Muito celular, pouco sexo: as queixas mais comuns das terapias de casal

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento,22.11.17
Daniela Carasco
Do UOL, em São Paulo

Getty Images

Dedicada a mostrar mecanismos para contornar problemas que geram descompassos nas relações, a terapia de casal pode funcionar como um recurso valioso. “Ela se transformou quase em uma declaração de amor”, diz a psicóloga e psicanalista Anna Hirsch Burg.

O objetivo de quem a procura é um só: superar a dificuldade para continuar junto. Por isso, à medida que a resistência quanto ao acompanhamento cai, cresce a busca, garantem especialistas de modo geral.

“E, se antes, a iniciativa partia principalmente das mulheres, agora os homens têm se mostrado cada vez mais interessados nessa terapia a dois”, diz Margarete Volpi, psicoterapeuta do casal e familiar. “A autonomia feminina e nova configurações de relacionamento têm motivado os rapazes a tentarem descobrir melhor seu lugar na relação.”

Marina Vasconcellos, terapeuta de casal e família pela Unifesp, esclarece, porém, que nem sempre o atendimento é capaz de salvar uma relação. “Se já houve desrespeito, se o amor acabou, não há o que fazer”, diz. Por isso, sugere que se busque a mediação do profissional o mais cedo possível.

Aqui, elas destacam os motivos mais comuns que tem levado os casais à terapia.

Falta de sexo

Para Marina, “o sexo é um reflexo da relação”. Quando ele vai mal, é sinal de que o relacionamento também está com problemas. As razões mais comuns que acarretam uma baixa na frequência sexual são cansaço, estresse no trabalho, demanda de filhos, privação de sono e baixa autoestima. “Muitas mulheres relatam insatisfações com o corpo, que levam também a uma retração nesse sentido”, diz a especialista.

Infidelidade

Neste caso, as situações variam de acordo com a duração da relação extraconjugal, se houve envolvimento afetivo e se chegou às vias de fato. Mas uma coisa Marina garante: “Quem procura a terapia de casal por esta razão quer quer realmente salvar o relacionamento”. Segundo ela, as chances de dar certo são altíssimas, já que o acompanhamento leva à uma reflexão mais ampla do casamento. “Normalmente, a traição é acarretada por falta de diálogo entre as partes. Isso acaba fazendo o outro se sentir invisível, rejeitado, pouco amado. E aí quando aparece um terceiro elemento atencioso e disponível, as portas se abrem.”

Dificuldade de conversar

O medo da reação do outro é o que leva muitos parceiros e parceiras a engolir incômodos. Depois de um tempo, alguém sempre acaba explodindo com resposta atravessada, agressão e mecanismos de defesa problemáticos. Por isso, se abrir para o diálogo é um conselho unânime entre as especialistas. A dica nessa hora é evitar acusações e expor incômodos pessoais. Isso evita que o outro fique na defensiva. As terapeutas sugerem que as conversas comecem sempre no referencial do “eu”, como “me sinto agredida quando escuto” e “me incomoda quando não posso”

Problemas psiquiátricos

Mau humor, insônia, crises depressivas, mudança repentina de temperamento, queixas constantes. Sintomas de uma doença psicológica que ainda não foi diagnosticada, nem tratada, são capazes de minar uma relação. “Se a pessoa aceitar se tratar e se houver amor, é possível reverter a crise”, diz, Marina. “Agora, quando há uma recusa por parte de quem está doente, cabe ao outro decidir se quer ou não continuar junto.” Anna alerta ainda para quando o uso de remédios psiquiátrico se torna um estigma. “A pessoa que faz uso do medicamento acaba sendo humilhado e saindo como ‘ louco’ da relação.” Isso precisa ser trabalhado!

Liberação sexual

Experimentar novas maneiras de se relacionar é uma facilidade dos novos tempos, mas pode também causar problemas. “O casal tem que ter uma cabeça muito aberta e estar muito seguro para se abrir para uma experiência nova”, diz Marina. É necessário que exista um consenso absoluto de ambas as partes na hora de tomar decisões como essa. “Se um não quiser, tem que haver respeito e abrir mão da vontade pelo outro. Caso contrário, pode ser violento.”

Uso excessivo do celular

Entre os problemas mais atuais, sai na frente o uso sem limites do celular dentro de casa. “Isso acontece tanto com o casal que passa muito tempo fechado no seu mundo virtual, quanto com quem leva trabalho pra casa e fica cego quanto ao parceiro ou parceira”, conta Anna. “Essa bolha individual leva ao distanciamento, além de crises de ciúme e paranoia.”

A recusa pela maternidade

Anna ressalta ainda a falta de desejo em se tornar mãe como uma das queixas comuns aos relacionamentos modernos. A crise acontece quando o marido faz questão de ter filhos. Neste caso, o terapeuta de casal faz um ótimo trabalho de casal faz um ótimo trabalho de moderador para entender todas as partes e ajuda-las a chegar em um consenso positivo.

Pesquisa diz que homens pensam mais em companheirismo do que beleza feminina

Publicado em IBahia, Comportamento,18.11.17
Agência Globo

Segundo a pesquisa feita pelo “ParPerfeito”, 73% dos homens estão à procura de uma mulher companheira e apenas 5% assumem que escolhem a parceira pela beleza

No próximo domingo, 19, comemora-se o Dia Internacional do Homem. Para celebrar essa data, um site de encontros amorosos ouviu mais de mil solteiros em todo o Brasil para saber o que eles pensam sobre relacionamento e sexo. Segundo a pesquisa feita pelo “ParPerfeito”, 73% dos homens estão à procura de uma mulher companheira e apenas 5% assumem que escolhem a parceira pela beleza.

 Mas, para muitas pessoas, esses resultados não condizem com a realidade. Geise Kelly, de 18 anos, mora em Salvador, na Bahia, e está no Rio curtindo férias com as amigas. Para a estudante, um outro dado deveria ser acrescentado a essa pesquisa: 100% dos homens são mentirosos, capazes de fingir para conquistar uma mulher ou para passarem uma imagem de “bom moço”.
 — É mentira, tudo mentira. Não conheço nenhum homem que seja assim, que valorize tanto o companheirismo da parceira. Na realidade, os homens sempre escolhem pela beleza, pelo corpo. Em qualquer lugar é assim, os homens são todos iguais — afirma.

Ainda de acordo com a pesquisa, 53% só passam a noite na casa da pretendente se estão em um relacionamento sério e muito apaixonados. As amigas Bel, Laila, Jéssica, Rose, Shirley, Fernanda e Natália trabalham juntas e querem saber onde estão esses homens entrevistados. Segundo elas, eles nunca passaram pelo Centro do Rio.

— Homem é tudo safado! Alguns podem até buscar companheirismo, mas não é a maioria como a pesquisa mostra. Quase todos os homens só querem levar a mulher pro motel. Se você encontrar um desses por aí, me apresenta que eu indico para as amigas — comenta Bel.

 E nem os homens estão de acordo com os resultados. Felipe Peixoto, de 31 anos, conta que, se ele e seus amigos tivessem sido ouvidos para a pesquisa, os resultados poderiam ser bem diferentes.
 — Muitos até procuram um relacionamento sério e aí priorizam o companheirismo, mas grande parte busca uma aventura. Só 5% escolhem pela beleza? É muito pouco. Acho que nada disso é verdade… os homens que conheço estão no oposto disso aí.

O casal Duelen Furtado, de 31 anos, e Isaque Abraão, também de 31, estão juntos há três anos e contam que vários amigos solteiros afirmam buscar um corpo ideal em um primeiro contato. Para ela, os homens mentem muito, o que já é “normal”.

 — Conta mais o dinheiro para pagar ou não o motel do que o interesse em um relacionamento sério. A galera hoje está economizando bastante, prefere a praticidade — opina Duelen.
 Apesar da grande maioria das pessoas discordarem dos resultados, há aqueles que defendem a posição dos homens e concordam quando o assunto é a preferência por uma mulher companheira. Emanuel Vieira, de 20 anos, lembra que a grande vontade dos homens é encontrar a mulher ideal, que divida as alegrias e as tristezas de um relacionamento a dois. Segundo ele, ao contrário do companheirismo, a beleza pode ser encontrada em todas as mulheres.

— Sinceramente, o companheirismo vem em primeiro lugar. Beleza se acha em qualquer lugar. Uma mulher que está lado a lado com o homem é melhor e difícil de ser encontrada. Vejo que as pessoas da minha idade estão nessa mesma sintonia, de querer uma pessoa bacana como parceira de vida.

