Falta de sexo: o que fazer quando o parceiro não te procura

Publicado em Ativo Saúde, 09.09.18

O sexo é algo muito presente no início dos relacionamentos. Natural e instintivo, a atração mútua e a vontade de transar com mais frequência ajudam os casais a desenvolverem o vínculo afetivo e a ficarem cada vez mais próximos. Dar-se bem na cama é sinal de que a química bateu, sendo garantia de momentos prazerosos de intimidade.

Porém, após algum tempo de relacionamento é normal que o desejo diminua, sendo necessários mais estímulos para que não ocorra falta de sexo. Entenda:

Causas de falta de sexo

Muitos podem ser os motivos para a falta de desejo sexual: desde problemas hormonais, que devem ser checados para afastar causas orgânicas, até os relacionais, que são os principais e bem mais comuns.

A existência de um amante, problemas emocionais (como depressão ou outros distúrbios psiquiátricos), falta de admiração pelo cônjuge, brigas constantes e clima hostil entre o casal, além de outros fatores, podem levar à diminuição ou falta de sexo por parte de um ou dos dois parceiros.

Durante o sexo, liberamos o hormônio ocitocina, responsável pelo vínculo afetivo. Consequentemente, em sua ausência, deixamos de alimentar quimicamente algo que nos conecta com o outro. A intimidade diminui e, aos poucos, o clima amoroso que é deixado de lado, dando brechas para que a relação esfrie e apareça um terceiro ou até mesmo para que o amor acabe.

Um casal deve ser amigo entre si, mas o sexo é o que vai distinguir a amizade de um relacionamento amoroso.

Importância do diálogo

Se um parceiro tem mais vontade do que o outro, provavelmente fica frustrado por não ter sua necessidade atendida.

O mais correto nessa situação é conversar abertamente sobre o assunto e procurar uma saída em conjunto para que a intimidade seja resgatada.

Um grande erro que os casais cometem é a falta de diálogo sobre a questão, que é delicada, por medo da reação do outro ou de magoá-lo.

Busque terapia de casal

Para que o casamento não caia na rotina — o que é muito difícil, mas possível —, é preciso cuidar eternamente da intimidade do casal, não deixando que ela se perca em meio às dificuldades ou correrias da vida. Assim que perceberem um descompasso na vida sexual, devem conversar a respeito.

Se não conseguirem, a ajuda de uma terapia de casal pode ser fundamental para reverter a situação, permitindo que encarem o problema em um contexto protegido e busquem as causas para tal desequilíbrio. Pode-se reverter a situação caso ambos estejam dispostos a isso, abrindo-se para ouvir e falar sobre o que os incomoda e revendo suas posição dentro da relação.

Não deixe para depois

 

 

 

 

 

 

 

 

O importante é não deixar que algo tão bom desapareça, provocando o afastamento do casal. Ao menor sinal de falta de sexo, converse a respeito. Não acumule mágoas nem permita que se transformem em grandes lamentações e tempo de felicidade perdido. Afinal, uma relação a dois é para ser algo bom, trazendo à tona o melhor de cada um, e o sexo faz parte disso.

Dar-se bem sexualmente com o parceiro só traz coisas boas: o humor melhora, o sorriso é mais fácil, as dificuldades são mais facilmente enfrentadas, o vínculo é fortalecido, o carinho é mais frequente, a pele fica mais saudável, a libido é estimulada, gastam-se calorias etc.

Então, o que está esperando para resolver sua questão? Enfrente, vá à luta, busque soluções, provoque a intimidade, procure a ajuda de um profissional.

Importância da atividade física para a manutenção do emocional

Woman With White Sunvisor Running

Quando alguém que não pratica exercícios regularmente e vê uma pessoa acordando cedo diariamente para fazê-lo, não entende como é possível e admira tal força de vontade. Como assim, em pleno inverno levantar cedo, sair daquela cama quentinha e se encapotar todo pra correr no frio do parque, por exemplo? Ah, não, melhor dormir mais e deixar isso pra lá!

Pois é, o incrível é que quando você incorpora essa prática em sua vida, se for impedido de fazer é como se lhe tirassem algo importante e um incômodo se instala. Aquela endorfina liberada nos exercícios não é produzida e seu humor sente quase que imediatamente.

Atividade física e emocional

Um atleta — mesmo que amador — impedido de treinar por motivos de saúde, por exemplo, tem que lidar com a frustração da inatividade. Recuperar-se de uma gripe, uma contusão ou um acidente qualquer requer doses cavalares de paciência, força e aceitação do momento atual. De repente, parece que os problemas adquirem uma proporção maior do que o normal e a sensação de bem estar antes frequente vai diminuindo aos poucos.

Percebo isso na pele, já que sou corredora amadora há sete anos. É incrível constatar os benefícios que a corrida me trouxe nesses anos todos, tanto física quanto emocionalmente. Meu corpo se remodelou, minha resistência e autoestima melhorou, peguei pódio em várias corridas de montanha (o que nem imaginava conseguir, já que comecei a correr aos 45 anos…), viajei para provas em lugares lindos e passei momentos deliciosos na companhia de corredores alegres e divertidos.

Em especial destaco o fortalecimento do meu estado de espírito em geral, pois incluí a gratidão em minha vida — corro agradecendo por estar ali naquele momento, ter saúde, ouvir os pássaros (corro no parque), admirar as árvores e cada flor que cresce e por estar com pessoas que cuidam da saúde como eu — participo de uma assessoria de corrida. Aquele passou a ser meu momento de meditação, quando estou comigo mesma pensando nas coisas que tenho que resolver, encontrando soluções e bolando estratégias para lidar com os problemas.

 

Liberação de substâncias do bem-estar

Fui obrigada a parar de correr por um tempo para tratar de dores no tornozelo, e de quebra, peguei uma gripe que me deixou de cama por três dias. Sem meus habituais exercícios matinais há quase dez dias, percebi de repente como meu humor se alterou, meu corpo reclamou e um desânimo geral se instalou. Fui perdendo a vontade de fazer coisas que antes fazia sem pestanejar, como ir ao cinema num sábado à tarde, por exemplo, dando a desculpa da “preguiça”…

Constatei na prática o que já sabia em teoria. Portanto, reforço aqui a importância da prática regular de exercícios físicos para a manutenção da saúde como um todo, tanto física quanto emocional. A liberação de endorfina e dopamina no nosso corpo tem um efeito real de bem estar, nos ajudando a lidar de maneira muito mais leve, positiva e assertiva com os problemas cotidianos, além de auxiliar — e muito — no tratamento de inúmeras doenças, como depressão e ansiedade.

Então, o que está esperando? “Bora” correr!!

Pegue, mas não se apegue: 6 dicas para aproveitar o sexo casual

Publicado em M de Mulher, 06.07.18
Por Raquel Drehmer

Dicas para aproveitar o sexo casual

O fato de não estar em um relacionamento nem de longe significa abrir mão da vida sexual. Além de tudo que pode ser explorado sozinha ou acompanhada na masturbação, uma alternativa legal para ter prazer é o sexo casual.

Como o próprio nome indica, sexo casual é aquele feito sem compromisso, sem necessidade de vínculos. Pode ser com um amigo, com uma amiga, com uma pessoa que você conheceu na noite e rolou uma química. Pode inclusive ser com a mesma pessoa por um período, desde que haja responsabilidade (use camisinha sempre) e a consciência dos dois lados de que o objetivo nesses encontros é ter prazer e não mais que isso.

“Sexo casual é ótimo quando a mulher está bem com ela mesma, entende suas necessidades físicas e sexuais e resolve tomar uma atitude para se satisfazer”, afirma a a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos.

A psicóloga e sexóloga Carla Cecarello, do site de encontros casuais C-date, explica que o sexo casual pode ter um papel interessante na vida de uma mulher quando ela termina um namoro ou casamento e não quer engatar em outro relacionamento. “Tem tudo a ver com o momento em que ela está aberta para conhecer outras pessoas e experimentar outras formas de ter prazer sem se vincular emocionalmente”, diz.

Confira as dicas das especialistas para que o sexo casual tenha aproveitamento de 100% em sua vida.

Não crie expectativas
Esta é a regra número 1 do sexo casual. A ideia é que o encontro renda aquilo a que se propõe: sexo de boa qualidade e orgasmos. Não há obrigação de contatinho no dia seguinte ou de vínculos no mundo lá fora. Com a mente livre de tudo isso, o sexo fluirá muito melhor.

Escolha bem o parceiro ou a parceira
Por mais que o lance seja apenas prazer, você estará em contato BEM íntimo com aquela pessoa por algumas horas. Então é melhor que seja alguém legal e com quem você tenha um mínimo de assunto, consiga dar um pouco de risada. É sexo casual, não é sexo mecânico.

Solte-se e curta o momento
“Não dá para fazer sexo casual com peso moral nas costas. A mulher tem que esquecer desse tipo de amarras e ir com tudo, solta, para transar bem mesmo”, defende Marina. O conselho dela é: esteja inteira na relação sexual, entregue-se e curta muito o momento.

Peça tudo o que quiser
Carla lembra que, como o sexo casual tem a proposta de prazer pleno para as duas partes, a comunicação acaba sendo muito mais direta. Não que em um namoro ou em um casamento não possa ser assim, mas em um encontro puramente sexual fica muito mais fácil falar com todas as letras que quer sexo oral, sexo anal, masturbação ou o que for, porque não há a preocupação de se deparar com um questionamento ou um comentário que magoe no dia seguinte, por exemplo.

Certifique-se de que a outra pessoa também entenda que é sexo casual
Para o sexo casual ser um sucesso, as duas partes precisam ter entendido muito bem que estão ali para transar e pronto. Se o parceiro ou a parceira não estiver na mesma sintonia e começar a tentar estender o vínculo para além disso, o retrogosto do encontro não será legal para você.

Antes de efetivamente ir para os finalmentes, dê um jeito de deixar claro que o que você procura nessa situação é prazer, apenas isso.

Proteja-se
Lembre-se de sempre usar camisinha, seja o sexo casual com um amigo, com uma amiga ou com aquela pessoa bacana que você acabou de conhecer na balada. A camisinha é indispensável para evitar infecções sexualmente transmissíveis (como HIV, sífilis e gonorreia, entre muitas outras), além de ajudar a prevenir uma gravidez indesejada.

Quando NÃO é bom partir para o sexo casual
Tudo muito legal, né? Mas saiba que tem situações em que é melhor você evitar o sexo casual.

“Se a mulher estiver em uma fase de muito questionamento sobre a vida afetiva, chateada por estar sozinha enquanto as amigas estão todas casando, sexo casual é uma péssima ideia”, alerta Carla. O risco de você querer transformar qualquer sapo em príncipe é muito grande, o que certamente terá você magoada lá no fim.

Marina também orienta que nunca se pense em sexo casual com uma pessoa por quem você tenha algum apreço afetivo especial. “Por mais prático que o sexo seja, toda relação sexual consentida envolve a liberação de ocitocina, o hormônio do vínculo. Se a mulher já tem uma paixãozinha, isso vai aumentar e criar falsas esperanças.”

Um último caso em que Marina desaconselha o sexo casual é para as românticas incuráveis. Se você é do tipo que espera telefonema e flores no dia seguinte, gosta de atenção prolongada e quer que o sexo seja sempre parte de algo maior, sexo casual definitivamente não é sua praia. É melhor esperar conhecer uma pessoa legal que possa satisfazer todas suas expectativas. E ela vai aparecer, tenha certeza!

Você é perfeccionista? 7 dicas para isso não atrapalhar a sua rotina

Publicado em UOL VivaBem, 05.08.18
Por: Daniel Navas

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Perfeccionismo no dia a dia pode causar diversos problemas

A busca incessante pela ausência de falhas ou erros. Assim podemos definir de forma simples pessoas perfeccionistas. O problema é que as relações sociais e a saúde de quem sofre dessa condição podem ficar abaladas. Afinal de conta, os perfeccionistas costumam estipular metas ousadas e acreditam que o erro pode trazer consequências muito severas para suas vidas.

Os perfeccionistas consideram que para serem amados, aceitos e reconhecidos pelas pessoas precisam fazer tudo extremamente correto e serem alvos de elogios constantes. Num extremo isso pode levar a pessoa à depressão, já que ela nunca consegue realizar algo até o fim, ou sentir-se satisfeita consigo mesma.

Características do perfeccionista

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Para identificar aquelas pessoas que sempre buscam a perfeição, o primeiro passo é saber que elas demoram para entregar seu trabalho, porque nunca acham que está pronto, sempre podem melhorar. Evitam arriscar-se em muitas situações que poderiam lhe fazer bem ou trazer bons frutos pelo simples medo de errar. Quando planejam uma festa, por exemplo, ao término do evento sempre dizem “gostei, mas não foi do jeito que eu queria”. Ou seja, são os eternos insatisfeitos.

 

Além disso, os perfeccionistas preocupam-se com detalhes mínimos e exagerados que passariam despercebidos por qualquer outra pessoa. Em seus relacionamentos também sofrem, pois querem que o companheiro seja exatamente como imaginam, têm dificuldade em aceitar seus defeitos –são extremamente críticos, se acham o dono da razão — e não se permitem cometer erros, que são considerados por eles como sinônimo de estupidez, fracasso, incapacidade.

Será que você é perfeccionista?

Só você mesmo pode responder essa pergunta, já que o perfeccionismo é algo muito subjetivo. Algumas perguntas podem ajudar a identificar um perfeccionista. São elas:
Será que o meu nível de cobrança de fato está compatível com o que a atividade requer?
Será que estou gastando tempo em demasia me atendo a detalhes?
Minha preocupação em realizar uma atividade ou trabalho perfeitos e atenção aos aos detalhes às vezes prejudica a própria realização da tarefa?
A minha autocobrança e a cobrança aos outros são excessivas?

Respostas positivas a uma ou mais perguntas da lista podem ser um sinal de preocupação.

Como reverter essa situação?

Para tentar evitar que o problema tome conta da sua vida, aqui vão algumas dicas:

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1. Não cobre dos outros a perfeição Entenda que cada um pensa e age de uma forma. Ajude, caso seja necessário, mas não critique desnecessariamente. Isso pode deixar o ambiente de trabalho pesado e estressante, ou então, desestabilizar um relacionamento que vinha tranquilo.

 

2. Busque sempre olhar o lado positivo
Algumas vezes o perfeccionista se questiona somente para procurar o que está errado nos projetos que conduz, mesmo que os erros nem existam ou sejam os mínimos possíveis. Por isso, tente mudar o questionamento para “o que está bom aqui?”. Isso gera mais sentimentos positivos, menos estresse, melhor confiabilidade, otimismo, etc.

4. Perfeição não é sinônimo de sucesso
Êxito significa que algo foi realizado dentro do tempo estipulado sem causar sofrimento. Pensar numa ação que visa a perfeição só o distancia das condições de sucesso, porque frequentemente o distancia das condições de sucesso, porque frequentemente os prazos são ultrapassados ou desrespeitados.

5. Procure ajuda, se necessário
A psicoterapia é uma das melhores maneiras de aprender a detectar o problema e modificar seu comportamento. O olhar não julgador do terapeuta e seu acolhimento ajudará o paciente a dar conta do quanto está exigindo de si e dos outros exageradamente.

6. As pessoas não admiram os perfeccionistas
Claro que há quem goste de um trabalho minucioso, contudo, em alguns momentos, a cobrança para se alcançar a excelência pode levar a um ambiente de estresse ou não tão produtivo. Além disso, perfeccionistas acabam se tornando metódicos e demoram para entregar e finalizar as coisas, já que nunca estão satisfeitos com o trabalho realizado. Isso faz com que não exista admiração, mas sim um distanciamento das pessoas.

7. Aceite críticas
E não as leve para o lado pessoal, pois crescemos bastante com elas quando são construtivas. Uma crítica não significa que você fracassou, ou que é incompetente, mas apenas que algo poderia ser diferente.

Fontes: Israel Montefusco, psiquiatra pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e na Clínica Montefusco, em São Paulo; Yuri Busin, psicólogo e doutor em neurociência do comportamento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo; Marina Vasconcellos, psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e terapeuta familiar e de casal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); Silvia Donati, personal e coach e leader coach pela Sociedade Brasileira de Coaching; Luiz Francisco, psicólogo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e professor de psicologia da FADISP, em São Paulo.

 

Comentários sobre corpo afetam psicológico? Entenda caso de Bruna Marquezine

Publicado em Delas/IG, 05.09.18
Por Larissa Bomfim

Ao expor as críticas que recebe nas redes sociais, Bruna Marquezine abriu um debate sobre como críticas podem afetar psicologicamente uma pessoa.

A pressão estética para se ter um determinado tipo de corpo ainda é um problema e afeta até mesmo as celebridades. Bruna Marquezine , por exemplo, vem recebendo diversos comentários negativos sobre o corpo em uma de suas fotos no Instagram. Os seguidores afirmam que ela está “magra demais”, que fica “melhor ‘cheinha'” e precisa “dar uma engrossada nas pernas”.

Bruna Marquezine recebeu diversos comentários negativos sobre seu corpo nas redes e decidiu abrir debate

Reprodução/Instagram/brunamarquezine
Bruna Marquezine recebeu diversos comentários negativos sobre seu corpo nas redes e decidiu abrir debate

Ao ver o que estava acontecendo, a atriz publicou alguns “stories” na rede social respondendo esses internautas. “Quero falar de um assunto que acho importante. Quero dividir com vocês alguns comentários que tenho recebido. Prestem muita atenção”, disse ela antes de compartilhar o print de algumas críticas recebidas em sua foto.

“Adoro você, mas você está muito magra. Não acho bonito. Me desculpa, mas você ‘cheinha’ fica melhor”, disse uma seguidora. “Linda de rosto, mas vamos engordar mais essas pernas aí”, comentou outro internauta. “Se não está com nenhum problema de saúde, os amigos precisam dizer que essa magreza está muito feia. Já está ficando anoréxica, cuidado”, disse uma terceira.

Nos “stories” ela ainda afirma que não está com anorexia, como muitos estão acreditando. “Eu estou muito saudável, graças a Deus! Eu estou muito bem, isso deveria ser a única coisa importante”, complementou. “Também acho muito importante que a gente se sinta bem com o nosso corpo, e eu estou. Amo meu corpo e estou feliz com ele do jeito que ele é. Não quero emagrecer. Não estou fazendo nenhuma dieta para emagrecer”.

Bruna ainda relata que emagreceu para interpretar a personagem Catarina na novela “Deus Salve o Rei”, da Rede Globo, mas esteve acompanhada de nutricionistas e outros profissionais da saúde durante todo esse processo e que, atualmente, não pretende emagrecer mais.

“Por que estou falando tudo isso? Motivo número um: ser sincero é diferente de ser sem noção e sem educação. Se uma pessoa te pergunta sua opinião, você deve dizer a verdade. Se ela não te pergunta, você fica calado. E aí os chatos de plantão vão dizer: ‘mas você é uma pessoa pública, você postou uma foto no Instagram e as pessoas podem dar opinião’. Não, não podem”, disse.

Segundo a atriz, o problema dessas críticas e comentários é que, na realidade, só servem para machucar as pessoas, mesmo que essa não seja a principal intenção. “Eu eu não estou falando que vocês não podem fazer críticas nas minhas fotos, isso é para as fotos de qualquer pessoa. Se a sua crítica for ofender, machucar ou fazer com que essa pessoa se sinta mal sobre o corpo dela, não comenta.”

Assim, ela fala que é preciso “mudar esse raciocínio”, porque o corpo de cada um não deve agradar ninguém além da própria pessoa. “As pessoas precisam parar com isso. Eu vejo mulheres diminuindo as outras [nos comentários], e a gente está vivendo em uma era de aceitação”, comentou.

Como os comentários afetaram Bruna Marquezine?

Bruna Marquezine afirma que os comentários podem afetar o psicológico de uma pessoa e causar vários problemas

Reprodução/Instagram/brunamarquezine
Bruna Marquezine afirma que os comentários podem afetar o psicológico de uma pessoa e causar vários problemas

Bruna conta que antes de viver Catarina na televisão realmente teve dificuldade em aceitar o próprio corpo. “Eu nunca sofri com distúrbio alimentar, mas já sofri com distúrbio de imagem. Na época as pessoas não comentavam que eu estava muito magra , mas que eu estava um pouco gordinha, bochechuda, com quadril largo.”

“Eu acreditei na opinião alheia, comecei a detestar o meu corpo e achava que tinha que emagrecer de qualquer jeito. Tomava laxante todos os dias por três meses e me alimentava mal, eu não estava me amando”, lembra. Segundo relato, os familiares a ajudaram a procurar uma terapeuta para tratar o distúrbio e também a depressão.

Por causa da própria experiência, a atriz acredita que esse tipo de comentário é irresponsável, principalmente porque existem pessoas que não têm a ajuda que ela recebeu e podem ser psicologicamente afetadas por isso. “Até onde é tão importante opinar se você está ferindo outra pessoa?”, pergunta.

“Esses tipos de comentários ‘ingênuos’ de ‘engorda um pouco mais’ ou ‘emagrece um pouquinho, porque você está meio gordinha’, começam a fazer com que a gente se olhe diferente. Aí a gente se olha no espelho e começa a enxergar coisas que nunca tínhamos visto e que nem existiam, mas se tornam verdades dentro da gente e fazem com que a gente não se ame mais, não se sinta bonita.”

Ela também afirma que não está impedindo que as pessoas comentem em suas fotos, mas quer alertar sobre como essas atitudes geram consequências. “Para todas as pessoas que fazem esse tipo de comentário nas fotos dos outros, comecem a refletir sobre a responsabilidade de vocês e as consequências que as suas palavras podem ter. Não é só um comentário, isso pode afetar muito quem está lendo.”

Para as pessoas que estão sofrendo com críticas desse tipo, ela aconselha que a única coisa que importa é que você esteja saudável e feliz. “Não permita que a opinião alheia forme a sua opinião sobre você mesma. Não se enxergue através do olhar do outro, escute a sua própria voz e busque se conhecer”, finaliza.

Mas, afinal, por que as pessoas fazem esses comentários?
Segundo especialista, não existe uma explicação para que as pessoas façam comentários negativos nas redes sociais

Segundo especialista, não existe uma explicação para que as pessoas façam comentários negativos nas redes sociais

De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, não existe uma explicação geral para o motivo das pessoas comentarem coisas desse tipo na internet. “Geralmente, as pessoas que opinam na vida dos outros também têm seus próprios problemas, seja ele baixa autoestima ou até o sentimento de inveja. Quando falamos de celebridades, como é o caso da Bruna Marquezine, as críticas são mais constantes.”

Segundo a especialista, as pessoas famosas provocam sentimentos, principalmente de inveja, pelo status, beleza, sucesso ou dinheiro. “Entretanto, ninguém tem direito de opinar na vida do outro, porque isso só diz respeito àquela pessoa, não importa se ela é famosa ou não.”

Por outro lado, os comentários realmente podem despertar sentimentos ruins, afetando a autoestima da pessoa que os recebe, além de transtornos como o distúrbio de imagem mencionado pela atriz. “Também chamado de dismorfia corporal, esse distúrbio faz com que a pessoa não se veja como ela é na realidade. Então ela é magra, mas se enxerga gorda, por exemplo, ou vê um defeito de forma exagerada.”

A profissional afirma que a dismorfia, se não tratada, também pode causar vários outros transtornos, como bulimia e anorexia. Nesse caso, e assim como Bruna Marquezine fez, o mais indicado é realmente procurar ajuda psicológica. “A terapia pode ajudar essa pessoa a fortalecer a autoestima e entender o porquê dela se sentir dessa forma”, explica.

Ainda mais importante do que falar sobre as  consequências das críticas , é reforçar a responsabilidade social de quem comenta. “É muito importante que as pessoas tenham responsabilidade antes de fazer esse tipo de comentário. É preciso ter o mínimo de bom senso e saber onde vai seu limite e começa o do outro para não invadir a privacidade dos outros.”

“É uma agressão, e por mais que você ache que não vai afetar isso pode ter consequências graves. Expor a opinião nas redes sociais é algo muito sério, e as pessoas deveriam ter um cuidado no geral quando estão fazendo comentários internet, para saber o que falar e como falar. É uma preocupação geral, não apenas para pessoas públicas”, finaliza Marina.

 

 

 

 

Como ajudar (de verdade) alguém que está com depressão

Publicado em Minha Vida, 13.08.18
PorLara Deus
Com empatia e conexão, é possível ser mais do que um ombro amigo

Young asian woman sadly sitting on dry leaf in the forest alone

Imagine ficar preso em um momento triste e não conseguir desviar os pensamentos dele, nem enxergar que a vida vale a pena? Esses são alguns dos pensamentos que estão na cabeça de quem vive um quadro depressivo. Cada um vive a depressão de uma forma. Há quem não consiga sair da cama, há quem se encha de compromissos para evitar momentos de crise mais fortes. De um lado, há o fato de que a depressão é um quadro difícil de compreender quando nunca se passou por ele. Por outro, sabe-se que é importante ter uma rede de apoio formada por amigos e família.
Esqueça a imagem da pessoa magra, pálida e que não consegue sair de casa. A depressão não tem cara, e muita gente tenta esconder essa condição às vezes até de si mesmo. Além disso, verbalizar a frase “eu estou com depressão” não é fácil, já que pode acabar colocando sobre si um estigma de fragilidade quem nem todos estão dispostos a encarar.

