NEUROCIENTISTAS DESCOBREM COMO A CORRIDA DESENVOLVE O CÉREBRO

Pulicado em Guia Tênis, .01.05.17.

Se já não bastasse todos os benefícios comumente conhecidos da corrida sobre o corpo humano, estudos científicos vêm demonstrando que o cérebro é também um dos grandes beneficiários deste esporte.

Inúmeros estudos foram realizados. Os mais diferentes testes executados. A constatação final quase sempre fora a mesma: a corrida é um excelente exercício para o cérebro. É o que definiram diversos testes aplicados por diferentes instituições e renomadas universidades do mundo, como Harvard e Oxford. A corrida é uma prática física que conecta corpo e mente de uma forma pouco vista em outros esportes. Isso intrigou e instigou cientistas a estudarem mais profundamente essa prática física e seus efeitos no cérebro humano.

Muitos abandonam ou mesmo nem iniciam a corrida por falta de tempo e excesso de trabalho, sendo estes os motivos mais comuns para justificar o sedentarismo. O que muitos não sabem é que a corrida irá proporcionar um aumento da sua capacidade cognitiva, condicionamento físico e melhora geral na saúde, tornando esta pessoa muito mais produtiva. Ou seja, ela será capaz de realizar muito mais tarefas em menos horas. O tempo usado no esporte na verdade não será um gasto, mas sim um investimento.

A corrida ajudando a espairecer a mente e desenvolver o cérebro

Correr com certa frequência ajuda a resgatar a memória, instiga a criatividade e organiza planos futuros. Ao menos é este o depoimento de inúmeros corredores que adotam a prática com alguma regularidade. Um depoimento que antes parecia não se embasar em dados científicos ou qualitativos. No entanto, um estudo americano ajudou a comprovar algo que já era sentido por quem adotava a corrida em sua rotina.

Uma análise realizada por neurocientistas especializados em pesquisas que envolvem atividades físicas comprovou que o sentimento dos corredores não era mera impressão. A publicação no periódico “Frontiers in Human Neuroscience” relacionou a corrida de longas distâncias à melhoria da capacidade cerebral. Segundo o trabalho publicado em um dos maiores periódicos de estudos neurocientíficos, pessoas que adotam a corrida como parte da rotina apresentam conexões cerebrais diferentes de pessoas completamente saudáveis, mas ainda assim sedentárias.

Os estudos apresentados sugeriram que as partes dos cérebros que apresentavam conexões diferenciadas eram as regiões que compreendiam a cognição sofisticada. A área em questão é responsável pela facilitação da memória de trabalho, potencialização da atenção, aumento da capacidade multitarefa, processamento de informações sensoriais e maior agilidade na tomada de decisões.

Os neurocientistas da Universidade do Arizona (que conduziram a pesquisa) constataram que os resultados apresentados são muito influentes no que relaciona a prática da corrida à maior interação de partes do cérebro dedicadas ao foco mental e à cognição. Outros esportes já haviam sido testados para avaliar a melhoria nos aspectos cognitivos do seres humanos, como o badminton e a ginástica. No entanto, a corrida jamais havia sido testada. Os resultados foram surpreendentes.

O estudo da Universidade do Arizona revela maior nível de conexões funcionais no cérebro em grupo de corredores

Para comprovar os resultados, um teste avaliando 11 homens corredores fora realizado. A justificativa dos pesquisadores se baseou no fato de que os efeitos do ciclo menstrual das mulheres no cérebro poderia ser um fator que afetasse os resultados. Assim, com 22 voluntários, sendo metade composta por corredores rotineiros e a outra metade um grupo de controle, avaliou-se as atividades cerebrais de ambos os grupos.

Para realização da mensuração de resultados, os voluntários foram submetidos à ressonância magnética com o intuito de medir os níveis de atividades cerebrais de cada um. A descoberta foi clara e um tanto surpreendente, encontrando-se através da ressonância magnética um maior nível de conexões funcionais – conexões entre partes distintas do cérebro – no grupo de corredores do que quando comparado ao grupo de controle (que envolviam homens saudáveis, no entanto sedentários).

A corrida, ao final das contas, não é uma atividade tão simples de ser praticada como se sugeria. O fato de apenas precisar sair do lugar por meio de uma arrancada, e a consequente condução do trajeto dão uma sintonia de suposta comodidade a um exercício que, presumivelmente, não exigia maiores habilidades para a prática, como outros esportes, por exemplo.

Uma suposição que caiu por completo com a elaboração do estudo pela Universidade do Arizona. Segundo os pesquisadores, a corrida aparentemente deixa de ser uma atividade física básica – como anteriormente se sugeria. A corrida exige habilidades complexas de navegação durante o trajeto, uma capacidade grande de planejamento do mesmo e monitoramento das atividades mais simples, como a respiração, por exemplo.

Os estudiosos da Universidade do Arizona salientaram ao fim de seu estudo que outros fatores poderiam estar influenciando na capacidade cerebral dos corredores testados, que não somente a corrida. No entanto, os padrões apresentados sugerem que novos estudos possam ser realizados para avaliar com mais precisão como as atividades cerebrais estariam relacionadas à prática da corrida.

Sob este aspecto, novos estudos passaram a ser realizados e agrupados, como a pesquisa que relaciona a criação de novos neurônios à prática rotineira de corrida de longas distâncias.

A corrida previne doenças

Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Guia Tênis, revela que a atividade física já é usada como prescrição médica.

Sempre recomendamos a prática regular de exercícios físicos para qualquer pessoa, e aquelas em depressão ou ansiosas eu diria que faz parte da recomendação médica!
Segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que estuda há anos o funcionamento do cérebro, existem cinco motivos principais para realizarmos exercícios físicos regularmente para que nosso cérebro funcione melhor. Ao praticá-los, nosso sistema de recompensa cerebral é ativado, nos fazendo sentir prazer.

  1.  Risco de sofrermos AVCs grandes ou pequenos é bem menor, já que o exercício melhora a atividade cardiovascular, beneficiando a irrigação sanguínea do cérebro.
  2. O exercício faz o cérebro produzir prolactina, um hormônio que tem ação calmante, e endorfina, que ajudam no aumento do prazer e reduzem a dor.
  3. O exercício ajuda a descarregar tensões acumuladas. O corpo relaxa e o cérebro acalma.
  4. O exercício aumenta a atividade do sistema parassimpático, responsável pela digestão, crescimento, proteção do coração e que age como freio contra o estresse a longo prazo.
  5. O exercício físico promove o nascimento de neurônios novos no cérebro, em especial no hipocampo, que é responsável pela formação de novas memórias. Ou seja, melhora a memória.

Resumindo:

  • Previne AVC
  • Reduz a dor
  • Acalma o corpo e o cérebro
  • Diminui o estresse
  • Melhora a memória
  • Dá prazer!

Ainda acrescento o fato da corrida, em especial, proporcionar o convívio com outras pessoas e estar ao ar livre ou em contato com a natureza, no caso de correr no parque (muito melhor do que na esteira, fechado dentro de uma academia). E as provas de corrida são animadas, o clima é delicioso, são centenas ou milhares de pessoas com a energia boa, animados, pensando na saúde e no bem estar. A somatória de tudo isso ajuda a levantar o astral de qualquer um, estimulando o deprimido (pelos motivos relatados acima) e aliviando a tensão dos ansiosos (idem).
Portanto, a prática regular de exercícios físicos só traz benefícios à saúde.” – finaliza a psicóloga.

A explicação de neurocientistas ao relacionar criação de neurônios às corridas

É sempre perceptível que, após uma longa corrida, a mente esteja mais apta e capacitada a novas informações. Mas não só isso, como também uma reflexão mais precisa dos problemas diários e o encontro de soluções para algo que tanto insiste em incomodar. A corrida relaxa. E isso não é ouvido apenas de uma boca, mas sim de inúmeros corredores que costumam buscar a corrida para “libertar a mente”, aguçar o cérebro e potencializar a consciência.

Entretanto, tudo isso sempre passou por uma suposição. Sem embasamento científico, estas propriedades mentais positivas findavam apenas opinião de quem corria e sentia-se bem com a prática. O passado ficou para trás. No presente, aparentemente, a prova de que a corrida está completamente relacionada à melhoria da capacidade cerebral parece estar tomando os laboratórios de neurociência que estudam e se aprofundam no tema que relaciona neurônios, corrida e atividade cerebral.

Novos neurônios sendo criados por quem adota a corrida como atividade rotineira

Por anos aceitou-se a hipótese de que o ser humano nasce com uma quantidade permanente de neurônios. Além disso, a afirmação ainda condizia que, ao chegar à fase adulta, novos neurônios deixariam de surgir. Uma hipótese que até se tornou teoria, mas que provou-se como falsa. Pesquisas realizadas utilizando animais, por exemplo, constataram que novos neurônios são continuamente produzidos no cérebro, não importando a idade.

Mas muito além disso, um dos fatores que podem ser significantes para o surgimento de neurônios – e assim a potencialização da capacidade cerebral – é a realização de exercícios aeróbicos, sobretudo a corrida. Segundo levantamento realizado em pesquisa pela Academia Americana de Neuropsicologia Clínica, é possível estimular o crescimento de novos neurônios apenas através de uma corrida. A alta intensidade dedicada a uma corrida de 30 minutos, por exemplo, desencadeia o surgimento de novas células cerebrais.

Auxiliando nos aspectos de melhoria da capacidade neural, a corrida pode, ainda, estimular a recuperação de abatimentos ou sentimentos negativos mais rapidamente. Sendo fundamental como forma de superar qualquer tipo de adversidade.

Superando traumas e contornando emoções negativas

Emily Bernstein (PhD em ciência oncológica) e Richard McNally (Professor de Psicologia na Universidade de Harvard) conduziram um estudo que verificou como a corrida poderia ser um braço direito no tratamento de emoções negativas; como um mecanismo de superação de traumas ou da negatividade findada que possa se desenvolver.

Bernstein teve como motivação do estudo o fato de ser uma corredora rotineira, admitindo que nota o sentimento de positividade que invade seu corpo enquanto corre e também após o exercício. O estudo, dessa forma, serviu para que fosse descoberto o efeito causador do estímulo positivo gerado sobre as pessoas que praticam exercícios aeróbicos. Propondo analisar a forma que o corpo e a mente reagem após uma corrida, as emoções seriam, em princípio, analisadas como o fator principal do estudo. Os voluntários da pesquisa foram submetidos a alongamentos, enquanto o outro grupo foi estimulado a correr durante 30 minutos, e, após isso, todos assistiriam à cena que encerrava o filme ‘O Campeão’, de 1979.

Notou-se que os participantes que haviam corrido se recuperaram de maneira mais rápida da experiência emocional negativa em comparação com quem apenas havia se alongado. Dessa forma, uma ideia de que a corrida poderia corresponder aos aspectos positivos seria o ponto de partida para estudos futuros.

A corrida seria o melhor tipo de exercício para o cérebro?

Os mais diferentes exercícios agem de formas diversas no organismo. Mesmo que estejam englobados em exercícios aeróbicos ou anaeróbicos, a reação do organismo sempre será diferente em cada caso. Dessa forma, difere-se no que tange a parte física, mas também no que abrange as atividades neurológicas. Um estudo na Universidade de Jyvaskayla, na Finlândia, colocou à prova como a atividade mental é desenvolvida em larga escala, testando ratos em diversos exercícios aeróbicos.

Estudos realizados anteriormente ao da Universidade finlandesa já levantavam a hipótese de uma análise mais profunda acerca do surgimento de maior número de neurônios em testes comparativos de ratos que corriam e ratos sedentários. Em algumas pesquisas constatou-se que o número de novos neurônios quase triplicava de um grupo de amostra para o outro. Além disso, a região beneficiada casava justamente com o hipotálamo, responsável pela cognição e memória.

Já o estudo da Universidade de Jyvaskayla apostou em maior profundidade nas análises. Injetando uma substância que marcaria as regiões onde provocassem o surgimento de novas células, os pesquisadores estimularam os ratos aos mais diferentes tipos de exercícios, realizando comparações com um grupo de controle que permaneceria sedentário.

Alguns dos animais correram em rodas dentro de suas gaiolas, já outros foram submetidos a corridas moderadas em locais abertos, com distâncias variadas. Outro grupo ainda foi submetido a diversos outros treinos que envolviam resistência, treinos de velocidade e demais regimes de exercícios físicos. As rotinas de treinamentos perduraram por sete semanas até os primeiros resultados começarem a surgir. O surpreendente fica por conta dos animais que corriam enjaulados, assim como os que corriam soltos.

Os ratos estimulados, sobretudo, à corrida – seja enjaulado ou livre – apresentaram robustos resultados no que tangem os níveis de neurogênese. A comparação com o grupo de controle demonstrou que os animais expostos às atividades aeróbicas, que exigiam a corrida e intervalos de descanso controlados, promoviam uma excelente qualidade às funções cerebrais. Inúmeros novos neurônios surgiram no cérebro, e aliar o exercício ao descanso proporcionou uma qualidade à saúde física e mental dos ratos testados.

A Dr. Miriam Nokia (vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade de Jyvaskayla) explicitou o fato de que “ratos não são humanos”, em suas palavras, mas que os resultados apresentados são significativos para testes futuros que devem apresentar resultados positivos para a aliança de exercícios aeróbicos, assim como potencialização da capacidade cerebral humana, sobretudo no surgimento de maior número de neurônios, se comparado aos sedentários.

A corrida como o principal exercício para um cérebro saudável

Ao menos para o cérebro parece ser a melhor pedida. Por apresentar inúmeros benefícios sustentados por estudos quantitativos e qualitativos, a corrida e a melhora das atividades cerebrais se tornam quase como um laço que deve ser mais valorizado. Isso porque além da promoção de benefícios à saúde cardiorrespiratória e muscular, a corrida ainda se sobressai no que tange a melhora nas atividades cerebrais. Sendo, literalmente, o exercício que vai dos pés à cabeça.

Estudos falam por si, abrangem uma metodologia própria, testes que podem ser de discórdia, mas com fatos que dificilmente podem ser rebatidos. A corrida proporciona um benefício sem igual ao corpo; agora também descobre-se seu importante fator na melhora da atividade cerebral. Sendo uma opção interessante, portanto, a corrida serve quase como uma medicina preventiva. Calçando os tênis para corrida, mapeando um trajeto e desbravando novos caminhos parece ser muito mais interessante que a dependência de remédios no futuro.

FONTES:

  1.  http://www.karenpostal.com/exercise-think-better/ – Karen Postal, neuropsicóloga instrutora em Harvard, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica.
  2.  http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1113/JP271552/abstract
  3.  http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  4. http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fnhum.2016.00610/full
  5.  https://well.blogs.nytimes.com/2016/02/17/which-type-of-exercise-is-best-for-the-brain/?_r=1
  6. http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  7.  https://academic.oup.com/biomedgerontology/article/58/2/M176/593589/Aerobic-Fitness-Reduces-Brain-Tissue-Loss-in-Aging
  8.  http://www.health.harvard.edu/blog/regular-exercise-changes-brain-improve-memory-thinking-skills-201404097110
  9.  http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02699931.2016.1168284

Cuidar da saúde física e emocional exige tempo, determinação e disciplina

Publicado no site Minha Saúde online, 16.0.16.

Toda escolha implica em perda.

Faço exercícios físicos seis vezes na semana. Mas quem disse que acordo cedo com aquela “super disposição” e saio da cama feliz e serelepe para os treinos? É difícil, em especial no inverno, mas venço a preguiça e levanto, pois sinto os resultados e sei que são compensadores.

Dr. Dráuzio Varella escreveu um texto sobre “A preguiça humana” que gosto bastante. Lá ele diz como o ser humano é preguiçoso e sedentário por natureza, e que todos nós temos que nos esforçar para exercitar o esqueleto com a frequência necessária, já que isso não é “natural” do Homem.

Sabemos os benefícios da atividade física regular para o ser humano em todos os sentidos, desde o físico ao mental e espiritual. Porém, infelizmente uma grande parcela da população ainda não se convenceu da necessidade de criar essa prática, deixando-se vencer pela preguiça e falta de disposição para alterar alguns hábitos que precisam ser adequados para a realização dela.

A prática de exercícios exige de nós disposição, dedicação, disciplina e persistência, variáveis que muitos não conseguem desenvolver. Não raro vejo em meu consultório ou mesmo fora dele pessoas reclamando de seu sobrepeso, mas ao serem questionadas do porque de não conseguirem emagrecer, dizem que é difícil acordar cedo ou manter uma rotina de treinos, não querem deixar de consumir guloseimas tentadoras ou beber aquela cerveja irresistível de forma mais regrada. Enfim, é a lei do mínimo esforço e a falta de disposição para abrir mão de certos prazeres imediatos (sem entrar aqui em causas emocionais para lidar com a questão e o que ela pode significar, pois isso daria outro texto).

Toda escolha implica em perda. Não há exceção a essa regra: se você opta por algo, necessariamente está deixando outra coisa de lado. Se sua escolha é treinar pela manhã, terá que dormir cedo e não beber, o que não combina com festas até altas horas regadas a álcool. Mas o problema está em querer “tudo”, sem abrir mão de nada, o que é praticamente impossível. Não perder, aqui, não cabe.

O mesmo pode-se dizer da saúde emocional, que nos exige coragem para enfrentar certos desafios e escolhas que a vida nos apresenta. Por exemplo: deixar um relacionamento amoroso onde se foi muito feliz em vários momentos, mas que não o completa mais por inúmeras razões, pode não ser tão fácil, e a grande maioria das pessoas permanece em relações que já acabaram, onde não há mais amor, por falta de coragem para arriscar-se, medo da solidão e do desconhecido, medo de se arrependerem da decisão e não poderem mais voltar atrás.

Não é fácil abrir mão daquilo que já conhecemos, mesmo que não estejamos mais nos sentindo felizes. O desconhecido assusta, às vezes apavora. Lidar com as mudanças necessárias à nova vida requer força, maturidade, disposição para aprender e sofrer – porque toda separação provoca necessariamente a elaboração do luto da perda, e a tristeza, por um período, será inevitável. Enfrentar as pessoas, os julgamentos alheios, os sentimentos mais variados que podem surgir vindos das pessoas próximas afetadas pela decisão, tudo isso dá trabalho e exige coragem. Sim, coragem para lidar com tudo o que estará por vir e bancar a escolha.

Mas há o outro lado que as pessoas parecem não levar em conta: ao sair de uma situação de tensão ou frustração, de desamor, de conflitos, em geral uma sensação grande de alívio vem em seguida, abrindo um novo leque de possibilidades na vida. Se as pessoas aproveitassem esse momento para descobrir a si próprias, entrar em contato com seus sentimentos mais profundos e descobrir o que podem aprender com os erros, teriam uma grande chance de crescimento pessoal decorrente desse processo.

Cuidar-se dá trabalho, em todos os sentidos, mas temos que aprender a abrir mão de certas coisas em função de outras escolhas. E afirmo com toda a convicção que, se algo dentro de você está “dizendo” que é hora de mudar, não deixe de ouvir sua voz interior. O resultado pode ser surpreendente!

TER BONS LAÇOS DE AMIZADE REDUZ O ESTRESSE

Publicado em revistanatural.com.br, 26/08/2015.

Estudo comprova que ter amigos aumenta a expectativa de vida. Entenda mais

Ter bons lacos de amizade reduz o stress
A amizade ajuda a diminuir o stress e a ansiedade

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos. A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida…”. Atribuída a Vinícius de Moraes, essa frase resume bem o valor dos laços de amizade. Mas não foi só o poeta quem percebeu aimportância de contar com fiéis companheiros; na Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, cientistas notaram que esse realmente parece ser um dos segredos para viver anos a fio.

Pelo menos foi isso que ficou evidente após análise de dados de 150 estudos que abordavam as chances de sobrevivência em relação às redes sociais. Segundo as conclusões dos pesquisadores norte-americanos, ter uma quantidade insignificante de amigos pode causar tantos estragos quanto ser alcoólatra ou fumante. Para se ter ideia, chegaram a estimar que uma boa rede de camaradas e vizinhos aumenta a expectativa de vida em 50%.

Segurança e autoproteção

“Quando temos amigos e mantemos um bom vínculo social, amenizamos angústias, trocamos opiniões, ajudamos e pedimos auxílio. Isso nos fortalece diante de adversidades. Sem contar que nosso sistema imunológico se torna mais eficiente, reduzindo, assim, a propensão a doenças”, explica a psicoterapeuta Silvana Lance, de São Bernardo do Campo (SP).

Além disso, o ato de zelar pelos outros desperta a sensação de que somos úteis e fazemos a diferença. Dessa forma, passamos a ter mais cuidados conosco. “Só não vale tomar conta das outras pessoas e se esquecer de dedicar um tempo para si mesmo”, alerta.

Desde a infância

Vale frisar que as relações sociais já se mostram importantes nos primeiros anos de idade, pois os familiares e as pessoas com as quais convivemos exercem grande influência em nossas vidas. “As marcas na personalidade vão sendo deixadas por meio da rejeição ou da aceitação por parte dos amigos”, exemplifica Silvana Lance.

Marina Vasconcellos, psicóloga formada pela PUC-SP e terapeuta familiar e de casais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda lembra que é na infância que se inicia a formação do caráter. Por isso, é compreensível e necessário que os pais fiquem atentos às companhias dos filhos. “Mas o mais importante mesmo é o convívio com a família e suas orientações e exemplos vistos em casa, pois tudo isso dará condições para que a criança saiba escolher seus amigos e não se deixe influenciar por qualquer opinião alheia”, indica.

Depressão? Onde?

Mais para frente, quando deixamos de ser crianças, o círculo de amizades é estabelecido e uma das principais vantagens é poder contar com uma rede de suporte a qualquer momento. “Os amigos nos ouvem, confortam, distraem e estão sempre ao nosso lado. Por mais que se diga o contrário, ninguém consegue viver sozinho. Quando isso acontece, certamente estamos falando de pessoas ranzinzas, chatas e infelizes”, afirma Marina Vasconcellos.

Justamente por conta de todo esse apoio, a presença dos colegas pode ser útil para prevenir e até mesmo combater a depressão, “pois eles nos encorajam e estão à disposição para nos acolher. Nos grupos de ajuda, costumamos dizer que a alegria compartilhada se multiplica, enquanto as dores divididas diminuem”, comenta a psicóloga clínica Miriam Barros, da capital paulista.

Sem estresse

Além de mandar a depressão para longe e estimular o cuidado conosco, a amizade verdadeira apresenta outro efeito muito significativo: reduz a ansiedade e o estresse. Em grande parte, isso acontece porque ao dividir os problemas, minimizamos sua proporção. “Muitas vezes, após uma boa conversa, também conseguimos olhar para as questões sob um ângulo diferente”, completa a terapeuta familiar da Unifesp.

Assim, sobra menos espaço para angústias e preocupações. Sem contar que a sensação de ter alguém para compartilhar as encrencas e alegrias do dia a dia traz alívio, tranquilidade e bem-estar. De acordo com Silvana Lance, “o apoio emocional que recebemos funciona como uma proteção, reduzindo a agressividade e ajudando a manter a estabilidade do organismo”.

Apesar de todos esses benefícios mais do que bem-vindos, é fundamental salientar que ter amigos e poder desabafar em momentos difíceis proporciona muito conforto, mas, muitas vezes, não é o suficiente para resolver uma situação difícil por completo. “É necessário saber o limite entre conversar com amigos e procurar ajuda terapêutica, já que os enfoques são totalmente distintos”, finaliza a psicóloga Marina Vasconcellos.

Revista Vida Natural | Ed. 50

Presente de Natal: avise seu amigo que tem mau hálito

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor.

Publicado em Portal Terra/Saúde, 25.12.15.

Você pode ser sincero e encarar uma conversa ou apelar para um e-mail anônimo, o importante é ajudar quem você gosta a receber tratamento.

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor. Apesar de, ao mesmo tempo, ser constrangedor, a halitose traz com ela a fadiga olfativa, ou seja, a pessoa pode nem saber que tem o bafinho. Isso porque o cérebro trata de bloquear o odor que é constante, e a pessoa se acostuma com o cheiro e não o sente mais.

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes. Para a especialista em halitose Ana Kolbe, normalmente, as pessoas não se ofendem por serem informadas. “Temos o relato de inúmeras pessoas que conviveram muitos anos com o problema sem saber, sendo descriminadas, e não tiveram tratamento pois desconheciam o fato de serem portadores de mau hálito”, afirma.

Para enfrentar o problema, a dica da psicóloga Marina Vasconcellos é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina. Vale perguntar, como quem não quer nada, o que a pessoa comeu, pois está com um cheiro estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.

Mas, se você acha muito complicado encarar a situação de frente, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) oferece o serviço SOS Mau Hálito, que avisa, por meio de e-mail ou carta, a pessoa que sofre com o problema. Segundo a entidade, são enviadas, aproximadamente, 600 solicitações por mês. “Ao receber a carta ou e-mail da ABHA sobre o possível mau hálito, o destinatário recebe também uma lista de profissionais indicados pela Associação, que são especialistas no assunto”, diz Marcos Moura, diretor financeiro da ABHA.

SOS Mau Hálito
Acesse http://www.abha.com.br
Clique no “SOS Mau Hálito”
Cadastre os dados de quem receberá a mensagem

Você complica demais a sua vida?

Descubra se está direcionando suas energias de forma a aproveitar cada momento do dia

Viva Mais Digital

Que atire a primeira pedra quem nunca fez drama por causa de um problema que nem era tão grande assim. Ou não levou horas para resolver algo que teria solucionado rapidinho, se tivesse pedido ajuda. Muitas vezes, a resolução é simples, mas não conseguimos enxergá-la por teimosia, orgulho ou até mesmo cansaço do dia a dia. Conclusão: a vida vira um cavalo de batalhas — os relacionamentos desandam e o bom humor desaparece.

O mundo atual nos exige demais. Se não elegermos prioridades, sofreremos por não dar conta de tudo”, comenta a psicóloga Marina Vasconcellos*. Segundo a psicóloga Miriam Barros**, o grande erro é gastar energia excessiva e desnecessária em tarefas que podem (e devem) ser fáceis. Para ajudá-la a mudar de atitude, conversamos com especialistas e reunimos dicas para você tornar a vida mais simples e prazerosa em todos os sentidos.

COLOQUE ORDEM

Sabe a história de que a sua bagunça é organizada? Isso atrapalha a rotina. Afinal, viver em um ambiente desorganizado a faz perder tempo procurando as coisas. Assim, as ideias travam por falta de foco. “Doe o que não usa mais, reorganize o quarto, a casa e o ambiente de trabalho. A arrumação vai se refletir no seu interior, promovendo uma reorganização mental, uma sensação de mudança positiva”, diz a psicanalista Priscila Gasparini (SP).

 

direcionando suas energias

 

XÔ, RAIVA!

