” internos. Mal sabem essas pessoas o quanto isso é libertador e nem tão difícil quanto parece, proporcionando outra qualidade de vida, onde não é preciso sofrer para fugir eternamente de algo que não se sabe o que é.

Durante o processo terapêutico descobrimos nossas fragilidades, defeitos, encaramos os pontos fracos que nem sempre são agradáveis aos nossos olhos.

Quem gosta de reconhecer seu lado possessivo, invejoso, sua vontade de vingança, sua preguiça, a falta de vontade e empenho para investir em sua saúde, a tendência a se deprimir perante problemas que nem são tão graves assim? Para o terapeuta podemos falar tudo: nossas intimidades mais profundas, nossos defeitos mais vergonhosos, pois ele não está ali para julgar, e sim para ouvir, acolher, questionar e procurar juntamente com o cliente o melhor meio de resolver seus conflitos, buscando a sabedoria interna de cada um.

Porém, em alguns casos somos convidados por nós mesmos a promover mudanças intensas em nossas vidas, pois internamente percebemos que já não dá para continuar do jeito de sempre, o que pode “espantar” muita gente da terapia nessa hora. As pessoas estão acostumadas a viver no conflito, a carregar consigo certo jeito de funcionar, e têm medo de encarar mudanças que acarretariam outro modo de se posicionar nas relações, na vida em geral. Mesmo sendo para melhor, o desconhecido assusta. Arriscar nem sempre é fácil e dá trabalho: exige que deixemos a zona de conforto.

Apostar em sua capacidade de posicionar-se de outra maneira perante as situações pode ser assustador demais para pessoas inseguras, com baixa auto estima, temerosas do julgamento dos outros.

Uma pena. Muitas pessoas poderiam ser mais felizes e não o são por acharem que não precisam de ajuda para isso. Fica aqui uma frase de Carl G. Jung para aqueles que têm receio de experimentar a psicoterapia por preconceito ou medo: “Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta”.

Colorir: A febre anti-estresse

Os livros de colorir para adultos já viraram febre no país inteiro, atraindo cada vez mais adeptos

Publicado no Coisas de Jornalista, em 11 de maio, 2015.

Poucos sabem da onde ou quando exatamente eles surgiram, mas todos podem concordar com uma coisa: os livros de colorir para adultos já viraram febre no país inteiro, atraindo cada vez mais adeptos. Só na semana do dia 20 a 26 de abril, dos dez livros mais vendidos no Brasil, cinco eram desse segmento: do primeiro ao quinto lugar, estão, respectivamente, Jardim Secreto (67.993 cópias), Floresta Encantada (59608), Jardim Encantado (9739), Fantasia Celta (9228) e Mãe, te amo em todas as cores (6755).

Esses números, retirados do site PublishNews, impressionam. Afinal de contas, esse fenômeno é bem recente aqui no Brasil e mesmo com pouco tempo, já tem um grande número de fãs. E é claro que as livrarias estão sabendo lidar bem com isso: A da Travessa, por exemplo, fez encontros em algumas das suas unidades para que as pessoas pudessem colorir juntas. Alguns leitores nem precisam desse empurrãozinho: organizam, por si próprios, essas reuniões anti-estresse.

A questão que fica é: da onde surgiu a ideia de resgatar um passatempo da infância para ajudar os adultos a combaterem os sufocos do dia-a-dia? A resposta é dada pela “criadora” desse sucesso, a escocesa Johanna Basford, autora de O Jardim Secreto. De acordo com ela, a ideia surgiu quando seu editor pediu para que ela criasse uma publicação para crianças. Johanna disse criaria sim, mas para um público diferente: os adultos. Nem ela imaginou a repercussão que isso teria.

Em entrevista para o NPR Books, a autora disse que sua caixa de entrada ficou abarrotada de mensagens positivas e de incentivo, além de receber fotos das páginas já coloridas pelos seus fãs. Johanna arrisca dizer qual foi o grande diferencial que fez o seu livro um sucesso: “Você não tem que sentar em frente a um papel branco ou ter aquele terrível pensando ‘O que posso desenhar’? As linhas já estão lá, então é algo que você pode fazer em silêncio por horas, sabe, algo quieto e tranquilo”.

E esse efeito tranquilizador ajuda mesmo. De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, os mais estressados são aqueles que mais se beneficiam da atividade, já que a ideia é fazer a pessoa parar suas atividades por alguns momentos e tentar não pensar em nada, apenas se concentrar nas cores escolhidas para um visual harmonioso. Esse hobby pode até ajudar a resolver problemas: ao pintar com alguém, o casal pode aproveitar o momento de tranquilidade para conversar assuntos que necessitam de calma e tempo.

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Apesar das grandes vantagens (afinal, é algo bastante acessível: não requer treinamento ou aprendizado), nem sempre os livros de colorir bastam. Para aquelas pessoas cujo nível de estresse chega a afetar grande parte das atividades diárias, o aconselhável é procurar um profissional, para trabalhar na busca de um auto conhecimento.

“Colorir pode fazer parte do arsenal de combate ao stress, mas não ser chamado de tratamento. O stress tem muitos sintomas que devem ser olhados com cuidado e devidamente tratados para não piorarem e se transformarem em algo crônico ou mais grave”, alerta a psicóloga.

Dia do Sexo: 5 ideias para deixar sua vida amorosa mais apimentada

Sexo é bom e não existe nenhuma razão que impeça que continue sendo bom muito tempo depois dos 50.

Mas a correria do dia a dia, as preocupações, o cotidiano e, sobretudo, os preconceitos e a baixa autoestima podem comprometer a frequência e a qualidade da relação sexual, sobretudo quando se trata de relacionamentos longos.

Os especialistas estão de acordo neste assunto: o melhor jeito de você apimentar a relação é aumentar o seu nível de desejo e construir você mesmo a sua excitação. Ou seja, na prática, o bom sexo começa quando você começa a pensar em sexo.

Por isso, é importantíssimo comemorar as datas especiais relacionadas ao casal e o Dia do Sexo não podia ser diferente. Manter a chama acesa não precisa ser só mais um lugar-comum, reunimos cinco dicas dos especialistas para você ter uma noite muito especial.

Compartilhar suas fantasias sexuais contribui e muito para uma vida sexual mais saudável. Sexo não tem só a ver com agradar o parceiro. Mas tem tudo a ver com entrar em sintonia com os próprios desejos e fantasias e explorar as imagens e as coisas que excitam você.

O site alemão C-date realizou uma pesquisa na última semana de agosto com seus usuários no Brasil para descobrir onde gostariam de comemorar a data do Dia do Sexo. Dos 4.846 participantes do sexo feminino e masculino, 37,89% responderam que tem vontade de transar no carro, enquanto 32.91% revelaram que gostariam de fazer sexo na praia. E quando o assunto é fantasia sexual, a personagem enfermeira foi a mais desejada, com 42% dos votos. Entre as outras opções estão professor (28%), policial (20%) e bombeiro (11%). Se você achar uma bobagem se fantasiar ou imaginar que é desconfortável transar no carro, não tem problema. Afinal, não vale ceder só para satisfazer o outro. O melhor é trocar experiências e verificar se ambos partilham dos mesmos desejos. Para Marina Vasconcellos, o mais importante é compartilhar as fantasias, mesmo que não tenham coragem de realizá-las. ‘Apenas o fato de falar sobre o assunto e imaginar já excita e pode ser um caminho para um sexo mais apimentado’, acredita.

Pense em sexo. Todo mundo sabe desde os 18:as mulheres precisam de um certo tempo para pegar fogo e chegar prontas na hora H. Depois dos 50, o conselho continua sendo válido, mas não estamos falando aqui de preliminares, estamos sugerindo que você comece a ‘pensar sobre sexo’ bem antes da hora de fazer sexo. Por isso, a psicóloga Carla Cecarello, especializada em sexualidade humana, recomenda preparar o clima ao longo do dia, como trocar mensagens picantes ou com duplo sentido para surpreender o parceiro e provocar a imaginação. Isso é estimulante tanto para quem manda, quanto para quem recebe. ‘Vale até mandar fotos da boca ou das pernas para deixar um gostinho de quero mais para depois. Isso vai criar uma expectativa boa e a mulher vai estar mais relaxada e motivada para o sexo fluir melhor’, diz Carla.

Crie um clima de romance. Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr do Instituto Paulista de Sexualidade – Clinica de Psicologia em Sexualidade, a dica é ativar a memória e aflorar emoções compartilhadas. Que tal colocar aquela música que ouviam na época do namoro ou mesmo a canção tema do casal? ‘Esta atitude mostra que você dedicou tempo em preparar algo especial e a música ajuda aflorar as emoções compartilhadas entre os dois’, indica. Isso vale também para locais ou restaurantes e viagens onde vocês dois se sentiram conectados e amorosos e assim fortalecer a cumplicidade, fundamental para inspirar uma boa noite de sexo.

Romance

Sinta-se sexy. Para as mulheres, nem sempre é fácil depois dos 50 sair andando nua pela casa. Mas você pode ousar mesmo assim. Prepare seu corpo (e sua alma) antes. Faça uma massagem ou tome um banho cheiroso de banheira. Arrume-se com o senso crítico desligado. Você não tem que ser magra e jovem, você pode ser bonita e sexy. Receba seu parceiro com uma roupa mais insinuante ou uma lingerie especial, por que não? Ou esqueça o pijama e a camisola e vá para a cama sem roupa. Segundo uma pesquisa britânica, encomendada por uma empresa de roupas de cama, 57% das pessoas que dormiam nuas estavam felizes com seus relacionamentos, em comparação com 48% dos usuários que vestiam pijama para dormir e 43% dos que usavam camisolas. A explicação está na oxitocina, o chamado hormônio do amor, acionado pela proximidade e pelo contato pele a pele. Que tal tirar a prova?

Assistam juntos a um filme erótico. Algumas mulheres gostam de filmes pornográficos, mas em geral, filmes menos óbvios, mais sensuais, são os favoritos do publico feminino.Experimente assistir as cenas picantes de sexo de Cinquenta Tons de Cinza ouAzul é a Cor mais Quente, que vão aumentar a libido na medida certa. Antes, prepare o ambiente para a noite de amor, como flores, frutas, velas, incensos e um jantar leve. ‘O longa, um ambiente de meia luz e um vinho especial ajudam a criar um clima romântico e, consequentemente, provocar o tesão, diz a psicóloga e terapeuta de casal, Marina Vasconcellos.

Transtornos alimentares como anorexia causam erosão dos dentes

A falta de nutrientes como cálcio e fósforo deixam os dentes mais fracos e comprometem os tecidos dentários.

A busca incansável pelo corpo perfeito faz jovens ao redor do mundo desenvolverem transtornos alimentares. O sexo feminino representa a maioria da população afetada pela bulimia e anorexia. Ao se olharem no espelho, elas se enxergam mais gordas do que realmente são. Fazem atividades físicas em excesso para perder gordurinhas que não têm, usam laxantes, diuréticos e provocam vômitos para perder peso rapidamente. O comportamento dos pacientes também provoca problemas de saúde bucal, possibilitando que o dentista seja o primeiro profissional a perceber as doenças.

Como os pacientes que têm anorexia evitam ingerir alimentos por longos períodos, a carência de nutrientes, a exemplo do cálcio e fósforo, faz com que a incidência de cáries e o comprometimento dos tecidos dentários aumentem, enfraquecendo os dentes, conforme defende a doutora em reabilitação oral Laura Stoll. “Cerca de 25% dos casos de anorexia estão associados à bulimia e consequentemente ocorre perda excessiva de esmalte dental por erosão ácida e o desenvolvimento de cáries de rápida evolução”, afirma.

O coordenador de pós-graduação em ciências da saúde da Unisul, Jefferson Traebert, explica que o fato de a cavidade oral constantemente entrar em contato com os ácidos estomacais, por causa da provocação do vômito, forma um ambiente ácido que desgasta os dentes. “Como o pH da boca fica mais baixo, a forma que o organismo tem de tentar corrigir isso é liberando íons, fazendo com que o esmalte dos dentes praticamente se dissolva para neutralizar o pH. Com a perda do esmalte, o tecido que está embaixo fica mais exposto e isso pode deixar o dente mais sensível” esclarece. Em casos mais graves, pode ocorrer a perda dos dentes em razão do comprometimento dos tecidos periodontais que os sustentam.

 

Fornecido por Cartola

 

Tratamento      

Segundo Laura, os tratamentos para esses problemas de saúde bucal consistem basicamente na utilização de cremes dentais de baixa abrasividade e bochechos fluoretados, associados à redução do consumo de alimentos e bebidas ácidas. Já para restaurar a função e a estética onde houve perda extensa de tecido dental é necessário utilizar resinas ou cerâmicas, pois o esmalte do dente não se reconstitui. Traebert defende que o dentista, ao perceber os sinais da erosão, comece a questionar o paciente sobre sua saúde em geral e ajude-o a recuperar a autoestima por meio da estética dos dentes, além de aconselhá-lo a buscar outros profissionais.