Como saber se algo está errado

Descobrir que alguém próximo está passando pela doença é essencial para ajudá-lo da maneira correta. Alguns sinais não tão óbvios aparecem no comportamento e no discurso.

Ana Lúcia Gomes Castello, psicóloga e presidente da Associação Brasileira de EMDR (uma abordagem psicoterapêutica), explica que o principal sinal da depressão é quando a pessoa entra num estado de melancolia e não tem iniciativa para fazer coisas novas. Notar perda de interesse em mudar os objetivos de vida é comum.

A depressão também pode levar a sintomas frequentemente associados ao estresse. De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, nem sempre há perda da vontade de comer, já que o apetite pode aumentar muito. Nem sempre a pessoa aparenta a tradicional apatia, mas pode demonstrar irritabilidade, mau humor constante e dificuldades de concentração. Marina também cita a culpa constante como muito presente no discurso de quem está com depressão.

Esses sinais podem ser apresentados por pessoas que estão ao seu lado no trabalho ou frequentando os mesmos círculos sociais que você.

O papel de ajudá-las é dos profissionais da saúde mental. “O psicólogo lida com as causas e o ensina a encontrar uma maneira mais saudável para se colocar na vida, enquanto o psiquiatra entra com a medicação que aliviará os sintomas”, explica Marina. Por isso, reforçar a importância de elas se consultarem com eles é o primeiro passo.

Ajudar quem está com depressão a passar por esse momento também exige aprender a se conectar com elas da forma correta.

Como conversar com alguém que está em depressão

De acordo com as psicólogas entrevistadas, há uma série de frases ditas para alguém que está com depressão que podem mais atrapalhar do que ajudar. Entre elas, estão:

  • “Você precisa sair desta e não se entregar”
  • “Você poderia estar melhor se reagisse”
  • “Se você não sair da cama isto não vai passar”
  • “Pense que tem pessoas que tem problemas maiores que o seu”
  • “Deixe de frescuras e venha conosco tomar uma no bar…”
  • “Vá pra academia e deixe a preguiça de lado”
  • “Pare de chorar à toa!”
  • “Isso é coisa da sua cabeça, você não tem nada demais”

o invés disso, é possível conversar de forma com que a pessoa com depressão não sinta que seus sentimentos estão invalidados. Muito além de prestar a atenção às palavras, a chave é a empatia para valorizar os sentimentos dela sem julgá-los. Não insinuar que a pessoa é fraca por estar com depressão também é um bom jeito de conversar com ela, defende Ana Lúcia.

Quando convive com uma pessoa que está com depressão, é importante pesquisar sobre a doença. Só assim você vai perceber o que é dela e o que é do transtorno. É o que recomenda a psicóloga Marina, que exemplifica: “Relevar os argumentos negativos e saber que isso faz parte da doença pode auxiliar para que se tenha paciência com o discurso dele, que é sempre bem pessimista”.

Às vezes simples questionamentos mais profundos em um momento errado faz com que alguém reviva momentos e pense sobre assuntos que não queria acessar no momento. Então que tal apenas dizer que está ali para esses momentos difíceis?

Além disso, se conectar a pessoas que estão em depressão pede mais que palavras, e sim gestos.

Ações para ajudar de verdade

Nem sempre forçar a pessoa a estar em situações em que ela supostamente ficará mais animada, como uma festa, é um jeito de ajudá-la a superar sua doença. “Ser uma boa companhia para desviar a atenção para a tristeza profunda pode ser uma saída para que a pessoa possa pensar em fazer algo para mudar a situação”, explica Ana Lúcia.

“Um passeio pelo parque pode ser uma boa opção para que entre em contato com a natureza e abra os pulmões… Ou apenas vá visitá-la para bater um papo, assistirem a um filme juntos em casa, mesmo, ou fazer algo que ela goste. Tente lembrá-la do que ela gostava de fazer e convide-a a tentar retomar algo”, sugere Marina.

O importante, segundo Ana Lúcia, é não deixar que a solidão não tome conta de quem está neste estado.

O que as mães adoram nos pais que participam (mesmo)

Publicado em itmae/uol ,09.08.18
Daniela Folloni

Pais participativos que, mais do que brincar, colocam a mão na massa: trocam fralda, ajudam nas tarefas da escola, cozinham… Estamos vendo cada vez mais famílias em que essa parceria entre pai e mãe acontece. “Nas novas gerações o pai assumiu mais tarefas na criação dos filhos, não deixando recair tudo sobre a mulher – já que esta também trabalha fora agora. Passou a participar de cuidados básicos antes exclusivos das mães, como trocar fraldas, dar comida e banho, acompanhar tarefas da escola, ir a reuniões de pais, levar os filhos às atividades extra curriculares, entre outras. Com isso, a relação pai e filho melhorou bastante, aproximando um contato antes bem formal e distante”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP. Segundo a psicóloga, as crianças ganham a proximidade afetiva do pai. “Agora ele consegue construir um vínculo muito mais intenso  e a criança só tem a ganhar, já que convive com o jeito de ser feminino e masculino e suas diferenças desde cedo.” E as mães o que ganham com isso? Perguntamos para elas.

“Em casa não tem essa de ‘não posso sair, porque meu marido não sabe dar comida pra bebê’, ou se saio, não fico com medo de ele não saber cuidar da Alice se ela chorar. Nós dividimos tudo isso desde o início, e é ótimo porque assim fica leve para nós dois. O Lucas assumiu para ele, por exemplo, o “turno da noite” com a Alice. Desde quando eu amamentava, e precisava dormir para ter mais leite, ele ficava com ela de madrugada para que eu pudesse descansar. Isso também foi muito importante para mim, principalmente durante o baby blues. E, quando está pesado, está para os dois, o que facilita entender irritação, cansaço etc.” Danielle Leonel Sanches, 35 anos.

O pai: Lucas Renan Bessel, 33 anos
A filha: Alice, 1 ano e 5 meses

O Lucas divide todos os cuidados com a Alice desde o nascimento dela. Inclusive o “turno da noite” é dele – e isso foi muito importante para Danielle, especialmente na fase do baby blues (foto: arquivo pessoal)

“Quando os gêmeos nasceram, o Rony fazia de tudo. Era ele quem dava banho todos os dias. Ajudava a trocar as fraldas e dar comida. Ele é um homem com um coração enorme e do tamanho de seu coração é o tamanho do seu bom humor e animação. Sempre que consegue voltar mais cedo do trabalho, ele aproveita para brincar com os meninos. Brincam de cabana, esconde esconde, montam castelos com peças de montar e plantam feijão para aprender como as plantinhas nascem. Aos finais de semana sempre fazemos programas em família. Mas, quando eu estava grávida da Nina e logo depois que ela nasceu, eu estava muito cansada e ele não deixava a peteca cair. Sempre levava os meninos ao parque para andar de bicicleta, andar de patinete, jogar bola, brincar na areia e muito mais. Eu sou daquelas mães super protetoras e preocupadas. Morro de medo que eles se machuquem, mesmo que seja apenas um arranhão. Então, graças a ele, esse pai maravilhoso, os meninos têm experiências e aprendizados incríveis. Karina Masijah Vainzof  35 anos 

O pai: Rony Vainzof 38 anos
Os filhos: Dani e Theo, 1 ano e 11 meses, Nina,  2 meses

Rony sempre deu banho nos gêmeos, tem o maior pique para brincar e não deixou a peteca cair quando Karina engravidou a Nina, assumindo os cuidados e passeios com os maiores sozinho (foto: arquivo pessoal)

” Meu papel é o departamento de compras e RH. O dele é financeiro e produção. Hahaha. Como qualquer organização, um lar tem que ter os papéis bem definidos e acordados para que TODOS possam se organizar e contribuir para o bom funcionamento. Nenhum papel é menor ou menos honroso que o outro. Todos são importantes. O Daniel fica com meninas quando eu vou correr ou quero tomar um café com as amigas.  E tem muito ânimo pra sair com elas, fazer esportes, etc. Arruma até bolsa térmica com os isotônicos e lanchinhos. Isso eu acho o máximo!  Bom mesmo é quando nenhum se sente sobrecarregado ou esquecido. Por vezes, alguns papéis se confundem ou deixam de ser cumpridos e isso dá problema. Afinal, ninguém aqui vive um lar de propaganda de margarina, mas nessas horas a gente conversa e reafirma os compromissos mútuos, pois o principal é querer fazer dar certo! Erika Olivatto Teixeira Lacerda Leite 42 anos

O pai: Daniel Lacerda Leite, 38 anos
As filhas: Ester, 10 anos, e Anna, 8 anos

O Daniel fica com meninas quando a Érika vai correr ou quer tomar um café com as amigas. E nos fins de semana as atividades esportivas também são com ele – com direito a bolsinha com lanche e isotônico (foto: arquivo pessoal)

“O Ricardo é o coração da casa, tento aprender com ele e até terapia tenho feito para deixar de ser a pessoa prática e do fazer e passar a ser um pouco mais como ele do ser, sentir, e estar. O Ricardo é muito da conversa e dos bons papos. Ele e o Rafa gostam muito de futebol então esse também é o momento deles: jogos na tevê, no estádio ou no PlayStation. A Maia já gosta das bonecas então ele é o pai ou o namorado das “filhas” dela no brincar de faz de conta. Também é pai da Isabela e da Camila, do primeiro casamento. Então, antes mesmo de termos o Rafa, eu já sabia que ele era um paizão com P maiúsculo. Sempre as incluiu em tudo que fazíamos, mesmo grávidos. Elas iam aos ultrassons, ajudaram no enxoval, no primeiro banho, na troca de fralda. O Ri faz questão de que os quatro estejam sempre juntos e presentes na vida um do outro. E se vira em 30 para agradar e estar presente na vida de cada um dos quatro. Teve época que eu me perguntava como ele conseguia buscar a filha de 15 anos na matinê, levar a filha de 19 para balada, acordar de madrugada e dar mamadeira para a menor e já sair para buscar a mais velha na balada. E, no outro dia de manhã ir para competição de judô do filho de 9. Ele ensina as crianças e a mim a meditar, a respirar!” Bárbara Brañas Gusmão, 41

O pai: Ricardo Pimentel Bozyk, 47
Os filhos: Camila, 19, Isabela, 15, Rafael, 9 anos, Ana Maia, 4 anos

Ricardo é pai de quatro e zen: não pira mesmo quando tem que levar uma filha na matinê, buscar a outra na balada, dar a mamadeira na madrugada para a menor e acordar cedo para assistir a competição do judo do menino (foto: arquivo pessoal)

 “Como eu faço a parte comercial da Feira Ópera, muitas vezes viajo entre 7 a 10 dias e o Fred cuida de absolutamente tudo e com excelência. Sinceramente, quando eu volto as crianças estão um “reloginho”. Ele ensina muito bem as crianças a serem organizadas, a guardarem os brinquedos no final da brincadeira, tirarem os sapatos antes de entrar em casa, a cuidar das coisas deles de uma forma geral. Aqui em casa, nossa rotina é bem dividida. Os banhos, por exemplo, até os 2 meses era só ele quem dava…aliás, ainda hoje ele tem o hábito de dar os banhos diariamente. Busca na escola, vai nas reuniões, leva na natação, põe para dormirem… Ele também tem uma alimentação balanceada. Adora cozinhar nos finais de semana, as crianças adoram a comida do papai e passam a gostar de alimentos que achavam não ser bons. Pouco tempo atrás, o espinafre foi a bola da vez.” Fernanda Menezes, 37 anos

O pai: Fred de Cunto, 45 anos
Os filhos: Gabriela, 6 anos, e Felipe, 3 anos

Fred com as crianças. Quando Fernanda viaja a trabalho, a rotina foca por conta dele integralmente. Segundo Fernanda, as crianças vieram um reloginho  (foto: arquivo pessoal)

“O Rodrigo tem uma rotina puxada de trabalho (sai de casa às 5h30 e volta às 18h30), mesmo assim ao chegar, serve o jantar comigo e antes do banho ainda tem pique para brincar de bola ou de luta com os meninos.  Normalmente, eu trabalho aos finais de semana e os meninos ficam por conta dele: desde o café da manhã, até o passeio no parque. Ele serve o almoço, leva para o futebol, para tomar sorvete. Quando tem reunião na escola, ele sempre quer ir para conversar com os professores. No último ano, passou a se envolver mais com a cozinha e além de esquentar a comida, agora sabe cozinhar. Faz a melhor batata doce na chapa (os meninos amam) e a melhor vitamina de banana ! O Ro tem um suuuper cuidado com a casa! Cuida do lixo, lava tooooda a louça aos finais de semana e ensina as crianças a cuidarem também: sujou, limpou! Ele fica do lado mas incentiva e instrui a usar o aspirador, e inclusive a limpar com bucha e sabão a marca de mão (ou pé!) sujo na parede.
Para quem acha que ele é perfeito, qualquer dia mando a lista dos defeitos! Risos”  Isabel Asckar Cavenaghi Pereira, 43 anos

O pai: Rodrigo Pereira, 43 anos
Os filhos: Mateus, 12, e Lucas, 6 anos

Mesmo com essa novo comportamento, ainda há muitos pais que deixam a maioria dos cuidados com as crianças por conta das mães. Existem maneiras de incentivar o pai a participar mais? “A mulher tem a tendência a cuidar mais, por seu jeito de ser. Seu modo de ver as coisas é diferente do homem, costuma ser mais afetiva, maternal e consegue expressar mais seus sentimentos. Portanto, os cuidados com os filhos acabam recaindo mais sobre elas naturalmente, independente de trabalhar fora ou não. Muitas lidam com isso numa boa, e gostam desse papel que assumem. Outras reclamam e gostariam da participação maior do pai. Aí é uma questão de conversar e pedir a ele que participe, pois muitos não fazem ideia de como ou o que fazer, já que podem ter sido criados por mães que faziam tudo em casa. Os modelos que cada um teve com os próprios pais influenciará diretamente no tratamento que ele dará aos filhos.”, finaliza Marina

  • DANIELA FOLLONI

Primeiros meses do bebê: como lidar com as noites em claro

Publicado em 1news, 14.07.18

adorable, baby, blur

Um dos maiores desafios enfrentado pelos pais é conseguir dormir a noite quando eles tem que cuidar dos filhos pequenos, verifica-se que muitos genitores encontram dificuldades no momento de dormir, levando em consideração que os bebês acordam durante a madrugada em busca de leite ou por estarem com cólica.

Com relação ao assunto, Luciana Farias, mãe de Romeu confessou:   “Amo ser mãe, mas nunca imaginei que a privação de sono pegaria tão forte em mim eme deixaria tão irritada com meu filho” . O filho está com 5 meses de vida, destaca-se que é comum a muitos bebês pequenos não terem facilidade de dormir durante o período noturno.

Crianças pequenas encontram dificuldade para dormir durante o período noturno haja vista que não conseguem fazer diferença entre o dia e a noite, logo fazem com que os  adultos também fiquem acordados de madrugada. Ou seja, não dormem plenamente bem.

Luciana também fez a seguinte afirmação no que se refere ao assunto:  “Minha memória está um fiasco. Esqueço as coisas básicas, deixo roupa na centrifuga da máquina de lavar por dois dias, vou ao supermercado e não lembro de tudo que preciso comprar. Claro que esqueço a lista em casa também”.

Para solucionar a questão, a genitora procurou  um profissional que indicou um técnica conhecida como higiene do sono que é o estabelecimento de uma rotina que fará a preparação para o momento em que o  bebê for dormir. A técnica consiste em treinar o bebê para que ele consiga dormir durante o período noturno se sem interrupção.

A psicologa e terapeuta na área familiar Marina Vasconcellos  aborda o tema afirmando: “Acalmar o ambiente costuma dar muito certo.” Além disso o bebê ou a criança precisa de segurança e de uma sequência de acontecimentos para entender que está chegando a hora de dormir. O sono fica mais natural.

 

Os benefícios da corrida para o desempenho sexual

Publicado em Wrun, 16.07.18
Por: Lucas Imbimbo

O esporte melhora a resistência física, ajuda na concentração e mais!

A corrida ajuda no combate a doenças, estimula o contato com outras pessoas e… Pode ajudar a melhorar o desempenho sexual. Isso mesmo! A seguir explicamos como o esporte pode promover uma vida sexual mais saudável

1. Fôlego

Correr melhora a resistência, tanto cardiorrespiratória quanto muscular. “Correr exige um controle maior da respiração e contribui para evolução corporal, o que favorece, também, a performance sexual”, afirma a Dra. Karina Hatano, médica do esporte do Instituto Cohen. Haja fôlego!

2. Circulação

Mesmo com problemas crônicos, como a disfunção erétil – que atinge um a cada 10 homens ao menos uma vez na vida – a corrida pode ser benéfica. Além de fatores psicológicos, a impossibilidade fisiológica de aumentar o fluxo sanguíneo na região do pênis durante a ereção é uma das causas da disfunção. Correr auxilia a circulação, fazendo o coração bombear mais sangue para levar oxigênio às células musculares – e isso pode ter impacto benéfico na resolução do problema

3. Foco

Você já ouviu falar que, para correr, também é preciso treinar a mente? O esporte ajuda a controlar o psicológico e a manter a concentração. Como muitas das disfunções sexuais estão ligadas a fatores emocionais – como, por exemplo, a ejaculação precoce – o trabalho mental exigido na corrida acaba sendo muito efetivo também na cama. Além disso, a prática de regular física proporciona bem-estar e relaxamento, o que contribui (e muito!) na diminuição da ansiedade na hora do sexo.

Um estudo realizado pela VU University Medical Center, na Holanda, mostra que o exercício ajuda o cérebro a ter mais foco. Alunos foram submetidos a 20 minutos de exercícios aeróbicos todos os dias após a aula. Resultado: eles tiveram mais concentração e melhor resistência à distrações quando comparados aos alunos que fizeram menos ou nenhum exercício. “A corrida ajuda a distinguir o momento de tensão, do momento de relaxamento”, comenta Margareth dos Reis, sexóloga e Doutora em Ciências pela USP.

4. Fator hormonal

Uma pesquisa da Endocrine Society dos EUA descobriu que a corrida pode aumentar a produção de testosterona em homens, o que está diretamente relacionado com uma maior libido. Além disso, o esporte ainda tem efeito direto na diminuição dos efeitos do hipogonadismo, doença que está relacionada ao mau funcionamento das gônadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres).

5. Mais excitação

Um estudo da Universidade do Texas, realizado com mulheres que relataram problemas sexuais por conta do uso de antidepressivos, descobriu que a prática de atividades físicas pode melhorar a excitação genital. Nos testes, as mulheres que se exercitaram mostraram maior resposta genital devido ao aumento da atividade do Sistema Nervoso Simpático, o responsável para preparar o corpo para situações de medo, estresse e excitação.

6. Autoestima

Não podemos deixar de fora também a questão física do esporte. Perder alguns quilinhos e estar bem consigo mesmo influencia diretamente no seu desempenho sexual. “A corrida melhora o humor, a auto-estima e a confiança da pessoa. Isso ajuda ela a não falhar na hora H”, diz Marina Vasconcellos, Psicóloga, Psicodramatista e Terapeuta Familiar pela PUC-SP. Segundo Marina, a corrida também traz benefícios às mulheres que estão na menopausa. “Muitas mulheres não sentem os sintomas da menopausa, por causa da corrida. Ela aumenta o apetite sexual e regula os hormônios”.

Overtraining

Do mesmo jeito que a corrida ajuda no desempenho sexual, ela também pode atrapalhar. É preciso ficar de olho no overtraining, que ocorre quando há o excesso de carga ou volume nos treinos, provocando fadiga. Esse cansaço pode causar a mudança de humor, prejudicar a saúde e também o sexo. Além da alta carga nos treinos, uma alimentação desregulada também pode contribuir para o overtraining.

Excluir as fotos ou não? O que fazer no Instagram quando a relação acaba?

Publicado em M de Mulher, 13.07.18
Por Por Raquel Drehmer

A decisão é de cada um, obviamente, e não tem nada a ver com ainda amar a outra pessoa.

Excluir as fotos ou não? O que fazer no Instagram quando a relação acaba?

Sempre que surge o boato de que algum casal famoso se separou, uma forma de checar se está tudo bem ou não é ver se as fotos dos pombinhos ainda estão no Instagram. Se tiverem sido deletadas, já sabemos que a próxima notícia deve ser a confirmação oficial do fim do relacionamento. Também rola de haver a confirmação e só um tempo depois rolar essa “limpeza” no feed.

Na verdade, isso não acontece só com os famosos: entre nós, anônimos, o dilema de deletar ou não as fotos do Instagram depois do fim de um relacionamento também é real.

A empresária Carolina Marins apagou todas as fotos em que aparecia o ex-marido e pai de seu filho quando o casamento de 11 anos acabou. Foi uma decisão difícil, como ela conta: “Pensei muitas vezes antes de apagar fotos em que ele estava com nosso filho ou fotos de festas legais a que fomos. Mas eu não queria correr o risco de ver a cara dele quando estivesse procurando alguma outra foto no meu perfil, porque nossa separação foi traumática, com abuso psicológico.”

De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, que atende um grupo de amor patológico no PRO-AMITI (Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, é justamente a história do fim que acaba determinando a atitude das pessoas em relação às memórias em redes sociais:

“Tudo depende do tempo de relacionamento, do quanto foi bom, do quanto foi traumático. Às vezes, a pessoa quer esquecer que a outra existe, e excluir as fotos de um Instagram ajuda nesse processo.”

Exatamente por isso, deixar as fotos no feed pode significar apenas que o fim foi tranquilo e que não ficaram sentimentos ruins – nada a ver com um amor residual. “Uma foto no Instagram não é um porta-retrato na sala. Pode ser apenas uma foto de que a pessoa gosta, por ser de um momento bom que passou”, observa Marina.

Não se pode apagar o passado

Foi o que rolou com a programadora Jéssica Aline, que optou por deixar as fotos com o ex em seu feed.

“Quando tomei a decisão de tirar as fotos físicas dos porta-retratos de casa, questionei se faria o mesmo processo digitalmente. Minha conclusão foi que, diferente das fotos que eu tinha em casa, que eram objetos de decoração e tinham uma função de apreciação, as fotos digitais têm um significado diferente. Instagram e Facebook são, para mim, uma espécie de registro, então apagar de lá não faria sentido”, pondera. “O relacionamento acabou, mas em algum momento ele aconteceu. Então, desse ponto de vista, é natural que o registro fique lá.”

Excluir as fotos ou não? O que fazer no Instagram quando a relação acaba?

E quando um novo relacionamento começar? Será que as fotos podem continuar lá? Jéssica acredita que sim: “Um relacionamento novo não muda o fato de que eu estive em um relacionamento anterior, que coisas boas e ruins aconteceram e inclusive ajudaram a moldar quem eu sou hoje.”

O posicionamento maduro de Jéssica é o gancho para um alerta da psicóloga Marina sobre novos mozões ou mozonas que tentem forçar uma limpeza de feed de rede social. “Ninguém apaga o passado, ele continua existindo. Ninguém pode pedir que o outro ou a outra ‘apague o passado’ em uma rede social. Tem que respeitar a decisão alheia. Esse tipo de exigência pode ser um indício de relacionamento abusivo”, nota.

Indecisa se apaga ou não? Aproveite a função “ARQUIVAR”

Pode ser que seu término tenha sido ok e você esteja em dúvida se exclui ou não as fotos de um ou uma ex em seu feed. Ficar olhando para elas não é exatamente agradável, mas apagar para sempre também parece exagerado.

Neste caso, faça como a publicitária Aline (que pediu para não ter o sobrenome publicado, “para meu ex não ficar se achando, rsrsrs”), que colocou mais de cem fotos no arquivo do Instagram. “Não vou voltar a publicá-las, mas achei meio over excluir de fato. Elas estão ali guardadinhas e tudo bem. Não incomodam ninguém”, explica.

Para arquivar uma foto no Instagram, basta abri-la, clicar nos três pontinhos no canto superior da tela e selecionar a primeira opção, que é justamente “ARQUIVAR”.

Quando quiser ver as fotos arquivadas, basta ir até seu perfil e clicar no símbolo que parece um relógio ao lado de seu nome; é o arquivo. Lá estarão o arquivo de publicações e o arquivo de stories. Fique tranquila: só você consegue ter acesso a essa funcionalidade.

Smartphone e videogame entram na rotina dos residenciais para idosos

Publicado em Estadão/Notícias/Geral, 09.07.18
Por: Paula Felix, O Estado de São Paulo

Casas têm aulas de computação e jogos virtuais, com objetivo de estimular raciocínio, coordenação motora e aproximar os mais velhos da família.