 Para especialista, resultados são surpreendentes
 A psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia de casal e familiar pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que os resultados da pesquisa mostram uma realidade bastante diferente da que ela encontra no seu consultório.

— É mais comum a beleza ser o fator de atração no início, em ambos os sexos. Só depois é que descobrimos as outras qualidades e decidimos se aquele relacionamento deve ser levado adiante. Mas também acontece de alguém se mostrar uma pessoa bem interessante, mesmo os atributos físicos não sendo tão atraentes — explica Marina.

 Segundo os resultados apresentados, quando o assunto é sexo, 72% dos homens gostam de conversar com as parceiras e veem isso como algo fundamental na relação. Mais uma vez, a psicóloga surpreende-se com o resultado, já que os casais geralmente têm uma grande dificuldade em conversar sobre sexo.
 — Quando trago o assunto durante as sessões de terapia, é um verdadeiro tabu. Sexo continua sendo um tema delicado. Eles ficam sem graça e não sabem como abordá-lo.
 Ainda em relação ao sexo, ela afirma que essa é uma parte importante, mas que há outros fatores relevantes, o que vai ao encontro dos números da pesquisa. Metade dos entrevistados consideram o amor e a confiança mais importantes num relacionamento, enquanto 21% definem o sexo como algo determinante para a relação a dois.

— Dentro de um casamento ou até de um namoro mais longo, é normal o sexo não ser tão essencial para os dois e nem ocorrer com tanta frequência. Mas isso depende muito de casal para casal. A importância dada ao sexo deve ser sempre de comum acordo.

Os 5 maiores desafios enfrentados por casais para ficarem juntos

Publicado na Revista Claudia, 28.04.17
Por Liliane Prata

O amor não basta – é preciso disposição mútua. Conheça os cinco maiores desafios enfrentados pelos casais para permanecerem juntos (e felizes)

De cada quatro casamentos, um terminará em divórcio – em média, 15 anos depois do “sim”, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2015. Parece cada vez mais desafiador manter o vínculo a longo prazo nestes tempos líquidos, e os motivos não são poucos: vão da praticidade para se divorciar (principalmente desde a lei de 2010, que encurtou o processo) à liberdade sexual e ao imediatismo que caracterizam nossos dias.

Por outro lado, o sonho de encontrar um parceiro para a vida toda permanece vivo para a maioria. O número de divórcios é alto, mas o de casamentos e recasamentos continua muito maior. Crises fazem parte de qualquer relacionamento e, quando superadas, fortalecem a dupla. Antes de encarar a famosa DR, avalie se vocês não caíram em alguma das principais armadilhas dos casamentos modernos. E, então, respire fundo, esqueça os ressentimentos e leve para a discussão propostas construtivas.

ATIVIDADES DEMAIS

As expectativas em relação ao casamento estão mais altas do que nunca. Todos esperam por amor, sexo, amizade, a estabilidade que nossas avós tinham e um cotidiano estimulante.

Ao mesmo tempo, os cônjuges não se dedicam tanto à vida a dois, pois falta tempo: ambos trabalham muito, dividem as tarefas domésticas, estão mais conscientes da importância de acompanhar os filhos de perto.

Pronto: cadê a relação que estava aqui? Para piorar, a rotina dos cônjuges pode ser semelhante, mas não raro a mulher assume mais responsabilidades.

“Ainda que os dois se dediquem igualmente ao trabalho, muitos homens ainda consideram o próprio ofício mais importante do que o da parceira e resistem a dividir as tarefas domésticas”, pontua Mônica Genofre, terapeuta de casais, de São Paulo. A saída, claro, passa pelo diálogo de qualidade – vocês estão no mesmo time, certo? “Tocar projetos a dois, além dos individuais, também é fundamental para que o casal permaneça conectado”, sugere.

NADA DE PAPO

Se a falta de tempo (do item anterior) se junta à pouca disposição para conversar e ao hábito de viver com o celular na mão… Bomba! “Dos casais que atendo, 90% se queixam de não ter assunto e de que, quando têm, brigam”, diz Marina Vasconcellos, terapeuta de casais, de São Paulo.

É o caso de Juliana, 45 anos, designer de joias paulistana. Ela se ressente das vezes em que ela e o marido, com quem está há dez anos e tem um filho, ficam cada um com o seu celular na cama. “Quando um quer conversar, o outro está no WhatsApp”, diz ela, que nos últimos tempos tem feito programas sozinha (como viajar) e sente que isso enriquece a vida a dois.

“Temos mais assunto, mais vontade de trocar.” Para o sexólogo e terapeuta carioca Amaury Mendes Júnior, essa é a dobradinha ideal. “Cultivar a individualidade faz com que os parceiros se mantenham interessantes aos olhos do outro. O que não exclui, evidentemente, manter programas a dois, além de momentos de olho no olho, sem telas.”

REDES SOCIAIS

Com amigos que o cônjuge não conhece e grupos de que ele não faz parte, a internet é uma oferta permanente de possibilidades.

Se o isolamento no “próprio mundinho” é um risco quando a relação vai bem, em momentos de crise, então… “A insatisfação é a porta de entrada para conversas com a ex, curtidas com segundas intenções nas fotos do colega de trabalho… ”, diz o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo.

“O melhor é evitar procurar ‘sarna para se coçar’ online. É como tomar tequila para afogar os problemas”, compara. Quanto ao tempo passado na rede, a saída é que ambos estabeleçam limites. “Que tal deixarem o aparelho desligado à noite?”, aconselha Vasconcellos.

DISPUTA DE PODER

A mulher sobe na carreira e o parceiro se sente rebaixado. Ou: mais poderosa que o marido, ela perde a admiração por ele. “Os papéis se modernizaram, mas, no inconsciente, as exigências são antigas”, observa Mendes Júnior.

Depois que o marido ficou desempregado, a webdesigner mineira Isabela, 36 anos, casada há 14, precisou rever seus conceitos. “Ele passou a cozinhar e cuidar da casa e não se sentia menos homem. Mas aquilo me incomodava”, admite. Com o tempo, aceitou.

“Quando ele ficou bem na carreira, tirei um ano sabático, graças a seu apoio. Entendi que o importante é estar do lado do outro, sem nos enquadrar em padrões culturais preestabelecidos.”

OBJETIVOS DIFERENTES

Ela adora sair; ele prefere ficar em casa. Ele quer filhos; ela, não. Ela quer um relacionamento aberto; ele, a monogamia. Esse descompasso sempre existiu. Mas, agora, sem o engessamento de modelos socialmente estabelecidos.

Para o psicólogo carioca Sergio Garbati, é preciso coragem para assumir o desejo – o que implica agir de modo condizente. “Há quem diga que sofre por estar solteiro, mas, na prática, vive um projeto individualista”, afirma.

“É necessário se conhecer e repensar se as ações estão coerentes com os objetivos. Se o cônjuge concluiu que manter aquela união é importante, como não arranja tempo para conversar meia hora por dia?”, provoca.

10 crises que todos os casais passam – e como superá-las

Publicado em noticiasaominuto/lifestyle, 12.09.16

Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise, mas existem maneiras de superá-las

Mas é bom saber que todos os casais passam pelas mesmas situações e que não, aquele relacionamento perfeito, de novela, não existe. Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise.

Veja as 10 principais reclamações dos casais ao UOL, e como superar as principais crises a dois.

1. Rotina

Toda relação tende a cair na rotina, mas é possível encontrar meios de contorná-la: basta que, para isso, o casal tenha força de vontade. Para a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa, autora de “A Metade da Laranja – Discutindo Amor, Sexo e Relacionamento” (editora Master Books), uma boa ideia para superar a monotonia é realizar um projeto em comum, como um curso.

2. Paixão esfriou

O fogo da paixão é muito comum no começo, mas tende a esfriar com o passar do tempo. Para a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é importante propor atividades para sair da rotina, como por em prática algumas fantasias sexuais.

3. Planos diferentes

Objetivos diferentes são uma das principais causas para o fim dos relacionamentos e, para contornar o problema, é preciso que tenha muita comunicação. O casal deve ajustar e conversar sobre o assunto a fim de chegar em um denominador comum, que satisfaça a ambos.

4. Falta de dinheiro

Problemas financeiros podem fazer com que a relação do casal vá por água abaixo. Por isso, é sempre bom prestar atenção no orçamento e estabelecer metas claras, assim como se unirem para, juntos, superarem a situação.