A psicóloga Marina Vasconcellos diz que a recuperação de pacientes com anorexia é muito lenta e delicada, pois normalmente há recusa para comer ou usar os medicamentos sob a  alegação de não querer voltar a engordar. Portanto, é necessário uma equipe multidisciplinar que englobe dentistas, psicólogos, nutricionistas e médicos para ajudar na recuperação do paciente.

10 formas de se manter motivado na corrida

Com o passar do tempo, continuar motivado com os treinos é um desafio. Veja como manter o entusiasmo.

 

Correr é uma delícia. Mas até mesmo aqueles corredores mais empolgados, depois de um tempo investindo na corrida de rua, não conseguem se manter sempre motivados para os treinos. É claro que os objetivos dão um gás extra para que você coloque os tênis e comece a dar as suas passadas. No entanto, vez ou outra, nem mesmo as metas são suficientes para que você mantenha o entusiasmo.

Por isso, assim como você programa suas corridas, também é preciso que você planeje como vai continuar motivado para correr. Aqui, você encontra dez formas de melhorar a sua animação durante a corrida.

1. Ajuste sua rotina

Para que você sempre esteja motivado e com energia para dar as passadas é importante que sua rotina seja condizente com a vida de corredor. Por isso, durma cedo e tenha horas de sono suficientes para realmente descansar. Além disso, evite a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, que diminuem consideravelmente a resistência física, e tenha uma alimentação saudável e equilibrada.

2. Corra com amigos
O aspecto social da corrida é uma das principais razões pelas quais as pessoas começam a correr (e continuam). Encontre uma assessoria esportiva perto de você ou recrute alguns amigos ou colegas de trabalho para que treinem juntos. Apesar de ser um esporte individual, os corredores estão quase sempre acompanhados.

Essa estratégia também é uma boa pedida para aqueles que têm preguiça de treinar sozinhos, precisando de um estímulo. O treino acompanhado é mais divertido, além de existir a cumplicidade que acolhe as pessoas (“Ele também acordou cedo como eu”) e a competição saudável que o leva a querer melhorar sua performance, exigindo mais de seus limites (“Se ele consegue, eu também posso”, “Quero correr como ela”).

É preciso disciplina e força de vontade para superar a preguiça, aquela tentação de ficar mais um pouco na cama ou de sair do trabalho e ir direto par casa. A persistência deve ser reforçada para que você não desanime. Mas o simples fato de ver outros corredores suando a camisa e firmes nos treinos, como você, já é um motivo para ir em frente e ter a certeza de que está no caminho certo.

3. Anote os resultados
Manter um diário de treinamento é uma excelente maneira de acompanhar o seu progresso e permanecer motivado. É fácil: basta pegar um caderno e escrever algumas notas depois de cada um dos seus treinos. Certifique-se de marcar a data, a sua quilometragem e o tempo aproximado que fez determinado percurso. Coloque, ainda, alguns comentários sobre como você se sentiu durante o treino.

4. Encontre um mantra
Escolher uma frase curta para repetir mentalmente durante a corrida pode ajudá-lo a ficar focado. Você pode optar por algo que lhe dê motivação e usar quando mais precisa. Encontrar um mantra não é difícil: ele pode pintar na sua cabeça, enquanto você está ouvindo música, conversando com o parceiro de treino ou lendo as matérias sobre corrida aqui na O2 Por Minuto. Escolha uma frase que se adeque ao seu estilo de corrida e a sua personalidade.

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5. Inscreva-se em uma prova
Correr é um esporte gostoso e não depende de muita gente para acontecer, apenas de você. Se você está falhando na rotina dos treinos, inscreva-se na próxima corrida que puder e vá resgatar a energia que está faltando ali no meio daquelas milhares de pessoas que também acordaram supercedo para correr. A vibração e a animação das provas é algo delicioso e contagiante.

 

6. Compre alguma recompensa
Que tal comprar um tênis novo, uma camisa que você sempre quis ou fazer massagens com especialistas como recompensa por seu trabalho duro? O mimo vai fazer você se sentir energizado e reforçar o seu compromisso com a corrida.

7. Tudo ou nada
Se você não tem tempo para fazer um treino completo, não coloque na sua cabeça que é tudo ou nada. Se o tempo está curto, faça um treino rápido de apenas 20 minutos para não ficar parado. Isso já vai manter a sua empolgação com o esporte.

8. Pense no seu bem-estar
Sempre que você ficar desanimado, lembre-se dos benefícios que a corrida traz para a sua saúde. Pense em quanta energia você tem depois que começou a treinar e em como a corrida é uma maneira saudável de aliviar o estresse.

9. Tenha metas
Escolha um objetivo – como completar 5 km ou fazer uma maratona – e fale para as pessoas próximas a você sobre isso. Coloque seu cronograma de treinamento em casa e no trabalho, para que você tenha lembretes constantes sobre as suas metas. E comemore as suas conquistas.

10. Divirta-se
Isso é realmente o que mais importa. Não deixe que a corrida vire um estresse na sua vida. Em vez de seguir o lema “sem dor, sem ganho”, prefira pensar que se a corrida não é divertida você não deve continuar.

 

(Fonte: Marina Vasconcellos, psicóloga e corredora de São Paulo)

Brasil já atingiu 83 mil cirurgias estéticas por mês e lipoaspiração e silicone são os procedimentos campeões

Apenas no Estado de São Paulo, são 50 mil procedimentos mensalmente

Por Vanessa Beltrão, Entretenimento ­R7 Mulher, em 19/1/2015

 

Saradas, com seios maiores e mais novas, esse é o ideal de beleza que pode estar na cabeça de muitas mulheres. Para ter este perfil, elas recorrem logo às salas de cirurgia.

Dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) mostram que os procedimentos mais realizados atualmente são: lipoaspiração (remove os excessos de gordura), implante mamário de silicone e procedimento na face, como o lifting (rejuvenescimento da pele) e a ritidoplastia (cirurgia da face).

As plásticas se popularizaram tanto que o Brasil se tornou o País onde mais se realiza esse tipo de procedimento. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos. Segundo a SBCP, em 2013 foram realizadas, em média, 83 mil cirurgias estéticas no País por mês.

Apenas no Estado de São Pa
ulo, a média é de 50 mil cirurgias plásticas mensalmente, aponta o último levantamento da SPCP‐SP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ‐ Regional São Paulo) realizado com 378 cirurgiões plásticos, entre abril e maio do ano passado. Por semana, são cerca de três procedimentos originados de atendimento particular e dois provenientes de convênios de saúde ou SUS. Confira as diferenças na tabela abaixo.

Uma das causas para este aumento nos números é a melhora no acesso, com muitos dos procedimentos sendo realizados inclusive pelo SUS. Mas outros aspectos impactaram no crescimento da demanda.

“Fundamentalmente o acréscimo do poder aquisitivo das classes C e D, o culto à beleza e a criatividade do cirurgião plástico brasileiro”, explica o presidente da SBCP, Prado Neto.

Apesar do maior acesso, a banalização de alguns procedimentos, como a lipoaspiração, é o que preocupa, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica — Regional São Paulo, Fernando Prado. — Lipoaspiração deve ser feita por quem tem treinamento para fazer, quem foi treinado para executar isso. Treinamento são dois anos de cirurgia geral e mais três de plástica. Depois você faz a prova para se tornar membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica… Tudo que é muito barato pode causar problemas.

 

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A modelo brasileira Ângela Bismarck é um nome bem conhecido quando o assunto é plástica. E mesmo já tendo feito diversos procedimentos estéticos, sendo 11 deles com necessidade de cirurgia, ela diz que existe limite. — Sempre fui uma mulher que me cuidei desde os 17 anos. Eu não sou contra a cirurgia plástica, tem limites… Corpo
bonito é exercício e alimentação. Cirurgia plástica é um aliado da mulher, não a solução.

Ângela conta que nunca fez uso do hidrogel e comenta sobre a situação da modelo Andressa Urach, que ficou internada em estado grave após uma complicação em uma cirurgia para retirar o produto. — Eu acho que ela teve pessoas do lado que a aconselharam coisas erradas. Ela não soube se impor, não teve medo e foi a fundo. Nem tudo é válido por causa da beleza.

A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não recomenda o uso do hidrogel em procedimentos estéticos. Porém não é proibido, isso porque existe uma portaria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que permite a aplicação de até 50 ml desse produto em qualquer parte do corpo.

A ex‐vice miss Bumbum Andressa exagerou ao aplicar 400 ml de hidrogel em cada perna e chegou a correr risco de vida. Um alerta de que a busca pela perfeição muitas vezes deixa de ser saudável. A psicóloga Marina Vasconcellos, com especialização em psicodrama terapêutico, explica que os sacríficos pela beleza, podem se mostrar em muitos casos desnecessários.

– Quando muita gente fala, profissionais falam, que você está bem, dentro do peso adequado e mesmo assim você não se conforma… aí tem um problema.

Transtorno? Marina explica ainda que essa necessidade de admiração externa é fruto de pessoas inseguras. Em alguns casos, quando as pessoas se acham feias e não se aceitam, podem até estar sofrendo de transtorno dismórfico corporal. — É uma patologia focada no corpo, numa relação “equivocada” ou “estranha” consigo mesmo. Em especial o rosto é alvo do incômodo (quer operar o nariz, as orelhas, acha os lábios feios, os dentes…); mais raro acham que o conjunto todo é desarmonioso, e sofrem com isso.

Para a psicodramatista e psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, o grande problema é quando a cirurgia plástica está associada a uma felicidade incondicional. — Uma coisa é aumentar o seio porque vai ficar melhor. [Outra] é a pessoa atrelar a essa mudança a felicidade incondicional dela. Se eu não tiver o nariz da fulana, eu não vou ser feliz.
Fernando Prado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica da Regional São Paulo acrescenta que quem dá o limite de quando parar é o bom senso. — O limite é o bom senso. É o conjunto corporal da pessoa. Na minha opinião, o exagero não é saudável.

Como ter um estilo de vida diferenciado após os 70 anos

Publicado no Jornal Brasil On-line em 08/03/2013

De segunda a sexta-feira, das 6h45 às 9h, a carioca Heloiza Loyola, 73, aposentada, frequenta a academia para praticar hidroginástica, musculação e pilates. Aos sábados, faz caminhadas de uma hora pela praia. Heloiza Loyola representa os brasileiros que, na terceira idade, optaram pelo exercício ao invés do sedentarismo.

A prática de atividades físicas está atrelada a diversos benefícios para a saúde. De acordo com Mariana Asmar Alencar, fisioterapeuta e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), na terceira idade existe uma tendência à perda fisiológica, que pode ser amenizada com a prática de exercícios. “A perda fisiológica, ou envelhecimento do corpo, geralmente começa em torno dos 25 anos. Se a pessoa se mantém ativa desde cedo, não sofrerá grandes impactos na terceira idade”, explica. Entre os principais benefícios de se exercitar, Mariana destaca a melhora do sistema cardiovascular e imunológico, maior disposição e qualidade de vida, e manutenção da musculatura.

Para a psicóloga consultora da Netfarma (www.netfarma.com.br), Marina Vasconcellos, os benefícios das atividades físicas para melhor idade vão além do físico. Segundo a especialista, é natural que com o envelhecimento, a pessoa precise cada vez mais de ajuda para realizar atividades que antes fazia sozinha. A partir do momento que o idoso perde independência em algum grau e começa a sofrer com limitações físicas, passa a sentir-se à margem da sociedade. “A atividade física traz a sensação de inclusão e combate tais limitações. Ainda que a pessoa se exercite sozinha, está fazendo parte de algo”, afirma a psicóloga.

A ciência já comprovou que praticar atividades físicas, em junção a bons hábitos alimentares, implica em longevidade e qualidade de vida.  Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, nos últimos 10 anos, a expectativa de vida média do brasileiro aumentou para 74 anos.

Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e publicado na revista “Neurology”, confirmou que a atividade física regular na terceira idade ajuda a evitar o encolhimento do cérebro. De acordo com a pesquisa, a retração está associada à perda de memória e das capacidades cerebrais. O estudo mostrou que idosos fisicamente mais ativos tiveram uma retração menor em comparação aos que não se exercitavam.

Bom exemplo – Heloiza Loyola se mantém ativa desde a infância, mas foi a recomendação médica que a fez incluir a caminhada em sua rotina. “O médico disse que a caminhada ajudaria a controlar a pressão arterial”, ela diz.  Para os que não tiveram o hábito de se exercitar na juventude, como Heloiza, a fisioterapeuta Mariana Asmar Alencar afirma que sempre é tempo. “Os iniciantes devem passar por uma avaliação médica, com exames que indiquem possíveis limitações cardiovasculares e cardiorrespiratórias, e procurar um educador físico para elaborar um plano de treino personalizado. Também é recomendado que evitem as atividades de alto impacto nas articulações”, diz.

E como escolher em meio a tantas atividades? Danças, atividades em grupo, individuais e tantas outras! Para acertar na escolha e dar continuidade ao plano de treinos, é preciso se atentar ao objetivo (“Preciso controlar a pressão arterial?” , “Emagrecer?”) e escolher a atividade que mais proporcione prazer, se encaixe facilmente na rotina e respeite as limitações físicas. “Uma vez que falamos de pessoas diferentes, com níveis de saúde e rotinas diversificadas, não existe apenas uma atividade ideal para esta ou aquela idade. Por isso é importante personalizar o treino”, destaca Marina.