O término de um relacionamento ou a perda de um emprego, por exemplo, pode fazer você acumular mágoas que devoram energia. Muitas vezes não é fácil se livrar da raiva, mas com determinação é possível chegar lá. “Devemos aprender com os nossos erros e frustrações. O melhor é analisar o que foi compreendido nessas situações, o lado bom e o ruim de cada uma delas, para não errar novamente. A partir daí, tente examinar o quadro levando em conta a razão e não a emoção — e use o resultado disso para novos objetivos”, orienta Priscila.

ESTABELEÇA LIMITES

Deixe para papear com a amiga na hora do almoço ou verifique o seu e-mail pessoal só ao chegar em casa. Pode parecer bobagem, mas criar pequenas regras faz diferença para terminar o dia com a sensação de dever cumprido ou, melhor ainda, de que ainda há tempo para se divertir. “Assim você consegue equilibrar o tempo do lazer e o das obrigações”, esclarece Marina Vasconcellos.

ADOTE UMA AGENDA

Você certamente já deixou de fazer algo importante porque se esqueceu. Para não acontecer de novo, anote tudo em uma agenda — vale tanto a de papel quanto a do celular, que até nos alerta dos compromissos quando programada. Bilhetes deixados em lugares estratégicos também são úteis para nos lembrar de providências a serem tomadas, compras ou compromissos.

ELIMINE A NEGATIVIDADE

Não vai dar certo”, “isso não é para mim”… Se você tem esses pensamentos, as crenças negativas sabotarão a sua vida! Segundo Miriam Barros, questionar em quais situações elas se mostraram verdadeiras é a melhor forma de se livrar delas. Você verá que nem tudo foi tão ruim e difícil quanto parecia. “Simplifique a análise dos fatos.  E tenha em mente: para  as coisas acontecerem, é preciso assumir riscos”, orienta.

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REIVINDIQUE  O SEU TEMPO

Em vez de reclamar que não tem disponibilidade para fazer as coisas de que gosta, dê um basta na situação. “O nosso tempo é precioso, temos que organizá-lo com um bom planejamento. Devemos nos dedicar à família, ao trabalho, ao lazer e ao descanso; se formos disciplinados, isso é possível. Mas é preciso criar regras e cumpri-las. Assim, a qualidade de vida melhora muito”, comenta a psicanalista Priscila Gasparini. “Gaste meia hora para planejar o seu dia. Esses minutos podem lhe render muitas outras horas livres para fazer coisas que lhe darão muito mais prazer”, recomenda Miriam Barros.

 

10 formas de se manter motivado na corrida

Com o passar do tempo, continuar motivado com os treinos é um desafio. Veja como manter o entusiasmo.

 

Correr é uma delícia. Mas até mesmo aqueles corredores mais empolgados, depois de um tempo investindo na corrida de rua, não conseguem se manter sempre motivados para os treinos. É claro que os objetivos dão um gás extra para que você coloque os tênis e comece a dar as suas passadas. No entanto, vez ou outra, nem mesmo as metas são suficientes para que você mantenha o entusiasmo.

Por isso, assim como você programa suas corridas, também é preciso que você planeje como vai continuar motivado para correr. Aqui, você encontra dez formas de melhorar a sua animação durante a corrida.

1. Ajuste sua rotina

Para que você sempre esteja motivado e com energia para dar as passadas é importante que sua rotina seja condizente com a vida de corredor. Por isso, durma cedo e tenha horas de sono suficientes para realmente descansar. Além disso, evite a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, que diminuem consideravelmente a resistência física, e tenha uma alimentação saudável e equilibrada.

2. Corra com amigos
O aspecto social da corrida é uma das principais razões pelas quais as pessoas começam a correr (e continuam). Encontre uma assessoria esportiva perto de você ou recrute alguns amigos ou colegas de trabalho para que treinem juntos. Apesar de ser um esporte individual, os corredores estão quase sempre acompanhados.

Essa estratégia também é uma boa pedida para aqueles que têm preguiça de treinar sozinhos, precisando de um estímulo. O treino acompanhado é mais divertido, além de existir a cumplicidade que acolhe as pessoas (“Ele também acordou cedo como eu”) e a competição saudável que o leva a querer melhorar sua performance, exigindo mais de seus limites (“Se ele consegue, eu também posso”, “Quero correr como ela”).

É preciso disciplina e força de vontade para superar a preguiça, aquela tentação de ficar mais um pouco na cama ou de sair do trabalho e ir direto par casa. A persistência deve ser reforçada para que você não desanime. Mas o simples fato de ver outros corredores suando a camisa e firmes nos treinos, como você, já é um motivo para ir em frente e ter a certeza de que está no caminho certo.

3. Anote os resultados
Manter um diário de treinamento é uma excelente maneira de acompanhar o seu progresso e permanecer motivado. É fácil: basta pegar um caderno e escrever algumas notas depois de cada um dos seus treinos. Certifique-se de marcar a data, a sua quilometragem e o tempo aproximado que fez determinado percurso. Coloque, ainda, alguns comentários sobre como você se sentiu durante o treino.

4. Encontre um mantra
Escolher uma frase curta para repetir mentalmente durante a corrida pode ajudá-lo a ficar focado. Você pode optar por algo que lhe dê motivação e usar quando mais precisa. Encontrar um mantra não é difícil: ele pode pintar na sua cabeça, enquanto você está ouvindo música, conversando com o parceiro de treino ou lendo as matérias sobre corrida aqui na O2 Por Minuto. Escolha uma frase que se adeque ao seu estilo de corrida e a sua personalidade.

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5. Inscreva-se em uma prova
Correr é um esporte gostoso e não depende de muita gente para acontecer, apenas de você. Se você está falhando na rotina dos treinos, inscreva-se na próxima corrida que puder e vá resgatar a energia que está faltando ali no meio daquelas milhares de pessoas que também acordaram supercedo para correr. A vibração e a animação das provas é algo delicioso e contagiante.

 

6. Compre alguma recompensa
Que tal comprar um tênis novo, uma camisa que você sempre quis ou fazer massagens com especialistas como recompensa por seu trabalho duro? O mimo vai fazer você se sentir energizado e reforçar o seu compromisso com a corrida.

7. Tudo ou nada
Se você não tem tempo para fazer um treino completo, não coloque na sua cabeça que é tudo ou nada. Se o tempo está curto, faça um treino rápido de apenas 20 minutos para não ficar parado. Isso já vai manter a sua empolgação com o esporte.

8. Pense no seu bem-estar
Sempre que você ficar desanimado, lembre-se dos benefícios que a corrida traz para a sua saúde. Pense em quanta energia você tem depois que começou a treinar e em como a corrida é uma maneira saudável de aliviar o estresse.

9. Tenha metas
Escolha um objetivo – como completar 5 km ou fazer uma maratona – e fale para as pessoas próximas a você sobre isso. Coloque seu cronograma de treinamento em casa e no trabalho, para que você tenha lembretes constantes sobre as suas metas. E comemore as suas conquistas.

10. Divirta-se
Isso é realmente o que mais importa. Não deixe que a corrida vire um estresse na sua vida. Em vez de seguir o lema “sem dor, sem ganho”, prefira pensar que se a corrida não é divertida você não deve continuar.

 

(Fonte: Marina Vasconcellos, psicóloga e corredora de São Paulo)

MMA Fitness: Sexo frágil? Não no tatame!

Partir para a luta está na moda – e pode ser boa opção para quem quer fugir da monotonia e praticar uma atividade completa, o MMA Fitness

Por Anna Paula Lima, 5 de março de 2015 – Site O2 por Minuto

 

As artes marciais caiaram de vez no gosto dos brasileiros… E, vão muito além da audiência das transmissões de lutas da moda (como as de UFC), na TV. Segundo a Confederação Brasileira de Karatê, mais de 1,5 milhões de pessoas praticam o esporte no país, dessas 450 mil são mulheres. Na academia, o peso da participação feminina não é diferente: homens e mulheres (elas em peso!) gastam o tatame das aulas dinâmicas de MMA Fitness, que mistura as artes marciais mistas (Muay Thay, Kick Boxing e Jiu Jitsu), aos abdominais, corrida, socos e chutes nos sacos de boxe. Tudo, em três principais momentos do treino, de pé, no chão e no combate. A ideia é a de fazer os movimentos da luta, sem colocá-la em prática para não machucar. Sem pancadaria, as aulas trabalham a força de pernas e braços, o aeróbio, reflexo e confiança.

 

“Estamos tentando alcançar o equilíbrio entre os vários papéis da mulher, sem perder a feminilidade e nossa essência”, diz a psicóloga Miriam Barros. E por que o MMA Fitness? Por que o resultado é bem rápido, para moldar o corpo e ganhos de força e até perda de peso. É um exercício que abrange grandes grupos musculares, queima muitas calorias em pouco tempo, além de ajudar a descarregar tensões. Márcia Delgaes D’Angelo, com 37 anos e duas filhas pequenas, faz a aula há mais de dois anos, três vezes por semana. Nunca achou que a prática fosse apenas para os homens e, com o pouco tempo que dispõe, conta que tinha de fazer algo para aliviar a rotina profissional e materna: “É diferente de fazer um treininho de musculação, com paradinhas para conversar entre um aparelho e outro. A aula é disciplinada e os exercícios muito intensos. Não dá tempo de pensar em mais nada”, conta.

 

Gina

 

“Enquanto a mulher dá socos num saco, está descarregando sentimentos e o estresse. Aí, sai do treino mais relaxada e com a sensação de ‘missão cumprida’, por gastar bastante. Isso afeta, diretamente, sua autoestima”, completa a também psicóloga Marina Vasconcellos.

Dá para entender porque a mulherada tá tomando conta dessas aulas.

 ABDÔMEN (dos chutes nos sacos ao combate)
Além dos tradicionais, há os com bola e com alguns pesos na perna e na barriga. Com ênfase no uso de pesos ou muitas repetições. No combate, o abdômen é exigido na hora do chute (que também é feito contra sacos). O core sustenta toda energia durante o combate.

PERNAS
Desde os agachamentos e afundos, até os chutes e as joelhadas nos sacos, os exercícios fortalecem panturrilhas e coxas. Dois meses de aula seria o suficiente para que você note a perna tonificada e resistente a todos os obstáculos do treino.

BRAÇOS
Já os músculos superiores (antibraço, o bíceps e até o ombro) são trabalhados com os repetitivos socos e jebbys, que podem receber o reforço de halteres de um ou dois quilos nas mãos. Entre um intervalo ou outro, aparecem flexões pesadas que fortalecem esses músculos.

 

 

 

 

Brasil já atingiu 83 mil cirurgias estéticas por mês e lipoaspiração e silicone são os procedimentos campeões

Apenas no Estado de São Paulo, são 50 mil procedimentos mensalmente

Por Vanessa Beltrão, Entretenimento ­R7 Mulher, em 19/1/2015

 

Saradas, com seios maiores e mais novas, esse é o ideal de beleza que pode estar na cabeça de muitas mulheres. Para ter este perfil, elas recorrem logo às salas de cirurgia.

Dados da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) mostram que os procedimentos mais realizados atualmente são: lipoaspiração (remove os excessos de gordura), implante mamário de silicone e procedimento na face, como o lifting (rejuvenescimento da pele) e a ritidoplastia (cirurgia da face).

As plásticas se popularizaram tanto que o Brasil se tornou o País onde mais se realiza esse tipo de procedimento. Em segundo lugar, aparecem os Estados Unidos. Segundo a SBCP, em 2013 foram realizadas, em média, 83 mil cirurgias estéticas no País por mês.

Apenas no Estado de São Pa
ulo, a média é de 50 mil cirurgias plásticas mensalmente, aponta o último levantamento da SPCP‐SP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ‐ Regional São Paulo) realizado com 378 cirurgiões plásticos, entre abril e maio do ano passado. Por semana, são cerca de três procedimentos originados de atendimento particular e dois provenientes de convênios de saúde ou SUS. Confira as diferenças na tabela abaixo.

Uma das causas para este aumento nos números é a melhora no acesso, com muitos dos procedimentos sendo realizados inclusive pelo SUS. Mas outros aspectos impactaram no crescimento da demanda.

“Fundamentalmente o acréscimo do poder aquisitivo das classes C e D, o culto à beleza e a criatividade do cirurgião plástico brasileiro”, explica o presidente da SBCP, Prado Neto.

Apesar do maior acesso, a banalização de alguns procedimentos, como a lipoaspiração, é o que preocupa, de acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica — Regional São Paulo, Fernando Prado. — Lipoaspiração deve ser feita por quem tem treinamento para fazer, quem foi treinado para executar isso. Treinamento são dois anos de cirurgia geral e mais três de plástica. Depois você faz a prova para se tornar membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica… Tudo que é muito barato pode causar problemas.

 

dismorfia

 

A modelo brasileira Ângela Bismarck é um nome bem conhecido quando o assunto é plástica. E mesmo já tendo feito diversos procedimentos estéticos, sendo 11 deles com necessidade de cirurgia, ela diz que existe limite. — Sempre fui uma mulher que me cuidei desde os 17 anos. Eu não sou contra a cirurgia plástica, tem limites… Corpo
bonito é exercício e alimentação. Cirurgia plástica é um aliado da mulher, não a solução.

Ângela conta que nunca fez uso do hidrogel e comenta sobre a situação da modelo Andressa Urach, que ficou internada em estado grave após uma complicação em uma cirurgia para retirar o produto. — Eu acho que ela teve pessoas do lado que a aconselharam coisas erradas. Ela não soube se impor, não teve medo e foi a fundo. Nem tudo é válido por causa da beleza.

A própria Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica não recomenda o uso do hidrogel em procedimentos estéticos. Porém não é proibido, isso porque existe uma portaria da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que permite a aplicação de até 50 ml desse produto em qualquer parte do corpo.

A ex‐vice miss Bumbum Andressa exagerou ao aplicar 400 ml de hidrogel em cada perna e chegou a correr risco de vida. Um alerta de que a busca pela perfeição muitas vezes deixa de ser saudável. A psicóloga Marina Vasconcellos, com especialização em psicodrama terapêutico, explica que os sacríficos pela beleza, podem se mostrar em muitos casos desnecessários.

– Quando muita gente fala, profissionais falam, que você está bem, dentro do peso adequado e mesmo assim você não se conforma… aí tem um problema.

Transtorno? Marina explica ainda que essa necessidade de admiração externa é fruto de pessoas inseguras. Em alguns casos, quando as pessoas se acham feias e não se aceitam, podem até estar sofrendo de transtorno dismórfico corporal. — É uma patologia focada no corpo, numa relação “equivocada” ou “estranha” consigo mesmo. Em especial o rosto é alvo do incômodo (quer operar o nariz, as orelhas, acha os lábios feios, os dentes…); mais raro acham que o conjunto todo é desarmonioso, e sofrem com isso.

Para a psicodramatista e psicoterapeuta Cecília Zylberstajn, o grande problema é quando a cirurgia plástica está associada a uma felicidade incondicional. — Uma coisa é aumentar o seio porque vai ficar melhor. [Outra] é a pessoa atrelar a essa mudança a felicidade incondicional dela. Se eu não tiver o nariz da fulana, eu não vou ser feliz.
Fernando Prado da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica da Regional São Paulo acrescenta que quem dá o limite de quando parar é o bom senso. — O limite é o bom senso. É o conjunto corporal da pessoa. Na minha opinião, o exagero não é saudável.

4 Passos para Levantar o Astral

Publicado na Revista W Run

Às vezes, não tem jeito: a gente acorda para baixo mesmo. No entanto, ninguém precisa passar o dia inteiro triste ou  de mau humor. A psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, ensina como melhorar o ânimo rapidinho.

  1. Pratique seu esporte favorito. Com o exercício, o organismo libera serotonina e endorfina, neurotransmissores que aumentam o bem-estar e diminuem o estresse.
  2. Ouça uma música animada. Ligue o som e dance sozinha mesmo, na sala de casa. A batida da canção vai tomar conta do seu corpo em questão de segundos.
  3. Faça um exercício de imaginação ativa: sente-se em uma posição bem confortável, prestando atenção na respiração, e pense que está em um lugar extremamente agradável.
  4. Marque um cabeleireiro a fim de mudar o visual ou faça as unhas para se sentir mais bonita. Cuidar de si mesma melhora (e muito!) a autoestima.

COSTAS QUENTES

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 85% da população mundial vai ter pelo menos um episódio de dor nas costas ao longo da vida. Para fugir dessa estatística e não ter que interromper o treinamento, o ortopedista Flávio Cavallari, do Hospital São Vicente de São Paulo, no Rio de Janeiro, recomenda nunca pular o aquecimento antes da corrida e parar a atividade ao primeiro sinal de desconforto. Ele lembra também que, no dia-a-dia, deve-se evitar carregar a mochila pesada de um lado só do corpo e pegar mais leve no treinamento durante o período pré-menstrual, pois as alterações hormonais aumentam o risco de lesão nas articulações. Além disso, nada de se auto-medicar: “Isso pode mascarar o incômodo e agravar o problema”, avisa Flávio Cavallari.

CHICLETE PARA ESPANTAR O SONO

Você acorda cedo, trabalha o dia inteiro, corre para lá e para cá e, no final da tarde, bate aquele sono incontrolável que dá até vontade de cabular o treino na academia? Masque um chiclete. É tiro e queda para despertar imediatamente. “Por ser uma atividade motora contínua e estimular os nervos sensitivos da região do maxilar, mascar chiclete ativa o mecanismo de vigilância do cérebro e espanta o sono”, garante o neurologista Leandro Teles, de São Paulo. Para não comprometer as suas curvas, escolha as versões sem açúcar – você economiza calorias e o efeito é o mesmo.

Oito lições para evitar que a rotina mine seu relacionamento

O beijo de boa noite e um olhar de admiração mantêm a união do casal

Publicado no Minha Vida e atualizado em 13/09/2013

O início de um relacionamento é uma das etapas mais prazerosas da vida a dois. Descobrir o outro e curtir cada segundo juntos é uma delícia. Mas, passada a fase da euforia, a maioria dos casais esquece até de dar um simples beijo de boa noite. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo impresso Daily Mail, do Reino Unido. O levantamento aponta que 80% dos casais vão dormir sem esse gesto de carinho. Com o tempo, o afastamento torna-se inevitável. A mesma pesquisa apontou que os parceiros que não se beijavam antes de dormir também eram aqueles que dormiam de costas para o outro. Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo, a rotina pode ser a culpada, mas a falta de contato físico também pode ser um sinal de que a relação não está indo bem. O fato é que não dá para deixar o carinho e o afeto em segundo plano. Antes que o seu relacionamento perca a graça, lance mão de oito lições para reacender a chama que está se extinguindo.

Tire a televisão do quarto

Se for para assistir um filme de conchinha sob as cobertas vá lá, mas em outras situações a televisão pode ser inimiga da sua intimidade. “O hábito de assistir televisão sempre antes dormir, além de diminuir a qualidade do sono, dificulta o diálogo e o casal – por dormir em momentos diferentes – acaba até esquecendo do beijo de boa noite”, conta a psicóloga Marina. Por isso, televisão só na sala.

Trabalho tem limite

Em um mundo perfeito, você chegaria em casa e teria todo o tempo disponível para cuidar do seu parceiro. Mas na realidade nem sempre é assim. “Hoje em dia, o trabalho suga o tempo pessoal mesmo, principalmente se você gerencia seu próprio negócio”, explica Marina Vasconcellos. A especialista recomenda que haja bom senso e compreensão. “Bom senso para saber a hora de parar de trabalhar, e compreensão do parceiro quando a hora extra for necessária”.

Restrinja o uso do computador

 Você gasta as horas que tem para passar com o seu amor na frente do computador? Então há algo fora de ordem. Redes sociais, bate-papo e até games podem gerar um vício difícil de romper. Mas você não precisa erradicar essas modernidades da sua vida, basta limitar o uso. A psicóloga Marina Vasconcellos recomenda que seja colocado um horário de uso que não tome todo o seu tempo livre e ainda permita que você se dedique ao relacionamento.

Interesse e Admiração

“Olhar para o companheiro e sentir orgulho de suas conquistas, características, forma de se vestir e maneiras de resolver problemas é uma das maneiras de manter o relacionamento vivo”, recomenda a psicóloga Milena Lhano, especialista em atendimento de casais. Busque sempre esse olhar de admiração em relação ao parceiro e não deixe nunca de se surpreender com o seu amor.

Conversa com hora marcada

Marina Vasconcellos conta que o diálogo com hora marcada é um exercícios comumente feito na terapia de casal. “Sem nenhuma influência externa, os parceiros sentam um de frente para o outro e esperam para ver o que vai acontecer”, explica a especialista. A atitude reforça a intimidade do casal e pode gerar o diálogo até em casos mais complicados. Em casa, o casal pode fazer isso durante a refeição ou antes de dormir, por exemplo.

Todo dia um carinho 

Um “bom dia” ou um beijo de boa noite. Gestos simples que mantêm o cuidado da relação em dia. “Essa demonstração de afeto é simples, mas significa muito: carinho e respeito”, conta a psicóloga Marina.

Planos em comum

Uma viagem, uma casa ou até mesmo um filho. Traçar planos em dupla, além de ser uma delícia, é uma forma eficiente de manter o casal olhando na mesma direção. “Essa atitude é importantíssima não apenas para que o casal construa um futuro em comum, mas para mantê-lo caminhando com um mesmo destino, unido”, conta Milena Lhano.

Alinhe os valores

Alinhar conceitos pessoais é uma das tarefas mais difíceis de um relacionamento. É importante saber respeitar e conviver com as diferenças dentro de um relacionamento. Existe o respeito à família, trabalho, opinião, ritmo e questões que são importantes para o outro. Mas lembre-se que para respeitar a opinião alheia, você não precisa abrir mão da sua. Mas quando os valores são muito diferentes, é complicado estabelecer uma relação harmônica – essa situação pode até inviabilizar a relação. Nesses casos, vale pesar a dificuldade da relação e o quanto se quer estar junto. “Um relacionamento longo é um exercício de amor e tolerância – o desejo de mudar o outro é uma ilusão”, orienta a psicóloga Marina.

DIA DO BEIJO

Publicado no Metrô News em 12/04/2013 

Propício para estimular sensações de bem-estar

Abner e Carolina são namorados há um ano e meio. Abner Sobral Gomes, 21, estudante de marketing: "O beijo é o básico e o essencial. Sem beijo ninguém namora e nem casa." Carolina Delboni, 18, estudante de farmácia: "O beijo mais diferente que eu já dei foi ao estilo Homem-Aranha."

Abner e Carolina são namorados há um ano e meio.
Abner Sobral Gomes, 21, estudante de marketing: “O beijo é o básico e o essencial. Sem beijo ninguém namora e nem casa.” Carolina Delboni, 18, estudante de farmácia: “O beijo mais diferente que eu já dei foi ao estilo Homem-Aranha.”

Aproveite a data e comemore amanhã o Dia do Beijo. Pode ser em forma de estalinho, o chamado “beijo selinho”. Ou de um jeito inesperado, o “beijo roubado”. Não importa o tipo de beijo, o que vale é sentir o bem-estar provocado pela liberação de endorfina, dopamina e serotonina, hormônios relacionados ao relaxamento e ao prazer.

Segundo o psicólogo e psicoterapeuta Marcelo Toniette, o beijo traz benefícios que envolvem tanto os aspectos físicos quanto os emocionais. “Na parte física, estimula diversos músculos da boca, a circulação sanguínea e o metabolismo. Na parte emocional, o beijo fortalece a autoestima, a confiança e contribui para a redução do estresse e estado de tristeza”, afirma.

A psicoterapeuta de casais e família Marina Vasconcellos destaca que o beijo deve ser dado com vontade. “Se não existe o beijo verdadeiro, faltará demonstração de carinho, afeto e entrega no relacionamento”, diz.

Toniette recomenda para os casais que perdem os encantos do beijo, que retomem a prática. “Só não vale ficar no selinho, mas experimentar beijos mais ousados e intensos. Por ser uma demonstração de carinho, que envolve os sentidos, quanto mais se beija, mais se quer beijar. Assim, o relacionamento se torna fortalecido, melhorando o entrosamento, a intimidade e a cumplicidade do casal”.

Beijos virtuais ao deputado Feliciano

“Beijos para Feliciano”. Está é a página do Facebook criada por Gustavo Don e Jonas Scherzinger para protestar contra a posição do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado marcos Feliciano (PSC-SP), que é contra a união civil homoafetiva.

“Os beijos que diversas celebridades demonstraram publicamente em forma de protesto foi o gancho que encontrei para criar a campanha no “Face”. Além disso, precisava contestar declarações do deputado, que dizem que o amor entre pessoas do mesmo sexo é podre, causa ódio, crime e rejeição”, diz Don.

Os mantenedores da página acreditam que a campanha já é uma grande ação virtual para o dia 13 de abril. “Gostaria de ter planejado um beijaço para o Feliciano. Talvez nossa demonstração de amor possa mudar o preconceito dele. Se fosse possível, até dava um beijo nele, com todo o respeito”, enfatiza Don.

Por intermédio de sua assessoria de imprensa, o deputado declara que todos são livres para expressar o que pensam, assim como ele é livre para dizer que é contra o casamento gay e jamais beijaria outro homem.

Para Feliciano, a campanha no Facebook não influencia em nada. Inclusive, um movimento evangélico queria criar uma página de beijo hétero, mas para o deputado isso foge de seu interesse político.

 

 

Operação pais, ativar!

Publicado na Revista Atrevida em abril de 2013

Ficar batendo de frente com os seus pais para fazer valer a sua vontade é cansativo, desgastante e, na maioria das vezes, não dá resultado algum. melhor que isso é tentar entender os comportamentos que você mais detesta neles e aprender a resolver tudo na conversa. Tem jeito. E Atrê (Revista Atrevida) garante!

Sabe aquela hora em que a galera da escola arma “a” balada e seus pais a proíbem de ir, sem querer nem conversar? Ou então quando a sua mãe, pra lá de empolgada, resolve só não deixá-la sair com a turma como se convida para ir junto? Se você já foi personagem de uma dessas historinhas sabe que, no momento exato em que seus pais perdem a noção, dá uma vontade louca de surtar. Mas quer saber? Essa não é a coisa mais inteligente a fazer. Tentar entender os motivos que levam seus pais a agirem desse jeito, por outro lado, é um bom começo. Depois, é preciso tentar construir uma parceria com eles, algo que só se consegue com muita vontade e paciência e que (ai!) leva tempo. Mas a gente garante que, no final, vale a pena. Listamos estratégias que não só funcionam como resolvem de forma definitiva as encrencas de casa. E aí, bora tentar?

Quem deu as dicas: os psicólogos Alexandre Bez, Ana Cristina Nassif, Anne Lise Sappaticci, Elizabeth Monteiro, Marina Vasconcellos e Miguel Perosa; a psiquiatra Ivete Gattás e a psicopedagoga e orientadora familiar Georgia Vassimon.