5. Adaptação complicada

Os casais que começam a morar juntos apenas após a união podem encontrar um grande entrave ao casamento: a dificuldade de adapção. “É preciso negociar os limites de cada um e estabelecer tarefas para os dois”, diz Ana. A comunicação é essencial nessa época, para que os dois possam se ajustar.

6. Ciúmes

Os ciúmes podem ser sadios, mas em excesso podem causar muitas brigas e desentendimentos. É preciso estar atento para perceber se isso não é apenas uma fase de insegurança ou carência. Caso o ciúme passe dos limites, a ajuda de um terapeuta pode ser necessária.

7. Mudanças profissionais

Um novo trabalho pode ser motivo de estrresse não só para a pessoa que muda, mas também para o casal. Impacto na rotina, no orçamento e até mesmo no estresse pode fazer com que surja uma crise na vida a dois. “É muito importante não mentir sobre as reais atividades que se desenvolverá, o tempo que será dedicado ao novo trabalho e o que o parceiro deve desenvolver ou abrir mão para viver esse momento”, diz Ana.

8. Traição

Apesar de ser uma crise séria, a psicóloga e terapeuta sexual Margareth dos Reis, doutora em ciências pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), afirma que a traição não é um atestado de fim de um relacionamento e pode ser superada. “Pode ser um momento para rever a relação como um todo e descobrir o que aconteceu para chegar a esse ponto”, diz.

9. Filhos

A chegada de um filho provoca mudanças profundas na vida a dois, tanto a nível de estresse quanto pessoal e principalmente sexual. É importante que, aos poucos, o casal volte a fazer programas a dois, diz Ana.

10. Síndrome do ninho vazio

Quando os filhos crescem e saem de casa, o casal pode sofrer um baque. Segundo Margareth, isso acontece quando a relação foi deixada de lado e o casal já não encontra mais outros interesses em comum além da vida dos filhos. Nesse momento, é importanque o casal se una com projetos em comum, como cursos, viagens e até mesmo a prática de esporte, aponta Ana. Terapia de casal também pode ser uma alternativa, diz Marina.

Como não deixar os preparativos do casamento virarem motivo de brigas

Publicado em Mullher/Comportamento (uol) , 13.13.16

Temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

Leandro Pivetta e a mulher, Fabiana Segura, no dia do casamento deles

Leandro Pivetta, 34, e Fabiana Segura, 33, estavam juntos há oito anos, morando na mesma casa com as duas filhas, quando decidiram oficializar a união, em janeiro de 2012. O que eles não imaginavam é que a decisão quase estragou a relação deles.

Durante os preparativos, foram muitas desavenças e, por causa de um problema exatamente no dia da cerimônia, a noiva pensou em desistir e tudo. “Queria casar em um salão, ela em um sítio. Queria música ao vivo, ela, DJ. Cada um queria de um jeito, ou seja, discutimos bastante durante os preparativos. Mas o que me deixou mais bravo foi ela ter reservado um sítio sem eu saber. Fui lá e desfiz a reserva”, conta Leandro, que é publicitário em São Paulo.

O pior, entretanto, ainda estava por vir. No dia do casamento, eles descobriram que a pessoa contratada para fazer as fotos e o vídeo não iria mais. “Fiquei muito brava por ele ter perdido o controle da situação e pensei em desistir de tudo. Não só da cerimônia, mas de tudo mesmo. O problema não eram as fotos, pois quem iria dar de presente seria um padrinho, mas o fato como ele lidou com o episódio, ficando nervoso e quebrando o computador”, diz a executiva de contas Fabiana. Após todo o estresse, o noivo conseguiu uma outra fotógrafa para fazer as imagens do grande dia.

Para não deixar que a situação chegue a esse ponto, é preciso tomar alguns cuidados durante os preparativos. A seguir, o UOL lista os temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

1 – Gastos em comum acordo

O primeiro ponto para evitar conflitos é conversar sobre quanto querem e podem gastar com o casamento. “O casal deve definir o tipo de cerimônia (na igreja com festa, em um salão, de dia ou de noite…). Decidido isso, devem partir para os orçamentos para, então, voltarem a conversar e decidirem o que manterão e o que terão de cortar. Não gastar mais do que se pode evita que entrem em uma vida em comum já cheios de dívidas. O casal deve decidir quem vai pagar o que, se vão dividir os valores meio a meio, se os pais vão pagar ou ajudá-los nessa empreitada. Tudo isso no papel. É muito melhor que tudo fique combinadíssimo, pois evita problemas posteriores e cobranças desagradáveis”, afirma Carmen Cerqueira César, psicoterapeuta da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

2 – Questão de gosto

Os noivos também devem chegar a um acordo com relação aos gostos individuais de cada um. É preciso respeitar, e eventualmente abrir mão, e ser flexível para evitar brigas. “Cada um deve explicitar o que deseja. Depois, deve-se negociar, tentar um meio termo”, fala a psicoterapeuta Carmen.

3 – Como lidar com as famílias

Outro ponto que pode atrapalhar o relacionamento do casal durante os preparativos para a cerimônia é a intromissão dos pais. Segundo a wedding planner Bebeta Schiavini, a melhor atitude é deixar que eles opinem, mas deixando claro que a decisão final é dos noivos. “Sugiro sempre para meus clientes deixarem os sogros opinarem em pequenos detalhes, como sabor de doces e bolo e cor do papel dos bem-casados, detalhes que não impactam no conjunto do evento e fazem com que se sintam valorizadas. Também sugiro que eles sejam flexíveis no que não é prioridade”, diz. “Cabe ao filho impor limites para os pais, para não deixar a tarefa ingrata para o par. Limite é bom e extremamente necessário para que a convivência futura seja prazerosa. O casal tem de preservar seu espaço desde o início”, fala a psicoterapeuta Carmen.

4 – Bloco do eu sozinho

Algumas pessoas podem adorar poder decidir sozinhas todos os detalhes da cerimônia, sem interferências. Mas a “carta branca” pode soar como falta de interesse do outro, naquele que é um momento importante para o casal. Por isso, se o ideal para você é decidir em conjunto, deixe clara sua expectativa em uma conversa. “Se foi combinado que cada um teria certas tarefas e essas não estão sendo cumpridas, é hora de sentar para uma renegociação. Afinal, casamento é uma eterna negociação de necessidades e desejos”, declara Marina Vasconcellos, terapeuta de casais e famílias pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Divida tarefas e some prazer

Publicado em VivaMais (uol), 22.12.16.

Ciência atesta: casal que compartilha as obrigações domésticas de igual para igual é mais feliz no sexo

Marília Medrado

Dividir o dia a dia doméstico com o parceiro faz um bem danado para a vida sexual. Segundo recente estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, homens que contribuem de forma justa com os cuidados da casa se sentem mais satisfeitos com a quantidade e qualidade de transas. Está a fim de fazer disso uma realidade na sua casa também? Então, vamos lá!

NA PRÁTICA

Se está saturada de fazer tudo no seu lar, a solução passa por uma conversa franca. Fale com o gato quando estiverem com tempo para iniciar e terminar o papo. “Comece dizendo que se sente cansada e sobrecarregada e que está precisando da ajuda dele”, orienta a terapeuta de casais Marina Vasconcellos. Argumente com calma, sem acusações ou xingamentos, certo?!

Na hora de negociar os afazeres que cada um ficará responsável, leve em conta as aptidões. Ele adora cozinhar e você não se importa em lavar as louças? Bingo! Além disso, vocês devem considerar a carga horária no trabalho. “Nada impede que quem trabalha menos horas se responsabilize por mais atividades na casa.” Se for necessário, fixe uma lista com as tarefas de cada um na geladeira.

SEJA FLEXÍVEL

Às vezes, um de vocês pode ter um dia daqueles… E limpar a casa é a última coisa que se quer. Ter compreensão neste momento mostra sensibilidade e companheirismo pelo sentimento do outro.

Se a divisão de tarefas começar a desandar, volte a conversar com o parceiro. Vejam por que o acordo não está funcionando e combinem como reverter a situação.

REFORÇO POSITIVO

Todo mundo gosta de receber um elogio. Portanto, dizer que a comida dele ficou muito gostosa ou que o banheiro está cheiroso, por exemplo, ajuda o trato a vingar!