Para aqueles que não possuem condições financeiras de frequentar academias particulares ou pagar um educador físico, vale procurar iniciativas gratuitas oferecidos pelos Governos estaduais, por exemplo.

Além de personalizar o treino,  é importante se atentar ao traje –  o calçado adequado pode evitar quedas e lesões articulares – e à hidratação do corpo. O idoso tem, em média, apenas 50% de água no corpo, enquanto uma pessoa jovem tem em média 70%. É recomendado ter à mão uma garrafa de água de um litro, e beber nos intervalos do treino.

Especialistas ensinam a falar com parceiro sobre mau hálito

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem bafo. (Foto: Shutterstock)

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem mau hálito.
Por mais que o sentimento seja mais importante, às vezes pode ser difícil conviver com esse problema. “Já que o hálito não é bom, o beijo passa a ser evitado e a intimidade é afetada, e, consequentemente, o sexo também passa a não ser tão bom, e muitas vezes evitado”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta de casal.
Para não deixar o relacionamento chegar a uma crise, é preciso conversar sobre o problema. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes.
Claro que a situação é delicada e exige tato. Por isso vale pegar algumas dicas para diminuir o desconforto e ajudar o seu amor. Isso também serve para amigos.
Entenda o problema
Apesar de o mais lógico ser pensar que a pessoa deveria fazer algo para acabar com o mau hálito, muitas vezes ela nem sabe que tem o problema. Quem sofre de halitose normalmente tem fadiga olfatória, isso quer dizer que se acostuma com o cheiro e não sente o próprio hálito.
Segundo o médico Marcos Moura, presidente da ABHA, outro motivo para alertar uma pessoa sobre a halitose é saber que este pode ser um sinal de um problema mais sério de saúde. “O mau hálito pode ser uma forma de o organismo avisar problemas mais graves em outras partes do organismo, e, quanto mais cedo avisar, mais cedo poderá ir em busca de tratamento”, afirma.
Sinceridade
Para driblar o obstáculo a dica é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina.
Se o dono do bafinho for seu namorado, marido ou ficante ou namorada, esposa ou ficante, talvez a abordagem possa ser feita depois de um beijo. Pergunte, como quem não quer nada, o que ele comeu, pois sentiu um gosto estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.
Controle de crise
Caso a notícia não seja encarada da melhor forma, falar sobre os benefícios do tratamento bucal em outros contextos da vida – como no trabalho, onde as pessoas não têm intimidade suficiente para falar sobre isso – pode ajudar. “Um parceiro é a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, com delicadeza e mostrando interesse em ajudá-lo”, avalia a psicóloga.

 

Neuróticos anônimos – descubra se está na hora de procurar ajuda

 Todo mundo tem suas neuras. Veja quando é necessário procurar um especialista

Publicado no Guia Astral em 01/06/2012

Foto: Thinkstock/ Getty Images

É difícil definir as diversas neuras que cada um de nós pode ter. De uma encanação com o cabelo ao medo de ser assaltado, quase todas as pessoas têm algum tipo de neura. O problema é quando a pessoa começa a limitar sua vida por isso. Para a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae e Psicodramatista Didata pela Federação Brasileira de Psicodrama (FEBRAP) a neura é “uma dificuldade em lidar com as coisas e reagir de uma forma saudável”. A pessoa acaba encanando demais com determinado aspecto, e muitas vezes deixa a emoção alterada tomar conta da situação.

E é bom ficar atento: se a neura começa a atrapalhar a vida do indivíduo de forma direta e contínua, é hora de procurar ajuda. É possível perceber alguns sinais de que a encanação está começando a gerar um descontrole nas emoções, como:

– Comportamentos agressivos

– Aumento do medo

– Facilidade em ficar irritado

– Limitar alguns aspectos da vida por não conseguir enfrentar algumas situações

– Preocupação excessiva com o opinião do outro

– Falta de posicionamento e vontade própria

Segundo a Drª Marina, estes, entre outros problemas, podem ser indícios de que a pessoa não está lidando com uma simples neurose.

A melhor forma de trabalhar esse descontrole das emoções é procurando ajuda especializada que, para Marina, é a psicoterapia. Nela, a pessoa vai poder se aprofundar na raiz do problema e, consequentemente, encontrar forma de melhorar os sintomas. Já os grupos de ajuda como os Neuróticos Anônimos funcionam como forma de socializar com pessoas que têm comportamentos parecidos, servindo como grupo de apoio que ajuda no tratamento da neurose, mas sem excluir os cuidados de um especialista.

Causar dano emocional ao parceiro é crime; vítimas demoram a reagir

Publicado no Folha.com em 14/02/2012

 

Flagrante, não há. Marcas roxas tampouco estão lá para provar a agressão.

“Psicológica” é o adjetivo usado para tentar definir uma forma de violência silenciosa –por mais que o silêncio seja feito de palavras, acusações, cobranças. Ou gestos, olhares, sarcasmo, piadas.

A complexidade da violência psicológica não impede que esse crime tenha uma definição legal. Está no artigo 7 da Lei Maria da Penha, que descreve muito bem constrangimentos, ridicularização e perseguição, entre outras ações causadoras de danos emocionais.

“É difícil explicar aos outros onde está a sua dor”, diz o psiquiatra e psicanalista Jorge Forbes.

A agressão psicológica é um crime invisível que paralisa casais durante anos e pode desaguar na violência física. Foto: Letícia Moreira/Folhapress

É difícil perceber quando, no relacionamento, o jogo do amor vira o da dominação. O pano de fundo é a vontade de anular o outro, torná-lo refém dos próprios desejos.

“Quando um tem um limiar para tolerar frustração muito baixo e o outro, muito alto, a violência se perpetua”, diz a psicóloga Margareth dos Reis, do Ambulatório de Medicina Sexual da Faculdade de Medicina do ABC.

A comerciante Mônica, 49, trabalha atendendo clientes do marido, mas sem salário.

Ele já escondeu a chave do carro da mulher, para ela não sair sem avisar. Um dia, quando Mônica fazia ginástica, xingou-a na frente de todos.

Mas ela não sabe o que vai fazer. “Temos 30 anos de casados, penso que tenho uma família. Por minhas filhas, já devia ter me separado.”

Para complicar, o jogo é de mão dupla: quem sofre a violência se nutre dela e a transforma no cimento da relação.

Parece um jeito de culpar a vítima e desculpar o agressor. Mas não é novidade, para quem estuda a coisa.

“É a dinâmica sadomasoquista, um pacto inconsciente: um provoca, outro agride, o que deve dar algum prazer”, diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, do Laboratório de Estudos da Família do Instituto de Psicologia da USP.

Além de manifestar um aspecto da sexualidade, a violência psicológica é uma forma de comunicação. “Associamos essa forma de agressão a todas as ações que causam dano ao outro pela linguagem”, diz a psicóloga Adelma Pimentel, autora de “Violência Psicológica nas Relações Conjugais” (Summus, 152 págs, R$ 36,90).

A perversidade do jogo é que, no relacionamento íntimo, um sabe os pontos fracos do outro, aqueles que ninguém quer tornar público.

O marido de Mônica repete que ela é uma mãe relapsa. “Para me agredir. Mas é difícil perceber a violência psicológica. Você aceita, alguém manda em você.”

“Você constrange a pessoa usando os demônios dela. E ela faz o que você quer, por gostar de você”, diz Forbes.

Foi assim no primeiro casamento da inspetora de alunos Lúcia, 48. “Eu tinha 19 anos e me casei com o homem pelo qual estava apaixonada. Ele me desvalorizava porque eu era pobre, negra, e eu achava que ele tinha razão.”

Destruir a autoestima do outro é a estratégia e a consequência da agressão oculta.

Lúcia achava que o ex-marido era lindo. “Ele dizia que eu tinha que agradecer por transar com ele. E eu nem sabia o que era orgasmo!”

O morde-e-assopra sustentava o jogo do ex. “Se eu chorava, ele me abraçava e dizia: ‘Gosto de você como você é’.”

“Os efeitos na pessoa agredida vão dos distúrbios alimentares à depressão, chegando à tentativa de suicídio”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, da Federação Brasileira de Psicodrama.

A vítima dessa forma de violência quase nunca quer mostrar a cara, porque denunciar a agressão é também expor as próprias fraquezas, Afinal, ela se submeteu, aceitou um arranjo ruim com medo de romper e ficar sem aquele amor.

HOMEM TAMBÉM É VÍTIMA, MAS NÃO ASSUME

A Lei Maria da Penha, que no seu artigo 7 define o crime da violência psicológica, só vale para as vítimas mulheres. Os homens ficam num limbo legal, e não porque estejam menos sujeitos às agressões das parceiras. Com o aumento de mulheres ganhando mais que os maridos e sendo “chefes” da casa, o jogo pesado da dominação emocional tem afetado cada vez mais os homens.

Mas é mais difícil para o homem assumir que sofre violência psicológica. “Não é de nossa cultura ele se queixar. Se for reclamar em uma delegacia, terá sua imagem mais uma vez danificada”, diz a psicóloga e advogada Lidia Gallindo, da Vara de Família do Fórum da Penha, SP.

Levantamento do Ministério da Saúde feito em 2008 e 2009 mostra que 20,8% das notificações de violência doméstica sofridas por homens são do tipo psicológico. O mesmo levantamento mostra que a agressão psicológica sofrida por mulheres é motivo de 49,5% das notificações, quase se igualando ao índice da violência física, 52%.

Foto: Editora de Arte/Folhapress

Conheça os diferentes tipos de gula emocional

O desejo exagerado por dinheiro, trabalho ou atenção podem atrapalhar sua saúde emocional

Publicado no Portal Minha Vida em 26/01/2012

A gula geralmente é associada ao impulso de comer demais. Mas este termo também pode ser aplicado a outras ações cometidas de maneira voraz e excessiva. O impulso descontrolado pode vir sob a forma de consumismo, de ambição ou até mesmo como o vício pelo trabalho. Um deslize aqui e outro acolá são compreensíveis. Mas é preciso atenção para se certificar de que a gula não está tomando conta da sua vida. “Quando a vida social começa a ser afetada, é preciso identificar de onde vêm esses anseios e buscar alternativas para lidar com isso da melhor maneira possível”, explica Tiago Lupoli, psicólogo clinico da clinica CEAAP.

Conversamos com outros especialistas e listamos alguns excessos que podem estar tomando conta da sua vida. Confira as dicas para controlar os impulsos.

Gula Intelectual

“Existem pessoas que gostam de estudar e obter conhecimentos. Até aí tudo bem. O problema começa quando nada satisfaz, e a pessoa acha que nunca sabe o bastante”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, psicóloga e especialista em terapia familiar e de casal pela UNIFESP.

Outra situação problemática ocorre quando essa atividade começa a influenciar outras áreas da vida. Por exemplo, se você deixa de sair para ficar em casa estudando, ou abre mão de outras atividades prazerosas, é preciso atenção. Salvo em situações em que o foco é esse, como no período pré-vestibular ou concursos. Mas passadas as provas, é muito importante relaxar.

Como uma saída, é importante buscar alternativas. Vá à academia, ao clube, a restaurantes e bares. Só não vale ir à livraria ou à biblioteca.

 

 

 

 

 

Gula por Poder

Não delegar funções, ser moralista em excesso e até mesmo machista podem ser sinais do desejo desmedido por poder. Segundo Marina, essas situações podem refletir carências, que muitas vezes têm sua origem na infância, e ainda ocultar uma característica da sua personalidade. “Muitas vezes a pessoa tem um lado extremamente frágil, que fica escondido sob a carapaça do poder”, explica a especialista.

O primeiro passo é identificar se isso acontece com você, através de conselhos, e até mesmo brincadeiras, de amigos e colegas. Ou mesmo observando suas próprias atitudes. Se isso acontecer com você, busque ajuda de um profissional.

 

 

 

 

 

Gula por exercícios

Vivemos numa sociedade que impõe o culto à imagem e ao corpo. Muitos vêm o esporte como uma forma de alcançar essa meta. A vontade incontrolável de competir, e ganhar, também pode ser a causa dessa gula.

“Quando a prática de exercícios físicos, que pode ser muito saudável, começa a gerar prejuízos físicos, emocionais e sociais, ela pode estar virando uma compulsão”, explica Tiago. Se você não respeita o tempo de descanso entre os exercícios ou, com frequência, deixa de fazer outras atividades para malhar, tente distribuir melhor seu tempo e buscar outras formas de lazer.

 

 

 

 

 

 

Gula por dinheiro

Esse desejo descontrolado têm algumas características, como a compra sem um propósito, apenas pelo fato de possuir. Ou ainda pelo acúmulo de dinheiro, que nunca é bastante, e sem um objetivo final. Os jogos de aposta, a preocupação excessiva com marcas e grifes, e o acúmulo de bens também são sinais desse excesso.

