Katy Perry já pensou em se matar. Saiba como lidar com pensamentos suicidas…

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 11.06.17
Helena Bertho
Do UOL

Reprodução/Instagram

Desde sexta-feira, Katy Perry tem transmitido sua rotina ao vivo no Youtube, como parte das ações de lançamento do seu novo disco “Witness”. E foi durante um papo com seu psicólogo na transmissão que ela revelou já ter pensado em em se matar. “Eu tenho vergonha de um dia ter tido esse pensamento”, disse.

Katy, não precisa ter vergonha, você não está sozinha: segundo dados do Centro de Valorização da Vida (CVV), 17% dos brasileiros já pensaram em se matar. Mas isso não quer dizer que o assunto não seja importante. “É um sinal de depressão e desespero e requer atenção”, afirma a terapeuta da família pela Unifesp, Marina Vasconcellos.

Segundo a especialista, quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, ela já está em grande sofrimento e pode não ser capaz de sair da situação sozinha. “O mais importante é buscar ajuda. Fale com alguém em quem confia, busque um psicólogo, ou um centro de saúde, ou ligue para o CVV, onde pessoas treinadas estarão disponíveis para te ouvir e apoiar”, afirma a psicóloga.

E se alguém me falar que está pensando em se matar?

Nesse caso, é importante oferecer ajuda e acreditar que a pessoa está mesmo disposta a tirar a própria vida. Para ajudar, a psicóloga Karen Scavacini, do Instituto Vita Aleri, de prevenção ao suicídio explica o que fazer:

  • Não duvide, pode ser que a pessoa queira chamar atenção ou não.
  • Então ofereça ajuda Converse, pergunte o que a pessoa está sentindo e ajude a se acalmar.
  • Não faça piadas.
  • Não diminua o sofrimento da pessoa, dizendo que podia ser pior.]
  • Não diga que vai passar.
  • Não prometa segredo e avise as pessoas mais próximas, para que também fiquem alerta.

NEUROCIENTISTAS DESCOBREM COMO A CORRIDA DESENVOLVE O CÉREBRO

Pulicado em Guia Tênis, .01.05.17.

Se já não bastasse todos os benefícios comumente conhecidos da corrida sobre o corpo humano, estudos científicos vêm demonstrando que o cérebro é também um dos grandes beneficiários deste esporte.

Inúmeros estudos foram realizados. Os mais diferentes testes executados. A constatação final quase sempre fora a mesma: a corrida é um excelente exercício para o cérebro. É o que definiram diversos testes aplicados por diferentes instituições e renomadas universidades do mundo, como Harvard e Oxford. A corrida é uma prática física que conecta corpo e mente de uma forma pouco vista em outros esportes. Isso intrigou e instigou cientistas a estudarem mais profundamente essa prática física e seus efeitos no cérebro humano.

Muitos abandonam ou mesmo nem iniciam a corrida por falta de tempo e excesso de trabalho, sendo estes os motivos mais comuns para justificar o sedentarismo. O que muitos não sabem é que a corrida irá proporcionar um aumento da sua capacidade cognitiva, condicionamento físico e melhora geral na saúde, tornando esta pessoa muito mais produtiva. Ou seja, ela será capaz de realizar muito mais tarefas em menos horas. O tempo usado no esporte na verdade não será um gasto, mas sim um investimento.

A corrida ajudando a espairecer a mente e desenvolver o cérebro

Correr com certa frequência ajuda a resgatar a memória, instiga a criatividade e organiza planos futuros. Ao menos é este o depoimento de inúmeros corredores que adotam a prática com alguma regularidade. Um depoimento que antes parecia não se embasar em dados científicos ou qualitativos. No entanto, um estudo americano ajudou a comprovar algo que já era sentido por quem adotava a corrida em sua rotina.

Uma análise realizada por neurocientistas especializados em pesquisas que envolvem atividades físicas comprovou que o sentimento dos corredores não era mera impressão. A publicação no periódico “Frontiers in Human Neuroscience” relacionou a corrida de longas distâncias à melhoria da capacidade cerebral. Segundo o trabalho publicado em um dos maiores periódicos de estudos neurocientíficos, pessoas que adotam a corrida como parte da rotina apresentam conexões cerebrais diferentes de pessoas completamente saudáveis, mas ainda assim sedentárias.

Os estudos apresentados sugeriram que as partes dos cérebros que apresentavam conexões diferenciadas eram as regiões que compreendiam a cognição sofisticada. A área em questão é responsável pela facilitação da memória de trabalho, potencialização da atenção, aumento da capacidade multitarefa, processamento de informações sensoriais e maior agilidade na tomada de decisões.

Os neurocientistas da Universidade do Arizona (que conduziram a pesquisa) constataram que os resultados apresentados são muito influentes no que relaciona a prática da corrida à maior interação de partes do cérebro dedicadas ao foco mental e à cognição. Outros esportes já haviam sido testados para avaliar a melhoria nos aspectos cognitivos do seres humanos, como o badminton e a ginástica. No entanto, a corrida jamais havia sido testada. Os resultados foram surpreendentes.

O estudo da Universidade do Arizona revela maior nível de conexões funcionais no cérebro em grupo de corredores

Para comprovar os resultados, um teste avaliando 11 homens corredores fora realizado. A justificativa dos pesquisadores se baseou no fato de que os efeitos do ciclo menstrual das mulheres no cérebro poderia ser um fator que afetasse os resultados. Assim, com 22 voluntários, sendo metade composta por corredores rotineiros e a outra metade um grupo de controle, avaliou-se as atividades cerebrais de ambos os grupos.

Para realização da mensuração de resultados, os voluntários foram submetidos à ressonância magnética com o intuito de medir os níveis de atividades cerebrais de cada um. A descoberta foi clara e um tanto surpreendente, encontrando-se através da ressonância magnética um maior nível de conexões funcionais – conexões entre partes distintas do cérebro – no grupo de corredores do que quando comparado ao grupo de controle (que envolviam homens saudáveis, no entanto sedentários).

A corrida, ao final das contas, não é uma atividade tão simples de ser praticada como se sugeria. O fato de apenas precisar sair do lugar por meio de uma arrancada, e a consequente condução do trajeto dão uma sintonia de suposta comodidade a um exercício que, presumivelmente, não exigia maiores habilidades para a prática, como outros esportes, por exemplo.

Uma suposição que caiu por completo com a elaboração do estudo pela Universidade do Arizona. Segundo os pesquisadores, a corrida aparentemente deixa de ser uma atividade física básica – como anteriormente se sugeria. A corrida exige habilidades complexas de navegação durante o trajeto, uma capacidade grande de planejamento do mesmo e monitoramento das atividades mais simples, como a respiração, por exemplo.

Os estudiosos da Universidade do Arizona salientaram ao fim de seu estudo que outros fatores poderiam estar influenciando na capacidade cerebral dos corredores testados, que não somente a corrida. No entanto, os padrões apresentados sugerem que novos estudos possam ser realizados para avaliar com mais precisão como as atividades cerebrais estariam relacionadas à prática da corrida.

Sob este aspecto, novos estudos passaram a ser realizados e agrupados, como a pesquisa que relaciona a criação de novos neurônios à prática rotineira de corrida de longas distâncias.

A corrida previne doenças

Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Guia Tênis, revela que a atividade física já é usada como prescrição médica.

Sempre recomendamos a prática regular de exercícios físicos para qualquer pessoa, e aquelas em depressão ou ansiosas eu diria que faz parte da recomendação médica!
Segundo a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, que estuda há anos o funcionamento do cérebro, existem cinco motivos principais para realizarmos exercícios físicos regularmente para que nosso cérebro funcione melhor. Ao praticá-los, nosso sistema de recompensa cerebral é ativado, nos fazendo sentir prazer.

  1.  Risco de sofrermos AVCs grandes ou pequenos é bem menor, já que o exercício melhora a atividade cardiovascular, beneficiando a irrigação sanguínea do cérebro.
  2. O exercício faz o cérebro produzir prolactina, um hormônio que tem ação calmante, e endorfina, que ajudam no aumento do prazer e reduzem a dor.
  3. O exercício ajuda a descarregar tensões acumuladas. O corpo relaxa e o cérebro acalma.
  4. O exercício aumenta a atividade do sistema parassimpático, responsável pela digestão, crescimento, proteção do coração e que age como freio contra o estresse a longo prazo.
  5. O exercício físico promove o nascimento de neurônios novos no cérebro, em especial no hipocampo, que é responsável pela formação de novas memórias. Ou seja, melhora a memória.

Resumindo:

  • Previne AVC
  • Reduz a dor
  • Acalma o corpo e o cérebro
  • Diminui o estresse
  • Melhora a memória
  • Dá prazer!

Ainda acrescento o fato da corrida, em especial, proporcionar o convívio com outras pessoas e estar ao ar livre ou em contato com a natureza, no caso de correr no parque (muito melhor do que na esteira, fechado dentro de uma academia). E as provas de corrida são animadas, o clima é delicioso, são centenas ou milhares de pessoas com a energia boa, animados, pensando na saúde e no bem estar. A somatória de tudo isso ajuda a levantar o astral de qualquer um, estimulando o deprimido (pelos motivos relatados acima) e aliviando a tensão dos ansiosos (idem).
Portanto, a prática regular de exercícios físicos só traz benefícios à saúde.” – finaliza a psicóloga.

A explicação de neurocientistas ao relacionar criação de neurônios às corridas

É sempre perceptível que, após uma longa corrida, a mente esteja mais apta e capacitada a novas informações. Mas não só isso, como também uma reflexão mais precisa dos problemas diários e o encontro de soluções para algo que tanto insiste em incomodar. A corrida relaxa. E isso não é ouvido apenas de uma boca, mas sim de inúmeros corredores que costumam buscar a corrida para “libertar a mente”, aguçar o cérebro e potencializar a consciência.

Entretanto, tudo isso sempre passou por uma suposição. Sem embasamento científico, estas propriedades mentais positivas findavam apenas opinião de quem corria e sentia-se bem com a prática. O passado ficou para trás. No presente, aparentemente, a prova de que a corrida está completamente relacionada à melhoria da capacidade cerebral parece estar tomando os laboratórios de neurociência que estudam e se aprofundam no tema que relaciona neurônios, corrida e atividade cerebral.

Novos neurônios sendo criados por quem adota a corrida como atividade rotineira

Por anos aceitou-se a hipótese de que o ser humano nasce com uma quantidade permanente de neurônios. Além disso, a afirmação ainda condizia que, ao chegar à fase adulta, novos neurônios deixariam de surgir. Uma hipótese que até se tornou teoria, mas que provou-se como falsa. Pesquisas realizadas utilizando animais, por exemplo, constataram que novos neurônios são continuamente produzidos no cérebro, não importando a idade.

Mas muito além disso, um dos fatores que podem ser significantes para o surgimento de neurônios – e assim a potencialização da capacidade cerebral – é a realização de exercícios aeróbicos, sobretudo a corrida. Segundo levantamento realizado em pesquisa pela Academia Americana de Neuropsicologia Clínica, é possível estimular o crescimento de novos neurônios apenas através de uma corrida. A alta intensidade dedicada a uma corrida de 30 minutos, por exemplo, desencadeia o surgimento de novas células cerebrais.

Auxiliando nos aspectos de melhoria da capacidade neural, a corrida pode, ainda, estimular a recuperação de abatimentos ou sentimentos negativos mais rapidamente. Sendo fundamental como forma de superar qualquer tipo de adversidade.

Superando traumas e contornando emoções negativas

Emily Bernstein (PhD em ciência oncológica) e Richard McNally (Professor de Psicologia na Universidade de Harvard) conduziram um estudo que verificou como a corrida poderia ser um braço direito no tratamento de emoções negativas; como um mecanismo de superação de traumas ou da negatividade findada que possa se desenvolver.

Bernstein teve como motivação do estudo o fato de ser uma corredora rotineira, admitindo que nota o sentimento de positividade que invade seu corpo enquanto corre e também após o exercício. O estudo, dessa forma, serviu para que fosse descoberto o efeito causador do estímulo positivo gerado sobre as pessoas que praticam exercícios aeróbicos. Propondo analisar a forma que o corpo e a mente reagem após uma corrida, as emoções seriam, em princípio, analisadas como o fator principal do estudo. Os voluntários da pesquisa foram submetidos a alongamentos, enquanto o outro grupo foi estimulado a correr durante 30 minutos, e, após isso, todos assistiriam à cena que encerrava o filme ‘O Campeão’, de 1979.