O QUE DIZEM OS ESTUDOS

Pesquisa feita pela Universidade Estadual da Georgia (EUA) também mostrou que casais que dividem de maneira equilibrada afazeres domésticos e o cuidado dos filhos têm uma vida sexual melhor. É fácil de entender a explicação: “Hoje, a mulher trabalha fora até mais horas do que o homem. Chegar e ainda precisa cuidar da casa a faz se sentir sobrecarregada e irritada“, diz Marina. Aí não há tesão que resista! Quando o companheiro divide tarefas, mostra parceria. A admiração e o carinho pelo gato crescem e, bom, o fim dessa história você já sabe qual é…

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Publicado em  DisneyBabble (uol), 22.01.16.

Se você precisa ter uma famosa DR com seu parceiro, vá em frente. Mas antes, dê uma olhadinha nessas dicas para que tudo termine bem

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Nem só de flores vive uma relação a dois, e disso todo mundo sabe. Discutir o relacionamento – ou, simplesmente, ter uma DR – é um dos recursos eficientes para “aparar as arestas” e entender o lado do outro. O grande problema é que basta um deslize e a conversa se transformará numa tumultuada discussão.

Os psicólogos Marina Vasconcellos e Alexandre Bez concordam que esse diálogo deve acontecer sempre que algo estiver incomodando o casal. “Guardar insatisfações sem comunicar ao parceiro é receita certa para minar a relação com o tempo”, diz Marina.

Mas para que a conversa seja produtiva e não acabe em impasse, fique longe das seguintes atitudes:

1. Impostação de voz e timbre alterado
Não grite ou eleve a voz, nem use palavras ríspidas, por mais que esteja nervosa. Respire, pense um pouco antes de falar, mantenha o tom cordial e, caso o parceiro aumente o tom, peça que abaixe, falando baixo sempre. “Xingamentos ou palavreado chulo não farão bem; isso agride o outro e dá permissão para que ele faça o mesmo. Uma postura gentil costuma ser recebida com mais abertura, deixando o clima mais ameno e receptivo”, explica a psicóloga.

2. Postura corporal elevada, olhar de superioridade e arrogância
Mantenha a calma e escute para que a discussão seja resolvida. Ouça o que o outro tem a dizer, não o interrompendo a todo o momento. É preciso que ambos falem e sintam-se ouvidos e, sobretudo, compreendidos.

3. Usar palavras pela metade
“Seja exata, pois nenhum homem gosta de adivinhar o que a mulher quer ou está pensando”, afirma o psicólogo.

4. Lembrar os erros passados
Não cobre mais uma vez ou “jogue na cara” desacertos cometidos anteriormente. Resolva o presente e atenha-se ao foco, lidando com uma questão de cada vez. É comum uma conversa por algo pontual transformar-se numa grande briga por fatos acumulados há anos.

5. Iniciar a conversa em local público
Nunca envolva terceiros ou filhos na DR. Além disso, ao discutir em lugar público, o casal estará exposto a olhares e comentários alheios. Também é importante atentar ao tempo disponível para a conversa, para que ela termine e não tenha desdobramentos depois.

6. Fazer acusações
Quem inicia o diálogo deve sempre se posicionar na primeira pessoa, e não atacar o outro com acusações ou críticas. Uma dica de Marina é falar, por exemplo: “Estou bem incomodada com o modo como você vem me tratando, sinto-me desrespeitada quando você não leva em conta minhas necessidades…” – e por aí vai. Isso é bem diferente de: “Você é um tremendo egoísta, só pensa em você, nem me olha…”. As acusações são sentidas como agressões e só acarretam uma reação defensiva do outro, prejudicando qualquer tentativa de acordo. “O grande segredo está em mostrar ao outro como você está se sentindo em decorrência de algo que ele esteja fazendo, para que ele perceba como seu comportamento ou suas atitudes atingem você”, acrescenta.

7. Dar lições de moral
Isso precisa ser abolido, pois gera muita ofensa e humilhação (de ambas as partes). Também não devem ser explorados os defeitos e as dificuldades do parceiro ou parceira no calor da discussão. “A simplicidade no trato relacional, a humildade em reconhecer os erros, a paciência e a escuta apurada são ações corretas a serem tomadas”, destaca Bez.

8. Tocar em assuntos delicados no trânsito
Nunca comece um diálogo sobre o relacionamento no carro, indo para algum programa a dois ou a uma festa, por exemplo, porque o clima pode esquentar e estragar a programação que poderia ser divertida. Também evite abordar o parceiro assim que ele chegar em casa, após um dia exaustivo de trabalho. É preciso estar minimamente disponível e com energia para encarar uma conversa delicada e importante.

Se o casal tiver o costume de comunicar o que o incomoda logo que a situação acontece, a probabilidade de surgirem grandes DRs é bem menor, já que não serão acumuladas insatisfações e mágoas.

“O ideal é estarem abertos às necessidades um do outro a qualquer momento e manterem diálogos constantes, sem o peso de uma DR – porque, ao se tornarem frequentes, acabam surtindo o efeito contrário, e desgastam a relação”, alerta Marina.

Durante a conversa, é essencial respeitar o espaço do outro e não romper esse limite. “A pessoa que pediu a conversa tem a palavra, portanto, deixe-a esgotar o assunto. Escute e fale em sua defesa ou explique seus motivos com calma e cautela”, orienta Bez.

Um ponto muito importante numa relação é não começar a conversa se o casal ou um dos parceiros estiver alterado. A habilidade da paciência é profundamente requisitada nesses “encontros obrigatórios”.

(Foto: Getty Images)

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Uma nova proposta de relação

Publicado no Minha Saúde Online, 01/10/2015

Cada vez mais me convenço e sou testemunha de que a melhor solução para muitas relações darem certo é que os parceiros morem em casas separadas. Isso quando falamos de recasamentos onde ambos possuem filhos de relações anteriores.

Uma coisa é você se casar e construir uma família junto com o cônjuge, criando os filhos em comum, seguindo padrões combinados entre eles, revendo posturas à medida que os problemas vão acontecendo, alimentando um vínculo afetivo que cresce ali com todos, incluindo também a família de origem (pais, avós, tios, primos). Outra, bem diferente, é querer de repente que filhos que nunca conviveram entre si passem a se tratar como “irmãos postiços”, morando na mesma casa, tendo muitas vezes que abrir mão de confortos adquiridos para que caibam todos num espaço antes adequado para menos pessoas, sendo “forçados” a conviver entre si, quando não necessariamente possuem gostos ou interesses parecidos.

A questão do espaço físico não seria o mais difícil, caso os novos irmãos se dessem muito bem e levassem isso numa boa. Há casos onde fica até mais animada a casa, a nova companhia é valorizada e bem vinda para aqueles que sentiam-se sozinhos, ou que não se dão tão bem com os próprios irmãos. Mas nem sempre é fácil.

 

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Quando casamos esperamos que seja para a vida toda, acreditando que formaremos uma família e cuidaremos para que os filhos tenham a melhor educação, num ambiente harmônico e afetivo.

Porém, ao nos separarmos esse sonho cai por terra, e temos que nos readaptar à nova realidade.

Após um possível “baque” inicial, o divorciado conquista uma liberdade antes não experimentada. Quando não está com os filhos passa a fazer coisas que há tempos não se dava o direito de fazer, como sair com amigos, ir ao cinema sozinho ou com um amigo (e poder escolher o filme sem se preocupar se o outro vai gostar ou não), viajar sozinho e conhecer pessoas diferentes, ou mesmo ficar no sossego de sua casa lendo um bom livro, assistindo TV ou o que for. Encontrar um tempo para si é algo novo para grande parte das pessoas que se separam.

Já comentei antes, mas repito aqui: por que os casais deixam de fazer tantas coisas que gostam em função do outro, por “achar” que ele não irá gostar? Ou que ficará sobrecarregado caso você se ausente por um período, sem mesmo conversar a respeito? Com o tempo as insatisfações vão se acumulando, as vontades não expressas viram frustrações enormes, a alegria do convívio é apagada ou transforma-se num peso, e o casamento entra em declínio… Se cada um se permitisse realizar mais as próprias vontades, respeitando as diferenças e preferências do cônjuge, certamente seria um casal mais feliz, que não entraria na rotina “morna” do relacionamento tão rapidamente, pois ambos alimentariam suas necessidades e desejos individualmente, além de investirem também em atividades conjuntas. Diria que aí está a arte de se relacionar com maturidade!

Bem, mas voltando à separação. Com o tempo cada um dos cônjuges conhecerá outro parceiro, que frequentemente virá com um “pacotinho” junto: filhos de outro casamento.