“A partir do momento em que o deseja não é suprido, estados de intensa tristeza e ansiedade podem ser gerados. Abuso ou falta de alimentação, insônia, fadiga e alteração de humor podem ser sintomas dessas condições”, explica Tiago.

Para melhorar essa situação, tente colocar limites para os seus gastos ou, se notar que a ambição é desmedida, procure ajuda profissional.

 

 

 

 

 

 

Gula por compras

O consumismo acontece quando extrapolamos o limite do dinheiro. Além das dívidas, essa condição pode gerar intensa frustração. Tiago explica que pessoas que pedem dinheiro emprestado com frequência, fazem hora extra em excesso ou buscam fontes alternativas de renda, sem real necessidade, podem estar sofrendo com essa compulsão.

“Se você compra demais é sinal de que pode estar faltando algo em outra área da vida, há uma carência”, explica o especialista. É importante olhar para si e compreender essas faltas. Psicoterapia, yoga, meditação e outras terapias que colaborem para essa autorreflexão podem ajudar.

 

 

Gula pelo trabalho

Hoje em dia é muito comum ser workaholic, como é chamada a pessoa que é viciada em trabalho. O ofício ocupa espaço de outras áreas da vida da pessoa. É preciso identificar se o excesso de trabalho tem motivo, por demanda financeira, ou não.

Ficar, com frequência, até mais tarde trabalhando, levar trabalho para casa e não conseguir relaxar são alguns sinais desse transtorno. “É importante estabelecer períodos de trabalho, de lazer e de atividade física, que pode ajudar muito nesses casos”, recomenda Tiago.

 

 

 

 

 

 

Gula por atenção

Marina Vasconcellos explica que a carência excessiva na vida adulta e a gula por atenção pode ter suas origens na infância, se faltou um olhar ou um elogio ou uma preocupação dos pais, por exemplo. Outras vezes esse sentimento vem de uma solidão momentânea, que é normal e costuma ser mais brando.

As pessoas muito carentes demandam ao exagero quem está próximo. A consequência é que os amigos se afastam, as relações se deterioram e a individualidade é perdida.

O acompanhamento psicológico é muito importante para compreender essas carências. A partir daí se inicia um processo de individualização e a pessoa se torna mais autossuficiente.

Autoestima feminina: entenda os altos e baixos dessa questão

Publicado no Terra

A BBB Monique vive com a autoestima abalada, mesmo exibindo curvas que fazem inveja a muitas mulheres
Foto: Frederico Rozário/TV Globo/Divulgação

Ela tem curvas estonteantes, mas, basta parar diante do espelho para lamentar e disparar a tão comum e irreal frase “Estou gorda”. Monique, uma das participantes do reality show global BBB, volta e meia demonstra insatisfação com o próprio corpo e assume que sua autoestima oscila de acordo com a roupa. “Minha autoestima está lá no pé!”, disse antes de uma das festas da casa, quando chegou a chorar ao se comparar com o visual das outras meninas.

A situação de Monique é bastante comum e é compreensível que, em um País onde a valorização da boa forma é tão gritante, os padrões de beleza acabem sendo destorcidos. De acordo com a psicóloga Andreia Calçada, a imagem de perfeição bombardeada pela mídia não combina com o dia a dia da maioria das mulheres. “A disponibilidade de tempo, de dinheiro e do próprio desejo são antagônicas à demanda social frente à imagem física, o que em algumas mulheres gera culpa e sensações de inferioridade e baixa autoestima”, observa.

Ela reforça que, além do histórico pessoal de cada mulher, os padrões de beleza vigentes influenciam diretamente neste sentido. “A magreza, o corpo sarado, a pele e os cabelos perfeitos, enfim a imagem da perfeição”, enumera.

A psicóloga Marina Vasconcellos explica que a autoestima é algo construído ainda na infância, a partir da relação com os pais. “Crianças que são muito criticadas, ou não recebem muita atenção dos pais, podem passar a vida em busca desse reconhecimento, mesmo em outras pessoas”, observa. Quem não consegue resolver a questão ao longo da vida, muitas vezes acaba sofrendo ou se colocando em situações as quais não precisaria se submeter, seja na vida profissional, no amor ou nas relações cotidianas.

Veja quais são os comportamentos típicos da mulher com baixa autoestima, que tipo de problemas isso pode trazer e como resolver a questão.

Comportamento padrão
Comparar-se demais com as outras mulheres, se colocando sempre em uma posição inferior; sentir ciúmes excessivo e dificuldade para lidar com críticas negativas são alguns dos traços comuns a uma pessoa com baixa autoestima. Outra tendência é a posição de vítima: quem não está bem consigo mesma sempre acha que o mundo está contra ela; carente de atenção e se sente rejeitada pela maior parte das pessoas.

Monique, do BBB, já chegou a dizer que é uma mera “figurante” no programa, pois acredita que não tem tanto destaque quanto as outras participantes. Andreia reforça, ainda, como padrões de comportamento “a extrema sensibilidade com relação a críticas, por vezes distorcendo o que as pessoas dizem; a insatisfação com seus atos e o corpo; dificuldades nos relacionamentos, insegurança, autocrítica intensa, dificuldade em se valorizar, submissão e falta de confiança”.

Problemas à vista 
De acordo com a psicóloga Marina, quem não consegue valorizar-se pode enfrentar muitos problemas no âmbito pessoal e profissional. No trabalho, os problemas começam quando a própria pessoa não consegue confiar em si própria e acaba criando obstáculos para os desafios impostos. “A pessoa sempre acha que não vai dar conta, então tem medo de arriscar, de se lançar em coisas novas. Além disso, leva a maioria das críticas para o lado pessoal”, observa.

Já no campo amoroso, a chance de se envolver em relacionamentos infrutíferos é bem grande. “Mulheres com baixa autoestima buscam homens que passam a subjugá-las. A relação passa a ser desigual já que, por medo de perder o relacionamento – não se sente capaz de buscar outro – se submete”, reforça Andreia.

O papel do homem neste cenário
As mulheres com baixa autoestima tendem a buscar o tipo de homem que a enche de mimos elogios, explica Marina, ou ainda o extremo oposto – aquele que não dá a mínima. “Isso porque está ainda buscando alguém que a reconheça”, afirma.

Segundo a psicóloga, os homens não têm muita paciência com este comportamento. No entanto, quando estão dentro de uma relação deste tipo, podem ter um papel fundamental no processo de “cura” da mulher amada. “A mulher precisa sair do papel de vítima e o homem pode ajudar nisso, sendo provocativo no sentido de ela passar a se ouvir mais, fazer mais as coisas que gosta e investir nela mesma.”

Mude a postura e levante a autoestima
Confira algumas dicas que podem ajudar a melhorar a autoimagem, a partir de uma visão mais realista e da valorização dos seus pontos fortes.

Faça algo que você gosta: de acordo com a psicóloga Marina, investir em uma atividade prazerosa é uma forma de mudar a autoimagem. “Se você adora dançar, e leva jeito para a coisa, dance. Com isso, vai ser olhada com admiração e vai construindo uma imagem positiva de você mesma”, frisa.

Abandone a “coitadinha” que há dentro de você: se você acha que o mundo está contra você, e vive cercada de amigos que reforçam isso, a tendência é só piorar. A dica da psicóloga Marina é que se afastar de pessoas que tendem a proteger demais. “Seja autora da própria vida”, provoca.

Aprenda a aceitar críticas construtivas: procure ver as coisas de maneira mais real – aceite suas fragilidades e inseguranças. “Mude o que for possível e olhe sempre aquilo que você tem de positivo”, ressalta Andreia. “Busque confiar e olhar para o que já fez de bom para que pensamentos negativos sobre você possam ser modificados.”

Não afogue as mágoas comendo: segundo Marina, uma tendência forte de quem está com a autoestima baixa é se presentar com um bom prato de comida ou uma barra de chocolate. “Evite este comportamento, pois acaba entrando em um círculo vicioso e ficando sem limites”.

Faça exercícios físicos: “além de fazer vocês se sentir melhor com seu corpo, a prática física libera a endorfina, o hormônio do prazer”, explica Marina. Além de ser uma atividade prazerosa, malhar traz resultados visíveis que contribuem para a autoestima.

Faça terapia: segundo Marina, a terapia é uma importante aliada no processo de autoconhecimento, que pode contribuir muito para que a mulher entenda o porquê se enxerga dessa maneira. “É preciso mudar o padrão de interação com as pessoas, e isso só se resolve na terapia”, explica.

Saiba o que são doenças psicossomáticas

Psicóloga explica que problemas psicológicos podem causar dores físicas

Publicado no UOL em 03/02/2012

Sentir-se triste e magoada de vez em quando é normal. Todos passam por momentos difíceis durante a vida. Porém, a tristeza e a depressão constantes podem trazer sintomas piores, como dores de cabeça, úlcera e até mesmo problemas de coluna. Essas dores físicas desencadeadas por distúrbios emocionais são chamadas psicossomáticas e têm tratamento. A psicóloga Marina Vasconcellos, do Portal Minha Vida, dá alguns conselhos para quem passa por um período conturbado:

Doenças mais conhecidas

Doenças respiratórias e cardíacas, consideradas graves, podem surgir a partir de problemas emocionais. A psicóloga afirma: “Gastrite, úlcera, problemas de coluna, dores em geral (costas, cabeça, dores crônicas), problemas respiratórios, cardíacos, estresse e depressão podem ter ligação direta com fatores emocionais”. Quem se sente triste por algum motivo específico deve ficar atenta. É sempre bom procurar assistência de um profissional qualificado.

Como lidar com situações difíceis

Passar por traumas e se deparar com problemas inesperados podem interferir no convívio com a família, amigos e prejudicar o desempenho no trabalho. Marina Vasconcellos aponta: “É importante fazer terapia para elaborar os problemas, os traumas e poder libertar-se para seguir em frente. Todos nós vivemos momentos difíceis. O que importa não é o problema em si, mas a maneira como o encaramos e o que decidimos fazer com nossa vida a partir daí”.

Estresse: inimigo da modernidade

Hoje em dia é mais comum sofrer de estresse: pressão na família, no trabalho, no trânsito… Mas nada de desespero! O importante é buscar a paz interior. “Fazer exercícios físicos, encontrar um momento para relaxar e fazer outras coisas que não estejam ligadas ao trabalho ou àquilo que está causando o estresse é essencial. Meditação, dança, ouvir música, sair com amigos, namorar, fazer outras atividades, melhorar a alimentação e procurar ajuda psicológica para encontrar uma saída mais saudável para os problemas que estão causando o estresse. Uma mudança no estilo de vida provavelmente será necessária, e para isso uma terapia será de grande ajuda”, completa a especialista.

Cuidados redobrados

Quando passamos por situações de tensão, nosso cérebro limita nossas ações. A parte pensante fica limitada e agir por impulso é mais comum, já que agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo. A mágoa consome muita energia, pois cada vez que relembramos o acontecido, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição, agressão ou trauma aconteceu agora ou há muito tempo. Buscar ajuda para entender e se livrar dos pensamentos negativos é o primeiro passo para a recuperação.

Quando chorar faz bem à saúde

Publicado em 5 de dezembro de 2011 no Walmart Blog

 

Cada um tem seu modo de liberar a raiva, esquecer mágoas, se afastar dos maus fluídos. Uns cantam, outros escutam música, há ainda aqueles que desabafam com o melhor amigo ou falam sozinhos, não importa. Mas chorar ainda é o melhor remédio para as horas de tensão.

Quer ver? Experimente chorar quando aquele bolo fica preso na garganta. O choro alivia o estresse, o medo, a tristeza, a frustração, a raiva e todos os sentimentos que ficaram presos. “É uma forma de comunicarmos vários tipos de emoções, podendo servir também para simplesmente chamar a atenção de alguém”, diz a psicóloga e terapeuta familia Marina Vasconcellos.

 

 

Para ela, chorar “em situações limites nos ajuda a descarregar o excesso de tensão”. Tem vergonha? Então desenvolva seus próprios métodos de liberar suas angústias.

Prender o choro – ou guardar sentimentos ruins por muito tempo – pode, sim, causar um estrago enorme. “A repressão do choro pode levar ao estresse ou à depressão, já que contemos física e emocionalmente nossos sentimentos que deveriam ser devidamente expressados”, alerta.

Mas Marina faz a ressalva. “Há momentos em que não podemos chorar, e o melhor a fazer é realmente controlar as emoções, por mais difícil que possa ser”.

 

 

Cultive o bom humor com sete hábitos

Mude algumas formas de lidar com as situações estressantes do dia a dia

 

Exibir um sorriso, mas espumar de nervosismo por dentro, está longe de ser uma atitude saudável. Suas emoções precisam ter vazão ou há o risco de que elas comecem a se refletir em problemas físicos, desde dores nas costas até taquicardia ou falta de ar, por exemplo.

Não banque o palhaço com você mesmo: o bom humor precisa ser sincero. “Ele é um jeito de encarar a vida, uma postura positiva e aberta para enfrentar o que vier com mais disposição”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama.

Aprenda a levar a vida de forma mais leve, usando o humor a seu favor, sem que o sorriso fique apenas na aparência.