SE ELES QUEREM QUE VOCÊ SEJA FREIRA

Não porque eles são religiosos demais, mas porque detestam a ideia de ver você beijando alguém!

Tente entender: na cabeça deles, você provavelmente é nova demais para levar uma relação adiante e seus pais querem evitar que você sofra. Outro motivo que os leva a proibir terminantemente os seus namoricos é o medo de que eles atrapalhem seus estudos e todos os outros planos que eles traçaram para a sua vida.

E mude você: faça todo o possível para mostrar que é digna da confiança deles, que aprendeu o que eles ensinaram e (importante!) cumpra com seus deveres. Além disso, deixe claro que faz questão da aprovação deles, que se importa com o que pensam e que está disposta a namorar sério e a levar o namorado em casa, para eles conhecerem. Aborde o assunto com jeitinho para não assustá-los. Fale primeiro com quem está mais calmo e companheiro e, depois, peça ajuda para uma conversa em família. No fundo, é tudo uma questão de preparar bem o terreno. Vai na fé!

SE OS SEUS PAIS DÃO MEDO

Eles são tão, tão críticos que você treme da cabeça aos pés quando precisa levar um papo, mesmo que seja sobre uma coisa besta.

Tente entender: provavelmente eles foram criados de forma rígida pelos seus avós e acabaram seguindo o mesmo modelo. O medo de que você se envolva com drogas, bebidas ou outras coisas que não são nada legais também pode justificar o modo como eles agem.

E mude você: em vez de procurar seus pais só quando precisa de alguma coisa, tente puxar assuntos do dia a dia com eles. Pode acreditar:  quanto mais vocês papearem, menor vai ser a distância entre vocês. Daí, no meio dessas conversas à toa, você pode até comentar que gostaria de se abrir mais com eles, mas que se sente insegura. Só cuidado: fale isso num momento em que estiverem bem tranquilos, escolha as palavras e não faça parecer que a culpa é toda deles. Ao contrário, fale em primeira pessoa, tipo: “eu nunca sei como começar uma conversa” ou “eu tenho medo da reação de vocês”. Mesmo que eles façam cara de quem não está dando a mínima na hora, pode ter certeza de que, depois, no travesseiro, eles vão pensar sobre isso. Outra coisa que ajuda é se interessar de verdade pelo que eles estão sentindo ou passando (em vez de ficar imaginando que só você tem problemas no mundo) e até se oferecer para ajudar, sem esperar alguém pedir. Isso vai mostrar a eles que você está madura e merece um voto de confiança. Por fim, se nada disso adiantar, peça ajuda a alguém próximo  em quem eles confiam muito para intermediar essa conversa. Pode ser um tio, um vizinho ou até a professora da escola.

SE ELES VIVEM FAZENDO VOCÊ PASSAR VERGONHA

Ter um tiquinho de vergonha dos pais, na adolescência, é comum. Portanto, você não precisa ficar se achando uma monstra só porque já quis desaparecer  quando eles quiseram dar o ar da graça no meio da galera. Isso é aceitável, principalmente se os seus pais querem ser descolados, não perdem a oportunidade de entrosar com a turma, fazem piada até com sombra e se esforçam pra usar gírias (, na maioria das vezes, usam errado!).

Tente entender: você talvez nem se preocupasse com esse jeito de ser dos seus pais. Até acharia graça. Porque no fundo você sabe o quanto eles são legais, participativos e preocupados com a sua felicidade. Tudo o que eles fazem é pra tentar diminuir a distância que existe entre vocês, simplesmente porque vocês fazem parte de gerações completamente diferentes. Então, antes de chiar, aceite que as atitudes deles são só mais uma forma de amor.

E mude você:  se chegou a ficar vermelha que nem pimenta só umas duas ou três vezes na vida pelo comportamento deles, melhor fingir que nada aconteceu e simplesmente relevar. Agora, se isso acontece toda hora e já está fazendo você ganhar apelidinhos chatos na turma, abra o jogo e fale como se sente. Seja direta e diga o que gostaria que eles não fizessem na frente da turma. Mas seja doce e gentil nesse papo, para não magoá-los. Por outro lado, nada de ficar criticando a galera de casa o tempo todo, querendo mudar o jeito deles. Pensa: você também não detesta quando fazem isso com você? Então… Tente olhar as mil qualidades que eles certamente têm e valorize o esforço que fazem por você. Na dúvida, se sua turma encher você por causa disso, delete os amigos. Os pais valem mais!

SE ELES DETESTAM SEUS AMIGOS

Eles nem conhecem sua galera, mas adoram dizer que são péssima companhia? Pior: não querem mais nem que você saia com eles!

Tente entender: por algum motivo, seus pais têm medo de que os amigos influenciem você a tomar atitudes erradas ou simplesmente temem que a turma a faça sofrer. Tudo não passa de uma preocupação (que muitas vezes até faz algum sentido) com a sua saúde, seu bem-estar e a sua felicidade.

E mude você: para acabar de vez com o problema, ou você mostra para eles que seus amigos são cabeça-feita ou mostra que, independentemente das amizades, você já sabe o que é melhor pra você. As duas coisas dão trabalho. No primeiro caso, você vai ter que pedir autorização para para levar a galera para casa, para permitir que seus pais conheçam, de verdade, esses amigos. Se os garotos e garotas forem realmente do bem, seus pais vão sacar na hora. Uma alternativa é demonstrar, nas pequenas atitudes do dia a dia, o quanto você é madura e responsável com você mesma, com as suas coisas e com a escola. Por fim, se mesmo assim seus pais continuarem implicando, vale colocar a cabeça no travesseiro e analisar se, de fato, eles não estão com razão. Se chegar a conclusão de que a sua turma não tem mesmo muito a ver com você ou que ela não respeita tanto o seu jeito de ser, os seus valores e a sua vontade, é sinal de que o melhor a fazer mesmo é pular fora.

SE OS SEUS PAIS TE CONSIDERAM UMA CRIANÇA

Eles são suuupercarinhosos e paparicam você demais. Por outro lado, querem controlar to-dos os seus passos, usam apelidinhos bregas para chamar sua atenção no meio de toda a turma e, se bobear, não deixam nem você ir até a esquina se não estiver escoltada por um adulto.

Tente entender: seus pais simplesmente não suportam a ideia de ver você sofrendo. Por isso, eles querem, de todo jeito, protegê-la e facilitar a sua vida. Amam você mais que tudo e, mesmo com o seu crescimento, ainda não perceberam que você sabe se cuidar.

E mude você: para ser vista como uma menina mais madura, você terá de assumir mais responsabilidades e, claro, provar que dá conta delas. Cumprir com os seus deveres e levar a sério os estudos, manter as suas coisas organizadas, ajudar em casa e tratar bem os seus irmãos são atitudes que vão passar aos seus pais o recadinho de que você cresceu. Se mesmo assim eles continuarem o velho discurso, explique a eles o quanto isso a incomoda e lembre-os de que, infelizmente, você não poderá contar com eles em todos os momentos da sua vida e que, por isso mesmo, precisa aprender a se virar sozinha. É certeza que eles vão considerar seus argumentos.

 

Como ter um estilo de vida diferenciado após os 70 anos

Publicado no Jornal Brasil On-line em 08/03/2013

De segunda a sexta-feira, das 6h45 às 9h, a carioca Heloiza Loyola, 73, aposentada, frequenta a academia para praticar hidroginástica, musculação e pilates. Aos sábados, faz caminhadas de uma hora pela praia. Heloiza Loyola representa os brasileiros que, na terceira idade, optaram pelo exercício ao invés do sedentarismo.

A prática de atividades físicas está atrelada a diversos benefícios para a saúde. De acordo com Mariana Asmar Alencar, fisioterapeuta e presidente do Departamento de Gerontologia da SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia), na terceira idade existe uma tendência à perda fisiológica, que pode ser amenizada com a prática de exercícios. “A perda fisiológica, ou envelhecimento do corpo, geralmente começa em torno dos 25 anos. Se a pessoa se mantém ativa desde cedo, não sofrerá grandes impactos na terceira idade”, explica. Entre os principais benefícios de se exercitar, Mariana destaca a melhora do sistema cardiovascular e imunológico, maior disposição e qualidade de vida, e manutenção da musculatura.

Para a psicóloga consultora da Netfarma (www.netfarma.com.br), Marina Vasconcellos, os benefícios das atividades físicas para melhor idade vão além do físico. Segundo a especialista, é natural que com o envelhecimento, a pessoa precise cada vez mais de ajuda para realizar atividades que antes fazia sozinha. A partir do momento que o idoso perde independência em algum grau e começa a sofrer com limitações físicas, passa a sentir-se à margem da sociedade. “A atividade física traz a sensação de inclusão e combate tais limitações. Ainda que a pessoa se exercite sozinha, está fazendo parte de algo”, afirma a psicóloga.

A ciência já comprovou que praticar atividades físicas, em junção a bons hábitos alimentares, implica em longevidade e qualidade de vida.  Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indicam que, nos últimos 10 anos, a expectativa de vida média do brasileiro aumentou para 74 anos.

Um estudo realizado pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, e publicado na revista “Neurology”, confirmou que a atividade física regular na terceira idade ajuda a evitar o encolhimento do cérebro. De acordo com a pesquisa, a retração está associada à perda de memória e das capacidades cerebrais. O estudo mostrou que idosos fisicamente mais ativos tiveram uma retração menor em comparação aos que não se exercitavam.

Bom exemplo – Heloiza Loyola se mantém ativa desde a infância, mas foi a recomendação médica que a fez incluir a caminhada em sua rotina. “O médico disse que a caminhada ajudaria a controlar a pressão arterial”, ela diz.  Para os que não tiveram o hábito de se exercitar na juventude, como Heloiza, a fisioterapeuta Mariana Asmar Alencar afirma que sempre é tempo. “Os iniciantes devem passar por uma avaliação médica, com exames que indiquem possíveis limitações cardiovasculares e cardiorrespiratórias, e procurar um educador físico para elaborar um plano de treino personalizado. Também é recomendado que evitem as atividades de alto impacto nas articulações”, diz.

E como escolher em meio a tantas atividades? Danças, atividades em grupo, individuais e tantas outras! Para acertar na escolha e dar continuidade ao plano de treinos, é preciso se atentar ao objetivo (“Preciso controlar a pressão arterial?” , “Emagrecer?”) e escolher a atividade que mais proporcione prazer, se encaixe facilmente na rotina e respeite as limitações físicas. “Uma vez que falamos de pessoas diferentes, com níveis de saúde e rotinas diversificadas, não existe apenas uma atividade ideal para esta ou aquela idade. Por isso é importante personalizar o treino”, destaca Marina.

Para aqueles que não possuem condições financeiras de frequentar academias particulares ou pagar um educador físico, vale procurar iniciativas gratuitas oferecidos pelos Governos estaduais, por exemplo.

Além de personalizar o treino,  é importante se atentar ao traje –  o calçado adequado pode evitar quedas e lesões articulares – e à hidratação do corpo. O idoso tem, em média, apenas 50% de água no corpo, enquanto uma pessoa jovem tem em média 70%. É recomendado ter à mão uma garrafa de água de um litro, e beber nos intervalos do treino.

Namoro aos 50: mais liberdade, menos pressão

Na maturidade, além da companhia para desfrutar bons momentos, relação deve preservar a individualidade. É o caso de Xuxa e Junno Andrade — e de outros famosos e anônimos

Publicado no IG em 22/03/2013

Prestes a completar 50 anos, a apresentadora Xuxa Meneghel está em clima de romance. Depois de três anos solteira, ela assumiu o namoro com o ator Junno Andrade em dezembro passado. A ex-modelo Luiza Brunet e a atriz Sharon Stone são outras celebridades que vivem um momento semelhante: estão curtindo um relacionamento novo na fase da maturidade.

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está "feliz pacas" e "rindo à toa", segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Xuxa e Junno curtem folia em camarote da Sapucaí no carnaval deste ano: a apresentadora está “feliz pacas” e “rindo à toa”, segundo ela mesma declarou em redes sociais (Foto: Rio News)

Quatro anos após o fim de uma união de quase 25 anos, a ex-modelo Luiza Brunet vive um romance “freshzinho”, como ela mesma definiu, com o empresário Lírio Parisotto. Por ter se casado muito jovem – pela primeira vez aos 16 e, pela segunda, aos 22 – ela não aproveitou a fase de flerte da juventude. Agora, curte o relacionamento sem pensar no futuro. “ [Aos 50] Você fica muito mais esperta, mais ousada, mais exigente. Mas não fica na expectativa do que vai acontecer: ‘ai, eu vou me casar’ ou vou fazer isso e aquilo. Você vive o momento feliz e está ótimo”, conta Luiza.

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: "aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente". (Foto: AgNews)

Luzia Brunet e o namorado Lírio Parisotto: “aos 50, você fica mais esperta, mais ousada, mais exigente”. (Foto: AgNews)

Com a carreira profissional já consolidada e os filhos criados, os “cinquentões” buscam companhia para dividir as conquistas e desfrutar das coisas boas da vida. “É natural do ser humano o anseio pelo envolvimento, a procura por alguém para ‘se completar’”, diz a psicoterapeuta Cássia Franco, especialista em casal, família e sexualidade humana. Ela alerta, porém, que o importante é não ficar esperando que alguém venha para preencher aquilo que falta, mas sim que a pessoa se sinta completa antes de se relacionar com o outro.

De acordo com a psicoterapeuta Marina Vasconcellos, especialista em casal e família, um relacionamento na maturidade pode vir rodeado de elementos positivos. “Voltar à ativa” traz energia nova, mexe com a libido, melhora os cuidados com a saúde e com a aparência e, ainda, incentiva na busca de sonhos e objetivos. “As pessoas percebem que ainda têm muito ‘chão’ pela frente, começam a olhar mais para si mesmas e a fazer as coisas de maneira mais ativa”, explica a profissional.

Foi assim com a psicóloga Elisabete de Favero. Aos 59 anos, ela está de casamento marcado depois de dois anos de namoro. Separada há mais de 20 anos, com dois filhos adultos, ela passou a juventude focada no trabalho e no cuidado com os filhos. Somente na fase da maturidade começou a prestar mais atenção em si mesma e buscar um relacionamento mais sério. “É um namoro mais maduro, menos impulsivo e com muita liberdade, sem pressão. Eu tenho o direito de fazer o que eu quero, de trabalhar, de fazer meus cursos”, conta.

A individualidade tão prezada por Elisabete vai continuar até mesmo depois do casamento. Para manter a liberdade, o casal decidiu viver em casas separadas. “Para nós, o que mantém um relacionamento aceso é a saudade, é o querer ficar junto. Achamos que morar juntos tiraria esse encanto da relação”.

Espaço demarcado

Preservar a própria independência é uma das características mais marcantes em um relacionamento após os 50 anos, segundo explica a psicoterapeuta Marina Vasconcellos. “Nesta fase, cada um tem seus hábitos e manias, e entrar uma pessoa nova na casa mudaria toda a dinâmica familiar”, afirma.

Foi exatamente por não querer abrir mão de sua autonomia que a gerente financeira Elisa Maria Azevedo, de 50 anos, nunca pensou em casamento, apesar de sempre ter tido relacionamentos longos. Junto com o atual namorado há nove anos, ela buscava alguém para dividir os momentos bons e ruins, mas sem ter que dar satisfações de todos os passos que dá. “É bom ter alguém para contar a qualquer momento, mas também quero manter o meu espaço, ter um tempo só para mim”, conta.

Nem por isso o clima do namoro é menos romântico: eles viajam, passeiam, saem para jantar, vão ao cinema. “Estamos sempre cheio de dengos e carinho. Por isso, o sexo acaba acontecendo naturalmente, sem cobranças ou pressão. Quando a gente amadurece, dá importância para outras coisas também, além das questões de pele”, diz Elisa Maria.

Para a psicoterapeuta Cássia Franco, a sexualidade após os 50 anos pode, sim, ser vivida plenamente, e ainda trazer algumas vantagens. “A pessoa já amadureceu, já sabe o que gosta e o que não gosta, o que é excitante”, finaliza.

Siga cinco passos e supere a ressaca moral após o Carnaval

Publicado no UOL em 13/02/2013

Refletir sobre o ocorrido é positivo para não cometer mais os mesmo erros, mas remoer a culpa é prejudicial (Foto: Thinkstock)

Refletir sobre o ocorrido é positivo para não cometer mais os mesmo erros, mas remoer a culpa é prejudicial (Foto: Thinkstock)

A folia parecia ótima. Até que, com a quarta-feira de cinzas, veio a ressaca moral. Sabendo que você passou dos limites, é comum sentir vontade de sumir, medo de encarar as ações dos dias anteriores e, claro, culpa e arrependimento. “A ressaca moral é a conscientização de um ato realizado contra seus princípios morais e éticos, mas que aconteceu em um momento de impulsividade ou sob o efeito de drogas como o álcool”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama.

O Carnaval, geralmente, tem a ver com excessos, mas há atitudes mais fáceis de superar e remediar do que outras, segundo o psicólogo Thiago de Almeida. Veja sete passos que te ajudarão a sair da crise:

1. Ligue para um amigo

Antes de deixar o desespero tomar conta de você, o primeiro passo é ligar para um amigo que esteve ao seu lado durante os festejos. “Falando com um amigo você terá a devida proporção do que houve na noite de excessos”, diz Thiago Almeida, que é especialista em relacionamentos. É essencial que seja uma pessoa de confiança. “Boas intenções por parte do outro são fundamentais para te ajudar a transformar a ressaca moral em aprendizado, e não em humilhação”, diz a especialista em comportamento humano Branca Barão, autora de “8 ou 80 – Seu Melhor Amigo e Pior Inimigo Moram Aí, Dentro de Você” (DVS Editora).

2.  Reflita sobre a gravidade do ocorrido

Avalie o nível do deslize cometido no Carnaval para saber o que fazer. Se o ato cometido envolveu ou prejudicou outras pessoas, converse e se desculpe. Se você não fez algo tão grave, mas sente que afetou alguém, também peça perdão. Mas se foi algo que apenas te envergonhou, mas não atingiu ninguém, não fique ressuscitando o assunto. Deixe que ele seja esquecido.

Se o seu erro foi grande e você precisa se redimir, esfrie a cabeça antes de agir. Não adianta tentar se explicar para uma pessoa com raiva. Nesses casos, o melhor é esperar a poeira baixar. Só assim será possível ter uma conversa lúcida. Em outros casos, como um mal-entendido, por exemplo, é melhor agir rapidamente, para que a raiva não aumente, segundo Marina Vasconcellos.

Para identificar qual opção seguir (pedir perdão imediatamente, esperar ou ignorar o ocorrido), coloque-se no lugar do outro. Como você gostaria que agissem com você em uma situação parecida? “Assim, você poderá imaginar quais atitudes os outros esperam que você tenha, o que te dará pistas de como agir”, diz Branca.

3. Tenha bom humor

Se a ressaca moral é consequência de atitudes inocentes (ou quase), que não prejudicaram outras pessoas, encare com bom humor as piadas dos que estavam presentes. Se você rebolou até cair no chão, por exemplo, aceite o fato de que será lembrado pela performance durante um bom tempo. “O que aconteceu, aconteceu. Se foi um pequeno vexame, não exagere na reação. Tenha paciência, pois novos fatos acontecerão com outras pessoas e o seu deslize será esquecido”, diz a psicóloga e psicoterapeuta Miriam Barros, especialista em psicodrama.

4. Não fique remoendo a culpa

Lamentar-se eternamente pelo que aconteceu no Carnaval não é a solução. Para a terapeuta sexual Arlete Gavranic, coordenadora do curso de pós-graduação em Educação e Terapia Sexual do Isexp (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática), de nada adianta viver a culpa de modo destrutivo ou por muito tempo. “Você deve assumir o erro, desculpar-se e tocar a bola para frente. Vitimizar-se e ficar o tempo todo se justificando não resolve nada. Só faz com que o episódio continue sendo comentado por mais tempo”, diz.

5. Comportamento repetitivo

Quando a ressaca moral não tem fim, pode ser sinal de um problema emocional mais grave. “Quando erramos, temos de pedir desculpas, aprender e seguir em frente. Se permanecermos com o sentimento de culpa, é preciso procurar terapia” diz Marina. Repetir muitas vezes o mesmo erro também é sinal de que uma ajuda profissional é necessária, segundo Branca. “Ela é fundamental quando nosso comportamento nos leva para onde não queremos e não conseguimos mudar”, diz.

Tema em ‘Salve Jorge’, festa do divórcio é tendência no Brasil

A empresária Meg Souza gostou tanto de celebrar o divórcio que já fez três festas com este objetivo
(Foto: Divulgação)

Entrar na igreja de véu e grinalda, toda vestida de branco, é o sonho de grande parte das mulheres que imagina envelhecer ao lado do seu príncipe encantado. O “final feliz”, para muita gente, representa a união eterna, ainda que a separação seja por muitas vezes algo inevitável. Embora a palavra “divórcio” esteja frequentemente associada a um período turbulento, há quem faça desse limão azedo uma bela e doce limonada e transforme as lágrimas em celebração, com uma inusitada festa de divórcio.

O tema já é comum em outros países, especialmente nos Estados Unidos, mas agora vem à tona por meio da personagem Bianca, vivida por Cleo Pires na nova novela global Salve Jorge, que protagoniza uma luxuosa festa para comemorar a sua separação, com direito a vestido branco e presença do ex.

Tatiana Bandeira, que é consultora e dona da empresa Personal Wedding, já aderiu ao novo nicho de mercado e realizou algumas festas com esta temática, como a da advogada Valeria Calente, 43, e a da empresária Meg Sousa, 31. “O perfil de mulher que busca esse tipo de festa é de uma mulher mais moderna, mais antenada e mente aberta, porque de certa forma você vai estar se expondo”, pontua.

Do ponto de vista da infraestrutura e organização, a festa se assemelha a uma de casamento, conforme explica Tatiana. A diferença é a temática – o famoso “bem casado” passa a ser “bem separado”, o bolo geralmente faz alguma piada com a noiva sozinha ou o noivo indo embora; e as lembrancinhas rementem à vida de solteira e badalação.

Embora a maioria dos convidados ainda estranhe receber um convite deste tipo de festa, Tatiana garante que a intenção de quem marca presença é justamente apoiar. “Por mais que seja tranquila a separação, existe a dor. E as pessoas ficam felizes em ver que a fase ruim passou. Para mim o casamento é uma união, é sagrado. Mas neste tipo de festa  não se celebra necessariamente o divórcio, e sim, o recomeço”, observa.

Pompa e circunstância 
Meg gostou tanto da ideia de comemorar o divórcio que já fez três edições da mesma festa. Cerca de um ano depois de dar fim a uma união de quatro anos, decidiu fazer algo grandioso para marcar a solteirice, algo como um “casamento ao contrário”. A festa, que era à fantasia, reuniu cerca de 400 pessoas. “Entrei com um vestido de noiva, branco, com velcro. Quando tirei, estava com um corpete com uma saia até o joelho. Cheguei com dois gogo-bois”.

A celebração também foi feita no mês de maio, que é o mês das noivas. “A festa foi melhor do que o meu casamento, por isso fiz três edições”, diverte-se. Para se preparar para o grande momento, fez o “Dia da Descasada”, com direito à toda a produção que um “Dia da Noiva” oferece.

A segunda edição foi batizada como “Bodas de Papel Rasgado”, em oposição às Bodas de Papel que os casais comemoram com um ano de união. Dessa vez, ela se vestiu de viúva negra e chegou em uma Limousine, acompanhada por três violinistas que tocavam música eletrônica ao vivo. “A sociedade já impõe que o divórcio tem que ser triste, que alguém tem que sair machucado. Então é melhor sair numa boa do que sair triste chorando”.

Na terceira festa, contou com a organização da consultora Tatiana, e a parceria deu tão certo que, agora, estão investindo neste novo nicho de mercado depois de serem solicitadas por recém-divorciadas. As celebrações tiveram direito a atrações como drag queens, bailarinas com serpentes, ilusionistas, DJs, buffet e lembrancinhas divertidas, como o “Kit Ressaca”, que trazia um pós-drinque e um chiclete.

Para quem quer ter ideia de preço, Meg conta que o valor estimado em cada uma de duas festas foi de R$ 40 a R$ 45 mil. Mas tudo depende do quanto a pessoa está disposta a gastar e, assim como o casamento, existem alternativas para baratear este custo.

Rito de passagem
A advogada Valeria foi casada por 13 anos, depois de namorar por sete. Mãe de dois filhos, ela decidiu fazer uma festa para marcar uma nova etapa da vida. “Quando falamos que estamos divorciadas, as pessoas acham estamos morrendo. Essa é uma forma de comunicar que está tudo bem”, afirmou.

A festa aconteceu cerca de 15 dias depois da separação. “Eu sempre fui muito fã dos rituais de passagem, então para mim foi muito importante. Foi uma declaração de alforria”, afirmou. Ela enfrentou o estranhamento inicial das pessoas e a reprovação da família do ex. “Não o convidei, mas depois ele ficou sabendo e ficou bem bravo. Como o divórcio foi uma coisa que eu amadureci muito antes de decidir, eu só queria mostrar que estava bem, não era para provocá-lo”, conta.

Apesar do desconforto inicial, Valéria diz que não ficou nenhum tipo de rancor e até mesmo os filhos aceitaram a ideia com bom humor. Para quem pensa no assunto, ela recomenda prudência. “Justamente para que não fique com cara de vingança, de revanche, para que seja uma coisa elegante, como foi a minha”.

A psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos alerta para a ressaca moral que pode vir acompanhada deste tipo de festa. “Quando há filhos na história, para eles pode ficar uma imagem ruim, de que os pais estão felizes de se livrar um do outro”.

Na opinião da profissional, o ideal é que ambos cheguem a um acordo sobre o assunto. “Se o divórcio foi amigável, de repente pode ser um ritual, como é o casamento. Agora, se a intenção for dizer ‘estou livre’, acho que fica uma coisa muito agressiva”, opinou. Marina explica que os ritos são usados justamente para marcar fases da vida, como sinônimo de um novo status na sociedade. “Geralmente eles celebram uma coisa boa, significa que a pessoa está passando para outro nível”.

A “festeira” Meg também concorda que a celebração não é recomendada quando a situação entre o casal não está bem resolvida, ou como forma de provocação. “Mas quem termina amigavelmente tem que celebrar, afinal, a gente comemora tudo o que é bom na vida”, pontua. E apesar da tripla alegria trazida pelas festas de divórcio, Meg ainda sonha com outro tipo de final feliz. “Casei na igreja, imaginei que ia ficar velhinha ao lado dele, gostei de estar casada e saí do casamento muito mais mulher. E ainda quero casar de novo e ser feliz para sempre”.