Nem sempre é fácil conviver com os enteados, já que estes foram educados por outras pessoas, possuem valores que podem conflitar com os seus, apresentam comportamentos que você questiona, ou problemas com os quais você lidaria de maneira totalmente adversa àquela que seu(sua) parceiro(a) adota. Enfim, uma coisa é lidar com seus próprios filhos, outra é lidar com os filhos do(a) outro(a), tendo que respeitar a educação e conduta adotados por ele(a) e pela mãe(pai), seus responsáveis diretos. E pode acontecer de não haver empatia entre vocês.

É preciso conversar abertamente sobre como conduzir essa relação, já que agora você faz parte da família. Até que ponto a madrasta ou padrasto podem – ou devem – intervir na educação dos enteados? Novas regras devem ser negociadas para garantir um ambiente pacífico, harmônico, onde o novo casal seja respeitado, assim como os filhos de ambos os lados.

Pensando na complexidade dessa união e suas consequências nada fáceis de lidar, constato o quanto um novo tipo de relacionamento onde o casal mora em casas separadas tem trazido efeito benéfico para as famílias, garantindo a privacidade das relações como um todo.

São os “namoridos”, novo nome dado aos casais que são namorados, mas relacionam-se como casados, ou seja, assumem um compromisso entre si e os filhos, embora decidam continuar a viver em casas separadas. Todos são preservados e saem ganhando: nenhum filho precisa abrir mão de seu conforto já adquirido, a casa continua a mesma, não é preciso uma reestruturação geral para que os filhos convivam entre si e com os novos parceiros (e vice versa); quando cada um está no final de semana com os próprios filhos, pode garantir a convivência integral com eles, sem a “concorrência” de outros por perto (nada que impeça de saírem todos juntos também, caso seja uma convivência gostosa).

Quando ambos estão sem os filhos, que se encontram com os outros pais, têm a oportunidade de namorar e curtir a privacidade de um casal “sem filhos”, alimentando esse vínculo de homem e mulher que costuma ser tão esquecido enquanto estamos casados. E por fim, o tempo consigo próprio conquistado após a separação é preservado, já que não estará todas as noites com alguém ao seu lado.

Muitos conflitos são evitados dessa maneira, já que o convívio fica mais leve entre todos. Não estou aqui afirmando que isso seja uma regra, ou que todos os recasamentos para darem certo devem seguir esse modelo. Apenas alerto para que, caso você perceba que sua nova união está lhe trazendo mais conflitos e preocupações em decorrência desses fatos relatados, ao invés de alegrias e prazer, e que seu relacionamento amoroso está sendo afetado por questões que envolvem essa complexa teia de relacionamentos entre os membros de uma nova família, pense se não seria mais saudável parar de “forçar a barra” e manter uma “distância segura” entre todos.

Uma boa saída é morarem em locais próximos, de fácil acesso, para facilitar as visitas e o convívio do casal que, afinal, quer estar próximo e matar a saudade durante a semana. Se não deu certo um primeiro casamento, ou talvez um segundo, ainda podemos acreditar que o amor está aí para ser vivido em toda a sua intensidade. Ao longo da vida adquirimos maturidade e experiências que nos instrumentalizam para vivê-lo de forma mais saudável, leve e verdadeira.

Então descomplique. Preserve sua individualidade dentro da relação, alimente o vínculo amoroso entre o casal, respeite o tempo de convívio necessário de seu cônjuge com os filhos dele, e construa uma relação leve e gostosa entre os “irmãos postiços”. Se todos forem respeitados em suas necessidades a chance desse novo relacionamento ser “para sempre” é muito grande!

O que leva traídas a agredir as amantes dos maridos

 Para os especialistas, as esposas acreditam que a amante desviou o amado e merecem vingança

—  Eu destruí totalmente. Ela ficou com uma costela quebrada, o rim furado e até o aparelho da boca ela engoliu. Ainda fiz ela comer areia com cocô de gato.

O depoimento de uma mulher traída, que espancou e humilhou a amante do marido, fazendo a moça comer até fezes, chamou a atenção do público esta semana. O caso está longe de ser isolado.

Ficou famoso também o vídeo em que uma mulher bate na amante do marido em um triângulo amoroso que viralizou nas redes sociais. Recentemente, uma jovem foi agredida e obrigada a andar nua, depois de ser descoberta como sendo amante de um cara casado.

O que leva essas mulheres a voltar sua ira para a outra, em vez de focar no marido traidor? De acordo com os especialistas, isso depende muito das crenças que aquela mulher tem sobre fidelidade, culpa, amor, sobre ela, sobre o parceiro, sobre as outras mulheres.

Segundo Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), há, nesses casos extremos, um claro desequilíbrio emocional e um imenso desejo de vingança.

— A traição corrói por dentro e essas pessoas ficam com muita raiva. Mas isso é coisa de gente que está desequilibrada, não está no seu estado normal.

Para Marina, há um forte componente simbólico em agredir a amante. É a velha história do “o que ela tem que eu não tenho”, muitas vezes insuportável para quem é traído. A esposa acaba se torturando por pensamentos como este, e há uma sensação de raiva pela amante representar tudo aquilo que a mulher gostaria de ter e ser. É muito comum a esposa ter mais raiva da amante do que do marido.

— Ela roubou o marido dela, a felicidade dela, a esposa joga tudo na mulher, toda sua frustração. E vai querer vingança. Não vai deixar barato, vai querer sujar o nome da amante, mas muitas vezes suja o próprio. A outra sai como coitada, as pessoas acabam ficando com pena da que foi humilhada e agredida.

Sem falar que existem situações em que amante também foi enganada. De acordo com Marina, é muito raro os homens que conseguem sair de um casamento se não tiverem algum relacionamento engatilhado. E muitos se vendem como o cara que está se separando como arma de conquista.

traição

— Os homens são mais acomodados nos casamentos e às vezes preferem seduzir uma outra mulher a se separar. Ela tem escolha, de entrar ou não na história, mas muitas caem numa promessa de relacionamento. Não necessariamente ela “roubou o marido” de alguém.

Segundo Kelen de Bernardi Pizol, terapeuta e orientadora de casais, a idealização do parceiro também ajuda a explicar esse comportamento feminino de se voltar contra as amantes. Quando se ama alguém, por mais que esteja na cara, pode ser difícil aceitar que algum malefício possa vir daquela pessoa.

— Há uma idealização. A pessoa acredita que o ser amado é incapaz de fazer algum mal a ela ou à relação. Então, no caso da traição, como há a amante envolvida, é nela que a culpa vai recair. É a crença de que foi a amante que desviou o ser amado do caminho, e a agressividade se direciona à essa pessoa.

Também existe um viés cultural. Para Kelen, nossa cultura infantiliza o homem e vilaniza a mulher na questão da sexualidade.

— O  homem é visto como alguém que foi seduzido por uma mulher ardilosa. Ao mesmo tempo, é uma cultura machista, que o isenta de dar escapadas porque isso “é coisa de homem”. Veja que há dois valores diferentes e até opostos aí: em um deles a mulher amante é supersexual e não tem brios em avançar sobre um homem indefeso que já tem uma parceira; em outra o homem tem uma supersexualidade que não pode ser abafada e deve ser aceita como parte da sua natureza.

O psiquiatra Luiz Cuschnir pontua que, nesses casos, a tentativa de proteger o marido aparece pela relação amorosa que existe entre eles. Ele é protegido da agressividade que surge por parte da esposa, por isso a necessidade de se aliviar a raiva é dirigida à amante.

— Preservar o vínculo que existe nesses casos pode estar evidenciando que há muito o que preservar entre eles, que o relacionamento não se restringe somente àquela traição, há muita coisa que vale a pena. Pode também haver a ideia de que haverá a possibilidade de retomar com o marido uma relação melhor. Mas isso não significa que não será cobrado a posteriori. Pode ficar guardado para depois apresentar a conta que ele vai ter que pagar.

Especialista em sexualidade, o terapeuta Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, afirma que se voltar contra a outra é, de fato, uma forma de mostrar que o compromisso com o marido continua, inclusive ao enfrentar a amante.

— A tentativa sempre parece ser de manter o relacionamento. Atacar o marido é afirmar a perda. Então a busca da amante e atacá-la representa a “defesa” do casal, uma busca de manter o relacionamento. Não é um comportamento realmente lógico e racional. Apenas uma busca irracional de remendar algo aos olhos sociais e ainda ganhar um bônus de dívida que o marido terá e que poderá e será exigida em momentos que esta mulher considere propício.

Nem todas mulheres, porém, agirão assim, impulsivamente, de modo irracional. Algumas encontrarão outras maneiras de administrar a frustração.