 

Não fuja de situações frustrantes

Fingir que não existe sofrimento pode até deixar seu bom humor intacto por um tempo. Mas os momentos frustrantes não deixam de existir simplesmente porque você fugiu deles. Use essas situações para amadurecer e encarar os desafios com mais facilidade. “As frustrações são oportunidades para o crescimento pessoal, mas cabe a cada um tomar o cuidado de não desperdiçar essas chances”, afirma a psicóloga Márcia Cavalieri, de Ribeirão Preto.

 

Permita-se errar

Não é pra viver pessimista, mas para considerar que há sempre ao menos duas possibilidades, e uma delas pode ser diferente da sua expectativa. Com esse preparo emocional, as chances de você ficar de mau humor com o pior resultado diminuem. “É preciso sonhar e desejar, mas sem deixar de lado as reais possibilidades. Assim a frustração deixa de ser um peso tão grande”, afirma Márcia.

 

 

Organize a sua rotina

Com organização, é possível se programar melhor para dar conta de todas as tarefas. “O planejamento ajuda a evitar aflições ou crises de desespero por não conseguir cumprir os prazos ou por esquecer alguma atividade em meio à falta de prioridades”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. “Tudo isso traz uma rotina mais tranquila e, como consequencia, o bom humor.”

 

 

Comemore cada pequena conquista

Quem imagina a felicidade como uma sequencia permanente de grandes emoções pode viver frustrado buscando isso a vida inteira. “Os momentos simples precisam ser mais valorizados, assim, naturalmente, você passa a cultivar mais o sorriso, o bom humor.

Fica mais fácil reconhecer o que trás felicidade em vez viver em busca dela”, afirma a psicóloga Marina.

 

 

 

Aprenda com os erros

Depois que o erro já foi cometido, o mau humor não ajuda em nada. A psicóloga Marina Vasconcellos propõe que você deixe de considerar o erro como o fim de tudo, algo que desanima e leva à desistência frente a um objetivo. “Em vez de se irritar, pense como reagir em uma próxima ocasião, quando algo sair do programado ou esperado”, afirma a profissional.

 

 

Esvazie a cabeça

O excesso de pensamento negativo não dá espaço para o bom humor. Procure se esforçar para pensar no problema por um determinado período, concentrando as suas energias para resolvê-lo.

Mas depois mude o foco e pense em outras coisas, sua saúde mental vai agradecer. “Não há contribuição maior para o bom humor do que a capacidade de resolver os próprios problemas em vez de permanecer se lamentando deles”, diz Márcia.

 

Dê risada! 

Quando damos gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina – hormônios do estresse – baixam. Além disso, o cérebro passa a produzir endorfina, hormônio que deixa o corpo mais relaxado.

Mas a risada precisa ser sincera, por isso, procure situações prazerosas que permitam você passar mais tempo descontraído.

 

 

 

Use a maturidade e viva melhor

Oito mulheres mostram que nunca é tarde demais para assumir novos desafios

Publicado no Zwela Angola Notícias em 14/03/2011

Foto: Mulheres acima dos 30 anos mostram que nunca é tarde para assumir novos desafios. (Yahoo!)

A escritora Amy Cohen sempre achou que aos trinta anos estaria no melhor momento de sua carreira, teria um marido dedicado e dois filhos lindos.

Mas a realidade foi bem diferente. Aos trinta e cinco anos, Amy perde a mãe, vítima de um câncer, é demitida do trabalho, em que é roteirista de séries de TV, além de ser abandonada pelo namorado com quem planejava se casar.

Diante dessa sucessão de rasteiras, Amy fez o menos improvável numa situação como essa: decidiu reinventar-se. É ela mesmo quem narra a história em tom autobiográfico e libertador do livro Nunca É Tarde Demais (editora BestSeller), cuja maior lição é de que a vida, permite, sim, uma guinada.

No caso de Amy, ela não se deixou sucumbir à dor e às perdas e se lançou para uma jornada de novas descobertas e transformações.

Amy decidiu passar por novas experiências – até mesmo aprender a andar de bicicleta.

“Com a maturidade, você já sabe o que quer e não tem mais os medos e inseguranças da juventude. É a hora de aproveitar a oportunidade que nunca teve e fazer a vida ficar mais animada, assumindo novos desafios”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

A seguir, você confere histórias inspiradoras de mulheres, como Amy, que expandiram seus horizontes em busca da felicidade.

Pé na tábua

Miriam Nascimento nunca fez questão de dirigir um carro, sempre ocupou o lugar do carona. Mas, depois que seu marido faleceu, além de ter que assumir o negócio da família, uma pousada no litoral, também teve que aprender a ser motorista.

Sozinha e com uma filha pequena, ela se viu impossibilitada de praticar suas atividades corriqueiras por não saber dirigir. “Entrei na auto-escola com 39 anos e venci o meu medo. Foi uma alegria perceber a minha capacidade de superação”, conta.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, assumir tarefas vistas como já ultrapassadas para aquela idade é sinal de coragem, pois, quando o fazemos, enfrentamos críticas e lidamos com um fator importante da maturidade: a síndrome da prevenção. “Já sabemos as consequências do que estamos fazemos e temos consciência das nossas limitações”, afirma.

Enrolando a língua

Aos 52 anos, a empregada doméstica Maria Antonia da Silva decidiu retornar a escola para aprender uma outra língua, o inglês. Ela quis aprender o idioma quando teve acesso à internet para ajudar os filhos nas tarefas escolares e viu que muitos dos sites que consultava eram na língua inglesa.

“Era tanta informação nova, que fiquei perdida, então, decidi me matricular na escola e convivo numa boa com minhas colegas de sala, apesar da diferença de idade”, conta.

Meu novo namorado
E para quem acha que namoro é só para os jovens casais, é melhor conhecer dona Paula Martins. A aposentada ficou viúva há cinco anos e decidiu sair do luto e seguir em frente.

Hoje, aos 74 anos, namora o advogado aposentado Pedro Coelho, de 65 anos, e faz planos de casamento: “não pude me casar na igreja porque eu era muito nova, mas acho lindo casar de branco, por isso, fico namorando os vestidos na vitrine. Um dia eu ainda caso como manda o figurino”, diz Paula.

Primeiro passeio de bicicleta

No final desse ano, Maria Selma realizou o sonho de infância. Aos 47 anos, ela andou pela primeira vez de bicicleta. “Me senti livre, como achei que aconteceria”, explica a dona de casa, casada e mãe de três filhos. Antes do grande dia, teve treino. A filha, Flávia, de 24 anos, ajudou.

“Quando eu era criança, meus pais nunca tiveram condições de me dar uma bicicleta, por isso passei a vida inteira sonhando com esse dia”, conta Maria Selma.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, a bicicleta faz parte do universo lúdico da criança, porém, mais do que um objeto de lazer, ela é um ícone da infância.

“Esta vontade, como a de Maria Selma, de realizar um desejo que nos remete a nossa infância, representa que crescemos com a bagagem que adquirimos quando ainda somos crianças, seja ela positiva ou negativa, e de que temos capacidade de nos reciclar e nos renovar sempre”, explica.

Passei no vestibular!

Auracy Lopes Barbosa sofreu tanto com a ausência da filha, que passou no vestibular e foi morar em outra cidade que até entrou em depressão.

E foi justamente nos estudos que ela encontrou o tratamento para a doença.

Aos 52 anos, ela se matriculou em um curso de enfermagem e sonha em ir mais além: “quero me formar e fazer outros cursos. A mente da gente não envelhece”, fala Aracy.

“Envelhecer exercitando a mente é um excelente remédio para os males da terceira-idade. Uma mente ativa é sinônima de velhice saudável”, explica a psicóloga.

Na pista

Baile da saudade? Baile da terceira-idade?
Otília Marques é ótima pé-de-valsa, mas o negócio dela mesmo é a balada no final de semana.”Curtir a noite aos 54 anos tem um gostinho especial”, afirma ela.

Separada há 20 anos, ela conta que depois que os filhos cresceram e saíram de casa, resolveu encontrar uma forma de fazer reencontrar a alegria e começou a frequentar festas badalas de São Paulo: “adoro música e gente bonita. Essa coisa de baile da terceira idade não está com nada. Eu quero mais é diversão”, brinca ela.

A meta da balança

Não adianta. Chega uma hora que não dá para evitar a seguinte pergunta: “eu estou feliz com o meu corpo?”. Se a resposta for “não”, deixe a preguiça de lado e corra atrás do prejuízo.

Foi exatamente o que fez Luiza Machado, de 42 anos, depois de engordar 30 quilos, em função de sua separação: “eu não queria mais sair de casa, então, um dia olhei para mim e me perguntei por que eu não mudava aquilo que estava me incomodando”, relembra.

Luiza procurou ajuda nutricional e emagreceu 20 quilos. Hoje leva vida nova e se sente orgulhosa de si mesma, quando consegue entrar no manequim 40: “é muito bom me sentir bonita de novo”, explica.

Maternidade na maturidade

Claudia e Sidnei resolveram ficar grávidos aos 40. Depois de se firmar na carreira, a jornalista, hoje com 45 anos, conta que o maior desafio foi superar os medos dos estereótipos: “eu tinha medo de parecer avó do meu filho e de não dar conta do recado em função da minha idade. Hoje ele tem 5 anos e, apesar das limitações típicas da idade, vejo que dei conta do recado e que ser mãe é muito mais do que ter pique e fazer brincadeiras engraçadas, é ter responsabilidade e descontração na medida certa e acho que estou encontrando o equilíbrio”, diz Claudia.

Jogos e tarefas do dia a dia ajudam a preservar a memória

Publicado no Portal Domínio Jovem em 15/02/2011

Foto: Reprodução

Assim como o corpo, o cérebro também apresenta mudanças ao longo dos anos e o mais comum com a idade é a perda de memória. No entanto, pequenas atitudes podem evitar este mal. Exercitar a mente melhora a recordação, a concentração e a qualidade de vida.
O primeiro passo é se distrair. Uma pesquisa da Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas que se ocuparam comleitura, jogos ou em hobbies, como costura ou tricô, apresentaram 40% menos risco de ter perda das lembranças.
Outra medida é trabalhar a concentração. “A memória precisa da atenção e da concentração para poder armazenar dados. Se a atenção falha, a memória também”, diz a psicóloga e psicanalista especializada em psicogeriatria Claudia Finamore.
A memória pode ser estimulada desde situações simples como tentar lembrar o que fez pela manhã, o que comeu no almoço, que roupa usou no dia anterior, até a utilização de jogos, quebra-cabeça, palavras-cruzadas, damas, xadrez e etc.
Pode-se treinar a memória, por exemplo, contando o que leu e aprendeu no dia para outras pessoas. Se dedicar a novas habilidades como um curso de idiomas, música, pintura e informática também ajudam. “Um trabalho mental sempre utilizará alguma parte da memória da pessoa. O importante é dedicar-se aos exercícios de modo frequente”, afirma Claudia.
A psicóloga Marina Vasconcellos acrescenta que o sono também é fundamental para prolongar a memória. “Durma pelo menos 8 horas por noite. Enquanto dormimos, o cérebro grava tudo o que aprendemos durante o dia”.
Outros fatores essenciais são os exercícios físicos e a boa alimentação. Uma pesquisa realizada por cientistas alemães e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que diminuir em 30% a ingestão de calorias pode melhorar a memória.
Voluntários com idade média de 60 anos foram divididos em três grupos. O primeiro seguiu uma dieta normal, o segundo recebeu mais ácidos graxos insaturados e o terceiro adotou a dieta com 30% menos calorias. Depois de três meses, os voluntários do terceiro grupo superaram os demais em um teste de memória.
Outra pesquisa, realizada por cientistas da Duke University, na Carolina no Norte, nos Estados Unidos, comprovou que os exercícios físicos podem melhorar a capacidade mental nas pessoas idosas e adiar o declínio mental.

Cuidado, pequenas manias podem virar um grande problema

Publicado no UOL em 08/02/2011

Maria Veronica Pinheiro Martins tem mania de roxo: de roupas a acessórios, passando por itens para a casa (Foto: Monalisa Lins/ UOL)

Mania todo mundo tem. Há quem não goste de dormir com a porta do armário aberta ou quando a louça do jantar está suja na pia. Outros não compram nada em número par, ou ímpar. E por aí vai. Se burlarem a mania, não chegam a se angustiar com isso. Mas, para algumas pessoas, não é tão simples. E nestes casos é preciso começar a se preocupar, pois hábitos engraçados e curiosos podem se transformar num problemão.

Um dos sinais, segundo a psicoterapeuta Amelia Nascimento, é o sofrimento. “Se a pessoa sente-se mal com o deboche dos outros, angustia-se quando não age diferente, ou sente que sua mania está interferindo nos seus relacionamentos, é hora de buscar ajuda de um psiquiatra. E quanto antes, melhor”, diz ela.

Foi o que fez a auxiliar administrativa Josiane Fickel, 31 anos, de Florianópolis (SC). Sua ideia fixa era arrumar a cama, mesmo que se levantasse à noite para ir à cozinha tomar um copo d’água. “Fui procurar ajuda profissional porque me fazia sofrer e incomodava muito meu ex-marido. Hoje consigo ficar dentro de casa com a cama desarrumada, o que algum tempo atrás era impossível”, diz ela.

