Os 5 maiores desafios enfrentados por casais para ficarem juntos

Publicado na Revista Claudia, 28.04.17
Por Liliane Prata

O amor não basta – é preciso disposição mútua. Conheça os cinco maiores desafios enfrentados pelos casais para permanecerem juntos (e felizes)

De cada quatro casamentos, um terminará em divórcio – em média, 15 anos depois do “sim”, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2015. Parece cada vez mais desafiador manter o vínculo a longo prazo nestes tempos líquidos, e os motivos não são poucos: vão da praticidade para se divorciar (principalmente desde a lei de 2010, que encurtou o processo) à liberdade sexual e ao imediatismo que caracterizam nossos dias.

Por outro lado, o sonho de encontrar um parceiro para a vida toda permanece vivo para a maioria. O número de divórcios é alto, mas o de casamentos e recasamentos continua muito maior. Crises fazem parte de qualquer relacionamento e, quando superadas, fortalecem a dupla. Antes de encarar a famosa DR, avalie se vocês não caíram em alguma das principais armadilhas dos casamentos modernos. E, então, respire fundo, esqueça os ressentimentos e leve para a discussão propostas construtivas.

ATIVIDADES DEMAIS

As expectativas em relação ao casamento estão mais altas do que nunca. Todos esperam por amor, sexo, amizade, a estabilidade que nossas avós tinham e um cotidiano estimulante.

Ao mesmo tempo, os cônjuges não se dedicam tanto à vida a dois, pois falta tempo: ambos trabalham muito, dividem as tarefas domésticas, estão mais conscientes da importância de acompanhar os filhos de perto.

Pronto: cadê a relação que estava aqui? Para piorar, a rotina dos cônjuges pode ser semelhante, mas não raro a mulher assume mais responsabilidades.

“Ainda que os dois se dediquem igualmente ao trabalho, muitos homens ainda consideram o próprio ofício mais importante do que o da parceira e resistem a dividir as tarefas domésticas”, pontua Mônica Genofre, terapeuta de casais, de São Paulo. A saída, claro, passa pelo diálogo de qualidade – vocês estão no mesmo time, certo? “Tocar projetos a dois, além dos individuais, também é fundamental para que o casal permaneça conectado”, sugere.

NADA DE PAPO

Se a falta de tempo (do item anterior) se junta à pouca disposição para conversar e ao hábito de viver com o celular na mão… Bomba! “Dos casais que atendo, 90% se queixam de não ter assunto e de que, quando têm, brigam”, diz Marina Vasconcellos, terapeuta de casais, de São Paulo.

É o caso de Juliana, 45 anos, designer de joias paulistana. Ela se ressente das vezes em que ela e o marido, com quem está há dez anos e tem um filho, ficam cada um com o seu celular na cama. “Quando um quer conversar, o outro está no WhatsApp”, diz ela, que nos últimos tempos tem feito programas sozinha (como viajar) e sente que isso enriquece a vida a dois.

“Temos mais assunto, mais vontade de trocar.” Para o sexólogo e terapeuta carioca Amaury Mendes Júnior, essa é a dobradinha ideal. “Cultivar a individualidade faz com que os parceiros se mantenham interessantes aos olhos do outro. O que não exclui, evidentemente, manter programas a dois, além de momentos de olho no olho, sem telas.”

REDES SOCIAIS

Com amigos que o cônjuge não conhece e grupos de que ele não faz parte, a internet é uma oferta permanente de possibilidades.

Se o isolamento no “próprio mundinho” é um risco quando a relação vai bem, em momentos de crise, então… “A insatisfação é a porta de entrada para conversas com a ex, curtidas com segundas intenções nas fotos do colega de trabalho… ”, diz o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo.

“O melhor é evitar procurar ‘sarna para se coçar’ online. É como tomar tequila para afogar os problemas”, compara. Quanto ao tempo passado na rede, a saída é que ambos estabeleçam limites. “Que tal deixarem o aparelho desligado à noite?”, aconselha Vasconcellos.

DISPUTA DE PODER

A mulher sobe na carreira e o parceiro se sente rebaixado. Ou: mais poderosa que o marido, ela perde a admiração por ele. “Os papéis se modernizaram, mas, no inconsciente, as exigências são antigas”, observa Mendes Júnior.

Depois que o marido ficou desempregado, a webdesigner mineira Isabela, 36 anos, casada há 14, precisou rever seus conceitos. “Ele passou a cozinhar e cuidar da casa e não se sentia menos homem. Mas aquilo me incomodava”, admite. Com o tempo, aceitou.

“Quando ele ficou bem na carreira, tirei um ano sabático, graças a seu apoio. Entendi que o importante é estar do lado do outro, sem nos enquadrar em padrões culturais preestabelecidos.”

OBJETIVOS DIFERENTES

Ela adora sair; ele prefere ficar em casa. Ele quer filhos; ela, não. Ela quer um relacionamento aberto; ele, a monogamia. Esse descompasso sempre existiu. Mas, agora, sem o engessamento de modelos socialmente estabelecidos.

Para o psicólogo carioca Sergio Garbati, é preciso coragem para assumir o desejo – o que implica agir de modo condizente. “Há quem diga que sofre por estar solteiro, mas, na prática, vive um projeto individualista”, afirma.

“É necessário se conhecer e repensar se as ações estão coerentes com os objetivos. Se o cônjuge concluiu que manter aquela união é importante, como não arranja tempo para conversar meia hora por dia?”, provoca.

O que causa a falta de libido? Entenda os fatores

Por: Redação Doutíssima, 20.07.16

Falta de libido: sintomas e causas

Falta de libido

Imagine que você está na cama, deitada ao lado do homem que ama, sem nenhum compromisso em mente. Seria o momento ideal para colocar em prática todas as suas fantasias e desejos. Mas tudo o que você quer é virar de lado e dormir. Eis um sintoma clássico e comum da falta de libido, uma disfunção recorrente entre o público feminino.

Dados de uma pesquisa feita com 455 mulheres pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia, do Hospital Pérola Byington, apontam que 48,5% das que procuram ajuda médica sofrem de diminuição do desejo sexual. “A falta de libido é justamente a ausência de desejo ou ímpeto sexual”, sustenta a psicóloga Marina Vasconcellos.

Conforme explica Marina, há diversos fatores que podem estar por trás da falta de libido. Inicialmente, é importante dissociar a disfunção de uma falta de desejo passageira, corriqueira e pontual. É natural que, em determinadas fases da vida, as pessoas não fiquem tão disponíveis para o sexo, devido a outras atribuições e tarefas que consomem energia.

“No caso de uma falta de libido passageira, muitas vezes a mulher e seu parceiro conseguem detectar e compreender as causas”, sinaliza a especialista. Mas quando essa ausência persiste e a pessoa fica muito tempo sem sentir qualquer vontade sexual, aí algo pode estar errado. O primeiro passo para reverter a situação é identificar suas causas.

Segundo Marina, os fatores que podem estar associados à falta de desejo são diversos. “Causas emocionais, como estar infeliz no relacionamento ou em outras áreas da vida, interferem diretamente no desejo e o reduzem tremendamente”, pondera a especialista. Mas nem sempre esse é o caso.

“A falta de libido também pode ocorrer como efeito secundário ao uso de algumas medicações, como antidepressivos”, informa a psicóloga. Estresse, ansiedade e até mesmo o consumo excessivo de álcool e fumo têm um papel relevante na ausência de desejo sexual. Isso sem falar na questão hormonal.

De acordo com a especialista, níveis baixos de testosterona têm relação com o quadro – tanto para mulheres quanto para homens. O sexo feminino, porém, tende a perceber mais como os hormônios interferem no desejo.

“No período fértil, a libido aumenta consideravelmente. Na menopausa, por sua vez, ela diminui”, esclarece Marina. Há ainda a questão da baixa autoestima e da alimentação inadequada. Tais fatores podem ser igualmente decisivos para diminuir o tesão.

Como recuperar a libido?

O primeiro passo para voltar a sentir desejo, conforme frisa a especialista, é entender quais são as causas do problema: fatores fisiológicos ou emocionais. No primeiro caso, um especialista poderá direcionar o tratamento, indicando ou restringindo alguns medicamentos. Já no segundo, o ideal é procurar auxílio terapêutico.

“A terapia é uma ótima oportunidade para explorar e resolver seus problemas emocionais. Num ambiente protegido e com um profissional qualificado, é possível olhar para o que está impedindo sua felicidade, solucionar conflitos e enfrentar os problemas que a impedem de viver plenamente sua sexualidade”, finaliza Marina.

 

Quando o parceiro não quer fazer sexo

Publicado no site  Saluspot/Psicoligia, 29.03.16

O sexo é algo muito presente no início dos relacionamentos. Natural e instintivo, a atração mútua e a vontade de transar com mais frequência ajudam os casais a desenvolverem o vínculo afetivo e a ficar cada vez mais próximos. Dar-se bem na cama é sinal de que a química bateu, sendo garantia de momentos prazerosos de intimidade.

Desejo descompensado

Porém, após algum tempo de relacionamento, é normal que o desejo diminua, sendo necessários mais estímulos para que o sexo aconteça. Se um deles tem mais vontade que o outro e fica frustrado por não ter sua necessidade atendida, deve conversar com o parceiro abertamente sobre o assunto e procurar uma saída em conjunto. Um grande erro que os casais cometem é a falta de diálogo sobre a questão, que é delicada, por medo da reação do outro ou de magoá-lo.

Mas veja bem: diminuir o desejo não é o mesmo que acabar com ele. Querer fazer sexo com o parceiro faz parte da relação amorosa ao longo da vida, e deve ser um ato estimulado por ambos. Quando o marido não procura a esposa, ou esta não se sente à vontade para procurá-lo, há algo errado. É preciso mostrar a insatisfação ao parceiro e conversar sobre o que não anda bem para que a intimidade seja resgatada.

Causas da falta de desejo

Muitos podem ser os motivos para a falta de desejo sexual: desde problemas hormonais, que devem ser checados para afastar causas orgânicas, até os relacionais, que são os principais e bem mais comuns. A existência de um amante, problemas emocionais (como depressão ou outras doenças psiquiátricas presentes), falta de admiração pelo cônjuge, brigas constantes e clima hostil entre o casal, além de outros fatores, podem levar à diminuição ou término do desejo sexual pelo parceiro.

Química do sexo

Durante o sexo, liberamos o hormônio ocitocina, responsável pelo vínculo afetivo. Consequentemente, em sua ausência, deixamos de alimentar quimicamente algo que nos conecta com o outro. A intimidade diminui, ambos se afastam e, aos poucos, vão deixando de lado o clima amoroso que os uniu, dando brechas para que a relação esfrie e possa aparecer um terceiro, ou mesmo que o amor acabe. Um casal deve ser amigo entre si, mas o sexo é o que vai distinguir a amizade de um relacionamento amoroso.

Como recuperar o desejo

Para que o casamento não caia na rotina (o que é muito difícil, mas possível), o casal deve cuidar eternamente de sua intimidade, não deixando que ela se perca em meio às dificuldades ou correrias da vida. Assim que perceberem um descompasso na vida sexual, devem conversar a respeito. Se for muito difícil e não conseguirem, a ajuda de uma terapia de casal pode ser fundamental para reverter a situação, permitindo que encarem o problema em um contexto protegido e busquem as causas para tal desequilíbrio. Pode existir solução caso ambos estejam dispostos a isso, abrindo-se para ouvir e falar sobre o que os incomoda, revendo sua posição dentro da relação.

Enfim, o importante é não deixar que algo tão bom desapareça da relação, provocando o afastamento do casal. Ao menor sinal de frustração ou insatisfação, converse a respeito. Não acumule mágoas nem permita que se transformem em grandes lamentações e tempo de felicidade perdido. Afinal, uma relação a dois é para ser algo bom, trazendo à tona o melhor de cada um, e o sexo faz parte disso. Dar-se bem sexualmente com o parceiro só traz coisas boas: o humor melhora, o sorriso é mais fácil, as dificuldades são mais facilmente enfrentadas, o vínculo é fortalecido, o carinho é mais frequente, a pele fica mais saudável, a libido é estimulada, gastam-se calorias…

Então, o que está esperando para resolver sua questão? Enfrente, vá à luta, busque soluções, provoque a intimidade, procure a ajuda de um profissional. Apenas não vale deixar como está, ok?

Como não deixar os preparativos do casamento virarem motivo de brigas

Publicado em Mullher/Comportamento (uol) , 13.13.16

Temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

Leandro Pivetta e a mulher, Fabiana Segura, no dia do casamento deles

Leandro Pivetta, 34, e Fabiana Segura, 33, estavam juntos há oito anos, morando na mesma casa com as duas filhas, quando decidiram oficializar a união, em janeiro de 2012. O que eles não imaginavam é que a decisão quase estragou a relação deles.

Durante os preparativos, foram muitas desavenças e, por causa de um problema exatamente no dia da cerimônia, a noiva pensou em desistir e tudo. “Queria casar em um salão, ela em um sítio. Queria música ao vivo, ela, DJ. Cada um queria de um jeito, ou seja, discutimos bastante durante os preparativos. Mas o que me deixou mais bravo foi ela ter reservado um sítio sem eu saber. Fui lá e desfiz a reserva”, conta Leandro, que é publicitário em São Paulo.

O pior, entretanto, ainda estava por vir. No dia do casamento, eles descobriram que a pessoa contratada para fazer as fotos e o vídeo não iria mais. “Fiquei muito brava por ele ter perdido o controle da situação e pensei em desistir de tudo. Não só da cerimônia, mas de tudo mesmo. O problema não eram as fotos, pois quem iria dar de presente seria um padrinho, mas o fato como ele lidou com o episódio, ficando nervoso e quebrando o computador”, diz a executiva de contas Fabiana. Após todo o estresse, o noivo conseguiu uma outra fotógrafa para fazer as imagens do grande dia.