Aprenda a lidar com a diferença de idade nos relacionamentos amorosos

Casais de faixas etárias diferentes precisam compreender seus desejos e limites

Publicado no Portal Minha Vida em 29/10/2012

Há casais que, aos olhos dos outros, passam por pai e filha ou mãe e filho, tal a diferença de idade dos dois. Quinze ou vinte anos de diferença realmente nos dão a sensação de duas gerações se relacionando – o que de fato é, não dá para negar. Isso pode ser absolutamente irrelevante para quem está na relação, e quanto mais velhos forem, menor será a importância dada a esse fato.

 A questão se complica quando o mais velho começa a exigir do mais novo atitudes condizentes com sua idade e maturidade, o que o outro ainda não desenvolveu simplesmente por não ter tido as mesmas experiências e vivências. Aquele, com sua experiência de vida e maturidade, quer que o parceiro corresponda agindo e pensando como ele, mostrando impaciência e intolerância com certos desejos ou inseguranças do cônjuge comuns à fase de vida em que ele se encontra. Esquece de colocar-se no lugar do outro – atitude que todos nós deveríamos sempre ter – para perceber seu lado, o que ele realmente necessita.

 O inverso também é verdadeiro: quando o mais novo começa a exigir coisas do mais velho que já não lhe cabem, pois está em outra fase de vida, e irrita-se quando percebe que seu parceiro não tem a mesma disposição para certas situações que, anos atrás, já fizeram parte de sua vida. Os anos passam, as prioridades e vontades mudam, a capacidade física e disposição se alteram. É preciso respeitá-las.

 Um dos pontos que pesam para que uma relação tenha mais chances de sucesso é ambos estarem vivendo a mesma fase de vida, ou pelo menos estarem em fases parecidas. Por exemplo: um homem já divorciado, pai de filhos adultos, casa-se pela segunda vez com uma jovem com idade equivalente à dos filhos, e resolvem começar uma nova família. Essa jovem não viveu muitas coisas pelas quais o marido já passou, e tem vontade de vivê-las. Está em seu direito, claro. Mas é preciso enfrentar uma série de questões que provavelmente virão à tona em algum momento, como os comentários “irônicos” dos amigos, o olhar crítico da família de origem (pais, irmãos), a convivência com os filhos do primeiro casamento, que pode vir com resistência em respeitar uma madrasta que possui praticamente a mesma idade deles.

O inverso, novamente, também é verdadeiro. Não estou dizendo que essas uniões estão fadadas ao fracasso, mas sim que enfrentarão mais dificuldades que outras em que as idades são mais próximas. O casal tem que se pautar em muita cumplicidade, apoio, confiança, coragem e, acima de tudo, amor, para vencer os obstáculos que surgirão.

 É preciso muito respeito e, uma condição fundamental, a inversão de papéis a todo momento. Com isso quero frisar a importância de “colocar-se no lugar do outro” para que se percebam suas necessidades, a fim de evitar que se cobrem coisas impossíveis e não condizentes com a idade do cônjuge.

Parceiros mais jovens podem reacender nos mais velhos uma alegria de viver que já não parecia existir, dando-lhes uma injeção de ânimo e trazendo à tona uma energia muitas vezes surpreendente.

 O amor não tem idade para manifestar-se e ninguém pode julgar o que é melhor para o outro, posto ser a escolha do parceiro algo totalmente subjetivo. Que tenhamos, então, a oportunidade de vivenciá-lo em sua plenitude!

Ombro amigo

Psicóloga fala sobre a importância dos amigos para a saúde na maturidade

Quem nunca precisou de um ombro amigo para desabafar? Ou então de uma mão amiga para socorrer em alguma situação difícil? Sempre quando se precisa, seja em bons ou maus momentos, ele está lá: o verdadeiro amigo. Em muitos casos, os laços de amizade são tão fortes que podem preencher algum vazio deixado na vida, talvez por algum filho que já saiu de casa ou até por um parceiro que acabou o relacionamento. Por isso tudo, cultivar uma amizade verdadeira pode ser bom e trazer benefícios para a vida, dizem os especialistas.

A amizade é, de acordo com o dicionário Aurélio, um sentimento fiel de afeição, simpatia, estima ou ternura entre pessoas, e não está ligada a laços familiares ou atração sexual. E quem cultiva esse sentimento só tem coisas boas para colher. Segundo a psicóloga especializada em Psicodrama Marina Vasconcellos, as pessoas precisam de amigos para dividir emoções, sejam elas ruins ou boas. “O amigo aceita você sem julgamentos. Não critica, tem liberdade para falar sobre tudo. Além disso, dá força, opinião, dando outra visão do problema. Pode-se abrir outro leque de visões com ele, além de ajudar a lidar com os problemas em fases difíceis da vida. Nós somos seres energéticos, quando se está bem emocionalmente, outras questões fluem melhor.”

Na juventude, as pessoas possuem mais tempo para viver as amizades. Mas o tempo passa e com ele vem o casamento, os filhos e outros compromissos. E será que na maturidade, depois de tanta experiência, ainda há espaço para fazer amigos e manter essas amizades? De acordo com Vasconcellos, nesse período, os indivíduos já começam a passar por transformações na vida pessoal, e os amigos podem ter um papel especial nessa fase da vida. “É o meio da vida. Você começa a sentir os efeitos físicos e a pessoa nessa idade precisa se cuidar mais. Os filhos já vão sair de casa e, muitas vezes, você entra na síndrome do ninho vazio. E os amigos ajudam a preencher esse espaço. Eles ajudam a pessoa a não se sentir sozinha. É muito mais gostoso dividir as situações com um amigo. Você ri junto e se emociona junto.”

Além disso, segundo a psicóloga, na maturidade, as pessoas já acumularam mais experiência, trazendo características com as quais as pessoas dessa faixa etária possam aproveitar mais as amizades. “Depois dos 50, a pessoa está mais madura. Ela respeita mais as diferenças, há mais tolerância. Nessa fase, pode-se escolher com quem vai passar mais o tempo. Aprende-se mais com o tempo. Porém, quando se é jovem, a pessoa é levada com uma turma, há mais medo de falar e deixar o amigo chateado. Quando a pessoa é mais madura possui mais coragem para falar e se posicionar.”

E assim como tudo na vida, ainda existe o lado ruim, e ainda sim é preciso saber lidar com ele. Em muitos casos, os amigos também podem se afastar.  E muitos podem pensar que se a amizade acabou é porque não era verdadeira. Mas a verdade é que, de acordo com Vasconcellos, as amizades podem, sim, chegar ao fim. “A vida é feita de fases e a sua vida pode ir para um lado, não havendo mais uma ligação. Não fazendo mais sentido aquela amizade. De repente, cada um vai para um lado.”

Mesmo que uma amizade tenha se desfeito ou um amigo querido tenha se afastado, lembre-se: sempre é tempo de fazer novos amigos. Portanto, se você não quer se sentir sozinho e precisa de um amigo, a psicóloga dá uma dica para fazer novas amizades. “Procurar atividades em grupo, como dança, ginástica, excursões, ou até mesmo uma nova faculdade. Mulheres viúvas começam a fazer aulas em grupo e começam a se enturmar e, assim, surgem novas amizades. Nunca é tarde para fazer amigos.”

Oito passos para fazer o detox do celular

Mau uso da tecnologia está por trás de reclamações por estresse ou falta de tempo

Publicado no Minha Vida em 04/10/2012

Passar ao menos uma hora longe deles é difícil, smartphones e tablets já fazem parte da rotina e você faz a sua agenda já pensando em como eles podem ajudar na economia do tempo e na realização de mais de uma tarefa simultaneamente. “Muita gente, no entanto, acaba viciada em todas as funções que esses aparelhos trazem, como jogos e aplicativos”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo. “Essas pessoas se comportam como se, em todos os momentos, acontecesse algo tão importante a ponto de impedir a desconexão”. O resultado da mania é a sensação permanente de que falta tempo para dar conta de tudo e relações mais impessoais, já que a tecnologia acaba atravessando os encontros. “Não é o caso, evidente, de abrir mão da tecnologia, mas aprender a usá-la a seu serviço – e não ficar à disposição dela ininterruptamente”, diz a especialista. Se você quer entrar numa operação detox do celular, siga as dicas a seguir.

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Desabilite as notificações

Que celular tocando o tempo todo incomoda todo mundo já sabe, mas as notificações e atualizações do smartphone também fazem barulhinhos e vibrações que, além de muito chatas, desviam não só o seu foco de atenção, mas também de quem está próximo a você. Marina Vasconcellos recomenda que sejam guardados horários durante o dia para ver se alguém te mandou mensagem na rede social ou te desafiou em algum jogo, o que pode até incentivar a boa convivência se respeitados alguns limites.

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Compre um despertador

Você é daqueles que coloca o celular embaixo do travesseiro? Pois bem, o mundo não vai cair se você deixá-lo desligado durante a noite. Muito pelo contrário, essa prática pode te garantir um descanso muito mais eficiente. O sono é dividido em fases: o sono superficial e o sono profundo. É apenas na segunda fase que o corpo consegue recuperar as energias. “Quando há uma alternância entre sons altos e baixos, o organismo fica em estado de alerta e não conseguimos passar para a fase profunda do sono”, afirma Marina Vasconcellos. Por isso, vele investir num despertador tradicional e aposentar o alarme do celular.

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Guarde os momentos na memória

Tudo o que você faz vai para o facebook? Compartilhar momentos importantes com as pessoas próximas é importante, mas vale refletir se a necessidade de expor sua rotina não está atrapalhando a qualidade das suas experiências e dos seus relacionamentos. “É comum vermos cada vez mais gente tirando fotos, fazendo filmagens e os colocando nas redes sociais, isso faz parte do mundo atual, mas é importante não esquecer que as lembranças mais valiosas ficam na memória”, afirma Marina Vasconcellos. Dificilmente você fica revendo os álbuns de uma noitada com os amigos ou das fotos na praia, mas os efeitos que as ocasiões de lazer oferecem permanecem vivos e estreitam laços. Outro ponto importante é lembrar que a interação entre as pessoas pode ser perdida em função da exposição, que nem sempre é positiva. “É preciso muita atenção com o que colocamos nas redes sociais, esse conteúdo chega ao alcance de gente que nem conhecemos muito bem”, lembra a especialista.

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Deixe para usá-lo nos intervalos

Para não tirar o foco do trabalho ou do estudo, o melhor é deixar para usar o celular em intervalos como a hora do almoço ou a pausa para o café. Mas a psicóloga Marina frisa que, no momento em que você estiver comendo, o melhor é desligar o celular. Só assim é possível sentir as cores, texturas e sabores que fazem parte dos alimentos. Além disso, quando não prestamos atenção na quantidade de alimentos que colocamos no prato e nos envolvemos com uma atividade paralela, tendemos a comer mais do que realmente seria necessário.

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Não tenha medo de desligar

Às vezes o celular pode fazer a função de um controle remoto – e você é quem sofre o controle. Qualquer pessoa sabe como te achar, não importante onde e nem o horário. Essa é uma vantagem, afinal, caso haja uma emergência, você pode rapidamente ser acionado. O problema é quando essa funcionalidade acaba sendo uma prisão. O conselho da psicóloga Marina Vasconcellos é para usar mais o celular como um telefone de fato do que como uma caixa de e-mails ou uma forma de acesso à internet. E se for para relaxar, numa viagem ou num final de semana, não tenha receio de desligar o celular. A maior parte dos seus problemas pode esperar pela segunda-feira.

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Ouça quem está ao seu lado

Se você ainda está em dúvida se o celular está tomando mais tempo da sua vida do que deveria, pare um momento e ouça o que dizem os seus amigos, familiares e companheiro. “É a sua relação com essas pessoas que será prejudicada se você estiver abusando do smartphone”, conta Marina Vasconcellos. “Eles podem tomar até medidas mais drásticas como limitar o uso do celular em casos extremos – essa pode ser uma atitude positiva”.

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Seja racional

Pergunte-se: o que eu estou esperando? Eu preciso olhar isso agora? Se a resposta for negativa, deixe o celular de lado e aproveite a companhia de quem está ao seu lado. “Mas se ela for afirmativa, explique a quem está ao seu redor a importância desse contato”, orienta a psicóloga Ana Luiza Mano, do Núcleo de Pesquisas em Psicologia em Informática (NPPI) da PUC de São Paulo. “O ato de prestar mais atenção no seu celular do que no que está ao seu redor pode ser visto com maus olhos, como se o ambiente estivesse desinteressante”.

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Busque ajuda profissional

“Diferentemente do vício em drogas ou álcool, o vício em celular não é tão fácil de detectar, até porque as suas implicações são mais psicológicas do que físicas”, afirma Ana Luiza Mano. Se isso já está te incomodando, busque a ajuda de uma terapia para se livrar do problema. No entanto, a psicóloga faz uma ressalva: “Procure um profissional que esteja familiarizado com esse tipo de problema, evitando conselhos do tipo: você deve abolir a internet do celular. As conexões são cada vez maiores, o cuidado é preservar sua rotina além da dependência dos aparelhos”.

Dança: benefícios incluem fazer amigos e perder peso

Atividade melhora o condicionamento físico e ajuda a perder a timidez

Publicado no Portal Minha Vida em 30/01/2012

Já pensou em se exercitar enquanto se diverte e faz amigos? Se a ideia lhe agrada, a dança pode ser uma ótima alternativa para você. Por isso, conheça os benefícios desta atividade que faz bem ao corpo e à mente.

Quem vê esses Rosely e Moacir dançando, nem imagina, mas a atividade entrou na vida deles há pouco tempo. Eles procuravam por uma atividade que não só beneficiasse o corpo, mas que também ajudasse na interação social e trouxesse bem-estar. A resposta não poderia ser outra: escolheram a dança.

“A dança mudou radicalmente a minha vida. Não só fisicamente, como socialmente. Hoje eu me relaciono com muito mais facilidade, eu me desenvolvi muito. Eu acho que pra mim, só foi benefício”, afirma a aposentada Rosely Aparecida Villar. Já para o advogado Antonio Moacir Magalhães, os resultados não foram muito diferentes. Ele acha que todos deveriam praticar.

Dançar é uma das atividades mais completas que existe. Ela aumenta a frequência cardíaca, estimula a circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e, de quebra, ainda queima muitas calorias, o que é essencial para quem quer perder peso. E o melhor: quem pratica, geralmente nem percebe o esforço que faz. Em apenas 30 minutos de atividade, a dança é capaz de eliminar muitas calorias.

Quem dança bolero queima, em média, 175 kcal. Já quem prefere o forró ou o samba de gafieira pode perder 235 kcal. Mas o rock é o verdadeiro campeão na perda de peso. Em meia hora é possível perder 275 kcal. Mas os benefícios da dança não param por aí não. Os efeitos psicológicos também são muito valiosos.

Só pela prática do exercício físico, já ocorre no organismo a liberação da endorfina, uma substância conhecida por proporcionar prazer. Além disso, a dança é essencialmente uma atividade social. Estimula o diálogo e permite a troca de experiências, o que pode ajudar a superar a timidez e trazer autoestima.

“O ritmo faz vocês soltar emoções, tensões, libera estresse”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, também praticante de dança.

Quer começar a dançar e aproveitar todos os benefícios? Então procure já um curso de dança e escolha o estilo musical que tem mais a ver com você. Por volta de três meses, até os mais desajeitados já começam a fazer bonito.

Vídeo informativo no Portal Minha Vida.

Conheça os diferentes tipos de gula emocional

O desejo exagerado por dinheiro, trabalho ou atenção podem atrapalhar sua saúde emocional

Publicado no Portal Minha Vida em 26/01/2012

A gula geralmente é associada ao impulso de comer demais. Mas este termo também pode ser aplicado a outras ações cometidas de maneira voraz e excessiva. O impulso descontrolado pode vir sob a forma de consumismo, de ambição ou até mesmo como o vício pelo trabalho. Um deslize aqui e outro acolá são compreensíveis. Mas é preciso atenção para se certificar de que a gula não está tomando conta da sua vida. “Quando a vida social começa a ser afetada, é preciso identificar de onde vêm esses anseios e buscar alternativas para lidar com isso da melhor maneira possível”, explica Tiago Lupoli, psicólogo clinico da clinica CEAAP.

Conversamos com outros especialistas e listamos alguns excessos que podem estar tomando conta da sua vida. Confira as dicas para controlar os impulsos.

Gula Intelectual

“Existem pessoas que gostam de estudar e obter conhecimentos. Até aí tudo bem. O problema começa quando nada satisfaz, e a pessoa acha que nunca sabe o bastante”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, psicóloga e especialista em terapia familiar e de casal pela UNIFESP.

Outra situação problemática ocorre quando essa atividade começa a influenciar outras áreas da vida. Por exemplo, se você deixa de sair para ficar em casa estudando, ou abre mão de outras atividades prazerosas, é preciso atenção. Salvo em situações em que o foco é esse, como no período pré-vestibular ou concursos. Mas passadas as provas, é muito importante relaxar.

Como uma saída, é importante buscar alternativas. Vá à academia, ao clube, a restaurantes e bares. Só não vale ir à livraria ou à biblioteca.

 

 

 

 

 

Gula por Poder

Não delegar funções, ser moralista em excesso e até mesmo machista podem ser sinais do desejo desmedido por poder. Segundo Marina, essas situações podem refletir carências, que muitas vezes têm sua origem na infância, e ainda ocultar uma característica da sua personalidade. “Muitas vezes a pessoa tem um lado extremamente frágil, que fica escondido sob a carapaça do poder”, explica a especialista.

O primeiro passo é identificar se isso acontece com você, através de conselhos, e até mesmo brincadeiras, de amigos e colegas. Ou mesmo observando suas próprias atitudes. Se isso acontecer com você, busque ajuda de um profissional.

 

 

 

 

 

Gula por exercícios

Vivemos numa sociedade que impõe o culto à imagem e ao corpo. Muitos vêm o esporte como uma forma de alcançar essa meta. A vontade incontrolável de competir, e ganhar, também pode ser a causa dessa gula.

“Quando a prática de exercícios físicos, que pode ser muito saudável, começa a gerar prejuízos físicos, emocionais e sociais, ela pode estar virando uma compulsão”, explica Tiago. Se você não respeita o tempo de descanso entre os exercícios ou, com frequência, deixa de fazer outras atividades para malhar, tente distribuir melhor seu tempo e buscar outras formas de lazer.

 

 

 

 

 

 

Gula por dinheiro

Esse desejo descontrolado têm algumas características, como a compra sem um propósito, apenas pelo fato de possuir. Ou ainda pelo acúmulo de dinheiro, que nunca é bastante, e sem um objetivo final. Os jogos de aposta, a preocupação excessiva com marcas e grifes, e o acúmulo de bens também são sinais desse excesso.

“A partir do momento em que o deseja não é suprido, estados de intensa tristeza e ansiedade podem ser gerados. Abuso ou falta de alimentação, insônia, fadiga e alteração de humor podem ser sintomas dessas condições”, explica Tiago.

Para melhorar essa situação, tente colocar limites para os seus gastos ou, se notar que a ambição é desmedida, procure ajuda profissional.

 

 

 

 

 

 

Gula por compras

O consumismo acontece quando extrapolamos o limite do dinheiro. Além das dívidas, essa condição pode gerar intensa frustração. Tiago explica que pessoas que pedem dinheiro emprestado com frequência, fazem hora extra em excesso ou buscam fontes alternativas de renda, sem real necessidade, podem estar sofrendo com essa compulsão.

“Se você compra demais é sinal de que pode estar faltando algo em outra área da vida, há uma carência”, explica o especialista. É importante olhar para si e compreender essas faltas. Psicoterapia, yoga, meditação e outras terapias que colaborem para essa autorreflexão podem ajudar.

 

 

Gula pelo trabalho

Hoje em dia é muito comum ser workaholic, como é chamada a pessoa que é viciada em trabalho. O ofício ocupa espaço de outras áreas da vida da pessoa. É preciso identificar se o excesso de trabalho tem motivo, por demanda financeira, ou não.

Ficar, com frequência, até mais tarde trabalhando, levar trabalho para casa e não conseguir relaxar são alguns sinais desse transtorno. “É importante estabelecer períodos de trabalho, de lazer e de atividade física, que pode ajudar muito nesses casos”, recomenda Tiago.

 

 

 

 

 

 

Gula por atenção

Marina Vasconcellos explica que a carência excessiva na vida adulta e a gula por atenção pode ter suas origens na infância, se faltou um olhar ou um elogio ou uma preocupação dos pais, por exemplo. Outras vezes esse sentimento vem de uma solidão momentânea, que é normal e costuma ser mais brando.

As pessoas muito carentes demandam ao exagero quem está próximo. A consequência é que os amigos se afastam, as relações se deterioram e a individualidade é perdida.

O acompanhamento psicológico é muito importante para compreender essas carências. A partir daí se inicia um processo de individualização e a pessoa se torna mais autossuficiente.

Solteira e feliz: veja as vantagens de ser uma mulher livre

Viajar a dois é bom, mas viajar solteira também tem lá suas vantagens. Foto: getty Images

Fazer o que bem entende, na hora que quiser e com quem quiser, sem dar satisfação a absolutamente ninguém. Para algumas mulheres, essa é a visão de uma vida perfeita. Por outro lado, algumas pessoas enxergam a solteirice como sinônimo de fracasso – resquícios de uma sociedade que ainda associa a sorte no amor à felicidade.

Para estas, uma boa notícia: existem sim muitas vantagens em ser solteira. E estar feliz consigo mesma é o primeiro passo para se construir relacionamentos verdadeiros. “É um erro achar que encontraremos a felicidade apenas quando estivermos acompanhadas de alguém. Relacionamentos devem ser a somatória de pessoas inteiras e felizes”, observa a psicóloga Marina Vasconcellos.

A radialista Marina Perroud é do time das que se sentem confortáveis com seu status. Há um ano sozinha, se sente bem na condição mas acredita que as mulheres solteiras são vistas de forma pejorativa. “As pessoas te olham de outra forma, as tias te abraçam com dó, acham que você não é feliz”. No entanto, ela busca tirar o lado bom da solteirice sem deixar de lado o sonho de casar e construir uma família. “Com o tempo aprendi que não adianta ter pressa, isso só atrapalha. Enquanto isso eu vou curtindo bem a vida, colecionando historias”, reflete.

Aos 32 anos, ela diz que é “inevitável entrar na fase das contas”. “Quero ter filhos e o ideal é que isso aconteça até no máximo 37. Então quer dizer que em cinco anos devo conhecer alguém, casar e engravidar”, analisa. Ainda assim, a radialista prefere olhar o lado positivo da situação. “Aprendi com o tempo, com as experiências, que não é bacana criar expectativas. Por isso, esqueçam o príncipe encantando dos sonhos, joguem a listinha de desejos no lixo, a gente perde tanto tempo esperando que não percebe os sinais que a vida vai nos dando nesse caminho”, aconselha.

O ideal é achar o ponto de equilíbrio, explicam as especialistas ouvidas pelo Terra. Veja algumas formas de aproveitar seu voo solo sem deixar de lado seus valores, objetivos, e até mesmo a vontade de encontrar alguém bacana que, de fato, faça valer a pena dividir os dias.

Liberdade total
Uma das coisas boas associadas a solteirice é a ausência de obrigação de “pensar por dois” – algo automático para os casais. Isso permite que a pessoa coloque em prática seus desejos e objetivos com mais facilidade. De acordo com a psicóloga Cecília Zylberstajn, a mulher solteira, quando bem resolvida com ela própria, tem um mundo de possibilidades à frente. “Estamos em um mundo onde as coisas mudam muito rápido e a mulher que solteira está conectada mais facilmente às novidades”, observa.

A psicóloga Marina reforça: “ter liberdade para estudar, viajar, sair com amigos, ficar em casa sem compromisso com nada, cuidar de si, escolher o filme do cinema, trabalhar até a hora que for, não ter que dar satisfações para ninguém, enfim, decidir sua própria vida de acordo com o que acredita e gosta”.

Caindo no mundão
Viajar a dois é bom, mas viajar solteira também tem lá suas vantagens. Uma das maiores é poder falar à vontade sobre os assuntos que são de interesses primordialmente femininos, indica Marina. Ela reforça: “ficar à vontade para escolherem os programas que mais lhe agradem sem a necessidade de se preocupar com os companheiro; ter a chance de fazer amizades com outras pessoas que as abordem, já que o fato de estarem acompanhadas impediria outras pessoas de se aproximarem. Numa mesa de bar também dá pra dar boas risadas e falar sobre tudo, sem se preocupar com o olhar crítico dos homens.”

Enchendo o cofrinho
A mulher solteira que sabe poupar também tem à frente uma boa oportunidade de fazer um bom pé de meia. “Todo o dinheiro ganho pode ser utilizado em proveito próprio, com exceção daquelas que precisam contribuir com a família doando parte do salário. O dinheiro pode ser direcionado para cursos, viagens, saídas, academias, produtos de beleza, vestimentas e tudo aquilo que lhe for do gosto ou necessidade”, observa Marina.

Do ponto de vista profissional, também há chances de uma mulher solteira se dedicar mais do que uma comprometida e com filhos. “É como se nossa vida fosse divida em um gráfico em forma de pizza. Cada um tem uma energia disponível pra gastar em diversos papéis da vida. Se não tenho uma pessoa que está desempenhando o papel afetivo, vou ocupar com as amigas e com a parte profissional”, explica Cecília. Mas ela ressalta que a postura não deve virar uma “bengala”: “o que não pode é ficar se escondendo atrás do trabalho para não encarar o fato de que está solteira e frustrada”.

Vida sexual de qualidade
A revolução sexual trouxe às mulheres a vantagem de terem este aspecto da vida ativo, ainda que não estejam em um relacionamento sério. De acordo com a psicóloga Marina, a mulher de hoje também possui a capacidade de desvincular o prazer sexual do relacionamento afetivo amoroso, satisfazendo suas necessidades físicas.

Mas antes de se jogar em relações íntimas que mais ferem do que trazem prazer, Cecília avisa. “Antes de ter um relacionamento sexual com alguém, a mulher tem que olhar para dentro dela e perguntar: “eu quero mesmo ter esse grau de intimidade com essa pessoa?”, “para não correr o risco de ir para clichês extremos, o muito machista, ou o totalmente feminista”, observa.

Armadilhas da solteirice
Quem está “solta na balada”, mas já se sente pronta para um relacionamento, tem que tomar cuidado para não se colocar em um papel de carente ou grudenta, que, segundo as especialistas, é o que mais afasta o sexo masculino. “Nenhum homem gosta de mulheres pegajosas, controladoras, muito inseguras, que nunca expressam sua opinião, que querem fazer tudo junto sem dar espaço para as individualidades”, explica Marina.

Autoestima em primeiro lugar
Autoestima em baixa é uma característica comum em mulheres solteiras. Para que este momento da vida seja curtido com mais qualidade, esta é a primeira pendência a ser resolvida. “Pode ser um chavão, mas a baixa autoestima em mulheres que têm dificuldade de se envolver no relacionamento está ligada a um ranço cultural de que temos que ser servis ou se envolver com alguém pra não ficar sozinha. Assim, acaba se envolvendo em relacionamentos fracassados”, pontua Cecília.