A psicóloga Carmen Cerqueira Cesar chama a atenção para os hábitos que começam a prejudicar a vida da pessoa ou dos que convivem com ela. “Pode ser TOC – transtorno obsessivo-compulsivo – , distúrbio que interfere negativamente no cotidiano. Um exemplo: passar regularmente três horas dentro do banheiro, lavando e lavando e lavando”, explica.

A boa notícia é que existe tratamento para o TOC. “É importante fazer psicoterapia e usar medicação, mas as duas juntas. E, em muitos casos, a pessoa terá de controlar o problema por toda a vida”, diz Carmen.

Nada de mais

Para a maioria, porém, os hábitos estranhos para os outros não afetam o seu bem-estar. A psicóloga Marina Vasconcelos explica que a mania tem a ver com adequação. “Se não atrapalha sua vida nem a dos outros, não há problema”, afirma. É o caso, por exemplo, do ator DanStulbach, que numa entrevista recente ao programa “Marília Gabriela Entrevista”, no canal GNT, declarou que só dorme com camiseta de manga longa, faça frio ou calor. E que isso não o atrapalha.

A jornalista Isabel (que prefere não se identificar), não come sushi em número par. E nunca compra o primeiro livro, ou pacote de açúcar, ou qualquer coisa que esteja à mostra numa prateleira. “Se tem um só, não compro”. Problemas? Nenhum.

Para a relações públicas Rosangela Andrade, 36 anos, o desagradável é levantar-se da cama de supetão, mas se isso acontece, o mundo não acaba. “Gosto de ficar deitada por pelo menos dez minutos de barriga para cima. Se tenho de levantar às 5h, coloco o despertador para às 4h40. Caso não faça assim, fico tensa o dia todo porque o dia não começou bem como eu gostaria”, diz ela.

Rosangela Andrade tem mania de ficar deitada por pelo menos dez minutos antes de levantar (Foto: Monalisa Lins/ UOL)

Roxo, lilás, roxo

A mania da analista de mídia Maria Veronica Pinheiro Martins, 44 anos, é colorida. Há mais de 20 anos ela não vive sem roupas e acessórios roxos ou em tons de lilás. “Se pudesse, usaria da cabeça aos pés, mas não fica bom. Tudo que vou comprar procuro em roxo, é minha cor favorita desde criança, acho alegre”, explica ela. Só que na sua infância as tonalidades violeta e lavanda não eram nada populares. “Antigamente o roxo era cor de velório e não se encontrava nada neste tom. Ainda bem que isso mudou a partir da década de 1980”, comemora Veronica.

Dentro de casa e no trabalho ela também dá um jeito de incrementar tudo com roxo, das canetas ao potinho de plástico da cozinha, passando por lençóis, escova de dente, enfeites. “Só não abuso mais por causa do meu marido, que não gosta tanto assim”, diz ela.

Veronica não vê problema algum na sua mania, mas reconhece que se fosse proibida de usar a cor, ficaria bem chateada. “Uma vez uma amiga sugeriu que eu fizesse uma experiência de ficar um dia sem roxo, mas não topei. Sem o roxo ficaria ‘desbaratinada’, não gosto nem de pensar numa coisa dessas”.

Esquisitices

Carmen explica que aquilo que para alguns é esquisitice, para outros funciona como maneiras de prevenir situações desagradáveis ou temidas. “A pessoa sente que precisa daquele ritual para fugir ou reduzir um desconforto gerado pela obsessão.”

Josiane viveu algo do gênero. Numa viagem a Paris, o ex-marido não deixou que ela arrumasse a cama do hotel no dia de voltar ao Brasil. “Resultado: ao chegar aqui passamos mais de três horas no aeroporto para conseguir tirar o carro do estacionamento. Se eu tivesse arrumado a cama, isso não teria acontecido”, acredita ela.

Pensamento maníaco

A psicóloga Marina diz que, além de comportamental, as manias podem ser mentais, como contar, repetir palavras ou frases e brigar. “Existem pessoas que têm mania de ter razão, uma compulsão pelo embate. Só o ritual da discussão aplaca a mania”, diz ela.

Para a pessoa obsessiva, segundo Carmen, tudo tem de estar rigidamente dentro de um programa pré-estabelecido, senão ela entra numa angústia intolerável. “Ela tenta ter o controle sobre tudo e considera intolerável viver a vida como ela é, cheia de imprevistos. Seus principais sentimentos são medo e ansiedade”, afirma.

Em se tratando de qualquer mania, o importante é se perguntar: “Será que faço isso de forma exagerada? E e se eu não fizer, o que vai acontecer? Vou ficar angustiado?” Se perceber que está perdendo o controle da situação, é hora de procurar ajuda. “Esta é uma maneira de olhar para si e se observar, uma boa maneira de perceber estes e outros distúrbios. Só que para fazer isso é preciso estar atento e relaxado. Uma pessoa com um nível de obsessão alto não consegue ver a realidade. Nestes casos, será necessária a ajuda de terceiros”, diz Amelia.

Os benefícios da psicologia

Publicado no Terra

Dra. Marina diz que terapias psicológicas são suporte fundamental no tratamento cardíaco (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma das dúvidas entre as pessoas com doenças cardíacas é até que ponto as terapias psicológicas podem ser um aliado para o tratamento. Para responder a esta e a outras questões, o especial Coração Saudável entrevistou por e-mail a psicóloga formada pela PUC-SP Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae.

 As terapias psicológicas (análise, acompanhamento emocional) fazem bem ao coração?

Sim, tudo que faz com que nos conheçamos melhor tende a nos fazer bem, a melhorar nossa qualidade de vida em todos os aspectos. Consequentemente, fazem bem ao coração.

 Como essas terapias podem ajudar quem sofre de problemas cardíacos?

As pessoas que sofrem de problemas cardíacos convivem com a insegurança de um “imprevisto” a qualquer hora. Ou seja, vivem com o risco iminente de morte, que os assombra frequentemente. Numa terapia, há espaço adequado para se expressar esse medo, lidar com ele da melhor forma, assim como falar abertamente sobre todas as questões que nos afligem na vida. Dividir as inseguranças com alguém que nos ouça e nos auxilie a enfrentá-las e também a enfrentar o medo é fundamental para que possamos viver com mais tranquilidade.

 Quais terapias psicológicas são mais indicadas como adjuvantes ou complementares no tratamento de doenças cardiovasculares?

 Qualquer terapia que tenha como princípio básico o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida influencia positivamente no tratamento. Há algumas linhas terapêuticas mais dinâmicas e rápidas em seus resultados, outras mais demoradas. Terapias em grupos temáticos nesses casos são bem eficazes, pois permitem que a pessoa sinta-se acompanhada e compreendida em seus medos por outros que passam por problemas semelhantes.  Cada um deve escolher aquilo com que mais se identifica e, em especial, deve gostar do terapeuta (existir empatia) e confiar em seu trabalho.

 Quais doenças no coração podem ter esse aliado em seus tratamentos?

 As terapias psicológicas auxiliam no tratamento de qualquer doença cardíaca, à medida que proporciona ao indivíduo falar abertamente sobre seus medos, angústias, temor da morte, enfim, dá a oportunidade da pessoa rever sua vida, sua rotina, suas relações. Em muitos casos, há a necessidade de uma mudança brusca no estilo de vida, com hábitos totalmente diferentes a serem adotados, o que requer especial atenção para uma boa adaptação às mudanças e aceitação delas.

 Qual a eficácia desses métodos no tratamento?

Se a pessoa está disposta a se abrir e rever sua vida, a se autoconhecer e melhorar suas relações com as pessoas ao seu redor, a eficácia pode ser muito boa. Tudo vai depender do quanto o paciente está disposto a realmente utilizar a terapia como um instrumento a seu favor.

Em que aspectos a terapia contribui diretamente? Pressão arterial, repouso, relaxamento?

A terapia contribui diretamente em tudo, posto que todos os aspectos serão abordados. A pressão é geralmente muito ligada ao emocional, e quando se trabalham questões delicadas, de difícil acesso, há grande possibilidade de a pressão diminuir. Há técnicas de relaxamento utilizadas em algumas linhas que podem facilitar a adesão ao tratamento de pessoas muito ansiosas. Em muitos casos, previne o aparecimento de uma possível depressão.

Os hospitais, postos de saúde e clínicas já oferecem esse tipo de suporte para quem sofre com doenças cardíacas?

 Alguns hospitais oferecem esse serviço, como o Incor (Instituto do Coração) e o HC (Hospital das Clínicas). Em postos de saúde, nem sempre se encontra atendimento adequado, e as filas para atendimento são grandes.

 

Livro propõe aplicação de modelos econômicos na criação dos filhos

Publicado em Folha.com 17/05/2011

Se você disser que aplica teorias econômicas na criação de seus filhos, vão pensar que: a) você só pensa em dinheiro; b) você só está preocupado com o futuro financeiro de seus herdeiros; c) você é um visionário; d) você é um monstro.

O economista australiano Joshua Gans pode não se encaixar em nenhuma das alternativas acima, mas ele afirma que usar o pensamento econômico para criar os filhos é uma forma inteligente de resolver conflitos, além de gerar benefícios aos pais e às crianças.

“Tem gente contra o sistema de incentivos”, diz economista

Adriano Vizoni/Folhapress

Não se trata de grana. Deixando de lado questões claramente econômicas, como calcular preços de fraldas ou mensalidades escolares, ele aplicou, com seus três filhos, estratégias originalmente usadas em negociações político-financeiras para resolver desde questões prosaicas (ensinar a usar o penico) até altruístas (o que fazer para que os filhos se tornem pessoas independentes).

BENEFÍCIOS

As tentativas de ser um bom economista e um bom pai (alguns sucessos, muitos fracassos) já renderam a Gans benefícios de curto e médio prazo.

Ele começou imediatamente a usar os exemplos domésticos para ilustrar suas lições de teoria econômica a alunos de MBA. Fez sucesso. As histórias da vida real deixaram as aulas mais animadas, os alunos mais interessados e os conceitos mais claros.

Gans então criou uma “marca” para essa sua proposta educativa. “Parentonomics”, que junta pais (“parents”) com economia (“economics”) e remete ao modelo dos “Freakonomics” “”outro termo de sucesso e nome de um livro que já vendeu mais de 4 milhões de exemplares.

Em “Freakonomics”, o economista norte-americano Steven Levitt mostra como aplicar princípios econômicos a situações da vida cotidiana, além de colocar em dúvida verdades preestabelecidas sobre temas tão variados e polêmicos quanto corrupção e aborto.

Não é preciso ser um especialista em mercado de futuros para descobrir que, no médio prazo, as aplicações de Gans também renderam um livro.

Hoje, os filhos do economista estão com 12, dez e seis anos. Resta saber se os benefícios de longo prazo, que são os que realmente importam, virão. Ou se faz sentido pensar em “educação de resultados” ou nos “lucros embutidos” das atitudes que tomamos em relação às crianças.

O economista Bernardo Guimarães, autor de “Economia Sem Truques” (ed. Campus-Elsevier), diz que para educar filhos é preciso duas coisas: definir objetivos e o que é preciso fazer para alcançá-los. “A economia ajuda muito pouco no primeiro quesito, mas pode ser um excelente instrumento na segunda parte da questão.”

As grandes ferramentas oferecidas por Gans são os incentivos e as negociações. Mas a maioria dos pais e das mães já vive fazendo isso, mesmo que eles não entendam nada de economia.

“Muitas das coisas que educadores falam podem ser traduzidas por termos usados na economia. O que a teoria econômica te dá é um arcabouço para pensar nessas coisas, tentar entender por que algumas escolhas são feitas e as reações que provocam”, diz Guimarães.

Marcos Fernandes, professor da Escola de Economia da FGV (Fundação Getúlio Vargas) de São Paulo, afirma que é possível tirar lições das estratégias usadas em empresas ou relações internacionais para usar na educação.

MENOR CUSTO

“É politicamente incorreto dizer isso, mas você pode usar modelos [econômicos] para criar os seus filhos com o menor custo para ambas as partes”, diz Fernandes.

O modelo proposto por Gans é a teoria dos jogos, estudo das interações estratégicas para a tomada de decisões que tragam menos custos e mais benefícios aos envolvidos.

Segundo Fernandes, essa teoria funciona com os filhos e pode ajudar os pais a encontrar um caminho entre as duas estratégias educacionais debatidas hoje: a autoritária e a igualitária.

O professor da FGV é pai de um garoto de 16 e de uma menina de 11 anos. “Aprendi a não deixar meu lado emocional me dominar na hora de educá-los, para pode aplicar a teoria dos jogos nas negociações que faço com eles.”

Para o autor de “Parentonomics”, é o fator emocional que atrapalha a tomada de decisões eficientes na educação dos filhos.

Ele tenta convencer os pais sobre a sua teoria mostrando as recompensas colhidas a partir dessa maneira de agir (os tais dos incentivos).