Algumas buscarão brigar para manter o relacionamento por meio da aproximação com o marido e reorganizar o relacionamento, recomeçar o casamento, refazer o contrato do relacionamento, com ou sem ajuda de um psicoterapeuta.

A traição, na análise da terapeuta de casais Marina Vasconcellos, pode, em alguns casos, acabar servindo para reestruturar um casamento que já parecia morto.

esperança

— Pode aparecer, para ele ou para ela, alguém que elogia, que dá atenção, e eles podem  cair em tentação, mas não necessariamente é porque  acabou o amor. Só que o amor tem de ser alimentado. Se surge uma terceira pessoa que volta a alimentar pode acontecer. Mas se o outro descobre, aí é hora de avaliar se foi só um caso, ou se vale seguir com o casamento.

A outra? Bem, esta não será perdoada jamais. Vai ficar como uma marca. Basta ouvir o nome da pessoa para revirar o estômago. E não dá para o marido ficar amiguinho da ex-amante. Ele tem de se comprometer a cortar relações, fazer tudo pra voltar, mostrar que a esposa pode confiar. Senão…

 

 

Oito lições para evitar que a rotina mine seu relacionamento

O beijo de boa noite e um olhar de admiração mantêm a união do casal

Portal Minha Vida, por Manuela Pagan, em 09/01/2015

 

O início de um relacionamento é uma das etapas mais prazerosas da vida a dois. Descobrir o outro e curtir cada segundo juntos é uma delícia. Mas, passada a fase da euforia, a maioria dos casais esquece até de dar um simples beijo de boa noite. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo impresso Daily Mail, do Reino Unido.

O levantamento aponta que 80% dos casais vão dormir sem esse gesto de carinho. Com o tempo, o afastamento torna-se inevitável. A mesma pesquisa apontou que os parceiros que não se beijavam antes de dormir também eram aqueles que dormiam de costas para o outro.

Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, a rotina pode ser a culpada, mas a falta de contato físico também pode ser um sinal de que a relação não está indo bem.

O fato é que não dá para deixar o carinho e o afeto em segundo plano. Antes que o seu relacionamento perca a graça, lance mão de oito lições para reacender a chama que está se extinguindo.

Up

 

1- Tire a televisão do quarto

Se for para assistir um filme de conchinha sob as cobertas vá lá, mas em outras situações a televisão pode ser inimiga da sua intimidade. “O hábito de assistir televisão sempre antes dormir, além de diminuir a qualidade do sono, dificulta o diálogo e o casal – por dormir em momentos diferentes – acaba até esquecendo do beijo de boa noite”, conta a psicóloga Marina. Por isso, televisão só na sala.

2- Trabalho tem limite

Em um mundo perfeito, você chegaria em casa e teria todo o tempo disponível para cuidar do seu parceiro. Mas na realidade nem sempre é assim. “Hoje em dia, o trabalho suga o tempo pessoal mesmo, principalmente se você gerencia seu próprio negócio”, explica Marina Vasconcellos. A especialista recomenda que haja bom senso e compreensão. “Bom senso para saber a hora de parar de trabalhar, e compreensão do parceiro quando a hora extra for necessária”.

3- Restrinja o uso do computador

Você gasta as horas que tem para passar com o seu amor na frente do computador? Então há algo fora de ordem. Redes sociais, bate-papo e até games podem gerar um vício difícil de romper. Mas você não precisa erradicar essas modernidades da sua vida, basta limitar o uso. A psicóloga Marina Vasconcellos recomenda que seja colocado um horário de uso que não tome todo o seu tempo livre e ainda permita que você se dedique ao relacionamento.

4- Interesse e admiração

“Olhar para o companheiro e sentir orgulho de suas conquistas, características, forma de se vestir e maneiras de resolver problemas é uma das maneiras de manter o relacionamento vivo”, recomenda a psicóloga Milena Lhano, especialista em atendimento de casais. Busque sempre esse olhar de admiração em relação ao parceiro e não deixe nunca de se surpreender com o seu amor.

 

5- Conversa com hora marcada

Marina Vasconcellos conta que o diálogo com hora marcada é um exercícios comumente feito na terapia de casal. “Sem nenhuma influência externa, os parceiros sentam um de frente para o outro e esperam para ver o que vai acontecer”, explica a especialista. A atitude reforça a intimidade do casal e pode gerar o diálogo até em casos mais complicados. Em casa, o casal pode fazer isso durante a refeição ou antes de dormir, por exemplo.

6- Todo dia um carinho

Um “bom dia” ou um beijo de boa noite. Gestos simples que mantêm o cuidado da relação em dia. “Essa demonstração de afeto é simples, mas significa muito: carinho e respeito”, conta a psicóloga Marina.

7- Planos em comum

Uma viagem, uma casa ou até mesmo um filho. Traçar planos em dupla, além de ser uma delícia, é uma forma eficiente de manter o casal olhando na mesma direção. “Essa atitude é importantíssima não apenas para que o casal construa um futuro em comum, mas para mantê-lo caminhando com um mesmo destino, unido”, conta Milena Lhano.

“Sexo é fundamental no casamento?”

Publicado no Minha Saúde Online em 13/02/2014

Bem, logo de cara arrisco a dizer: “não, sexo é muito importante, mas não fundamental”.
Com o tempo de convivência a frequência das relações sexuais naturalmente diminui entre o casal. A rotina cansativa, as demandas de trabalho, filhos, tarefas de casa, horas perdidas no trânsito congestionado (para aqueles que moram em cidade grande), doenças, enfim, há muitas variáveis que levam ao desgaste físico e emocional das pessoas, diminuindo a vontade e disponibilidade para fazer sexo com tanta frequência.

O ideal seria que não deixássemos o “fogo” do início se apagar tão rapidamente, pois o sexo feito entre duas pessoas que se amam tem o poder de criar intimidade, unir os dois, trazer bom humor e mais carinho na relação, melhorar o astral, facilitar o diálogo mesmo sobre temas mais delicados – já que o clima entre o casal costuma ser mais leve e contar com a cumplicidade entre eles -, melhorar a auto estima, relaxar, queimar calorias.

Algumas pessoas acham que se não há sexo, a relação é considerada apenas uma “amizade”. Talvez para alguns isso seja o suficiente, com a idade mais avançada, já sem a energia ou a necessidade de realizar o ato em si. O amor e a história de vida construída entre o casal superam a ênfase que é dada ao sexo em determinada fase da vida, e eles não mais sentem falta desse contato. O andar de mãos dadas, dormir abraçado, tratarem-se mutuamente com carinho, importarem-se um com o outro, curtirem os netos, passearem juntos, desfrutarem a tranquilidade de assistir a um filme em casa, enfim, tudo isso e muito mais passa a ser o que une o casal.

Porém, em especial no início da relação é muito importante que o casal se dê bem sexualmente falando, pois como dito acima, o sexo traz inúmeros benefícios. Se com apenas alguns anos de união a frequência do ato cai em demasia, ou até total, há algo errado, e é preciso investigar o que está acontecendo.

Sabemos que a vida de casados não é como a de namorados, onde tudo é “lindo”, a saudade é sempre grande, o tesão é manifestado a toda hora, as carícias são frequentes, assim como os elogios e trocas de amabilidades. Quando se casa, infelizmente o casal vai se distanciando aos poucos, muitas vezes sem se dar conta disso, e deixa as preocupações e tarefas do dia a dia minarem essa energia toda tão gostosa que caracteriza as relações em seu início. Uma pena!

Porém, o importante é não esquecermos a vida sexual. Grande parte das pessoas passa a viver apenas os papéis de pai e mãe em detrimento dos de marido e mulher. Os amantes são esquecidos, transformando-se apenas em pais, deixando de regar a relação a dois como se deveria. Quem já não ouviu um casal chamando-se mutuamente de “pai” e “mãe” por aí?

Não há uma regra que estabeleça o número “normal” de relações sexuais que um casal deve ter durante a semana, ou no mês… Cada um tem uma necessidade específica, que será saciada levando-se em conta inúmeros fatores internos e externos. O problema está quando um ou ambos estão insatisfeitos com a frequência e não conseguem falar a respeito, deixando a frustração se acumular, criando um enorme abismo afetivo entre eles. E é aí que pode se abrir a porta para a entrada de um “terceiro” na relação.

Enfim, sexo é importante e deve ser cuidado e valorizado numa relação, mas há situações onde ele praticamente não existe, e mesmo assim o casal se ama e convive bem. Afinal, quem somos nós para julgar as escolhas e desejos das pessoas?