Idosos e novas tecnologiasRonalda Caleiro participa de Oficina Conectados no Residencial Santa Cruz Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO

“Como vai você? Eu preciso saber da sua vida”, cantarola a professora aposentada Ronalda Caleiro, de 90 anos, enquanto assiste a um vídeo do cantor Roberto Carlos no YouTube. Perto dela está a pedagoga aposentada Ney Rennó, de 83 anos, que joga paciência no computador. As duas não se intimidam com telas e cliques: são alunas de uma oficina que ensina os mais velhos a usar smartphones, redes sociais e computadores – tendência cada vez mais presente nos residenciais para idosos. Videogames também entraram no cardápio de atividades desses locais, onde é possível morar ou passar o dia, sob cuidados de profissionais.

Ronalda já participou de duas aulas desde que começou a viver, há um mês, no Residencial Santa Cruz, no Jardim Marajoara, zona sul paulista. E, embora nunca tenha gostado de tecnologia, está vendo o mundo virtual como uma alternativa para manter o contato com as pessoas que ama.

“Estava acostumada a lidar com casa, limpar, passar. Meu filho me deu um celular, mas achei muito difícil”, diz Ronalda. Precisa de tempo para aprender. Só tenho meu filho e meu neto e quero falar (com eles).”

A dona de casa Maria Bersot, de 86 anos, achava que não queria aprender a usar aparelhos tecnológicos. Mudou de ideia. “Quem está fora disso, não está no mundo. Em duas aulas, aprendi a telefonar pelo celular. O celular é muito rápido e eu apertava com força. Quando apertava o número um, ele já aparecia três vezes. Agora, já sei tirar foto. Aprendi sozinha.”

Maria usa o aparelho para se comunicar com a filha, que mora em Santos, no litoral paulista, e diz que é incentivada por ela a fazer aulas de computação. “Eu pensava que a tecnologia fosse difícil, mas não é”, diz.

A também dona de casa Maria Terezinha Ledo, de 86 anos, já tinha um pouco de conhecimento tecnológico, mas passou a interagir mais nas redes sociais após as aulas. “Tem coisas no Facebook que não sei muito. O resto vou enfrentando. Uso o WhatsApp todo dia e adoro foto.” O YouTube também caiu no gosto dela. “Escuto minhas músicas antigas: Orlando Silva, Nelson Gonçalves. Quase não vejo mais televisão”, conta.

Novidade

Gerente de Tecnologia da Informação do residencial, Alexandre Nadalutti explica que a oficina “Conectados” começou há cerca de dez meses para aproximar os idosos das tecnologias, mas sempre atendendo às suas demandas. “Essa aula ocorre uma vez por semana para que possam perder o medo e ver o que podem ganhar com o computador. Nossa abordagem é para ver o que gostam, como músicas, jogar cartas.”

Segundo ele, os benefícios vão além dos novos conhecimentos. “Estimulamos a coordenação motora, e um dos pontos mais legais é a interação com a família. Fazemos tour mostrando cidades com o Google Street View, eles conversam pelo Skype. As aulas ampliam os horizontes deles por meio da tecnologia”, diz.

A saudade da casa onde morava em Ubatuba, no litoral norte paulista, acaba quando Ney está na frente do computador. “Vejo a minha casa. Fechada, com a cortina aberta. Gosto de ver minha casa, minha cidade. Eu me sinto muito perto de lá.”

A aposentada conta que ganhou três computadores do filho, mas nunca se interessou. Agora, quer dar uma chance ao equipamento. “Quero aprender a me comunicar com minha família. Meus netos mandam fotografias em campeonatos de surfe. O que tem 9 anos ganhou. Não sei mexer no celular, mas, de vez em quando, eu vejo.”

Para a dona de casa Nair Olivieri, de 91 anos, a melhor parte é ouvir músicas italianas. Na aula, até cantou vendo um show de Andrea Bocelli. “Esse nem é um dos shows mais bonitos. Tem uns que eu choro. Com a minha idade, tem de ser coisa que bate no coração.”

Jogos

O videogame também está sendo usado em outros residenciais. Começou com testes no Recanto São Camilo, em Cotia, Grande São Paulo. E, no ano passado, passou a integrar a programação semanal. “Usamos um jogo de esportes, que tem futebol, tênis, boliche, escalada. Antigamente, utilizávamos os esportes convencionais e, agora, estamos com o Xbox. Trouxemos essa opção para que eles possam acompanhar as tecnologias”, diz a terapeuta ocupacional Juliana Firme, especialista em gerontologia.

Na atividade, são estimulados o raciocínio, a atenção, o equilíbrio, respeitando as limitações dos idosos. “Temos atividades manuais e buscamos na internet inspirações para que possam desenhar. Tem idosos que utilizam o celular e trazem o desejo de partilhar a rotina com os familiares”, conta.

Idosos e tecnologiasResidenciais para idosos apostam em atividades com tecnologia Foto: WERTHER SANTANA / ESTADÃO

Unidades têm Wi-Fi e até jogo de boliche virtual

Além do contato com smartphones durante as oficinais de tecnologia, os moradores dos residenciais para idosos usam aparelhos dados pelos parentes. Por isso, a rede interna de Wi-Fi se tornou uma necessidade.

Dos 370 residentes nas seis unidades do Cora Residencial Sênior, pelo menos 30 usam algum tipo de tecnologia. As aulas de informática e de smartphone estão começando a atrair adeptos. O Cora tem atividades do tipo em suas seis unidades na capital, em bairros como Jardins e Higienópolis, na região central de São Paulo.

“É uma forma de entretenimento. Eles buscam ver notícias, procuram receitas e mensagens, mas têm uma diferença em relação aos jovens, porque olham como algo que vai ajudar, não como alguma coisa que vai ter de usar o tempo todo”, explica Camilla Vilela, gerontóloga do residencial.

O videogame também foi incluído nas atividades e, há um ano, eles foram apresentados ao jogo de boliche virtual. “Nós usamos esse jogo porque foi uma atividade que fizeram de forma analógica. Eles relembram histórias e trazem conteúdo da vida deles. Quando começamos a atividade, não conseguiam entender como era possível o movimento do corpo ser reproduzido na televisão. Agora, estão bem animados”, afirma Camilla.

Na rede pública, também há oficinas do tipo para os mais velhos. O Centro de Referência do Idoso da zona norte, em Santana, vai abrir do dia 10 ao dia 24 inscrições para o curso gratuito de informática, que aborda o nível básico de computação e internet. O espaço também oferece aulas esporádicas de uso de smartphone.

Benefícios. Professor associado do Departamento de Neurologia e Neurocirurgia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Cícero Galli Coimbra explica que o benefício de novos aprendizados em qualquer etapa da vida já foi provado em estudos científicos. “Quando a pessoa está aberta a aprender coisas novas, mantém a produção de neurônios novos. Os idosos não devem se sentir inibidos”, destaca.

De acordo com o especialista, a interação com outras pessoas também contribui para a longevidade. “Quanto mais interação social com familiares, amigos e conhecidos, mais preservação o idoso vai ter da capacidade cognitiva. Falar e ouvir a voz é uma maneira de escapar do isolamento”, diz.

QUATRO PERGUNTAS PARA: Marina Vasconcellos, terapeuta de família da Unifesp

1. Qual a importância de idosos terem contato com tecnologias?

Além de desenvolver o cérebro – porque estímulos diferentes ajudam a não desenvolver doenças degenerativas – há contato com a nova geração. Quem não tem família se aproxima do mundo, vê palestras e lugares.

2. Essas atividades também são lúdicas. Isso faz diferença?

O lúdico é sempre bem-vindo em qualquer idade. Quando se aprende de modo divertido, aprende-se mais, porque o cérebro tem a memória afetiva. Se a pessoa não faz nada físico, é uma forma de se exercitar sem achar que está fazendo exercício.

3. Alguns usam para ouvir músicas da juventude e ver locais do passado. Qual o efeito disso?

Tudo que traz boas emoções é bom para a felicidade. Ajuda na memória, que deve ser estimulada para ser mantida.

4. Como parentes podem ajudar com a tecnologia?

Buscar algo não tão difícil de aprender e um modo legal de ensinar – um jogo que se aproxime do mundo do idoso. E é importante saber que nem todos vão querer isso.

Como treinar seu cérebro e ser uma pessoa mais positiva

Publicado em Boa Forma/Estilo de Vida, 30.06.18
Por Marcia Di Domenico (colaboradora)

Valorizar os pontos positivos da sua personalidade está entre os exercícios considerados bons para a mente e para uma vida melhor

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Muita gente acha que felicidade é ausência de conflitos, tristeza ou problemas. Só que todo mundo passa por momentos ruins: o fim de um relacionamento, uma doença, a perda de alguém querido, a falta de grana. É inevitável – e o que nos torna humanos.

O segredo, segundo a psicologia positiva (linha que estuda o que faz as pessoas felizes), é atravessar os altos e baixos sem perder a ternura. Coloque em prática atitudes como gratidão, compaixão, empatia, resiliência e otimismo.

“Você deixa de focar naquilo que não tem (e acha que a vida está sempre em débito com você) para valorizar os pontos fortes da sua personalidade”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo. Outro caminho: “malhar” o cérebro. Novos comportamentos formam novas conexões entre os neurônios e, assim como o treino na academia, a repetição resulta em mais condicionamento e força – nesse caso, para lidar com o stress, construa relações melhores e viva bem.

 

Transar sem vontade. Que mulher não conhece esse “autoabuso”?

Publicado em UOL/Blog Nina Lemos, 29.05.18

A cena é a seguinte. A mulher não está a fim de transar. O namorado/marido, insiste. Ela diz não. Ele insiste mais. Ela cede. Afinal, isso pode virar uma DR, uma briga sem fim. Ela transa sem a menor vontade. Depois, se sente um lixo. Quem nunca?

O “autoabuso”, como é nomeado por psicanalistas ouvidas por esse blog, ou simplesmente “transar sem vontade” ainda é muito comum. E um tabu. Sim, somos todas muito bem resolvidas e empoderadas. Mas e na hora de levar o “não é não”para dentro de casa? A coisa nem sempre funciona desse jeito tão tão “moderno.”

Joguei esse assunto em vários grupos de amigas. Em 99% dos casos, ouvi, “é mesmo, quem nunca”.

“Acho que a gente aceita fazer sem vontade pensando: “assim acaba logo e eu posso dormir. Não me custa tanto mesmo”, diz a escritora F, de 46 anos, em um relacionamento sério há oito. Para ela, a mudança de postura veio com a idade. “Eu pensei isso quando era jovem, hoje eu não tenho paciência.” F. acredita que o assunto não é muito debatido por ser “uma daquelas coisas que estão internalizadas como “fatos da vida’. Homem tem libido mais ativa, blá blá bla.

A psicanalista Mariana Stock, fundadora do espaço de vivência de sexualidade Prazerela, concorda. Isso é muito mais comum do que pensamos, mas não vemos como problema, porque historicamente é normal, faz parte do relacionamento. As mulheres se submetem faz tanto tempo, que isso já foi normalizado.”

Doce na boca da criança

“Todo mundo já fez isso, é normal. Só que ninguém fala, porque sexo é uma coisa que tem que ser super especial, perfeita. Na rotina, na vida a dois, não é assim. Não é legal transar sem vontade, mas muitas vezes já preferi transar a ter uma DR”, diz M., uma produtora de 45 anos, que já morou junto três vezes e é mãe de um adolescente. “A gente se coloca como uma ovelha a ser sacrificada. O sacrifício, no caso, é para evitar uma discussão chata”, ela diz. E completa: “Quanto mais não se fala, mais outras mulheres se sentem um lixo, achando que elas são as únicas que não têm uma vida sexual perfeita. Mas a realidade é essa. Às vezes a gente pensa: “ah, vou dar esse doce na boca da criança para ela parar de reclamar.”

Tranquilo? Nem tanto. “Claro que não é legal. Mas você vê, até o nosso corpo foi feito de uma maneira que faz ser possível fazer o que a gente não quer porque o outro quer. Homem, se não estiver com vontade, não consegue transar, não é? A gente consegue. É absurdo isso”, reflete.

Na maioria das vezes em que transou sem vontade para evitar discussão chata, ela conta que nem pensou muito nisso no dia seguinte. Mas em duas ocasiões a situação já foi traumática. “Meu primeiro namorado tinha uma libido louca, quela coisa de adolescente.Um dia ele encheu tanto o saco que eu abri a perna e disse, com raiva: “quer? Então vem.” E você acredita que ele veio e começou a transar comigo? Dei um chute nele, fiquei com ódio”, conta. O relacionamento, claro, não durou. “Fiz isso como prova mesmo, para ver até onde ele ia. O pior, aconteceu a mesma coisa comigo mais velha, já com 30 e poucos anos. Nos dois casos, terminei. Era a prova de que não me enxergavam, não me respeitavam.”

“Em muitos casos, existe uma incapacidade total de enxergar. E, se o homem acha que a mulher está lá para servi-lo, e a mulher se coloca nessa posição, ela vira uma boneca inflável”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, especializa em atendimento de casais.

“Não enxergar a parceira pode ser sim uma agressão. Mas as coisas precisam ser ditas. Se ela falar que não quer, e o cara ficar magoado, problema dele. Ele que vai ter que lidar com essa frustração.”

Por que que a gente é assim?

Cada um que lide com o seu desapontamento parece o óbvio, certo? Mas ainda não é. “Se você está em um relacionamento onde faz sexo sem querer, é hora de se perguntar: por que estou nessa? Por que me coloco nesse lugar? A mulher foi educada para não se colocar como ser desejante, mas ela tem que aprender a se apropriar da sua própria sexualidade e desejo”, diz Mariana Stock.

Marina Vasconcellos também acredita que a solução passa pelo diálogo. “Se você fala, conversa e não funciona, pode procurar uma terapia de casal. Mas em alguns casos, a solução é acabar com o relacionamento mesmo, não dá para ficar com quem não te respeita”, ela diz. E lembra que o sexo sem desejo é muito comum em relacionamentos abusivos.

A arquiteta A., de 36 anos, viveu isso na pele.

“Vivi um relacionamento de abuso psicológico. O sujeito fazia eu me sentir um lixo. E com o tempo, comecei a acreditar nele. Meu interesse sexual caiu, claro. Aí, eu me sentia obrigada a transar, como se fosse a única parte do meu relacionamento que podia dar meio certo, Tipo, se eu sou uma mulher tão ruim, pelo menos sexo eu tenho que saber fazer.” A. viveu essa situação por seis meses. Depois de muito conversar com amigas, percebeu que vivia um relacionamento abusivo e terminou tudo. “Pouco tempo depois, já estava saindo com outro cara, e transando com vontade, porque sexo nunca tinha sido um problema para mim”, ela diz.

E nem tem que ser.

Luz no fim do túnel

A médica S., 46, casada há 21 anos, é um exemplo de que nem tudo está perdido. “Eu não faço sexo sem vontade. Se não quero, eu e o meu marido preferimos fazer outras coisas, como ver um filme, sair para jantar”, ela conta, dizendo que o “não é não” tem que valer também para dentro de casa. “Antes de casar, tive namorados que ficaram com raiva quando eu dizia que não queria. Mas problema deles, não meu.”

Que sirva de exemplo. Sim, gente, dizer não é possível.

Celular na hora de dormir está ligado a depressão em adolescentes

Publicado, Terra/Estilo da Vida, 26.04.18

Estabelecer limites é importante para que uma ferramenta útil não se torne uma grande inimiga ao nosso bem estar

Muitos jovens têm o hábito de ficar no celular até altas horas da noite. Os motivos são vários, e a internet oferece diversas formas de entretenimento. Porém, este hábito pode não apenas desregular o relógio biológico de nosso corpo, como também prejudicar nossa saúde mental e sensação de bem estar. Um estudo de longa duração realizado pela Universidade de Murdoch, na Austrália, mostrou como o uso de celular a noite está relacionado a uma saúde mental fragilizada.

Segundo Lynette Vernon, que conduziu a pesquisa, o número de adolescentes que mandam mensagens pelo celular durante as horas destinadas ao sono vêm aumentando a cada ano. Para ela, este aumento está conectado com uma crescente falta de descanso presente entre os adolescentes, o que causa um decréscimo na sensação de bem estar.

Como o estudo foi feito

Durante um pouco mais de quatro anos, um grupo de 1.101 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos, foram acompanhados durante o período escolar. Todos eles tinham hábitos noturnos com seus celulares, o que causava um sono de menor qualidade. Ao serem questionados sobre seus estados emocionais, relataram sensação de baixa autoestima, dificuldades de raciocínio e tendências depressivas. Estes sintomas influenciaram diretamente em seu rendimento escolar.

Um fato assustador, é que os próprios adolescentes afirmam que se sentem estressados, pois no momento em que a noite chega, eles são incapazes de se desconectarem de seus celulares.

Outros estudos apontam para o problema

Um estudo de menor escala, ocorrido em 2014, feito por Elizabeth Englander, professora de psicologia na Universidade estadual de Bridgewater, acompanhou 642 adolescentes e descobriu que 80% deles mantinham o hábito de mexer no celular a noite ao invés de dormir, perdendo até duas horas de sono diárias. 45% dos participantes disseram estar lutando contra a depressão.

O que fazer para evitar que isso ocorra

É necessário dialogar com os filhos e estabelecer limites, para que o uso excessivo do celular não acabe gerando maiores problemas em um futuro próximo. O rendimento das crianças e adolescentes em diversas áreas de suas vidas podem ficar comprometidas caso este auxílio não ocorra. Veja algumas dicas concebidas pela psicóloga Marina Vasconcellos, para que você possa ajudar seus filhos a se desconectarem do celular a noite:

Desabilite as notificações

Para que você possa dormir sem distrações, é importante desativar quaisquer sons que seu celular possa produzir, para que não ocorra a tentação de ver o que acontece na tela, desviando sua concentração do sono.

Compre um despertador

Ao desligar o celular durante a noite, e optar por um despertador tradicional para acordar no dia seguinte, você elimina pouco a pouco a conexão entre o uso de celular e a hora de dormir.

Não tenha medo de desligar

Se for para relaxar, numa viagem ou num final de semana, não tenha receio de desligar o celular. A maior parte dos seus problemas pode esperar até a segunda-feira. A fácil conexão entre as pessoas pode ser benéfica em casos de emergências, mas também pode ser prejudicial no momento em que lhe deixa prisioneiro de sua rotina.

Procure um especialista

Caso não consiga bloquear o uso do celular na hora de dormir, e isto esteja lhe causando mal estar e estresse, é válido buscar ajuda de um especialista. Marina faz uma ressalva: “Procure um profissional que esteja familiarizado com esse tipo de problema, evitando conselhos que envolvam a proibição da internet no celular. As conexões são cada vez mais necessárias, portanto, o cuidado deve focar em preservar sua rotina além da dependência dos aparelhos”, conclui.

Como saber quando procurar a ajuda de um psicólogo

Publicado em Gazeta Esportiva/Bem Estar, 26.03.18

Psicologia é o estudo científico do funcionamento mental do ser humano, assim como de seu comportamento. Tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do homem em todas as áreas, propiciando a este um autoconhecimento profundo que lhe facilitará entrar em contato com seus sentimentos e expô-los de maneira adequada, bem como posicionar-se no mundo com maior autenticidade e segurança.

As pessoas buscam psicoterapia geralmente quando algo não está bem, no momento em que passam por conflitos em seus relacionamentos, quando não conseguem resolver situações de impasse, para auxiliar a elaboração de lutos (seja por morte, separações, perda de algo importante na vida), para superarem seus medos ou questionarem seu modo de agir perante a vida. Buscam o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida, já que ao sentirem-se mais seguras de si, com uma boa autoestima, consequentemente adquirem mais leveza e autonomia na condução dos problemas.

Há aqueles que buscam o psicólogo com a ilusão de que daremos soluções para seus problemas, pedindo conselhos de como agir em certas situações. Ledo engano. Psicólogos não dão conselhos, mas sim ajudam as pessoas a descobrirem seu próprio potencial criativo, encontrando em si as respostas para suas perguntas. Eles ajudam no processo de voltar o olhar para si, buscando suas responsabilidades pelos próprios atos, questionando possibilidades e aumentando o ângulo de visão das coisas, assim como desenvolvendo novas capacidades para lidar com as situações adversas, que sempre existirão na vida de qualquer um.

Quem procura psicoterapia não necessariamente está doente ou é “louco”. Esta ideia errônea é alimentada por uma boa parte da sociedade a respeito desse trabalho em plena atualidade. A importância da atuação do psicólogo na saúde emocional das pessoas deixa de ser reconhecida e aproveitada muitas vezes por conta de um velho preconceito.

Muitas pessoas acreditam conseguir resolver sozinhas seus problemas por medo do que os outros “irão pensar”, caso saibam que elas precisaram recorrer a alguém “estranho” para lhes ajudar a fazê-lo. Infelizmente, passam anos sofrendo por algo que, caso tivessem dividido com um profissional especializado, poderiam ter resolvido mais rapidamente e com menos sofrimento. É muito comum a pessoa que está dentro do problema não conseguir enxergar uma saída, enquanto aquele que está fora pode, justamente por não estar contaminado pela emoção da vivência, visualizar alternativas possíveis.

Traumas vividos na infância ou em qualquer idade podem ser olhados e tratados para que não surtam efeitos nocivos no indivíduo; relações conflituosas entre familiares ou de qualquer outra natureza podem ser elaboradas e resolvidas, facilitando a comunicação antes difícil ou inexistente; separações amorosas são trabalhadas para que se possa seguir em frente sem o peso de algo mal resolvido; pessoas que sofrem com crises típicas da idade – adolescência, frustrações com emprego, envelhecimento… –; dificuldade em reconhecer sentimentos e lidar com eles; inabilidade social; vícios. Enfim, qualquer problema tem espaço para ser exposto e trabalhado com a devida importância, sem julgamento ou crítica, num contexto protegido e acolhedor.

Qualquer pessoa pode se beneficiar do processo terapêutico, e não é preciso temer o julgamento dos outros. Ir ao psicólogo pode ajudar tanto aqueles que sofrem com doenças como depressão, Síndrome do Pânico, ansiedade, estresse ou outros transtornos psiquiátricos – e nesses casos sim, trabalharemos em conjunto com o psiquiatra que entrará com medicação, caso haja necessidade -, quanto os que simplesmente querem melhorar a forma como encaram a vida e suas dificuldades mais corriqueiras.

Portanto, você está infeliz ou com algum conflito emocional? Sente-se sozinho e não tem com quem se abrir? Não consegue expressar suas insatisfações para alguém que ama ou no trabalho? Seja qual for o seu problema, experimente fazer uma psicoterapia para se conhecer, entender suas dificuldades e buscar uma melhor qualidade de vida. Verá como muitas coisas que pareciam travadas e sem solução podem começar a andar, suas relações se tornarem mais saudáveis e seu posicionamento perante a vida, mais autêntico e leve.

Fonte: Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC–SP, Especialização em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, Psicodramatista Didata pela Federação TerBrasileira de Psicodrama (FEBRAP) e Terapeuta Familiar e de Casal pela UNIFESP.

Viajar reacende chama de uma relação? Maioria concorda que sim

Publicado em Terra, Vida e Estilo, 21.03.18

Fazer as malas é oportunidade de mais momentos românticos para casais que não passam tempo a sós

As companhias são essenciais para ditar como vai ser uma viagem. Assim como uma pessoa chata pode arruinar o destino, estar com alguém especial pode deixar as paisagens mais bonitas. Um levantamento do site Travelocity descobriu que o efeito positivo não é apenas para a experiência, mas também para o relacionamento. Das mil pessoas questionadas, 56% concordaram que viajar é importante para manter acesa a chama de uma relação.

Entre o público pesquisado, 31% nunca tinham feito uma viagem apenas com o(a) amado(a). A hipótese era de que fazer as malas poderia ser um jeito de aumentar o tempo que um casal passa junto. Enquanto isso, quase 60% passavam menos de dez horas por semana em momentos românticos com o parceiro.

A rotina pode ser a grande vilã de um casamento ou até um namoro. Porém, quem pretende dividir a vida deve ter jeitos de amenizar esses efeitos. A psicóloga Marina Vasconcellos deu oito dicas que podem ajudar:

1 – Tire a televisão do quarto
Se for para assistir um filme de conchinha sob as cobertas vá lá, mas em outras situações a televisão pode ser inimiga da sua intimidade. Segundo ela, o hábito de assistir televisão sempre antes dormir, além de diminuir a qualidade do sono, dificulta o diálogo

2 – Saiba impor limites no trabalho
Em um mundo perfeito, você chegaria em casa e teria todo o tempo disponível para cuidar do seu parceiro. Mas na realidade nem sempre é assim. A especialista recomenda que haja bom senso para saber a hora de parar de trabalhar, e compreensão do parceiro quando a hora extra for necessária

3 – Restrinja o uso da internet
Você gasta as horas que tem para passar com o seu amor na frente do computador? Então há algo fora de ordem. Redes sociais, bate-papo e até games podem gerar um vício difícil de romper. Mas você não precisa erradicar essas modernidades da sua vida, basta limitar o uso.