Por exemplo: o custo emocional de deixar um bebê chorar por algum tempo no berço, porque ele não quer dormir, pode ser eliminado se você o pegar imediatamente no colo. O custo futuro dessa atitude é que será cada vez mais difícil acostumá-lo a dormir sozinho. Nada que “Super Nanny” e qualquer mãe de bom-senso não endossariam.

“Pensar nos benefícios a longo prazo ajuda a separar a parte emocional e recuperar o bom-senso. E o sono perdido”, diz Gans.

Da manga do economista também saem estratégias para conseguir que os filhos adotem hábitos desejados (por exemplo, comer verduras) em troca de incentivos bem dosados (comer doces), sem inflacionar a oferta de guloseimas.

A importância dos incentivos não é novidade para educadores, mas, ao contrário do que acontece nas negociações econômicas, não é a base do negócio.

“Na criação dos filhos, a base é o afeto, o reconhecimento da criança, o acolhimento. As recompensas e punições vêm a partir e por causa disso”, diz a psicóloga e terapeuta de família Marina Vasconcellos, da Unifesp.

*

PEDAGOGIA DE RESULTADOS
Como a teoria econômica é aplicada na educação dos filhos

EQUILÍBRIO COMPETITIVO

O que é
Se não há confiança, não há cooperação, e cada parte usa as respostas ou reações da outra para buscar o melhor resultado

Como se aplica
O bebê quer atenção e chora quando é colocado para dormir. Os gritos são uma oferta: “Eu paro de gritar se vocês me derem atenção”

JOGOS COM REPETIÇÃO

O que é
A mesma interação estratégica se repete ao longo do tempo

Como se aplica
O bebê no berço quer atenção, mas os pais percebem que o custo desse tipo de choro para a criança (a exaustão) implica que ela só vai continuar chorando enquanto tiver motivos para achar que vai funcionar

NEGOCIAÇÃO

O que é
Oferecer benefícios à outra parte que compensem algum custo que ela terá

Como se aplica
Os pais sinalizam que deixarão a criança comer algumas “bobagens” em troca de uma alimentação saudável na maior parte do tempo

EQUILÍBRIO COOPERATIVO

O que é
As pessoas se juntam para atingir o objetivo de forma a aumentar os benefícios para todos

Como se aplica
A negociação ‘verduras x doces’ leva a um equilíbrio cooperativo: a situação é boa para a criança, porque ela se alimenta bem e tem direito a suas guloseimas, e é boa para os pais, porque evita desgaste e eles conseguem garantir uma alimentação adequada

INCENTIVOS

O que é
Não são necessariamente monetários, mas as motivações suficientes para as pessoas fazerem algo que, aparentemente, não lhes trará nenhum benefício imediato

Como se aplica
Para um bebê, não há vantagem em trocar a fralda pelo penico, mas ele pode achar a troca interessante se receber aprovação carinhosa dos pais sempre que usar o banheiro

A hora do sinal vermelho

Como lidar com o momento de parar de dirigir

Publicado no Bolsa de Mulher em 03/10/2011

 

A volta do supermercado para casa já não é tão fácil. As ruas, antes velhas conhecidas, agora lhe parecem confusas. Dirigir à noite é um martírio. Pegar trânsito, então? Puro estresse. Se você se identifica com alguma dessas situações, pode ter chegado a hora de se aposentar do volante. O mais natural é que o sinal vermelho acenda primeiro para os idosos, mas ele pode também servir de alerta para jovens com problemas clínicos específicos. Na opinião dos psicólogos, a ajuda da família é fundamental para quem precisa tomar essa difícil decisão, já que a autoestima entra em jogo. Já parou para pensar se chegou a sua vez?

O Código Brasileiro de Trânsito não estipula uma idade limite para o uso da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entretanto, para pessoas acima dos 65 anos, o intervalo de renovação do documento é reduzido de cinco para três anos. O objetivo é refazer com atenção os exames médicos. Segundo Dirceu Rodrigues Alves, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, são três as funções importantes para garantir a dirigibilidade: cognitiva, motora e sensório-perceptiva. “Se uma delas estiver comprometida, a pessoa já não está apta para conduzir”, ressalta.

A família é a principal responsável por observar os sinais. O primeiro deles está na função cognitiva. “Mesmo em trajetos conhecidos, é normal se perder e não conseguir voltar para casa”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos. “Devemos sempre perguntar ao idoso como foi o trajeto, já que, em muitos casos, eles resistirão em contar por medo de ter que parar de dirigir”, acrescenta. Pequenos incidentes e multas de trânsito também devem ser notados.“É comum que eles não observem mais os sinais de tráfego e se envolvam em pequenos incidentes por conta dos reflexos reduzidos”, diagnostica a psicóloga Triana Portal, da Clínica Espaço de Saúde Morumbi. Mas nada tão grave. “Acidentes com idosos são sempre pequenos, com danos apenas materiais e de pouca abrangência”, conta o diretor da ABRAMET.

 

Como dar a notícia?

O momento de parar é muito delicado. “A pessoa já está passando por um processo de mudanças físicas. Isso já é angustiante. Ter que lidar com reflexos mais lentos, um corpo cansado e limitado é muito complicado”, observa a psicóloga Amanda Paiva, da Life Psicologia.Segundo os especialistas, o diálogo deve convencê-los dos riscos de continuar pisando no acelerador. “Isso deve ser feito da forma mais afetiva e cuidadosa possível, pois estamos falando de algo que simboliza uma invalidez e a perda de autonomia do indivíduo”, ensina Marina, acrescentando que a ajuda de um médico de confiança da família é muito bem-vinda.

Segundo a psicóloga Luciene Miranda, é importante saber lidar com a reação da pessoa a quem você dará um ultimato. E são dois os tipos de idosos que normalmente se sentem contrariados com a negativa: o idoso lúcido e aquele que está com a saúde cognitiva debilitada. No primeiro caso, a pessoa normalmente assume que possui problemas de saúde que a impossibilitam de dirigir. No entanto, de primeira, ela não gosta de assumir. Um diálogo direto ajuda bastante nesta situação. Já o idoso portador de doenças degenerativas não percebe os riscos e sequer aceita a opinião de terceiros. “Dependendo do grau do comprometimento cognitivo, vale tentar distrair o idoso, esconder a chave do carro, convidá-lo para sair de carona”, aconselha Luciene.

 

Fim da estrada, jamais!

Ao pendurar as chaves do carro, a rotina do idoso não deve ser alterada. “Se ele costumava visitar parentes, amigos, passear e fazer compras, por exemplo, os familiares devem tentar criar meios para que as atividades sejam mantidas”, enumera a psicóloga Claudia Ferreira. É importante ter sempre alguém para levá-los aos lugares, incentivá-los a andar de transporte público ou contratar um motorista particular. “O ex-motorista não pode deixar de fazer o que gosta para não se tornar um prisioneiro dentro da sua própria casa”, ressalta Claudia.

E se o fato de não comandar mais um veículo o deixar deprimido? “É necessário incentivar o idoso e mostrar que a limitação física não significa uma paralisia de suas atividades cotidianas”, explica Amanda. Manter a vida social ativa, através de grupos de terceira idade ou do convívio com a família, ajuda a evitar a sensação de isolamento. “Além de continuarem ativos social e mentalmente, esse grupos fazem com que os idosos estejam inseridos num universo em que todos passam pelas mesmas dificuldades e falam a mesma língua”, diz Claudia, garantindo que, ao final do processo de readaptação, o volante nem será mais lembrado: “Sempre existe um momento de parar. Mas todos devemos fazer com que esta mudança ocorra da forma mais natural possível”.

 

Estresse pode ser responsável por alguns quilos a mais na balança

É importante tentar descobrir quais os fatores que estão estimulando o problema

Publicado em 15/10/2010 no www.minhavida.com.br

 

Se você anda cansado, desconcentrado, com dores no corpo ou ansioso, cuidado! Esses podem ser os primeiros sintomas de estresse. A OMS (Organização Mundial de Saúde) avalia que 90% da população está sob o impacto do estresse, ou seja, uma epidemia em larga escala.

De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, uma pessoa estressada fica visivelmente mais irritada, sem paciência, podendo sentir fisicamente alguns incômodos, como dores de cabeça, cansaço exagerado, gastrite, úlcera e insônia. A longo prazo, ele pode ser responsável por alguns quilinhos a mais na balança.

Segundo um estudo feito por profissionais do Instituto Weizmann, de Israel, quando estamos estressados, o cérebro produz uma proteína chamada UCN3, que aumenta a fome e diminui a sensação de saciedade.

De onde vem o estresse? 
Mas, afinal de contas, o que é e como aparece o estresse? A resposta está concentrada no sistema de ação e reação acionado pela relação das pessoas com o meio ambiente.

Desde os primórdios da história do homem, o cérebro desenvolveu por meio de “respostas” em defesa a situações que ameaçavam a integridade do indivíduo. Uma série de reações químicas, com descarga de hormônios, é desencadeada e nos prepara para o pior.

Essas experiências – e as reações que o organismo adotou quando isso ocorre, ficaram gravadas como ruins. Basicamente o cérebro funciona buscando o que é bom e tentando evitar e se proteger do que é ruim.

Quando algum tipo de situação nos esgota, nos preocupa ou nos sobrecarrega, o que ocorre dentro do corpo é quase um preparo para guerra. E como as situações chatas do mundo contemporâneo costumam ser repetitivas (trânsito, excesso de trabalho, pouco tempo para o descanso e etc.), as reações tornam-se corriqueiras e o estresse progride.

Como combater este mal 
Segundo a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore, a melhor forma de combater este problema é se conscientizar e aceitar que está estressada. Depois, é preciso mudar os hábitos. “Muitas vezes, na correria do dia a dia, as pessoas não percebem como se sentem. É importante tentar descobrir quais os fatores que estão estimulando o estresse e quais as razões para isso”, afirma a especialista.

Claudia diz que é interessante criar possibilidades de lazer e relaxamento. Buscar atividades que tragam descontração e aliviem as tensões.

Muitos passam a vida toda estressados sem se dar conta disso. “Tentar diminuir o ritmo de trabalho, praticar exercícios, garantir um tempo para o lazer e fazer terapia são boas alternativas para afastar o problema”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos.

Algumas atitudes na sua rotina podem afastar o estresse da sua vida. Manter uma alimentação saudável, rejeitar calmantes sem orientação médica, evitar o fumo, café e bebidas alcoólicas, buscar um sono restaurador, conhecer o seu corpo e sua personalidade são artifícios que enfatizem sua escolha por qualidade de vida e bem-estar. Assim, o cérebro responderá ao estímulo positivamente, liberando hormônios ligados ao prazer. Essa sim é a fórmula mágica da felicidade.

 

Leitura turbina o cérebro e combate a insônia

Hábito pode adiar a perda da memória associada à idade

Publicado em 15/10/2010 no www.minhavida.com.br

 

Quantos livros você já leu ao longo da vida? Se você consegue contá-los na ponta dos dedos, foram poucos. Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, sob encomenda do Instituto Pró-Livro, mostrou que 45% da população do país não têm o costume de ler. Quem engrossa esse percentual provavelmente não tem ideia dos benefícios que a leitura traz.

Uma pesquisa realizada pela Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, mostrou que ler livros como passatempo pode adiar a perda da memória associada à idade. O estudo contou com 200 pessoas entre 70 e 89 anos com leves lapsos de memória. Aqueles que, na meia idade, se ocuparam com leitura, jogos ou hobbies apresentaram 40% menos risco de ter o problema. “Uma boa leitura pode relaxar, aguçar a criatividade, aumentar o vocabulário e o conhecimento”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore.

Muita gente atribui leitura escassa à falta de tempo. Nas horas vagas, as pessoas dão preferência a outros hábitos, como ver televisão. A leitura, principalmente de livros, é algo relacionado à infância: aquela história que os pais contavam antes de dormir ou o livro cheio de figuras que era obrigatório na escola.

 

Por isso também ler se torna uma atividade magnífica. Libera a imaginação e faz você ser criança novamente. “Livros de ficção nos fazem viajar por um mundo de possibilidades ainda não exploradas. Os romances que descrevem viagens por lugares antes desconhecidos nos levam para longe da nossa rotina, deixando-nos por algum tempo relaxados e dando asas à nossa imaginação“, complementa a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico.

A leitura ainda é um ótimo remédio para quem tem problemas para dormir. “Ler algo por distração é extremamente relaxante e calmante, por isso é indicado para quem sofre de insônia“, afirma a psicóloga.

Por todos esses motivos, realizar uma leitura com frequência pode fazer maravilhas pela sua vida. A psicóloga Claudia Finamore explica que ler é um trabalho mental grandioso, pois exige uma atividade bem estimulada que traz muitos benefícios para a saúde cerebral.

 

Depois dos 30, faça bom uso da maturidade e viva melhor

Oito mulheres mostram que nunca é tarde demais para assumir novos desafios

Publicado em 5/3/2010

 

A escritora Amy Cohen sempre achou que aos trinta anos estaria no melhor momento de sua carreira, teria um marido dedicado e dois filhos lindos.