Notou-se que os participantes que haviam corrido se recuperaram de maneira mais rápida da experiência emocional negativa em comparação com quem apenas havia se alongado. Dessa forma, uma ideia de que a corrida poderia corresponder aos aspectos positivos seria o ponto de partida para estudos futuros.

A corrida seria o melhor tipo de exercício para o cérebro?

Os mais diferentes exercícios agem de formas diversas no organismo. Mesmo que estejam englobados em exercícios aeróbicos ou anaeróbicos, a reação do organismo sempre será diferente em cada caso. Dessa forma, difere-se no que tange a parte física, mas também no que abrange as atividades neurológicas. Um estudo na Universidade de Jyvaskayla, na Finlândia, colocou à prova como a atividade mental é desenvolvida em larga escala, testando ratos em diversos exercícios aeróbicos.

Estudos realizados anteriormente ao da Universidade finlandesa já levantavam a hipótese de uma análise mais profunda acerca do surgimento de maior número de neurônios em testes comparativos de ratos que corriam e ratos sedentários. Em algumas pesquisas constatou-se que o número de novos neurônios quase triplicava de um grupo de amostra para o outro. Além disso, a região beneficiada casava justamente com o hipotálamo, responsável pela cognição e memória.

Já o estudo da Universidade de Jyvaskayla apostou em maior profundidade nas análises. Injetando uma substância que marcaria as regiões onde provocassem o surgimento de novas células, os pesquisadores estimularam os ratos aos mais diferentes tipos de exercícios, realizando comparações com um grupo de controle que permaneceria sedentário.

Alguns dos animais correram em rodas dentro de suas gaiolas, já outros foram submetidos a corridas moderadas em locais abertos, com distâncias variadas. Outro grupo ainda foi submetido a diversos outros treinos que envolviam resistência, treinos de velocidade e demais regimes de exercícios físicos. As rotinas de treinamentos perduraram por sete semanas até os primeiros resultados começarem a surgir. O surpreendente fica por conta dos animais que corriam enjaulados, assim como os que corriam soltos.

Os ratos estimulados, sobretudo, à corrida – seja enjaulado ou livre – apresentaram robustos resultados no que tangem os níveis de neurogênese. A comparação com o grupo de controle demonstrou que os animais expostos às atividades aeróbicas, que exigiam a corrida e intervalos de descanso controlados, promoviam uma excelente qualidade às funções cerebrais. Inúmeros novos neurônios surgiram no cérebro, e aliar o exercício ao descanso proporcionou uma qualidade à saúde física e mental dos ratos testados.

A Dr. Miriam Nokia (vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade de Jyvaskayla) explicitou o fato de que “ratos não são humanos”, em suas palavras, mas que os resultados apresentados são significativos para testes futuros que devem apresentar resultados positivos para a aliança de exercícios aeróbicos, assim como potencialização da capacidade cerebral humana, sobretudo no surgimento de maior número de neurônios, se comparado aos sedentários.

A corrida como o principal exercício para um cérebro saudável

Ao menos para o cérebro parece ser a melhor pedida. Por apresentar inúmeros benefícios sustentados por estudos quantitativos e qualitativos, a corrida e a melhora das atividades cerebrais se tornam quase como um laço que deve ser mais valorizado. Isso porque além da promoção de benefícios à saúde cardiorrespiratória e muscular, a corrida ainda se sobressai no que tange a melhora nas atividades cerebrais. Sendo, literalmente, o exercício que vai dos pés à cabeça.

Estudos falam por si, abrangem uma metodologia própria, testes que podem ser de discórdia, mas com fatos que dificilmente podem ser rebatidos. A corrida proporciona um benefício sem igual ao corpo; agora também descobre-se seu importante fator na melhora da atividade cerebral. Sendo uma opção interessante, portanto, a corrida serve quase como uma medicina preventiva. Calçando os tênis para corrida, mapeando um trajeto e desbravando novos caminhos parece ser muito mais interessante que a dependência de remédios no futuro.

FONTES:

  1.  http://www.karenpostal.com/exercise-think-better/ – Karen Postal, neuropsicóloga instrutora em Harvard, presidente da Academia Americana de Neuropsicologia Clínica.
  2.  http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1113/JP271552/abstract
  3.  http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  4. http://journal.frontiersin.org/article/10.3389/fnhum.2016.00610/full
  5.  https://well.blogs.nytimes.com/2016/02/17/which-type-of-exercise-is-best-for-the-brain/?_r=1
  6. http://www.nature.com/neuro/journal/v2/n3/full/nn0399_266.html
  7.  https://academic.oup.com/biomedgerontology/article/58/2/M176/593589/Aerobic-Fitness-Reduces-Brain-Tissue-Loss-in-Aging
  8.  http://www.health.harvard.edu/blog/regular-exercise-changes-brain-improve-memory-thinking-skills-201404097110
  9.  http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/02699931.2016.1168284

Cortar contato e excluir o ex das redes sociais não é sinal de imaturidade

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 17.03.17
Gabriela Guimarães e Marina Oliveira
Colaboração para o UOL

Amizade é possível, mas depois de um tempo

iStock

Foi bom enquanto durou, mas agora é cada um para o seu lado. E, de preferência, sem contato – ao vivo ou nas redes sociais. Terminar um relacionamento, geralmente, é um processo bastante sofrido. Por isso, muitas pessoas preferem cortar todo tipo de relação com o ex. E não há nada de errado nisso.

“É uma questão de se preservar. Para esquecer, precisamos de um pouco de distância. Não cabe a ninguém julgar essa decisão, porque só quem viveu a relação sabe o que está sentindo. Ainda que não haja vontade de voltar, há sempre um resquício de sentimento, que pode ser raiva e decepção, por exemplo”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos, especializada em terapia de casais e família pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O psicólogo Breno Rosostolato, professor da Faculdade Santa Marcelina, de São Paulo, tem a mesma opinião. “Eu só não concordo com aquela história de ‘ex bom é ex morto’, porque isso tem a ver com desejar mal para o outro e alimentar um sentimento de amargura. Mas se vai fazer bem pra você deletá-lo do Facebook ou bloqueá-lo no WhatsApp, por que não?”, questiona.

Uma pesquisa conduzida na Universidade de Brunel, na Inglaterra, divulgada em 2012, avaliou a relação entre o uso do Facebook e a recuperação pós-namoro. O levantamento mostrou que os participantes que fuçavam demais na vida do ex demoraram mais para curar a dor da separação. Já os que cortaram o contato acabaram relatando menos sentimentos ruins em relação ao término, bem como menos desejo sexual pelo ex.

Alguns poucos voluntários da pesquisa declararam que conseguiram se sentir melhor ao acompanhar a vida do ex on-line porque, ao ler as postagens, chegavam à conclusão de que aquela pessoa não era a certa mesmo. No entanto, o psicólogo Walter Mattos, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, diz que esse processo não é tão simples assim. “Tipicamente, os nossos sentimentos moldam as nossas ideias, e não o contrário. É mais fácil ler sobre as atividades do ex nas redes sociais e amplificar sentimentos do que atenuá-los”, diz.

Ex-namorados podem se tornar bons amigos. Mas, de acordo com os especialistas, não convém ter pressa para virar a chave da relação. “Você tem que superar o término. Talvez vocês se reencontrem e percebam que tudo está resolvido. A amizade acontece quando ambos não se enxergam mais como possíveis parceiros”, diz Marina.

A distância é ideal para parar de olhar para fora –no caso, para o outro– e passar a olhar para dentro. “Elaborar as nossas tristezas e perdas é o que promove a saúde psíquica, na maioria dos casos. Mas é difícil fazer isso imerso em sentimentos ruins. O tempo longe ajuda a atenuá-los e a equilibrar memórias: a recordação do que foi bom e do que foi ruim. Também ajuda na atribuição de sentido e aprendizado ao que foi vivido com o outro”, diz Mattos.

O tempo de superação do término é individual, contudo, a forma como a relação chegou ao fim influencia -e muito– no que acontecerá depois. “Quando a decisão da ruptura parte da outra pessoa, é bastante comum um certo inconformismo, misturado com insegurança e tristeza”, afirma o psicólogo.

Por fim, é preciso ter em mente que um ex só se torna amigo do outro quando os dois querem continuar em contato. “Não adianta forçar a barra se o outro não está preparado. Você não tem mais o direito de se impor na vida dele”, diz Marina.

 

Os 5 maiores desafios enfrentados por casais para ficarem juntos

Publicado na Revista Claudia, 28.04.17
Por Liliane Prata

O amor não basta – é preciso disposição mútua. Conheça os cinco maiores desafios enfrentados pelos casais para permanecerem juntos (e felizes)

De cada quatro casamentos, um terminará em divórcio – em média, 15 anos depois do “sim”, de acordo com o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2015. Parece cada vez mais desafiador manter o vínculo a longo prazo nestes tempos líquidos, e os motivos não são poucos: vão da praticidade para se divorciar (principalmente desde a lei de 2010, que encurtou o processo) à liberdade sexual e ao imediatismo que caracterizam nossos dias.

Por outro lado, o sonho de encontrar um parceiro para a vida toda permanece vivo para a maioria. O número de divórcios é alto, mas o de casamentos e recasamentos continua muito maior. Crises fazem parte de qualquer relacionamento e, quando superadas, fortalecem a dupla. Antes de encarar a famosa DR, avalie se vocês não caíram em alguma das principais armadilhas dos casamentos modernos. E, então, respire fundo, esqueça os ressentimentos e leve para a discussão propostas construtivas.

ATIVIDADES DEMAIS

As expectativas em relação ao casamento estão mais altas do que nunca. Todos esperam por amor, sexo, amizade, a estabilidade que nossas avós tinham e um cotidiano estimulante.

Ao mesmo tempo, os cônjuges não se dedicam tanto à vida a dois, pois falta tempo: ambos trabalham muito, dividem as tarefas domésticas, estão mais conscientes da importância de acompanhar os filhos de perto.

Pronto: cadê a relação que estava aqui? Para piorar, a rotina dos cônjuges pode ser semelhante, mas não raro a mulher assume mais responsabilidades.

“Ainda que os dois se dediquem igualmente ao trabalho, muitos homens ainda consideram o próprio ofício mais importante do que o da parceira e resistem a dividir as tarefas domésticas”, pontua Mônica Genofre, terapeuta de casais, de São Paulo. A saída, claro, passa pelo diálogo de qualidade – vocês estão no mesmo time, certo? “Tocar projetos a dois, além dos individuais, também é fundamental para que o casal permaneça conectado”, sugere.

NADA DE PAPO

Se a falta de tempo (do item anterior) se junta à pouca disposição para conversar e ao hábito de viver com o celular na mão… Bomba! “Dos casais que atendo, 90% se queixam de não ter assunto e de que, quando têm, brigam”, diz Marina Vasconcellos, terapeuta de casais, de São Paulo.

É o caso de Juliana, 45 anos, designer de joias paulistana. Ela se ressente das vezes em que ela e o marido, com quem está há dez anos e tem um filho, ficam cada um com o seu celular na cama. “Quando um quer conversar, o outro está no WhatsApp”, diz ela, que nos últimos tempos tem feito programas sozinha (como viajar) e sente que isso enriquece a vida a dois.

“Temos mais assunto, mais vontade de trocar.” Para o sexólogo e terapeuta carioca Amaury Mendes Júnior, essa é a dobradinha ideal. “Cultivar a individualidade faz com que os parceiros se mantenham interessantes aos olhos do outro. O que não exclui, evidentemente, manter programas a dois, além de momentos de olho no olho, sem telas.”

REDES SOCIAIS

Com amigos que o cônjuge não conhece e grupos de que ele não faz parte, a internet é uma oferta permanente de possibilidades.

Se o isolamento no “próprio mundinho” é um risco quando a relação vai bem, em momentos de crise, então… “A insatisfação é a porta de entrada para conversas com a ex, curtidas com segundas intenções nas fotos do colega de trabalho… ”, diz o psiquiatra Cristiano Nabuco, de São Paulo.