Para não deixar que a situação chegue a esse ponto, é preciso tomar alguns cuidados durante os preparativos. A seguir, o UOL lista os temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

1 – Gastos em comum acordo

O primeiro ponto para evitar conflitos é conversar sobre quanto querem e podem gastar com o casamento. “O casal deve definir o tipo de cerimônia (na igreja com festa, em um salão, de dia ou de noite…). Decidido isso, devem partir para os orçamentos para, então, voltarem a conversar e decidirem o que manterão e o que terão de cortar. Não gastar mais do que se pode evita que entrem em uma vida em comum já cheios de dívidas. O casal deve decidir quem vai pagar o que, se vão dividir os valores meio a meio, se os pais vão pagar ou ajudá-los nessa empreitada. Tudo isso no papel. É muito melhor que tudo fique combinadíssimo, pois evita problemas posteriores e cobranças desagradáveis”, afirma Carmen Cerqueira César, psicoterapeuta da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

2 – Questão de gosto

Os noivos também devem chegar a um acordo com relação aos gostos individuais de cada um. É preciso respeitar, e eventualmente abrir mão, e ser flexível para evitar brigas. “Cada um deve explicitar o que deseja. Depois, deve-se negociar, tentar um meio termo”, fala a psicoterapeuta Carmen.

3 – Como lidar com as famílias

Outro ponto que pode atrapalhar o relacionamento do casal durante os preparativos para a cerimônia é a intromissão dos pais. Segundo a wedding planner Bebeta Schiavini, a melhor atitude é deixar que eles opinem, mas deixando claro que a decisão final é dos noivos. “Sugiro sempre para meus clientes deixarem os sogros opinarem em pequenos detalhes, como sabor de doces e bolo e cor do papel dos bem-casados, detalhes que não impactam no conjunto do evento e fazem com que se sintam valorizadas. Também sugiro que eles sejam flexíveis no que não é prioridade”, diz. “Cabe ao filho impor limites para os pais, para não deixar a tarefa ingrata para o par. Limite é bom e extremamente necessário para que a convivência futura seja prazerosa. O casal tem de preservar seu espaço desde o início”, fala a psicoterapeuta Carmen.

4 – Bloco do eu sozinho

Algumas pessoas podem adorar poder decidir sozinhas todos os detalhes da cerimônia, sem interferências. Mas a “carta branca” pode soar como falta de interesse do outro, naquele que é um momento importante para o casal. Por isso, se o ideal para você é decidir em conjunto, deixe clara sua expectativa em uma conversa. “Se foi combinado que cada um teria certas tarefas e essas não estão sendo cumpridas, é hora de sentar para uma renegociação. Afinal, casamento é uma eterna negociação de necessidades e desejos”, declara Marina Vasconcellos, terapeuta de casais e famílias pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Treinar junto une o casal

Treinar em boa companhia é muito melhor

Publicado no Bodytech,  12.02.16.

A gente não cansa de dizer que treinar em boa companhia é muito melhor. Marina Vasconcellos, psicóloga com especialização em terapia Familiar e de Casal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), confirma a teoria: “Treinar junto une o casal”. Segundo ela, “ambos acabam desenvolvendo uma rotina em que um estimula o outro, facilitando o estímulo necessário para levar adiante os exercícios com seriedade”. Além disso, ela ressalta, se o treino for pela manhã, “ambos terão que dormir cedo para descansar o suficiente para o dia seguinte, obrigando-os a seguir uma rotina de horários em conjunto e evitando, dessa forma, conflitos ligados a esse tema”.

Qual modalidades escolher?

Deve-se escolher aquilo de que ambos gostem, para que não façam desse momento gostoso algo “torturante” nem que se sintam “obrigados” a praticar. O esporte deve trazer prazer, descontração, disposição, além de despertar em ambos a vontade de praticá-lo.

Quais as dicas para quem quer treinar com o parceiro?

Cada um tem suas habilidades individuais e nem sempre é possível encontrar um esporte em que ambos se realizem. Caso não dê, é importante que cada um consiga realizar o seu para que se sintam bem consigo e realizem uma atividade física regularmente, o que é muito importante para o bem-estar geral das pessoas. O ritmo de cada um deve ser respeitado. Não adianta querer competir com o parceiro por performances inatingíveis e ficar sempre frustrado, ou mesmo desenvolver sentimentos de inferioridade ou irritabilidade por não ter o mesmo desempenho dele. Um casal não deve competir: afinal, são parceiros, e um quer o melhor do outro e para o outro. Não utilize esse momento juntos para discutir a relação nem falar sobre problemas. Esse deve ser um tempo em que se permitem vivenciar coisas boas, fazendo a ligação entre a sensação boa de cuidar da saúde com a parceria e estímulo do amado. Essa informação se fixa no cérebro e garante que a memória do exercício seja de algo prazeroso. Fique atento para não confundir o prazer de estar junto e o estímulo mútuo aos exercícios com “controle” e “posse” do outro. Alguns relacionamentos doentios camuflam esse controle (necessidade de estar sempre junto para controlar o que o outro está fazendo, com quem está falando etc) com a roupagem da pessoa “preocupada” e “supercompanheira”. Isso pode ser um“ciúme excessivo”, o que se caracteriza como doença e deve ser tratado como tal.

Divida tarefas e some prazer

Publicado em VivaMais (uol), 22.12.16.

Ciência atesta: casal que compartilha as obrigações domésticas de igual para igual é mais feliz no sexo

Marília Medrado

Dividir o dia a dia doméstico com o parceiro faz um bem danado para a vida sexual. Segundo recente estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, homens que contribuem de forma justa com os cuidados da casa se sentem mais satisfeitos com a quantidade e qualidade de transas. Está a fim de fazer disso uma realidade na sua casa também? Então, vamos lá!

NA PRÁTICA

Se está saturada de fazer tudo no seu lar, a solução passa por uma conversa franca. Fale com o gato quando estiverem com tempo para iniciar e terminar o papo. “Comece dizendo que se sente cansada e sobrecarregada e que está precisando da ajuda dele”, orienta a terapeuta de casais Marina Vasconcellos. Argumente com calma, sem acusações ou xingamentos, certo?!

Na hora de negociar os afazeres que cada um ficará responsável, leve em conta as aptidões. Ele adora cozinhar e você não se importa em lavar as louças? Bingo! Além disso, vocês devem considerar a carga horária no trabalho. “Nada impede que quem trabalha menos horas se responsabilize por mais atividades na casa.” Se for necessário, fixe uma lista com as tarefas de cada um na geladeira.

SEJA FLEXÍVEL

Às vezes, um de vocês pode ter um dia daqueles… E limpar a casa é a última coisa que se quer. Ter compreensão neste momento mostra sensibilidade e companheirismo pelo sentimento do outro.

Se a divisão de tarefas começar a desandar, volte a conversar com o parceiro. Vejam por que o acordo não está funcionando e combinem como reverter a situação.

REFORÇO POSITIVO

Todo mundo gosta de receber um elogio. Portanto, dizer que a comida dele ficou muito gostosa ou que o banheiro está cheiroso, por exemplo, ajuda o trato a vingar!

O QUE DIZEM OS ESTUDOS

Pesquisa feita pela Universidade Estadual da Georgia (EUA) também mostrou que casais que dividem de maneira equilibrada afazeres domésticos e o cuidado dos filhos têm uma vida sexual melhor. É fácil de entender a explicação: “Hoje, a mulher trabalha fora até mais horas do que o homem. Chegar e ainda precisa cuidar da casa a faz se sentir sobrecarregada e irritada“, diz Marina. Aí não há tesão que resista! Quando o companheiro divide tarefas, mostra parceria. A admiração e o carinho pelo gato crescem e, bom, o fim dessa história você já sabe qual é…

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Publicado em  DisneyBabble (uol), 22.01.16.

Se você precisa ter uma famosa DR com seu parceiro, vá em frente. Mas antes, dê uma olhadinha nessas dicas para que tudo termine bem

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Nem só de flores vive uma relação a dois, e disso todo mundo sabe. Discutir o relacionamento – ou, simplesmente, ter uma DR – é um dos recursos eficientes para “aparar as arestas” e entender o lado do outro. O grande problema é que basta um deslize e a conversa se transformará numa tumultuada discussão.

Os psicólogos Marina Vasconcellos e Alexandre Bez concordam que esse diálogo deve acontecer sempre que algo estiver incomodando o casal. “Guardar insatisfações sem comunicar ao parceiro é receita certa para minar a relação com o tempo”, diz Marina.

Mas para que a conversa seja produtiva e não acabe em impasse, fique longe das seguintes atitudes:

1. Impostação de voz e timbre alterado
Não grite ou eleve a voz, nem use palavras ríspidas, por mais que esteja nervosa. Respire, pense um pouco antes de falar, mantenha o tom cordial e, caso o parceiro aumente o tom, peça que abaixe, falando baixo sempre. “Xingamentos ou palavreado chulo não farão bem; isso agride o outro e dá permissão para que ele faça o mesmo. Uma postura gentil costuma ser recebida com mais abertura, deixando o clima mais ameno e receptivo”, explica a psicóloga.

2. Postura corporal elevada, olhar de superioridade e arrogância
Mantenha a calma e escute para que a discussão seja resolvida. Ouça o que o outro tem a dizer, não o interrompendo a todo o momento. É preciso que ambos falem e sintam-se ouvidos e, sobretudo, compreendidos.

3. Usar palavras pela metade
“Seja exata, pois nenhum homem gosta de adivinhar o que a mulher quer ou está pensando”, afirma o psicólogo.

4. Lembrar os erros passados
Não cobre mais uma vez ou “jogue na cara” desacertos cometidos anteriormente. Resolva o presente e atenha-se ao foco, lidando com uma questão de cada vez. É comum uma conversa por algo pontual transformar-se numa grande briga por fatos acumulados há anos.

5. Iniciar a conversa em local público
Nunca envolva terceiros ou filhos na DR. Além disso, ao discutir em lugar público, o casal estará exposto a olhares e comentários alheios. Também é importante atentar ao tempo disponível para a conversa, para que ela termine e não tenha desdobramentos depois.

6. Fazer acusações
Quem inicia o diálogo deve sempre se posicionar na primeira pessoa, e não atacar o outro com acusações ou críticas. Uma dica de Marina é falar, por exemplo: “Estou bem incomodada com o modo como você vem me tratando, sinto-me desrespeitada quando você não leva em conta minhas necessidades…” – e por aí vai. Isso é bem diferente de: “Você é um tremendo egoísta, só pensa em você, nem me olha…”. As acusações são sentidas como agressões e só acarretam uma reação defensiva do outro, prejudicando qualquer tentativa de acordo. “O grande segredo está em mostrar ao outro como você está se sentindo em decorrência de algo que ele esteja fazendo, para que ele perceba como seu comportamento ou suas atitudes atingem você”, acrescenta.

7. Dar lições de moral
Isso precisa ser abolido, pois gera muita ofensa e humilhação (de ambas as partes). Também não devem ser explorados os defeitos e as dificuldades do parceiro ou parceira no calor da discussão. “A simplicidade no trato relacional, a humildade em reconhecer os erros, a paciência e a escuta apurada são ações corretas a serem tomadas”, destaca Bez.

8. Tocar em assuntos delicados no trânsito
Nunca comece um diálogo sobre o relacionamento no carro, indo para algum programa a dois ou a uma festa, por exemplo, porque o clima pode esquentar e estragar a programação que poderia ser divertida. Também evite abordar o parceiro assim que ele chegar em casa, após um dia exaustivo de trabalho. É preciso estar minimamente disponível e com energia para encarar uma conversa delicada e importante.

Se o casal tiver o costume de comunicar o que o incomoda logo que a situação acontece, a probabilidade de surgirem grandes DRs é bem menor, já que não serão acumuladas insatisfações e mágoas.

“O ideal é estarem abertos às necessidades um do outro a qualquer momento e manterem diálogos constantes, sem o peso de uma DR – porque, ao se tornarem frequentes, acabam surtindo o efeito contrário, e desgastam a relação”, alerta Marina.

Durante a conversa, é essencial respeitar o espaço do outro e não romper esse limite. “A pessoa que pediu a conversa tem a palavra, portanto, deixe-a esgotar o assunto. Escute e fale em sua defesa ou explique seus motivos com calma e cautela”, orienta Bez.

Um ponto muito importante numa relação é não começar a conversa se o casal ou um dos parceiros estiver alterado. A habilidade da paciência é profundamente requisitada nesses “encontros obrigatórios”.

(Foto: Getty Images)

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Uma nova proposta de relação

Publicado no Minha Saúde Online, 01/10/2015

Cada vez mais me convenço e sou testemunha de que a melhor solução para muitas relações darem certo é que os parceiros morem em casas separadas. Isso quando falamos de recasamentos onde ambos possuem filhos de relações anteriores.

Uma coisa é você se casar e construir uma família junto com o cônjuge, criando os filhos em comum, seguindo padrões combinados entre eles, revendo posturas à medida que os problemas vão acontecendo, alimentando um vínculo afetivo que cresce ali com todos, incluindo também a família de origem (pais, avós, tios, primos). Outra, bem diferente, é querer de repente que filhos que nunca conviveram entre si passem a se tratar como “irmãos postiços”, morando na mesma casa, tendo muitas vezes que abrir mão de confortos adquiridos para que caibam todos num espaço antes adequado para menos pessoas, sendo “forçados” a conviver entre si, quando não necessariamente possuem gostos ou interesses parecidos.

A questão do espaço físico não seria o mais difícil, caso os novos irmãos se dessem muito bem e levassem isso numa boa. Há casos onde fica até mais animada a casa, a nova companhia é valorizada e bem vinda para aqueles que sentiam-se sozinhos, ou que não se dão tão bem com os próprios irmãos. Mas nem sempre é fácil.