4 – Tenha interesse e admiração
Olhar para o companheiro e sentir orgulho de suas conquistas, características, forma de se vestir e maneiras de resolver problemas é uma das maneiras de manter o relacionamento vivo

5 – Converse com hora marcada
Marina conta que o diálogo com hora marcada é um exercícios comumente feito na terapia de casal. Em casa, o casal pode fazer isso durante a refeição ou antes de dormir, por exemplo.

6 – Todo dia um carinho
Um “bom dia” ou um beijo de boa noite. Gestos simples que mantêm o cuidado da relação em dia. Essa demonstração de afeto é simples, mas significa muito: carinho e respeito, conta a psicóloga.

7 – Planos em comum
Uma viagem, uma casa ou até mesmo um filho. Traçar planos em dupla, além de ser uma delícia, é uma forma eficiente de manter o casal olhando na mesma direção. “Essa atitude é importantíssima não apenas para que o casal construa um futuro em comum, mas para mantê-lo caminhando com um mesmo destino, unido”, conta Milena Lhano.

8 – Alinhe os valores
Alinhar conceitos pessoais é uma das tarefas mais difíceis de um relacionamento. É importante saber respeitar e conviver com as diferenças dentro de um relacionamento. Existe o respeito à família, trabalho, opinião, ritmo e questões que são importantes para o outro. Mas lembre-se que para respeitar a opinião alheia, você não precisa abrir mão da sua.

10 atitudes tóxicas que passam por normais em um relacionamento

Publicado no site M de Mulher, Editora Abril, 25.01.17
Por Raquel Drehmer

Alguns hábitos são comuns há muito tempo, mas nem por isso são bons

Relacionamentos em que tudo sejam flores o tempo todo são muito raros – se é que realmente existem. Mas, quando há respeito, duas pessoas encontram o seu equilíbrio e vivem bem com os altos e baixos comuns do convívio de um casal.

Só que existe um porém: atitudes tóxicas às quais muitas vezes se faz vista grossa vão desgastando a relação pouco a pouco. São coisinhas do dia a dia, dessas que acabam passando por normais “porque todo mundo faz”, como trazer pisadas na bola do passado à tona no meio de uma discussão ou querer que um tenha as senhas de emails e redes sociais do outro.

Conversamos com a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos, que atende um grupo de Amor Patológico no PRO-AMITI (Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, e com a psicanalista Cristiane M. Maluf Marin, especialista em terapia de casais e palestrante sobre codependência, para saber quais são essas atitudes vistas como banais e de que forma elas podem ser tóxicas. Fique esperta!

Fazer piadinhas sobre o parceiro/a parceira em uma roda de amigos

Por que é visto como normal: Faz parte do humor brasileiro zoar de leve as pessoas com quem se tem intimidade. Apontar defeitos ou dar destaque para coisas que deram errado para os outros é visto como gracinha, como descontração.

Por que pode ser tóxico: Porque as chances de a pessoa alvo da ~brincadeira~ se sentir humilhada são enormes. “Isso expõe fraquezas e deixa a pessoa vulnerável. É uma invasão de privacidade humilhante”, afirma Marina. Cristiane alerta que “a vítima pode se forçar a acreditar que é realmente brincadeira, enquanto aquilo está lhe fazendo mal e pode ser um gatilho para ansiedade, depressão e até síndrome do pânico”.

Pedir um “relatório” do que a pessoa fez ao longo do dia

Por que é visto como normal: Porque passa por uma demonstração de que a pessoa que pede o relatório está interessada na vida da outra.

Por que pode ser tóxico: Quando a pessoa quer saber com quem o parceiro ou a parceira almoçou, tomou café, conversou, trocou mensagens e todos os detalhes, tintim por tintim, do dia, pode acender o alerta de megacontrole e falta de confiança. Embora sejam um casal, as duas partes podem e devem ter as próprias vidas e guardar passagens do dia só para elas.

Relembrar pisadas de bola passadas durante discussões

Por que é visto como normal: Porque a memória da relação pode ter o lado bom e o lado ruim, na opinião da maioria das pessoas.

Por que pode ser tóxico: Problemas têm que ser resolvidos na hora em que acontecem e pronto, acabou. Não finalizá-los e trazê-los à tona depois desvirtua a discussão atual e faz mais um assunto – o motivo da discussão de agora – ficar sem solução satisfatória.

Tentar compensar erros e esquecimentos com presentes e viagens

Por que é visto como normal: Passa por arrependimento genuíno, por uma vontade do fundo do coração de agradar à vítima da mancada, quase um sacrifício nesse sentido.

Por que pode ser tóxico: Porque muitas pessoas acabam apelando para esse recurso sem sequer tentar resolver de verdade o problema. “Você não vira a página de um livro sem entender o que está escrito nela. Não adianta fingir que não aconteceu. O ideal é colocar tudo em pratos limpos, resolver”, diz Cristiane. E depois, se for o caso, dar o presente ou fazer a viagem, porque um agrado sempre é bem-vindo.


“Eu trouxe um presente para você”

Perceber que algo precisa ser discutido e deixar para depois

Por que é visto como normal: Porque muita gente prefere evitar discussões acreditando que, assim, está poupando o relacionamento. Na maior parte das vezes, essas questões acabam nunca sendo debatidas.

Por que pode ser tóxico: Porque os problemas têm que ser resolvidos quando estão quentes ou, pelo menos, mornos. Se eles forem deixados de lado, pode ter certeza de que em algum momento virão à tona de forma desajeitada – no meio de uma outra discussão nada a ver, como colocado ali em cima. Ou então, pior ainda: se acumularão até se transformarem em um monstro. É como diz o ditado: não se tropeça na montanha, mas sim nas pedrinhas do caminho.

Não dar um toque quando ele ou ela erra

Por que é visto como normal: Apontar defeitos ou erros de forma prática, na nossa cultura, é considerado uma ofensa. Então, se alguém deixa de fazer isso em relação ao parceiro ou à parceira, é praticamente um sinal de consideração e respeito.

Por que pode ser tóxico: Porque não saber onde está errando pode impedir que uma pessoa melhore e cresça. Se não pudermos contar com as pessoas com quem temos intimidade para isso, contaremos com quem?

Deixar as decisões – pequenas ou grandes – nas mãos do outro

Por que é visto como normal: Porque algumas pessoas são um pouco mais acomodadas mesmo. E porque muitas vezes veem isto como uma forma de impedir discussões e impasses por causa de coisas como o sabor da pizza.

Por que pode ser tóxico: Porque normalmente esse comportamento não se restringe a pequenezas como o sabor da pizza. Decisões como o lugar para passar férias e a casa ou apartamento onde o casal vai morar ficam sob a responsabilidade de um, enquanto o outro que abriu mão de opinar vai se anulando aos poucos. Com o passar do tempo, essa pessoa terá dificuldades grandes para tomar pequenas decisões sozinha. E sempre haverá um momento na vida em que isso será necessário.

Querer que um tenha as senhas de emails e redes sociais do outro

Por que é visto como normal: É considerado um sinal de que um pode confiar plenamente no outro, uma prova de amor e fidelidade.

Por que pode ser tóxico: Porque quem sugere isso quer controlar o outro e não confia em seu par. “Todas as pessoas precisam ter um mínimo de privacidade, independentemente de estarem em um relacionamento. Isso é uma invasão de privacidade enorme”, afirma Marina. Cristiane concorda: “Quando a gente ama, é claro que a gente cuida, como já diz a música. Mas tudo tem um limite. Querer acesso a senhas desta maneira passa de todos os limites. Isso já é patológico.”

 

Marcar compromissos de casal sem checar se ele ou ela pode

Por que é visto como normal: Porque o casal, em teoria, tem que estar sintonizado a ponto de um saber da disponibilidade do outro. Também porque um sempre espera que o outro cancele os próprios planos por causa dos compromissos assumidos sem ser consultado.

Por que pode ser tóxico: Toda pessoa tem uma vida particular independente do relacionamento e nem sempre poderá abrir mão de algo por causa de um compromisso marcado pelo outro. Uma reunião ou uma viagem de trabalho, por exemplo, pode ser mais importante que sair com os amigos do mozão ou da mozona numa quinta à noite. Quando isso acontece, as chances de a situação gerar decepção e desgaste são enormes. Por isso, sempre é bom conversar antes de decidir por um programa de casal dessa forma.

Um chamar o outro de apelidos como “Vida” e “Tudo”

Por que é visto como normal: Porque é romântico, fofo, nhoim.

Por que pode ser tóxico: Se for condizente com o modo de vida do casal, ok – embora seja só um pouquinho exagerado dizer que outra pessoa é sua própria vida. Mas se for um casal que tem conflitos e que briga, chamar de Vida ou de Tudo pode levar uma das partes (a mais fraca psicologicamente) a se anular por causa da outra.

Como lidar com a falta de limites das outras crianças?

Publicado em Bebe.com.br/família,29.11.17
Raquel Drehmer

Pode dar bronca? Os pais sempre precisam ser avisados sobre o comportamento de seus filhos? Especialistas orientam como é melhor agir

Lidar com os momentos de desafio aos limites dos próprios filhos já é uma tarefa bem árdua. Precisar agir – ou não – quando as crianças dos outros são malcriadas com você ou com seus filhos, então, é algo que deixa muitas pessoas sem saber o que fazer.

Foi o caso da gerente de compras Juliana Mattos. Depois de cansar de pedir para uma das amigas da filha de 5 anos para comer à mesa junto com toda a turminha, não subir no sofá usando sapatos e, principalmente, não bater nas outras crianças, ela vetou as reuniões infantis em sua casa.

“A menina não sabia se comportar, eu não me sentia confortável para dar bronca e a mãe dela foi bem pouco receptiva quando relatei o que vinha acontecendo. Disse que era ‘coisa de criança’. Mas, para mim, é falta de limites. Principalmente a coisa de bater nas amigas”, conta. “Agora, só pode ir uma por vez em casa. E aquela amiguinha, infelizmente, não pode ir mais, porque eu não sabia mais o que fazer com ela.”

É bom ensinar sua criança a se defender da falta de educação alheia

No caso de agressividade, como Juliana relatou, é preciso analisar a situação antes de tomar uma atitude. “Se não for uma coisa muito grave, deixe que se resolva sozinha. Os pais às vezes se metem onde não são chamados e tiram da criança a capacidade de autodefesa”, orienta a psicóloga Marina Vasconcellos. “Agora, se for algo que chame a atenção e que esteja se repetindo, vale conversar com os pais da outra criança, esperando que eles deem a bronca no filho, e não você.”

Se nada resolver, a solução é procurar o afastamento, ainda que temporário. “Se o problema persiste, vale a pena tirar seu filho da situação, falar para ele não brincar mais com aquela criança. Você dá instrumentos para seu filho se defender sozinho e elas não bastam, então ele sai, porque também não é um saco de pancadas”, afirma a psicoterapeuta familiar Ana Gabriela Andriani.

E se os pais da criança estiverem presentes quando ela for malcriada?

As malcriações da amiga da filha de Juliana aconteceram dentro de casa, sem a presença de outros pais. Mas as más atitudes podem se manifestar em momentos em que os adultos estejam junto, como uma festa. Ou, ainda, a criança sem limites pode ser filha de amigos seus. O que fazer nesses casos?

Ana Gabriela é a favor do benefício da dúvida para esses pais. “Vale a pena primeiro tentar conversar com a criança e ver como seus pais vão reagir. Pode falar meio brincando, é uma chance de eles se colocarem. A gente espera que reajam, atuem dizendo que é para ela parar”, observa a psicoterapeuta.

Existe a possibilidade de eles não fazerem nada. Aí, a consultora de etiqueta e marketing pessoal Ligia Marques é a favor do papo direto: “Se a situação estiver ficando incontrolável, é seu direito pedir aos pais, sim. ‘Por favor, podem pedir que seu filho não faça tal coisa?’.”

Mas com jeitinho, ok? Especialmente se eles forem seus amigos. A consultora de etiqueta Susi Obal considera que não adianta estender uma briga entre crianças até os pais. “Já aconteceu de os adultos estarem brigados e os filhos já terem feito as pazes”, afirma.

Uma criança desconhecida está sendo malcriada em público. É preciso fazer algo?

Você está bela e plena no shopping, no supermercado, no clube ou em qualquer lugar público e de repente nota uma criança sendo mal educada: ela mostra a língua para as pessoas, grita, cospe, faz gestos inadequados. E agora?

Em primeiro lugar, nunca se deve dar uma bronca diretamente; você não conhece aquelas pessoas. Se você não conseguir ficar em paz com a situação, pode se dirigir aos pais, mas esteja preparada para não ser bem recebida.

“Se esses pais deixam os filhos cuspirem e serem agressivos com estranhos, há o risco de você ser desrespeitada. Criança com esse tipo de comportamento vem de pais mal educados”, explica Marina.

Ainda assim, Ana Gabriela defende uma abordagem direta: “Pode ser que os adultos se voltem contra quem falar, mas reclamar é um direito. Não tem problema dizer ‘Desculpa, mas ela está cuspindo’, ‘Desculpa, mas seu filho está me chutando’.”

Saia justa: você leva seu filho e um amigo para passear e a outra criança é mal educada

Vocês estão no cinema, no teatro, em um restaurante, no supermercado ou em um passeio no shopping e ali dá-se o problema. Todas as especialistas são da opinião de que você deve interromper esse amiguinho na hora.

“A mãe precisa ter autoridade. Se a situação continuar, dizer que todos vão embora”, sugere Marina. Ligia concorda com a ideia do “toque de recolher”: “Tem que dizer que se ele não conseguir se comportar vai pra casa na hora. Ninguém é obrigado a aturar criança sem educação e ficar quieto.”

De toda forma, algum preparo antes de sair de casa pode evitar esse transtorno. A criança pode se comportar de forma considerada inapropriada apenas porque o lugar ao qual vocês foram não é adequado para os pequenos. “Vale sempre lembrar que há restaurantes mais indicados para se levar crianças e outros em que, por mais que alguns não concordem, não gostam da presença delas. Faça uma boa escolha em relação ao local”, recomenda Ligia.

Combinar com as crianças como será a saída também é uma boa ideia. Ana Gabriela afirma que uma criança é super capaz de seguir as regras de outra casa e que não tem problema estabelecê-las. “É importante fazer um combinado antes de sair de casa. Dizer que vocês vão comprar pipoca, refrigerante e eles vão procurar ficar quietinhos no cinema, por exemplo. Tentar antecipar algumas situações é muito bom. E, se houver algum imprevisto, agir no momento”, finaliza.

Muito celular, pouco sexo: as queixas mais comuns das terapias de casal

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento,22.11.17
Daniela Carasco
Do UOL, em São Paulo

Getty Images

Dedicada a mostrar mecanismos para contornar problemas que geram descompassos nas relações, a terapia de casal pode funcionar como um recurso valioso. “Ela se transformou quase em uma declaração de amor”, diz a psicóloga e psicanalista Anna Hirsch Burg.

O objetivo de quem a procura é um só: superar a dificuldade para continuar junto. Por isso, à medida que a resistência quanto ao acompanhamento cai, cresce a busca, garantem especialistas de modo geral.

“E, se antes, a iniciativa partia principalmente das mulheres, agora os homens têm se mostrado cada vez mais interessados nessa terapia a dois”, diz Margarete Volpi, psicoterapeuta do casal e familiar. “A autonomia feminina e nova configurações de relacionamento têm motivado os rapazes a tentarem descobrir melhor seu lugar na relação.”

Marina Vasconcellos, terapeuta de casal e família pela Unifesp, esclarece, porém, que nem sempre o atendimento é capaz de salvar uma relação. “Se já houve desrespeito, se o amor acabou, não há o que fazer”, diz. Por isso, sugere que se busque a mediação do profissional o mais cedo possível.

Aqui, elas destacam os motivos mais comuns que tem levado os casais à terapia.

Falta de sexo

Para Marina, “o sexo é um reflexo da relação”. Quando ele vai mal, é sinal de que o relacionamento também está com problemas. As razões mais comuns que acarretam uma baixa na frequência sexual são cansaço, estresse no trabalho, demanda de filhos, privação de sono e baixa autoestima. “Muitas mulheres relatam insatisfações com o corpo, que levam também a uma retração nesse sentido”, diz a especialista.

Infidelidade

Neste caso, as situações variam de acordo com a duração da relação extraconjugal, se houve envolvimento afetivo e se chegou às vias de fato. Mas uma coisa Marina garante: “Quem procura a terapia de casal por esta razão quer quer realmente salvar o relacionamento”. Segundo ela, as chances de dar certo são altíssimas, já que o acompanhamento leva à uma reflexão mais ampla do casamento. “Normalmente, a traição é acarretada por falta de diálogo entre as partes. Isso acaba fazendo o outro se sentir invisível, rejeitado, pouco amado. E aí quando aparece um terceiro elemento atencioso e disponível, as portas se abrem.”

Dificuldade de conversar

O medo da reação do outro é o que leva muitos parceiros e parceiras a engolir incômodos. Depois de um tempo, alguém sempre acaba explodindo com resposta atravessada, agressão e mecanismos de defesa problemáticos. Por isso, se abrir para o diálogo é um conselho unânime entre as especialistas. A dica nessa hora é evitar acusações e expor incômodos pessoais. Isso evita que o outro fique na defensiva. As terapeutas sugerem que as conversas comecem sempre no referencial do “eu”, como “me sinto agredida quando escuto” e “me incomoda quando não posso”

Problemas psiquiátricos

Mau humor, insônia, crises depressivas, mudança repentina de temperamento, queixas constantes. Sintomas de uma doença psicológica que ainda não foi diagnosticada, nem tratada, são capazes de minar uma relação. “Se a pessoa aceitar se tratar e se houver amor, é possível reverter a crise”, diz, Marina. “Agora, quando há uma recusa por parte de quem está doente, cabe ao outro decidir se quer ou não continuar junto.” Anna alerta ainda para quando o uso de remédios psiquiátrico se torna um estigma. “A pessoa que faz uso do medicamento acaba sendo humilhado e saindo como ‘ louco’ da relação.” Isso precisa ser trabalhado!

Liberação sexual

Experimentar novas maneiras de se relacionar é uma facilidade dos novos tempos, mas pode também causar problemas. “O casal tem que ter uma cabeça muito aberta e estar muito seguro para se abrir para uma experiência nova”, diz Marina. É necessário que exista um consenso absoluto de ambas as partes na hora de tomar decisões como essa. “Se um não quiser, tem que haver respeito e abrir mão da vontade pelo outro. Caso contrário, pode ser violento.”

Uso excessivo do celular

Entre os problemas mais atuais, sai na frente o uso sem limites do celular dentro de casa. “Isso acontece tanto com o casal que passa muito tempo fechado no seu mundo virtual, quanto com quem leva trabalho pra casa e fica cego quanto ao parceiro ou parceira”, conta Anna. “Essa bolha individual leva ao distanciamento, além de crises de ciúme e paranoia.”

A recusa pela maternidade

Anna ressalta ainda a falta de desejo em se tornar mãe como uma das queixas comuns aos relacionamentos modernos. A crise acontece quando o marido faz questão de ter filhos. Neste caso, o terapeuta de casal faz um ótimo trabalho de casal faz um ótimo trabalho de moderador para entender todas as partes e ajuda-las a chegar em um consenso positivo.

Pesquisa diz que homens pensam mais em companheirismo do que beleza feminina

Publicado em IBahia, Comportamento,18.11.17
Agência Globo

Segundo a pesquisa feita pelo “ParPerfeito”, 73% dos homens estão à procura de uma mulher companheira e apenas 5% assumem que escolhem a parceira pela beleza

No próximo domingo, 19, comemora-se o Dia Internacional do Homem. Para celebrar essa data, um site de encontros amorosos ouviu mais de mil solteiros em todo o Brasil para saber o que eles pensam sobre relacionamento e sexo. Segundo a pesquisa feita pelo “ParPerfeito”, 73% dos homens estão à procura de uma mulher companheira e apenas 5% assumem que escolhem a parceira pela beleza.

 Mas, para muitas pessoas, esses resultados não condizem com a realidade. Geise Kelly, de 18 anos, mora em Salvador, na Bahia, e está no Rio curtindo férias com as amigas. Para a estudante, um outro dado deveria ser acrescentado a essa pesquisa: 100% dos homens são mentirosos, capazes de fingir para conquistar uma mulher ou para passarem uma imagem de “bom moço”.
 — É mentira, tudo mentira. Não conheço nenhum homem que seja assim, que valorize tanto o companheirismo da parceira. Na realidade, os homens sempre escolhem pela beleza, pelo corpo. Em qualquer lugar é assim, os homens são todos iguais — afirma.

Ainda de acordo com a pesquisa, 53% só passam a noite na casa da pretendente se estão em um relacionamento sério e muito apaixonados. As amigas Bel, Laila, Jéssica, Rose, Shirley, Fernanda e Natália trabalham juntas e querem saber onde estão esses homens entrevistados. Segundo elas, eles nunca passaram pelo Centro do Rio.

— Homem é tudo safado! Alguns podem até buscar companheirismo, mas não é a maioria como a pesquisa mostra. Quase todos os homens só querem levar a mulher pro motel. Se você encontrar um desses por aí, me apresenta que eu indico para as amigas — comenta Bel.

 E nem os homens estão de acordo com os resultados. Felipe Peixoto, de 31 anos, conta que, se ele e seus amigos tivessem sido ouvidos para a pesquisa, os resultados poderiam ser bem diferentes.
 — Muitos até procuram um relacionamento sério e aí priorizam o companheirismo, mas grande parte busca uma aventura. Só 5% escolhem pela beleza? É muito pouco. Acho que nada disso é verdade… os homens que conheço estão no oposto disso aí.

O casal Duelen Furtado, de 31 anos, e Isaque Abraão, também de 31, estão juntos há três anos e contam que vários amigos solteiros afirmam buscar um corpo ideal em um primeiro contato. Para ela, os homens mentem muito, o que já é “normal”.

 — Conta mais o dinheiro para pagar ou não o motel do que o interesse em um relacionamento sério. A galera hoje está economizando bastante, prefere a praticidade — opina Duelen.
 Apesar da grande maioria das pessoas discordarem dos resultados, há aqueles que defendem a posição dos homens e concordam quando o assunto é a preferência por uma mulher companheira. Emanuel Vieira, de 20 anos, lembra que a grande vontade dos homens é encontrar a mulher ideal, que divida as alegrias e as tristezas de um relacionamento a dois. Segundo ele, ao contrário do companheirismo, a beleza pode ser encontrada em todas as mulheres.

— Sinceramente, o companheirismo vem em primeiro lugar. Beleza se acha em qualquer lugar. Uma mulher que está lado a lado com o homem é melhor e difícil de ser encontrada. Vejo que as pessoas da minha idade estão nessa mesma sintonia, de querer uma pessoa bacana como parceira de vida.

 Para especialista, resultados são surpreendentes
 A psicóloga Marina Vasconcellos, especialista em terapia de casal e familiar pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), conta que os resultados da pesquisa mostram uma realidade bastante diferente da que ela encontra no seu consultório.

— É mais comum a beleza ser o fator de atração no início, em ambos os sexos. Só depois é que descobrimos as outras qualidades e decidimos se aquele relacionamento deve ser levado adiante. Mas também acontece de alguém se mostrar uma pessoa bem interessante, mesmo os atributos físicos não sendo tão atraentes — explica Marina.

 Segundo os resultados apresentados, quando o assunto é sexo, 72% dos homens gostam de conversar com as parceiras e veem isso como algo fundamental na relação. Mais uma vez, a psicóloga surpreende-se com o resultado, já que os casais geralmente têm uma grande dificuldade em conversar sobre sexo.
 — Quando trago o assunto durante as sessões de terapia, é um verdadeiro tabu. Sexo continua sendo um tema delicado. Eles ficam sem graça e não sabem como abordá-lo.
 Ainda em relação ao sexo, ela afirma que essa é uma parte importante, mas que há outros fatores relevantes, o que vai ao encontro dos números da pesquisa. Metade dos entrevistados consideram o amor e a confiança mais importantes num relacionamento, enquanto 21% definem o sexo como algo determinante para a relação a dois.

— Dentro de um casamento ou até de um namoro mais longo, é normal o sexo não ser tão essencial para os dois e nem ocorrer com tanta frequência. Mas isso depende muito de casal para casal. A importância dada ao sexo deve ser sempre de comum acordo.

Está tudo bem se você não interagir com a barriga (e seu bebê) na gravidez…

Publicado em UOL, Estilo/ Gravidez e Filhos,31.10.17
Adriana Nogueira
Do UOL

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A construção do vínculo com o filho vai se dar, de fato, depois do nascimento

Até a década de 1980, achava-se que o útero era como uma caixa-forte, que isolava o feto do mundo exterior. Com o avanço da medicina, viu-se que não era bem isso o que acontecia. Entre outras coisas, hoje, sabe-se que, a partir da 20ª semana de gravidez, o bebê reage a estímulos auditivos.

Diante dessa informação, pipocaram estudos falando dos benefícios de conversar, ler, colocar música para a barriga. Mas e quando a mãe está passando tão mal com a gravidez –com enjoos e outros incômodos–, não tem tempo ou simplesmente não se sente à vontade para fazer essas coisas? Haveria um prejuízo para o vínculo mãe e filho?