Recasamentos e a relação com os filhos do cônjuge

Publicado no Minha Saúde Online em 05/12/2013

É cada vez mais frequente encontrarmos famílias reconstruídas onde filhos de diferentes pais moram na mesma casa. Mas essa convivência nem sempre é harmoniosa, e necessita de cuidados especiais para que possa fluir sem maiores problemas.

Aqui vão algumas dicas que podem ajudá-lo nessa questão.

Em primeiro lugar, lembre-se de que quando se une a alguém que já possui filhos, o “pacotinho” vem junto, ou seja, não adianta competir pela atenção do parceiro porque é quase certeza de que você perderá.

Nunca, de maneira alguma, tente impedir que o cônjuge veja os filhos, caso não morem com vocês. Lembre-se que ele se separou de um relacionamento amoroso, portanto o vínculo de marido e mulher foi cortado. Mas o de pai/mãe permanece para a vida toda!

Não se coloque como “substituto” da mãe ou do pai porque esse não é seu papel. Madrastas e padrastos devem respeitar a existência dos pais biológicos e procurar não interferir em questões mais delicadas ou grandes tomadas de decisões, quando isso diz respeito aos pais. Isto,é claro, em se tratando de pessoas de bom senso e responsabilidade, pois há casos onde o melhor a fazer é realmente manter os filhos longe de um dos pais quando este é muito comprometido emocionalmente, causando danos ao desenvolvimento saudável do filho.

Se achar que algo está errado na educação do enteado não vá falando diretamente com ele a esse respeito. Converse com o cônjuge primeiro, abordando com cuidado o assunto e colocando sua posição para que não passe por cima da autoridade deles. Quem deve abordar o assunto com o pai ou a mãe dos enteados é o cônjuge, e não você.

Não fale mal dos pais para os enteados, pois isso pode deixá-los com vergonha, humilhados ou mesmo revoltados. Mesmo que sejam pessoas emocionalmente doentes, é importante referir-se a eles com cuidado, evitando ofensas e xingamentos. Essa atitude de respeito pelos sentimentos do outro ajudará a criar um vínculo de confiança e maior afetividade entre vocês.

Por outro lado, valorizar o companheiro novo e mostrar o quanto está feliz ao lado dele aumentará a chance de seus filhos se aproximarem e o acolherem com simpatia e coração aberto, já que quando os pais estão felizes o clima melhora, a energia boa impera e os filhos tendem a receber bem aquele que contribui para a harmonia familiar.

Mostre-se disponível para o diálogo sempre com seus enteados. Essa atitude facilita a construção da confiança entre vocês e a consequente relação de proximidade e cumplicidade.

Tenha um lugar garantido para receber seus enteados, caso não morem com você. Os finais de semana intercalados provavelmente acontecerão, onde a convivência será obrigatória. Mas pode ser gostoso estarem juntos se eles se sentirem acolhidos e bem quistos – e vice versa! -, e não “intrusos” na casa dos próprios pais…

A partir do momento em que todos moram juntos, não deve haver distinção entre filhos e não filhos na hora de tomar decisões que afetem a família toda. O tratamento não pode ser à base de privilégios e exclusões, pois isso só gera tensão, ciúme e rivalidade entre enteados e filhos – tudo o que deveria ser evitado ao máximo!

Numa boa educação, obediência, disciplina, respeito e limites devem ser exigidos de todos, independente de serem filhos biológicos ou não. Agora, a forma como esses itens são passados deve sempre ser permeada pelo afeto. É possível ter autoridade sem ser autoritário, lembre-se disso.

Enfim, sempre que existe boa vontade, bom senso, maturidade e disponibilidade para o diálogo, assim como flexibilidade para negociações e mudanças de posturas, as relações tendem a fluir melhor, superando possíveis conflitos que apareçam.

Abra seu coração, respire fundo e seja feliz!

Dificuldades para engravidar podem colocar casamento em xeque

Amor e companheirismo são necessários nessa e outras complicações da gravidez

 

“Prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença”. Será? Estava pensando nessa tão tradicional promessa que milhares e milhares de casais se fazem na cerimônia do casamento, a grande maioria deles repetindo as palavras sem se dar conta com o que eles estão realmente se comprometendo. Pelo número de divórcios que acontecem antes mesmo do casamento completar um ano – alguns não duram um mês sequer! -, vemos o quanto tais palavras não passam, muitas vezes, de um mero cumprimento de protocolo.

Algumas situações pelas quais o casal passa requerem especial dedicação, paciência e uma dose infinita de amor para que a relação não se desgaste logo no início. Problemas para engravidar encaixam-se nessa categoria.

Quando o casal decide que já é hora de constituir uma família e tenta, sem sucesso, a gravidez por um determinado tempo, uma luz amarela se acende para ambos: o que estará errado? Quem será o responsável pelo insucesso das tentativas de engravidar? Quem é o “problemático” do casal?

Iniciam-se inúmeros exames em busca de uma explicação para o problema e possível solução. Assim que detectado, é preciso lidar com a sensação de “impotência” daquele que carrega o peso da frustração, da responsabilidade por não ser capaz de proporcionar a si e ao outro a realização de um desejo, comprometendo um projeto de vida até então compartilhado por eles.

Este é o momento onde se acende uma luz vermelha, e o casal precisa decidir qual o melhor caminho a seguir. Adotar uma criança? Seguir sem filhos? Fazer um tratamento para tentar a gravidez? Qualquer uma das alternativas escolhidas exigirá muita conversa entre eles, maturidade. E a decisão terá que ser de comum acordo, pois estarão traçando para si um novo projeto de vida.

Ao optarem pelo tratamento, inicia-se uma fase bastante delicada para ambos, cheia de tensões, cobranças, expectativas, exames doloridos, procedimentos invasivos; alguns têm até “hora marcada para fazer amor”. Toda a espontaneidade inicial das relações sexuais vai por água abaixo, pois cada vez que ficam juntos vem a “sombra” da cobrança: “Será que dessa vez conseguimos?” Difícil relaxar e apenas curtir o prazer do momento.

Todo mês a menstruação passa a ser símbolo do fracasso, de mais uma vez que a mulher não engravidou, do tempo correndo contra seu esforço e sacrifício na tentativa de ser mãe. A cada mês, um luto pela criança que não veio.

E haja estrutura emocional para suportar toda a frustração, as dores físicas de certos tratamentos invasivos, a cobrança da sociedade pelo filho que não chega, a instabilidade de humor e outros sintomas decorrentes de medicações cheias de efeitos colaterais. O casal deve se apoiar mutuamente e encontrar forças para seguir unido em seu propósito, pois a vontade de desistir no meio é frequente e tentadora!

 

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Deu certo, e agora?

De repente, a tão esperada notícia: deu certo! Conseguiram, por meio da técnica da fertilização, o que tanto queriam, e a mulher carrega finalmente dentro de si seu sonho de, dentro em breve, tornar-se mãe. Porém, na grande maioria das vezes esses tratamentos têm uma consequência que todos nós sabemos: não raro nascem gêmeos, trigêmeos…

Quando tudo corre bem na gestação, ótimo! O casal vai se preparando para os bebês que logo inundarão a casa de alegrias, recompensando todo o investimento dos últimos tempos (em todos os sentidos: financeiro, de energia, físico, emocional etc.). Mas há gestações de múltiplos que exigem cuidados especiais. Algumas mulheres ficam de cama durante boa parte da gravidez para evitar que os bebês nasçam antes do tempo necessário para amadurecerem.

Durante a gestação podem acontecer algumas complicações, mas não é o caso citar aqui. E também não generalizo, visto que não é porque são gêmeos ou mais bebês que, necessariamente, algo sairá do normal. Apenas estou chamando atenção para os casos em que o amor do casal é testado em situações de dificuldades.

Depois do nascimento

E se a gestação foi difícil, o nascimento ocorreu antes do tempo previsto e um dos bebês tem complicações logo ao nascer, permanecendo na incubadora por algumas semanas? Mais essa: a mãe não pode amamentar seu filho como imaginou que faria, e nem levá-lo pra casa!

Com tudo isso, imagine como está o emocional da mãe após ter passado por todas as etapas anteriores – tentativas de engravidar, tratamentos, expectativas, cobranças, frustrações, medos, decepções, medicações, dores… E o marido que a acompanhou durante todo esse percurso, onde fica? É preciso uma dose infinita de amor para que um casal passe por todas essas etapas unido, mantendo o astral positivo, confiante, sem brigas e vencendo o estresse.