Por este motivo, ela ressalta a importância de “valorizar o passe” na hora de se envolver com alguém. “O que chama a atenção dos homens não é a quantidade de homens que ela dispensou, e sim aquela que não aceita ficar com alguém “meia boca” só para estar com alguém”, reforça.

A vida de solteira pode ser bem divertida desde que a mulher consiga se sentir confiante e plena, independente da sua situação amorosa. Para quem quer aproveitar a fase, a psicóloga Marina dá a dica. “Invistam em si próprias, estudem, cresçam profissionalmente e como pessoa, tenham um hobby que lhes dê prazer, façam viagens diferentes, leiam, saiam com amigas, dancem, enfim, gostem da pessoa que são para que os outros também queiram estar com vocês! Aí, quem sabe, o príncipe apareça”, finaliza.

Saiba o que são doenças psicossomáticas

Psicóloga explica que problemas psicológicos podem causar dores físicas

Publicado no UOL em 03/02/2012

Sentir-se triste e magoada de vez em quando é normal. Todos passam por momentos difíceis durante a vida. Porém, a tristeza e a depressão constantes podem trazer sintomas piores, como dores de cabeça, úlcera e até mesmo problemas de coluna. Essas dores físicas desencadeadas por distúrbios emocionais são chamadas psicossomáticas e têm tratamento. A psicóloga Marina Vasconcellos, do Portal Minha Vida, dá alguns conselhos para quem passa por um período conturbado:

Doenças mais conhecidas

Doenças respiratórias e cardíacas, consideradas graves, podem surgir a partir de problemas emocionais. A psicóloga afirma: “Gastrite, úlcera, problemas de coluna, dores em geral (costas, cabeça, dores crônicas), problemas respiratórios, cardíacos, estresse e depressão podem ter ligação direta com fatores emocionais”. Quem se sente triste por algum motivo específico deve ficar atenta. É sempre bom procurar assistência de um profissional qualificado.

Como lidar com situações difíceis

Passar por traumas e se deparar com problemas inesperados podem interferir no convívio com a família, amigos e prejudicar o desempenho no trabalho. Marina Vasconcellos aponta: “É importante fazer terapia para elaborar os problemas, os traumas e poder libertar-se para seguir em frente. Todos nós vivemos momentos difíceis. O que importa não é o problema em si, mas a maneira como o encaramos e o que decidimos fazer com nossa vida a partir daí”.

Estresse: inimigo da modernidade

Hoje em dia é mais comum sofrer de estresse: pressão na família, no trabalho, no trânsito… Mas nada de desespero! O importante é buscar a paz interior. “Fazer exercícios físicos, encontrar um momento para relaxar e fazer outras coisas que não estejam ligadas ao trabalho ou àquilo que está causando o estresse é essencial. Meditação, dança, ouvir música, sair com amigos, namorar, fazer outras atividades, melhorar a alimentação e procurar ajuda psicológica para encontrar uma saída mais saudável para os problemas que estão causando o estresse. Uma mudança no estilo de vida provavelmente será necessária, e para isso uma terapia será de grande ajuda”, completa a especialista.

Cuidados redobrados

Quando passamos por situações de tensão, nosso cérebro limita nossas ações. A parte pensante fica limitada e agir por impulso é mais comum, já que agimos sem pensar para nos livrarmos da sensação de perigo. A mágoa consome muita energia, pois cada vez que relembramos o acontecido, os mesmos sentimentos são desencadeados. O cérebro não sabe distinguir se aquela traição, agressão ou trauma aconteceu agora ou há muito tempo. Buscar ajuda para entender e se livrar dos pensamentos negativos é o primeiro passo para a recuperação.

Cultive o bom humor com sete hábitos

Mude algumas formas de lidar com as situações estressantes do dia a dia

 

Exibir um sorriso, mas espumar de nervosismo por dentro, está longe de ser uma atitude saudável. Suas emoções precisam ter vazão ou há o risco de que elas comecem a se refletir em problemas físicos, desde dores nas costas até taquicardia ou falta de ar, por exemplo.

Não banque o palhaço com você mesmo: o bom humor precisa ser sincero. “Ele é um jeito de encarar a vida, uma postura positiva e aberta para enfrentar o que vier com mais disposição”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama.

Aprenda a levar a vida de forma mais leve, usando o humor a seu favor, sem que o sorriso fique apenas na aparência.

 

Não fuja de situações frustrantes

Fingir que não existe sofrimento pode até deixar seu bom humor intacto por um tempo. Mas os momentos frustrantes não deixam de existir simplesmente porque você fugiu deles. Use essas situações para amadurecer e encarar os desafios com mais facilidade. “As frustrações são oportunidades para o crescimento pessoal, mas cabe a cada um tomar o cuidado de não desperdiçar essas chances”, afirma a psicóloga Márcia Cavalieri, de Ribeirão Preto.

 

Permita-se errar

Não é pra viver pessimista, mas para considerar que há sempre ao menos duas possibilidades, e uma delas pode ser diferente da sua expectativa. Com esse preparo emocional, as chances de você ficar de mau humor com o pior resultado diminuem. “É preciso sonhar e desejar, mas sem deixar de lado as reais possibilidades. Assim a frustração deixa de ser um peso tão grande”, afirma Márcia.

 

 

Organize a sua rotina

Com organização, é possível se programar melhor para dar conta de todas as tarefas. “O planejamento ajuda a evitar aflições ou crises de desespero por não conseguir cumprir os prazos ou por esquecer alguma atividade em meio à falta de prioridades”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. “Tudo isso traz uma rotina mais tranquila e, como consequencia, o bom humor.”

 

 

Comemore cada pequena conquista

Quem imagina a felicidade como uma sequencia permanente de grandes emoções pode viver frustrado buscando isso a vida inteira. “Os momentos simples precisam ser mais valorizados, assim, naturalmente, você passa a cultivar mais o sorriso, o bom humor.

Fica mais fácil reconhecer o que trás felicidade em vez viver em busca dela”, afirma a psicóloga Marina.

 

 

 

Aprenda com os erros

Depois que o erro já foi cometido, o mau humor não ajuda em nada. A psicóloga Marina Vasconcellos propõe que você deixe de considerar o erro como o fim de tudo, algo que desanima e leva à desistência frente a um objetivo. “Em vez de se irritar, pense como reagir em uma próxima ocasião, quando algo sair do programado ou esperado”, afirma a profissional.

 

 

Esvazie a cabeça

O excesso de pensamento negativo não dá espaço para o bom humor. Procure se esforçar para pensar no problema por um determinado período, concentrando as suas energias para resolvê-lo.

Mas depois mude o foco e pense em outras coisas, sua saúde mental vai agradecer. “Não há contribuição maior para o bom humor do que a capacidade de resolver os próprios problemas em vez de permanecer se lamentando deles”, diz Márcia.

 

Dê risada! 

Quando damos gargalhadas, os níveis de cortisol e adrenalina – hormônios do estresse – baixam. Além disso, o cérebro passa a produzir endorfina, hormônio que deixa o corpo mais relaxado.

Mas a risada precisa ser sincera, por isso, procure situações prazerosas que permitam você passar mais tempo descontraído.

 

 

 

Sem medo de ser feliz

Publicado no Taeq

Foto: Reprodução

Aprenda a viver com sabedoria, leveza e naturalidade
Viver em equilíbrio, com saúde e energia para encarar os desafios do dia a dia é o que todos desejam e buscam.

No entanto, nada disso é possível se não estamos bem com nosso interior. Para viver com leveza e naturalidade é preciso ter autoconfiança e autoestima.

Essas duas palavras, tão mencionadas por especialistas da área de saúde, podem dizer muito sobre como as pessoas são capazes de enfrentar desafios e lidar com frustrações.

Essenciais para uma vida em harmonia e equilibrada, elas estão diretamente relacionadas com a saúde e o bem estar do indivíduo.

“Estudos indicam que pessoas que se sentem bem em relação a si mesmas têm menos insônia, são mais persistentes e, em geral, mais felizes. Já aquelas que se sentem aquém de suas esperanças são mais vulneráveis à depressão e ansiedade”, explica a psicóloga e terapeuta Lilian Pisani Leite.

Mas, não são só esses sentimentos que ajudam a encarar mudanças e a lidar com imprevistos do cotidiano com mais facilidade. Uma boa autoestima reflete tanto na vida pessoal como profissional do indivíduo. A psicóloga e terapeuta Marina Vasconcellos explica que acreditar nas próprias potencialidades é essencial para lançar-se ao desconhecido e experimentar coisas novas.

Pessoas com autoestima elevada tendem a ser mais seguras, têm mais energia, motivação e iniciativa. Enxergam situações novas como desafios e não ameaças. Por isso estão mais atentas às oportunidades. “Pessoas seguras passam confiabilidade aos que as cercam, facilitando o estabelecimento de relações mais saudáveis”, ressalta Vasconcellos.

Já a falta desses sentimentos implica em insegurança, fragilidade e dependência. A pessoa espera reconhecimento do outro o tempo todo. Vasconcellos explica que pessoas com baixa autoestima podem ter mais dificuldades para galgar promoções no trabalho. “Elas têm medo de não dar conta do recado, de falhar e de ser alvo de críticas alheias. Qualquer opinião que vá contra o que pensa representa uma situação de tensão e insegurança”, reforça.

Mas, de onde vem e como fortalecer a autoconfiança? Vasconcellos explica que esses sentimentos formam-se desde a infância. “Crianças amadas, valorizadas e reforçadas positivamente tendem a desenvolver melhor autoestima”.

No entanto, nada impede que sejam solidificados e fortalecidos na adolescência e até mesmo na vida adulta. De acordo com as especialistas, o primeiro passo é o autoconhecimento. “A vontade de se encontrar, de entender a si mesmo e de olhar a mesma situação por diferentes ângulos é fundamental”, ressalta Pisani.

Vasconcellos explica que, em geral, pessoas com baixa autoestima viciam o cérebro com pensamentos negativos a respeito de si. Portanto, outra atitude muito importante é a mudança desse comportamento. “Ao invés de pensar: não sei fazer isso e não vou conseguir aprender, mudar para: vou vencer minha dificuldade e dominar a situação, porque sou capaz de aprender.”

Pisani lembra que tanto a autoestima quanto a autoconfiança estão relacionadas à maneira e a importância que damos a nossas vivências. “Devemos valorizar as coisas em que nos destacamos e não dar tanta importância às coisas que achamos não fazer muito bem. É um trabalho constante de seleção daquilo que fará e não fará bem.”

Use a maturidade e viva melhor

Oito mulheres mostram que nunca é tarde demais para assumir novos desafios

Publicado no Zwela Angola Notícias em 14/03/2011

Foto: Mulheres acima dos 30 anos mostram que nunca é tarde para assumir novos desafios. (Yahoo!)

A escritora Amy Cohen sempre achou que aos trinta anos estaria no melhor momento de sua carreira, teria um marido dedicado e dois filhos lindos.

Mas a realidade foi bem diferente. Aos trinta e cinco anos, Amy perde a mãe, vítima de um câncer, é demitida do trabalho, em que é roteirista de séries de TV, além de ser abandonada pelo namorado com quem planejava se casar.

Diante dessa sucessão de rasteiras, Amy fez o menos improvável numa situação como essa: decidiu reinventar-se. É ela mesmo quem narra a história em tom autobiográfico e libertador do livro Nunca É Tarde Demais (editora BestSeller), cuja maior lição é de que a vida, permite, sim, uma guinada.

No caso de Amy, ela não se deixou sucumbir à dor e às perdas e se lançou para uma jornada de novas descobertas e transformações.

Amy decidiu passar por novas experiências – até mesmo aprender a andar de bicicleta.

“Com a maturidade, você já sabe o que quer e não tem mais os medos e inseguranças da juventude. É a hora de aproveitar a oportunidade que nunca teve e fazer a vida ficar mais animada, assumindo novos desafios”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

A seguir, você confere histórias inspiradoras de mulheres, como Amy, que expandiram seus horizontes em busca da felicidade.

Pé na tábua

Miriam Nascimento nunca fez questão de dirigir um carro, sempre ocupou o lugar do carona. Mas, depois que seu marido faleceu, além de ter que assumir o negócio da família, uma pousada no litoral, também teve que aprender a ser motorista.

Sozinha e com uma filha pequena, ela se viu impossibilitada de praticar suas atividades corriqueiras por não saber dirigir. “Entrei na auto-escola com 39 anos e venci o meu medo. Foi uma alegria perceber a minha capacidade de superação”, conta.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, assumir tarefas vistas como já ultrapassadas para aquela idade é sinal de coragem, pois, quando o fazemos, enfrentamos críticas e lidamos com um fator importante da maturidade: a síndrome da prevenção. “Já sabemos as consequências do que estamos fazemos e temos consciência das nossas limitações”, afirma.

Enrolando a língua

Aos 52 anos, a empregada doméstica Maria Antonia da Silva decidiu retornar a escola para aprender uma outra língua, o inglês. Ela quis aprender o idioma quando teve acesso à internet para ajudar os filhos nas tarefas escolares e viu que muitos dos sites que consultava eram na língua inglesa.

“Era tanta informação nova, que fiquei perdida, então, decidi me matricular na escola e convivo numa boa com minhas colegas de sala, apesar da diferença de idade”, conta.

Meu novo namorado
E para quem acha que namoro é só para os jovens casais, é melhor conhecer dona Paula Martins. A aposentada ficou viúva há cinco anos e decidiu sair do luto e seguir em frente.

Hoje, aos 74 anos, namora o advogado aposentado Pedro Coelho, de 65 anos, e faz planos de casamento: “não pude me casar na igreja porque eu era muito nova, mas acho lindo casar de branco, por isso, fico namorando os vestidos na vitrine. Um dia eu ainda caso como manda o figurino”, diz Paula.

Primeiro passeio de bicicleta

No final desse ano, Maria Selma realizou o sonho de infância. Aos 47 anos, ela andou pela primeira vez de bicicleta. “Me senti livre, como achei que aconteceria”, explica a dona de casa, casada e mãe de três filhos. Antes do grande dia, teve treino. A filha, Flávia, de 24 anos, ajudou.

“Quando eu era criança, meus pais nunca tiveram condições de me dar uma bicicleta, por isso passei a vida inteira sonhando com esse dia”, conta Maria Selma.

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, a bicicleta faz parte do universo lúdico da criança, porém, mais do que um objeto de lazer, ela é um ícone da infância.

“Esta vontade, como a de Maria Selma, de realizar um desejo que nos remete a nossa infância, representa que crescemos com a bagagem que adquirimos quando ainda somos crianças, seja ela positiva ou negativa, e de que temos capacidade de nos reciclar e nos renovar sempre”, explica.

Passei no vestibular!

Auracy Lopes Barbosa sofreu tanto com a ausência da filha, que passou no vestibular e foi morar em outra cidade que até entrou em depressão.

E foi justamente nos estudos que ela encontrou o tratamento para a doença.

Aos 52 anos, ela se matriculou em um curso de enfermagem e sonha em ir mais além: “quero me formar e fazer outros cursos. A mente da gente não envelhece”, fala Aracy.

“Envelhecer exercitando a mente é um excelente remédio para os males da terceira-idade. Uma mente ativa é sinônima de velhice saudável”, explica a psicóloga.

Na pista

Baile da saudade? Baile da terceira-idade?
Otília Marques é ótima pé-de-valsa, mas o negócio dela mesmo é a balada no final de semana.”Curtir a noite aos 54 anos tem um gostinho especial”, afirma ela.

Separada há 20 anos, ela conta que depois que os filhos cresceram e saíram de casa, resolveu encontrar uma forma de fazer reencontrar a alegria e começou a frequentar festas badalas de São Paulo: “adoro música e gente bonita. Essa coisa de baile da terceira idade não está com nada. Eu quero mais é diversão”, brinca ela.

A meta da balança

Não adianta. Chega uma hora que não dá para evitar a seguinte pergunta: “eu estou feliz com o meu corpo?”. Se a resposta for “não”, deixe a preguiça de lado e corra atrás do prejuízo.

Foi exatamente o que fez Luiza Machado, de 42 anos, depois de engordar 30 quilos, em função de sua separação: “eu não queria mais sair de casa, então, um dia olhei para mim e me perguntei por que eu não mudava aquilo que estava me incomodando”, relembra.

Luiza procurou ajuda nutricional e emagreceu 20 quilos. Hoje leva vida nova e se sente orgulhosa de si mesma, quando consegue entrar no manequim 40: “é muito bom me sentir bonita de novo”, explica.

Maternidade na maturidade

Claudia e Sidnei resolveram ficar grávidos aos 40. Depois de se firmar na carreira, a jornalista, hoje com 45 anos, conta que o maior desafio foi superar os medos dos estereótipos: “eu tinha medo de parecer avó do meu filho e de não dar conta do recado em função da minha idade. Hoje ele tem 5 anos e, apesar das limitações típicas da idade, vejo que dei conta do recado e que ser mãe é muito mais do que ter pique e fazer brincadeiras engraçadas, é ter responsabilidade e descontração na medida certa e acho que estou encontrando o equilíbrio”, diz Claudia.

Benefícios que a amizade traz para sua vida

Ciência comprova as vantagens de ter amigos de verdade.

Publicado em Wall Street Fitness – Fique Por Dentro em 07/06/2011

Foto: Reprodução

Como um flashback, tente relembrar os momentos mais marcantes que você já viveu. Na maioria deles, quem estava do seu lado? Certamente, aqueles que você pode chamar de amigos. Escolhidos a dedo ou impostos pelo acaso, eles servem de combustível para enfrentarmos desafios do dia a dia, dividindo experiências boas e ruins.

“A amizade é uma das formas de aprimoramento do ser humano”, afirma a psicóloga Marina Vasconcelos. Ela rompe as fronteiras do preconceito e torna-se essencial, seja entre colegas, vizinhos, pais e filhos, irmãos, namorados ou marido e mulher. E o seu corpo agradece: ter amigos traz benefícios tanto para a saúde mental como física. Confira oito vantagens de cultivar sempre seu círculo social:

Risco menor de doenças

Pesquisas confirmam: seu corpo fica mais imune a problemas de saúde. Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA, identificaram que pessoas muito solitárias ao longo da vida tendem a ser mais indefesas, ter noites ruins de sono e sofrer mais com as complicações enfrentadas ao longo da vida, como o estresse. Outro estudo americano, publicado no Journal of the American Medical Association, apontou uma relação entre solidão e o risco maior de ter doença de Alzheimer.

Vida mais longa

Seus amigos mal devem imaginar, mas a presença deles melhora 50% a chance de você viver mais. O dado vem de pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, que analisaram 148 estudos feitos durante sete anos e meio. Segundo eles, quem passa grande parte da sua vida sem interações sociais tem um prejuízo relacionado à longevidade que pode ser comparado a fumar cigarros todos os dias, ser alcóolatra ou ser obeso.

Mais otimismo no seu dia a dia

A felicidade é contagiante e a comprovação vem de um estudo da Universidade de Califórnia e de Harvard, nos EUA. Durante duas décadas, cinco mil pessoas foram analisadas. Como resultado, a probabilidade de sorrir mais para a vida cresceu em até 60% nos participantes que conviviam com pessoas alegres. É um efeito dominó: se você é otimista, a chance de seu amigo e até do amigo do seu amigo também ficarem felizes é muito maior.

Saúde para o coração

Vínculos afetivos estimulam as emoções positivas, certo? Essas emoções, por sua vez, influenciam nos batimentos cardíacos. Um estudo que durou dez anos, da Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que pessoas normalmente felizes, entusiasmadas e satisfeitas têm menos chance de serem depressivas e apresentam um risco 22% menor de ter infarto ou desenvolver doenças cardíacas.

A melhor forma de dividir seus sentimentos

Essa é uma necessidade natural de todo ser humano: compartilhar experiências e sensações. “A cumplicidade explica a ligação que torna os amigos inseparáveis. A compreensão que existe nesse tipo de relacionamento é profunda e marcada por muitas descobertas em conjunto, diferente do que acontece no ambiente familiar onde as posições estão marcadas desde sempre”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

Relações amorosas duradouras

O psicólogo John Gottman, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, afirma que ser amigo é uma espécie de “cola” que une marido e mulher em um casamento estável. Ele só concluiu isso depois de duas décadas de pesquisa. “Os casais mais felizes, com relacionamentos de longo prazo, falavam da presença da amizade no casamento e sobre como amar e fazer amor é uma extensão dessa amizade”, conta o especialista. Ainda de acordo com ele, 70% da paixão, do romance e do sexo para os homens decorre da amizade, e a porcentagem é ainda maior para as mulheres.

Amadurecimento longe da depressão

A prática de se relacionar e manter amizades ajuda a amadurecer e isso serve principalmente para as crianças. De acordo com um estudo da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, apenas um amigo de verdade já é suficiente para ajudar os pequenos a se desenvolverem psicologicamente e mandaram para longe a depressão, a baixa autoestima, a ansiedade e a depressão.

Vazão aos sentimentos

Lidar com as emoções não é fácil. Mas de nada adianta mantê-las presas dentro de nós, fingindo que não nos afetam. Aprender a libertá-las é o primeiro passo para melhor conviver com os outros e consigo mesmo

Publicado na Revista Sorria

Ilustração: Lucas Biazon

De uma hora para outra, Andressa Fidelis começava a se coçar. Uma mancha aparecia aqui, outra ali, e a pele ficava toda irritada. Grávida, com os hormônios em ebulição, a professora de inglês procurou um dermatologista e se conformou com o diagnóstico: crise de urticária. Logo após o nascimento de Ana Clara, começou a se tratar com um alergista.

Acostumando-se ainda à maternidade, Andressa foi passar um tempo na casa de sua mãe. Com licença no trabalho e ajuda para cuidar do bebê, pôde relaxar. Na nova rotina, as coceiras deram trégua. “Foi aí que o médico desconfiou de que a causa fosse emocional”, diz ela.

Poucos meses antes de Ana Clara ser concebida, Andressa perdera trigêmeos no quinto mês de gestação. O trauma aumentara as expectativas e a apreensão em relação à nova gravidez. A coceira era, portanto, a face mais visível de um período de insegurança e ansiedade. “Sempre tive mania de guardar demais meus sentimentos. Aos poucos, aprendi que tudo o que não me saía pela boca acabava aflorando na pele”, diz.

“Sentimentos e emoções são reações humanas normais. Sentir tristeza ou raiva, por exemplo, não é de forma alguma ruim. Trata-se de um processo esperado e saudável”, explica a psicóloga Cecília Zylberstajn. O problema é quando tentamos aprisionar esses sentimentos dentro de nós. “A energia negativa pode ser somatizada em forma de gastrite, úlcera, depressão, problemas de pele… Essas reações são a expressão inadequada de sentimentos doloridos ou difíceis de lidar, que não conseguimos extravasar e direcionamos para nosso corpo, como uma forma de autoagressão”, completa a também psicóloga Marina Vasconcellos.

Ao descobrir isso, Andressa, hoje com 31 anos, morando em Sorocaba (SP), trocou o alergista por um terapeuta e, aos poucos, vai aprendendo a verbalizar seus sentimentos. “Minha maior válvula de escape é a terapia. Mas também recorro a grupos virtuais em que desabafo com outras mulheres. E procuro conversar mais com meu marido. Tento não ficar remoendo as coisas. Ainda é bem difícil, mas estou me policiando”, afirma.

Do mar aos resultados

Na hora de aliviar ansiedades profissionais, o surfe e a musculação sempre foram a solução ideal para Marcelo Rocha, de 37 anos. Desde os 18, ele atuava como braço direito do pai na empresa da família, uma distribuidora de ferro e aço, em São Paulo. Ajudava na compra de material, fazia operações bancárias, auxiliava na área financeira. E vivia sonhando com o dia em que teria mais autonomia.

Esse dia chegou aos 31 anos, quando Marcelo assumiu o controle da expansão da companhia. Era tudo o que ele queria. Mas, na hora de mostrar serviço, travou. “Não tinha forças para agir com atitude. Eu me sentia uma pedra”, admite.

O mar e a academia já não davam conta de atenuar a frustração. Em 2009, seguindo o conselho de uma amiga, Marcelo recorreu ao coaching executivo, um processo de acompanhamento com um especialista que estimula o espírito de liderança. Foi aí que ele percebeu: não seriam atividades paralelas que desafogariam suas angústias. Era preciso direcionar todas as forças ao próprio trabalho.

Decidido a arriscar, Marcelo captou uma tendência de mercado e dirigiu os negócios para a área de construção civil, valendo-se da expansão desse setor. Deu certo: “Compreendi que a melhor forma de extravasar as angústias era transformá-las em ação, perseguindo resultados. Hoje, é ótimo ver que as coisas fluem e que mês a mês a empresa cresce”.

Extravasar sem explodir

A paz é novidade no lar de Carolina, de 26 anos, e Bruno (nomes fictícios), de 27. Os dois moram juntos desde 2007, em Campinas (SP). Quando ela deixou a casa dos pais para dividir o teto com o namorado, não imaginava que o convívio teria tantas discussões.

As brigas não eram causadas por motivos pontuais, e sim pelo acúmulo de insatisfações. “Problemas no emprego, dificuldades financeiras, a bagunça que ele fazia em casa… Tudo isso me levava a explodir só por ver uma meia fora do lugar”, conta Carolina. Em vez de diluir as divergências e frustrações em conversas mais frequentes, o casal as represava até o limite. Quando extravasavam, era aos gritos. “A reação desproporcional acontece ao acumularmos sentimentos que não são expressos quando deveriam”, explica Cecília Zylberstajn.

No início deste ano, após horas de discussão, Carolina saiu de casa. Dias depois, o casal conversou e decidiu que, se o objetivo era ficar junto, a postura de cada um deveria mudar. Eles passariam a conversar mais e a manifestar seu desconforto antes que um dos dois estourasse.

A sábia decisão foi tomada a tempo. “Quando não extravasamos nossos sentimentos negativos, eles podem acabar se tornando um jeito de ser. O acúmulo de frustrações, raivas ou angústias mina a energia da pessoa, tornando-a amarga, triste, rancorosa ou mesmo submissa”, diz Marina Vasconcellos.

Bruno ainda não é um exemplo de organização. “Mas as coisas já ficam mais em seu devido lugar”, admite a namorada. Carol está controlando seus surtos de disciplina: “Estou mais flexível”. Aos poucos, eles vão aperfeiçoando a maneira como lidam com seus sentimentos. Um aprendizado que se estende por toda a vida.