“O melhor é evitar procurar ‘sarna para se coçar’ online. É como tomar tequila para afogar os problemas”, compara. Quanto ao tempo passado na rede, a saída é que ambos estabeleçam limites. “Que tal deixarem o aparelho desligado à noite?”, aconselha Vasconcellos.

DISPUTA DE PODER

A mulher sobe na carreira e o parceiro se sente rebaixado. Ou: mais poderosa que o marido, ela perde a admiração por ele. “Os papéis se modernizaram, mas, no inconsciente, as exigências são antigas”, observa Mendes Júnior.

Depois que o marido ficou desempregado, a webdesigner mineira Isabela, 36 anos, casada há 14, precisou rever seus conceitos. “Ele passou a cozinhar e cuidar da casa e não se sentia menos homem. Mas aquilo me incomodava”, admite. Com o tempo, aceitou.

“Quando ele ficou bem na carreira, tirei um ano sabático, graças a seu apoio. Entendi que o importante é estar do lado do outro, sem nos enquadrar em padrões culturais preestabelecidos.”

OBJETIVOS DIFERENTES

Ela adora sair; ele prefere ficar em casa. Ele quer filhos; ela, não. Ela quer um relacionamento aberto; ele, a monogamia. Esse descompasso sempre existiu. Mas, agora, sem o engessamento de modelos socialmente estabelecidos.

Para o psicólogo carioca Sergio Garbati, é preciso coragem para assumir o desejo – o que implica agir de modo condizente. “Há quem diga que sofre por estar solteiro, mas, na prática, vive um projeto individualista”, afirma.

“É necessário se conhecer e repensar se as ações estão coerentes com os objetivos. Se o cônjuge concluiu que manter aquela união é importante, como não arranja tempo para conversar meia hora por dia?”, provoca.

Especial Separação: como contar às crianças

Publicado em Revista Crescer/família, 03.04.17
Por Naíma Saleh

Não é possível evitar o sofrimento dos filhos – afinal, a notícia é triste mesmo. Mas com respeito e diálogo, dá para mostrar que não será o fim do mundo e que vocês continuam formando uma família.

Separação: como contar aos filhos? (Foto: Thinkstock)

Em 10 anos, a taxa de divórcio no Brasil cresceu 160%, de acordo com os últimos dados do ‘Estatísticas do Registro Civil” de 2015, ano em que foram registrados 328.960 desquites no país. É claro que ninguém casa (ou, pelo menos, não deveria se casar) esperando que um dia o relacionamento acabe, mas, às vezes, o fim é inevitável e pode se tornar um alívio, tanto para o ex-casal quanto para as crianças. É um recomeço para todos.

Isso, é claro, não torna o processo menos doloroso. Decidir terminar uma relação nunca é simples. E quando há filhos no meio, é preciso ter ainda mais cuidado e delicadeza na hora de colocar um ponto final. Veja o que é preciso ponderar antes de comunicar a separação às crianças e quais são as melhores maneiras de contar.

A decisão

É fato que todo casal tem problemas, mas, independentemente do tipo – e da gravidade – da situação, o primeiro conselho da psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP, é procurar ajuda profissional antes de bater o martelo. “Tem casais que chegam ao consultório quase decididos, mas voltam atrás, porque na terapia conseguem consertar o que não estava indo bem no casamento”, explica.

Isso diminui as chances de tomar uma decisão e voltar atrás depois – o que pode tornar o processo mais difícil e causar um sofrimento desnecessário tanto aos filhos, como aos pais.

Como contar

Uma vez que decisão está tomada, é melhor avisar às crianças o quanto antes – mesmo porque, dificilmente, elas não vão perceber que algo está acontecendo. Vá direto ao ponto, mas com delicadeza. “O ideal é que os pais contem juntos, com calma, tranquilidade e respeito”, recomenda Marina. Frases como “Nós não nos amamos mais” ou “a gente se respeita, mas não existe mais amor de casal” ajudam a deixar claro que os papéis de pai e mãe vão continuar intactos mesmo com a dissolução do casamento.

Ainda que o clima entre os pais seja de paz e que eles tenham chegado a um acordo, é natural, nesse momento de angústia, tentar garantir que a criança venha para perto si. “Inconsicientemente, cada pessoa quer puxar o filho para perto porque tem medo de vê-lo menos, de se afastar na nova configuração”, explica a psicóloga Miriam Barros, psicoterapeuta de crianças, adolescentes, casais e famílias. O resultado é que, na hora de conversar com as crianças, a escolha dos termos e da forma de falar pode, sutilmente, insinuar que a culpa pelo fim é de um dos dois ou que um lado está muito magoado. Por isso, é melhor que o ex-casal  converse muito entre si antes, para combinar o que e como falar para as crianças.

Como contar

Uma vez que decisão está tomada, é melhor avisar às crianças o quanto antes – mesmo porque, dificilmente, elas não vão perceber que algo está acontecendo. Vá direto ao ponto, mas com delicadeza. “O ideal é que os pais contem juntos, com calma, tranquilidade e respeito”, recomenda Marina. Frases como “Nós não nos amamos mais” ou “a gente se respeita, mas não existe mais amor de casal” ajudam a deixar claro que os papéis de pai e mãe vão continuar intactos mesmo com a dissolução do casamento.

Ainda que o clima entre os pais seja de paz e que eles tenham chegado a um acordo, é natural, nesse momento de angústia, tentar garantir que a criança venha para perto si. “Inconsicientemente, cada pessoa quer puxar o filho para perto porque tem medo de vê-lo menos, de se afastar na nova configuração”, explica a psicóloga Miriam Barros, psicoterapeuta de crianças, adolescentes, casais e famílias. O resultado é que, na hora de conversar com as crianças, a escolha dos termos e da forma de falar pode, sutilmente, insinuar que a culpa pelo fim é de um dos dois ou que um lado está muito magoado. Por isso, é melhor que o ex-casal  converse muito entre si antes, para combinar o que e como falar para as crianças.

Abra espaço e converse

É comum que as crianças menores se perguntem o que foi que elas fizeram para causar esse tipo de situação. Elas podem achar que o pai ou a mãe está saindo de casa por conta de um mau comportamento delas, de algo que elas disseram e não deveriam ter dito, ou alguma decepção que tenham causado. “As crianças têm muitas fantasias. Quanto menores, mais egocentradas. Elas se acham culpadas por um monte de coisas, pois são muito autorreferentes”, explica Marina. Por isso, deixe claro que a escolha do casal não tem nada a ver com as crianças, que é uma decisão de adultos e que não vai interferir no amor que os dois sentem pelo filho. Também reforce o lado positivo da situação. Explique que a criança vai ter duas casas, dois quartos, deixando claro que o espaço dela está garantido na vida de cada um.

Também não adianta propor uma ida ao cinema ou a qualquer lugar que seu filho goste de ir para tentar agradá-lo e depois soltar a bomba. A criança pode se sentir enganada. Além disso, é uma situação muito particular para ser conversada em locais públicos. O melhor lugar é em casa, no ambiente privado, para que a criança possa chorar, ficar mal, falar o que tiver vontade.

Males para bem

Quando a situação entre o casal é muito ruim, a notícia pode até trazer certo alívio, porque os filhos não gostam de ver os pais brigando e se ofendendo. “Em muitos casos, são perdas que vão resultar, mais tarde, em um ganho de saúde emocional tanto para o ex-casal quanto para a criança. Se cada um puder ter uma vida mais tranquila e se a criança não presenciar um modelo de relação com brigas, é um fato positivo para a sáude mental de todos”, reflete Miriam.

É inevitável, porém, que as crianças fiquem tristes. “Elas têm o direito de reagir e se expressar. É preciso acolher, conversar”, diz Marina. É bacana também citar exemplos de outras famílias com pais separados que o filho conhece e que se dão bem. Mas dê tempo ao seu filho de processar e espaço para que ele possa se manifestar.

O que tem que ficar claro para as crianças é que, mesmo que os pais não formem mais um casal, nenhum deles vai perder o contato com elas, ambos farão de tudo para estar presentes e os filhos poderão contar com eles sempre. Afinal, casamento acaba. Família, não.

Evite dizer…

“Quando eu tiver um namorado, ninguém vai tomar o lugar do seu pai”. A criança não precisa se preocupar com a possibilidade de uma nova presença na família nesse momento. Mesmo que um dos pais – ou os dois – já estejam em novos relacionamentos, não é a hora de contar. Deixe a criança assimilar uma coisa de cada vez.

“Vamos nos separar porque seu pai/sua mãe é (insira aqui qualquer ofensa)”. É preciso manter o respeito ao se dirigir e se referir ao ex-parceiro, mesmo que ele não esteja presente.

Pode ser bom dizer:

“Mamãe/papai ainda vai ficar triste, talvez fique mais quietinha, mas vai passar. Você também pode ficar triste, não tem problema”. Lidar com a situação de forma equilibrada não quer dizer esconder os sentimentos. Abra espaço para você e seu filho poderem lidar com essas emoções.

“Amamos você e seremos sempre os seus pais acima de tudo”. Separe os papéis de casal e de pais, dando segurança para seu filho que um não vai interferir no outro.

9 verdades e 1 mentira: jeito novo de jogar confete em si mesmo no Facebook

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 17.09.17
Adriana Nogueira

Do UOL

Getty ImagesPor mais que  se diga querer apenas brincar, o desafio coloca a pessoa em evidência e isso dá prazer.

Você pode até não ter feito a sua lista, mas, com certeza, já esbarrou com alguma no Facebook. Para quem – sabe Deus como – não tem ideia do que se trata, é um desafio que consiste em enumerar nove fatos verdadeiros aparentemente improváveis sobre si mesmo e, no mesmo tom, uma mentira.

Há aqueles que torcem o nariz e não participam, mas os que mesmo de fora enxerguem como exibicionismo e cutuquem com “não consigo pensar em verdades tão interessantes sobre mim mesmo”. O UOL resolveu colocar a nova mania da internet no divã: está todo mundo só querendo aparecer, mesmo?

“Por mais que se argumente ter entrado pela brincadeira no desafio, ele atrai atenção, coloca a pessoa em evidência, que é uma das funções básicas das redes sociais”, afirma o psicólogo Yuri Busin.

O contador de causos

A necessidade de estar em evidência não foi inventada pelo Facebook e afins. Basta pensar naquele sujeito que, em uma festa qualquer, reúne gente em torno de si contando causos e façanhas.

“A questão é que com as redes sociais é mais fácil você se expor”, afirma a psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos.

A especialista até diz achar possível que há quem entre na onda apenas para brincar mesmo, sem ter como objetivo se exibir. “A pessoa pode não ter pensado em contar vantagem, mas nada garante que ela não será vista assim por quem a ler nas redes sociais.”

Na opinião dela, esse é um dos pontos: a comunicação nessas plataformas também depende de como quem a receber irá interpretar. “Cada um tem seus filtros e vai aplicá-los na hora de ler.” Para Marina, quem aderir à brincadeira tem de estar pronto para entender que tanto pode ser acolhido quanto criticado.

Yuri Busin afirma que não há mal algum em querer usar a brincadeira para tirar dela prazer por ser alvo de atenção. “O uso das redes sociais só se torna negativo se a pessoa só se pauta por elas. Quando interage apenas no ambiente no ambiente virtual.”

No BBB, Marcos pede tempo para Emilly; você acredita nisso?

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 17.03.17
Thamires Andrade
Do UOL

Reprodução/TV Globo

Depois de inúmeras brigas e crises de ciúme, Marcos resolveu pedir um tempo para Emilly no BBB17. Após a sister reclamar da aproximação dele com Elettra, ele a chamou no quarto e disse que não estava mais conseguindo conviver com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.

Marcos não disse com todas as letras que quer terminar o relacionamento com a sister, mas continuou pedindo um tempo e falando que queria ser apenas amigo de Emilly por enquanto. E, na opinião de Marina Vasconcellos, psicóloga e e terapeuta familiar e de casal, esse tempo pode ser muito positivo para a relação dos dois.