Para a psicanalista Vera Iaconelli, doutora em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo) e diretora do Instituto Gerar, instituição que oferece tratamento e faz pesquisas nas áreas de perinatalidade e parentalidade, a resposta é não.

“Se a mulher quer fazer todas essas coisas, ótimo, mas se ela não quer ou não consegue, tudo bem. Nada do quem vem antes do nascimento garante o que vem depois”, afirma a especialista.

Mãe é mãe, gestante é gestante

Vera diz que ser mãe é muito diferente de ser gestante. “Muitos casos de depressão pós-parto aconteceram depois de gravidezes maravilhosas. E há mulheres que não curtirão estarem grávidas, por causa das transformações físicas e e mal-estar, e isso não afetará em nada o relacionamento com o filho, quando ele nascer.”

A psicóloga, educadora perinatal e doula Tarsila Leão fala que essa discussão sobre o desenvolvimento do bebê no útero pode colocar ainda mais pressão sobre a mulher.

“Há grávidas que são mais introvertidas e por isso não se sentirão bem conversando ou lendo para a barriga. Outras não terão tempo mesmo, porque além de preparar as coisas práticas para a chegada do filho, como quarto e enxoval, ainda trabalharão até perto de dar à luz. Por isso, esperar que a mulher faça todas essas coisas só vai deixá-la culpada por não atender às expectativas.”

Amor instantâneo

Vera Iaconelli diz que, ao cuidar de si, a grávida já está fazendo o que pode de melhor em relação ao filho. “Aquelas que curtem fazer todas essas coisas em prol do desenvolvimento do bebê, devem fazer porque sentem prazer, não esperando resultados lá na frente.”

Tarsila complementa: “Cuidar da própria alimentação, passar um creme na barriga já são formas de construção de vínculo com a criança”

A psicanalista do Instituto Gerar ainda desmistifica o tal amor instantâneo que algumas mulheres dizem sentir ao se descobrirem grávidas. “Na verdade, ela está apaixonada pela gestação. É como se casar com um desconhecido. Você pode curtir a expectativa do casamento, os preparativos para a cerimônia e a festa, mas só vai conhecer o noivo na hora. É um amor que será construído.”

Mãe suficientemente boa

Segundo Tarsila Leão, diante das informações trazidas sobre o que pode beneficiar o desenvolvimento do bebê ainda no útero, a mãe acaba com uma responsabilidade ainda maior sobre ela, e o impacto disso poderá ser sentido no próprio filho depois.

“Se a mulher acha que tem de ser uma mãe perfeita, o filho, à medida que crescer, sentirá que tem de corresponder a essa perfeição, causando um transtorno nessa relação”, fala a psicóloga e educadora perinatal.

Tarsila diz que a mãe que entende que falhar faz parte do processo da maternidade ensina o filho a lidar melhor com as frustrações. “O filho precisa ver que a mãe falha. Winnicott [Donald Woods Winnicott, pediatra e psicanalista inglês] falava que a mãe suficientemente boa consegue fazer isso.”

Alerta para a depressão

A especialista, no entanto, só alerta para a necessidade de se prestar atenção na mulher para perceber se ela não está triste, insatisfeita ou indiferente em demasia com a gravidez. “Se tudo está muito ruim para a futura mãe, pode ser sinal de uma depressão. Fala-se muito da doença no pós-parto, mas ela pode se instalar ainda na gestação.”

Segundo a psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos, vai ser uma pequena parcela das gestantes que viverá essa lua de mel com a barriga e com tudo o que se pode fazer pela criança, ainda dentro da barriga.

Medo de julgamento

“As mulheres mais sensíveis, mais românticas talvez façam. Mas a grande maioria estará preocupada em descobrir o que comer para não ficar enjoada. Mas isso não é falta de afeto. A construção do vínculo vai acontecer mesmo com a rotina de cuidados, depois do nascimento.”

Apesar da fala de Marina, na prática, vê-se poucas mulheres falando abertamente que não gostam de estar grávidas ou que não conversam com a barriga. O motivo? Medo do pesado julgamento que pode recair sobre elas.

“Se a gravidez está transcorrendo bem, se a criança está saudável, a sociedade coloca que a mulher não tem direito de reclamar. E não ter o direito de falar é um passo para a mulher adoecer.”

FELIZ E SOZINHA, SIM!

Publicado em Women’s Health,  28.04.17

Com novos dados provando que mais mulheres estão encontrando felicidade na vida de solteira, a WH explora essa tendência

Se todos os solteiros do Brasil colocassem as mãos para cima agora, haveria cerca de 77 milhões de adultos envolvidos, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sendo 50,8% deles mulheres, prontas para dançar ao som de “All the Single Ladies”, da Beyoncé. Mas engana-se quem pensa que elas estão tristes com isso. Se antes a regra era encontrar filmes com mulheres lamentando-se e caçando namorados, como em “Ele não está tão afim de você” (2009), agora damos de cara com Amy Schumer desesperada para não entrar em um relacionamento em “Descompensada” (2014) ou Julia Roberts e Reese Witherspoon representando, em “Comer, Rezar e Amar” (2010) e “Livre” (2014), garotas que deixam seus relacionamentos em segundo plano para viajarem sozinhas em busca de autoconhecimento. De fato, para a maioria delas, é preferível estar sozinha, mas bem-sucedida e satisfeita do que em má companhia, segundo confirma uma pesquisa recente. Vire a página para conhecer quatro tipos de mulheres solteiras que estão redefinindo o que significa ser livre – além dos casais que passaram a mudar suas rotinas para se adaptar a essa nova realidade.

Perfil: cheia de amigos

O calendário está cheio de planos? Nada de estranho aí. Um estudo do Journal of Social and Personal Relationships (EUA) descobriu que as pessoas solteiras são mais propensas a ter a vida social mais ativa e ficar em contato com seus amigos e família mais frequentemente que pessoas compromissadas. (Quem nunca teve uma amiga que virou fantasma após começar a namorar? Ou uma irmã que evaporou do mapa ao se mudar para outra cidade com seu marido? A bolha do amor é real). Toda essa socialização abre as portas para conhecer novas pessoas – e talvez um amigo especial para dividir o quarto à noite. Estudos provam que as mulheres gostam e desejam sexo casual tanto quanto os homens. E isso é apenas um bônus, entre os vários prazeres de ser solteira.

Aplique na vida

Não importa se você é solteira ou comprometida, ter à disposição uma gama de amigos para chamar de seus pode dar mais preenchimento a sua vida do que um relacionamento romântico. Aliás, enclausurar-se a uma relação e não ter essa convivência múltipla é prejudicial: “viver em função de uma pessoa gera muita dependência e ansiedade, você perde de vista a sua individualidade”, diz Gabriela Malzyner, psicóloga e professora do curso de psicanálise do Centro de Estudos Psicanalíticos, em São Paulo. “Se não tivermos contato com outras realidades e uma troca de experiências e opiniões com amigos, nossas referências e parâmetros diminuem”, completa. Mas fazer a ronda nas atualizações de seus amigos nas redes sociais não vai bastar – você realmente tem que curti-los em tempo real. Caso tenha sido uma eremita social ultimamente, Marina Vasconcellos, psicóloga e professora do curso de Psicologia Médica da Universidade de São Paulo, sugere reconectar com alguém que daria apoio a seus objetivos atuais. Como, por exemplo, a sua amiga obcecada em postar selfies de academia no Instagram, que pode ajudá-la a voltar para sua rotina de treinamento, ou aquele conhecido que sempre comenta sobre livros e filmes e seria ótimo para indicar alguns – e depois conversar sobre eles também. “Outra ideia é inscrever-se em atividades que possam ser feitas em grupo e que promovam mais de um encontro, como um curso de culinária ou aulas de dança”, diz ela. “O interesse em comum pode unir as pessoas e serve de ponto de partida para começar uma conexão.” O importante é manter sua mente sempre aberta e perceber que alguns amigos serão melhores para se divertir, enquanto outros podem ser ótimos para uma conversa mais séria. Por isso, vale investir em uma rede ampla de amizades.

Perfil: a dona de casa

Comparada à geração de nossas avós, estamos buscando cada vez mais diplomas acadêmicos e salários significativamente maiores. Então, com essa independência, por que não estaríamos bancando nossas próprias casas também? Nos Estados Unidos, a tendência é forte entre as solteiras: o último relatório da National Association of Realtors, uma rede virtual norte-americana de corretagem de imóveis, mostra que as mulheres solteiras compõem 16% dos compradores de casa, enquanto 9% são homens na mesma situação civil.

Aplique na vida

Segundo Julyana Bortolotto, arquiteta e dona de escritório homônimo em São Paulo, a crise financeira que estamos atravessando tornou o mercado imobiliário favorável para quem quer comprar. Há, ainda, muitas oportunidades de aluguel em valores abaixo dos praticados no ano passado, sendo que, dentre todas as opções, o apartamento pode ser a melhor, por ser mais seguro. Na hora de mapear o bairro, selecione aqueles que melhor atendem ao seu dia a dia. “Há muitas ofertas no mercado, mas a dica é escolher um próximo ao seu trabalho e bem localizado em relação a comércios e passeios de seu interesse, como um parque ou ciclovia”, diz Julyana. Se você não sabe por onde começar, há algumas dicas que valem a anotação. “Para evitar qualquer perrengue futuro, tenha um fundo de emergência no mínimo seis vezes maior do que o valor do custo mensal investido na aquisição”, ensina Thiago Nigro, de São Paulo, dono do site de investimentos O Primo Rico (oprimorico.com.br). Segundo ele, o ideal é alugar um imóvel e economizar o que restar da renda fixa mensal para juntar caixa. Quando tiver guardado o suficiente, poderá comprar sua casa com algum desconto e ainda terá feito isso em menos tempo do que se tivesse financiado por trinta anos. É só se organizar!

Perfil: a viajante

De acordo com o Estudo sobre Intenções de Viagem da Visa Global, feito em 2015, 40% dos viajantes solo são mulheres. E elas estão dominando o cenário das atividades mais aventureiras, como rafting, por exemplo. Já uma pesquisa feita pela plataforma Booking.com revelou que 63% das viajantes solteiras relatam se sentir mais energizadas depois de tirar férias sozinhas em comparação àquelas curtidas junto de outra pessoa

Aplique na vida

Você pode não saber se localizar e pegar ônibus em um lugar estrangeiro a princípio, mas quando você supera esse sentimento de ansiedade, realmente aprende sobre você mesma, sua perseverança e resistência. Há ainda outras vantagens relacionadas a essa jornada, como o ganho de independência. “Deixar de achar que precisa da aprovação da família, dos amigos, do (a) parceiro(a) e saber que pode e deve ter um tempo para si mesma não tem preço”, diz Gaía Passarelli, de São Paulo, autora do livro “Mas você vai sozinha?” (R$ 39, Editora Globo). Além disso, o seu itinerário pode ser feito sob medida – o que significa que você pode acordar a hora que quiser e fazer o roteiro que bem entender sem dar satisfações ou justificar-se a ninguém. Segundo Gaía, no entanto, é essencial ter consciência de sua vulnerabilidade e saber quais são os códigos culturais do destino. Aplicativos gratuitos como Jetzy e Skout (disponíveis para iPhone e Android) podem conectá-la a outros viajantes com base em sua localização, para que você possa pedir dicas instantâneas e quentes, que fujam dos pontos turísticos tradicionais.

Perfil: a mãe autossuficiente

Ano passado, uma pesquisa realizada pela Data Popular revelou que há mais de 20 milhões de mães solo no país, sendo que 55% pertencem à classe média, 25% à classe alta e 20% à baixa. Ainda dentro desse estudo, constatou-se que as mães do século 21 são menos conservadoras em relação às do século anterior: no passado, 75% dessas mulheres acreditavam que só era possível ser feliz com a constituição de uma família. Agora, o número caiu para 66%, validando a tendência.

Aplique na vida

Agora que é mais comum, ter uma criança sozinha já não é tão socialmente estigmatizado. “Se a mulher é bem resolvida consigo mesma e está segura de sua decisão, não há porque não tomá-la”, diz Maura de Albanesi, de São Paulo, psicóloga, coach e escritora. Como Nathália, é claro, você precisará ter um sistema de apoio bem consolidado. “Durante a gravidez e após, o emocional fica delicado. Além disso, é difícil educar um filho sozinha, pois você canaliza todos os papéis no crescimento da criança. É essencial ter a família e os amigos por perto para uma estrutura afetiva”, acrescenta Maura. A decisão deve ser muito bem planejada: de acordo com um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), o custo de criar um filho até seus 23 anos pode sair entre R$ 407 mil e R$ 2 milhões de reais.

 

 

Traição pode fazer bem para o relacionamento! Será?

Publicado em Blasting News/Sociedade&Opinião,  27.08.17

Profissionais explicam como tirar proveito de uma traição para salvar o relacionamento.

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O ato de infidelidade traz diversos questionamentos ao relacionamento e, apesar de muitas pessoas duvidarem, pode ser um ponto positivo. A traição é a prova de que pode haver algo errado na relação e exige a atenção do casal.

A Terapeuta e coach Lissandra Cristine Bassi diz que a traição causa dor, ressentimentos e brigas, por funcionar como uma inconsciente intenção de camuflar ou ocultar algo que já não funciona tão bem como antes. Muitas vezes, a falta de comunicação, de carinho e de sexo é o ponto principal para desencadear uma infidelidade, pois parece bem mais fácil “cair em tentação” do que resolver os problemas que a cada dia parecem maiores.

Diversos são os motivos para perder a motivação de se manter em um relacionamento. A rotina, a falta de diálogo, o trabalho, os filhos, ou seja, ter outras prioridades pode sim deixar a relação morna. Tudo isso fará com que as expectativas do parceiro sejam frustradas a tal ponto de fazê-lo sentir-se deixado de lado. Muitos casais fantasiam que a estabilidade emocional e financeira é suficiente para manter um compromisso, porém essa crença pode virar uma grande armadilha e fazer com que a traição seja pensada e realizada pelos cônjuges.

Luciano Passionoto, psicoterapeuta e terapeuta de casais, explica que a traição pode levar o casal a rever suas prioridades e refletir sobre como conduzem a vida a dois, verificando os motivos que influenciaram a “pulada de cerca” do parceiro. O esforço mútuo para consertar a situação surge como impulso inicial para dar vida nova ao relacionamento e trazer de volta o humor, prazer, diálogo, união e força.

O analista de mídias J. M (29) relata que a traição serviu para que ele e sua namorada percebessem que eram imaturos e que lidavam mal com o compromisso, o que ajudou a ambos a engatarem uma nova fase e uma nova postura no convívio.

Acontecimentos considerados negativos, como mudanças financeiras, traição, doença e acidentes podem ser importantes catalisadores para que homens e mulheres percebam que estão conduzindo a vida e as coisas de forma adversa a que gostariam. Uma administradora de empresas, G.C.H. (32) conta que ao concluir a faculdade traiu o namorado, o que a fez perceber que não estava preparada para um compromisso, pois os planos dela era estudar em outro país e ser fiel aos seus mesmos.

Para Luciano Passionoto e para a psicóloga Marina Vasconcellos, a falta de compreensão e de diálogo são grandes motivadores da traição, porém a mesma serve como alerta para que o casal dê mais atenção às reclamações e insatisfações do outro.

A traição serve para que o casal possa se reinventar e recomeçar a relação com nova postura, maior comunicação e compreensão dos desejos do outro, como também para encerrar algo que já não está fazendo bem ao casal, tornando-os livres para buscarem recomeços com outras pessoas ou outros planos.

 

Combinação que deu certo: amor maduro e online

Publicado em  Viver Agora/Conectado, 10.04.17

Vera e Hélio são inspiração por casarem após namoro virtual

 Nunca passou pela sua cabeça conhecer uma pessoa pela internet, muito menos por um site de encontros? Pois é, mas muitos relacionamentos bem-sucedidos estão começando assim.

Vera Garcia (48) e Hélio Faria (61) tiveram o primeiro contato pelo site Coroa Metade e após um ano de namoro estão casados! Há aproximadamente três anos, Vera, que era solteira, estava em busca de um companheiro e, por ser bastante caseira, essa busca era mais difícil.

Ela tinha medo, mas ganhou o incentivo da mãe para sair atrás de uma opção. Vera começou uma grande pesquisa na internet. “Encontrei o Coroa Metade, fui atrás da história, vi entrevistas com o dono, então tive confiança para me inscrever e fiz uma assinatura de três meses para testar”, diz.

E…surpresa! Com apenas duas semanas, Vera já encontrou Hélio, morador de uma cidade vizinha, divorciado e pai de dois filhos. Claro que ela continuou tomando os cuidados necessários antes de se envolver. “Ficamos conversando apenas pelo site no começo, não passei nenhuma informação de e-mail ou telefone pessoal, pesquisava tudo que ele me falava e até fazia algumas perguntas para ver se ele se contradizia”, explica.

Primeiro encontro

Vera destaca que marcou em local público (um shopping de Campinas, no interior de SP), e deixava tudo avisado para a mãe agir caso algo saísse do combinado. “Depois de um mês de conversas pelo site, e-mail e telefone, nos conhecemos pessoalmente e logo vi que tudo o que ele falava e demonstrava ser era verdade”, conta.

Ela aconselha que as pessoas sejam totalmente honestas e diretas em seus perfis nos sites de relacionamento. Ela deixou bem claro em seu perfil que é deficiente física, devido a um desabamento em sua casa quando tinha 11 anos, em que teve o braço direito amputado. “Eu coloquei minhas fotos e muitos vinham questionar qual era a minha deficiência, por não parecia que eu tinha nada nas fotos. Eu sempre explicava. Mas com o Hélio foi diferente, ele não me perguntou nenhuma vez”, diz apaixonada.

Hoje, casada e feliz, Vera conta que os dois estão realizando alguns sonhos. “Estamos construindo nossa casa, planejamos viajar e temos duas gatinhas e um cachorro, já que nós dois amamos animais!”, destaca.

Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, na maturidade “as pessoas já sabem o que querem num relacionamento, são mais seletivas”. “Querem uma companhia legal, que tenha os mesmos interesses, porque muitos já abriram mão de coisas ao longo  da vida por conta de outros relacionamentos”, explica.
Marina afirma que “depois dos 50 as relações são mais inteiras e mais leves, é uma fase de viver mais intensamente e de cuidar mais de si. Quando você está melhor consigo mesmo, pode estar inteiro numa relação.”

 

Siga 8 passos para perdoar de verdade uma traição e seguir em frente

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 03.08.17
Heloísa Noronha
Do UOL

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Ser alvo de uma infidelidade provoca vários sentimentos: mágoa, raiva, ciúme, vontade de se vingar… Por amor, muita gente decide relevar uma traição, mas desculpa o par somente da boca para fora. No íntimo, o ressentimento continua crescendo, impedindo a pessoa de seguir em frente e reconstruir a relação. Conversar muito sobre o que houve e fugir de culpas inúteis são alguns dos conselhos para conseguir perdoar de verdade. Veja outros, se você quiser, de verdade, relevar e tocar a vida do casal adiante:

Não faça de conta que nada aconteceu

Varrer a sujeira para debaixo do tapete só ajuda a acumular mais pó. Se quer mesmo perdoar e seguir em frente, não se reprima. Ser traído é muito dolorido, mas ignorar qualquer tipo de emoção significa não curar verdadeiramente a ferida. Sentir raiva, culpa, mágoa, decepção, fracasso, vergonha e sensação de perda faz parte do processo de luto. Dói, mas é uma dor necessária.

Esgote o assunto com o par

Entender o que levou a pessoa a trair é fundamental, inclusive para motivar e selar o perdão. Portanto, converse muito com a pessoa e elimine todas as dúvidas e fantasmas de sua cabeça. Falar sobre o assunto é doloroso, claro, mas transformá-lo em tabu é pior ainda. Ao tentarem entender o que levou à infidelidade é possível compreender o que falta (ou não) na relação e, assim, reinventá-la.

Evite buscar mais detalhes

Os dois conversaram a fundo sobre o assunto e você decidiu superar o chifre e continuar o romance? Ótimo, então nada de ficar repetindo na mente cada trecho da conversa ou, pior, ir atrás de detalhes e informações sobre a vida da pessoa com quem o par traiu você, por exemplo. Fuçar redes sociais e alimentar a imaginação com fantasias só vão reviver e prolongar o sofrimento. E mais: você corre o risco de se tornar uma pessoa obsessiva e até adoecer, além de de comprometer o futuro da relação.

Não caia no jogo da culpa

Pare de se martirizar procurando entender como e onde você errou. Evite, também, acusar as outras pessoas de mau-caratismo, maldade e frieza, entre outras coisas. Em vez de buscar culpados para a infidelidade, encare a experiência como uma oportunidade de olhar a relação de modo diferente e de fazer ajustes.

Pare de jogar na cara

Se resolveu perdoar e seguir em frente, vire a página. Não traga a história à tona a todo momento, seja na forma de indiretas ou de ameaças. Não use o que aconteceu para manter o outro sob controle ou de lembrá-lo o quanto você sofreu.

Dê um voto de confiança

Voltar a confiar é fundamental. A vontade de fiscalizar cada passo do outro é grande, mas é uma armadilha. Se você usar o controle para sufocar uma pessoa, será muito difícil seguir em frente. Cuidado para não transformar sua relação em uma prisão e criar novos problemas.

Não torne o episódio um reality show

Se há a mínima chance de perdão, evite sair contando o que houve por aí, ainda mais para gente que não tem relação alguma com o ocorrido. Embora você esteja buscando acolhimento, acredite, essas pessoas não ajudarão em nada. Ou, pior ainda, ajudarão de forma torta, usando as próprias experiências como parâmetro para dar pitacos inúteis. E lembre-se: publicar desabafos nas redes sociais é uma exposição desnecessária. Bico calado e discrição são as palavras-chave se você quer mesmo dar uma nova chance ao amor.

Valorize o que é bom

Em um primeiro momento, pode parecer uma tarefa árdua. Mas assim que conseguir organizar as ideias e pensar com clareza, faça uma lista mental dos momentos agradáveis e desagradáveis, das situações de gratidão, cuidado e entrega versus as de frustração, mágoa e decepção. Se a parte boa for mais relevante do que a ruim, você terá condições de sentir motivação para perdoar.

Katy Perry já pensou em se matar. Saiba como lidar com pensamentos suicidas…

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 11.06.17
Helena Bertho
Do UOL

Reprodução/Instagram

Desde sexta-feira, Katy Perry tem transmitido sua rotina ao vivo no Youtube, como parte das ações de lançamento do seu novo disco “Witness”. E foi durante um papo com seu psicólogo na transmissão que ela revelou já ter pensado em em se matar. “Eu tenho vergonha de um dia ter tido esse pensamento”, disse.

Katy, não precisa ter vergonha, você não está sozinha: segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV), 17% dos brasileiros já pensaram em se matar. Mas isso não quer dizer que o assunto não seja importante. “É um sinal de depressão e desespero e requer atenção”, afirma a terapeuta da família pela Unifesp, Marina Vasconcellos.

Segundo a especialista, quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, ela já está em grande sofrimento e pode não ser capaz de sair da situação sozinha. “O mais importante é buscar ajuda. Fale com alguém em quem confia, busque um psicólogo, ou um centro de saúde, ou ligue para o CVV, onde pessoas treinadas estarão disponíveis para te ouvir e apoiar”, afirma a psicóloga.

E se alguém me falar que está pensando em se matar?

Nesse caso, é importante oferecer ajuda e acreditar que a pessoa está mesmo disposta a tirar a própria vida. Para ajudar, a psicóloga Karen Scavacini, do Instituto Vita Aleri, de prevenção ao suicídio explica o que fazer:

  • Não duvide, pode ser que a pessoa queira chamar atenção ou não.
  • Então ofereça ajuda Converse, pergunte o que a pessoa está sentindo e ajude a se acalmar.
  • Não faça piadas.
  • Não diminua o sofrimento da pessoa, dizendo que podia ser pior.]
  • Não diga que vai passar.
  • Não prometa segredo e avise as pessoas mais próximas, para que também fiquem alerta.

NEUROCIENTISTAS DESCOBREM COMO A CORRIDA DESENVOLVE O CÉREBRO

Pulicado em Guia Tênis, .01.05.17.

Se já não bastasse todos os benefícios comumente conhecidos da corrida sobre o corpo humano, estudos científicos vêm demonstrando que o cérebro é também um dos grandes beneficiários deste esporte.

Inúmeros estudos foram realizados. Os mais diferentes testes executados. A constatação final quase sempre fora a mesma: a corrida é um excelente exercício para o cérebro. É o que definiram diversos testes aplicados por diferentes instituições e renomadas universidades do mundo, como Harvard e Oxford. A corrida é uma prática física que conecta corpo e mente de uma forma pouco vista em outros esportes. Isso intrigou e instigou cientistas a estudarem mais profundamente essa prática física e seus efeitos no cérebro humano.