Jogos e tarefas do dia a dia ajudam a preservar a memória

Publicado no Portal Domínio Jovem em 15/02/2011

Foto: Reprodução

Assim como o corpo, o cérebro também apresenta mudanças ao longo dos anos e o mais comum com a idade é a perda de memória. No entanto, pequenas atitudes podem evitar este mal. Exercitar a mente melhora a recordação, a concentração e a qualidade de vida.
O primeiro passo é se distrair. Uma pesquisa da Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, concluiu que as pessoas que se ocuparam comleitura, jogos ou em hobbies, como costura ou tricô, apresentaram 40% menos risco de ter perda das lembranças.
Outra medida é trabalhar a concentração. “A memória precisa da atenção e da concentração para poder armazenar dados. Se a atenção falha, a memória também”, diz a psicóloga e psicanalista especializada em psicogeriatria Claudia Finamore.
A memória pode ser estimulada desde situações simples como tentar lembrar o que fez pela manhã, o que comeu no almoço, que roupa usou no dia anterior, até a utilização de jogos, quebra-cabeça, palavras-cruzadas, damas, xadrez e etc.
Pode-se treinar a memória, por exemplo, contando o que leu e aprendeu no dia para outras pessoas. Se dedicar a novas habilidades como um curso de idiomas, música, pintura e informática também ajudam. “Um trabalho mental sempre utilizará alguma parte da memória da pessoa. O importante é dedicar-se aos exercícios de modo frequente”, afirma Claudia.
A psicóloga Marina Vasconcellos acrescenta que o sono também é fundamental para prolongar a memória. “Durma pelo menos 8 horas por noite. Enquanto dormimos, o cérebro grava tudo o que aprendemos durante o dia”.
Outros fatores essenciais são os exercícios físicos e a boa alimentação. Uma pesquisa realizada por cientistas alemães e publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences mostrou que diminuir em 30% a ingestão de calorias pode melhorar a memória.
Voluntários com idade média de 60 anos foram divididos em três grupos. O primeiro seguiu uma dieta normal, o segundo recebeu mais ácidos graxos insaturados e o terceiro adotou a dieta com 30% menos calorias. Depois de três meses, os voluntários do terceiro grupo superaram os demais em um teste de memória.
Outra pesquisa, realizada por cientistas da Duke University, na Carolina no Norte, nos Estados Unidos, comprovou que os exercícios físicos podem melhorar a capacidade mental nas pessoas idosas e adiar o declínio mental.

Aprenda a valorizar o seu melhor

Publicado no Portal Atmosfera Feminina em 13/02/2010

Foto: Reprodução

Você é do tipo de mulher que só consegue enxergar seus defeitos? Pior, já rebate esta pergunta dizendo que só tem defeitos mesmo? Pois está errada. Psicóloga especializada em psicodrama, Marina Vasconcellos diz que, se sua autoestima está abalada, realmente fica difícil admirar seus predicados – e, é claro, eles existem.

“Quando sua autoestima está baixa, você passa a ver apenas defeitos, em você e nos outros. Se viver assim, acaba se tornando uma pessoa frustrada, triste”, avisa a psicóloga. “Há duas opções: colocar-se na posição de vítima ou aprender a lidar com aquilo que não lhe agrada.”

As causas para a insatisfação podem ser muitas e, se esse for um estado crônico, é bom procurar terapia. “Tem gente que nunca foi valorizada por ninguém. Nem pelos pais. Não recebeu elogios. Essa pessoa cresce sem saber reconhecer suas qualidades”, exemplifica Marina. “Quando é algo constante, a ajuda profissional é necessária.”

Mais feliz com o espelho

Digamos que você não goste do tamanho do seu nariz, por exemplo. E ele a deixa infeliz. Será que se você fizesse uma cirurgia plástica tudo se resolveria? Talvez não. “Se o problema real é interno, não adianta corrigir o externo. Logo outro motivo surge e a insatisfação retorna. Tem muita gente feia que não precisa ser linda para ser feliz”, resume Marina.

Também psicólogo, Guilherme Vieira diz que é comum encontrar mulheres que associam a beleza à felicidade. “A ditadura da aparência é muito mais dura entre as mulheres. O estereótipo do perfeito, difundido pela mídia, torna o conforto com a aparência muito mais difícil. Não é fácil ficar de fora do que se considera adequado.”

Segundo ele, a mulher acredita que, se estiver encaixada em um padrão que admira, vai chegar a uma zona de conforto, o que não é verdade. “Como o objetivo, geralmente, nunca será atingido – ou será sempre insuficiente –, torna-se a razão de constante sofrimento. A busca por algo inatingível pode contribuir para o surgimento de transtornos que provocam distorções na percepção da própria aparência, como a bulimia e a anorexia, em casos extremos.”

Marina Vasconcellos defende que não adianta alimentar o sofrimento quando as causas são imutáveis. “Aprenda a conviver com seus defeitos e encare-os com bom humor. E, se você acha que tem algo que a incomoda e que pode ser melhorado – e que essa característica é a verdadeira causa da insatisfação -, mude. Mas, se for o reflexo de um problema emocional, o que precisa ser tratado é o interior”, reforça ela.

Além disso, ao invés de se preocupar com o que não é ideal, valorize as qualidades que você tem. “Observe-se. Se você se olhasse de fora, o que admiraria?”, pergunta Marina. “Receba bem os elogios. Aprenda a dar importância aos detalhes que as outras pessoas apreciam em você”, aconselha.

Guilherme encerra dizendo que é importante dar atenção a outros campos da vida, além do causador de insatisfação. “Será que no trabalho, junto à família ou amigos todos têm a mesma percepção negativa de você? Repare nas opiniões positivas espontâneas. Alguns dos mitos que cada um cria sobre si mesmo podem ser desfeitos. Com isso, é mais simples enxergar o mundo por uma ótica diferente e, possivelmente, mais alegre.”

Pare de puxar o próprio tapete

Publicado no O Pioneiro em o7/04/2010

Pode parecer absurdo que alguém tome atitudes para prejudicar a si próprio. Mas, em maior ou menor grau, a maioria das pessoas tem momentos em que puxa o próprio tapete. Um caso óbvio de autossabotagem é fazer regime de fome a semana toda e se empanturrar no domingo. Cair em tentação de vez em quando é normal, mas quando esse comportamento se torna rotineiro é sinal de que a pessoa não quer emagrecer de verdade, embora viva dizendo que quer. Sigmund Freud, o criador da psicanálise, escreveu em 1916 um artigo sobre esse comportamento: Os que Fracassam ao Triunfar. No texto, Freud diz que, por certas razões, alguns indivíduos têm problemas em usufruir da satisfação de um desejo. Conseguir alcançá-lo traz angústia porque a sua realização vai contra crenças primordiais, entre elas, a de que não merece ser feliz. Isso pode acontecer no caso de um novo namorado (a), uma promoção profissional ou um bem novo. Quem se boicota não reconhece antecipadamente que está repetindo os mesmos erros. – É claro que há uma parte consciente que enxerga que as coisas precisam mudar. Mas a outra metade, inconsciente, não quer, por culpa, covardia, acomodação – explica Bernardo Stamateas, no livro Autossabotagem. O autossabotador tem características pessoais determinantes, segundo a psicóloga paulista Marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e psicodrama: – Em geral, são pessoas com baixa autoestima e inseguras. Têm dificuldade de se lançar em novos desafios. A causa para esse descompasso normalmente está relacionada à educação dada pelos pais, que não valorizam as potencialidades da criança e fazem crescer no filho o medo e a insegurança. O psicólogo americano Stanley Rosner, no livro O Ciclo da Autossabotagem, reforça que o ser humano passa a metade de vida tentando confirmar as crenças adquiridas na infância, principalmente no relacionamento com os pais. – Há pessoas que cozinham da mesma maneira que sua mãe cozinhava, frequentam o mesmo templo, adotam as mesmas diversões e, às vezes, até moram na mesma casa. Para elas, tanto na vida real quanto na íntima, não há espaço
para a mudança, a inovação. Não há espaço sequer para a imaginação – escreve Rosner. Como romper esse ciclo? Tudo passa pelo autoconhecimento. Muitas vezes é preciso terapia. Mas refletir sobre o comportamento e os rumos da própria vida também dá resultado. Ao notar uma tendência a autossabotar também esse processo, uma dica da psicóloga Marina é dar mais atenção aos conselhos de amigos e familiares. – Também vale perguntar a imagem que eles têm de você. É uma boa maneira de descobrir erros
que cometemos sem perceber – ressalta Marina.

PENSAMENTOS SABOTADORES

▼ Eu não valho nada.
▼ Eu não preciso de ninguém nem de nada.
▼ Não vou permitir que se metam em minha vida.
▼ Sem você, não existo.
▼ Primeiro você e, por último, eu.
▼ Vou deixar para depois.
▼ Eu não posso.
▼ É o que me coube na vida.
▼ Eu não mereço.
▼ Eu me adapto a todos.
▼ Eu não tenho nada para dar.
▼ Que a sorte me acompanhe.
▼ O importante é que você seja feliz, não eu.

VOCÊ SE AUTOSSABOTA?

A psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia familiar e psicodrama, dá algumas dicas em busca do autoconhecimento, primeiro passo para romper o ciclo de autossabotagem.
Leia e descubra se você se identifi ca com esses comportamentos:
▼ Repete sempre os mesmos erros. Para você, a culpa dos seus problemas é do mundo, não sua. Adora o papel de vítima. Vive pipocando em vários empregos, mas acha que o problema é com os chefes. Você atrai sempre o mesmo tipo de namorado (a), mesmo que o anterior o tenha feito sofrer.
▼ Sofre com a possibilidade de as coisas darem certo. Você subestima o próprio talento. Não se considera capaz de assumir determinadas tarefas. Tem a sensação de que será desmascarado (a) o tempo todo.
▼ Não se acha merecedor de suas conquistas. Você não consegue ser feliz e desfrutar dos resultados positivos. Pensa: “emagreci, agora vou engordar”, “fui contratada, mas posso ser demitida a qualquer momento” ou “ganhei aumento, mas será que vou conseguir poupar?”
▼ Acha que algo de ruim está sempre para acontecer e que a felicidade plena é impossível. Se compra um carro novo, pensa que vai bater antes de fazer o seguro. Se está linda para a festa, começa a matutar que pode quebrar o salto ou que, se chover, adeus chapinha, etc.

PARA MUDAR

▼ Busque autoconhecimento. Se não conseguir sozinho, aposte em terapia.
▼ Assuma a responsabilidade sobre a própria vida.
▼ Acredite que pode e merece ser feliz.

 

À sombra do poder

Publicado no Dia-a-dia em 06/03/2011

Por amor mulheres bem-sucedidas assumem postura submissa e cheia de renúncias em casa. Foto: Andréa Iseki (Foto: Reprodução)

A voz rouca e grave a tornou conhecida mundialmente. A jovem franzina, que se casou pela primeira vez aos 12, fez-se ouvir por multidões em seus 74 anos de vida. E ganhou aplausos. Mas,  durante 15 anos, a carioca Elza Soares calou-se. Não que tenha deixado de cantar. Mas porque, nessa fase, a Cantora do Milênio – título que ganhou da BBC de Londres – casou-se com Mané Garrincha, um dos maiores nomes do futebol brasileiro. Alcoólatra e ciumento ao extremo, o Anjo das Pernas Tortas, como era conhecido, transformava-se assim que ingeria o primeiro gole de bebida e, algumas vezes, chegou a impedi-la de realizar uma de suas maiores paixões: subir soberana ao palco.

A relação dos dois foi cheia de altos e baixos. Ambos juntaram-se no auge de suas carreiras e foram protagonistas de uma história cheia de amor e lágrimas. Elza lembra que Garrincha parecia possuído quando bebia. “É muito difícil casar com um alcoólatra. Ele não tinha estrutura e eu estava lá para ajudá-lo. Sem bebida, era um anjo”, lembra.

Uma das situações que deixaram Elza mais chateada foi quando ela, belíssima em um vestido que mandara fazer para um baile que haveria no Flamengo, foi impedida de sair de casa pelo marido. Puro ciúme. Ela, por sua vez, picou o vestido em pedaços e, segundos depois, arrependeu-se. A raiva transformou-se em pena.

Muito embora conseguisse fazer ecoar a voz aos quatro cantos, dentro de casa, a palavra final era sempre de Mané Garrincha.  Mais do que amor, acredita que tenha aguentado casos tenebrosos, como Elza mesmo diz, porque sabia que o marido dependia dela. “Você aceita submissão, ignorância, aceita tudo porque tem alguém precisando de você. Mas a mulher não nasceu para ser coitada e sim, poderosa. Só o poder faz com que suporte tudo isso”, afirma.

Elza é protagonista de apenas uma das inúmeras histórias de submissão vividas por mulheres de expressão. Muitas delas conseguem angariar fãs, mas, no reduto do lar, permitem que a palavra final seja sempre a masculina. E embora mostrem-se poderosas e assertivas no âmbito profissional, curvam-se diante dos caprichos do marido. Conquistaram o mundo, mas sentem-se pequenas em casa, incapazes de conquistar um relacionamento equilibrado, seja pelo caráter autoritário do cônjuge, seja pelo sentimento de culpa por ausentarem-se do lar ou, ainda, pela impressão de que não são competentes o suficiente para corresponder às expectativas dele.

Mas o que as leva a tomar esse tipo de conduta? Como uma mulher capaz de seduzir uma nação não consegue se fazer ouvir pelo mais próximo? Por que se deixa ceder às imposições culturais e ao machismo da sociedade? O que mais surpreende em tudo isso é que, apesar do espaço que conquistaram nas últimas décadas, motivos não faltam para justificar essa submissão.

REFLEXOS DE UMA HISTÓRIA
A independência feminina começou a ganhar corpo no Brasil no século passado. O pontapé inicial foi dado em 1932, quando elas ganharam o direito de votar e, a partir deste grande passo, conseguiram galgar espaço no mercado de trabalho. Reivindicaram cidadania e amenizaram os reflexos da dominação patriarcal.

Inúmeras são aquelas que hoje ocupam cargos de chefia. Mas algumas, não sabem obter o mesmo sucesso na vida pessoal, seja com filhos, maridos ou outros parentes próximos, como pai e mãe. O nome que os especialistas dão a este problema? Falta de autoestima.
A causa pode ter aparecido na infância. Se forem analisados os históricos dessas mulheres, será fácil notar que o fato se repete: vêm de família com pais agressivos, em constante conflito, e a mulher sendo a última a fazer-se escutar. Dado este cenário, a construção do amor próprio passa a ser defeituosa e cheia de fraquezas. Mesmo que ela saiba lidar com os desafios da carreira, na hora de discutir sentimentos e relações, o resultado não é o mesmo.

“Quando a questão é lidar com o afetivo, deparam-se com a falta de estrutura emocional, que não foi devidamente construída na infância”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

É o caso de uma paciente da terapeuta sexual Creusa Dias. A especialista – que ministra curso para mulheres recobrarem a autoestima, o relacionamento e a sexualidade –  lembra de uma mulher belíssima que a procurou porque não conseguia desligar-se do marido, com quem estava casada havia 15 anos. Ele, por várias vezes, a traiu. Ainda que todos a admirassem pela beleza física e pelo status que ocupava na carreira, a mulher não se via como os outros a descreviam, e ainda sentia-se culpada por aceitar a infidelidade do cônjuge.

A paciente era mãe de dois filhos pequenos, outro fator que faz com que muitas mulheres tolerem série de humilhações. “Ou ela está procurando uma forma de perdoá-lo de dentro para fora ou está procurando um caminho para dar seguimento à separação. Mas antes de qualquer decisão, tem de sentir-se forte e recobrar a autoestima”, analisa Creusa.

VICIADAS EM AMOR

No início do século passado, inúmeras eram as histórias de mulheres que aguentavam as puladas de cerca dos maridos, grosserias e até agressões físicas porque dependiam financeiramente deles. Vindo para os dias de hoje, quase 90% delas trabalham e ajudam no orçamento do lar. Ou seja, não há justificativa para se submeterem a um relacionamento doloroso.

Mesmo assim, as histórias de humilhação e agressões multiplicam-se por conta de fatores que vão além do dinheiro. Muito mais do que estabilidade financeira, as mulheres querem amar e ser amadas; encontrar um homem com quem possam dividir as contas e as delícias de um relacionamento equilibrado. Por isso, mesmo quando o príncipe encantado revela-se menos afetuoso que o esperado, é difícil abrir mão do amor que muitas vezes não é recíproco. “Mesmo ricas, belas ou talentosas, a relação com o amor é preponderante. A mulher se submete para não se desapegar do relacionamento, pois ele a estrutura emocional e psicologicamente”, explica o psiquiatra Luiz Cuschnir.
Só isso pode explicar o romance da atriz Suzana Vieira com o ex-policial Marcelo Silva. Em uma história marcada por idas e vindas, com supostos casos de traição por parte dele e escândalos que o levaram a ser expulso da corporação, ela o perdoou alegando amá-lo. O detalhe é que Suzana é uma das atrizes mais conceituadas da televisão brasileira e, no alto dos seus 68 anos, conserva beleza estonteante. Só conseguiu forças para dar um basta e expulsá-lo de casa quando descobriu mais uma de suas traições. Tempos depois, ele morreu de overdose em um motel, supostamente na companhia da tal amante. Três meses depois, Suzana circulava com outro namorado, o jovem ator Sandro Pedroso, com quem está até hoje.

O que as detentoras dessas histórias têm de aprender é que os excessos não são elementos indicados para a construção de uma trajetória satisfatória.  A fórmula para a felicidade tem de ser composta por duas variantes que têm de estar preenchidas pelo mesmo peso. O x representa a plenitude afetiva; e o y, a realização profissional. Somente assim, o resultado desta equação será o esperado: satisfação plena.

Quando as diversas faces do amor transformam a trajetória de mulheres vitoriosas em uma vida submissa e cheia de renúncias dentro de casa.(Foto: Divulgação)

HERANÇA CULTURAL

Na infância, o primeiro brinquedo que uma mulher ganha é a boneca. O que ela não sabe é que, com este inocente entretenimento, vem junto uma lista de ideias preconcebidas que poderá carregar inconscientemente para o resto da vida. Entre as quais, o preceito de que só será feliz se constituir família; se tiver marido por quem doe sua vida; se educar bem os filhos e, principalmente, tiver um casamento duradouro. São amarras que permitem que situações de subjugação mantenham-se recorrentes e se repitam diariamente.

Embora a maioria das mulheres não siga mais estes padrões, há aquelas que, mesmo sem querer, os seguem veementemente. Exemplo clássico é a princesa Diana, morta em 1997. Mesmo sendo amada por todos os ingleses e encabeçando trabalhos sociais reconhecidos mundialmente, principalmente com portadoras do vírus da Aids, dentro do  Kensington Palace, castelo onde morava, Lady Di tinha uma vida triste e humilhante.

Para manter as aparências da família real, tolerava o caso extraconjugal do príncipe Charles com a namorada de juventude, Camilla Parker Bowles, calava-se publicamente diante dos escândalos amorosos do marido estampados nas manchetes dos tabloides e buscava alento em vidros e mais vidros de antidepressivos.

Por ter tido infância marcada pela separação dos pais, que brigaram na Justiça pela guarda dela e dos irmãos, Diana cresceu determinada a formar família unida e feliz.

Aos 17 anos, conheceu Charles na festa de aniversário de 30 anos dele e, tempos depois, apaixonou-se. O que ela não sabia é que, durante todo o casamento, teria de aguentar a traição e os panos quentes da família real. Separaram-se 11 anos depois. Mas o sabor da liberdade durou pouco. Em 1997, um ano após deixar o príncipe, Lady Di morreu em acidente de carro ao lado do noivo e empresário egípcio Dodi Al-Fayed.

Ame a Si mesmo

Quando você se gosta de verdade, melhora sua capacidade de amar e ser amado

Publicado no Diário da Região – Revista Bem-Estar

“A consciência de amar e ser amado traz um conforto e riqueza à vida que nada mais consegue trazer”, disse o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Talvez seja por isso que nós, seres humanos, vivemos na eterna busca por um amor de verdade.

O problema é que nem todos conseguem encontrar a pessoa certa e estabelecer uma relação duradoura. Isso pode fazer com que a autoestima despenque, dificultando ainda mais o processo de vir a encontrar realmente essa cara metade: a alma gêmea.

Para o sexólogo e consultor de educação sexual Marcos Ribeiro, as pessoas que têm esse tipo de dificuldade devem, antes de mais nada, se conhecer e cuidar delas mesmas. “Uma pessoa que está bem consigo mesma tem maior possibilidade de encontrar o amor”, diz.

Uma regra básica é o amor próprio. Isso vai ser importante para a vida toda e fazer com que se sobressaia em todos os campos.

A falta de satisfação pessoal e ausência de autoestima fazem com que homens e mulheres “boicotem” as próprias escolhas, sem entender como alguém pode amá-los se eles mesmos se sentem um lixo. “Para que possamos ter o amor de outra pessoa, precisamos, antes de mais nada, nos amar, entendendo nossas virtudes e compreendendo nossos defeitos.”

O grande problema é quando uma pessoa atribui à outra a sua felicidade, sendo que, na verdade, ela está em si mesma. Quando você acha que o outro é capaz de fazer você ser feliz, de colocar um sorriso nos seus lábios, está colocando muito peso no ombro dessa outra pessoa. “Temos de buscar a felicidade dentro da gente, sabendo que somos capazes, e nos capacitarmos para tal”, diz o sexólogo.

Quando gostamos pelo menos um pouquinho de nós mesmos, o rosto muda e fica sereno, o franzido da testa sai, o ar fica mais leve e as outras pessoas com certeza irão olhar para nós.

E é importante dizer que a partir daí não existem regras. Você pode gostar de alguém que pode ser o mais bonito, o mais feio, o que tem muito dinheiro ou nenhum, o que está sarado ou o que está meio fora de forma. As qualidades que o amor verdadeiro procura não são essas.

E como saber se chegou real- mente essa hora? Ribeiro afirma que não existe receita. Na hora em que você vir uma pessoa, olhar para ela e perceber que o coração bateu um pouco mais forte, for para casa pensando nela, ou ligar apenas para ouvir a voz e desligar o telefone, essa pode ser justamente a pessoa que você estava procurando, o amor da sua vida, a pessoa que sempre esperou.

O médico psiquiatra e psicanalista Luiz Alberto Py, autor de livros como “Saber Amar” e “A Felicidade é Aqui” (ed. Rocco), afirma que, para ser saudável, toda relação de amor começa pela autoestima. Se você não se ama, como poderá amar outra pessoa?

É importante, portanto, estar atento para a importância de desenvolver a autoestima, assim como a capacidade de amar. Desta forma, será mais fácil atingir os objetivos, principalmente no sentido de sermos mais felizes.

O amor saudável é o que vai sendo construído aos poucos, quando você ama alguém e essa pessoa o ama de volta. “Cada um vai acrescentando um pouco à relação. É como construir uma parede com tijolos. Neste sentido, o amor vai crescendo porque vai sendo alimentado, nutrido por ambos”, explica Py.

Para merecer um amor você precisa amar também, e como você vai amar alguém se você não se ama? O ponto de partida do amor é sempre a autoestima. Se você se ama, você aumenta em muito a chance também de ser amado.

A psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico, psicodramatista e terapeuta familiar e de casal, afirma que até é possível gostar de alguém e fazer com que essa pessoa goste de nós sem que gostemos de nós, mas o relacionamento não estará pautado em algo sólido, sendo frágil e passível de interferências externas a qualquer momento, já que a pessoa que não se gosta depende muito da opinião e reconhecimento dos outros para sua existência.

“Deixamos de nos cuidar como deveríamos, não lutamos pelas coisas que gostamos, por não nos acharmos merecedores daquilo, submetemo-nos à vontade dos outros por considerá-los mais que a nós mesmos”, diz Marina Vasconcellos.

Autoestima gera tolerância

O remédio para recuperar a autoestima perdida, de acordo com o médico psiquiatra Luiz Alberto Py, é a tolerância. É ela quem nos ensina a lidar com nossos erros.

Mas isso exige que sejam desmistificados os falsos valores aprendidos, os conceitos deperfeição que nos impõem o sucesso como condição para gostarmos de nós mesmos.

É preciso atenção e paciência para, aos poucos, reaver a capacidade de nos querermos bem, independentemente de quem somos, se somos ou não os melhores, os mais bonitos ou mais inteligentes.

Quando desenvolvemos a capacidade para tolerar nossos erros, percebemos que essa atitude reforça a autoestima, a qual, por sua vez, contribui para aumentar a tolerância, gerando um círculo virtuoso que melhora de modo contínuo a relação que temos conosco. Agindo desse jeito, revigoramos o amor próprio. (GB)

Para presentear o amado ou massagear o ego

Books sensuais para mulheres comuns é um negócio que, nos últimos quatro anos, tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil

Publicado no UOL em o3/11/2010

Foto: Divulgação

Há um ano, a empresária Milena Araújo, 30 anos, resolveu massagear o próprio ego. Mostrou seu lado sensual às lentes do fotógrafo Marcus Steinmeyer, da agência My Beauty, especializada numa tendência que surgiu há 4 anos no Brasil: os books sensuais para mulheres comuns. “Era meu aniversário de 29 anos. Fiz o álbum para me dar de presente”, conta Milena, que optou por um ensaio mais discreto. “Queria algo fino. Adorei e quero fazer de novo”. Ela foi na contramão da maioria das mulheres que investem nesse tipo de brincadeira e que declaram fazer o álbum sensual para presentear o namorado ou o marido.

O fotógrafo Steinmeyer confirma a onda: “A cada cinco clientes, quatro fazem o álbum para dar ao parceiro”. Ele revela, porém, que é fácil perceber que todas, sem exceção, querem mesmo provar a si mesmas que podem ser tão sensuais quanto as mulheres que veem nas revistas masculinas. Milena concorda: “Fiz para mim e acredito que a maioria das mulheres também faz”. Resgatar – ou realçar – a autoestima, reconquistar o parceiro, eternizar uma fase de bem com o próprio corpo.

No Brasil, esses objetivos têm levado mulheres de todas as idades a pagar entre R$ 1.600 e R$ 2.800 para fazer um ensaio sensual. A pegada pode ser erótica ou mais sutil.

Para a fotógrafa Valéria Gonçalves, 36 anos, que deixou há alguns meses a redação de um jornal para se dedicar aos álbuns de casamento e, ao mesmo tempo, aos books sensuais, esse desejo é natural de toda mulher. “Percebo essa vontade de mostrar sensualidade, mesmo de maneira sutil, até nos casamentos, que é um momento tão clássico”, revela Valéria, que, na última semana, realizou o sonho de uma senhora de 65 anos. “Esse tipo de ensaio é gostoso tanto para a cliente quanto para a gente, que faz o trabalho. É muito especial”, diz.

A promotora de eventos Renata Malavazi, 34 anos, é mais uma que assume que o presente foi para si mesma, mesmo tendo namorado. O que ele achou? “Viu, fez cara de bobo e depois disse que adorou. Mas o álbum é meu”, garante.