“No calor da emoção, a dificuldade de enxergar as coisas é maior. Ao se afastar, tudo fica mais claro. Dá para saber do que se sente falta, em que momentos se sentem aliviado por não estar ao lado do outro. Enfim, dá para refletir e se questionar sobre o que não está bom naquela relação”, fala Marina.

Respeito ao  pedido e regrinhas básicas de convivência

Encarar o pedido de tempo com certa ignorância, como Emilly, pode ser prejudicial para a relação até por que, segundo Marina, muitas vezes quem pediu o tempo não está sabendo lidar os acontecimentos da relação. “É possível o tempo fazer bem para a relação, pois é um período de questionamento de ambos, que pode engrandecer. O casal pode voltar melhor depois”, fala.

Segundo ela, quem é muito ansioso tende a adotar essa postura de ter que resolver as coisas na hora. “Mas é preciso respeitar o tempo que o outro pediu, nem sempre o tempo do par é o mesmo que o seu. Fora que você não é obrigado a a esperar a pessoa. Se couber isso na sua vida, faça, se não, siga em frente. Relacionamento é para trazer felicidade e fazer bem e não para ficar brigando”, afirma.

Resolveu dar um tempo? Colocar regras é uma boa saída para evitar complicações, já que, como diria o provérbio, combinado não sai caro. “O casal precisa conversar se o tempo terá um prazo definido ou não, se ficar com outras pessoas está liberado e se o par será informado disso ou não. Essas regras servem para evitar conflitos, mas se eles vão cumprir o combinado, isso vai cada um”, fala.

Tempo ajuda, mas não é tudo

Para a psicóloga Cristiane Pertusi, o tempo não é o único fator que pode ajudar o casal a retomar o relacionamento. Ela acredita que uma boa conversa e maturidade de ambas as partes é o que realmente fará com que eles voltem às boas.
“O tempo serve como uma trégua para os conflitos que estão acontecendo na relação. Mas para repensar um pouco a postura vai depender da maturidade dos dois e das características do relacionamento, se tem sentimento envolvido”, explica Cristiane.

Para a psicóloga, relações com papéis muito antagônicos, como a de Marcos e Emilly, tende a ser muito conflituosa. “Ele vive tentando consertá-la, corrigi-la e aconselhá-la. Quando existe uma certa hierarquia ou desnível na relação de troca, de igual para igual, em que o casal oscile os papéis e que um respeite o outro”, diz.

Pancadaria por ciúme viraliza na web

Publicado em UOL, Estilo/ Relacionamento, 13.03.17
Adriana Nogueira

Do UOL

Vingança alivia ou dá ressaca moral?

Reprodução/TV UOL

Em vídeo,  mulher supostamente traída agrediu o marido e uma das mulheres que estava com ele

O UOL conversou com a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), e com a antropóloga Mirian Goldenberg, professora titular na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), para entender se o comportamento pode trazer benefícios para o traído.

Miriam, que pesquisa o tema infidelidade desde 1988 e coleciona duas mil entrevistas – entre traídos e traidores -,  diz nunca ter se deparado com uma reação violenta do tipo. “Para agir dessa forma, a pessoa tem de ter uma personalidade mais explosiva. E ela reage assim por perder a ilusão de ser especial e única na vida do marido, mas não é batendo que ela vai recuperar essa posição.”

Para Marina, ainda que a atitude traga alívio, a sensação é muito efêmera. “Fui humilhada e resolvo humilhar de volta. Só que o que vem depois é ainda mais pesado. Você se expõe e ainda dá aos outros a oportunidade de te julgarem.”

Miriam também afirma que, ao agredir a que seria a outra, a traída expressa o machismo que está interiorizado nela. “Ela culpa a outra mulher, porque cresceu vendo ser colocado como natural que o homem tenha muitas parceiras”, fala a antropóloga.

Para as duas especialistas, a reação violenta da traída é uma expressão dos tempos atuais. “Hoje as pessoas reagem com agressividade em muitas situações, não só em casos de traição”, afirma Mirian.

Já Marina relembra que, antigamente, esperava-se que a mulher fosse mais contida. “Nos dias atuais, ela tem liberdade de se expressar. Mas, dessa situação de reagir a uma traição a tapas], só sairá uma ressaca moral fortíssima. Por mais que a mulher peça desculpa, retrate-se, alguém já filmou e colocou na internet.”

 

Mãe biológica de Zahara Jolie-Pitt quer reencontrar a filha

Publicado em Vogue, 18.01.17

“Eu gostaria que a Angelina me deixasse falar com ela. Não acho que seja pedir muito”, declarou Mantewab Dawit Lebiso ao Daily Mail

Zahara Jolie-Pitt, Angelina Jolie e Shiloh Jolie-Pitt (Foto: Getty Images)

Adotada em 2005 por Angelina Jolie e Brad Pitt quando tinha apenas 6 meses de idade, a etíope Zahara Jolie-Pitt está sendo procurada por sua mãe biológica. Em entrevista ao site britânico Daily Mail, Mentewab Dawit Lebiso revelou que quer reencontrar a filha e fazer parte de sua vida.

“Eu só quero que ela saiba que eu estou viva e que estou aqui, que posso falar com ela”, declarou. “Eu não quero a minha filha de volta, só quero poder entrar em contato com ela, conversar e saber como ela está”.

“Angelina tem sido uma mãe muito melhor do que eu jamais poderia ter sido”, desabafou Mantewab. “Ela está com Zahara desde quando ela era um bebê – mas isso não significa que eu não sinto sua falta. Eu sinto sua falta o tempo inteiro. Eu penso nela todos os dias e fico esperando ouvir sua voz e ver seu rosto. Eu sei quando ela está de aniversário e fico triste porque não posso comemorar com ela. Eu gostaria muito de poder celebrar com ela no seu aniversário e em outras datas especiais”.

Brad Pitt e Angelina Jolie adotaram Zahara quando ela ainda era bebê (Foto: Getty Images)

Em entrevista à Vogue, a psicóloga Marina Vasconcellos* diz que a procura de mães biológicas pelos filhos anos depois do abandono é mais comum do que se pensa. “Algumas mães entregam os filhos para adoção por não terem como cuidar deles naquele momento de vida”, explica. “Com o passar do tempo e com mais maturidade, em muitos casos surge um arrependimento pelo ato, embora as mães tenham consciência de que aquela era a melhor solução no momento”. Entre os motivos que as fazem querer reencontrar os filhos estão a “melhora nas condições de vida, a vontade de saber como estão sendo tratados, de saber como se parecem fisicamente”, conta.

Vivendo em condições precárias na Etiópia, Mentewab Dawit Lebiso foi estuprada por um homem que invadiu sua casa aos 19 anos. O traumático ataque a deixou grávida, e sua família a obrigou a dar a filha para adoção.

“Eu gostaria que a Zahara soubesse que ela tem uma mãe que a ama tanto quanto a Angelina. Eu sei que sua vida é com Angelina em outro país, e que ela fala uma língua  diferente de mim”, explica Mentewab no apelo publicado no Daily Mail. “Ela tem uma vida que eu nunca poderia proporcionar a ela, mas ainda assim eu gostaria de ter algum contato com Zahara. Meu coração explode de tanto orgulho que sinto [dela]”.

No apelo para Angelina Jolie, ela conclui: “nós todos morreremos um dia e, antes de morrer, eu gostaria que ela me conhecesse e soubesse que tem uma família aqui na Etiópia. Eu gostaria que a Angelina me deixasse falar com ela. Não acho que seja pedir muito”.

Zahara Jolie-Pitt, Angelina Jolie e Shiloh Jolie-Pitt (Foto: Getty Images)

“A melhor saída para este tipo de situação é lidar naturalmente e não impedir que o filho conheça os pais”, diz Marina, mas deve-se ter cuidado com a interferência dos pais biológicos na criação ou na rotina dos filhos. “Afinal de contas, os pais adotivos são os pais de fato, aqueles que assumiram a criança como filho, e devem ser representados como tais. Conhecer os pais biológicos é uma coisa, mas estes quererem fazer parte constante da vida do filho é outra. Se eles tomaram a decisão de doar o filho para que outros pais o criassem, agora precisam assumir as consequências e entender que perderam o direito sobre ele”, conclui.

O que Zezé di Camargo e Zilu deveriam aprender com Fátima e Bonner

Publicado em UOL, Estilo/ Comportamento, 26.12.16
Natália Eiras

Do UOL

AgNews

Separados desde 2013, Zezé di Camargo e Zilu continuam dando o que falar. Eles trocam alfinetadas pelas redes sociais, colocam os filhos no meio das brigas e soltam declarações polêmicas para a mídia. Se “administrar” um divórcio sendo pessoas anônimas já é complicado, imagina se o (ex-) casal é famoso, como Zilu e Zezé? A fama pode agravar a situação, mas não é a causa de todos os problemas.

Neste ano, muita gente disse que não acreditava mais no amor após Fátima Bernardes e William Bonner anunciarem a separação. Os jornalistas, no entanto, conseguiram manter todo o drama de um divórcio bem longe dos holofotes. De acordo com a terapeuta de casais e família Marina Vasconcellos, de São Paulo (SP), esse é o tipo de coisa que a Família Camargo deveria aprender.

“[Zilu e Zezé] deveriam fazer exatamente o oposto do que estão fazendo. Não pode expor o outro. Além de acabar com a privacidade do ex-companheiro, você também está se expondo e deixando os filhos vulneráveis”, fala a especialista em entrevista ao UOL.

E Fátima e Bonner souberam administrar muito bem a vida pública e a privacidade da família. “Eles sabem que, por serem figuras públicas, qualquer coisa que eles falarem vai fazer muito barulho. O importante é respeitar o seio familiar”, aconselha.

Não expor o ex-companheiro

Assim, declarações como a de Zezé, que disse que não teria escrito “É o Amor” para a Zilu, deveriam ser evitadas pelos famosos. “Isto é um problema de casal e a roupa suja se lava em casa”, diz Marina. “Isso alimenta uma coisa negativa, um sentimento de vingança, de raiva. E, nessas horas, é preciso alimentar coisas positivas”.

Deixar de fuçar as redes sociais do ex

Em uma época em que as redes sociais são uma parte importante da vida das pessoas, deixar de seguir o ex-companheiro no Facebook e no Instagram pode ser uma boa estratégia para evitar constrangimentos. “Terminou? Vai cada um levar a sua vida, respeitando a do outro. Porque até ali eles tinham uma história juntos, mas agora começará uma nova etapa da vida de ambos”, afirma a psicóloga formada pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Ter maturidade para lidar com os filhos

Maturidade por parte dos pais também previne situações como a de Wanessa, que deixou de falar com Zezé após a separação. “O ideal seria eles fazerem uma terapia de ex-casal para ‘limpar tudo’. Os filhos ficam em uma situação muito delicada e acabam escolhendo um lado”. Não falar mal do ex-companheiro para a família e segurar a onda nas “cenas de ciúme” também ajudam a manter a harmonia. “Tem um problema com o seu ex? Resolva com ele. Se a convivência é muito difícil, não fale para os filhos”.

Dividir as festas de fim de ano

No Natal, Zezé publicou uma imagem comemorando a data com a namorada, Graciele Lacerda. A “separação” da Família Camargo não passou em branco no Instagram de Zilu, onde ela escreveu um texto dizendo que não há “ex-filho”. Fãs viram o post como uma provocação. A situação teria sido resolvida, de acordo com Marina, se tivesse havido uma conversa e negociação sobre como seriam comemoradas as festas de fim de ano.

“Normalmente, as famílias se dividem: os filhos passam o dia 24 com um e o dia 25 com o outro. Ou o Natal com um e o Ano-Novo com o outro”, fala a especialista. O importante, no entanto, é respeitar o acordo e ter em mente que estar com o pai não significa que o filho não goste da mãe ou vice-versa. “Não é saudável competir pelo amor dos filhos”.

Como os homens são mais esquecidos que as mulheres, aprenda a melhorar a memória

Publicado no jornal O Nortão, 05.12.16 

Segundo estudo, ainda não há explicações para a qualidade da memória ser diferente entre homens e mulheres.