A permanência na maternidade além do tempo previsto é algo que exige do casal uma dose extra de confiança, resistência física e emocional. Acabam por compartilhar histórias de outras crianças que também foram vítimas de problemas ao nascer e pais que sofrem com casos complicados e doloridos, muitos deles vindo a óbito, apesar de todos os recursos da medicina moderna terem sido utilizados.

E aí está o nosso casal, convivendo com a dor da perda de outros pais, a incerteza de recuperação de seu filho em breve, a vontade de voltar pra casa o quanto antes, vivendo situações de desespero e tensão constante.

Médicos que trabalham em UTIs neonatais relatam a quantidade grande de casais que não suportam essa experiência, separando-se logo depois (e alguns até durante esse período). A tensão enorme requer amadurecimento de ambos, capacidade de superação, companheirismo, apoio mútuo e da família de origem, muita paciência e uma estrutura emocional minimamente desenvolvida.
Após passada a experiência, o casal pode sair fortalecido em seu vínculo, certo de que conseguirá enfrentar outros percalços que venham a atingi-los com tranquilidade. É sem dúvida uma situação de crescimento pessoal. Não dizem que temos que crescer pelo amor ou pela dor? Aqui se somam os dois!

Enfim, o casal deve estar ciente de que “nem tudo são flores” num casamento, e dificuldades sempre existirão. Para superá-las é necessário ter o amor como base, mas só ele não é o suficiente. Cada um deve investir na relação e em si próprio para conseguirem crescer juntos, evoluírem, e colherem os frutos disso durante os anos de convivência.

E assim, caso o amor perdure através dos tempos, podem viver fazendo jus à frase dita lá na cerimônia do casamento: “(…) amando-te e respeitando-te todos os dias de minha vida”.

 

Noiva bonita é noiva saudável

Dizem que toda mulher está insatisfeita com seu corpo. Sempre há gordura localizada, um pouquinho de celulite, ou então os cinco quilos a mais que incomodam muita gente. E quem dirá as noivas, que arrancam fios de cabelo para estarem em forma e o vestido ficar impecável no grande dia.

Em meio aos preparativos do casamento, a ansiedade e o estresse tomam conta. Decoração, Buffet, cerimônia, convidados; o que não falta é motivo para preocupações e aborrecimentos. Para variar, o excesso de peso também chama a atenção nesse pacote de “noiva em transe”.

Toda mulher deseja estar linda no dia do seu casamento, com o vestido perfeitamente feito para ela. O problema é quando a noiva deseja emagrecer a todo custo. Algumas aderem à alimentação adequada e à prática de exercícios. Outras, no entanto, vão ao extremo com dietas relâmpago radicais, se alimentado apenas de água, biscoitos ou apenas um tipo de chá. Segundo a nutricionista Braunea Victório França, cada organismo reage de uma forma diferente: “A perda de peso depende do metabolismo de cada indivíduo. A dieta é individual e visa atender as necessidades específicas de cada indivíduo considerando seu estado físico, nutricional e estilo de vida”.

A nutricionista pondera que a dieta relâmpago, aquela com duração de uma ou duas semanas, pode prejudicar a saúde, devido aos riscos de deficiência ou excesso de nutrientes. Além do organismo, a mente da noiva também pode ser negativamente atingida com o uso desses tipos de dieta. É preciso estar atenta às mudanças de comportamento.

“É importante a mulher ter a consciência de que nada muito radical faz bem à saúde. Uma mudança brusca na alimentação pode provocar comportamentos agressivos, ansiedade, tensão, irritabilidade, fraqueza. Ela precisa saber disso e colaborar para seu bem estar ouvindo as pessoas que a cercam e que percebem sua mudança de comportamento, aceitando ser ajudada”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama.

Foto: Reprodução

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A ansiedade e a tensão podem até já fazer parte do dia a dia das noivas, em meio aos preparativos para o casamento. A situação começa a ficar preocupante quando se chega ao extremo, e o objetivo de perder peso vira uma obsessão. O ideal é encarar a dieta como um mero tratamento de beleza, conforme orienta Doutora Marina: “Encare-o como um ‘presente’ pelo seu dia, e curta cuidar de si aproveitando para relaxar de verdade. Encarar dessa forma é gostoso e faz bem pra qualquer um”.

Na luta contra o tempo e a balança, a noiva deve iniciar a dieta o quanto antes e sob a supervisão de um especialista: “O ideal é iniciar o acompanhamento nutricional com no mínimo um ano de antecedência à data prevista para o matrimônio. Dependendo do estado de saúde do indivíduo, também se faz necessário acompanhamento médico e terapêutico”, pondera a nutricionista Braunea.

O tempo pode e deve ser amigo da noiva. Basta ela planejar tudo que deseja fazer com antecedência, assim como é com os demais preparativos do casamento. Afinal, de nada adianta aproveitar o grande dia com estresse e insatisfação na cabeça. Na hora de subir ao altar, os fios de cabelo devem estar intactos, o vestido impecável, e acima de tudo, você se sentindo linda e saudável.

 

Aprenda a lidar com a diferença de idade nos relacionamentos amorosos

Casais de faixas etárias diferentes precisam compreender seus desejos e limites

Publicado no Portal Minha Vida em 29/10/2012

Há casais que, aos olhos dos outros, passam por pai e filha ou mãe e filho, tal a diferença de idade dos dois. Quinze ou vinte anos de diferença realmente nos dão a sensação de duas gerações se relacionando – o que de fato é, não dá para negar. Isso pode ser absolutamente irrelevante para quem está na relação, e quanto mais velhos forem, menor será a importância dada a esse fato.

 A questão se complica quando o mais velho começa a exigir do mais novo atitudes condizentes com sua idade e maturidade, o que o outro ainda não desenvolveu simplesmente por não ter tido as mesmas experiências e vivências. Aquele, com sua experiência de vida e maturidade, quer que o parceiro corresponda agindo e pensando como ele, mostrando impaciência e intolerância com certos desejos ou inseguranças do cônjuge comuns à fase de vida em que ele se encontra. Esquece de colocar-se no lugar do outro – atitude que todos nós deveríamos sempre ter – para perceber seu lado, o que ele realmente necessita.

 O inverso também é verdadeiro: quando o mais novo começa a exigir coisas do mais velho que já não lhe cabem, pois está em outra fase de vida, e irrita-se quando percebe que seu parceiro não tem a mesma disposição para certas situações que, anos atrás, já fizeram parte de sua vida. Os anos passam, as prioridades e vontades mudam, a capacidade física e disposição se alteram. É preciso respeitá-las.

 Um dos pontos que pesam para que uma relação tenha mais chances de sucesso é ambos estarem vivendo a mesma fase de vida, ou pelo menos estarem em fases parecidas. Por exemplo: um homem já divorciado, pai de filhos adultos, casa-se pela segunda vez com uma jovem com idade equivalente à dos filhos, e resolvem começar uma nova família. Essa jovem não viveu muitas coisas pelas quais o marido já passou, e tem vontade de vivê-las. Está em seu direito, claro. Mas é preciso enfrentar uma série de questões que provavelmente virão à tona em algum momento, como os comentários “irônicos” dos amigos, o olhar crítico da família de origem (pais, irmãos), a convivência com os filhos do primeiro casamento, que pode vir com resistência em respeitar uma madrasta que possui praticamente a mesma idade deles.

O inverso, novamente, também é verdadeiro. Não estou dizendo que essas uniões estão fadadas ao fracasso, mas sim que enfrentarão mais dificuldades que outras em que as idades são mais próximas. O casal tem que se pautar em muita cumplicidade, apoio, confiança, coragem e, acima de tudo, amor, para vencer os obstáculos que surgirão.

 É preciso muito respeito e, uma condição fundamental, a inversão de papéis a todo momento. Com isso quero frisar a importância de “colocar-se no lugar do outro” para que se percebam suas necessidades, a fim de evitar que se cobrem coisas impossíveis e não condizentes com a idade do cônjuge.

Parceiros mais jovens podem reacender nos mais velhos uma alegria de viver que já não parecia existir, dando-lhes uma injeção de ânimo e trazendo à tona uma energia muitas vezes surpreendente.

 O amor não tem idade para manifestar-se e ninguém pode julgar o que é melhor para o outro, posto ser a escolha do parceiro algo totalmente subjetivo. Que tenhamos, então, a oportunidade de vivenciá-lo em sua plenitude!