 

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Recasamentos que dão certo: morando em casas separadas

Quando casamos esperamos que seja para a vida toda, acreditando que formaremos uma família e cuidaremos para que os filhos tenham a melhor educação, num ambiente harmônico e afetivo.

Porém, ao nos separarmos esse sonho cai por terra, e temos que nos readaptar à nova realidade.

Após um possível “baque” inicial, o divorciado conquista uma liberdade antes não experimentada. Quando não está com os filhos passa a fazer coisas que há tempos não se dava o direito de fazer, como sair com amigos, ir ao cinema sozinho ou com um amigo (e poder escolher o filme sem se preocupar se o outro vai gostar ou não), viajar sozinho e conhecer pessoas diferentes, ou mesmo ficar no sossego de sua casa lendo um bom livro, assistindo TV ou o que for. Encontrar um tempo para si é algo novo para grande parte das pessoas que se separam.

Já comentei antes, mas repito aqui: por que os casais deixam de fazer tantas coisas que gostam em função do outro, por “achar” que ele não irá gostar? Ou que ficará sobrecarregado caso você se ausente por um período, sem mesmo conversar a respeito? Com o tempo as insatisfações vão se acumulando, as vontades não expressas viram frustrações enormes, a alegria do convívio é apagada ou transforma-se num peso, e o casamento entra em declínio… Se cada um se permitisse realizar mais as próprias vontades, respeitando as diferenças e preferências do cônjuge, certamente seria um casal mais feliz, que não entraria na rotina “morna” do relacionamento tão rapidamente, pois ambos alimentariam suas necessidades e desejos individualmente, além de investirem também em atividades conjuntas. Diria que aí está a arte de se relacionar com maturidade!

Bem, mas voltando à separação. Com o tempo cada um dos cônjuges conhecerá outro parceiro, que frequentemente virá com um “pacotinho” junto: filhos de outro casamento.

Nem sempre é fácil conviver com os enteados, já que estes foram educados por outras pessoas, possuem valores que podem conflitar com os seus, apresentam comportamentos que você questiona, ou problemas com os quais você lidaria de maneira totalmente adversa àquela que seu(sua) parceiro(a) adota. Enfim, uma coisa é lidar com seus próprios filhos, outra é lidar com os filhos do(a) outro(a), tendo que respeitar a educação e conduta adotados por ele(a) e pela mãe(pai), seus responsáveis diretos. E pode acontecer de não haver empatia entre vocês.

É preciso conversar abertamente sobre como conduzir essa relação, já que agora você faz parte da família. Até que ponto a madrasta ou padrasto podem – ou devem – intervir na educação dos enteados? Novas regras devem ser negociadas para garantir um ambiente pacífico, harmônico, onde o novo casal seja respeitado, assim como os filhos de ambos os lados.

Pensando na complexidade dessa união e suas consequências nada fáceis de lidar, constato o quanto um novo tipo de relacionamento onde o casal mora em casas separadas tem trazido efeito benéfico para as famílias, garantindo a privacidade das relações como um todo.

São os “namoridos”, novo nome dado aos casais que são namorados, mas relacionam-se como casados, ou seja, assumem um compromisso entre si e os filhos, embora decidam continuar a viver em casas separadas. Todos são preservados e saem ganhando: nenhum filho precisa abrir mão de seu conforto já adquirido, a casa continua a mesma, não é preciso uma reestruturação geral para que os filhos convivam entre si e com os novos parceiros (e vice versa); quando cada um está no final de semana com os próprios filhos, pode garantir a convivência integral com eles, sem a “concorrência” de outros por perto (nada que impeça de saírem todos juntos também, caso seja uma convivência gostosa).

Quando ambos estão sem os filhos, que se encontram com os outros pais, têm a oportunidade de namorar e curtir a privacidade de um casal “sem filhos”, alimentando esse vínculo de homem e mulher que costuma ser tão esquecido enquanto estamos casados. E por fim, o tempo consigo próprio conquistado após a separação é preservado, já que não estará todas as noites com alguém ao seu lado.

Muitos conflitos são evitados dessa maneira, já que o convívio fica mais leve entre todos. Não estou aqui afirmando que isso seja uma regra, ou que todos os recasamentos para darem certo devem seguir esse modelo. Apenas alerto para que, caso você perceba que sua nova união está lhe trazendo mais conflitos e preocupações em decorrência desses fatos relatados, ao invés de alegrias e prazer, e que seu relacionamento amoroso está sendo afetado por questões que envolvem essa complexa teia de relacionamentos entre os membros de uma nova família, pense se não seria mais saudável parar de “forçar a barra” e manter uma “distância segura” entre todos.

Uma boa saída é morarem em locais próximos, de fácil acesso, para facilitar as visitas e o convívio do casal que, afinal, quer estar próximo e matar a saudade durante a semana. Se não deu certo um primeiro casamento, ou talvez um segundo, ainda podemos acreditar que o amor está aí para ser vivido em toda a sua intensidade. Ao longo da vida adquirimos maturidade e experiências que nos instrumentalizam para vivê-lo de forma mais saudável, leve e verdadeira.

Então descomplique. Preserve sua individualidade dentro da relação, alimente o vínculo amoroso entre o casal, respeite o tempo de convívio necessário de seu cônjuge com os filhos dele, e construa uma relação leve e gostosa entre os “irmãos postiços”. Se todos forem respeitados em suas necessidades a chance desse novo relacionamento ser “para sempre” é muito grande!

O que leva traídas a agredir as amantes dos maridos

 Para os especialistas, as esposas acreditam que a amante desviou o amado e merecem vingança

—  Eu destruí totalmente. Ela ficou com uma costela quebrada, o rim furado e até o aparelho da boca ela engoliu. Ainda fiz ela comer areia com cocô de gato.

O depoimento de uma mulher traída, que espancou e humilhou a amante do marido, fazendo a moça comer até fezes, chamou a atenção do público esta semana. O caso está longe de ser isolado.

Ficou famoso também o vídeo em que uma mulher bate na amante do marido em um triângulo amoroso que viralizou nas redes sociais. Recentemente, uma jovem foi agredida e obrigada a andar nua, depois de ser descoberta como sendo amante de um cara casado.

O que leva essas mulheres a voltar sua ira para a outra, em vez de focar no marido traidor? De acordo com os especialistas, isso depende muito das crenças que aquela mulher tem sobre fidelidade, culpa, amor, sobre ela, sobre o parceiro, sobre as outras mulheres.

Segundo Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), há, nesses casos extremos, um claro desequilíbrio emocional e um imenso desejo de vingança.

— A traição corrói por dentro e essas pessoas ficam com muita raiva. Mas isso é coisa de gente que está desequilibrada, não está no seu estado normal.

Para Marina, há um forte componente simbólico em agredir a amante. É a velha história do “o que ela tem que eu não tenho”, muitas vezes insuportável para quem é traído. A esposa acaba se torturando por pensamentos como este, e há uma sensação de raiva pela amante representar tudo aquilo que a mulher gostaria de ter e ser. É muito comum a esposa ter mais raiva da amante do que do marido.

— Ela roubou o marido dela, a felicidade dela, a esposa joga tudo na mulher, toda sua frustração. E vai querer vingança. Não vai deixar barato, vai querer sujar o nome da amante, mas muitas vezes suja o próprio. A outra sai como coitada, as pessoas acabam ficando com pena da que foi humilhada e agredida.

Sem falar que existem situações em que amante também foi enganada. De acordo com Marina, é muito raro os homens que conseguem sair de um casamento se não tiverem algum relacionamento engatilhado. E muitos se vendem como o cara que está se separando como arma de conquista.

traição

— Os homens são mais acomodados nos casamentos e às vezes preferem seduzir uma outra mulher a se separar. Ela tem escolha, de entrar ou não na história, mas muitas caem numa promessa de relacionamento. Não necessariamente ela “roubou o marido” de alguém.

Segundo Kelen de Bernardi Pizol, terapeuta e orientadora de casais, a idealização do parceiro também ajuda a explicar esse comportamento feminino de se voltar contra as amantes. Quando se ama alguém, por mais que esteja na cara, pode ser difícil aceitar que algum malefício possa vir daquela pessoa.

— Há uma idealização. A pessoa acredita que o ser amado é incapaz de fazer algum mal a ela ou à relação. Então, no caso da traição, como há a amante envolvida, é nela que a culpa vai recair. É a crença de que foi a amante que desviou o ser amado do caminho, e a agressividade se direciona à essa pessoa.

Também existe um viés cultural. Para Kelen, nossa cultura infantiliza o homem e vilaniza a mulher na questão da sexualidade.

— O  homem é visto como alguém que foi seduzido por uma mulher ardilosa. Ao mesmo tempo, é uma cultura machista, que o isenta de dar escapadas porque isso “é coisa de homem”. Veja que há dois valores diferentes e até opostos aí: em um deles a mulher amante é supersexual e não tem brios em avançar sobre um homem indefeso que já tem uma parceira; em outra o homem tem uma supersexualidade que não pode ser abafada e deve ser aceita como parte da sua natureza.

O psiquiatra Luiz Cuschnir pontua que, nesses casos, a tentativa de proteger o marido aparece pela relação amorosa que existe entre eles. Ele é protegido da agressividade que surge por parte da esposa, por isso a necessidade de se aliviar a raiva é dirigida à amante.

— Preservar o vínculo que existe nesses casos pode estar evidenciando que há muito o que preservar entre eles, que o relacionamento não se restringe somente àquela traição, há muita coisa que vale a pena. Pode também haver a ideia de que haverá a possibilidade de retomar com o marido uma relação melhor. Mas isso não significa que não será cobrado a posteriori. Pode ficar guardado para depois apresentar a conta que ele vai ter que pagar.

Especialista em sexualidade, o terapeuta Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, afirma que se voltar contra a outra é, de fato, uma forma de mostrar que o compromisso com o marido continua, inclusive ao enfrentar a amante.

— A tentativa sempre parece ser de manter o relacionamento. Atacar o marido é afirmar a perda. Então a busca da amante e atacá-la representa a “defesa” do casal, uma busca de manter o relacionamento. Não é um comportamento realmente lógico e racional. Apenas uma busca irracional de remendar algo aos olhos sociais e ainda ganhar um bônus de dívida que o marido terá e que poderá e será exigida em momentos que esta mulher considere propício.

Nem todas mulheres, porém, agirão assim, impulsivamente, de modo irracional. Algumas encontrarão outras maneiras de administrar a frustração.

Algumas buscarão brigar para manter o relacionamento por meio da aproximação com o marido e reorganizar o relacionamento, recomeçar o casamento, refazer o contrato do relacionamento, com ou sem ajuda de um psicoterapeuta.

A traição, na análise da terapeuta de casais Marina Vasconcellos, pode, em alguns casos, acabar servindo para reestruturar um casamento que já parecia morto.

esperança

— Pode aparecer, para ele ou para ela, alguém que elogia, que dá atenção, e eles podem  cair em tentação, mas não necessariamente é porque  acabou o amor. Só que o amor tem de ser alimentado. Se surge uma terceira pessoa que volta a alimentar pode acontecer. Mas se o outro descobre, aí é hora de avaliar se foi só um caso, ou se vale seguir com o casamento.

A outra? Bem, esta não será perdoada jamais. Vai ficar como uma marca. Basta ouvir o nome da pessoa para revirar o estômago. E não dá para o marido ficar amiguinho da ex-amante. Ele tem de se comprometer a cortar relações, fazer tudo pra voltar, mostrar que a esposa pode confiar. Senão…

 

 

Filmes inspiram a sexualidade: cautela!

Atmosfera Feminina, 12/03/2015

Um tapinha não dói? Ah, às vezes ele dói, sim, e a ponto de “machucar” a autoestima, o respeito e o amor entre os parceiros. Por isso é preciso dosar até onde você e seu companheiro topam ir, quais brincadeiras sensuais vão deixar a relação mais prazerosa e – superimportante – vocês dois confortáveis para jogar. “Se não sabe por onde começar, vale se inspirar na história contada por uma amiga, na dica publicada na revista, num livro ou mesmo num filme, mas sempre tomando o cuidado de fazer uma adaptação para o seu relacionamento”, avisa a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, de São Paulo.
Segundo a especialista, inovar nas posições, na produção, na escolha do lugar, na postura (de submissão ou controlador), no uso de objetos, na realização de fotos ou filmagens, por exemplo, pode ser divertido e saudável quando, além do “durante”, o casal também pensa em como será o “depois”. “Afinal, toda ação tem uma consequência”, completa ela.
19987_ext_arquivo
Por onde começar
Na dúvida sobre o que trará bem-estar e será bem aceito pelo outro e por você, a recomendação da terapeuta de casal Marina Vasconcellos é ir com calma ao invés de radicalizar logo de cara e correr o risco assustar e perder o controle da situação. Seja qual for a escolha, lembre-se que temperar a relação ou sair da rotina sexual não é algo conseguido apenas com novos brinquedinhos. “Às vezes, mudanças simples e sutis no dia a dia, como usar uma lingerie diferente, ter relações em outro cômodo da casa que não apenas o quarto ou iniciar a noite com um romântico jantar a dois pode surtir muito mais efeito”, conclui a especialista.

Oito lições para evitar que a rotina mine seu relacionamento

O beijo de boa noite e um olhar de admiração mantêm a união do casal

Portal Minha Vida, por Manuela Pagan, em 09/01/2015

 

O início de um relacionamento é uma das etapas mais prazerosas da vida a dois. Descobrir o outro e curtir cada segundo juntos é uma delícia. Mas, passada a fase da euforia, a maioria dos casais esquece até de dar um simples beijo de boa noite. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo impresso Daily Mail, do Reino Unido.

O levantamento aponta que 80% dos casais vão dormir sem esse gesto de carinho. Com o tempo, o afastamento torna-se inevitável. A mesma pesquisa apontou que os parceiros que não se beijavam antes de dormir também eram aqueles que dormiam de costas para o outro.

Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, a rotina pode ser a culpada, mas a falta de contato físico também pode ser um sinal de que a relação não está indo bem.

O fato é que não dá para deixar o carinho e o afeto em segundo plano. Antes que o seu relacionamento perca a graça, lance mão de oito lições para reacender a chama que está se extinguindo.

Up

 

1- Tire a televisão do quarto

Se for para assistir um filme de conchinha sob as cobertas vá lá, mas em outras situações a televisão pode ser inimiga da sua intimidade. “O hábito de assistir televisão sempre antes dormir, além de diminuir a qualidade do sono, dificulta o diálogo e o casal – por dormir em momentos diferentes – acaba até esquecendo do beijo de boa noite”, conta a psicóloga Marina. Por isso, televisão só na sala.

2- Trabalho tem limite

Em um mundo perfeito, você chegaria em casa e teria todo o tempo disponível para cuidar do seu parceiro. Mas na realidade nem sempre é assim. “Hoje em dia, o trabalho suga o tempo pessoal mesmo, principalmente se você gerencia seu próprio negócio”, explica Marina Vasconcellos. A especialista recomenda que haja bom senso e compreensão. “Bom senso para saber a hora de parar de trabalhar, e compreensão do parceiro quando a hora extra for necessária”.

3- Restrinja o uso do computador

Você gasta as horas que tem para passar com o seu amor na frente do computador? Então há algo fora de ordem. Redes sociais, bate-papo e até games podem gerar um vício difícil de romper. Mas você não precisa erradicar essas modernidades da sua vida, basta limitar o uso. A psicóloga Marina Vasconcellos recomenda que seja colocado um horário de uso que não tome todo o seu tempo livre e ainda permita que você se dedique ao relacionamento.

4- Interesse e admiração

“Olhar para o companheiro e sentir orgulho de suas conquistas, características, forma de se vestir e maneiras de resolver problemas é uma das maneiras de manter o relacionamento vivo”, recomenda a psicóloga Milena Lhano, especialista em atendimento de casais. Busque sempre esse olhar de admiração em relação ao parceiro e não deixe nunca de se surpreender com o seu amor.

 

5- Conversa com hora marcada

Marina Vasconcellos conta que o diálogo com hora marcada é um exercícios comumente feito na terapia de casal. “Sem nenhuma influência externa, os parceiros sentam um de frente para o outro e esperam para ver o que vai acontecer”, explica a especialista. A atitude reforça a intimidade do casal e pode gerar o diálogo até em casos mais complicados. Em casa, o casal pode fazer isso durante a refeição ou antes de dormir, por exemplo.

6- Todo dia um carinho

Um “bom dia” ou um beijo de boa noite. Gestos simples que mantêm o cuidado da relação em dia. “Essa demonstração de afeto é simples, mas significa muito: carinho e respeito”, conta a psicóloga Marina.

7- Planos em comum

Uma viagem, uma casa ou até mesmo um filho. Traçar planos em dupla, além de ser uma delícia, é uma forma eficiente de manter o casal olhando na mesma direção. “Essa atitude é importantíssima não apenas para que o casal construa um futuro em comum, mas para mantê-lo caminhando com um mesmo destino, unido”, conta Milena Lhano.

Infidelidade virtual

Jornal o Povo, por Ubiracy de Souza Braga, em 03/01/2015

A infidelidade virtual é um tema conspícuo que divide opiniões na esfera da filosofia, sociologia e mesmo na psicologia. O termo virtual vem do latim medieval e conserva a ideia de virtude, força ou potência em nossos dias. Do ponto de vista legal, não existe infidelidade virtual porque esse tipo de relação não é considerado uma traição.

Na filosofia só é considerado traição se o “olho do espírito” não conseguir “ver”o que está por trás da relação. Benedito de Espinoza foi o primeiro a suscitar o problema do ler, e, por conseguinte do escrever, como também o primeiro no mundo a propor simultaneamente uma teoria da história e uma filosofia da opacidade do imediato.

Daí, toda a fragilidade no sistema dos conceitos, que constitui o conhecimento, reduzir-se à fraqueza psicológica do “ver”. E se são as omissões do ver que explicam os seus equívocos nos dias de hoje, do mesmo modo, por uma necessidade peculiar, será a acuidade do “ver” o que há a explicar em suas visões de todos os conhecimentos
reconhecidos.

 

Infidelidade virtual

 

Ou seja, atingimos assim a compreensão da determinação do visível como visível, e conjuntamente do invisível como invisível, e do vínculo orgânico que une o invisível ao visível. Assim, é visível todo objeto ou problema que se situa no terreno, e no horizonte, isto é, no campo estruturado definido da problemática teórica de determinada disciplina teórica que nos impõe e revela a condição social de visibilidade.

Para a psicoterapeuta sexual Lúcia Rosenberg, com razão, o nexo de quem determina o que seria infidelidade ou não é o próprio casal: “a fidelidade passa pelo acordo. Os limites são diferentes e precisam ser esclarecidos. Muitas pessoas acreditam que ela é mental, para outras, é física”.

A terapeuta de casais Marina Vasconcellos, aproximando-se do interacionismo simbólico, ou na sociologia do direito de Niklas Luhmann, considera este relacionamento “uma traição da confiança da relação”, e salienta: – “a infidelidade caracteriza-se pela relação de intimidade com outra pessoa que não seja o cônjuge, ou mesmo pela intenção de se relacionar com alguém, mesmo quando se está comprometido.

Na sociologia pragmática significa o fim da relação. Pois fim é a representação de um resultado que se converte em causa de uma ação.

 

“Sexo é fundamental no casamento?”

Publicado no Minha Saúde Online em 13/02/2014

Bem, logo de cara arrisco a dizer: “não, sexo é muito importante, mas não fundamental”.
Com o tempo de convivência a frequência das relações sexuais naturalmente diminui entre o casal. A rotina cansativa, as demandas de trabalho, filhos, tarefas de casa, horas perdidas no trânsito congestionado (para aqueles que moram em cidade grande), doenças, enfim, há muitas variáveis que levam ao desgaste físico e emocional das pessoas, diminuindo a vontade e disponibilidade para fazer sexo com tanta frequência.

O ideal seria que não deixássemos o “fogo” do início se apagar tão rapidamente, pois o sexo feito entre duas pessoas que se amam tem o poder de criar intimidade, unir os dois, trazer bom humor e mais carinho na relação, melhorar o astral, facilitar o diálogo mesmo sobre temas mais delicados – já que o clima entre o casal costuma ser mais leve e contar com a cumplicidade entre eles -, melhorar a auto estima, relaxar, queimar calorias.

Algumas pessoas acham que se não há sexo, a relação é considerada apenas uma “amizade”. Talvez para alguns isso seja o suficiente, com a idade mais avançada, já sem a energia ou a necessidade de realizar o ato em si. O amor e a história de vida construída entre o casal superam a ênfase que é dada ao sexo em determinada fase da vida, e eles não mais sentem falta desse contato. O andar de mãos dadas, dormir abraçado, tratarem-se mutuamente com carinho, importarem-se um com o outro, curtirem os netos, passearem juntos, desfrutarem a tranquilidade de assistir a um filme em casa, enfim, tudo isso e muito mais passa a ser o que une o casal.

Porém, em especial no início da relação é muito importante que o casal se dê bem sexualmente falando, pois como dito acima, o sexo traz inúmeros benefícios. Se com apenas alguns anos de união a frequência do ato cai em demasia, ou até total, há algo errado, e é preciso investigar o que está acontecendo.

Sabemos que a vida de casados não é como a de namorados, onde tudo é “lindo”, a saudade é sempre grande, o tesão é manifestado a toda hora, as carícias são frequentes, assim como os elogios e trocas de amabilidades. Quando se casa, infelizmente o casal vai se distanciando aos poucos, muitas vezes sem se dar conta disso, e deixa as preocupações e tarefas do dia a dia minarem essa energia toda tão gostosa que caracteriza as relações em seu início. Uma pena!

Porém, o importante é não esquecermos a vida sexual. Grande parte das pessoas passa a viver apenas os papéis de pai e mãe em detrimento dos de marido e mulher. Os amantes são esquecidos, transformando-se apenas em pais, deixando de regar a relação a dois como se deveria. Quem já não ouviu um casal chamando-se mutuamente de “pai” e “mãe” por aí?

Não há uma regra que estabeleça o número “normal” de relações sexuais que um casal deve ter durante a semana, ou no mês… Cada um tem uma necessidade específica, que será saciada levando-se em conta inúmeros fatores internos e externos. O problema está quando um ou ambos estão insatisfeitos com a frequência e não conseguem falar a respeito, deixando a frustração se acumular, criando um enorme abismo afetivo entre eles. E é aí que pode se abrir a porta para a entrada de um “terceiro” na relação.

Enfim, sexo é importante e deve ser cuidado e valorizado numa relação, mas há situações onde ele praticamente não existe, e mesmo assim o casal se ama e convive bem. Afinal, quem somos nós para julgar as escolhas e desejos das pessoas?

Meu parceiro é um tremendo grude na relação! O que eu faço?

Publicado no MSN em fev/2014

Um “parceiro-chiclete” que não dá espaço para o outro pode tornar a relação chata, enfadonha e sem futuro.

Foto: Thinkstock

Foto: Thinkstock

Ele vive grudado nela. Já ela não gosta de sair sem ele ao lado. Um não faz nada se o outro não estiver junto. Quem olha de longe acha que aquele casal é perfeito. Mas, explicam especialistas consultados, ficar grudado no outro não significa que a relação terá futuro. Muito pelo contrário: um “namoro-chiclete”, onde um não dá espaço para o outro, pode tornar a relação chata, enfadonha e sem futuro.

E o problema do “grude” é essa falta de espaço no relacionamento para o outro se desenvolver como indivíduo como explica o psicoterapeuta especializado em relacionamentos e em mudanças de hábitos, Sergio Savian. “O processo de individuação é fundamental para quem deseja crescer. Enquanto você vive grudado em outra pessoa, sempre estará em uma posição infantil de dependência emocional”, avalia Sergio.

Essa grau de grude na relação, analisa Thiago de Almeida, psicólogo especialista em dificuldades do relacionamento amoroso, depende muito dos parceiros envolvidos. “Há pessoas que gostam desse tipo de namoro, gostam do grude, sentem-se bem com isso. Mas, quando um parceiro gosta e outro não, o namoro pode não dar certo”, explica Thiago, considerado o maior especialista em relacionamento segundo American Biographical Institute (ABI).

Numa relação, assegura a psicóloga e também terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP, Marina Vasconcellos, nada que é exagerado é bom e essa individualidade deve ser preservada para que cada um se desenvolva, sinta-se bem consigo próprio e se realize como pessoa.

“É necessário que, numa relação, cada um tenha seu espaço garantido com suas atividades individuais intercaladas com as atividades em comum. Só assim é possível estar inteiro para ser feliz ao lado de uma pessoa que respeite seu espaço e necessidades individuais. Com o tempo, essa presença imposta ao parceiro constantemente faz com que a relação se sature”, diz Marina.

E o “parceiro-chiclete” não é exclusividade feminina. Se você pensava que as mulheres eram mais grudentas do que os homens, se enganou. “Acredito que não devemos dizer que as mulheres sejam mais grudentas. Isso independe de gênero. A pessoa é assim grudenta. As mulheres têm uma personalidade mais amável, maternal e talvez isso faça com que pareça mais grudenta, mas muitos homens agem dessa forma”, opina o psicólogo Thiago de Almeida.

A terapeuta Marina Vasconcellos segue a mesma linha de raciocínio. “Em geral, as mulheres, são mais afetivas e têm mais facilidade em demonstrar e falar sobre seus sentimentos. Daí a tendência de parecerem mais grudentas do que os homens”, diz. Então, qual a fórmula para colocar de uma vez um limite no parceiro grudento?

“Se você tem um parceiro deste tipo, e deseja continuar com ele, precisa colocar limites e encaminhá-lo para uma boa terapia”, opina Sergio Savian. “Dialogar sempre. Colocar os problemas para o parceiro, questionar a razão desse grude, mostrar para o parceiro que esse tipo de relação pode ser prejudicial o relacionamento”, aconselha Thiago.

Oito lições para evitar que a rotina mine seu relacionamento

O beijo de boa noite e um olhar de admiração mantêm a união do casal

Publicado no Minha Vida e atualizado em 13/09/2013

O início de um relacionamento é uma das etapas mais prazerosas da vida a dois. Descobrir o outro e curtir cada segundo juntos é uma delícia. Mas, passada a fase da euforia, a maioria dos casais esquece até de dar um simples beijo de boa noite. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo impresso Daily Mail, do Reino Unido. O levantamento aponta que 80% dos casais vão dormir sem esse gesto de carinho. Com o tempo, o afastamento torna-se inevitável. A mesma pesquisa apontou que os parceiros que não se beijavam antes de dormir também eram aqueles que dormiam de costas para o outro. Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, a rotina pode ser a culpada, mas a falta de contato físico também pode ser um sinal de que a relação não está indo bem. O fato é que não dá para deixar o carinho e o afeto em segundo plano. Antes que o seu relacionamento perca a graça, lance mão de oito lições para reacender a chama que está se extinguindo.

Tire a televisão do quarto

Se for para assistir um filme de conchinha sob as cobertas vá lá, mas em outras situações a televisão pode ser inimiga da sua intimidade. “O hábito de assistir televisão sempre antes dormir, além de diminuir a qualidade do sono, dificulta o diálogo e o casal – por dormir em momentos diferentes – acaba até esquecendo do beijo de boa noite”, conta a psicóloga Marina. Por isso, televisão só na sala.

Trabalho tem limite

Em um mundo perfeito, você chegaria em casa e teria todo o tempo disponível para cuidar do seu parceiro. Mas na realidade nem sempre é assim. “Hoje em dia, o trabalho suga o tempo pessoal mesmo, principalmente se você gerencia seu próprio negócio”, explica Marina Vasconcellos. A especialista recomenda que haja bom senso e compreensão. “Bom senso para saber a hora de parar de trabalhar, e compreensão do parceiro quando a hora extra for necessária”.