Agora é possível culpar a ciência quando sua mulher brigar porque você se esqueceu do aniversário dela. Uma pesquisa realizada pela Norwegian University of Science and Technology (NUST) e publicada no jornal científico BMC Physiology confirma: independente da idade, os homens tendem a ser mais esquecidos do que as mulheres.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após analisar as respostas de mais de 37 mil pessoas de 30 a 60 anos. Os participantes foram submetidos a um questionário com nove perguntas relacionadas à memória. Em oito delas, os homens reportaram mais problemas do que as mulheres.
Apesar de muitos já suspeitarem que os homens são mais esquecidos do que as mulheres, o resultado foi inesperado para Jostein Holmen, um dos professores responsáveis pelo estudo. “Foi uma surpresa, isso nunca havia sido documentado.”
No entanto, se esquecer das coisas não é uma proeza exclusivamente masculina. Quase metade dos participantes (44,6% das mulheres e 46,2 dos homens) apresentou algum problema de memória. Sérios problemas foram reportados em 1,6% dos homens e 1,2% das mulheres. O motivo da qualidade da memória ser diferente entre homens e mulheres ainda é um mistério para os cientistas.
A pesquisa também apontou que, em ambos os gêneros, quanto mais velho um indivíduo for, pior será sua memória. Nós conversamos com a psicóloga Marina Vasconcellos e descobrimos que, por mais que exista a tendência de sermos mais esquecidos com o passar do tempo, também é possível reforçar a memória. “É preciso estimular o cérebro em vários aspectos para a memória funcionar”, afirma a psicóloga. Confira alguns hábitos, sugeridos por Marina Vasconcellos que vão ajudar você a se lembrar mais das coisas:

 

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 Discar o número do telefone e evitar recorrer à lista de contatos
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 Variar o caminho da casa para o trabalho e vice-versa
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 Aprender a tocar instrumentos musicais
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Praticar exercício físico com regularidade
“Tudo que a gente aprende durante o dia é fixado na memória durante o sono. Então, dormir bem é importantíssimo para o bom funcionamento da memória”, conta a psicóloga.

A importância da corrida para saúde da mulher

Publicado no site Sua Corrida/W RUN, 28.11.16

Pesquisa revela que o esporte já ajudou 23% das atletas a vencerem doenças como câncer e depressão

A participação feminina nas corridas de rua do Brasil não para de aumentar. Segundo dados da Federação Paulista de Atletismo (FPA), 274.070 mulheres concluíram provas em São Paulo em 2015. Isso representa um crescimento de quase 23% em relação a 2014, quando 223.344 corredoras cruzaram a linha de chegada de competições disputadas no estado.

Mas o que elas buscam no esporte? Para encontrar a resposta e entender melhor como o exercício auxilia na saúde, na autoestima e no bem-estar das mulheres, a Iguana Sports, empresa que realiza a Wrun e Venus, as duas maiores corridas femininas do Brasil, fez uma pesquisa com 2.541 corredoras. A maior parte delas (27,5%) começou a treinar para cuidar da saúde. Além disso, 59% acreditam que correr é fundamental para prevenir doenças graves. E com razão: “Qualquer exercício supervisionado promove melhorias na saúde física e mental”, afirma Paula Beatriz Fettback, doutorada em ciências médicas, obstetrícia e ginecologia pela Universidade de São Paulo (USP). Segundo a especialista, entre os males que a corrida ajuda a combater estão diabetes, hipertensão, sobrepeso e problemas cardíacos.

Corrida contra o câncer
Na pesquisa, 23% das mulheres afirmaram já ter superado um problema grave com a ajuda do esporte. Entre as doenças mais citadas por elas estavam a depressão e o câncer de mama. “O exercício fortalece o sistema imunológico e a parte emocional. Isso realmente ajuda bastante durante o tratamento de tumores”, diz Paula Beatriz. A corrida contribui não só no combate à doença, mas também na prevenção. Uma pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association, que analisou mais de 1,4 milhão de pessoas, aponta que a atividade física regular reduz em 20% o risco de desenvolver 13 tipos de câncer, entre eles, o de mama, de cólon, de esôfago, de fígado, de rim e de estômago.

Corpo são, mente sã
O esporte também é, comprovadamente, um grande aliado contra a depressão. “Exercícios aeróbicos trazem uma contribuição excepcional ao tratamento de doenças psiquiátricas. Isso porque, a atividade física libera substâncias como a endorfina e serotonina, que aumentam o bem-estar, relaxam e reduzem a ansiedade”, explica Paula Beatriz Fettback.

Os benefícios para combater esse tipo de doença não ficam apenas no aumento da produção de neurotransmissores que trazem prazer. “Correr modela o corpo e faz com que as mulheres se sintam mais bonitas, confiantes e fortes para enfrentar os problemas do dia a dia”, acredita Marina Vasconcellos, psicóloga e professora colaboradora do curso de psicologia médica da Universidade de São Paulo. Também ajuda a construir novas amizades, aumenta o contato com a natureza, melhora a qualidade do sono e leva as pessoas a se alimentarem melhor. “O esporte proporciona diversos hábitos que auxiliam na prevenção e cura da depressão. Realizar exercícios aeróbicos regularmente é ótimo para a autoestima, o bem-estar e a saúde da mulher ”, finaliza Marina Vasconcelos. De fato, no levantamento feito pela Iguana Sports, quase 90% das corredoras concordaram que treinar é essencial para elevar o bem-estar e a autoestima. Veja o resultado completo da pesquisa no infográfico.

Corrida-saúde-da-mulher

10 sintomas físicos do estresse

Publicado no site Minha Vida, 03.11.16

O corpo pode dar sinais de que o seu psicológico está sobrecarregado. Queda de cabelo, problemas estomacais e alergias são indícios

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock
O corpo pode mostrar se algo está errado com o seu psicológico. Veja como o estresse pode se manifestar fisicamente

Uma pessoa que está passando por um alto nível de estresse é, geralmente, conhecida por sua irritabilidade, nervosismo ou desequilíbrio emocional. Porém, quem vive na pele as consequências desse problema pode notar alguns sintomas que vão além dos aspectos comportamentais, afetando a pessoa fisicamente.

“Aquilo que não conseguimos lidar emocionalmente acaba sendo descarregado no corpo, se expressando através de sintomas físicos”, afirma a psicóloga Marina Vasconcellos. Separações, dificuldades financeiras, pressão no trabalho, luto e a rotina desgastante podem acarretar em um quadro de alto estresse. Abaixo, conheça alguns dos sinais que o corpo apresenta nessas situações:

1. Dificuldade para dormir

O estresse em excesso é capaz de atrapalhar e muito o sono, pois a pessoa não consegue parar de pensar em seus problemas. “Determinados acontecimentos podem ser facilmente vividos e elaborados por alguns, mas não por outros, que não conseguem encarar a questão”, afirma Marina. Isso só traz sofrimento e transtornos para a pessoa.

2. Queda de cabelo em excesso

Notar um aumento na queda do cabelo pode ser um indicativo do estresse, mas tudo deve ser analisado de perto por um profissional. “Os sintomas, isoladamente ou somados, ajudam a avaliar se a pessoa estaria vivendo o estresse”, diz o mestre em psicologia Marcello Accetta, professor de psicologia do Centro Universitário Augusto Motta.

3. Cansaço demasiado

“O estresse obriga a pessoa a parar e olhar para a vida, rever seu ritmo, analisar o que pode e deve ser mudado, aprender a relaxar e se cuidar”, destaca Marina. Quando as noites de sono não são mais suficientes para acabar com o cansaço, algo pode estar errado.

5. Gastrite e úlceras

homem-ilustracao - Foto: Thinkstock

Momentos de estresse elevam os danos causados à parede do estômago, podendo gerar casos de gastrite e úlceras. Marcello alerta que, quanto maior o tempo que a pessoa permanecer convivendo com os sintomas físicos do estresse, mais o problema se agravará, então nenhum sinal deve ser ignorado.

6.Tensão muscular

“Exercícios físicos regulares ajudam bastante a descarregar as tensões, assim como a prática da meditação. Tente estabelecer limite de horas para trabalhar diariamente”, destaca a psicóloga. A tensão também pode se manifestar na mandíbula, fazendo a pessoa até ranger os dentes durante a noite.

7. Imunidade baixa

Quadros de estresse intenso podem baixar significativamente a imunidade, acarretando em diversas doenças. O tratamento, porém, pode estar diretamente ligado à rotina que a pessoa leva, de acordo com Marina: “Se a pessoa conseguir mudar seu estilo de vida estressante e cuidar mais de si, estará se tratando adequadamente”.

8. Dores de cabeça

Apesar de ser algo considerado “comum”, a dor de cabeça não deve ser subestimada. “O estresse está diretamente ligado com a forma como nos relacionamos com nossos objetivos, sonhos, atividades diárias e nosso nível de satisfação com tudo isso”, lembra o especialista.

9. Mudanças de apetite

ilustracao-estresse - Foto: Thinkstock
“Nossas emoções, nossos sentimentos, bons ou ruins, sempre se manifestam através do nosso corpo”, diz o psicólogo Marcello Accetta

Tanto o aumento, quanto a diminuição significativa do apetite, repentinamente, podem indicar que algo está errado. “Ao diagnosticar um paciente com estresse, o mais importante na clínica psicológica é poder compreender como o momento que essa pessoa está vivendo”, aponta Marcello.

10. Tonturas

Ficar sob situações extremamente estressantes pode gerar uma certa tontura, por causa da irritação no labirinto, órgão na área interna do ouvido. “Esse tipo de situação ocorre quando o corpo se manifesta para ‘lembrar’ ou ‘avisar’ que algo não está bem e precisa ser checado”, ressalta Marina Vasconcellos.

Você fala demais? Eis as dicas para controlar o problema

Publicado, Veja/saúde, 21.09.16

Especialistas ouvidos por VEJA afirmam que só é necessário procurar ajuda por “falar demais” quando a prática atrapalha a vida pessoal ou profissional

MegafoneTodos conhecem alguém que fala demais ou já acharam que falaram demais em alguma situação. Para evitar constrangimentos, psicólogos recomendam pensar antes de falar, respirar e prestar atenção aos sinais não verbais do ouvinte.

Você conhece alguém que fala sem parar? Ou ainda, você se considera uma pessoa que fala demais? Esse hábito, que incomoda quem está ouvindo e até mesmo o próprio tagarela pode ter várias explicações, entre elas a própria personalidade da pessoa, um hábito familiar, carência ou até mesmo ser parte de um distúrbio de ansiedade ou uma mania.

Mas, como se policiar e quando é necessário procurar ajuda? Especialistas ouvidos por VEJA afirmam que só é necessário procurar ajuda quando a prática passa a atrapalhar a vida pessoal e/ou profissional da pessoa. Caso contrário, ela mesma pode tentar “falar menos” seguindo as dicas abaixo.

Para Izaela Pereira, psicóloga da Aliança – Oncologia, a chave para essa questão está no autoconhecimento associado ao autocontrole.  “A fala é um dos principais instrumentos facilitadores de um convívio social e para que seja assim o ponto mais importante o autoconhecimento porque se a gente não se conhece, fica difícil se controlar. Não existem regras para o autocontrole o único jeito é cada um entender como funciona e quais são os seus limites”. Segundo Izaela, em uma conversa é preciso e tomar consciência do que se fala, saber ouvir as outras pessoas, ter foco na conversa, cuidado para não se expor demais e saber o que efetivamente é importante ser dito.

Andreia Calçada, psicóloga e psicoterapeuta, afirma que o primeiro e mais importante passo é se conscientizar do problema. “A pessoa precisa tomar consciência de que fala em excesso e, a partir disso, entender o que a faz falar demais. Seria excesso de ansiedade?  Alguma situação específica que causa desconforto?”, afirma. Uma dica para isso é anotar em um caderninho situações em que você acha que extrapolou por ter falado muito ou o que não devia. A prática ajuda a se policiar e a começar a pensar antes de “entrar no papo”. Respirar e pensar “isso é válido de ser falado?” também ajuda.

A terapeuta familiar e de casal, Marina Vasconcellos, recomenda aos “faladores” observarem os sinais não verbais do ouvinte. “As pessoas mostram sinais corporais de desconforto ou desinteresse como se mexer ou virar o olho quando não estão confortáveis com aquela situação, então prestar atenção nesse sinais pode te ajudar a perceber quando se está falando demais”. Outra dica é pedir para pessoas próximas, seja um amigo, familiar ou companhe “dar um toque” caso você esteja exagerando.