Muitos abandonam ou mesmo nem iniciam a corrida por falta de tempo e excesso de trabalho, sendo estes os motivos mais comuns para justificar o sedentarismo. O que muitos não sabem é que a corrida irá proporcionar um aumento da sua capacidade cognitiva, condicionamento físico e melhora geral na saúde, tornando esta pessoa muito mais produtiva. Ou seja, ela será capaz de realizar muito mais tarefas em menos horas. O tempo usado no esporte na verdade não será um gasto, mas sim um investimento.

A corrida ajudando a espairecer a mente e desenvolver o cérebro

Correr com certa frequência ajuda a resgatar a memória, instiga a criatividade e organiza planos futuros. Ao menos é este o depoimento de inúmeros corredores que adotam a prática com alguma regularidade. Um depoimento que antes parecia não se embasar em dados científicos ou qualitativos. No entanto, um estudo americano ajudou a comprovar algo que já era sentido por quem adotava a corrida em sua rotina.

Uma análise realizada por neurocientistas especializados em pesquisas que envolvem atividades físicas comprovou que o sentimento dos corredores não era mera impressão. A publicação no periódico “Frontiers in Human Neuroscience” relacionou a corrida de longas distâncias à melhoria da capacidade cerebral. Segundo o trabalho publicado em um dos maiores periódicos de estudos neurocientíficos, pessoas que adotam a corrida como parte da rotina apresentam conexões cerebrais diferentes de pessoas completamente saudáveis, mas ainda assim sedentárias.

Os estudos apresentados sugeriram que as partes dos cérebros que apresentavam conexões diferenciadas eram as regiões que compreendiam a cognição sofisticada. A área em questão é responsável pela facilitação da memória de trabalho, potencialização da atenção, aumento da capacidade multitarefa, processamento de informações sensoriais e maior agilidade na tomada de decisões.

Os neurocientistas da Universidade do Arizona (que conduziram a pesquisa) constataram que os resultados apresentados são muito influentes no que relaciona a prática da corrida à maior interação de partes do cérebro dedicadas ao foco mental e à cognição. Outros esportes já haviam sido testados para avaliar a melhoria nos aspectos cognitivos do seres humanos, como o badminton e a ginástica. No entanto, a corrida jamais havia sido testada. Os resultados foram surpreendentes.

O estudo da Universidade do Arizona revela maior nível de conexões funcionais no cérebro em grupo de corredores

Para comprovar os resultados, um teste avaliando 11 homens corredores fora realizado. A justificativa dos pesquisadores se baseou no fato de que os efeitos do ciclo menstrual das mulheres no cérebro poderia ser um fator que afetasse os resultados. Assim, com 22 voluntários, sendo metade composta por corredores rotineiros e a outra metade um grupo de controle, avaliou-se as atividades cerebrais de ambos os grupos.

Para realização da mensuração de resultados, os voluntários foram submetidos à ressonância magnética com o intuito de medir os níveis de atividades cerebrais de cada um. A descoberta foi clara e um tanto surpreendente, encontrando-se através da ressonância magnética um maior nível de conexões funcionais – conexões entre partes distintas do cérebro – no grupo de corredores do que quando comparado ao grupo de controle (que envolviam homens saudáveis, no entanto sedentários).

A corrida, ao final das contas, não é uma atividade tão simples de ser praticada como se sugeria. O fato de apenas precisar sair do lugar por meio de uma arrancada, e a consequente condução do trajeto dão uma sintonia de suposta comodidade a um exercício que, presumivelmente, não exigia maiores habilidades para a prática, como outros esportes, por exemplo.

Uma suposição que caiu por completo com a elaboração do estudo pela Universidade do Arizona. Segundo os pesquisadores, a corrida aparentemente deixa de ser uma atividade física básica – como anteriormente se sugeria. A corrida exige habilidades complexas de navegação durante o trajeto, uma capacidade grande de planejamento do mesmo e monitoramento das atividades mais simples, como a respiração, por exemplo.

Os estudiosos da Universidade do Arizona salientaram ao fim de seu estudo que outros fatores poderiam estar influenciando na capacidade cerebral dos corredores testados, que não somente a corrida. No entanto, os padrões apresentados sugerem que novos estudos possam ser realizados para avaliar com mais precisão como as atividades cerebrais estariam relacionadas à prática da corrida.

Sob este aspecto, novos estudos passaram a ser realizados e agrupados, como a pesquisa que relaciona a criação de novos neurônios à prática rotineira de corrida de longas distâncias.

A corrida previne doenças

Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Guia Tênis, revela que a atividade física já é usada como prescrição médica.

Sempre recomendamos a prática regular de exercícios físicos para qualquer pessoa, e aquelas em depressão ou ansiosas eu diria que faz parte da recomendação médica!
Segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que estuda há anos o funcionamento do cérebro, existem cinco motivos principais para realizarmos exercícios físicos regularmente para que nosso cérebro funcione melhor. Ao praticá-los, nosso sistema de recompensa cerebral é ativado, nos fazendo sentir prazer.

  1.  Risco de sofrermos AVCs grandes ou pequenos é bem menor, já que o exercício melhora a atividade cardiovascular, beneficiando a irrigação sanguínea do cérebro.
  2. O exercício faz o cérebro produzir prolactina, um hormônio que tem ação calmante, e endorfina, que ajudam no aumento do prazer e reduzem a dor.
  3. O exercício ajuda a descarregar tensões acumuladas. O corpo relaxa e o cérebro acalma.
  4. O exercício aumenta a atividade do sistema parassimpático, responsável pela digestão, crescimento, proteção do coração e que age como freio contra o estresse a longo prazo.
  5. O exercício físico promove o nascimento de neurônios novos no cérebro, em especial no hipocampo, que é responsável pela formação de novas memórias. Ou seja, melhora a memória.

Resumindo:

  • Previne AVC
  • Reduz a dor
  • Acalma o corpo e o cérebro
  • Diminui o estresse
  • Melhora a memória
  • Dá prazer!

Ainda acrescento o fato da corrida, em especial, proporcionar o convívio com outras pessoas e estar ao ar livre ou em contato com a natureza, no caso de correr no parque (muito melhor do que na esteira, fechado dentro de uma academia). E as provas de corrida são animadas, o clima é delicioso, são centenas ou milhares de pessoas com a energia boa, animados, pensando na saúde e no bem estar. A somatória de tudo isso ajuda a levantar o astral de qualquer um, estimulando o deprimido (pelos motivos relatados acima) e aliviando a tensão dos ansiosos (idem).
Portanto, a prática regular de exercícios físicos só traz benefícios à saúde.” – finaliza a psicóloga.

A explicação de neurocientistas ao relacionar criação de neurônios às corridas

É sempre perceptível que, após uma longa corrida, a mente esteja mais apta e capacitada a novas informações. Mas não só isso, como também uma reflexão mais precisa dos problemas diários e o encontro de soluções para algo que tanto insiste em incomodar. A corrida relaxa. E isso não é ouvido apenas de uma boca, mas sim de inúmeros corredores que costumam buscar a corrida para “libertar a mente”, aguçar o cérebro e potencializar a consciência.

Entretanto, tudo isso sempre passou por uma suposição. Sem embasamento científico, estas propriedades mentais positivas findavam apenas opinião de quem corria e sentia-se bem com a prática. O passado ficou para trás. No presente, aparentemente, a prova de que a corrida está completamente relacionada à melhoria da capacidade cerebral parece estar tomando os laboratórios de neurociência que estudam e se aprofundam no tema que relaciona neurônios, corrida e atividade cerebral.

Novos neurônios sendo criados por quem adota a corrida como atividade rotineira

Por anos aceitou-se a hipótese de que o ser humano nasce com uma quantidade permanente de neurônios. Além disso, a afirmação ainda condizia que, ao chegar à fase adulta, novos neurônios deixariam de surgir. Uma hipótese que até se tornou teoria, mas que provou-se como falsa. Pesquisas realizadas utilizando animais, por exemplo, constataram que novos neurônios são continuamente produzidos no cérebro, não importando a idade.

Mas muito além disso, um dos fatores que podem ser significantes para o surgimento de neurônios – e assim a potencialização da capacidade cerebral – é a realização de exercícios aeróbicos, sobretudo a corrida. Segundo levantamento realizado em pesquisa pela Academia Americana de Neuropsicologia Clínica, é possível estimular o crescimento de novos neurônios apenas através de uma corrida. A alta intensidade dedicada a uma corrida de 30 minutos, por exemplo, desencadeia o surgimento de novas células cerebrais.

Auxiliando nos aspectos de melhoria da capacidade neural, a corrida pode, ainda, estimular a recuperação de abatimentos ou sentimentos negativos mais rapidamente. Sendo fundamental como forma de superar qualquer tipo de adversidade.

Superando traumas e contornando emoções negativas

Emily Bernstein (PhD em ciência oncológica) e Richard McNally (Professor de Psicologia na Universidade de Harvard) conduziram um estudo que verificou como a corrida poderia ser um braço direito no tratamento de emoções negativas; como um mecanismo de superação de traumas ou da negatividade findada que possa se desenvolver.

Bernstein teve como motivação do estudo o fato de ser uma corredora rotineira, admitindo que nota o sentimento de positividade que invade seu corpo enquanto corre e também após o exercício. O estudo, dessa forma, serviu para que fosse descoberto o efeito causador do estímulo positivo gerado sobre as pessoas que praticam exercícios aeróbicos. Propondo analisar a forma que o corpo e a mente reagem após uma corrida, as emoções seriam, em princípio, analisadas como o fator principal do estudo. Os voluntários da pesquisa foram submetidos a alongamentos, enquanto o outro grupo foi estimulado a correr durante 30 minutos, e, após isso, todos assistiriam à cena que encerrava o filme ‘O Campeão’, de 1979.

Notou-se que os participantes que haviam corrido se recuperaram de maneira mais rápida da experiência emocional negativa em comparação com quem apenas havia se alongado. Dessa forma, uma ideia de que a corrida poderia corresponder aos aspectos positivos seria o ponto de partida para estudos futuros.

A corrida seria o melhor tipo de exercício para o cérebro?

Os mais diferentes exercícios agem de formas diversas no organismo. Mesmo que estejam englobados em exercícios aeróbicos ou anaeróbicos, a reação do organismo sempre será diferente em cada caso. Dessa forma, difere-se no que tange a parte física, mas também no que abrange as atividades neurológicas. Um estudo na Universidade de Jyvaskayla, na Finlândia, colocou à prova como a atividade mental é desenvolvida em larga escala, testando ratos em diversos exercícios aeróbicos.

Estudos realizados anteriormente ao da Universidade finlandesa já levantavam a hipótese de uma análise mais profunda acerca do surgimento de maior número de neurônios em testes comparativos de ratos que corriam e ratos sedentários. Em algumas pesquisas constatou-se que o número de novos neurônios quase triplicava de um grupo de amostra para o outro. Além disso, a região beneficiada casava justamente com o hipotálamo, responsável pela cognição e memória.

Já o estudo da Universidade de Jyvaskayla apostou em maior profundidade nas análises. Injetando uma substância que marcaria as regiões onde provocassem o surgimento de novas células, os pesquisadores estimularam os ratos aos mais diferentes tipos de exercícios, realizando comparações com um grupo de controle que permaneceria sedentário.

Alguns dos animais correram em rodas dentro de suas gaiolas, já outros foram submetidos a corridas moderadas em locais abertos, com distâncias variadas. Outro grupo ainda foi submetido a diversos outros treinos que envolviam resistência, treinos de velocidade e demais regimes de exercícios físicos. As rotinas de treinamentos perduraram por sete semanas até os primeiros resultados começarem a surgir. O surpreendente fica por conta dos animais que corriam enjaulados, assim como os que corriam soltos.

Os ratos estimulados, sobretudo, à corrida – seja enjaulado ou livre – apresentaram robustos resultados no que tangem os níveis de neurogênese. A comparação com o grupo de controle demonstrou que os animais expostos às atividades aeróbicas, que exigiam a corrida e intervalos de descanso controlados, promoviam uma excelente qualidade às funções cerebrais. Inúmeros novos neurônios surgiram no cérebro, e aliar o exercício ao descanso proporcionou uma qualidade à saúde física e mental dos ratos testados.

A Dr. Miriam Nokia (vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade de Jyvaskayla) explicitou o fato de que “ratos não são humanos”, em suas palavras, mas que os resultados apresentados são significativos para testes futuros que devem apresentar resultados positivos para a aliança de exercícios aeróbicos, assim como potencialização da capacidade cerebral humana, sobretudo no surgimento de maior número de neurônios, se comparado aos sedentários.

A corrida como o principal exercício para um cérebro saudável

Ao menos para o cérebro parece ser a melhor pedida. Por apresentar inúmeros benefícios sustentados por estudos quantitativos e qualitativos, a corrida e a melhora das atividades cerebrais se tornam quase como um laço que deve ser mais valorizado. Isso porque além da promoção de benefícios à saúde cardiorrespiratória e muscular, a corrida ainda se sobressai no que tange a melhora nas atividades cerebrais. Sendo, literalmente, o exercício que vai dos pés à cabeça.

Estudos falam por si, abrangem uma metodologia própria, testes que podem ser de discórdia, mas com fatos que dificilmente podem ser rebatidos. A corrida proporciona um benefício sem igual ao corpo; agora também descobre-se seu importante fator na melhora da atividade cerebral. Sendo uma opção interessante, portanto, a corrida serve quase como uma medicina preventiva. Calçando os tênis para corrida, mapeando um trajeto e desbravando novos caminhos parece ser muito mais interessante que a dependência de remédios no futuro.

FONTES:

  1.  http://www.karenpostal.com/exercise-think-better/ – Karen Postal, neuropsicóloga instrutora em Harvard, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica.
  2.  http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1113/JP271552/abstract
  3.  http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  4. http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fnhum.2016.00610/full
  5.  https://well.blogs.nytimes.com/2016/02/17/which-type-of-exercise-is-best-for-the-brain/?_r=1
  6. http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  7.  https://academic.oup.com/biomedgerontology/article/58/2/M176/593589/Aerobic-Fitness-Reduces-Brain-Tissue-Loss-in-Aging
  8.  http://www.health.harvard.edu/blog/regular-exercise-changes-brain-improve-memory-thinking-skills-201404097110
  9.  http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02699931.2016.1168284

Cortar contato e excluir o ex das redes sociais não é sinal de imaturidade

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 17.03.17
Gabriela Guimarães e Marina Oliveira
Colaboração para o UOL

Amizade é possível, mas depois de um tempo

iStock

Foi bom enquanto durou, mas agora é cada um para o seu lado. E, de preferência, sem contato – ao vivo ou nas redes sociais. Terminar um relacionamento, geralmente, é um processo bastante sofrido. Por isso, muitas pessoas preferem cortar todo tipo de relação com o ex. E não há nada de errado nisso.

“É uma questão de se preservar. Para esquecer, precisamos de um pouco de distância. Não cabe a ninguém julgar essa decisão, porque só quem viveu a relação sabe o que está sentindo. Ainda que não haja vontade de voltar, há sempre um resquício de sentimento, que pode ser raiva e decepção, por exemplo”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especializada em terapia de casais e família pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O psicólogo Breno Rosostolato, professor da Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, tem a mesma opinião. “Eu só não concordo com aquela história de ‘ex bom é ex morto’, porque isso tem a ver com desejar mal para o outro e alimentar um sentimento de amargura. Mas se vai fazer bem pra você deletá-lo do Facebook ou bloqueá-lo no WhatsApp, por que não?”, questiona.

Uma pesquisa conduzida na Universidade de Brunel, na Inglaterra, divulgada em 2012, avaliou a relação entre o uso do Facebook e a recuperação pós-namoro. O levantamento mostrou que os participantes que fuçavam demais na vida do ex demoraram mais para curar a dor da separação. Já os que cortaram o contato acabaram relatando menos sentimentos ruins em relação ao término, bem como menos desejo sexual pelo ex.

Alguns poucos voluntários da pesquisa declararam que conseguiram se sentir melhor ao acompanhar a vida do ex on-line porque, ao ler as postagens, chegavam à conclusão de que aquela pessoa não era a certa mesmo. No entanto, o psicólogo Walter Mattos, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, diz que esse processo não é tão simples assim. “Tipicamente, os nossos sentimentos moldam as nossas ideias, e não o contrário. É mais fácil ler sobre as atividades do ex nas redes sociais e amplificar sentimentos do que atenuá-los”, diz.

Ex-namorados podem se tornar bons amigos. Mas, de acordo com os especialistas, não convém ter pressa para virar a chave da relação. “Você tem que superar o término. Talvez vocês se reencontrem e percebam que tudo está resolvido. A amizade acontece quando ambos não se enxergam mais como possíveis parceiros”, diz Marina.

A distância é ideal para parar de olhar para fora –no caso, para o outro– e passar a olhar para dentro. “Elaborar as nossas tristezas e perdas é o que promove a saúde psíquica, na maioria dos casos. Mas é difícil fazer isso imerso em sentimentos ruins. O tempo longe ajuda a atenuá-los e a equilibrar memórias: a recordação do que foi bom e do que foi ruim. Também ajuda na atribuição de sentido e aprendizado ao que foi vivido com o outro”, diz Mattos.

O tempo de superação do término é individual, contudo, a forma como a relação chegou ao fim influencia -e muito– no que acontecerá depois. “Quando a decisão da ruptura parte da outra pessoa, é bastante comum um certo inconformismo, misturado com insegurança e tristeza”, afirma o psicólogo.

Por fim, é preciso ter em mente que um ex só se torna amigo do outro quando os dois querem continuar em contato. “Não adianta forçar a barra se o outro não está preparado. Você não tem mais o direito de se impor na vida dele”, diz Marina.

 

Os 5 maiores desafios enfrentados por casais para ficarem juntos

Publicado na Revista Claudia, 28.04.17
Por Liliane Prata

O amor não basta – é preciso disposição mútua. Conheça os cinco maiores desafios enfrentados pelos casais para permanecerem juntos (e felizes)

De cada quatro casamentos, um terminará em divórcio – em média, 15 anos depois do “sim”, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2015. Parece cada vez mais desafiador manter o vínculo a longo prazo nestes tempos líquidos, e os motivos não são poucos: vão da praticidade para se divorciar (principalmente desde a lei de 2010, que encurtou o processo) à liberdade sexual e ao imediatismo que caracterizam nossos dias.

Por outro lado, o sonho de encontrar um parceiro para a vida toda permanece vivo para a maioria. O número de divórcios é alto, mas o de casamentos e recasamentos continua muito maior. Crises fazem parte de qualquer relacionamento e, quando superadas, fortalecem a dupla. Antes de encarar a famosa DR, avalie se vocês não caíram em alguma das principais armadilhas dos casamentos modernos. E, então, respire fundo, esqueça os ressentimentos e leve para a discussão propostas construtivas.

ATIVIDADES DEMAIS

As expectativas em relação ao casamento estão mais altas do que nunca. Todos esperam por amor, sexo, amizade, a estabilidade que nossas avós tinham e um cotidiano estimulante.

Ao mesmo tempo, os cônjuges não se dedicam tanto à vida a dois, pois falta tempo: ambos trabalham muito, dividem as tarefas domésticas, estão mais conscientes da importância de acompanhar os filhos de perto.

Pronto: cadê a relação que estava aqui? Para piorar, a rotina dos cônjuges pode ser semelhante, mas não raro a mulher assume mais responsabilidades.

“Ainda que os dois se dediquem igualmente ao trabalho, muitos homens ainda consideram o próprio ofício mais importante do que o da parceira e resistem a dividir as tarefas domésticas”, pontua Mônica Genofre, terapeuta de casais, de São Paulo. A saída, claro, passa pelo diálogo de qualidade – vocês estão no mesmo time, certo? “Tocar projetos a dois, além dos individuais, também é fundamental para que o casal permaneça conectado”, sugere.

NADA DE PAPO

Se a falta de tempo (do item anterior) se junta à pouca disposição para conversar e ao hábito de viver com o celular na mão… Bomba! “Dos casais que atendo, 90% se queixam de não ter assunto e de que, quando têm, brigam”, diz Marina Vasconcellos, terapeuta de casais, de São Paulo.

É o caso de Juliana, 45 anos, designer de joias paulistana. Ela se ressente das vezes em que ela e o marido, com quem está há dez anos e tem um filho, ficam cada um com o seu celular na cama. “Quando um quer conversar, o outro está no WhatsApp”, diz ela, que nos últimos tempos tem feito programas sozinha (como viajar) e sente que isso enriquece a vida a dois.

“Temos mais assunto, mais vontade de trocar.” Para o sexólogo e terapeuta carioca Amaury Mendes Júnior, essa é a dobradinha ideal. “Cultivar a individualidade faz com que os parceiros se mantenham interessantes aos olhos do outro. O que não exclui, evidentemente, manter programas a dois, além de momentos de olho no olho, sem telas.”

REDES SOCIAIS

Com amigos que o cônjuge não conhece e grupos de que ele não faz parte, a internet é uma oferta permanente de possibilidades.

Se o isolamento no “próprio mundinho” é um risco quando a relação vai bem, em momentos de crise, então… “A insatisfação é a porta de entrada para conversas com a ex, curtidas com segundas intenções nas fotos do colega de trabalho… ”, diz o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo.

“O melhor é evitar procurar ‘sarna para se coçar’ online. É como tomar tequila para afogar os problemas”, compara. Quanto ao tempo passado na rede, a saída é que ambos estabeleçam limites. “Que tal deixarem o aparelho desligado à noite?”, aconselha Vasconcellos.

DISPUTA DE PODER

A mulher sobe na carreira e o parceiro se sente rebaixado. Ou: mais poderosa que o marido, ela perde a admiração por ele. “Os papéis se modernizaram, mas, no inconsciente, as exigências são antigas”, observa Mendes Júnior.

Depois que o marido ficou desempregado, a webdesigner mineira Isabela, 36 anos, casada há 14, precisou rever seus conceitos. “Ele passou a cozinhar e cuidar da casa e não se sentia menos homem. Mas aquilo me incomodava”, admite. Com o tempo, aceitou.

“Quando ele ficou bem na carreira, tirei um ano sabático, graças a seu apoio. Entendi que o importante é estar do lado do outro, sem nos enquadrar em padrões culturais preestabelecidos.”

OBJETIVOS DIFERENTES

Ela adora sair; ele prefere ficar em casa. Ele quer filhos; ela, não. Ela quer um relacionamento aberto; ele, a monogamia. Esse descompasso sempre existiu. Mas, agora, sem o engessamento de modelos socialmente estabelecidos.

Para o psicólogo carioca Sergio Garbati, é preciso coragem para assumir o desejo – o que implica agir de modo condizente. “Há quem diga que sofre por estar solteiro, mas, na prática, vive um projeto individualista”, afirma.

“É necessário se conhecer e repensar se as ações estão coerentes com os objetivos. Se o cônjuge concluiu que manter aquela união é importante, como não arranja tempo para conversar meia hora por dia?”, provoca.

Especial Separação: como contar às crianças

Publicado em Revista Crescer/família, 03.04.17
Por Naíma Saleh

Não é possível evitar o sofrimento dos filhos – afinal, a notícia é triste mesmo. Mas com respeito e diálogo, dá para mostrar que não será o fim do mundo e que vocês continuam formando uma família.

Separação: como contar aos filhos? (Foto: Thinkstock)

Em 10 anos, a taxa de divórcio no Brasil cresceu 160%, de acordo com os últimos dados do ‘Estatísticas do Registro Civil” de 2015, ano em que foram registrados 328.960 desquites no país. É claro que ninguém casa (ou, pelo menos, não deveria se casar) esperando que um dia o relacionamento acabe, mas, às vezes, o fim é inevitável e pode se tornar um alívio, tanto para o ex-casal quanto para as crianças. É um recomeço para todos.

Isso, é claro, não torna o processo menos doloroso. Decidir terminar uma relação nunca é simples. E quando há filhos no meio, é preciso ter ainda mais cuidado e delicadeza na hora de colocar um ponto final. Veja o que é preciso ponderar antes de comunicar a separação às crianças e quais são as melhores maneiras de contar.

A decisão

É fato que todo casal tem problemas, mas, independentemente do tipo – e da gravidade – da situação, o primeiro conselho da psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP, é procurar ajuda profissional antes de bater o martelo. “Tem casais que chegam ao consultório quase decididos, mas voltam atrás, porque na terapia conseguem consertar o que não estava indo bem no casamento”, explica.

Isso diminui as chances de tomar uma decisão e voltar atrás depois – o que pode tornar o processo mais difícil e causar um sofrimento desnecessário tanto aos filhos, como aos pais.

Como contar

Uma vez que decisão está tomada, é melhor avisar às crianças o quanto antes – mesmo porque, dificilmente, elas não vão perceber que algo está acontecendo. Vá direto ao ponto, mas com delicadeza. “O ideal é que os pais contem juntos, com calma, tranquilidade e respeito”, recomenda Marina. Frases como “Nós não nos amamos mais” ou “a gente se respeita, mas não existe mais amor de casal” ajudam a deixar claro que os papéis de pai e mãe vão continuar intactos mesmo com a dissolução do casamento.