Renata sempre quis se ver em fotos sensuais e optou por um ensaio mais ousado, tanto que dispensou toda e qualquer peça de roupa em alguns cliques. “Eu me senti linda e poderosa. É muito bom para o ego”, afirma ela.

A psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que toda pessoa gosta de ser elogiada e de se ver bonita. Segundo ela, mostrar um lado diferente e positivo desperta sentimentos que levantam o amor próprio das fotografadas. “É importante que a mulher se esforce para mostrar seu lado sensual e até um pouco sexy, pois, de frente para o espelho, na correria de todo dia, ela acaba focando só nos defeitos”, completa a psicóloga.

Os benefícios da psicologia

Publicado no Terra

Dra. Marina diz que terapias psicológicas são suporte fundamental no tratamento cardíaco (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma das dúvidas entre as pessoas com doenças cardíacas é até que ponto as terapias psicológicas podem ser um aliado para o tratamento. Para responder a esta e a outras questões, o especial Coração Saudável entrevistou por e-mail a psicóloga formada pela PUC-SP Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae.

 As terapias psicológicas (análise, acompanhamento emocional) fazem bem ao coração?

Sim, tudo que faz com que nos conheçamos melhor tende a nos fazer bem, a melhorar nossa qualidade de vida em todos os aspectos. Consequentemente, fazem bem ao coração.

 Como essas terapias podem ajudar quem sofre de problemas cardíacos?

As pessoas que sofrem de problemas cardíacos convivem com a insegurança de um “imprevisto” a qualquer hora. Ou seja, vivem com o risco iminente de morte, que os assombra frequentemente. Numa terapia, há espaço adequado para se expressar esse medo, lidar com ele da melhor forma, assim como falar abertamente sobre todas as questões que nos afligem na vida. Dividir as inseguranças com alguém que nos ouça e nos auxilie a enfrentá-las e também a enfrentar o medo é fundamental para que possamos viver com mais tranquilidade.

 Quais terapias psicológicas são mais indicadas como adjuvantes ou complementares no tratamento de doenças cardiovasculares?

 Qualquer terapia que tenha como princípio básico o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida influencia positivamente no tratamento. Há algumas linhas terapêuticas mais dinâmicas e rápidas em seus resultados, outras mais demoradas. Terapias em grupos temáticos nesses casos são bem eficazes, pois permitem que a pessoa sinta-se acompanhada e compreendida em seus medos por outros que passam por problemas semelhantes.  Cada um deve escolher aquilo com que mais se identifica e, em especial, deve gostar do terapeuta (existir empatia) e confiar em seu trabalho.

 Quais doenças no coração podem ter esse aliado em seus tratamentos?

 As terapias psicológicas auxiliam no tratamento de qualquer doença cardíaca, à medida que proporciona ao indivíduo falar abertamente sobre seus medos, angústias, temor da morte, enfim, dá a oportunidade da pessoa rever sua vida, sua rotina, suas relações. Em muitos casos, há a necessidade de uma mudança brusca no estilo de vida, com hábitos totalmente diferentes a serem adotados, o que requer especial atenção para uma boa adaptação às mudanças e aceitação delas.

 Qual a eficácia desses métodos no tratamento?

Se a pessoa está disposta a se abrir e rever sua vida, a se autoconhecer e melhorar suas relações com as pessoas ao seu redor, a eficácia pode ser muito boa. Tudo vai depender do quanto o paciente está disposto a realmente utilizar a terapia como um instrumento a seu favor.

Em que aspectos a terapia contribui diretamente? Pressão arterial, repouso, relaxamento?

A terapia contribui diretamente em tudo, posto que todos os aspectos serão abordados. A pressão é geralmente muito ligada ao emocional, e quando se trabalham questões delicadas, de difícil acesso, há grande possibilidade de a pressão diminuir. Há técnicas de relaxamento utilizadas em algumas linhas que podem facilitar a adesão ao tratamento de pessoas muito ansiosas. Em muitos casos, previne o aparecimento de uma possível depressão.

Os hospitais, postos de saúde e clínicas já oferecem esse tipo de suporte para quem sofre com doenças cardíacas?

 Alguns hospitais oferecem esse serviço, como o Incor (Instituto do Coração) e o HC (Hospital das Clínicas). Em postos de saúde, nem sempre se encontra atendimento adequado, e as filas para atendimento são grandes.

 

Quem precisa de terapia?

Publicado no Terra

Psicoterapia é indicada para quem deseja se conhecer melhor (Foto: Getty Images)

As dores da alma deixaram há muito tempo de ser tratadas como frescura e, hoje, incomodam tanto as pessoas quanto qualquer sintoma físico. Inúmeras pesquisas que comprovam a influência das emoções na saúde também ajudaram a popularizar a figura do terapeuta. Resultado: o perfil de quem busca ajuda psicológica mudou e a psicoterapia parece ter virado moda.

No dia-a-dia, é comum ouvir um colega de trabalho ou algum familiar – que não demonstra qualquer sinal de carências, dilemas ou traumas emocionais -dizer que está atrasado para a terapia. Aliás, a “mania” dessa geração que se acostumou a culpar o estresse por todos os fracassos invadiu até a área do entretenimento.

Isso mesmo. O canal de TV paga HBO, por exemplo, aposta na série Em Terapia, que apresenta um formato de programa inusitado: a cada dia da semana, o público “invade” o consultório do psicanalista Paul Weston, interpretado pelo ator Gabriel Byrne, e assistem de camarote às sessões, descobrindo as angústias e dúvidas de cada paciente.

A série mostra que qualquer pessoa poderia estar naquele divã. Segunda-feira é a vez da anestesista Laura, que acaba se apaixonando por Paul; os 30 minutos da terça são destinados ao piloto Alex e os da quarta à ginasta Sophie; na quinta, o especialista recebe o casal Jake e Amy. Mas, o momento mais esperado é a sexta-feira quando Paul – isso mesmo, o próprio psicanalista – se submete aos conselhos da terapeuta Gina.

Com tanta gente interessada em se descobrir e resolver seus fantasmas, talvez só reste uma grande dúvida existencial nos consultórios: será que todo mundo precisa de ajuda psicológica? Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, a terapia é válida para todos que pretendem se conhecer melhor. “E, claro, todas as pessoas buscam a terapia impulsionadas por alguma dificuldade, seja ela emocional, profissional ou de outra natureza”, afirma.

Mas, afinal de contas, o que é terapia?
O termo correto é psicoterapia e trata-se de um tratamento para doenças mentais ou psíquicas, sem o uso de medicamento, e para ajudar o paciente a resolver ou lidar melhor com seus conflitos emocionais. Esses dilemas, inclusive,podem vir a se manifestar fisicamente sob a forma de dores – são as chamadas doenças psicossomáticas.

O psiquiatra entra em cena quando há uma doença psíquica em que a medicação vai poder ajudar, como em casos de depressão, pânico, transtorno obsessivo-compulsivo. “Mas é fundamental que o paciente faça psicoterapia também, porque o resultado é melhor”, diz a psiquiatra Maíra Della Monica Machado, da Faculdade de Medicina do ABC.

Há diferença entre psicólogo, psicanalista e psiquiatra?
Se você pretende receber acompanhamento de um profissional que trate dos “males da alma”, mas está em dúvida de qual especialista procurar, confira a especialidade de cada um deles:

psicólogo: ele tem a formação acadêmica em psicologia e optou pela área clínica para trabalhar como psicoterapeuta. Pode seguir diversas linhas teóricas, como a de Jung ou a de Freud.

psicanalista: é o psicólogo ou mesmo médico que se especializou na psicanálise, ou seja, na teoria criada por Freud. É também denominado apenas de analista.

psiquiatra: é a pessoa que se formou em Medicina e, posteriormente, fez especialização em psiquiatria. É o único que pode receitar remédios para doenças mentais e psíquicas, como depressão, pânico, esquizofrenia.

A popularidade e a autoestima na infância

Publicado no Terra em 19/10/2009

Foto: Reprodução

A necessidade do elogio não tem idade. Mas na infância, tem papel fundamental.

Isso porque a formação do caráter de cada um depende muito dos estímulos e exemplos dados nessa época da vida. Se agir mal e for criticada, a criança entende que o que fez é ruim e tende a não repetir. Da mesma forma, ao receber elogios por uma boa atitude, ficam mais propensas a repetí-las, numa corrente do bem.

“Todas as pessoas têm a necessidade de se sentir acolhidas, aceitas, pertencentes a um grupo ou meio. A criança também. Desde cedo vamos formando a autoestima a partir da relação com nossos pais e das reações das pessoas às nossas colocações e atitudes, ou seja, a partir do ‘feedback’ ao que fazemos”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo.

A partir disso, Marina reforça a ideia de que a autoestima está intimamente ligada a esse retorno e, consequentemente, a popularidade que a criança tem ou não. “Quanto mais somos elogiadas e incentivadas, encorajadas a fazer as coisas, a nos arriscar, assim como reforçadas positivamente, maior será a autoestima desenvolvida. Se a criança é popular e percebe que agrada as pessoas, fica mais fácil acreditar que é boa, que seu potencial é grande e que pode se dar bem na vida”, esclarece.

Durante a infância, a aceitação na roda de amigos é fator primordial na formação da autoestima. Aqueles que sofrem preconceitos – ou o chamado “bullying” – sofrem não apenas quando pequenos, mas também na vida adulta. O uso de drogas e substâncias ilícitas, por exemplo, é uma das formas que o indivíduo encontra para chamar atenção e provar que tem potencial. “O abuso dessas substâncias é algo que se faz para provocar o olhar dos outros, algo que a pessoa não teve. Porém, ela não percebe que não era ‘esse’ olhar que ficou faltando, mas sim toda uma atenção que não pôde ser dada pelos mais variados motivos. Acabam chamando a atenção para si pela doença, não por atitudes saudáveis, e precisam da ajuda dos que as rodeiam para se tratar. Assim, obrigam as pessoas a ‘incluí-las’ em suas vidas através da preocupação e dos cuidados necessários ao seu tratamento”, diz Marina, também terapeuta familiar.

Além desses problemas, a insegurança na vida adulta propicia o aparecimento de doenças psicossomáticas e a demora no tratamento de outras doenças simples, do dia-a-dia. “Nosso organismo reage muito de acordo com a maneira como levamos a vida. Uma postura positiva frente à vida e aos problemas influencia o resultado de nossas ações. É notório o quanto as pessoas que levam a vida mais feliz e de maneira leve são menos doentes e conseguem se safar mais facilmente de situações difíceis. Já os medrosos e excluídos estão frequentemente se queixando de incapacidade para realizar algo”, explica a profissional.

Quando o assunto é mimar os pequenos, Marina faz um alerta: dar tudo não significa dar autoestima. “Os pais devem ensinar os valores realmente importantes às crianças, mostrando que ninguém é melhor só porque tem algo, mas sim porque ‘é’ algo, ou ‘sabe’ algo, e isso sim se leva para a vida toda. A autoestima deve ser construída em cima de potenciais da própria criança, valorizando-a em suas qualidades, mostrando o quanto ela pode conseguir se esforçar-se um pouco mais, enfim, deve-se deixar claro que o importante na vida não é apenas o consumismo ou a moda. A influência do grupo muitas vezes pesa e fica difícil lutar contra o ‘todo mundo tem’, mas a postura firme dos pais, juntamente com o diálogo, é decisiva para a transmissão de valores essenciais”.

Incentivar amizades, trazer amigos para brincar em casa desde cedo, deixar o filho brincar ou dormir na casa de amiguinhos ou participar de acampamentos de férias são atitudes importantes que os pais precisam incorporar à criação dos filhos. Marina sugere ainda que os pais perguntem sobre os amigos da escola e demonstrem interesse por eles, incluam esportes na rotina da criança e a leve a festas quando for convidada. “É preciso permitir que a criança tenha sua rede de relações e facilitar para que o contato seja possível”.

Como deixar os homens enfeitiçados por você

Pesquisa revela o que os homens buscam numa mulher. De quebra, mostramos como cultivar tais qualidades

Publicado no Portal M de Mulher em 15/02/2011

Foto: Getty Images

Ingredientes para se tornar uma mulher irresistível

 

1. Caráter/Confiabilidade

Para passar mais confiança é preciso se manter coerente. “Falar uma coisa e agir de forma contrária pode deixá-lo desconfiado”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos. Para que o gato se sinta confortável ao se abrir com você também é importante não ser fofoqueira. “Se costuma espalhar notícias por aí e expor seus amigos, será difícil acreditar que com ele será diferente”, assinala. Outra preocupação demonstrada pelos homens consultados na pesquisa foi a infidelidade. Para Allan e Barbara Pease, autores de Desvendando os Segredos da Atração Sexual (Sextante, R$ 24,90), dar detalhes sobre seus relacionamentos anteriores, paquerar outros homens e fazer sexo logo no início do relacionamento são algumas atitudes que os homens percebem como sinais de infidelidade.

2. Bom humor

O mau humor geralmente está ligado à insatisfação com algo em sua vida. Pode ser que você não esteja se sentindo realizada no trabalho, tenha problemas na família ou simplesmente não esteja bem consigo mesma. “O primeiro passo é localizar o que está tirando o seu humor”, indica Marina Vasconcellos. Quer ficar mais descontraída? Procure levá-lo para programas que geralmente a animam e lhe dão prazer. Confortável, você se sentirá bem e ficará mais atraente.

3. Beleza

Segundo Thiago de Almeida, psicólogo especialista em dificuldades amorosas e autor de A Arte da Paquerar (Letras do Brasil, R$ 32), as pessoas são como mariposas, atraídas pela luz. Por isso, mulheres “iluminadas”, ou seja, para cima, positivas, são mais atraentes. “Quem tem uma boa autoestima investe mais em si, por isso acaba ficando mais bonita”, explica.

4. Simpatia/Sociabilidade

Não confunda timidez com antipatia! Se você é retraída, não vai conseguir (e nem deve) se tornar extrovertida só para agradá-lo. Porém, se realmente está interessada no rapaz, vale a pena dar uma atenção especial ao moço. Isso inclui esforçar-se para se integrar melhor com amigos e família do gato.

5. Inteligência

A fluidez na comunicação é essencial. Para isso, é preciso saber ouvir com atenção além de falar. “Quando alguém fala sem parar deixa o outro retraído, se sentindo  dispensável”, ressalta Thiago de Almeida. Puxar assunto não é sua obrigação; não tema o silêncio, que pode apenas significar reflexão.

Foto: Getty Images

Comprovado!

 

Uma pesquisa da Universidade de Iowa, nos EUA, mostrou que quando se trata de uma companheira, os homens são mais complexos do que supõe o senso comum. Realizado a cada década desde 1939, o estudo pede que eles classifiquem, por ordem de importância, os atributos considerados na hora escolher uma parceira. Inspirada nesse estudo, VIVA! pediu que 68 homens, de diferentes idades e profissões, enumerassem, de 1 a 17, itens que mais valorizam em uma mulher – sendo 1 o mais importante. O resultado você já sabe: caráter e confiabilidade!
Universidade de Iowa (1939)

1. Caráter/Confiabilidade
2. Estabilidade emocional/Maturidade
3. Ser compreensiva
4. Atração
5. Desejo de constituir família

Universidade de Iowa (2008)

1. Atração
2. Caráter/Confiabilidade
3. Estabilidade emocional/Maturidade
4. Inteligência
5. Ser compreensiva

VIVA! (2011)

1. Caráter/Confiabilidade
2. Bom humor
3. Beleza
4. Simpatia/Sociabilidade
5. Inteligência

12 dicas de paquera para uma recém-separada

Depois de enfrentar a separação após um longo período de compromisso, é hora de voltar à ativa. Você acha que perdeu a mão? Leia as dicas de profissionais para retornar ao mercado numa boa

Publicado no IG Delas em 02/07/2009

 

Foto:Getty Images

Você ficou casada ou compromissada por muito tempo e perdeu a mão para a paquera? A boa notícia é que essas coisas ninguém esquece, só precisam ser despertadas. A má é que as recém-separadas costumam cometer sempre os mesmos erros na hora de conhecer um outro homem. Mas, para isso, o iG chamou duas especialistas que vão dar dicas para você voltar abafando ao mercado. São elas: a psicanalista Elizandra Souza e a psicodramatista Marina Vasconcellos.

1. Volte a sair. Procure locais agradáveis e que lhe darão a possibilidade de conhecer pessoas interessantes. Se ela não gosta de homem baladeiro, não vá para a balada, diz Elizandra. Quem concorda é Marina. Se quiser, realmente, uma relação de verdade, na balada não é o lugar. O ambiente que ele vai diz o que ele quer.

2. Goste de si mesma e tenha certeza de que merece um novo amor. A maioria das mulheres que tem dificuldade em ter um novo relacionamento são pessimistas em relação a si mesmas e aos homens, acredita Elizandra. Acham que já não são atraentes ou que todos os homens não prestam. Assim, fica difícil.
 
3. Aprenda a analisar suas expectativas, suas dificuldades, seus desejos, seus conflitos e obstáculos. Conhecendo bem a si mesma, será mais fácil saber o que se espera do outro, assim como não repetir os mesmos erros, diz Elizandra. 

4. Ser autêntica é o próximo alerta de Elizandra. Não precisa seguir a moda de comportamentos ou de roupas. Não é porque as outras estão atiradas, erotizadas ou muito extrovertidas que você precisa ser.

5. Não fique criando expectativas demais. Saia e conheça pessoas para se divertir, mas sem a pretensão de arrumar um novo marido, ensina a psicanalista. Marina acrescenta que a mulher não deve ser liberal demais. E vá com calma. Não vá achando que encontrou seu príncipe encantado. O cara percebe que ela está desesperada e nunca mais liga, alerta.

6. Não minta, mas abra sua vida aos poucos, aconselha Elizandra. Deixe que ele se interesse por saber de sua vida pessoal. Porém, em todo início, é bom evitar falar de problemas e dificuldades.

7. As separadas não assustam os homens, garante Elizandra. Atualmente, existem muitos homens e mulheres separados em busca de um novo amor, portanto não é isso que assusta um homem, mas sim como esta mulher está lidando com a separação: se existe briga com o ex, se os filhos tomam conta da vida dela etc.
 
8. Por que falar do relacionamento anterior? Esse assunto, realmente, deve ser evitado, simplesmente porque é chato. As questões com o ex devem ser comentadas conforme forem surgindo no novo relacionamento, explica Elizandra. E Marina complementa: Nenhum homem quer saber como é o anterior e quais problemas eles tinham. Ninguém quer começar pelos problemas.

9. Cuidado com os excessos. Elizandra indica: não fale demais, nem de problema, e muito menos se faça de vítima. Não beba além da conta nem se exponha muito. E Marina avisa que não é bom bancar a moderninha atirada. Isso, sim, assusta. Não vá se oferecendo muito, pois o homem gosta de ter o controle, de conquistar.

10. Marina aconselha a não sair com uma turma imensa de mulheres. Saia com uma amiga, duas no máximo, pois homens não chegam em grupos grandes. Isso dá mais chances de acontecer alguma coisa, garante ela.

11. Não queria retomar sua juventude.  Não procure os mesmos programas e as mesmas roupas de quando você era solteira. O tempo passou, sua vida mudou e você tem outras responsabilidades. Isso é um sinal de imaturidade, explica Marina.

12. Não apresente os filhos logo de cara. Para Marina, esse é um dos mais graves erros. Só deve apresentar quando é uma relação mais séria, principalmente para preservar as crianças.

 

Valorize o silêncio

Ele descansa a mente e permite o contato com sentimentos e desejos profundos

Publicado no IG

Silêncio: ele abre espaço para insights, desejos, sonhos e projetos (Foto: Getty Images)

Imagine que está em um bar com vários amigos e, por coincidência, todos param de falar e rir ao mesmo tempo. Por segundos, é só silêncio. A situação certamente causaria algum constrangimento e provavelmente alguém na mesa acabaria dizendo uma frase ou piadinha apenas para quebrar o gelo.

Sim, o silêncio é intimidador, e a maioria das pessoas não está preparada para enfrentá-lo. Uma pena, afinal, ele é necessário para a saúde da mente e pode fazer um trabalho e tanto no caminho do autoconhecimento.

Prazer em conhecer

Em uma sociedade movida pelo barulho – buzinas, computadores, música, obras, celulares, televisão – silenciar é um verdadeiro desafio. Até porque todos esses ruídos já foram incorporados ao dia a dia e, na ausência deles, é comum sentir uma espécie de desamparo.

“Isso acontece porque o som está relacionado à ideia de produtividade, alegria, vida. Além disso, a ausência dos estímulos sonoros pode evidenciar coisas que num primeiro momento são dolorosas”, observa Andréa Bomfim Perdigão, fonoaudióloga, terapeuta corporal e autora do livro Sobre o Silêncio (Editora Pulso).

Mas, ainda segundo a profissional, quem persiste e consegue ultrapassar essa etapa sombria e complicada acaba vivenciando uma experiência muito positiva, que é sentir prazer de estar consigo, por inteiro.

“Embora num primeiro momento pareça difícil, o ser humano precisa do silêncio. Trata-se de um alimento para a alma. Ele abre espaço para os insights, desejos, sonhos e projetos.”

Onde ele se esconde

Se pensarmos bem, não existe silêncio total. Quem sai das grandes cidades em direção à praia ou ao campo somente troca os barulhos característicos de um lugar pelos de outro. Ainda assim, investir nesse tipo de mudança pode ser útil na busca por um contato com seu interior. Depois, o importante é compreender que para acessá-lo não é preciso fazer as malas e dar adeus ao marido, à esposa, aos amigos e aos filhos.

“Tudo, na verdade, depende da mente. Se alcançarmos um estado de tranquilidade, sons e ruídos serão apenas sons e ruídos”, diz a monja brasileira Coen Sensei, fundadora da Comunidade Zen Budista.

Para Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC-SP com especialização em psicodrama terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, a meditação pode ser muito útil no processo de busca por esse silêncio interno – praticado mesmo quando tudo em volta é barulho.

“Mas é preciso treino e concentração, além de muita força de vontade”, salienta.

Quem não é muito fã de meditar, pode tentar outros caminhos para inserir o silêncio no dia a dia. Antes de dormir ou ao acordar, por exemplo, pode experimentar ficar deitado por cinco minutos na cama, apenas sentindo a própria respiração.

Outro bom momento para voltar as atenções para si é no trânsito, com o carro parado. Para isso, basta deixar o rádio desligado e sentir a vibração ao redor. Após o almoço, dar uma volta no quarteirão também é uma boa pedida.

“Doses homeopáticas de silêncio já ajudam a desacelerar. Com o tempo, é só esticar gradualmente esses períodos”, diz Andréa.

Blá-blá-blá

Para muitas pessoas, seguir as recomendações acima pode ser bem difícil. Isso porque somos estimulados a falar e dar opinião sobre os mais diversos temas o tempo todo.

“Em muitas ocasiões, o silêncio pode ser interpretado como uma falta de conteúdo e de posicionamento”, observa Mariana. O mais curioso é que justamente por causa dessa falação desenfreada muitas vezes as palavras acabam vazias de sentido.”

De acordo com a terapeuta corporal Andréa, “na conversa, o silêncio se faz necessário para que haja a comunicação. Sem ele, não é possível entender e pensar sobre aquilo que o outro está falando”. Isso sem contar que, ao dar valor demasiado às palavras, acabamos nos esquecendo de outras preciosas formas de interação, como um sorriso ou um simples olhar. Quando se dá atenção a sinais como esses, falar por falar é desnecessário.

Para observar isso na prática e aprender a apreciar o silêncio, há quem participe de retiros nos quais os participantes se empenham em passar horas ou até dias sem proferir uma palavra.

“Nos primeiros momentos, pode ser difícil. Depois, torna-se algo belo e gratificante. Descobrimos que podemos nos relacionar em perfeita harmonia quando não tentamos mentir a nós mesmos e aos outros por meio de palavras. Retiros de silêncio são um portal para um encontro com você. Afinal, é preciso conhecer sua própria essência”, ensina a monja Coen.

Minuto de silêncio

Depois de perceber todos os benefícios de acalmar a mente por alguns instantes, a publicitária Christina Carvalho Pinto, diretora da Full Jazz Propaganda, da capital paulista, decidiu criar em sua agência um programa chamado Just a Minute (em português, Só um Minuto), para estimular os funcionários a experimentar pequenos períodos de silêncio. Com duração de um minuto, a pausa acontece a cada hora e uma música bem calma é tocada para marcar o início da sessão.

Segundo a gestora de recursos humanos da Full Jazz, Thereza Cristina Garcia, a Teca, a maioria dos funcionários gosta e acha saudável. Alguns, por serem bem jovens e agitados, ainda estão se adaptando. Mas muitos já incorporaram a prática na rotina. Ao final do dia, Teca percebe que esses momentos realmente fazem diferença.

“Ficamos menos irritados e ansiosos”, conta.

Aprenda a silenciar

Não dá para negar que sons e ruídos são mensagens importantes. Segundo a monja Coen, muitas vezes a vida humana pode ser salva pela capacidade de ouvir. Sendo assim, é interessante buscar o silêncio interno sem que para isso seja preciso colocar tampões nos ouvidos.

“É extraordinariamente prazeroso, embora muitas vezes exija dedicação e prática incessante”, diz a monja.

Confira a seguir atividades que estimulam o silêncio

1. Pratique ioga. As aulas são dadas com os praticantes em silêncio, o que fomenta o autoconhecimento
2. Nade. Vá para dentro d’água e ouça o som da sua respiração, dos seus braços e das suas pernas. É uma aula que descansa a mente
3. Corra. Primeiro, surgem os pensamentos. Depois, que eles se aquietam, temos apenas os passos e a respiração
4. Escute música. Pode ser clássica, popular, rock n´roll etc. Ela ajuda a penetrar no silêncio da mente. Como? Apenas ouvindo. Preste atenção em cada nota, na sentença melódica e no som dos instrumentos. Só não vale cantar junto!

Hotéis dos EUA oferecem pacotes de ‘desintoxicação digital’

Hóspedes devem deixar aparelhos eletrônicos na recepção dos hoteis.
Psicóloga defende que as pessoas devem-se impor limites à conexão virtual.

Publicado no G1 em 08/07/2011

Enquanto a tecnologia se torna cada vez mais portátil e presente na vida dos viajantes em todo o mundo, há quem comece a achar que as férias devem ser um momento mais desligado do mundo virtual. Vários hotéis dos Estados Unidos criaram, nos últimos meses, pacotes que oferecem “desintoxicação digital”.

A proposta é que os hóspedes deixem do lado de fora seus smartphones, tablets e todos os aparelhos tecnológicos que não são largados no dia-a-dia, e mergulhem em momentos de descanso, livres da tecnologia. “Pode ser uma chance de as pessoas voltarem um pouco ao mundo real, ao contato físico umas com as outras e ao autoconhecimento”, explicou a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP, em entrevista ao G1.