Restrinja o uso do computador

 Você gasta as horas que tem para passar com o seu amor na frente do computador? Então há algo fora de ordem. Redes sociais, bate-papo e até games podem gerar um vício difícil de romper. Mas você não precisa erradicar essas modernidades da sua vida, basta limitar o uso. A psicóloga Marina Vasconcellos recomenda que seja colocado um horário de uso que não tome todo o seu tempo livre e ainda permita que você se dedique ao relacionamento.

Interesse e Admiração

“Olhar para o companheiro e sentir orgulho de suas conquistas, características, forma de se vestir e maneiras de resolver problemas é uma das maneiras de manter o relacionamento vivo”, recomenda a psicóloga Milena Lhano, especialista em atendimento de casais. Busque sempre esse olhar de admiração em relação ao parceiro e não deixe nunca de se surpreender com o seu amor.

Conversa com hora marcada

Marina Vasconcellos conta que o diálogo com hora marcada é um exercícios comumente feito na terapia de casal. “Sem nenhuma influência externa, os parceiros sentam um de frente para o outro e esperam para ver o que vai acontecer”, explica a especialista. A atitude reforça a intimidade do casal e pode gerar o diálogo até em casos mais complicados. Em casa, o casal pode fazer isso durante a refeição ou antes de dormir, por exemplo.

Todo dia um carinho 

Um “bom dia” ou um beijo de boa noite. Gestos simples que mantêm o cuidado da relação em dia. “Essa demonstração de afeto é simples, mas significa muito: carinho e respeito”, conta a psicóloga Marina.

Planos em comum

Uma viagem, uma casa ou até mesmo um filho. Traçar planos em dupla, além de ser uma delícia, é uma forma eficiente de manter o casal olhando na mesma direção. “Essa atitude é importantíssima não apenas para que o casal construa um futuro em comum, mas para mantê-lo caminhando com um mesmo destino, unido”, conta Milena Lhano.

Alinhe os valores

Alinhar conceitos pessoais é uma das tarefas mais difíceis de um relacionamento. É importante saber respeitar e conviver com as diferenças dentro de um relacionamento. Existe o respeito à família, trabalho, opinião, ritmo e questões que são importantes para o outro. Mas lembre-se que para respeitar a opinião alheia, você não precisa abrir mão da sua. Mas quando os valores são muito diferentes, é complicado estabelecer uma relação harmônica – essa situação pode até inviabilizar a relação. Nesses casos, vale pesar a dificuldade da relação e o quanto se quer estar junto. “Um relacionamento longo é um exercício de amor e tolerância – o desejo de mudar o outro é uma ilusão”, orienta a psicóloga Marina.

Descubra gafes que mulheres e homens cometem na cama e evite-as

Publicado no Terra em 07/06/2013

É natural que mulheres e homens já tenham cometido alguma gafe na “hora H”, ao longo da vida, ou mesmo se deparado com algum comportamento embaraçoso do companheiro. Tornando-se motivo de risada ou constrangimento, os erros durante uma relação sexual são considerados comuns para os especialistas no assunto. Contudo, para evitar os micos e virar motivo de piada, tome nota de dez situações e evite reproduzi-las.

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Mulheres

 Falar sobre relações anteriores

“Não existe motivo para trazer à tona os detalhes de um relacionamento anterior”, avalia Vera Vaccari, psicoterapeuta e terapeuta sexual. A situação fica ainda pior quando são feitas comparações de desempenho. Concentre-se em usufruir o momento com o parceiro atual.

 Levar os problemas para a cama

“Em um relacionamento mais sólido, por exemplo, levantar questões como a situação financeira do casal ou a lista de compras da semana, é uma gafe daquelas”, afirma. Por isso, deixe os problemas para serem resolvidos em outras ocasiões e aproveite o momento para relaxar.

 Querer bancar a especialista

“Ninguém detém verdades absolutas sobre relacionamento ou sexo e, muitas vezes, o que considero bom pode não ser tão bom para o outro”, aconselha a psicoterapeuta. Evite enaltecer seus conhecimentos em detrimento da experiência do companheiro.

 Supervalorizar situações pontuais

“Dar exacerbada importância a situações que não ocorrem com frequência, como uma brochada, é errado”, comenta. O melhor é compreender a situação, pois o parceiro pode não estar disposto naquele dia.

 Fingir orgasmo

A mulher não deve se sentir obrigada a atingir o clímax. “Ao mentir, ela contribui para que o namorado continue a não lhe dar prazer” afirma Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta. Assim, conheça o próprio corpo para poder guiar o parceiro durante o sexo.

Homem

 Falta de higiene

“Demonstra uma grande falta de consideração com a parceira e a afasta naturalmente”, observa Marina. Ninguém é obrigado a tolerar o cheiro de suor ou chulé alheio, se o encontro for após o expediente, uma ducha antes de o clima esquentar é o ideal.

 Esquecer a camisinha ou não querer usá-la

Além de prevenir doenças sexualmente transmissíveis ou uma gravidez inesperada, o esquecimento ou recusa do preservativo demonstra falta de cuidado. “Muitas vezes, a mulher fica sem graça e não sabe nem como convencê-lo”, conta Vera.

 Exagerar na performance

Procurar copiar filmes pornográficos ou inventar posições e técnicas mirabolantes pode intimidar o parceiro e tirar a naturalidade do momento. “Além do que, às vezes, isso é imposto à parceira”, lembra a Vera.

 Forçar a barra

É importante considerar o espaço e a vontade do outro e não insistir em manter relações se o parceiro não estiver afim naquele momento. “É essencial manter o respeito e, além disso, uma relação a contragosto não proporciona um prazer pleno”, evidencia a psicoterapeuta.

 Acelerar a relação

“É desconfortável ter que lidar com o parceiro perguntando a todo o momento se você chegou lá”, analisa Vera. A relação não acaba simplesmente porque o parceiro atingiu o clímax, o ideal é descobrir formas de equilibrar o tempo dos dois.

Casais relatam os benefícios e os perigos do treino a dois

Publicado na Revista “The Finisher” (Edição abril/maio 2013)

 

CASAL QUE CORRE UNIDO

…permanece unido. E leva pra casa a sintonia de quem compartilha ois mesmo objetivos (além de melhorar o desempenho).

 

Depois da segunda gestação, a professora universitária Ediléia Diniz decidiu apostar na corrida para recuperar a forma. Foi conquistada pelo esporte e por um novo estilo de vida, muito mais saudável. Enquanto isso, seu marido não desgrudava do sofá e sempre inventava uma desculpa para não calçar os tênis. “Um dia, levei-o para o parque e disse: ‘Só volte daqui a meia hora, e de preferência bem suado.'” , conta. Alexandre Abreu – o marido – obedeceu. E também tomou gosto pela coisa. Entrou para uma assessoria esportiva e se tornou o principal incentivador da esposa.

O reflexo no relacionamento foi instantâneo. Correndo lado a lado, os dois passaram a se entender melhor, ser mais tolerantes, ter mais cumplicidade. Entraram definitivamente em sintonia. No ano passado, comemoraram 15 anos de casados em grande estilo: completando juntos os 15 km da São Silvestre, um sonho de infância de Ediléia. Agora treinam para um desafio ainda maior: correr uma meia maratona em julho. “Aliar a corrida ao nosso dia a dia  faz toda a diferença, pois conseguimos manter os hábitos saudáveis e ainda temos um tempo só para nós”, afirma Abreu. “Mesmo que às vezes nosso paces diferentes, sempre há uma oportunidade para corrermos juntos, seja no começo dos treinos, nos longões ou durante as provas. Nossos objetivos no esporte e em casa ficaram bem mais afinados.”

PAIXÃO COMPARTILHADA

O exemplo do casal paulistano não é exceção. A corrida tem tudo para ajudar a melhorar e amadurecer um relacionamento. A psicóloga marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e de casal pela Unifesp, explica: “Correr com o cônjuge, além de ser estimulante, envolve questões como a cumplicidade e o companheirismo. É um momento de relaxamento e investimento em cada um, no qual ambos se motivam mutuamente. Além disso, o ritmo de vida do casal fica parecido, o que proporciona mais períodos juntos.”

O psicólogo Ailton Amélio, professor do curso de comunicação Não-Verbal  e de Relacionamento Amoroso no Instituto de Psicologia da USP, concorda. “O casal que treina junto tem mais momentos de interação, o que leva a uma maior proximidade. Só o fato de realizarem atividades compartilhadas jé é um bom sinal. Mostra que tem algo em comum – e esse é o princípio que rege o casamento. Estudos revelam que a maioria dos casais que dão certo tem algo em comum, como cultura, valores, faixa etária, raça”, afirma.

Não foi nada fácil para a empresária Christina Massis, dona de três cafeterias em São Paulo, perceber isso. Após algumas experiências frustradas com parceiros sedentários, entendeu o que procurava: alguém que, como ela, valorizasse uma rotina saudável, não fumasse e dividisse a paixão pela corrida.

Em 2006, por meio de sua assessoria esportiva, conheceu o também corredor Celso Della Torre, sócio de uma administradora de condomínios. Começaram a treinar juntos, a fazer algumas provas e, em uma ano e meio, já estavam subindo ao altar. “Foi a corrida que nos aproximou e revelou muitas outras afinidades, como o gosto por hábitos saudáveis e a busca da longevidade”, conta Christina. “Temos uma rotina de trabalho estressante, então é nos treinos que encontramos e temos nossos momentos de lazer. os dois saem dali se sentindo muito melhor, e isso nos une ainda mais. Aproveitamos as provas para viajar e conhecer novos lugares.”

NEM SEMPRE É FÁCIL

Mais do que treinar, correr uma prova juntos leva o casal a um estágio único. É uma experiência em que eles estabelecem uma meta em comum e, para alcançá-la têm de se ajudar, respeitar seus limites, puxar o outro para cima nas horas delicadas”, diz Ailton.

O compartilhamento se situações de superação e conquista cria uma ligação especial entre os envolvidos. Imagine então quando se trata de uma corrida de alta exigência, com um trajeto de quase 100 km a ser percorrido em 3 dias na Cordilheira dos Andes. Os namorados Miguel Mitne e Tessa Roorda, juntos há 11 anos decidiram encarar esse desafio em 2013 – e participaram, em fevereiro, do El Cruce Columbia.

“Competir junto com alguém é um exercício que põe tudo à prova. Você passa por situações extremas, conhece seu parceiro a fundo, aprende a conviver, a respeitar mais. Não é fácil, às vezes dá vontade de jogar tudo para o alto. Mas se um souber escutar o outro, é uma experiência que contribui muito para o amadurecimento da relação”, diz Tessa, que ao lado de Miguel, conquistou o 3º lugar geral entre as duplas que disputaram o Cruce.

ARMADILHAS A DOIS

Casal deve evitar discutir relação e excesso de competição

Aliar o casamento a corridas reque alguns cuidados. ” O casal não deve usar esse momento para discutir a relação ou criticar o outro. Isso invalida os benefícios do exercício: eles passam a associar uma atividade que deveria ser prazerosa com um momento ruim, o que desestimula os dois”, alerta Ailton Amélio.

Competição em excesso entre o casal estraga tudo. A intenção é incentivar e auxiliar o outro, motivando-o para encarar a rotina de exercícios. O casal deve estar no mesmo patamar na hierarquia dos papéis, ninguém é melhor que ninguém e cada um tem seu ritmo, seu potencial e seu tempo”, ensina Marina Vasconcellos.

Também é preciso checar se o treinamento em conjunto não é uma forma de controle, de fazer com que o outro seja obrigado a estar por perto o tempo todo. “Isso caracterizaria uma relação doentia – muitas vezes trata-se de ciúme patológico. Nesse caso, é totalmente insalubre a prática de exercícios juntos”, conclui a psicóloga.

 

 

 

 

DIA DO BEIJO

Publicado no Metrô News em 12/04/2013 

Propício para estimular sensações de bem-estar

Abner e Carolina são namorados há um ano e meio. Abner Sobral Gomes, 21, estudante de marketing: "O beijo é o básico e o essencial. Sem beijo ninguém namora e nem casa." Carolina Delboni, 18, estudante de farmácia: "O beijo mais diferente que eu já dei foi ao estilo Homem-Aranha."

Abner e Carolina são namorados há um ano e meio.
Abner Sobral Gomes, 21, estudante de marketing: “O beijo é o básico e o essencial. Sem beijo ninguém namora e nem casa.” Carolina Delboni, 18, estudante de farmácia: “O beijo mais diferente que eu já dei foi ao estilo Homem-Aranha.”

Aproveite a data e comemore amanhã o Dia do Beijo. Pode ser em forma de estalinho, o chamado “beijo selinho”. Ou de um jeito inesperado, o “beijo roubado”. Não importa o tipo de beijo, o que vale é sentir o bem-estar provocado pela liberação de endorfina, dopamina e serotonina, hormônios relacionados ao relaxamento e ao prazer.

Segundo o psicólogo e psicoterapeuta Marcelo Toniette, o beijo traz benefícios que envolvem tanto os aspectos físicos quanto os emocionais. “Na parte física, estimula diversos músculos da boca, a circulação sanguínea e o metabolismo. Na parte emocional, o beijo fortalece a autoestima, a confiança e contribui para a redução do estresse e estado de tristeza”, afirma.

A psicoterapeuta de casais e família Marina Vasconcellos destaca que o beijo deve ser dado com vontade. “Se não existe o beijo verdadeiro, faltará demonstração de carinho, afeto e entrega no relacionamento”, diz.