Já Aline Gomes, psicoterapeuta, chama atenção para outra característica dessas pessoas. “As pessoas que falam demais costumam ser muito divertidas, ser o centro das atenções e ter muitas historias para contar. Elas preenchem os ambientes. Por outro lado, podem ser vistas como pessoas carentes de atenção, com dificuldade de ficar sozinhas”, diz. Neste caso, Aline recomenda tentar aproveitar essa característica a seu favor. “Se você gosta de falar e/ou contar histórias, dedicar-se a atividades como teatro ou escolher um trabalho que exija contato frequente com público pode ser positivo”.

 

10 crises que todos os casais passam – e como superá-las

Publicado em noticiasaominuto/lifestyle, 12.09.16

Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise, mas existem maneiras de superá-las

Mas é bom saber que todos os casais passam pelas mesmas situações e que não, aquele relacionamento perfeito, de novela, não existe. Todo casal enfrenta problemas e tem dias de crise.

Veja as 10 principais reclamações dos casais ao UOL, e como superar as principais crises a dois.

1. Rotina

Toda relação tende a cair na rotina, mas é possível encontrar meios de contorná-la: basta que, para isso, o casal tenha força de vontade. Para a psicóloga e terapeuta sexual Ana Canosa, autora de “A Metade da Laranja – Discutindo Amor, Sexo e Relacionamento” (editora Master Books), uma boa ideia para superar a monotonia é realizar um projeto em comum, como um curso.

2. Paixão esfriou

O fogo da paixão é muito comum no começo, mas tende a esfriar com o passar do tempo. Para a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é importante propor atividades para sair da rotina, como por em prática algumas fantasias sexuais.

3. Planos diferentes

Objetivos diferentes são uma das principais causas para o fim dos relacionamentos e, para contornar o problema, é preciso que tenha muita comunicação. O casal deve ajustar e conversar sobre o assunto a fim de chegar em um denominador comum, que satisfaça a ambos.

4. Falta de dinheiro

Problemas financeiros podem fazer com que a relação do casal vá por água abaixo. Por isso, é sempre bom prestar atenção no orçamento e estabelecer metas claras, assim como se unirem para, juntos, superarem a situação.

5. Adaptação complicada

Os casais que começam a morar juntos apenas após a união podem encontrar um grande entrave ao casamento: a dificuldade de adapção. “É preciso negociar os limites de cada um e estabelecer tarefas para os dois”, diz Ana. A comunicação é essencial nessa época, para que os dois possam se ajustar.

6. Ciúmes

Os ciúmes podem ser sadios, mas em excesso podem causar muitas brigas e desentendimentos. É preciso estar atento para perceber se isso não é apenas uma fase de insegurança ou carência. Caso o ciúme passe dos limites, a ajuda de um terapeuta pode ser necessária.

7. Mudanças profissionais

Um novo trabalho pode ser motivo de estrresse não só para a pessoa que muda, mas também para o casal. Impacto na rotina, no orçamento e até mesmo no estresse pode fazer com que surja uma crise na vida a dois. “É muito importante não mentir sobre as reais atividades que se desenvolverá, o tempo que será dedicado ao novo trabalho e o que o parceiro deve desenvolver ou abrir mão para viver esse momento”, diz Ana.

8. Traição

Apesar de ser uma crise séria, a psicóloga e terapeuta sexual Margareth dos Reis, doutora em ciências pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), afirma que a traição não é um atestado de fim de um relacionamento e pode ser superada. “Pode ser um momento para rever a relação como um todo e descobrir o que aconteceu para chegar a esse ponto”, diz.

9. Filhos

A chegada de um filho provoca mudanças profundas na vida a dois, tanto a nível de estresse quanto pessoal e principalmente sexual. É importante que, aos poucos, o casal volte a fazer programas a dois, diz Ana.

10. Síndrome do ninho vazio

Quando os filhos crescem e saem de casa, o casal pode sofrer um baque. Segundo Margareth, isso acontece quando a relação foi deixada de lado e o casal já não encontra mais outros interesses em comum além da vida dos filhos. Nesse momento, é importanque o casal se una com projetos em comum, como cursos, viagens e até mesmo a prática de esporte, aponta Ana. Terapia de casal também pode ser uma alternativa, diz Marina.

O que causa a falta de libido? Entenda os fatores

Por: Redação Doutíssima, 20.07.16

Falta de libido: sintomas e causas

Falta de libido

Imagine que você está na cama, deitada ao lado do homem que ama, sem nenhum compromisso em mente. Seria o momento ideal para colocar em prática todas as suas fantasias e desejos. Mas tudo o que você quer é virar de lado e dormir. Eis um sintoma clássico e comum da falta de libido, uma disfunção recorrente entre o público feminino.

Dados de uma pesquisa feita com 455 mulheres pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia, do Hospital Pérola Byington, apontam que 48,5% das que procuram ajuda médica sofrem de diminuição do desejo sexual. “A falta de libido é justamente a ausência de desejo ou ímpeto sexual”, sustenta a psicóloga Marina Vasconcellos.

Conforme explica Marina, há diversos fatores que podem estar por trás da falta de libido. Inicialmente, é importante dissociar a disfunção de uma falta de desejo passageira, corriqueira e pontual. É natural que, em determinadas fases da vida, as pessoas não fiquem tão disponíveis para o sexo, devido a outras atribuições e tarefas que consomem energia.

“No caso de uma falta de libido passageira, muitas vezes a mulher e seu parceiro conseguem detectar e compreender as causas”, sinaliza a especialista. Mas quando essa ausência persiste e a pessoa fica muito tempo sem sentir qualquer vontade sexual, aí algo pode estar errado. O primeiro passo para reverter a situação é identificar suas causas.

Segundo Marina, os fatores que podem estar associados à falta de desejo são diversos. “Causas emocionais, como estar infeliz no relacionamento ou em outras áreas da vida, interferem diretamente no desejo e o reduzem tremendamente”, pondera a especialista. Mas nem sempre esse é o caso.

“A falta de libido também pode ocorrer como efeito secundário ao uso de algumas medicações, como antidepressivos”, informa a psicóloga. Estresse, ansiedade e até mesmo o consumo excessivo de álcool e fumo têm um papel relevante na ausência de desejo sexual. Isso sem falar na questão hormonal.

De acordo com a especialista, níveis baixos de testosterona têm relação com o quadro – tanto para mulheres quanto para homens. O sexo feminino, porém, tende a perceber mais como os hormônios interferem no desejo.

“No período fértil, a libido aumenta consideravelmente. Na menopausa, por sua vez, ela diminui”, esclarece Marina. Há ainda a questão da baixa autoestima e da alimentação inadequada. Tais fatores podem ser igualmente decisivos para diminuir o tesão.

Como recuperar a libido?

O primeiro passo para voltar a sentir desejo, conforme frisa a especialista, é entender quais são as causas do problema: fatores fisiológicos ou emocionais. No primeiro caso, um especialista poderá direcionar o tratamento, indicando ou restringindo alguns medicamentos. Já no segundo, o ideal é procurar auxílio terapêutico.

“A terapia é uma ótima oportunidade para explorar e resolver seus problemas emocionais. Num ambiente protegido e com um profissional qualificado, é possível olhar para o que está impedindo sua felicidade, solucionar conflitos e enfrentar os problemas que a impedem de viver plenamente sua sexualidade”, finaliza Marina.

 

Por que a separação de Bonner e Fátima fez a internet desacreditar do amor?

Publicado em UOL/ Estilo – Comportamento, 02.09.16
Thamires Andrade – do UOL

Folhapressimagem: Folhapress

Na segunda-feira (29), William Bonner e Fátima Bernardes anunciaram simultaneamente em suas contas no Twitter o fim do casamento de 26 anos. No microblog, “Fátima” chegou a ser o assunto mais comentado, minutos após a divulgação do comunicado pelos jornalistas da Globo. Bastou isso para brotarem, nessa e em outras redes sociais, comentários como “não acredito mais no amor”. Mas por que a internet sofreu tanto?

Para Ana Luiza Mano, psicóloga do NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática) da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, a comoção aconteceu porque a web é um espaço que propicia a propagação de fantasias. “As pessoas idealizam e projetam o amor nos casais famosos e, quando eles se separam, há um rompimento desse amor idealizado”, declara.

“Eles eram o casal modelo: bonitos, bem empregados, saudáveis, com três filhos. Era a família do comercial de margarina. As pessoas projetavam neles o ideal de casamento e de amor, só que esqueceram que eles eram um casal como outro qualquer, que tinha de lidar com a convivência do dia a dia”, fala Marina Vasconcellos, psicóloga especializada em terapia familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo). Ela também diz acreditar que o fato de o Brasil ter acompanhado o casamento e a gravidez de Fátima fez com que as pessoas sentissem como se conhecessem o casal.

A psicanalista Regina Navarro Lins –autora de 11 livros sobre relacionamento amoroso– afirma que as pessoas vivem, de uma maneira geral, aprisionadas pelo mito do amor romântico e pela ideia de que só é possível haver felicidade se existir um grande amor. “As pessoas idealizam o par amoroso e se frustram ao perceber que o amor e o casamento não são para sempre.”

Segundo Alexandre Bez, consultor conjugal e psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, há um endeusamento dos famosos por parte dos cidadãos comuns. “Eles não podem cometer erros ou sofrer. As pessoas ficam chocadas quando um casal público aparentemente feliz se separa, pois há uma quebra de mitos, paradigmas e valores individuais”, afirma.

As pessoas que torcem pelos relacionamentos alheios ficam angustiadas e entram em conflito com uma notícia de separação, como a do casal de jornalistas. “Elas se martirizam, ficam perturbadas e sem chão: ‘Como um casamento bom acaba?’. Conscientemente, estão preocupadas com os dois, mas, em nível inconsciente, ficam preocupadas com a própria relação, se aquilo também pode acontecer com elas”, diz Bez.

Para Bez, as frases “não existe amor” e “não acredito mais no amor”, encontradas em muitos dos posts comentando a separação de Bonner e Fátima, são uma fuga de quem não quer racionalizar o motivo de a relação ter tido um fim. Assim se livram de refletir sobre os embates do dia a dia que desgastam os relacionamentos.

“Não há um pensamento lógico, só a fuga. Se amanhã isso acontece com elas, seguem com essa mentalidade que foi traçada para ser um escudo de proteção. Esse tipo de processo mental causa uma série de reações negativas no âmbito amoroso”, fala o psicólogo.

De acordo com Ana Luiza, mostrar nas redes sociais o que sente a respeito da vida amorosa alheia é uma maneira que os usuários encontram de canalizar os próprios sentimentos. “A pessoa despeja no Facebook a frustração, a surpresa ou a tristeza com aquela notícia. Tem quem xingue, fique triste e tudo isso acontece pela desinibição on-line”, fala.

Segundo a psicóloga do NPPI (Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática) da PUC, essa desinibição faz com que o indivíduo tenha vontade de expor na internet suas emoções. “A pessoa se sente anônima na multidão. Mesmo nas plataformas que mostram nome e fotografia. O usuário faz um comentário e acha que o que ele escreveu é só mais um, que não vai ser o mais lido, e mesmo que outras pessoas comentem, ele só vai retomar essa conversa se desejar. É aquela ideia do banheiro público: a pessoa entra, rabisca na porta e depois vai embora.”

Outro comportamento também observado entre as pessoas que se comoveram com o fim da relação de Bonner e Fátima foi o pessimismo. “É uma postura bem comum as pessoas ficarem pessimistas depois de notícias como essas, mas a relação deles não fracassou. Ela deu certo por 26 anos. Tanto que eles saem como amigos e parceiros na criação dos filhos.”, afirma Marina.

 

Vídeo de mulher fazendo dança sensual com bebê é abusivo, dizem psicólogas

Publicado, no site UOL, Estilo/Gravidez e Filhos, 19.07.16

Um vídeo em que uma mulher aparece rebolando até o chão na frente de um bebê que aparenta ter um ano de idade está repercutindo negativamente nas redes sociais.