O Lake Placid Lodge, em NY, oferece um pacote de turismo de duas noites completamente desligado da tecnologia em um local isolado à beira do lago (FOTO: Divulgação)

O Lake Placid Lodge, localizado no estado de Nova York, é um dos locais que buscam evitar que os hóspedes continuem ligados a sua vida por meio da internet. O hotel oferece o pacote “Check-in to check-out”. A ideia o hóspede é chegar lá e sair do mundo virtual por duas noites em um chalé sem televisão ou conexão com a internet.

“Nosso sistema de entretenimento dentro do quarto é uma lareira, a vista para o lago e a companhia um do outro”, diz o anúncio do pacote de duas noites, que custa US$ 1.340.
Todos os equipamentos eletrônicos devem ser deixados na recepção do hotel.

Além do chalé e da desintoxicação do mundo virtual, o hotel oferece aulas de yoga, área para pesca, barcos para passeio, livros e aulas de gastronomia.

 

 

Digital Detox
Segundo a psicóloga, a ansiedade de estar conectado o tempo todo vem da falta de limite das pessoas. “A partir do momento em que os smartphones permitem, as pessoas acham que precisam ficar conectadas o tempo todo. As pessoas deveriam se colocar limite permanentemente”, disse. Segundo ela, isso pode ser um problema psicológico. “Tem gente que fica muito ansiosa.”

Página do grupo americano Via Yoga promove viagens para a praia sem o uso de aparelhos digitais por uma semana (Foto: Reprodução)

Para ela, entretanto, o ideal desse tipo de hotel com isolamento do mundo virtual é o convívio com outra pessoa, especialmente no caso de casais, que podem se aproximar mais. “Ficar nesses hotéis pode gerar sitauações de desespero, se a pessoa não for disposta, ou se estiver sozinha. A tecnologia pode ser um vicio, e é tão difícil ficar sem ela quanto qualquer outro vício.”Todos esses pacotes podem ser saudáveis, segundo a psicóloga, mas é importante que todas as pessoas tentem fazer um pouco de reeducação digital em seus cotidianos. “A ideia de ficar desconectado pode ser saudável para todo mundo. Ninguém morre de ficar sem internet por um tempo. O ser humano precisa de contato real com as pessoas no mundo físico. A desconexão pode forçar a pessoa a buscar esse contato verdade”, disse Vasconcelos.

Desplugados
Além do Lake Placid, de NY, vários outros hotéis americanos já têm pacotes para turismo “desplugado”.

O hotel Renaissance de Pittsburg, na Pensilvânia, oferece em sua programação o pacote especial “Zen and the Art of Detox” (Zen e a arte da desintoxicação). O hotel avisa que antes da chegada do hóspede, a televisão, o telefone e todos os outros aparelhos tecnológicos “serão retirados do seu quarto e substituídos por clássicos literários”. O pacote oferece um quarto de luxo com vista para o rio e aulas de caiaque. “Esta é a chance para se recuperar do mundo cheio de estímulos”, diz o anúncio.

Os celulares, laptops e todos os outros aparelhos tecnológicos dos hóspedes devem ser entregues ao hotel na hora do check-in, sendo devolvidos na hora de deixar o hotel. Cada diária do hotel custa entre US$ 199 e US$ 399. a tarifa regular do hotel custa em torno de US$ 299.

Já na capital dos Estados Unidos, o hotel Quincy promete um pacote “desplugado” a seus hóspedes. “Desintoxicar-se da tecnologia é relaxar, passar tempo ao ar livre e fazer as coisas que você parece nunca ter tempo para fazer”, diz o hotel.

Os hóspedes que aceitarem a proposta de “desplugue” ganham um vale compras de US$ 25 em uma livraria próxima ao hotel, um guia de passeios na cidade e um diário para anotações sobre a viagem.

Os quartos duplos no pacote “desplugado” do hotel de Washington DC têm diárias de cerca de US$ 200.

A empresa Via Yoga, de Seattle, oferece uma viagem completa de uma semana de desintoxicação digital. O grupo leva seus clientes para praias na Costa Rica e no México, tudo acompanhado por aulas de yoga e sem usar smartphones e tablets em nenhum momento. Alguns jornais dizem que é comum até ter descontos para aceitar pacotes de viagens sem equipamentos eletrônicos pelo Via Yoga.

A hora do sinal vermelho

Como lidar com o momento de parar de dirigir

Publicado no Bolsa de Mulher em 03/10/2011

 

A volta do supermercado para casa já não é tão fácil. As ruas, antes velhas conhecidas, agora lhe parecem confusas. Dirigir à noite é um martírio. Pegar trânsito, então? Puro estresse. Se você se identifica com alguma dessas situações, pode ter chegado a hora de se aposentar do volante. O mais natural é que o sinal vermelho acenda primeiro para os idosos, mas ele pode também servir de alerta para jovens com problemas clínicos específicos. Na opinião dos psicólogos, a ajuda da família é fundamental para quem precisa tomar essa difícil decisão, já que a autoestima entra em jogo. Já parou para pensar se chegou a sua vez?

O Código Brasileiro de Trânsito não estipula uma idade limite para o uso da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Entretanto, para pessoas acima dos 65 anos, o intervalo de renovação do documento é reduzido de cinco para três anos. O objetivo é refazer com atenção os exames médicos. Segundo Dirceu Rodrigues Alves, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, são três as funções importantes para garantir a dirigibilidade: cognitiva, motora e sensório-perceptiva. “Se uma delas estiver comprometida, a pessoa já não está apta para conduzir”, ressalta.

A família é a principal responsável por observar os sinais. O primeiro deles está na função cognitiva. “Mesmo em trajetos conhecidos, é normal se perder e não conseguir voltar para casa”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos. “Devemos sempre perguntar ao idoso como foi o trajeto, já que, em muitos casos, eles resistirão em contar por medo de ter que parar de dirigir”, acrescenta. Pequenos incidentes e multas de trânsito também devem ser notados.“É comum que eles não observem mais os sinais de tráfego e se envolvam em pequenos incidentes por conta dos reflexos reduzidos”, diagnostica a psicóloga Triana Portal, da Clínica Espaço de Saúde Morumbi. Mas nada tão grave. “Acidentes com idosos são sempre pequenos, com danos apenas materiais e de pouca abrangência”, conta o diretor da ABRAMET.

 

Como dar a notícia?

O momento de parar é muito delicado. “A pessoa já está passando por um processo de mudanças físicas. Isso já é angustiante. Ter que lidar com reflexos mais lentos, um corpo cansado e limitado é muito complicado”, observa a psicóloga Amanda Paiva, da Life Psicologia.Segundo os especialistas, o diálogo deve convencê-los dos riscos de continuar pisando no acelerador. “Isso deve ser feito da forma mais afetiva e cuidadosa possível, pois estamos falando de algo que simboliza uma invalidez e a perda de autonomia do indivíduo”, ensina Marina, acrescentando que a ajuda de um médico de confiança da família é muito bem-vinda.

Segundo a psicóloga Luciene Miranda, é importante saber lidar com a reação da pessoa a quem você dará um ultimato. E são dois os tipos de idosos que normalmente se sentem contrariados com a negativa: o idoso lúcido e aquele que está com a saúde cognitiva debilitada. No primeiro caso, a pessoa normalmente assume que possui problemas de saúde que a impossibilitam de dirigir. No entanto, de primeira, ela não gosta de assumir. Um diálogo direto ajuda bastante nesta situação. Já o idoso portador de doenças degenerativas não percebe os riscos e sequer aceita a opinião de terceiros. “Dependendo do grau do comprometimento cognitivo, vale tentar distrair o idoso, esconder a chave do carro, convidá-lo para sair de carona”, aconselha Luciene.

 

Fim da estrada, jamais!

Ao pendurar as chaves do carro, a rotina do idoso não deve ser alterada. “Se ele costumava visitar parentes, amigos, passear e fazer compras, por exemplo, os familiares devem tentar criar meios para que as atividades sejam mantidas”, enumera a psicóloga Claudia Ferreira. É importante ter sempre alguém para levá-los aos lugares, incentivá-los a andar de transporte público ou contratar um motorista particular. “O ex-motorista não pode deixar de fazer o que gosta para não se tornar um prisioneiro dentro da sua própria casa”, ressalta Claudia.

E se o fato de não comandar mais um veículo o deixar deprimido? “É necessário incentivar o idoso e mostrar que a limitação física não significa uma paralisia de suas atividades cotidianas”, explica Amanda. Manter a vida social ativa, através de grupos de terceira idade ou do convívio com a família, ajuda a evitar a sensação de isolamento. “Além de continuarem ativos social e mentalmente, esse grupos fazem com que os idosos estejam inseridos num universo em que todos passam pelas mesmas dificuldades e falam a mesma língua”, diz Claudia, garantindo que, ao final do processo de readaptação, o volante nem será mais lembrado: “Sempre existe um momento de parar. Mas todos devemos fazer com que esta mudança ocorra da forma mais natural possível”.

 

Leitura turbina o cérebro e combate a insônia

Hábito pode adiar a perda da memória associada à idade

Publicado em 15/10/2010 no www.minhavida.com.br

 

Quantos livros você já leu ao longo da vida? Se você consegue contá-los na ponta dos dedos, foram poucos. Uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, sob encomenda do Instituto Pró-Livro, mostrou que 45% da população do país não têm o costume de ler. Quem engrossa esse percentual provavelmente não tem ideia dos benefícios que a leitura traz.

Uma pesquisa realizada pela Clínica Mayo, em Minnesota, nos Estados Unidos, mostrou que ler livros como passatempo pode adiar a perda da memória associada à idade. O estudo contou com 200 pessoas entre 70 e 89 anos com leves lapsos de memória. Aqueles que, na meia idade, se ocuparam com leitura, jogos ou hobbies apresentaram 40% menos risco de ter o problema. “Uma boa leitura pode relaxar, aguçar a criatividade, aumentar o vocabulário e o conhecimento”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore.

Muita gente atribui leitura escassa à falta de tempo. Nas horas vagas, as pessoas dão preferência a outros hábitos, como ver televisão. A leitura, principalmente de livros, é algo relacionado à infância: aquela história que os pais contavam antes de dormir ou o livro cheio de figuras que era obrigatório na escola.

 

Por isso também ler se torna uma atividade magnífica. Libera a imaginação e faz você ser criança novamente. “Livros de ficção nos fazem viajar por um mundo de possibilidades ainda não exploradas. Os romances que descrevem viagens por lugares antes desconhecidos nos levam para longe da nossa rotina, deixando-nos por algum tempo relaxados e dando asas à nossa imaginação“, complementa a psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em psicodrama terapêutico.

A leitura ainda é um ótimo remédio para quem tem problemas para dormir. “Ler algo por distração é extremamente relaxante e calmante, por isso é indicado para quem sofre de insônia“, afirma a psicóloga.

Por todos esses motivos, realizar uma leitura com frequência pode fazer maravilhas pela sua vida. A psicóloga Claudia Finamore explica que ler é um trabalho mental grandioso, pois exige uma atividade bem estimulada que traz muitos benefícios para a saúde cerebral.

 

Fase do xixi na cama tem idade certa para acabar

Se o problema persiste após os sete anos, é preciso identificar as causas

Publicado em 1/12/2009 no www.minhavida.com.br

 

 

Ops! A criança fez xixi na cama de novo. Para quem tem filhos pequenos, trocar os lençóis molhados, colocar o colchão no sol e ficar atento aos passos do pequeno são atitudes que fazem parte da rotina durante o período de adaptação entre o adeus as fraudas e o uso do banheiro.

O problema é que muitas crianças quando já estão grandinhas sofrem com a enurese noturna, mais popularmente conhecida como “xixi na cama”. Às vezes, o problema é tão marcante, que a criança chega aos 10 ou 11 anos com o problema. “A criança não sabe dizer o que sente, por isso, seu corpo fala por ela. No caso das crianças que permanecem com o problema após os cinco anos, é preciso investigar se as causas são emocionais ou físicas”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos.

A vasopressina, também conhecida como argipressina ou hormônio antidiurético é responsável pelo controle da vontade de urinar. Em algumas crianças, os níveis deste hormônio, que deveriam aumentar, diminuem, e ela não consegue segurar o xixi. “Isso também pode estar associado a outros problemas físicos e emocionais, por isso, é importante averiguar as verdadeiras causas do problema”, explica o pediatra do Hospital Albert Einstein, Jorge Huberman.

A dona de casa Maria José, 42 anos, lembra bem dos tempos em que sua filha, Clara, hoje com 26 anos, fazia xixi na cama, acordava, virava o colchão e voltava a dormir. “Ela já tinha uns 10 anos e continuava com o problema. Um dia procuramos ajuda psicológica e descobrimos que ela tinha medo da coleguinha que faleceu e, por isso, não conseguia parar”, diz Maria.

Xixi na cama tem idade certa 
É normal que a criança faça xixi na cama até os cinco anos de idade, afinal, ela ainda não tem a capacidade de controlar a urina durante à noite. Porém, quando a situação continua a acontecer após esta idade, a melhor coisa a fazer é identificar as causas do problema. “Podem ser diversos fatores. Primeiro, é preciso investigar se há alguma causa física, como incontinência urinária, problemas na bexiga ou outros, e então, partir para as possíveis motivações psicológicas”, continua Marina.

De acordo com o pediatra Jorge Huberman, a idade do “xixi na cama” pode variar entre 5 e7 anos, dependendo da frequência com que a criança urina na cama. “Às vezes, a criança tem entre 6 e 7 anos e um dia ou outro solta um pouco de urina no colchão. Isso não significa que ela tenha o problema, ela apenas passou por um processo que é natural em qualquer ser humano”, continua o pediatra.

Pode ser sinal de que alguma coisa no organismo vai mal
Segundo o pediatra Jorge Huberman, deve-se levar em consideração os seguintes fatores:

– Hereditariedade: o fator hereditário é um dado importante, pois crianças com um dos pais enuréticos (que tiveram esse problema na infância) têm 40% de chance de serem enuréticas. “Se ambos forem enuréticos, as chances aumentam para 77%. A torneirinha aberta de noite também está relacionada a fatores emocionais ligados ao estresse, tais como mudança de lar, separação dos pais, nascimento de irmão, entre outros”, explica o pediatra.

– Perda involuntária de urina durante o dia. “Os pais devem ficar atentos e perceber se o filho solta a urina involuntariamente e se sente dor ou se há sangramento na hora de urinar durante o dia. Isso pode ser um indicativo de que a criança tem ou terá enurese noturna ou alguma disfunção no organismo que desencadeia o xixi na cama”, explica Jorge. “A criança não faz isso por maldade ou birra. É um problema que pode estar associado a um quadro clínico mais grave, como uma infecção urinária”, continua o pediatra.

-Disfunções na bexiga. “Quando a bexiga não suporta a quantidade de líquido ingerida, a tendência é fazer xixi fora de hora?, explica o médico. ?Um dos tratamentos sugeridos para enurese noturna é exatamente o uso de um hormônio chamado oxibutinina, que relaxa a bexiga aumentando seu tamanho”, continua.

-Problemas neurológicos. “Nestes casos mais sérios, só uma visita ao médico poderá dimensionar o problema”, alerta.

E se for o lado emocional?

Marina Vasconcellos explica que o fato da criança fazer xixi na cama pode sinalizar algumas situações pelas quais ela está passando. “Ela pode estar se sentindo amedrontada, triste ou até rejeitada. É bom conversar para saber”, explica a psicóloga.

Algumas das razões emocionais para o problema, segundo ela, são:

Pressão na escola ou pela rotina estressante para a idade. Os adultos muitas vezes não percebem que a rotina imposta por eles às crianças é estressante e vai muito além do que os pequenos podem suportar, com isso, as crianças reagem de diversas formas e uma delas é fazer xixi na cama.

Medo de algo. Nesta fase, é mais do que normal as crianças ficarem impressionadas com histórias ou ações dos coleguinhas. Tudo ganha uma dimensão maior do que realmente tem. Por isso, é bom conversar na escola e ver o que é está acontecendo. Um acompanhamento com o terapeuta pode ajudar.

-Tristeza pela separação dos pais. É a causa mais comum. Os pais, muitas vezes, deixam transparecer os problemas conjugais e a criança se sente culpada ou dividida, daí o xixi para chamar a atenção ou como forma de extravasar a angustia.

– Chegada do irmãozinho. Neste caso, é natural que a criança regrida para chamar a atenção dos pais, mas o quadro não pode demorar a passar, senão deixa de ser natural para ser um problema.

Sem constrangimentos
O certo é evitar que o problema se transfira para a vida social da criança. Deixar o pequeno exposto às gozações de adultos e crianças é um erro. “Caso ela queira ir dormir na casa de algum coleguinha, explique aos pais dele para evitar constrangimentos”, sugere Marina.

 

Bexiga sob controle

Marina Vasconcellos explica que é possível tomar alguns cuidados para evitar ou ao menos amenizar o problema:

– Não tomar líquidos pelo menos duas horas antes de dormir

– Evitar chocolate e café à noite, pois, eles estimulam a contração da bexiga, segundo o pediatra Jorge Huberman.

– Elogiar quando a criança consegue ficar uma noite sem fazer xixi. “Os estímulos ajudam a reforçar na criança o desejo de parar e, embora não seja algo premeditado, ela consegue se condicionar a segurar a urina”, diz Marina. “Repreender a criança como se ela fizesse de propósito só faz com que ela se sinta ainda mais culpada, agravando a situação”, continua.

– Ludoterapia: a modalidade de terapia é bem recomendada e tem mostrado grandes efeitos. “A criança brinca com o terapeuta e durante a brincadeira, que é planejada e analisada pelo profissional, conta seus traumas e receios. Os desenhos também podem revelar as causas do problema”, explica a psicóloga.

– Uso de medicamentos que interferem no funcionamento da bexiga e do aparelho urinário, caso seja necessário. “Existem tratamentos à base de hormônios que ajudam a regular a bexiga, como é o caso do oxibutinina e do desmopressina, que alteram o tamanho da bexiga”, finaliza o pediatra.

 

Divida suas metas com os amigos mais próximos

Tomar conta de pessoas nos leva a cuidar de nós mesmos

Publicado em 15/10/2010 no www.minhavida.com.br

 

Quantos amigos você já fez ao longo da vida? Desses, com quantos ainda tem contato? Se você abandonou os seus laços de amizade, trate de reatá-los já e arrume um tempo na agenda para os amigos.

Uma pesquisa realizada na Inglaterra mostrou que encontrar os amigos com frequência, nem que seja apenas para uma conversa descontraída, pode te deixar mais feliz do que alguém que tenha o salário dez vezes mais alto que o seu.

Isso mesmo. Amizades são valiosas e fazem muito bem. O apoio de pessoas queridas é fundamental para você seguir com seus objetivos, compartilhar ideias e dar boas gargalhadas. Com a ajuda delas, você sente motivação para ir adiante e inspira outras pessoas a fazerem o mesmo.

Quem são as primeiras pessoas que você procura quando precisa de um conselho ou de um ombro para chorar? Os amigos estão presentes nessas horas também.

 

“O vínculo com outros indivíduos é um modo de se sentir apoiado. De modo geral, as pessoas necessitam de relações afetivas para manter a saúde emocional. É um modo de realizar trocas de experiências, de refletir sobre si mesmo, receber e dar apoio. As trocas afetivas enriquecem e colorem a vida das pessoas”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore.

Por isso, procure seus amigos. Não apenas para rir e para chorar, mas para compartilhar suas metas, contar seus objetivos e sonhos.

 

Quer mais um motivo para cultivar amigos? Eles fazem você viver mais. Uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, concluiu que tomar conta de outras pessoas nos leva a cuidar de nós mesmos e, ter poucos amigos pode ser tão prejudicial à sobrevivência de uma pessoa como fumar 15 cigarros por dia ou ser alcoólatra.

Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, amigos são importantes para que possamos trocar experiências e compartilhar vivências. “Não conseguiríamos sobreviver sozinhos. Então, nada melhor que contarmos com a presença de amigos em nossa vida. De preferência aqueles que nos estimulam a crescer e encarar a vida de forma positiva”.

Amizade cura doenças e afasta os vícios para longe

Ela incentiva a largar o cigarro, ajuda a emagrecer e até afasta o estresse

Publicado em 11/6/2009 no www.minhavida.com.br

 

Você nunca gostou de esportes. Mas, começando a trabalhar com pessoas que fazem exercícios, sente um desejo súbito de experimentar. Até o cigarro, que provocava sua força de vontade, passou a ficar de lado depois que você começou a participar de uma turma mais saudável. Mágica? Não, ciência pura, conforme comprovam as pesquisas, incluindo um estudo recente realizado em Harvard, uma das mais prestigiosas universidades de todo o mundo.

No levantamento, os especialistas descobriram que a amizade é um antídoto e tanto contra qualquer nível de desmotivação. Mesmo uma pessoa que tenha extrema aversão a acordar cedo, por exemplo, pode fazer o sacrifício e ainda gostar! de sair da cama com o canto do galo se conviver com pessoas que fazem o mesmo.

“Quando sentimos afinidade por alguém, naturalmente queremos imitar os hábitos daquela pessoa. É uma maneira de ser aceito pelo grupo e de mostrar cumplicidade”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. As pessoas ao redor, portanto, têm papel decisivo nas suas escolhas (ainda que isso passe despercebido no dia a dia). Quando você participa de grupos de apoio ou conhece pessoas com uma doença parecida à sua, por exemplo, as chances de retomar a saúde aumentam, porque a rotina dispensa os hábitos que seguem na contramão do tratamento em favor de outros, que contribuem para o reforço da imunidade.

 

Círculo virtuoso 
Os amigos também podem auxiliar na superação de problemas, dando força na hora do desespero. Isso acontece na ocasião em que falta incentivo ou quando a encrenca aparenta ser tão grande que nenhuma saída surge à vista. “O acolhimento que os amigos oferecem dão força para resolver as dificuldades, ainda que elas pareçam insolúveis”, diz a especialista. As mulheres, famosas por dividirem problemas e novidades com as amigas, não à toa comportam-se com mais calma em momentos de tensão.

E o efeito não vem apenas do apoio em si, mas dos efeitos dele. Quando convive com pessoas otimistas, as chances de que você também dê muito mais risadas crescem em até 60%, ainda de acordo com a pesquisa de Harvard. Se a atitude positiva não tem poder de diminuir os problemas, pelo menos impede que eles prejudiquem a sua saúde, agravando quadros de estresse e de doenças cardiovasculares. Mas é preciso ficar atento: do mesmo jeito que o sorriso é contagiante, o mau humor também se espalha feito poeira.

Para se prevenir, não tem outro jeito a não ser ficar atento. Claro que virar as costas quando alguém querido precisa de ajuda está longe de ser uma atitude louvável. Mas, caso se contamine pelo baixo astral, a situação só vai piorar. “A solução, quando isso acontece, é oferecer alternativas que ajudem o seu amigo a superar os problemas e notar como ele reage. Se sentir que há empenho em ir adiante, persista. Do contrário, vale se afastar para que as dores de cabeça dele não comecem a latejar na sua testa também”, afirma psicóloga.

O comportamento, que até pode soar egoísta numa primeira análise, não tem nada disso. Ao contrário, trata-se de uma semente de bem-estar: mantendo a serenidade e uma postura de satisfação, você atrai mais gente parecida e, como numa corrente, todos conseguem afastar para longe a maré de problemas que afeta um dos integrantes da turma.

Esse mecanismo, aliás, explica o sucesso das comunidades da internet. Nelas, desconhecidos reúnem-se e passam a trocar confidências e palavras de estímulo em favor de objetivos comuns. É o caso dos assinantes do Dieta e Saúde, programa alimentar do MinhaVida. “Eles criam blog e trocam dicas, tirando o peso que a dieta apresenta para muitas pessoas. A rede de relacionamentos criada favorece a cumplicidade e acaba com a solidão, melhorando a autoestima e dando força para que cada um alcance a meta que traçou a si mesmo”, afirma a nutricionista Roberta Stella, responsável pelo programa.

Pessoas otimistas têm mais motivos para comemorar

Valorizar as conquistas aumenta a autoestima e atrai energias positivas

Publicado em 15/10/2010 no www.minhavida.com.br
Quando algo de ruim acontece, como uma demissão, separação, doença ou até mesmo um acidente, é normal gastar um bom tempo se lamentando. Porém, é preciso brigar contra esse sentimento e aprender a dar a volta por cima.

Valorizar as conquistas aumenta a autoestima e atrai energias positivas. Por isso, cada mudança na vida merece ser compartilhada com amigos, marcada na agenda e espalhada pela casa com bilhetinhos.

Tudo é válido para festejar as coisas boas da vida. Você sentirá uma constante satisfação que vai servir como motivação para ir adiante e incentivar outras pessoas a seguirem o seu exemplo. “Quando conseguimos algo que nos parecia difícil, o prazeré enorme e a sensação de vitória nos deixa com um brilho especial no olhar”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos.

 

Você é uma pessoa otimista? 

Essa questão é fácil de responder. Observe quantas pessoas estão ao seu redor e há quanto tempo. Ninguém aguenta ficar perto de quem está sempre de baixo astral. Ser otimista só atrai energias positivas para a sua vida e para sua saúde.

Pesquisas mostram que os otimistas, além de serem mais felizes, também vivem mais que os pessimistas. Um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, analisou 338 homens e 322 mulheres com mais de 50 anos durante 23 anos. Aqueles que tinham um ponto de vista positivo sobre a vida viveram em média sete anos e meio a mais que os outros.

Já outra conclusão, feita por pesquisadores da clínica Mayo, em Minnesota, também nos Estados Unidos, descobriu que pessimistas morrem mais cedo. Eles analisaram a ficha de 839 pacientes submetidos a testes de personalidade entre 1962 e 1965. O índice de sobrevivência foi 19% maior entre os otimistas.

 

Quatro passos para ser uma pessoa otimista 

1. Sorria: se partimos da premissa de que você atrai o que transmite, então sorrir para as pessoas vai fazer você atrair simpatia também. O pessimista acha que o mundo inteiro está de implicância com ele e, na maioria das vezes, fica com a cara fechada.

2. Compartilhe a felicidade com os amigos: “ninguém vive sozinho. Dependemos do olhar e do reconhecimento do outro desde que nascemos. Amigos nos fazem ver além do nosso pequeno mundo. São pessoas diferentes de nós com quem nos identificamos”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos.

3. Comemore suas conquistas: o que você realiza na vida não é apenas uma questão de sorte ou acaso, mas de batalhas. Acreditando nisso e valorizando seus próprios feitos, além de aumentar a autoestima, você também será mais feliz.

4. Diminua seus problemas: os pessimistas sempre acham que seus problemas são os piores do mundo. Pense sempre que a questão não é tão grave e que você vai conseguir resolvê-la. Você verá que dessa maneira seu mundo ficará mais leve.