Mas a realidade foi bem diferente. Aos trinta e cinco anos, Amy perde a mãe, vítima de um câncer, é demitida do trabalho, em que é roteirista de séries de TV, além de ser abandonada pelo namorado com quem planejava se casar.

Diante dessa sucessão de rasteiras, Amy fez o menos improvável numa situação como essa: decidiu reinventar-se. É ela mesmo quem narra a história em tom autobiográfico e libertador do livro Nunca É Tarde Demais (editora BestSeller), cuja maior lição é de que a vida, permite, sim, uma guinada.

No caso de Amy, ela não se deixou sucumbir à dor e às perdas e se lançou para uma jornada de novas descobertas e transformações.

Amy decidiu passar por novas experiências – até mesmo aprender a andar de bicicleta.

“Com a maturidade, você já sabe o que quer e não tem mais os medos e inseguranças da juventude. É a hora de aproveitar a oportunidade que nunca teve e fazer a vida ficar mais animada, assumindo novos desafios”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

A seguir, você confere histórias inspiradoras de mulheres, como Amy, que expandiram seus horizontes em busca da felicidade.

 

Pé na tábua

Miriam Nascimento nunca fez questão de dirigir um carro, sempre ocupou o lugar do carona. Mas, depois que seu marido faleceu, além de ter que assumir o negócio da família, uma pousada no litoral, também teve que aprender a ser motorista.

Sozinha e com uma filha pequena, ela se viu impossibilitada de praticar suas atividades corriqueiras por não saber dirigir. “Entrei na auto-escola com 39 anos e venci o meu medo. Foi uma alegria perceber a minha capacidade de superação”, conta.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, assumir tarefas vistas como já ultrapassadas para aquela idade é sinal de coragem, pois, quando o fazemos, enfrentamos críticas e lidamos com um fator importante da maturidade: a síndrome da prevenção. “Já sabemos as consequências do que estamos fazemos e temos consciência das nossas limitações”, afirma.

Enrolando a língua 

Aos 52 anos, a empregada doméstica Maria Antonia da Silva decidiu retornar a escola para aprender uma outra língua, o inglês. Ela quis aprender o idioma quando teve acesso à internet para ajudar os filhos nas tarefas escolares e viu que muitos dos sites que consultava eram na língua inglesa.

“Era tanta informação nova, que fiquei perdida, então, decidi me matricular na escola e convivo numa boa com minhas colegas de sala, apesar da diferença de idade”, conta.

Meu novo namorado
E para quem acha que namoro é só para os jovens casais, é melhor conhecer dona Paula Martins. A aposentada ficou viúva há cinco anos e decidiu sair do luto e seguir em frente.

Hoje, aos 74 anos, namora o advogado aposentado Pedro Coelho, de 65 anos, e faz planos de casamento: “não pude me casar na igreja porque eu era muito nova, mas acho lindo casar de branco, por isso, fico namorando os vestidos na vitrine. Um dia eu ainda caso como manda o figurino”, diz Paula.

 

Primeiro passeio de bicicleta

No final desse ano, Maria Selma realizou o sonho de infância. Aos 47 anos, ela andou pela primeira vez de bicicleta. “Me senti livre, como achei que aconteceria”, explica a dona de casa, casada e mãe de três filhos. Antes do grande dia, teve treino. A filha, Flávia, de 24 anos, ajudou.

“Quando eu era criança, meus pais nunca tiveram condições de me dar uma bicicleta, por isso passei a vida inteira sonhando com esse dia”, conta Maria Selma.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, a bicicleta faz parte do universo lúdico da criança, porém, mais do que um objeto de lazer, ela é um ícone da infância.

“Esta vontade, como a de Maria Selma, de realizar um desejo que nos remete a nossa infância, representa que crescemos com a bagagem que adquirimos quando ainda somos crianças, seja ela positiva ou negativa, e de que temos capacidade de nos reciclar e nos renovar sempre”, explica.

Passei no vestibular!

Auracy Lopes Barbosa sofreu tanto com a ausência da filha, que passou no vestibular e foi morar em outra cidade que até entrou em depressão.

E foi justamente nos estudos que ela encontrou o tratamento para a doença.

Aos 52 anos, ela se matriculou em um curso de enfermagem e sonha em ir mais além: “quero me formar e fazer outros cursos. A mente da gente não envelhece”, fala Aracy.

“Envelhecer exercitando a mente é um excelente remédio para os males da terceira-idade. Uma mente ativa é sinônima de velhice saudável”, explica a psicóloga.

 

Na pista

Baile da saudade? Baile da terceira-idade?
Otília Marques é ótima pé-de-valsa, mas o negócio dela mesmo é a balada no final de semana.”Curtir a noite aos 54 anos tem um gostinho especial”, afirma ela.

Separada há 20 anos, ela conta que depois que os filhos cresceram e saíram de casa, resolveu encontrar uma forma de fazer reencontrar a alegria e começou a frequentar festas badalas de São Paulo: “adoro música e gente bonita. Essa coisa de baile da terceira idade não está com nada. Eu quero mais é diversão”, brinca ela.

A meta da balança

Não adianta. Chega uma hora que não dá para evitar a seguinte pergunta: “eu estou feliz com o meu corpo?”.  Se a resposta for “não”, deixe a preguiça de lado e corra atrás do prejuízo.

Foi exatamente o que fez Luiza Machado, de 42 anos, depois de engordar 30 quilos, em função de sua separação: “eu não queria mais sair de casa, então, um dia olhei para mim e me perguntei por que eu não mudava aquilo que estava me incomodando”, relembra.

Luiza procurou ajuda nutricional e emagreceu 20 quilos. Hoje leva vida nova e se sente orgulhosa de si mesma, quando consegue entrar no manequim 40: “é muito bom me sentir bonita de novo”, explica.

Maternidade na maturidade

Claudia e Sidnei resolveram ficar grávidos aos 40. Depois de se firmar na carreira, a jornalista, hoje com 45 anos, conta que o maior desafio foi superar os medos dos estereótipos: “eu tinha medo de parecer avó do meu filho e de não dar conta do recado em função da minha idade. Hoje ele tem 5 anos e, apesar das limitações típicas da idade, vejo que dei conta do recado e que ser mãe é muito mais do que ter pique e fazer brincadeiras engraçadas, é ter responsabilidade e descontração na medida certa e acho que estou encontrando o equilíbrio”, diz Claudia.

 

Conheça quatro dicas para afastar o estresse da sua rotina

Publicado em msn.minhavida.com.br

 

Se você tem pouco tempo e preocupações de sobra, certamente o estresse faz parte da sua vida. As opções do que fazer para impedir que isso aconteça são muitas, mas exigem reorganização de horários e, quase sempre, dinheiro: seja para uma aula de pilates, academia de ginástica ou terapia. No entanto, há meios de mandar a ansiedadeembora sem exigir muito de você. Conheça quatro atitudes simples que podem ajudar a aliviar o estresse.

 

Respire 

Não faça nada, apenas preste atenção ao ar que entra no seu corpo. “Aprendendo a controlar a respiração acabamos com todas as perturbações da mente e dos sentidos”, afirma o médico David Frowley, especialista em terapia ayurvédica, sistema de cura tradicional da Índia. Segundo Frowley, nossa energia vem, basicamente, da respiração. “Se o cérebro não recebe a quantidade certa de oxigênio, não temos a energia vital suficiente para nos desenvolver e mudar”, diz.

 

O especialista sugere separar dez minutos do seu dia para a prática. Comece prestando atenção no ritmo em que o ar entra e sai dos pulmões. Aos poucos, vá controlando este intervalo até que ele se torne bem espaçado. Tente contar até dez enquanto puxa e, depois, quando solta a respiração. Fazendo inalações mais prolongadas você fortalece todo o seu corpo e acalma a mente.

 

 

Diga o que pensa 
Claro que não é para sair por aí dizendo tudo aquilo que lhe vem à cabeça. O filtro que divide os pensamentos do que é falado é indispensável no dia a dia, mas é preciso encontrar um equilíbrio. “Quem abre mão de falar o que pensa não se deixa conhecer”, afirma a psicóloga Madalena Cabral Rehder.

Só não esqueça que a comunicação é uma via de mão dupla: falar e ouvir. “Aprender a se comunicar de forma espontânea e com criatividade favorece o crescimento pessoal e profissional”, diz a psicóloga.

Nos momentos explosivos, entretanto, o silêncio é a escolha certa. “Nesses casos, o melhor mesmo é aquietar e, posteriormente, tocar no assunto em outra ocasião”, diz a especialista.

Tenha amigos 
Um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou queamigos podem auxiliar na superação de qualquer tipo de problema. “O acolhimento que os amigos oferecem dá força para resolver as dificuldades, ainda que elas pareçam insolúveis”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos.

Outro detalhe importante da pesquisa: conviver com pessoas otimistas eleva as suas chances de dar mais risadas em até 60%. Se a atitude positiva não tem poder de diminuir os problemas, pelo menos impede que eles prejudiquem a sua saúde, agravando quadros de estresse e de doenças cardiovasculares. Mas fique atento: do mesmo jeito que o sorriso é contagiante, o mau humor também se espalha feito poeira.

 

Adote o escalda-pés 
Depois de passar muitas horas do dia com os pés sufocados dentro do sapato, um escalda-pés é tudo o que você precisa. O método relaxa, estimula a circulação sanguínea dos membros inferiores, alivia o estresse e o cansaço acumulado. Basta uma bacia com água quente e sal grosso para diminuir as tensões.

“A melhor maneira de se tirar proveito do escalda-pés é escolher um local tranquilo para que o relaxamento seja completo. Sugerimos colocar uma música bem calma para ajudar”, ensina a terapeuta Shirlei Fideles, do Otris Spa Urbano, de São Paulo.

Quem quiser incrementar a receita pode acrescentar duas gotinhas de óleos essenciais. “Adicionar elementos de fricção, como bolinhas de gude, pedras de rio ou até mesmo grãos de feijão cru promovem uma massagem suave”, acrescenta a terapeuta Érica Viviane Burmeister, do Kyron Spa, de São Paulo. Ela ainda indica os óleos de menta e eucalipto, que combatem a sensação de peso nas pernas.

 

 

Dedique-se a um hobby

Publicado no minhavida.com.br

 

Um hobby faz mais do que deixar seu dia mais divertido. Passar algumas horas numa atividade leve e que traz relaxamento contribui para o seu equilíbrio físico e também para o controle das emoções. “Um hobby praticado com regularidade, ou seja, pelo menos uma vez por semana, é um ótimo antídoto contra o estresse. A atividade funciona como um escape para as tensões e previne problemas sérios, como complicações cardiovasculares”, explica Carlos Galvão, psiquiatra da Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Mas não é só isso. A bomba-relógio conhecida por estresse, a cada dia, e associada a novos problemas de saúde. Dor de cabeça permanente, crises de enxaqueca, cansaço exagerado, gastrite e insônia são os desconfortos mais comuns na vida de um paciente que vive sob estresse, de acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos.

Reservar alguns momentos para o seu passatempo preferido também contribui para desenvolver o senso de disciplina. “Enquanto relaxa os pensamentos, você melhora o convívio social, diminui a ansiedade e ganha mais gás para manter a rotina”, afirma a psicóloga. “Chega a funcionar como um complemento à terapia“.


Relaxar ajuda a perder peso

Os efeitos positivos ainda vão além e surpreendem até os especialistas, que andam entusiasmados com uma pesquisa recente da Academia Americana de Neurologia: os cientistas descobriram que as pessoas capazes de se manterem relaxadas têm 50% menos chances de desenvolver demência em comparação às pessoas com tendência a se estressar.

E – pode segurar o queixo! – relaxar ajuda até a controlar o peso. Pesquisadores da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, acompanharam por dois anos o progresso de 225 mulheres com sobrepeso ou obesas e incentivou a prática de meditação entre elas. O grupo que seguiu as orientações teve mais sucesso e perdeu cerca de 2,5 quilos a mais do que a turma do estresse, sob a mesma dieta e a mesma intensidade de treino.

Ficou entusiasmado e não sabe por onde começar? O segredo para escolher uma atividade e não abandoná-la na semana seguinte começa descobrindo os seus verdadeiros interesses. “Muita gente faz escolhas pensando em agradar os outros e deixa de pensar em si mesmo. A alegria aparente, muitas vezes, esconde um estado de estresse e irritação”, afirma o psiquiatra de São Paulo.

 

Como me dedicar a um hobby? 

1- Pense na sua agenda: não adianta decidir surfar, se você não mora perto da praia ou não pode ir sempre para o litoral, por exemplo.

2- Respeite suas vontades: para manter o hobby, você precisa se identificar com ele. Não seja refém da escolha de outras pessoas por preguiça ou comodidade.

3- Trate o hobby como um compromisso:dividir seu tempo entre atividades pessoais e profissionais pode ser difícil no começo. Por isso, calcule quanto tempo você realmente pode se dedicar a um hobby e respeite este limite.

4- Experimente sem culpa: pode começar dançando, caminhando no parque ou fazendo uma leitura interessante. Mas mude de idéia sempre que sentir vontade, só não deixe de reservar um tempo para relaxar.