Reprodução/Facebook

Postado no Facebook, o vídeo de 22 segundos já tem mais de 2,6 milhões de visualizações e mostra o bebê imitando a mulher, provavelmente sua mãe, fazendo movimentos de vai e vem com o quadril que remetem a um ato sexual.

Há um segundo adulto filmando e ambos demonstram se divertir com a atitude da criança, que é incentivada a continuar a dança.

A repercussão da filmagem, que para alguns internautas estimula a pedofilia, chegou ao exterior e foi alvo de uma reportagem do jornal britânico “Daily Mail”.

Para Blenda de Oliveira, psicoterapeuta de adultos, adolescentes e crianças, o vídeo é abusivo. “Do ponto de vista cognitivo, a criança nesta idade ainda não sabe o que é sexual e o que não é, não tem maturidade intelectual para fazer essa distinção, mas é movida por sensações e, portanto, é estimulada precocemente em sua sexualidade, o que causa um impacto negativo em seu desenvolvimento”.

Segundo a especialista, o abuso também ocorre porque a criança não compreende as consequências do ato e da exposição e isso fere sua intimidade. “ Atitudes assim, cada vez mais comuns em nossa sociedade, chegam a ser cruéis, pois a criança se torna um objeto de riso, sem ter noção disso.”

De acordo com Quézia Bombonatto, psicopedagoga e diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), é preciso lembrar que, apesar de ingênua, a criança não é assexuada e passa, a cada fase, pela experimentação do prazer de maneira diferente. Atropelar seu desenvolvimento natural poderá causar a erotização precoce e ter consequências negativas sobre a criança.

“Todas essas percepções sensoriais que o bebê está tendo, ao abraçar e encostar na mãe, causam estímulos e favorecem a descoberta do sexo antes da hora. Ao ser incentivado pelos adultos, ele recebe um reforço positivo, o que significa que irá continuar agindo assim, primeiro em casa, depois na escola, e não sabemos como irá extravasar esses estímulos no futuro.”

O despertamento sexual precoce, explica Quézia, também pode causar uma certa confusão de sentimentos. “A criança sente algo que não sabe nomear e, no futuro, talvez tenha dificuldades para lidar e compreender o que sente.”

A psicopedagoga explica que os pais devem ser muito cuidadosos ao expor fotos e vídeos de seus filhos na internet, evitando que sejam manipulados ou usados por pessoas que tenham interesse em pedofilia. “Isso sem contar que, mais tarde, esse menino verá o vídeo e poderá se sentir culpado ou até mesmo ter a sensação de que foi humilhado pelos pais.”

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casal, trata-se de um comportamento inadequado dos adultos e de uma exposição absurda e desnecessária da criança. “Os pais não têm direito de expor o filho pequeno em busca de curtidas na internet. Isso fere o direito da criança, que ainda não sabe discernir nem escolher. Além disso, a dança banaliza o sexo, passando uma mensagem muito negativa às crianças que, porventura, venham a assistir ao vídeo”, afirma.

As consequências desse tipo de exposição, explica a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, contribuem para uma cultura de pedofilia, estereótipos de gênero e machismo. “Pedofilia é a atração sexual de adultos por crianças. Já o abuso sexual não implica apenas no contato físico, mas sim, em envolver a criança como objeto de satisfação sexual ou erótica como voyeurismo, exposição à pornografia e exibicionismo, situações que não são próprias da infância.”

A psicóloga avalia que sexualização precoce pode colocar a criança em risco de sofrer gravidez precoce e relacionamentos promíscuos e abusivos quando mais velha, buscando conseguir aceitação, pertencimento, carinho e amor. “Pode ficar confuso para criança o que deve ser privado e o que deve ser público, e quem pode tocar em seu corpo e quando”, alerta.

Redes sociais atrapalham superar fim de relacionamento

Publicado no site Circuito Mato Grosso,14.07.16

Essa curiosidade de saber sobre a vida do ex faz com que a pessoa não consiga se desvincular da relação.

Redes sociais atrapalham superar fim de relacionamento

Antes das redes sociais, quando um romance acabava, se as pessoas não compartilhavam o mesmo círculo de amigos, dificilmente tinham oportunidade de conversar ou se esbarrar. A distância e a ausência facilitavam superar o rompimento. Hoje, é possível acompanhar a vida do “ex” pela internet, com riqueza de detalhes, graças aos posts, check-ins e fotos do Facebook, Instagram etc. Essa curiosidade não só provoca um sofrimento enorme como ainda dificulta elaborar o fim da relação e seguir adiante.

“Esse comportamento de ficar vigiando o ‘ex’ nas redes sociais não é nada saudável e indica que ainda há uma forte ligação entre ambos, tanto pelo perseguidor quanto pelo perseguido, que simplesmente poderia bloquear o outro”, declara o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (editora Ágora).

Na opinião da psicoterapeuta Maura de Albanesi, a mania de “stalkear” (ato de perseguir virtualmente alguém) faz com que a pessoa não consiga se desvincular da relação. “É um sinal de que o indivíduo ainda alimenta a ideia de um retorno ou tenta arquitetar algum plano para se encontrar com sua paixão, fazendo uma espécie de jogo de sedução às escondidas. O que só causa expectativas frustrantes.”

A psicóloga Marina Vasconcellos, especializada em terapia familiar e de casal pela Unifesp (Universidade Federal do Estado de São Paulo), diz que quem fica olhando o que o outro está fazendo e com quem anda, na verdade, não deseja colocar um ponto final no relacionamento.

“No fundo, a pessoa guarda dentro de si a esperança de um dia retomar a relação ou está esperando a oportunidade de se vingar de quem a deixou. Além disso, também quer manter algum tipo de controle do que acontece na vida do outro”, fala.

A melhor forma de realmente esquecer é deixar de ter contato e notícias do antigo amor. Resistir à tentação de xeretar é uma decisão que necessita de disciplina. “Exclua a pessoa de seus contatos, não fique checando seus passos por meio de amigos em comum, enfim, tenha em mente que, se pretende seguir a vida, essa é a alternativa mais eficiente”, afirma Marina.

Maura diz que é preciso desenvolver força de vontade e entender que o romance acabou. “Enquanto nutrir alguma esperança de retorno, será mais difícil vencer a tentação de vasculhar as redes sociais”, afirma a psicoterapeuta.

Mania de xeretar pode virar obsessão
De acordo com Alexandre Bez, psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, nos Estados Unidos, a questão não é se preocupar em resistir a essa averiguação pessoal e/ou perseguição, mas, sim, importar-se com a real motivação dessa curiosidade.

“Por trás dessa atitude pode haver desde um sentimento verdadeiro, fantasias, frustração por não ter dado certo ou TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo)”, declara o especialista.

Conforme a experiência de Bez, ao identificar o motivo que dispara esse gatilho emocional, fica mais fácil compreender a dinâmica e, assim, elaborar estratégias para diminuir ou cessar definitivamente o comportamento.

“Stalkear” pode se transformar em uma patologia caso a pessoa deixe de fazer outras atividades do dia a dia para vasculhar a vida alheia e comprometa outros campos –profissional, familiar, lazer– para se dedicar à espionagem.

“A terapia passa a ser indicada para ajudar o indivíduo a entender a razão de não conseguir ‘soltar’ o outro e as razões que levam a controlar a vida do antigo par. Aqui já não existe o bom senso, o equilíbrio e, sim, uma obsessão. É preciso elaborar o luto da perda da relação e investir em si próprio, para que esse momento sirva de crescimento pessoal”, diz Marina.

Na opinião da psicóloga, o término de uma relação é o momento propício para refletir sobre o que não deu certo, os motivos de cada um para que isso acontecesse, como pode ser diferente em uma próxima história e principalmente sobre o que esperar de um novo parceiro.

“É um bom momento para praticar exercícios físicos, rever amigos, investir no trabalho, fazer coisas que deixou de fazer por estar com alguém, curtir a liberdade e, principalmente, estar de verdade com as pessoas, e não virtualmente. Deixar as redes sociais de lado e apostar nas relações ao vivo ajuda bastante a superar essa fase”, diz Marina.

 

8 dicas ajudam a negociar com o filho adolescente as saídas de casa

Na adolescência, a necessidade de estar entre amigos se intensifica e esse convívio é fundamental para a construção da identidade do jovem. Surge, então, a vontade de sair só com os colegas, sem a presença dos pais.

Segundo a psicanalista e doutora em educação Rose Gurski, professora do programa de pós-graduação em psicanálise do Instituto de Psicologia da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e autora do livro “Três Ensaios sobre Juventude e Violência” (editora Escuta), essa transição precisa ser realizada com a ajuda dos pais. “É importante que os adultos possibilitem ao adolescente a apropriação de noções sobre responsabilidade, o que demanda flexibilidade e abertura do lado dos adultos. É preciso negociar com os filhos sem cair em posições permissivas demais”, afirma.

Shopping é local ideal para adolescentes começarem a sair sozinhos pela 1ª vez

Veja a seguir algumas dicas para os pais negociarem os programas dos filhos com os amigos:

 1 Permita aos poucos

Segundo a psicóloga Marina Vasconcellos, terapeuta familiar pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), não há uma idade ideal para que o jovem possa sair sem a companhia de adultos. “Depende da maturidade. Uma dica é ir soltando a corda aos poucos, para ver como ele reage”, diz. Para começar, lugares como shoppings, parques e casas de amigos são ideais.

Converse muito

Segundo o psicólogo e psicoterapeuta Antonio Carlos Amador Pereira, professor de psicologia da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo e autor de “O Adolescente em Desenvolvimento” (editora Harbra), é preciso conversar sobre tudo ao negociar as saídas de casa, principalmente quando se trata de um jovem que acaba de entrar na adolescência. “Os pais devem saber aonde ele irá, a que horas voltará, com quem sairá”, fala. A psicóloga Marina ressalta a necessidade de orientar o filho também sobre drogas. “É importante explicar o que elas podem causar e que ele, por ser menor de 18 anos, não pode nem mesmo beber. Antes de sair, ele precisa saber se cuidar”, afirma.

3 Negocie o horário para voltar

Segundo a psicóloga Marina, o horário de volta depende da maturidade e do tipo de programa que será feito pelo jovem e os amigos. Para o psicoterapeuta Pereira, essa negociação deve ser feita mostrando ao filho que a ideia não é controlá-lo. “Você pode dizer que só consegue dormir depois que sabe que ele chegou bem, por isso um horário precisa ser combinado”, diz.

4 Leve-o e busque-o quando necessário

Dependendo da maturidade do filho e do local aonde ele irá, uma saída para negociar o passeio é chegar ao acordo de que os pais o levarão ou o buscarão. Mas é preciso entender que o adolescente também precisa aprender a se virar sozinho. “Alguns filhos são mais medrosos. Nesse caso, os pais precisam incentivá-lo a se virar sozinho para que ele se desenvolva e aprenda a ter autonomia”, afirma a terapeuta familiar pela Unifesp.

5 Combine a comunicação pelo celular

É importante que os pais peçam aos filhos que eles respondam as mensagens e atendam o celular, mas não exagere no controle. “Não adianta os pais ficarem em cima mandando mensagem o tempo todo. No entanto, o adolescente precisa estar comunicável. Se ele for a um lugar no qual não conseguirá falar, deve-se combinar antes um horário para que ele avise se está tudo bem”, fala a psicóloga Marina.

6 Estabeleça dias para sair

Para Marina Vasconcellos, as saídas devem acontecer nos finais de semana, com algumas exceções permitidas, como o aniversário de um amigo. “Acho importante estabelecer também o acordo de não sair todos os dias do final de semana, já que os adolescentes precisam descansar para voltar à escola na segunda-feira”, diz.

7 Dê mesada

Uma boa dica para fazer o adolescente entender que as saídas de casa não podem ser frequentes é fazê-lo administrar o próprio dinheiro. “A mesada é importante para ele começar a entender quanto custa cada programa e para dar valor ao dinheiro”, diz a psicóloga Marina.