Ainda que o clima entre os pais seja de paz e que eles tenham chegado a um acordo, é natural, nesse momento de angústia, tentar garantir que a criança venha para perto si. “Inconsicientemente, cada pessoa quer puxar o filho para perto porque tem medo de vê-lo menos, de se afastar na nova configuração”, explica a psicóloga Miriam Barros, psicoterapeuta de crianças, adolescentes, casais e famílias. O resultado é que, na hora de conversar com as crianças, a escolha dos termos e da forma de falar pode, sutilmente, insinuar que a culpa pelo fim é de um dos dois ou que um lado está muito magoado. Por isso, é melhor que o ex-casal  converse muito entre si antes, para combinar o que e como falar para as crianças.

Abra espaço e converse

É comum que as crianças menores se perguntem o que foi que elas fizeram para causar esse tipo de situação. Elas podem achar que o pai ou a mãe está saindo de casa por conta de um mau comportamento delas, de algo que elas disseram e não deveriam ter dito, ou alguma decepção que tenham causado. “As crianças têm muitas fantasias. Quanto menores, mais egocentradas. Elas se acham culpadas por um monte de coisas, pois são muito autorreferentes”, explica Marina. Por isso, deixe claro que a escolha do casal não tem nada a ver com as crianças, que é uma decisão de adultos e que não vai interferir no amor que os dois sentem pelo filho. Também reforce o lado positivo da situação. Explique que a criança vai ter duas casas, dois quartos, deixando claro que o espaço dela está garantido na vida de cada um.

Também não adianta propor uma ida ao cinema ou a qualquer lugar que seu filho goste de ir para tentar agradá-lo e depois soltar a bomba. A criança pode se sentir enganada. Além disso, é uma situação muito particular para ser conversada em locais públicos. O melhor lugar é em casa, no ambiente privado, para que a criança possa chorar, ficar mal, falar o que tiver vontade.

Males para bem

Quando a situação entre o casal é muito ruim, a notícia pode até trazer certo alívio, porque os filhos não gostam de ver os pais brigando e se ofendendo. “Em muitos casos, são perdas que vão resultar, mais tarde, em um ganho de saúde emocional tanto para o ex-casal quanto para a criança. Se cada um puder ter uma vida mais tranquila e se a criança não presenciar um modelo de relação com brigas, é um fato positivo para a sáude mental de todos”, reflete Miriam.

É inevitável, porém, que as crianças fiquem tristes. “Elas têm o direito de reagir e se expressar. É preciso acolher, conversar”, diz Marina. É bacana também citar exemplos de outras famílias com pais separados que o filho conhece e que se dão bem. Mas dê tempo ao seu filho de processar e espaço para que ele possa se manifestar.

O que tem que ficar claro para as crianças é que, mesmo que os pais não formem mais um casal, nenhum deles vai perder o contato com elas, ambos farão de tudo para estar presentes e os filhos poderão contar com eles sempre. Afinal, casamento acaba. Família, não.

Evite dizer…

“Quando eu tiver um namorado, ninguém vai tomar o lugar do seu pai”. A criança não precisa se preocupar com a possibilidade de uma nova presença na família nesse momento. Mesmo que um dos pais – ou os dois – já estejam em novos relacionamentos, não é a hora de contar. Deixe a criança assimilar uma coisa de cada vez.

“Vamos nos separar porque seu pai/sua mãe é (insira aqui qualquer ofensa)”. É preciso manter o respeito ao se dirigir e se referir ao ex-parceiro, mesmo que ele não esteja presente.

Pode ser bom dizer:

“Mamãe/papai ainda vai ficar triste, talvez fique mais quietinha, mas vai passar. Você também pode ficar triste, não tem problema”. Lidar com a situação de forma equilibrada não quer dizer esconder os sentimentos. Abra espaço para você e seu filho poderem lidar com essas emoções.

“Amamos você e seremos sempre os seus pais acima de tudo”. Separe os papéis de casal e de pais, dando segurança para seu filho que um não vai interferir no outro.

9 verdades e 1 mentira: jeito novo de jogar confete em si mesmo no Facebook

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 17.09.17
Adriana Nogueira

Do UOL

Getty ImagesPor mais que  se diga querer apenas brincar, o desafio coloca a pessoa em evidência e isso dá prazer.

Você pode até não ter feito a sua lista, mas, com certeza, já esbarrou com alguma no Facebook. Para quem – sabe Deus como – não tem ideia do que se trata, é um desafio que consiste em enumerar nove fatos verdadeiros aparentemente improváveis sobre si mesmo e, no mesmo tom, uma mentira.

Há aqueles que torcem o nariz e não participam, mas os que mesmo de fora enxerguem como exibicionismo e cutuquem com “não consigo pensar em verdades tão interessantes sobre mim mesmo”. O UOL resolveu colocar a nova mania da internet no divã: está todo mundo só querendo aparecer, mesmo?

“Por mais que se argumente ter entrado pela brincadeira no desafio, ele atrai atenção, coloca a pessoa em evidência, que é uma das funções básicas das redes sociais”, afirma o psicólogo Yuri Busin.

O contador de causos

A necessidade de estar em evidência não foi inventada pelo Facebook e afins. Basta pensar naquele sujeito que, em uma festa qualquer, reúne gente em torno de si contando causos e façanhas.

“A questão é que com as redes sociais é mais fácil você se expor”, afirma a psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos.

A especialista até diz achar possível que há quem entre na onda apenas para brincar mesmo, sem ter como objetivo se exibir. “A pessoa pode não ter pensado em contar vantagem, mas nada garante que ela não será vista assim por quem a ler nas redes sociais.”

Na opinião dela, esse é um dos pontos: a comunicação nessas plataformas também depende de como quem a receber irá interpretar. “Cada um tem seus filtros e vai aplicá-los na hora de ler.” Para Marina, quem aderir à brincadeira tem de estar pronto para entender que tanto pode ser acolhido quanto criticado.

Yuri Busin afirma que não há mal algum em querer usar a brincadeira para tirar dela prazer por ser alvo de atenção. “O uso das redes sociais só se torna negativo se a pessoa só se pauta por elas. Quando interage apenas no ambiente no ambiente virtual.”

No BBB, Marcos pede tempo para Emilly; você acredita nisso?

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 17.03.17
Thamires Andrade
Do UOL

Reprodução/TV Globo

Depois de inúmeras brigas e crises de ciúme, Marcos resolveu pedir um tempo para Emilly no BBB17. Após a sister reclamar da aproximação dele com Elettra, ele a chamou no quarto e disse que não estava mais conseguindo conviver com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.

Marcos não disse com todas as letras que quer terminar o relacionamento com a sister, mas continuou pedindo um tempo e falando que queria ser apenas amigo de Emilly por enquanto. E, na opinião de Marina Vasconcellos, psicóloga e e terapeuta familiar e de casal, esse tempo pode ser muito positivo para a relação dos dois.

“No calor da emoção, a dificuldade de enxergar as coisas é maior. Ao se afastar, tudo fica mais claro. Dá para saber do que se sente falta, em que momentos se sentem aliviado por não estar ao lado do outro. Enfim, dá para refletir e se questionar sobre o que não está bom naquela relação”, fala Marina.

Respeito ao  pedido e regrinhas básicas de convivência

Encarar o pedido de tempo com certa ignorância, como Emilly, pode ser prejudicial para a relação até por que, segundo Marina, muitas vezes quem pediu o tempo não está sabendo lidar os acontecimentos da relação. “É possível o tempo fazer bem para a relação, pois é um período de questionamento de ambos, que pode engrandecer. O casal pode voltar melhor depois”, fala.

Segundo ela, quem é muito ansioso tende a adotar essa postura de ter que resolver as coisas na hora. “Mas é preciso respeitar o tempo que o outro pediu, nem sempre o tempo do par é o mesmo que o seu. Fora que você não é obrigado a a esperar a pessoa. Se couber isso na sua vida, faça, se não, siga em frente. Relacionamento é para trazer felicidade e fazer bem e não para ficar brigando”, afirma.

Resolveu dar um tempo? Colocar regras é uma boa saída para evitar complicações, já que, como diria o provérbio, combinado não sai caro. “O casal precisa conversar se o tempo terá um prazo definido ou não, se ficar com outras pessoas está liberado e se o par será informado disso ou não. Essas regras servem para evitar conflitos, mas se eles vão cumprir o combinado, isso vai cada um”, fala.

Tempo ajuda, mas não é tudo

Para a psicóloga Cristiane Pertusi, o tempo não é o único fator que pode ajudar o casal a retomar o relacionamento. Ela acredita que uma boa conversa e maturidade de ambas as partes é o que realmente fará com que eles voltem às boas.
“O tempo serve como uma trégua para os conflitos que estão acontecendo na relação. Mas para repensar um pouco a postura vai depender da maturidade dos dois e das características do relacionamento, se tem sentimento envolvido”, explica Cristiane.

Para a psicóloga, relações com papéis muito antagônicos, como a de Marcos e Emilly, tende a ser muito conflituosa. “Ele vive tentando consertá-la, corrigi-la e aconselhá-la. Quando existe uma certa hierarquia ou desnível na relação de troca, de igual para igual, em que o casal oscile os papéis e que um respeite o outro”, diz.

Pancadaria por ciúme viraliza na web

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 13.03.17
Adriana Nogueira

Do UOL

Vingança alivia ou dá ressaca moral?

Reprodução/TV UOL

Em vídeo,  mulher supostamente traída agrediu o marido e uma das mulheres que estava com ele

O UOL conversou com a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.

Miriam, que pesquisa o tema infidelidade desde 1988 e coleciona duas mil entrevistas – entre traídos e traidores -,  diz nunca ter se deparado com uma reação violenta do tipo. “Para agir dessa forma, a pessoa tem de ter uma personalidade mais explosiva. E ela reage assim por perder a ilusão de ser especial e única na vida do marido, mas não é batendo que ela vai recuperar essa posição.”

Para Marina, ainda que a atitude traga alívio, a sensação é muito efêmera. “Fui humilhada e resolvo humilhar de volta. Só que o que vem depois é ainda mais pesado. Você se expõe e ainda dá aos outros a oportunidade de te julgarem.”

Miriam também afirma que, ao agredir a que seria a outra, a traída expressa o machismo que está interiorizado nela. “Ela culpa a outra mulher, porque cresceu vendo ser colocado como natural que o homem tenha muitas parceiras”, fala a antropóloga.

Para as duas especialistas, a reação violenta da traída é uma expressão dos tempos atuais. “Hoje as pessoas reagem com agressividade em muitas situações, não só em casos de traição”, afirma Mirian.

Já Marina relembra que, antigamente, esperava-se que a mulher fosse mais contida. “Nos dias atuais, ela tem liberdade de se expressar. Mas, dessa situação de reagir a uma traição a tapas], só sairá uma ressaca moral fortíssima. Por mais que a mulher peça desculpa, retrate-se, alguém já filmou e colocou na internet.”

 

Mãe biológica de Zahara Jolie-Pitt quer reencontrar a filha

Publicado em Vogue, 18.01.17

“Eu gostaria que a Angelina me deixasse falar com ela. Não acho que seja pedir muito”, declarou Mantewab Dawit Lebiso ao Daily Mail

Zahara Jolie-Pitt, Angelina Jolie e Shiloh Jolie-Pitt (Foto: Getty Images)

Adotada em 2005 por Angelina Jolie e Brad Pitt quando tinha apenas 6 meses de idade, a etíope Zahara Jolie-Pitt está sendo procurada por sua mãe biológica. Em entrevista ao site britânico Daily Mail, Mentewab Dawit Lebiso revelou que quer reencontrar a filha e fazer parte de sua vida.

“Eu só quero que ela saiba que eu estou viva e que estou aqui, que posso falar com ela”, declarou. “Eu não quero a minha filha de volta, só quero poder entrar em contato com ela, conversar e saber como ela está”.

“Angelina tem sido uma mãe muito melhor do que eu jamais poderia ter sido”, desabafou Mantewab. “Ela está com Zahara desde quando ela era um bebê – mas isso não significa que eu não sinto sua falta. Eu sinto sua falta o tempo inteiro. Eu penso nela todos os dias e fico esperando ouvir sua voz e ver seu rosto. Eu sei quando ela está de aniversário e fico triste porque não posso comemorar com ela. Eu gostaria muito de poder celebrar com ela no seu aniversário e em outras datas especiais”.

Brad Pitt e Angelina Jolie adotaram Zahara quando ela ainda era bebê (Foto: Getty Images)

Em entrevista à Vogue, a psicóloga Marina Vasconcellos* diz que a procura de mães biológicas pelos filhos anos depois do abandono é mais comum do que se pensa. “Algumas mães entregam os filhos para adoção por não terem como cuidar deles naquele momento de vida”, explica. “Com o passar do tempo e com mais maturidade, em muitos casos surge um arrependimento pelo ato, embora as mães tenham consciência de que aquela era a melhor solução no momento”. Entre os motivos que as fazem querer reencontrar os filhos estão a “melhora nas condições de vida, a vontade de saber como estão sendo tratados, de saber como se parecem fisicamente”, conta.

Vivendo em condições precárias na Etiópia, Mentewab Dawit Lebiso foi estuprada por um homem que invadiu sua casa aos 19 anos. O traumático ataque a deixou grávida, e sua família a obrigou a dar a filha para adoção.

“Eu gostaria que a Zahara soubesse que ela tem uma mãe que a ama tanto quanto a Angelina. Eu sei que sua vida é com Angelina em outro país, e que ela fala uma língua  diferente de mim”, explica Mentewab no apelo publicado no Daily Mail. “Ela tem uma vida que eu nunca poderia proporcionar a ela, mas ainda assim eu gostaria de ter algum contato com Zahara. Meu coração explode de tanto orgulho que sinto [dela]”.

No apelo para Angelina Jolie, ela conclui: “nós todos morreremos um dia e, antes de morrer, eu gostaria que ela me conhecesse e soubesse que tem uma família aqui na Etiópia. Eu gostaria que a Angelina me deixasse falar com ela. Não acho que seja pedir muito”.

Zahara Jolie-Pitt, Angelina Jolie e Shiloh Jolie-Pitt (Foto: Getty Images)

“A melhor saída para este tipo de situação é lidar naturalmente e não impedir que o filho conheça os pais”, diz Marina, mas deve-se ter cuidado com a interferência dos pais biológicos na criação ou na rotina dos filhos. “Afinal de contas, os pais adotivos são os pais de fato, aqueles que assumiram a criança como filho, e devem ser representados como tais. Conhecer os pais biológicos é uma coisa, mas estes quererem fazer parte constante da vida do filho é outra. Se eles tomaram a decisão de doar o filho para que outros pais o criassem, agora precisam assumir as consequências e entender que perderam o direito sobre ele”, conclui.

O que Zezé di Camargo e Zilu deveriam aprender com Fátima e Bonner

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 26.12.16
Natália Eiras

Do UOL

AgNews

Separados desde 2013, Zezé di Camargo e Zilu continuam dando o que falar. Eles trocam alfinetadas pelas redes sociais, colocam os filhos no meio das brigas e soltam declarações polêmicas para a mídia. Se “administrar” um divórcio sendo pessoas anônimas já é complicado, imagina se o (ex-) casal é famoso, como Zilu e Zezé? A fama pode agravar a situação, mas não é a causa de todos os problemas.

Neste ano, muita gente disse que não acreditava mais no amor após Fátima Bernardes e William Bonner anunciarem a separação. Os jornalistas, no entanto, conseguiram manter todo o drama de um divórcio bem longe dos holofotes. De acordo com a terapeuta de casais e família Marina Vasconcellos, de São Paulo (SP), esse é o tipo de coisa que a Família Camargo deveria aprender.

“[Zilu e Zezé] deveriam fazer exatamente o oposto do que estão fazendo. Não pode expor o outro. Além de acabar com a privacidade do ex-companheiro, você também está se expondo e deixando os filhos vulneráveis”, fala a especialista em entrevista ao UOL.

E Fátima e Bonner souberam administrar muito bem a vida pública e a privacidade da família. “Eles sabem que, por serem figuras públicas, qualquer coisa que eles falarem vai fazer muito barulho. O importante é respeitar o seio familiar”, aconselha.

Não expor o ex-companheiro

Assim, declarações como a de Zezé, que disse que não teria escrito “É o Amor” para a Zilu, deveriam ser evitadas pelos famosos. “Isto é um problema de casal e a roupa suja se lava em casa”, diz Marina. “Isso alimenta uma coisa negativa, um sentimento de vingança, de raiva. E, nessas horas, é preciso alimentar coisas positivas”.

Deixar de fuçar as redes sociais do ex

Em uma época em que as redes sociais são uma parte importante da vida das pessoas, deixar de seguir o ex-companheiro no Facebook e no Instagram pode ser uma boa estratégia para evitar constrangimentos. “Terminou? Vai cada um levar a sua vida, respeitando a do outro. Porque até ali eles tinham uma história juntos, mas agora começará uma nova etapa da vida de ambos”, afirma a psicóloga formada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Ter maturidade para lidar com os filhos

Maturidade por parte dos pais também previne situações como a de Wanessa, que deixou de falar com Zezé após a separação. “O ideal seria eles fazerem uma terapia de ex-casal para ‘limpar tudo’. Os filhos ficam em uma situação muito delicada e acabam escolhendo um lado”. Não falar mal do ex-companheiro para a família e segurar a onda nas “cenas de ciúme” também ajudam a manter a harmonia. “Tem um problema com o seu ex? Resolva com ele. Se a convivência é muito difícil, não fale para os filhos”.

Dividir as festas de fim de ano

No Natal, Zezé publicou uma imagem comemorando a data com a namorada, Graciele Lacerda. A “separação” da Família Camargo não passou em branco no Instagram de Zilu, onde ela escreveu um texto dizendo que não há “ex-filho”. Fãs viram o post como uma provocação. A situação teria sido resolvida, de acordo com Marina, se tivesse havido uma conversa e negociação sobre como seriam comemoradas as festas de fim de ano.

“Normalmente, as famílias se dividem: os filhos passam o dia 24 com um e o dia 25 com o outro. Ou o Natal com um e o Ano-Novo com o outro”, fala a especialista. O importante, no entanto, é respeitar o acordo e ter em mente que estar com o pai não significa que o filho não goste da mãe ou vice-versa. “Não é saudável competir pelo amor dos filhos”.

Como os homens são mais esquecidos que as mulheres, aprenda a melhorar a memória

Publicado no jornal O Nortão, 05.12.16 

Segundo estudo, ainda não há explicações para a qualidade da memória ser diferente entre homens e mulheres.

Agora é possível culpar a ciência quando sua mulher brigar porque você se esqueceu do aniversário dela. Uma pesquisa realizada pela Norwegian University of Science and Technology (NUST) e publicada no jornal científico BMC Physiology confirma: independente da idade, os homens tendem a ser mais esquecidos do que as mulheres.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar as respostas de mais de 37 mil pessoas de 30 a 60 anos. Os participantes foram submetidos a um questionário com nove perguntas relacionadas à memória. Em oito delas, os homens reportaram mais problemas do que as mulheres.
Apesar de muitos já suspeitarem que os homens são mais esquecidos do que as mulheres, o resultado foi inesperado para Jostein Holmen, um dos professores responsáveis pelo estudo. “Foi uma surpresa, isso nunca havia sido documentado.”
No entanto, se esquecer das coisas não é uma proeza exclusivamente masculina. Quase metade dos participantes (44,6% das mulheres e 46,2 dos homens) apresentou algum problema de memória. Sérios problemas foram reportados em 1,6% dos homens e 1,2% das mulheres. O motivo da qualidade da memória ser diferente entre homens e mulheres ainda é um mistério para os cientistas.
A pesquisa também apontou que, em ambos os gêneros, quanto mais velho um indivíduo for, pior será sua memória. Nós conversamos com a psicóloga Marina Vasconcellos e descobrimos que, por mais que exista a tendência de sermos mais esquecidos com o passar do tempo, também é possível reforçar a memória. “É preciso estimular o cérebro em vários aspectos para a memória funcionar”, afirma a psicóloga. Confira alguns hábitos, sugeridos por Marina Vasconcellos que vão ajudar você a se lembrar mais das coisas:

 

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 Discar o número do telefone e evitar recorrer à lista de contatos
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 Variar o caminho da casa para o trabalho e vice-versa
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 Aprender a tocar instrumentos musicais
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Praticar exercício físico com regularidade
“Tudo que a gente aprende durante o dia é fixado na memória durante o sono. Então, dormir bem é importantíssimo para o bom funcionamento da memória”, conta a psicóloga.

A importância da corrida para saúde da mulher

Publicado no site Sua Corrida/W RUN, 28.11.16

Pesquisa revela que o esporte já ajudou 23% das atletas a vencerem doenças como câncer e depressão

A participação feminina nas corridas de rua do Brasil não para de aumentar. Segundo dados da Federação Paulista de Atletismo (FPA), 274.070 mulheres concluíram provas em São Paulo em 2015. Isso representa um crescimento de quase 23% em relação a 2014, quando 223.344 corredoras cruzaram a linha de chegada de competições disputadas no estado.

Mas o que elas buscam no esporte? Para encontrar a resposta e entender melhor como o exercício auxilia na saúde, na autoestima e no bem-estar das mulheres, a Iguana Sports, empresa que realiza a Wrun e Venus, as duas maiores corridas femininas do Brasil, fez uma pesquisa com 2.541 corredoras. A maior parte delas (27,5%) começou a treinar para cuidar da saúde. Além disso, 59% acreditam que correr é fundamental para prevenir doenças graves. E com razão: “Qualquer exercício supervisionado promove melhorias na saúde física e mental”, afirma Paula Beatriz Fettback, doutorada em ciências médicas, obstetrícia e ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo a especialista, entre os males que a corrida ajuda a combater estão diabetes, hipertensão, sobrepeso e problemas cardíacos.

Corrida contra o câncer
Na pesquisa, 23% das mulheres afirmaram já ter superado um problema grave com a ajuda do esporte. Entre as doenças mais citadas por elas estavam a depressão e o câncer de mama. “O exercício fortalece o sistema imunológico e a parte emocional. Isso realmente ajuda bastante durante o tratamento de tumores”, diz Paula Beatriz. A corrida contribui não só no combate à doença, mas também na prevenção. Uma pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, que analisou mais de 1,4 milhão de pessoas, aponta que a atividade física regular reduz em 20% o risco de desenvolver 13 tipos de câncer, entre eles, o de mama, de cólon, de esôfago, de fígado, de rim e de estômago.

Corpo são, mente sã
O esporte também é, comprovadamente, um grande aliado contra a depressão. “Exercícios aeróbicos trazem uma contribuição excepcional ao tratamento de doenças psiquiátricas. Isso porque, a atividade física libera substâncias como a endorfina e serotonina, que aumentam o bem-estar, relaxam e reduzem a ansiedade”, explica Paula Beatriz Fettback.

Os benefícios para combater esse tipo de doença não ficam apenas no aumento da produção de neurotransmissores que trazem prazer. “Correr modela o corpo e faz com que as mulheres se sintam mais bonitas, confiantes e fortes para enfrentar os problemas do dia a dia”, acredita Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo. Também ajuda a construir novas amizades, aumenta o contato com a natureza, melhora a qualidade do sono e leva as pessoas a se alimentarem melhor. “O esporte proporciona diversos hábitos que auxiliam na prevenção e cura da depressão. Realizar exercícios aeróbicos regularmente é ótimo para a autoestima, o bem-estar e a saúde da mulher ”, finaliza Marina Vasconcelos. De fato, no levantamento feito pela Iguana Sports, quase 90% das corredoras concordaram que treinar é essencial para elevar o bem-estar e a autoestima. Veja o resultado completo da pesquisa no infográfico.

Corrida-saúde-da-mulher

10 sintomas físicos do estresse

Publicado no site Minha Vida, 03.11.16

O corpo pode dar sinais de que o seu psicológico está sobrecarregado. Queda de cabelo, problemas estomacais e alergias são indícios

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock
O corpo pode mostrar se algo está errado com o seu psicológico. Veja como o estresse pode se manifestar fisicamente

Uma pessoa que está passando por um alto nível de estresse é, geralmente, conhecida por sua irritabilidade, nervosismo ou desequilíbrio emocional. Porém, quem vive na pele as consequências desse problema pode notar alguns sintomas que vão além dos aspectos comportamentais, afetando a pessoa fisicamente.

“Aquilo que não conseguimos lidar emocionalmente acaba sendo descarregado no corpo, se expressando através de sintomas físicos”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. Separações, dificuldades financeiras, pressão no trabalho, luto e a rotina desgastante podem acarretar em um quadro de alto estresse. Abaixo, conheça alguns dos sinais que o corpo apresenta nessas situações:

1. Dificuldade para dormir

O estresse em excesso é capaz de atrapalhar e muito o sono, pois a pessoa não consegue parar de pensar em seus problemas. “Determinados acontecimentos podem ser facilmente vividos e elaborados por alguns, mas não por outros, que não conseguem encarar a questão”, afirma Marina. Isso só traz sofrimento e transtornos para a pessoa.