Toniette recomenda para os casais que perdem os encantos do beijo, que retomem a prática. “Só não vale ficar no selinho, mas experimentar beijos mais ousados e intensos. Por ser uma demonstração de carinho, que envolve os sentidos, quanto mais se beija, mais se quer beijar. Assim, o relacionamento se torna fortalecido, melhorando o entrosamento, a intimidade e a cumplicidade do casal”.

Beijos virtuais ao deputado Feliciano

“Beijos para Feliciano”. Está é a página do Facebook criada por Gustavo Don e Jonas Scherzinger para protestar contra a posição do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado marcos Feliciano (PSC-SP), que é contra a união civil homoafetiva.

“Os beijos que diversas celebridades demonstraram publicamente em forma de protesto foi o gancho que encontrei para criar a campanha no “Face”. Além disso, precisava contestar declarações do deputado, que dizem que o amor entre pessoas do mesmo sexo é podre, causa ódio, crime e rejeição”, diz Don.

Os mantenedores da página acreditam que a campanha já é uma grande ação virtual para o dia 13 de abril. “Gostaria de ter planejado um beijaço para o Feliciano. Talvez nossa demonstração de amor possa mudar o preconceito dele. Se fosse possível, até dava um beijo nele, com todo o respeito”, enfatiza Don.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, o deputado declara que todos são livres para expressar o que pensam, assim como ele é livre para dizer que é contra o casamento gay e jamais beijaria outro homem.

Para Feliciano, a campanha no Facebook não influencia em nada. Inclusive, um movimento evangélico queria criar uma página de beijo hétero, mas para o deputado isso foge de seu interesse político.

 

 

Compartilhar senhas de internet com parceiro não é prova de amor

Pessoas controladoras costumam querer saber as senhas de seus parceiros (Foto: Reprodução)

Pessoas controladoras costumam querer saber as senhas de seus parceiros (Foto: Reprodução)

A base de toda relação amorosa harmônica precisa ser a confiança, certo? Seguindo esse preceito, então, a vida de um casal deveria ser uma espécie de livro aberto. O que inclui, em tempos de internet, de perfis conjuntos nas redes sociais ao compartilhamento de senhas. Para muitos homens e mulheres, o excesso de privacidade virtual pode sinalizar que há algo a esconder. E, seguindo essa lógica, revelar a senha de acesso do MSN ou do Facebook tem o peso de uma prova de amor. Será, mesmo? Veja algumas análises que especialistas recomendam fazer antes de tomar qualquer atitude.

Compartilhar senhas de e-mail e redes sociais é uma prova de amor?
Segundo a psicóloga Andréa Jotta, do NPPI da PUC de São Paulo (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica), nos relacionamentos maduros e saudáveis isso pode acontecer naturalmente, sem que haja o peso de se tratar o assunto como um pacto ou prova de amor.
“E pode também acontecer de um querer compartilhar, por questões pessoais ou práticas, mas o outro não, o que é perfeitamente compreensível”, afirma. Andréa diz ainda que um relacionamento não significa dividir tudo, sempre. “Uma parte da pessoa, seus pensamentos, fantasias, amigos e gostos são só dela. Isso você não divide com o outro. É preciso ter confiança no caráter do parceiro, nos valores dele e em si mesmo, principalmente, para não se sentir ameaçado por aquilo que não lhe diz respeito”.

Falar em “prova de amor” é uma desculpa para exercer o controle?
“Uma relação pautada na confiança e na maturidade não necessita desse tipo de prova”, explica Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal São Paulo). Já Alexandre Bez, psicólogo especializado em relacionamentos pela Universidade de Miami (EUA), explica que pessoas controladoras e com personalidade narcisista têm necessidade de estar no controle, de desfrutar a sensação de poder no relacionamento.
“Costumo dizer que é muito mais importante conhecer o parceiro do que tentar controlá-lo, pois isso gera uma falsa sensação de domínio”, afirma. Ele conta que o simples fato de manter um relacionamento já é um pacto consolidado. A prova de amor deve estar presente no dia a dia, na cumplicidade, no comportamento, na exposição das dúvidas e nos conselhos, jamais em um compartilhamento pessoal. “É uma invasão à privacidade, e, principalmente, um desrespeito à relação vivida”, diz.

Dividir senhas ajuda a evitar uma traição?
Os especialistas são unânimes: não. Segundo a psicóloga Andréa Jotta, muitos casais decidem compartilhar as senhas a fim de evitar discussões, brigas e desconfianças desnecessárias. “Porém, o que acontece com frequência é que são abertos outros perfis e e-mails particulares, às escondidas”.
Compartilhar senhas expõe a privacidade de outras pessoas? 
Sim, principalmente porque os amigos nem imaginam que suas conversas e trocas de e-mails estão sendo monitoradas. “Quando você sabe que outros lerão o que você escreve, certamente acaba tomando certos cuidados na escrita, no modo como expõe suas opiniões, no conteúdo da conversa… Deixar que o parceiro veja tudo é uma espécie de traição à privacidade do seu amigo”, conta Cristiane Pertusi.

Compartilhar senhas pode alimentar a paranoia de alguém possessivo? 

“Há uma grande chance disso acontecer”, declara Marina. “É incrível a quantidade de casos de pessoas com ciúme patológico que cerceiam a liberdade do outro, enquanto o parceiro não percebe que trata-se de uma doença e se submete às exigências. Essas pessoas veem sinais de traição em qualquer tipo de relacionamento que o outro mantenha. A vida do casal vira um inferno”, segundo a psicóloga. “Recomendo o bom senso, no compartilhamento em demasia ou proibição exagerada”, diz a psicóloga Cristiane Pertusi.
A proposta, em geral, vem de quem é mais ciumento? 
Sim, e geralmente parte do sexo masculino. “Essa maior probabilidade acontece justamente pela carência dominante na personalidade da mulher, que em geral sente medo de ficar sozinha”, afirma o psicólogo Alexandre Bez.

Para Andréa Jotta, o sexo feminino costuma cair na armadilha de achar que tal invasão de privacidade é algo romântico. “Diria que as mulheres acabam se deixando levar pela insistência de alguns homens inseguros, e com o receio de perdê-los ou de que a recusa faça parecer que estão escondendo algo, acabam se submetendo a eles”, diz Marina Vasconcellos.

Prisão Amorosa

Publicado na Revista Bem-estar em 14/04/2013

Ser ciumento é uma coisa. Sentir ciúme é outra. Entenda as diferenças e qual comportamento é mais nocivo para sua relação

O ciúme é uma emoção que gera controvérsias quando se discute se ele é saudável ou não para uma relação e para quem o sente. Na verdade, sentir ciúme pelo menos alguma vez na vida pode ser inevitável, seja por algum ente familiar, amigo ou pessoa a quem se ama, e acredite: temos crises de ciúme até nos primeiros meses de vida.

A psicóloga Sybil Hart, especialista em desenvolvimento humano, professora na Texas Tech University, comprovou isso por meio de pesquisas voltadas especificamente para descobrir as origens do surgimento do ciúme. Ela constatou durante um estudo com bebês de seis meses que o ciúme foi observado nos pequenos, que o expressaram com caretas quando perceberam as mães dando atenção para bonecas e não a eles. Esse incômodo e desagrado causou surpresa, pois o ciúme apenas era percebido em crianças maiores.

Crescer com ciúme, desenvolvendo-o como sentimento, no entanto, não é nada bom. Uma pessoa ciumenta faz mal para si mesma e a quem convive com ela, pois suas características de insegurança e desconfiança criam relações estruturadas na base do controle, o que só tem o caminho da deterioração dos laços.

Há, então, quem possa se questionar: “Ciúme como sentimento? Como assim?”. A questão é que sentir ciúme é uma coisa, ser ciumento é outra, pois o primeiro é classificado como emoção (algo instantâneo), e o segundo, como sentimento (algo contínuo). E ambos oferecem contribuições bem diferentes para suas relações, independentemente se amorosa ou não.

O ciúme é uma emoção muito comum presente no ser humano e no mundo animal, afirma a psicanalista Priscila Gasparini, de São Paulo. “Há registro de situações de crises de ciúme desde os tempos bíblicos, e não se limita apenas aos humanos. Entre os animais, observamos tendências ciumentas em chimpanzés e elefantes.”

Quando moderado e fruto da emoção, o ciúme é criado por situações pontuais e passageiras que podem ser desde uma roupa mais ousada a uma olhada curiosa para o lado. Esse é o lado positivo do ciúme, porque ele simplesmente pode estimular o zelo pelo parceiro, confirmando para si mesmo o quanto gosta daquela pessoa e tem medo de perdê-la.

A psicóloga paulistana Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico, ressalta que pode ser gerado um ciúme considerado saudável também. “Quando há uma situação que incomoda momentaneamente, pode até aumentar a aproximação e deixar a relação aquecida, porque demonstra uma preocupação”, explica.

Existem casais que até desejam que os parceiros tenham um pouco de ciúme para que sintam presente uma chama acessa no relacionamento, um cuidado a mais. A falta da demonstração pode deixar alguns na dúvida da existência do amor e valorização própria, mas embora isso até venha a ser verdade em um ou outro relacionamento, muitas vezes somente significa a segurança e  autoestima intactos do parceiro sem ciúme.

Estado de alerta
A pessoa ciumenta não tem crises esporádicas, mas vive em alerta, desconfiada, alterada e procurando (e esperando) ser enganada ou abandonada. O ciúme patológico deixa a pessoa agressiva,insegura e a mantém com baixa autoestima, com comportamentos exagerados e reprovados.

Entre as atitudes mais comuns, a psicóloga Marina Vasconcelos cita a curiosidade em checar as redes sociais, exigir a senha de e-mail para ficar vasculhando diariamente, ligar para amigos para confirmar a informação dada pelo parceiro, entre outras. “O problema é quando tem sempre essas atitudes e, mesmo quando não tem razão, cria motivo. Ela age assim porque não se considera boa o suficiente para manter um relacionamento e acredita que sempre há ameaças contra seu relacionamento”, explica.

As ansiedades e os pensamentos obsessivos podem ter como origem traumas vividos na família ou de pessoas
próximas, como traições e mentiras. Esse histórico negativo provoca a insegurança, impossibilitando o ciumento de
confiar em alguém.

 “Como é desconfiado e inseguro, o ciumento persegue o parceiro o tempo todo com a intenção de controlá-lo”, diz a psicanalista Priscila Gasparini. Por isso, ele precisa de tratamento à base de antidepressivo e terapia. “Existem casos que em um mês  há uma grande mudança, oferecendo melhoras para a pessoa e seu relacionamento”, acrescenta a psicóloga Marina.

A necessidade de tratamento surge porque o ser ciumento acaba exagerando e aumentando suas ações desproporcionais à realidade. A pessoa tomada pelo ciúme de forma contínua não consegue se controlar, está sempre tensa e preocupada, transforma-se em outra pessoa, porque vive na dúvida, sem nenhuma paz.

Ciúmes diferentes

Homens e mulheres manifestam seu ciúme pelo mesmo motivo: insegurança, insatisfação, desvalorização e baixa autoestima. As motivações é que são diferentes.

Mulheres têm a tendência a mostrar ciúme quando o parceiro sai com os amigos e, principalmente, quando desvia o olhar ao ver outra mulher. A psicanalista Priscila Gasparini acrescenta ainda que a mulher também tem crises de ciúme quando o parceiro valoriza demais o trabalho (o que a faz se sentir em segundo plano) e quando resolve se arrumar melhor.

Os homens, por outro lado, ficam incomodados quando suas parceiras têm amigos homens – ainda mais se são bem-sucedidos –, são independentes, deixando-os inseguros, e a presença da família tira a atenção dela para ele. O quesito vestuário é o mais comum, em especial, quando os homens veem que suas parceiras estão vestidas de forma atraente, o que chamará a atenção de outros homens.

Essas situações são pontuais e podem gerar aquela pontinha de ciúme ou mesmo uma crise, marcada pelas emoções mais afloradas. “O importante é que ambos tenham sempre o bom senso para lidar com o ciúme, para que não interfira na relação. Isso porque, se ele se torna doentio e sem controle, é necessário procurar um profissional para iniciar um tratamento”, destaca a psicanalista.

Você é um pau-mandado?

Publicação Men’s Health em 26/10/2012

Às vezes, o homem faz coisa demais pela parceira e não saca que, assim, pode acabar com ele, a relação, o sexo… Veja os maiores sinais disso e dê off no piloto automático

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

“Como quiser, linda.” É o que você costuma responder à sua musa na hora do sexo, de pensar a trip do feriadão, de parar de beber na festa, ou nessas situações todas e em outras mais? Isso parece confortável: você ganha menos coisa para resolver, agrada e evita conflito com ela. Certo? Nem sempre. Muitas vezes o alívio é ilusório. A longo prazo e sorrateiramente, traz mais problemas que prazeres. Não deixe seu relacionamento à mercê de roubada…

“Habituar-se a deixar as rédeas na mão da garota denota insegurança”, alerta Carlos Eduardo Carrion, psiquiatra do Rio Grande do Sul e consultor da MH. Gera frustração. Em você, nela e no casamento, namoro ou caso. Autorizar suas vontades a ir com alta frequência para segundo plano baixa sua autoestima, ainda que não note. Mais: leva você a parar de surpreender a musa – se faz tudo que ela quer, não faz algo que ela não sabe que quer. E a excitação despenca. “Surpresa e admiração mexem com a neuroquímica cerebral ligada ao tesão”, afirma Carrion. Satisfazendo-a incondicionalmente, você pode broxá-la.

Não sabe bem se é pau mandado da parceira ou está a caminho de virar um? Perguntamos a especialistas quais os maiores sinais disso – as situações que eles mais escutam no consultório. Leia aqui e equilibre seu relacionamento. É fácil – não requer tratamento de choque! E você e ela serão (ainda mais) felizes.