2. Queda de cabelo em excesso

Notar um aumento na queda do cabelo pode ser um indicativo do estresse, mas tudo deve ser analisado de perto por um profissional. “Os sintomas, isoladamente ou somados, ajudam a avaliar se a pessoa estaria vivendo o estresse”, diz o mestre em psicologia Marcello Accetta, professor de psicologia do Centro Universitário Augusto Motta.

3. Cansaço demasiado

“O estresse obriga a pessoa a parar e olhar para a vida, rever seu ritmo, analisar o que pode e deve ser mudado, aprender a relaxar e se cuidar”, destaca Marina. Quando as noites de sono não são mais suficientes para acabar com o cansaço, algo pode estar errado.

5. Gastrite e úlceras

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock

Momentos de estresse elevam os danos causados à parede do estômago, podendo gerar casos de gastrite e úlceras. Marcello alerta que, quanto maior o tempo que a pessoa permanecer convivendo com os sintomas físicos do estresse, mais o problema se agravará, então nenhum sinal deve ser ignorado.

6.Tensão muscular

“Exercícios físicos regulares ajudam bastante a descarregar as tensões, assim como a prática da meditação. Tente estabelecer limite de horas para trabalhar diariamente”, destaca a psicóloga. A tensão também pode se manifestar na mandíbula, fazendo a pessoa até ranger os dentes durante a noite.

7. Imunidade baixa

Quadros de estresse intenso podem baixar significativamente a imunidade, acarretando em diversas doenças. O tratamento, porém, pode estar diretamente ligado à rotina que a pessoa leva, de acordo com Marina: “Se a pessoa conseguir mudar seu estilo de vida estressante e cuidar mais de si, estará se tratando adequadamente”.

8. Dores de cabeça

Apesar de ser algo considerado “comum”, a dor de cabeça não deve ser subestimada. “O estresse está diretamente ligado com a forma como nos relacionamos com nossos objetivos, sonhos, atividades diárias e nosso nível de satisfação com tudo isso”, lembra o especialista.

9. Mudanças de apetite

ilustracao-estresse - Foto: Thinkstock
“Nossas emoções, nossos sentimentos, bons ou ruins, sempre se manifestam através do nosso corpo”, diz o psicólogo Marcello Accetta

Tanto o aumento, quanto a diminuição significativa do apetite, repentinamente, podem indicar que algo está errado. “Ao diagnosticar um paciente com estresse, o mais importante na clínica psicológica é poder compreender como o momento que essa pessoa está vivendo”, aponta Marcello.

10. Tonturas

Ficar sob situações extremamente estressantes pode gerar uma certa tontura, por causa da irritação no labirinto, órgão na área interna do ouvido. “Esse tipo de situação ocorre quando o corpo se manifesta para ‘lembrar’ ou ‘avisar’ que algo não está bem e precisa ser checado”, ressalta Marina Vasconcellos.

Você fala demais? Eis as dicas para controlar o problema

Publicado, Veja/saúde, 21.09.16

Especialistas ouvidos por VEJA afirmam que só é necessário procurar ajuda por “falar demais” quando a prática atrapalha a vida pessoal ou profissional

MegafoneTodos conhecem alguém que fala demais ou já acharam que falaram demais em alguma situação. Para evitar constrangimentos, psicólogos recomendam pensar antes de falar, respirar e prestar atenção aos sinais não verbais do ouvinte.

Você conhece alguém que fala sem parar? Ou ainda, você se considera uma pessoa que fala demais? Esse hábito, que incomoda quem está ouvindo e até mesmo o próprio tagarela pode ter várias explicações, entre elas a própria personalidade da pessoa, um hábito familiar, carência ou até mesmo ser parte de um distúrbio de ansiedade ou uma mania.

Mas, como se policiar e quando é necessário procurar ajuda? Especialistas ouvidos por VEJA afirmam que só é necessário procurar ajuda quando a prática passa a atrapalhar a vida pessoal e/ou profissional da pessoa. Caso contrário, ela mesma pode tentar “falar menos” seguindo as dicas abaixo.

Para Izaela Pereira, psicóloga da Aliança – Oncologia, a chave para essa questão está no autoconhecimento associado ao autocontrole.  “A fala é um dos principais instrumentos facilitadores de um convívio social e para que seja assim o ponto mais importante o autoconhecimento porque se a gente não se conhece, fica difícil se controlar. Não existem regras para o autocontrole o único jeito é cada um entender como funciona e quais são os seus limites”. Segundo Izaela, em uma conversa é preciso e tomar consciência do que se fala, saber ouvir as outras pessoas, ter foco na conversa, cuidado para não se expor demais e saber o que efetivamente é importante ser dito.

Andreia Calçada, psicóloga e psicoterapeuta, afirma que o primeiro e mais importante passo é se conscientizar do problema. “A pessoa precisa tomar consciência de que fala em excesso e, a partir disso, entender o que a faz falar demais. Seria excesso de ansiedade?  Alguma situação específica que causa desconforto?”, afirma. Uma dica para isso é anotar em um caderninho situações em que você acha que extrapolou por ter falado muito ou o que não devia. A prática ajuda a se policiar e a começar a pensar antes de “entrar no papo”. Respirar e pensar “isso é válido de ser falado?” também ajuda.

A terapeuta familiar e de casal, Marina Vasconcellos, recomenda aos “faladores” observarem os sinais não verbais do ouvinte. “As pessoas mostram sinais corporais de desconforto ou desinteresse como se mexer ou virar o olho quando não estão confortáveis com aquela situação, então prestar atenção nesse sinais pode te ajudar a perceber quando se está falando demais”. Outra dica é pedir para pessoas próximas, seja um amigo, familiar ou companhe “dar um toque” caso você esteja exagerando.

Já Aline Gomes, psicoterapeuta, chama atenção para outra característica dessas pessoas. “As pessoas que falam demais costumam ser muito divertidas, ser o centro das atenções e ter muitas historias para contar. Elas preenchem os ambientes. Por outro lado, podem ser vistas como pessoas carentes de atenção, com dificuldade de ficar sozinhas”, diz. Neste caso, Aline recomenda tentar aproveitar essa característica a seu favor. “Se você gosta de falar e/ou contar histórias, dedicar-se a atividades como teatro ou escolher um trabalho que exija contato frequente com público pode ser positivo”.

 

10 crises que todos os casais passam – e como superá-las

Publicado em noticiasaominuto/lifestyle, 12.09.16

Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise, mas existem maneiras de superá-las

Mas é bom saber que todos os casais passam pelas mesmas situações e que não, aquele relacionamento perfeito, de novela, não existe. Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise.

Veja as 10 principais reclamações dos casais ao UOL, e como superar as principais crises a dois.

1. Rotina

Toda relação tende a cair na rotina, mas é possível encontrar meios de contorná-la: basta que, para isso, o casal tenha força de vontade. Para a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa, autora de “A Metade da Laranja – Discutindo Amor, Sexo e Relacionamento” (editora Master Books), uma boa ideia para superar a monotonia é realizar um projeto em comum, como um curso.

2. Paixão esfriou

O fogo da paixão é muito comum no começo, mas tende a esfriar com o passar do tempo. Para a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é importante propor atividades para sair da rotina, como por em prática algumas fantasias sexuais.

3. Planos diferentes

Objetivos diferentes são uma das principais causas para o fim dos relacionamentos e, para contornar o problema, é preciso que tenha muita comunicação. O casal deve ajustar e conversar sobre o assunto a fim de chegar em um denominador comum, que satisfaça a ambos.

4. Falta de dinheiro

Problemas financeiros podem fazer com que a relação do casal vá por água abaixo. Por isso, é sempre bom prestar atenção no orçamento e estabelecer metas claras, assim como se unirem para, juntos, superarem a situação.

5. Adaptação complicada

Os casais que começam a morar juntos apenas após a união podem encontrar um grande entrave ao casamento: a dificuldade de adapção. “É preciso negociar os limites de cada um e estabelecer tarefas para os dois”, diz Ana. A comunicação é essencial nessa época, para que os dois possam se ajustar.

6. Ciúmes

Os ciúmes podem ser sadios, mas em excesso podem causar muitas brigas e desentendimentos. É preciso estar atento para perceber se isso não é apenas uma fase de insegurança ou carência. Caso o ciúme passe dos limites, a ajuda de um terapeuta pode ser necessária.

7. Mudanças profissionais

Um novo trabalho pode ser motivo de estrresse não só para a pessoa que muda, mas também para o casal. Impacto na rotina, no orçamento e até mesmo no estresse pode fazer com que surja uma crise na vida a dois. “É muito importante não mentir sobre as reais atividades que se desenvolverá, o tempo que será dedicado ao novo trabalho e o que o parceiro deve desenvolver ou abrir mão para viver esse momento”, diz Ana.

8. Traição

Apesar de ser uma crise séria, a psicóloga e terapeuta sexual Margareth dos Reis, doutora em ciências pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), afirma que a traição não é um atestado de fim de um relacionamento e pode ser superada. “Pode ser um momento para rever a relação como um todo e descobrir o que aconteceu para chegar a esse ponto”, diz.

9. Filhos

A chegada de um filho provoca mudanças profundas na vida a dois, tanto a nível de estresse quanto pessoal e principalmente sexual. É importante que, aos poucos, o casal volte a fazer programas a dois, diz Ana.

10. Síndrome do ninho vazio

Quando os filhos crescem e saem de casa, o casal pode sofrer um baque. Segundo Margareth, isso acontece quando a relação foi deixada de lado e o casal já não encontra mais outros interesses em comum além da vida dos filhos. Nesse momento, é importanque o casal se una com projetos em comum, como cursos, viagens e até mesmo a prática de esporte, aponta Ana. Terapia de casal também pode ser uma alternativa, diz Marina.

Qual a importância do psicólogo no dia a dia?

Publicado em Saluspot, 18.08.16

Quem procura psicoterapia não necessariamente está doente ou é “louco”. Esta ideia errônea é alimentada por uma boa parte da sociedade a respeito desse trabalho em plena atualidade. A importância da atuação do psicólogo na saúde emocional das pessoas deixa de ser reconhecida e aproveitada muitas vezes por conta de um velho preconceito.

A psicologia é o estudo científico do funcionamento mental do ser humano, assim como de seu comportamento. Tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do Homem em todas as áreas, propiciando a este um autoconhecimento profundo que lhe facilitará entrar em contato com seus sentimentos e expô-los de maneira adequada, bem como posicionar-se no mundo com maior autenticidade e segurança.

O psicólogo, ao sair da faculdade, escolhe a área de trabalho em que pretende atuar. São várias as opções: empresas (psicologia organizacional e do trabalho), hospitais (psicologia hospitalar), consultório (psicologia clínica), escolas (psicologia escolar/educacional), psicologia jurídica, do esporte, do trânsito, social, psicopedagogia, psicomotricidade ou neuropsicologia. Seja qual for a área escolhida, o profissional deverá fazer uma especialização onde ganhará os instrumentos para atuar.

Na clínica, há outras tantas linhas teóricas que devemos escolher para orientar nossa prática, sendo algumas delas: Psicanálise (Freud), Analítica (Jung), Corporal/Bioenergética (Reich/Lowen), Psicodrama (Moreno), Terapia Cognitivo Comportamental (Aaron Beck), Gestalt Terapia (Fritz Perls), dentre outras. O psicólogo precisa se especializar para fundamentar seus atendimentos e linha de pensamento.

As pessoas buscam psicoterapia geralmente quando algo não está bem, no momento em que passam por conflitos em seus relacionamentos, quando não conseguem resolver situações de impasse, para auxiliar a elaboração de lutos (seja por morte, separações, perda de algo importante na vida), para superarem seus medos ou questionarem seu modo de agir perante a vida. Buscam o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida, já que ao sentirem-se mais seguras de si, com a autoestima em alta, consequentemente adquirem mais leveza e autonomia na condução dos problemas.

Há aqueles que buscam o psicólogo com a ilusão de que daremos soluções para seus problemas, pedindo conselhos de como agir em certas situações. Ledo engano! Psicólogos não dão conselhos, mas sim ajudam as pessoas a descobrirem seu próprio potencial criativo, encontrando em si as respostas para suas perguntas. Ajudamos no processo de voltar o olhar para si, buscando suas responsabilidades pelos próprios atos, questionando possibilidades e aumentando o ângulo de visão das coisas, assim como desenvolvendo novas capacidades para lidar com as situações adversas, que sempre existirão na vida de qualquer um.

Traumas vividos na infância ou em qualquer idade podem ser olhados e tratados para que não surtam efeitos nocivos no indivíduo; relações conflituosas entre familiares ou de qualquer outra natureza podem ser elaboradas e resolvidas, facilitando a comunicação antes difícil ou inexistente; separações amorosas são trabalhadas para que se possa seguir em frente sem o peso de algo mal resolvido; pessoas que sofrem com crises típicas da idade – adolescência, frustrações com emprego, envelhecimento… –; dificuldade em reconhecer sentimentos e lidar com eles; inabilidade social. Enfim, qualquer problema tem espaço para ser exposto e trabalhado com a devida importância, sem julgamento ou crítica, num contexto protegido e acolhedor.

Qualquer pessoa pode se beneficiar do processo terapêutico, e não é preciso temer o julgamento dos outros. Ir ao psicólogo pode ajudar tanto aqueles que sofrem com doenças como depressão, Síndrome do Pânico, ansiedade, estresse ou outros transtornos psiquiátricos, quanto os que simplesmente querem melhorar a forma como encaram a vida e suas dificuldades mais corriqueiras. Portanto, você está infeliz ou com algum conflito emocional? Experimente fazer uma psicoterapia para se conhecer melhor e buscar sua felicidade! Verá como muitas coisas que pareciam travadas podem começar a andar, assim como suas relações podem se tornar mais saudáveis. Boa sorte!

O que causa a falta de libido? Entenda os fatores

Por: Redação Doutíssima, 20.07.16

Falta de libido: sintomas e causas

Falta de libido

Imagine que você está na cama, deitada ao lado do homem que ama, sem nenhum compromisso em mente. Seria o momento ideal para colocar em prática todas as suas fantasias e desejos. Mas tudo o que você quer é virar de lado e dormir. Eis um sintoma clássico e comum da falta de libido, uma disfunção recorrente entre o público feminino.

Dados de uma pesquisa feita com 455 mulheres pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia, do Hospital Pérola Byington, apontam que 48,5% das que procuram ajuda médica sofrem de diminuição do desejo sexual. “A falta de libido é justamente a ausência de desejo ou ímpeto sexual”, sustenta a psicóloga Marina Vasconcellos.

Conforme explica Marina, há diversos fatores que podem estar por trás da falta de libido. Inicialmente, é importante dissociar a disfunção de uma falta de desejo passageira, corriqueira e pontual. É natural que, em determinadas fases da vida, as pessoas não fiquem tão disponíveis para o sexo, devido a outras atribuições e tarefas que consomem energia.

“No caso de uma falta de libido passageira, muitas vezes a mulher e seu parceiro conseguem detectar e compreender as causas”, sinaliza a especialista. Mas quando essa ausência persiste e a pessoa fica muito tempo sem sentir qualquer vontade sexual, aí algo pode estar errado. O primeiro passo para reverter a situação é identificar suas causas.

Segundo Marina, os fatores que podem estar associados à falta de desejo são diversos. “Causas emocionais, como estar infeliz no relacionamento ou em outras áreas da vida, interferem diretamente no desejo e o reduzem tremendamente”, pondera a especialista. Mas nem sempre esse é o caso.

“A falta de libido também pode ocorrer como efeito secundário ao uso de algumas medicações, como antidepressivos”, informa a psicóloga. Estresse, ansiedade e até mesmo o consumo excessivo de álcool e fumo têm um papel relevante na ausência de desejo sexual. Isso sem falar na questão hormonal.

De acordo com a especialista, níveis baixos de testosterona têm relação com o quadro – tanto para mulheres quanto para homens. O sexo feminino, porém, tende a perceber mais como os hormônios interferem no desejo.

“No período fértil, a libido aumenta consideravelmente. Na menopausa, por sua vez, ela diminui”, esclarece Marina. Há ainda a questão da baixa autoestima e da alimentação inadequada. Tais fatores podem ser igualmente decisivos para diminuir o tesão.

Como recuperar a libido?

O primeiro passo para voltar a sentir desejo, conforme frisa a especialista, é entender quais são as causas do problema: fatores fisiológicos ou emocionais. No primeiro caso, um especialista poderá direcionar o tratamento, indicando ou restringindo alguns medicamentos. Já no segundo, o ideal é procurar auxílio terapêutico.

“A terapia é uma ótima oportunidade para explorar e resolver seus problemas emocionais. Num ambiente protegido e com um profissional qualificado, é possível olhar para o que está impedindo sua felicidade, solucionar conflitos e enfrentar os problemas que a impedem de viver plenamente sua sexualidade”, finaliza Marina.

 

Por que a separação de Bonner e Fátima fez a internet desacreditar do amor?

Publicado em UOL/ Estilo – Comportamento, 02.09.16
Thamires Andrade – do UOL

Folhapressimagem: Folhapress

Na segunda-feira (29), William Bonner e Fátima Bernardes anunciaram simultaneamente em suas contas no Twitter o fim do casamento de 26 anos. No microblog, “Fátima” chegou a ser o assunto mais comentado, minutos após a divulgação do comunicado pelos jornalistas da Globo. Bastou isso para brotarem, nessa e em outras redes sociais, comentários como “não acredito mais no amor”. Mas por que a internet sofreu tanto?

Para Ana Luiza Mano, psicóloga do NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática) da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, a comoção aconteceu porque a web é um espaço que propicia a propagação de fantasias. “As pessoas idealizam e projetam o amor nos casais famosos e, quando eles se separam, há um rompimento desse amor idealizado”, declara.

“Eles eram o casal modelo: bonitos, bem empregados, saudáveis, com três filhos. Era a família do comercial de margarina. As pessoas projetavam neles o ideal de casamento e de amor, só que esqueceram que eles eram um casal como outro qualquer, que tinha de lidar com a convivência do dia a dia”, fala Marina Vasconcellos, psicóloga especializada em terapia familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). Ela também diz acreditar que o fato de o Brasil ter acompanhado o casamento e a gravidez de Fátima fez com que as pessoas sentissem como se conhecessem o casal.

A psicanalista Regina Navarro Lins –autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso– afirma que as pessoas vivem, de uma maneira geral, aprisionadas pelo mito do amor romântico e pela ideia de que só é possível haver felicidade se existir um grande amor. “As pessoas idealizam o par amoroso e se frustram ao perceber que o amor e o casamento não são para sempre.”

Segundo Alexandre Bez, consultor conjugal e psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, há um endeusamento dos famosos por parte dos cidadãos comuns. “Eles não podem cometer erros ou sofrer. As pessoas ficam chocadas quando um casal público aparentemente feliz se separa, pois há uma quebra de mitos, paradigmas e valores individuais”, afirma.

As pessoas que torcem pelos relacionamentos alheios ficam angustiadas e entram em conflito com uma notícia de separação, como a do casal de jornalistas. “Elas se martirizam, ficam perturbadas e sem chão: ‘Como um casamento bom acaba?’. Conscientemente, estão preocupadas com os dois, mas, em nível inconsciente, ficam preocupadas com a própria relação, se aquilo também pode acontecer com elas”, diz Bez.

Para Bez, as frases “não existe amor” e “não acredito mais no amor”, encontradas em muitos dos posts comentando a separação de Bonner e Fátima, são uma fuga de quem não quer racionalizar o motivo de a relação ter tido um fim. Assim se livram de refletir sobre os embates do dia a dia que desgastam os relacionamentos.

“Não há um pensamento lógico, só a fuga. Se amanhã isso acontece com elas, seguem com essa mentalidade que foi traçada para ser um escudo de proteção. Esse tipo de processo mental causa uma série de reações negativas no âmbito amoroso”, fala o psicólogo.

De acordo com Ana Luiza, mostrar nas redes sociais o que sente a respeito da vida amorosa alheia é uma maneira que os usuários encontram de canalizar os próprios sentimentos. “A pessoa despeja no Facebook a frustração, a surpresa ou a tristeza com aquela notícia. Tem quem xingue, fique triste e tudo isso acontece pela desinibição on-line”, fala.

Segundo a psicóloga do NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática) da PUC, essa desinibição faz com que o indivíduo tenha vontade de expor na internet suas emoções. “A pessoa se sente anônima na multidão. Mesmo nas plataformas que mostram nome e fotografia. O usuário faz um comentário e acha que o que ele escreveu é só mais um, que não vai ser o mais lido, e mesmo que outras pessoas comentem, ele só vai retomar essa conversa se desejar. É aquela ideia do banheiro público: a pessoa entra, rabisca na porta e depois vai embora.”

Outro comportamento também observado entre as pessoas que se comoveram com o fim da relação de Bonner e Fátima foi o pessimismo. “É uma postura bem comum as pessoas ficarem pessimistas depois de notícias como essas, mas a relação deles não fracassou. Ela deu certo por 26 anos. Tanto que eles saem como amigos e parceiros na criação dos filhos.”, afirma Marina.

 

Vídeo de mulher fazendo dança sensual com bebê é abusivo, dizem psicólogas

Publicado, no site UOL, Estilo/Gravidez e Filhos, 19.07.16

Um vídeo em que uma mulher aparece rebolando até o chão na frente de um bebê que aparenta ter um ano de idade está repercutindo negativamente nas redes sociais.

Reprodução/Facebook

Postado no Facebook, o vídeo de 22 segundos já tem mais de 2,6 milhões de visualizações e mostra o bebê imitando a mulher, provavelmente sua mãe, fazendo movimentos de vai e vem com o quadril que remetem a um ato sexual.

Há um segundo adulto filmando e ambos demonstram se divertir com a atitude da criança, que é incentivada a continuar a dança.

A repercussão da filmagem, que para alguns internautas estimula a pedofilia, chegou ao exterior e foi alvo de uma reportagem do jornal britânico “Daily Mail”.

Para Blenda de Oliveira, psicoterapeuta de adultos, adolescentes e crianças, o vídeo é abusivo. “Do ponto de vista cognitivo, a criança nesta idade ainda não sabe o que é sexual e o que não é, não tem maturidade intelectual para fazer essa distinção, mas é movida por sensações e, portanto, é estimulada precocemente em sua sexualidade, o que causa um impacto negativo em seu desenvolvimento”.

Segundo a especialista, o abuso também ocorre porque a criança não compreende as consequências do ato e da exposição e isso fere sua intimidade. “ Atitudes assim, cada vez mais comuns em nossa sociedade, chegam a ser cruéis, pois a criança se torna um objeto de riso, sem ter noção disso.”

De acordo com Quézia Bombonatto, psicopedagoga e diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), é preciso lembrar que, apesar de ingênua, a criança não é assexuada e passa, a cada fase, pela experimentação do prazer de maneira diferente. Atropelar seu desenvolvimento natural poderá causar a erotização precoce e ter consequências negativas sobre a criança.

“Todas essas percepções sensoriais que o bebê está tendo, ao abraçar e encostar na mãe, causam estímulos e favorecem a descoberta do sexo antes da hora. Ao ser incentivado pelos adultos, ele recebe um reforço positivo, o que significa que irá continuar agindo assim, primeiro em casa, depois na escola, e não sabemos como irá extravasar esses estímulos no futuro.”

O despertamento sexual precoce, explica Quézia, também pode causar uma certa confusão de sentimentos. “A criança sente algo que não sabe nomear e, no futuro, talvez tenha dificuldades para lidar e compreender o que sente.”

A psicopedagoga explica que os pais devem ser muito cuidadosos ao expor fotos e vídeos de seus filhos na internet, evitando que sejam manipulados ou usados por pessoas que tenham interesse em pedofilia. “Isso sem contar que, mais tarde, esse menino verá o vídeo e poderá se sentir culpado ou até mesmo ter a sensação de que foi humilhado pelos pais.”

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal, trata-se de um comportamento inadequado dos adultos e de uma exposição absurda e desnecessária da criança. “Os pais não têm direito de expor o filho pequeno em busca de curtidas na internet. Isso fere o direito da criança, que ainda não sabe discernir nem escolher. Além disso, a dança banaliza o sexo, passando uma mensagem muito negativa às crianças que, porventura, venham a assistir ao vídeo”, afirma.

As consequências desse tipo de exposição, explica a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, contribuem para uma cultura de pedofilia, estereótipos de gênero e machismo. “Pedofilia é a atração sexual de adultos por crianças. Já o abuso sexual não implica apenas no contato físico, mas sim, em envolver a criança como objeto de satisfação sexual ou erótica como voyeurismo, exposição à pornografia e exibicionismo, situações que não são próprias da infância.”

A psicóloga avalia que sexualização precoce pode colocar a criança em risco de sofrer gravidez precoce e relacionamentos promíscuos e abusivos quando mais velha, buscando conseguir aceitação, pertencimento, carinho e amor. “Pode ficar confuso para criança o que deve ser privado e o que deve ser público, e quem pode tocar em seu corpo e quando”, alerta.