Mimar a garota além da conta pode abalar a força de sua personalidade. 
Aí, você perde poder de sedução

O sinal O sexo rola conforme altos e baixos hormonais da parceira: a “dor de cabeça” dela decide a transa. Você acha até bom: crise de TPM e mau humor podem ser uma fria na cama.
Seu preju “Quando ela fica muito arredia em fases do ciclo menstrual e nega sexo várias vezes e com frequência, o parceiro vai guardando desejos frustrados no inconsciente – por mais que o racional dele diga que ‘ok, mulher é assim’”, alerta Carrion. “Frustrações não assimiladas vão se somando no inconsciente até ‘explodir’, provocar grandes brigas por poucos motivos e fragilizar o relacionamento.” Sem dizer que, cada vez que a musa desfia um rosário de desculpas para não transar, o tesão do namoro perde espontaneidade – rapidinhas não devem ter data marcada, certo?
Sua virada Com massagem, jantar romântico e etc., você até despacha a “dor de cabeça” dela e leva uma noite de boa transa. Mas nas semanas seguintes o problema volta? Lime-o de vez. “Invista num movimento contrário à rejeição dela: recue e permita que a parceira o procure para o sexo”, indica Margareth dos Reis, psicóloga e doutora em ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Quando a garota chegar junto, segure seu amigão e desculpe-se, por exemplo: “Machuquei o joelho no futebol, hoje não dá para rolar”. Ela vai estranhar você não estar a postos. Virá atrás cada vez mais – e que “dor de cabeça” que nada! Ceda ao achar que é hora. Se antes disso a musa pedir uma D.R. (discussão da relação), exponha-se. “Quando o homem se mostra à mulher (e vice-versa), conta como prefere que sejam conduzidas as coisas no relacionamento, dá chance de o casal negociar diferenças e se alinhar”, diz Margareth. Aí, vocês despacham o jogo da rejeição cotidiana.

O sinal Devido à insistência da parceira, você deletou amigas da faculdade e da firma de suas redes sociais. Quis dar (mais) uma prova de lealdade e amor a ela, deixando-os  mais seguros na relação.
Seu preju Ciúme e insegurança feminina precisam de limite. “Esse tipo de atitude provoca despersonalização, permite que outra pessoa decida o que fica de sua própria história”, define Margareth. E homem sem personalidade é broxante para as mulheres. Além disso, seu networking fica desfalcado – e você ainda pode ganhar pecha de antissocial.
Sua virada Nem pense em fazer mau uso do ciúme dela: não construa sua segurança sobre neuras alheias. Em vez de apagar amigas de listas virtuais para se sentir firme na relação, faça a parceira conhecer mais sobre pessoas que de algum modo participaram da sua vida. Taí uma oportunidade de o casal aumentar a intimidade, a cumplicidade e, ao mesmo tempo, o círculo social – o que fortalece o relacionamento. Só não perca a mão: nada de apresentar outras mulheres com carinho exagerado na voz – muito menos se alguma delas for ex, caso recente ou amante.

O sinal A parceira sempre coordena a quantidade de seus copos de cerveja na festa, na happy hour… Você acha ok, pois não arrisca perder a linha, tem alguém para cuidar de você e dirigir na volta.
Seu preju Você volta a se habituar com uma pessoa ditando a medida certa de suas coisas – abre mão do domínio do seu bom-senso. “Isso facilita que o homem crie dependência da mulher”, afirma Marina Vasconcellos, psicóloga formada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Quando isso acontece, ela vai perdendo admiração por ele e, em consequência, tesão”, diz Carrion. “A vida erótica vai ficar pobre.” De repente sua musa pode querer arranjar um Ricardão…
Sua virada Tome as rédeas do seu bom-senso já. Você sabe: há dias em que rola beber um pouco mais, há dias em que não rola. Aplique esse seu conhecimento na prática – ou vai deixar o Ricardão entrar na sua parada? Independência ou morte! Aí, na boa, converse com a garota. “Ela precisa saber que tomar umas a mais, desde que em segurança, não significa desrespeitá-la ou subtrair qualidade da relação”, enfatiza Margareth. Defenda seu ponto de vista com tranquilidade e argumentos consistentes. Explique à parceira que a ideia não é encher a lata para azarar por aí. O legal é, às vezes, curtir biritas para relaxar – isso dá prazer e descontração.

O sinal Você topa mais uma sugestão da garota e se desfaz da sua coleção de vinis e/ou de HQs. Acha legal alguém fazê-lo se livrar de tralhas.
Seu preju Você abre mão de relíquias que deu duro para conquistar – perde o posto de único da turma a ter o vinil de estreia dos Stones e tudo bem? Isso é permitir que um trator esmague suas referências afetivas. “Fazê-lo só para agradar alguém pode ser subproduto de autoestima baixa, do medo de ser rejeitado”, diz Margareth. Aí, as consequências ganham grandes chances de ser desastrosas para o casal. “O homem pode se retrair, ir ficando bastante amargurado.”
Sua virada Relacionamento é troca e cumplicidade. Se concordar em liberar espaço no apê, escolha você o que é melhor doar. Arme um bate-papo para deixar claro à garota que há territórios na vida de cada um que, mesmo numa relação, são invioláveis. Diga a ela algo como: “Jogar fora meus vinis seria o mesmo que pegar dez sapatos seus e pôr no lixo”, sugere Carrion.

O sinal Ela domina a agenda de lazer. Seja a trip do feriado seja o passeio do weekend, você nunca precisa queimar neurônios com a programação.
Seu preju Como fica aquela sua antiga piração de explorar uma caverna no Centro-Oeste do país? Ou de ir surfar com a galera em El Salvador? Ao largar a agenda de sua diversão na mão da parceira, além de muito entretenimento você perde chance de curtir vivências que renovam, geram aprendizado. Dificilmente um dia vai voltar para casa empolgadaço, cheio de história para contar – e fazer sua garota admirá-lo mais. Outra: com o tempo de monotonia, você pode passar a culpar a garota por essa ou aquela viagem (ou todas) terem sido chatas, como as atividades dos finais de semana. Aí, lá vem briga.
Sua virada “Há homem que faz de tudo para evitar qualquer divergência com a mulher, como se isso fosse ruim”, diz Margareth. “Muitas vezes é exatamente na divergência que surge a chance de o casal se curtir melhor.” Ponha a preguiça de lado e divida a definição da agenda cultural com a parceira. Ela pode se amarrar no show do Foo Fighters que você sugeriu. Saiba dizer não e faça propostas – sua musa vai gostar, e aprender com você.

O sinal Você atende a garota pelo celular mesmo no meio do cinema, da reunião… O assunto não é urgente, mas não custa dar atenção a ela.
Seu preju Ser solidário ou atencioso é sempre bem-vindo, mas mostrar predisposição incondicional está fora da curva – isso é para mordomo, não para parceiro. “Ficar o tempo todo acessível é permitir que invadam seu espaço”, diz Marina. A vida a dois não requer subserviência para você ser reconhecido nela.
A virada Preserve e cultive o direito de migrar para sua “caverna” e ficar lá as horas necessárias para o que for (menos trair a parceira – assim esperamos), sem contato com o mundo exterior. Coragem: dê off no celular quando preciso. E sem sofrer! Depois, ela vai “atender” você melhor…

QUEM AVISA AMIGO É

Seu brother é capacho? Para dar um toque sem causar mal-estar, use descontração: brincadeiras com fundo de verdade

Na happy hour Ao pedir os chopes, diga ao barman: “Beto, nem precisa anotar na comanda do meu amigo. Mesmo no bar, ele passa o tempo todo pendurado no celular com a garota, não tem tempo para o copo”.
No Facebook Debaixo da foto do seu brother junto à namorada no musical da Disney, comente: “Legal, cara! O maior festival de música eletrônica que rolou nesse mesmo dia também foi sensacional”.
Na noite da pelada Coloque um novo anúncio no mural. “Procura-se goleiro. O antigo jogador fez o time perder 35 vezes por W.O. – está num namoro sem freios!” Seu amigo vai sacar a ironia – para o bem dele, claro.

 

 

Namoro aos 50: mais liberdade, menos pressão

Na maturidade, além da companhia para desfrutar bons momentos, relação deve preservar a individualidade. É o caso de Xuxa e Junno Andrade — e de outros famosos e anônimos

Publicado no IG em 22/03/2013

Prestes a completar 50 anos, a apresentadora Xuxa Meneghel está em clima de romance. Depois de três anos solteira, ela assumiu o namoro com o ator Junno Andrade em dezembro passado. A ex-modelo Luiza Brunet e a atriz Sharon Stone são outras celebridades que vivem um momento semelhante: estão curtindo um relacionamento novo na fase da maturidade.

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está "feliz pacas" e "rindo à toa", segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está “feliz pacas” e “rindo à toa”, segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Quatro anos após o fim de uma união de quase 25 anos, a ex-modelo Luiza Brunet vive um romance “freshzinho”, como ela mesma definiu, com o empresário Lírio Parisotto. Por ter se casado muito jovem – pela primeira vez aos 16 e, pela segunda, aos 22 – ela não aproveitou a fase de flerte da juventude. Agora, curte o relacionamento sem pensar no futuro. “ [Aos 50] Você fica muito mais esperta, mais ousada, mais exigente. Mas não fica na expectativa do que vai acontecer: ‘ai, eu vou me casar’ ou vou fazer isso e aquilo. Você vive o momento feliz e está ótimo”, conta Luiza.

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: "aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente". (Foto: AgNews)

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: “aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente”. (Foto: AgNews)

Com a carreira profissional já consolidada e os filhos criados, os “cinquentões” buscam companhia para dividir as conquistas e desfrutar das coisas boas da vida. “É natural do ser humano o anseio pelo envolvimento, a procura por alguém para ‘se completar’”, diz a psicoterapeuta Cássia Franco, especialista em casal, família e sexualidade humana. Ela alerta, porém, que o importante é não ficar esperando que alguém venha para preencher aquilo que falta, mas sim que a pessoa se sinta completa antes de se relacionar com o outro.

De acordo com a psicoterapeuta Marina Vasconcellos, especialista em casal e família, um relacionamento na maturidade pode vir rodeado de elementos positivos. “Voltar à ativa” traz energia nova, mexe com a libido, melhora os cuidados com a saúde e com a aparência e, ainda, incentiva na busca de sonhos e objetivos. “As pessoas percebem que ainda têm muito ‘chão’ pela frente, começam a olhar mais para si mesmas e a fazer as coisas de maneira mais ativa”, explica a profissional.

Foi assim com a psicóloga Elisabete de Favero. Aos 59 anos, ela está de casamento marcado depois de dois anos de namoro. Separada há mais de 20 anos, com dois filhos adultos, ela passou a juventude focada no trabalho e no cuidado com os filhos. Somente na fase da maturidade começou a prestar mais atenção em si mesma e buscar um relacionamento mais sério. “É um namoro mais maduro, menos impulsivo e com muita liberdade, sem pressão. Eu tenho o direito de fazer o que eu quero, de trabalhar, de fazer meus cursos”, conta.

A individualidade tão prezada por Elisabete vai continuar até mesmo depois do casamento. Para manter a liberdade, o casal decidiu viver em casas separadas. “Para nós, o que mantém um relacionamento aceso é a saudade, é o querer ficar junto. Achamos que morar juntos tiraria esse encanto da relação”.

Espaço demarcado

Preservar a própria independência é uma das características mais marcantes em um relacionamento após os 50 anos, segundo explica a psicoterapeuta Marina Vasconcellos. “Nesta fase, cada um tem seus hábitos e manias, e entrar uma pessoa nova na casa mudaria toda a dinâmica familiar”, afirma.

Foi exatamente por não querer abrir mão de sua autonomia que a gerente financeira Elisa Maria Azevedo, de 50 anos, nunca pensou em casamento, apesar de sempre ter tido relacionamentos longos. Junto com o atual namorado há nove anos, ela buscava alguém para dividir os momentos bons e ruins, mas sem ter que dar satisfações de todos os passos que dá. “É bom ter alguém para contar a qualquer momento, mas também quero manter o meu espaço, ter um tempo só para mim”, conta.

Nem por isso o clima do namoro é menos romântico: eles viajam, passeiam, saem para jantar, vão ao cinema. “Estamos sempre cheio de dengos e carinho. Por isso, o sexo acaba acontecendo naturalmente, sem cobranças ou pressão. Quando a gente amadurece, dá importância para outras coisas também, além das questões de pele”, diz Elisa Maria.

Para a psicoterapeuta Cássia Franco, a sexualidade após os 50 anos pode, sim, ser vivida plenamente, e ainda trazer algumas vantagens. “A pessoa já amadureceu, já sabe o que gosta e o que não gosta, o que é excitante”, finaliza.

Entrevista – Diferença de idade: entre a maturidade e o amor

Publicado no “Eu só queria um café…” em 30/11/2012

Recorte do cartaz de Lições de amor (2008)

Recorte do cartaz de Lições de amor (2008)

Para muito casais, além dos diversos problemas internos de uma relação, há ainda um problema externo: o preconceito com a diferença de idade entre os parceiros. Os estudos mais recentes sobre a faixa etária dos casais heterossexuais, realizado pelo IBGE, mostra que entre os anos de 1996 e 2006 o número de mulheres casadas com homens mais novos cresceu 36%, enquanto o número de homens casados com mulheres mais jovens teve aumento de 25,3%. E no dia-a-dia a diferença de idade exige cuidados: “ter a mesma fase da vida sendo compartilhada pode tornar a relação mais fácil”. A afirmação é da psicóloga Marina Vasconcellos,  especialista em Terapia de Casal e Familiar pela Universidade Federal de São Paulo. Em entrevista ao blog ela fala sobre idade, maturidade e amor e diz que o respeito é a palavra-chave para lidar com a diferença de idade.

Falando em idade e relacionamento, muitos dizem que a mulher amadurece mais rápido do que o homem, isso é verdade?
M: Na adolescência podemos ver uma diferença grande entre meninos e meninas, onde estas se mostram mais maduras. Há estudos que afirmam que os meninos ficam cerca de um ano atrás das meninas no quesito amadurecimento. Então, essa afirmação é correta.

Há alguma idade média a partir da qual o indivíduo se torna emocionalmente madura para o amor?
 M: Falar em amor é algo muito profundo… Diria que a partir da maioridade muitos jovens já conseguem experimentar esse sentimento, mas tudo é muito relativo. Vai depender da maturidade de cada um, das vivências, da criação a que foi submetido.

Quando duas pessoas aproximadamente da mesma idade se relacionam, a idade traz problemas ou benefícios?
 M: Pessoas da mesma idade que se relacionam muito provavelmente estão passando por situações de vida semelhantes, o que beneficia o convívio. A mesma fase de vida sendo compartilhada pode tornar o relacionamento mais fácil.

Recorte do cartaz de Novidades no amor (2009)

Recorte do cartaz de Novidades no amor (2009)

Agora, quando duas pessoas de idades distintas se relacionam, a idade traz problemas ou benefícios?
M: Tudo depende. Se ambos respeitarem as características da idade de cada um, suas limitações e possibilidades, pode transcorrer tudo muito bem. O problemas está quando um exige do outro atitudes ou posturas que são próprios da sua idade, e não da dele, não respeitando o tempo e as vivências do companheiro.

A senhora acha que a diferença de idade traz complicações à relação ou o preconceito traz mais?
M: O preconceito pode realmente atrapalhar. Muitos casais se dão perfeitamente bem, identificam-se em inúmeras coisas, um estimula o outro a fazer coisas que talvez sem sua companhia e estímulo nem passaria pela cabeça fazer, mas as pessoas olham com aquele “olhar reprovador”, crítico, o que pode dificultar a entrega verdadeira de ambos (ou um deles) na relação por estarem preocupados com a crítica externa. Se não estiverem muito seguros do que sentem, podem ficar balançados com os comentários, chegando a se questionar se estão fazendo realmente a escolha certa…

Cena de Garota da vitrine (2003)

Cena de Garota da vitrine (2003)

A pessoa que namora alguém mais velho e geralmente é acusada de estar interessada em dinheiro, como este preconceito pode afetar a saúde emocional do indivíduo?
M: Caso realmente seja amor, livre de qualquer interesse financeiro, é necessário um bom equilíbrio emocional para enfrentar os comentários e críticas que inevitavelmente virão. Descasados que se casam novamente com pessoas mais jovens, muitas vezes possuem filhos quase da mesma idade da nova mulher. A dificuldade já começa na aceitação da mulher por parte dos filhos (ou mesmo do homem, no caso inverso). É necessário uma dose grande de maturidade e bom senso para que a adaptação aconteça de forma gradativa, sempre com total apoio daquele que está sendo o alvo das críticas. Não é fácil viver uma relação onde as pessoas interpretam de forma errônea os sentimentos em jogo!

Muitos dizem que algumas mulheres ou alguns homens que se interessam somente por parceiros mais velhos tentam encontrar um substituto para seus pais. Isto é mesmo possível?
M: Sim, isso é possível. É preciso estar bem consciente do que se espera de uma relação, de um parceiro, para não confundir o “cuidado” ou atenção do outro com o cuidado materno ou paterno… Pessoas muito reprimidas na infância, ou que tiveram pais autoritários, que cresceram num ambiente hostil presenciando constantes conflitos, ou mesmo que tiveram pais ausentes, podem procurar alguém mais velho que lhes possibilite sair logo de casa, confundindo assim amor com necessidade de se livrar de um ambiente não saudável, ou procurando no parceiro o afeto que não recebeu dos pais… Há também aqueles que admiram a maturidade do mais velho e suas vivências, encantando-se com sua postura na vida, sentindo-se bem com a segurança e confiança que o companheiro lhe passa, enquanto pessoas da sua idade ainda não chegaram a esse nível de crescimento pessoal. Enfim, há inúmeras possibilidades, e cada caso é um caso…

Recorte do cartaz de Nunca é tarde para amar (2005)

Recorte do cartaz de Nunca é tarde para amar (2005)

Como os amigos e familiares devem agir quando um amigo ou parente namora alguém de idade diferente? Qual o limite entre a preocupação e o preconceito?
M: Se o casal está bem, feliz, e não aparenta estar com problemas, por que intervir? Isso seria preconceito, simplesmente ir contra a idade do parceiro. Agora, caso seja visível que algo não vai bem, que intenções do outro estão claras para todos mas apenas aquele que está dentro da relação não percebe, aí vale a pena uma conversa de “alerta”, de questionamento.

Há pessoas que estão até apaixonadas, mas não namoram porque a pessoa é mais nova e teme não conseguir manter uma relação madura. Relação madura tem a ver com idade dos parceiros?
M: A idade realmente ajuda na maturidade, pois a somatória das vivências faz com que as pessoas cresçam, se desenvolvam mais. Porém, alguns vivem intensamente experiências desafiadoras desde cedo, sendo inevitável o crescimento e amadurecimento como consequência. Vemos jovens de 20 anos às vezes mais maduros que um de 30, cuja vida não lhe exigiu uma postura mais madura. A criação aqui interfere, e bastante. Então, o que está em jogo é a postura da pessoa perante a vida e o modo como ela reage e aproveita as oportunidades de crescimento que aquela lhe oferece.

Especialistas ensinam a falar com parceiro sobre mau hálito

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem bafo. (Foto: Shutterstock)

Tudo vai bem com o relacionamento. Finalmente uma pessoa confiável, carinhosa, engraçada entrou em seu caminho. Mas todas essas qualidades vieram acompanhadas por um defeito: ela tem mau hálito.
Por mais que o sentimento seja mais importante, às vezes pode ser difícil conviver com esse problema. “Já que o hálito não é bom, o beijo passa a ser evitado e a intimidade é afetada, e, consequentemente, o sexo também passa a não ser tão bom, e muitas vezes evitado”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta de casal.
Para não deixar o relacionamento chegar a uma crise, é preciso conversar sobre o problema. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes.
Claro que a situação é delicada e exige tato. Por isso vale pegar algumas dicas para diminuir o desconforto e ajudar o seu amor. Isso também serve para amigos.
Entenda o problema
Apesar de o mais lógico ser pensar que a pessoa deveria fazer algo para acabar com o mau hálito, muitas vezes ela nem sabe que tem o problema. Quem sofre de halitose normalmente tem fadiga olfatória, isso quer dizer que se acostuma com o cheiro e não sente o próprio hálito.
Segundo o médico Marcos Moura, presidente da ABHA, outro motivo para alertar uma pessoa sobre a halitose é saber que este pode ser um sinal de um problema mais sério de saúde. “O mau hálito pode ser uma forma de o organismo avisar problemas mais graves em outras partes do organismo, e, quanto mais cedo avisar, mais cedo poderá ir em busca de tratamento”, afirma.
Sinceridade
Para driblar o obstáculo a dica é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina.
Se o dono do bafinho for seu namorado, marido ou ficante ou namorada, esposa ou ficante, talvez a abordagem possa ser feita depois de um beijo. Pergunte, como quem não quer nada, o que ele comeu, pois sentiu um gosto estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.
Controle de crise
Caso a notícia não seja encarada da melhor forma, falar sobre os benefícios do tratamento bucal em outros contextos da vida – como no trabalho, onde as pessoas não têm intimidade suficiente para falar sobre isso – pode ajudar. “Um parceiro é a pessoa mais indicada pra falar sobre isso, com delicadeza e mostrando interesse em ajudá-lo”, avalia a psicóloga.

 

Tema em ‘Salve Jorge’, festa do divórcio é tendência no Brasil

A empresária Meg Souza gostou tanto de celebrar o divórcio que já fez três festas com este objetivo
(Foto: Divulgação)

Entrar na igreja de véu e grinalda, toda vestida de branco, é o sonho de grande parte das mulheres que imagina envelhecer ao lado do seu príncipe encantado. O “final feliz”, para muita gente, representa a união eterna, ainda que a separação seja por muitas vezes algo inevitável. Embora a palavra “divórcio” esteja frequentemente associada a um período turbulento, há quem faça desse limão azedo uma bela e doce limonada e transforme as lágrimas em celebração, com uma inusitada festa de divórcio.

O tema já é comum em outros países, especialmente nos Estados Unidos, mas agora vem à tona por meio da personagem Bianca, vivida por Cleo Pires na nova novela global Salve Jorge, que protagoniza uma luxuosa festa para comemorar a sua separação, com direito a vestido branco e presença do ex.

Tatiana Bandeira, que é consultora e dona da empresa Personal Wedding, já aderiu ao novo nicho de mercado e realizou algumas festas com esta temática, como a da advogada Valeria Calente, 43, e a da empresária Meg Sousa, 31. “O perfil de mulher que busca esse tipo de festa é de uma mulher mais moderna, mais antenada e mente aberta, porque de certa forma você vai estar se expondo”, pontua.

Do ponto de vista da infraestrutura e organização, a festa se assemelha a uma de casamento, conforme explica Tatiana. A diferença é a temática – o famoso “bem casado” passa a ser “bem separado”, o bolo geralmente faz alguma piada com a noiva sozinha ou o noivo indo embora; e as lembrancinhas rementem à vida de solteira e badalação.

Embora a maioria dos convidados ainda estranhe receber um convite deste tipo de festa, Tatiana garante que a intenção de quem marca presença é justamente apoiar. “Por mais que seja tranquila a separação, existe a dor. E as pessoas ficam felizes em ver que a fase ruim passou. Para mim o casamento é uma união, é sagrado. Mas neste tipo de festa  não se celebra necessariamente o divórcio, e sim, o recomeço”, observa.

Pompa e circunstância 
Meg gostou tanto da ideia de comemorar o divórcio que já fez três edições da mesma festa. Cerca de um ano depois de dar fim a uma união de quatro anos, decidiu fazer algo grandioso para marcar a solteirice, algo como um “casamento ao contrário”. A festa, que era à fantasia, reuniu cerca de 400 pessoas. “Entrei com um vestido de noiva, branco, com velcro. Quando tirei, estava com um corpete com uma saia até o joelho. Cheguei com dois gogo-bois”.

A celebração também foi feita no mês de maio, que é o mês das noivas. “A festa foi melhor do que o meu casamento, por isso fiz três edições”, diverte-se. Para se preparar para o grande momento, fez o “Dia da Descasada”, com direito à toda a produção que um “Dia da Noiva” oferece.

A segunda edição foi batizada como “Bodas de Papel Rasgado”, em oposição às Bodas de Papel que os casais comemoram com um ano de união. Dessa vez, ela se vestiu de viúva negra e chegou em uma Limousine, acompanhada por três violinistas que tocavam música eletrônica ao vivo. “A sociedade já impõe que o divórcio tem que ser triste, que alguém tem que sair machucado. Então é melhor sair numa boa do que sair triste chorando”.

Na terceira festa, contou com a organização da consultora Tatiana, e a parceria deu tão certo que, agora, estão investindo neste novo nicho de mercado depois de serem solicitadas por recém-divorciadas. As celebrações tiveram direito a atrações como drag queens, bailarinas com serpentes, ilusionistas, DJs, buffet e lembrancinhas divertidas, como o “Kit Ressaca”, que trazia um pós-drinque e um chiclete.

Para quem quer ter ideia de preço, Meg conta que o valor estimado em cada uma de duas festas foi de R$ 40 a R$ 45 mil. Mas tudo depende do quanto a pessoa está disposta a gastar e, assim como o casamento, existem alternativas para baratear este custo.

Rito de passagem
A advogada Valeria foi casada por 13 anos, depois de namorar por sete. Mãe de dois filhos, ela decidiu fazer uma festa para marcar uma nova etapa da vida. “Quando falamos que estamos divorciadas, as pessoas acham estamos morrendo. Essa é uma forma de comunicar que está tudo bem”, afirmou.

A festa aconteceu cerca de 15 dias depois da separação. “Eu sempre fui muito fã dos rituais de passagem, então para mim foi muito importante. Foi uma declaração de alforria”, afirmou. Ela enfrentou o estranhamento inicial das pessoas e a reprovação da família do ex. “Não o convidei, mas depois ele ficou sabendo e ficou bem bravo. Como o divórcio foi uma coisa que eu amadureci muito antes de decidir, eu só queria mostrar que estava bem, não era para provocá-lo”, conta.

Apesar do desconforto inicial, Valéria diz que não ficou nenhum tipo de rancor e até mesmo os filhos aceitaram a ideia com bom humor. Para quem pensa no assunto, ela recomenda prudência. “Justamente para que não fique com cara de vingança, de revanche, para que seja uma coisa elegante, como foi a minha”.

A psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos alerta para a ressaca moral que pode vir acompanhada deste tipo de festa. “Quando há filhos na história, para eles pode ficar uma imagem ruim, de que os pais estão felizes de se livrar um do outro”.

Na opinião da profissional, o ideal é que ambos cheguem a um acordo sobre o assunto. “Se o divórcio foi amigável, de repente pode ser um ritual, como é o casamento. Agora, se a intenção for dizer ‘estou livre’, acho que fica uma coisa muito agressiva”, opinou. Marina explica que os ritos são usados justamente para marcar fases da vida, como sinônimo de um novo status na sociedade. “Geralmente eles celebram uma coisa boa, significa que a pessoa está passando para outro nível”.

A “festeira” Meg também concorda que a celebração não é recomendada quando a situação entre o casal não está bem resolvida, ou como forma de provocação. “Mas quem termina amigavelmente tem que celebrar, afinal, a gente comemora tudo o que é bom na vida”, pontua. E apesar da tripla alegria trazida pelas festas de divórcio, Meg ainda sonha com outro tipo de final feliz. “Casei na igreja, imaginei que ia ficar velhinha ao lado dele, gostei de estar casada e saí do casamento muito mais mulher. E ainda quero casar de novo e ser feliz para sempre”.