8 Avalie o retorno

Se depois de todos os acordos, o filho desrespeitar algo combinado, é preciso que haja consequências, como ficar sem poder sair por um tempo. Para a psicanalista Rose Gurski, é extremamente importante transmitir aos filhos a noção de que uma combinação deve ser levada a sério. “O adolescente precisa entender que seus atos produzem efeitos e que ele passa a ser responsável por isso”, diz.

Namorado novo e amigo ciumento

Publicado no site Bolsa de Mulher/Comportamento.

Conheça a melhor forma de sair dessa situação

Mesmo depois da saída de Ana Paula do “BBB16”, o reality global continua repleto de polêmicas. Uma delas envolveu Munik, Ronan e o ator Juliano Laham que entrou fingindo ser um participante do Big Brother Líbano.

Ronan teve uma crise de ciúme ao ver Munik indo dormir na mesma cama que Juliano e começou a gritar. A participante tentou acalmar o amigo, mas não adiantou. Você já vivenciou alguma situação parecida?

De acordo com a terapeuta de casal e família Marina Vasconcellos, não é normal as pessoas sentirem ciúmes de namorados (as) dos amigos, mas pode ser recorrente quando elas estão inseguras ou são imaturas. “As pessoas que não têm esse problema entendem que você está apaixonada e que é normal se afastar um pouco dos amigos, principalmente no começo”, comenta.

Medo de perder

Segundo a psicóloga, ciúme nada mais é do que o medo de perder alguém para uma outra pessoa e quando parte de um amigo, pode indicar uma amizade possessiva. Quando isso acontece, o melhor a ser feito é conversar abertamente com o amigo.

Pergunte o porquê dele(a) não gostar do namoro, o que tem incomodado e qual o motivo para esse comportamento. O diálogo permitirá que você o entenda melhor. “Se a amizade vale a pena, tem que tentar chegar a um acordo”, comenta Marina.

Afaste-se de amizades possessivas


Fique atento às atitudes de seus amigos e não deixe de conversar com eles caso algo esteja te incomodando

Se mesmo após a conversa o seu amigo continuar tendo crises de ciúmes, o melhor a ser feito é se afastar. A psicóloga explica que isso caracteriza uma amizade possessiva e que pode prejudicar não só o namoro como também a sua vida em geral. “Se você se deixa levar pela posse do amigo, você pode ser excluída, não conseguir ter outros amigos. Você não pode ter exclusividade com ninguém”, complementa.

Vida após o Amor

Publicado no site Abílio Diniz/Qualidade de Vida, 18.03.16

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Respeitar o próprio ritmo e buscar se tornar uma pessoa melhor ajuda a “curar” um coração quebrado.

Poucos acontecimentos da vida impactam tanto o cotidiano quanto o fim de um relacionamento romântico. Para se ter uma ideia, há menos de dois anos o jornal britânico “The Guardian” divulgou uma pesquisa realizada por uma firma jurídica segundo a qual 9% das pessoas declararam já terem largado seus empregos por causa de um divórcio ou separação, ou disseram conhecer alguém que havia feito isso.

“Um período de ‘fossa’ é normal acontecer [após um rompimento], mas, caso esses sintomas persistam, pode se tornar uma depressão, necessitando de um tratamento mais específico e cuidadoso”, alerta a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos.

De acordo com a especialista, “caso a pessoa se entregue a uma tristeza profunda, pode sentir dificuldade de reagir e lidar com a vida em geral, produzindo menos no trabalho, até faltando em alguns dias por pura tristeza e falta de vontade ou coragem de enfrentar as pessoas, que lhe perguntarão sobre a separação”. “A concentração é bastante prejudicada e o indivíduo pode cometer erros que jamais seriam cometidos num estado normal de atenção e produção”, aponta.

Como, então, superar essa etapa tão amarga? “O melhor a se fazer é conversar com os amigos, ouvir o feedback das pessoas que conviviam com o casal para ter noção do que se via de fora da relação — porque às vezes estamos tão inseridos na emoção que deixamos passar sinais ‘óbvios’ àqueles que estão de fora —, investir em si com psicoterapia e outras atividades que lhe deem prazer, para que seu ‘eu’ seja fortalecido”, recomenda Vasconcellos.

Ela acrescenta que não existe um momento ideal ou estipulado para decretar o fim da fossa nem para a abertura definitiva a um possível novo amor. “O tempo é absolutamente relativo. Depende de como a pessoa saiu do relacionamento: caso já venha se trabalhando há tempos e a decisão tenha sido bem pensada, será mais fácil seguir em frente e deixar o passado de lado. Se ainda estiver presa aos sentimentos pelo parceiro perdido, será mais difícil.

A hora de ‘partir para outra’ virá quando a pessoa perceber que quase não pensa mais no ex, já lida bem com a situação, começa a sentir vontade de paquerar e olhar para outras pessoas, coisa que não acontecia antes por estar ‘fechada’ a qualquer outro relacionamento possível.”

Com essa etapa superada, o caminho estará livre tanto para descobrir afeto em outro alguém como para retomar o grau habitual de produtividade.

Você é uma pessoa muito temperamental? Descubra

Publicado pela redação do Doutíssima, 13.02.16

Você é uma pessoa muito temperamental? Descubra

Todos nós enfrentamos diariamente situações que nos afetam emocionalmente. Mas nem todos reagem de maneira semelhante. Há pessoas mais e outras menos estáveis diante dos desafios da rotina. Dentro desses níveis, quem tem alterações de humor constantes e apresenta um comportamento imprevisível é apontado como temperamental.

“Se a pessoa muda de humor frequentemente, há algo de errado. Em primeiro lugar, é preciso procurar o médico para uma checagem hormonal, verificar a tireoide ou outras possíveis causas orgânicas que provocam desequilíbrio emocional constante”, explica a psicóloga Marina Vasconcellos. Também é possível buscar auxílio com um psicoterapeuta.

A partir de uma avaliação psicológica é possível detectar se o sintoma tem ligação com o estilo de vida que a pessoa leva, com frustrações e dificuldades que esteja passando ou se é algo mais grave como transtornos psiquiátricos.

E você, se considera uma pessoa temperamental? Faça o teste e descubra!

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Como não deixar os preparativos do casamento virarem motivo de brigas

Publicado em Mullher/Comportamento (uol) , 13.13.16

Temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

Leandro Pivetta e a mulher, Fabiana Segura, no dia do casamento deles

Leandro Pivetta, 34, e Fabiana Segura, 33, estavam juntos há oito anos, morando na mesma casa com as duas filhas, quando decidiram oficializar a união, em janeiro de 2012. O que eles não imaginavam é que a decisão quase estragou a relação deles.

Durante os preparativos, foram muitas desavenças e, por causa de um problema exatamente no dia da cerimônia, a noiva pensou em desistir e tudo. “Queria casar em um salão, ela em um sítio. Queria música ao vivo, ela, DJ. Cada um queria de um jeito, ou seja, discutimos bastante durante os preparativos. Mas o que me deixou mais bravo foi ela ter reservado um sítio sem eu saber. Fui lá e desfiz a reserva”, conta Leandro, que é publicitário em São Paulo.

O pior, entretanto, ainda estava por vir. No dia do casamento, eles descobriram que a pessoa contratada para fazer as fotos e o vídeo não iria mais. “Fiquei muito brava por ele ter perdido o controle da situação e pensei em desistir de tudo. Não só da cerimônia, mas de tudo mesmo. O problema não eram as fotos, pois quem iria dar de presente seria um padrinho, mas o fato como ele lidou com o episódio, ficando nervoso e quebrando o computador”, diz a executiva de contas Fabiana. Após todo o estresse, o noivo conseguiu uma outra fotógrafa para fazer as imagens do grande dia.

Para não deixar que a situação chegue a esse ponto, é preciso tomar alguns cuidados durante os preparativos. A seguir, o UOL lista os temas que mais podem causar problemas entre os casais e quais as melhores maneiras de lidar com eles.

1 – Gastos em comum acordo

O primeiro ponto para evitar conflitos é conversar sobre quanto querem e podem gastar com o casamento. “O casal deve definir o tipo de cerimônia (na igreja com festa, em um salão, de dia ou de noite…). Decidido isso, devem partir para os orçamentos para, então, voltarem a conversar e decidirem o que manterão e o que terão de cortar. Não gastar mais do que se pode evita que entrem em uma vida em comum já cheios de dívidas. O casal deve decidir quem vai pagar o que, se vão dividir os valores meio a meio, se os pais vão pagar ou ajudá-los nessa empreitada. Tudo isso no papel. É muito melhor que tudo fique combinadíssimo, pois evita problemas posteriores e cobranças desagradáveis”, afirma Carmen Cerqueira César, psicoterapeuta da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.

2 – Questão de gosto

Os noivos também devem chegar a um acordo com relação aos gostos individuais de cada um. É preciso respeitar, e eventualmente abrir mão, e ser flexível para evitar brigas. “Cada um deve explicitar o que deseja. Depois, deve-se negociar, tentar um meio termo”, fala a psicoterapeuta Carmen.

3 – Como lidar com as famílias

Outro ponto que pode atrapalhar o relacionamento do casal durante os preparativos para a cerimônia é a intromissão dos pais. Segundo a wedding planner Bebeta Schiavini, a melhor atitude é deixar que eles opinem, mas deixando claro que a decisão final é dos noivos. “Sugiro sempre para meus clientes deixarem os sogros opinarem em pequenos detalhes, como sabor de doces e bolo e cor do papel dos bem-casados, detalhes que não impactam no conjunto do evento e fazem com que se sintam valorizadas. Também sugiro que eles sejam flexíveis no que não é prioridade”, diz. “Cabe ao filho impor limites para os pais, para não deixar a tarefa ingrata para o par. Limite é bom e extremamente necessário para que a convivência futura seja prazerosa. O casal tem de preservar seu espaço desde o início”, fala a psicoterapeuta Carmen.

4 – Bloco do eu sozinho

Algumas pessoas podem adorar poder decidir sozinhas todos os detalhes da cerimônia, sem interferências. Mas a “carta branca” pode soar como falta de interesse do outro, naquele que é um momento importante para o casal. Por isso, se o ideal para você é decidir em conjunto, deixe clara sua expectativa em uma conversa. “Se foi combinado que cada um teria certas tarefas e essas não estão sendo cumpridas, é hora de sentar para uma renegociação. Afinal, casamento é uma eterna negociação de necessidades e desejos”, declara Marina Vasconcellos, terapeuta de casais e famílias pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Como e quando contar aos filhos sobre um novo relacionamento

Publicado no site itmãe uol, 18.02.16.

Melhor apresentar o novo namorado aos filhos só se for “para valer”

casal

Você já superou aquela fase difícil pós-divórcio, tocou a vida e está até namorando de novo. Que bom! Mas junto com as delícias de começar um novo relacionamento, quem é mãe enfrenta também uma preocupação sobre um tema inevitável: como e quando apresentá-lo aos filhos. Calma! Essa é uma situação cada vez mais comum, com o aumento dos divórcios e dos recasamentos (23,6% dos casamentos acontecidos em 2014 foram 2o núpcias de pelo menos um dos cônjuges, segundo IBGE). Portanto, a notícia tende a ser mais bem recebida por todos. Embora não exista uma resposta exata para encontrar o jeito e o timing certos, o desafio pede que você leve vários fatores em consideração. Veja aqui alguns pontos que podem lhe ajudar a refletir sobre o assunto e a passar por mais essa mudança de fase numa boa.

É para valer?

Esse é a questão número 1, todo mundo sabe. Como ter certeza de que o relacionamento vai durar? Para a psicóloga Vanessa Abdo, a apresentação só tem de ser feita uma vez que você acredite no potencial do relacionamento (talvez, lá no fundo, encontre a resposta!) e que alinhe tudo com o novo parceiro. Isso porque conhecer diversos namorados da mãe (ou do pai) pode ser prejudicial para a criança, que não sabe se deve criar vínculos ou não.

O tempo de cada um

Quanto tempo faz que seu relacionamento anterior acabou? Foi suficiente para que seu filho superasse e que o seu próprio coração sarasse? E quando surgiu esse novo amor? Tais questões são essenciais, já que apresentá-lo cedo demais aos filhos pode causar situações prejudiciais à toa, como ciúmes e raiva. A corretora Juliana*, 45, mãe de dois meninos, de 10 e 6 anos, passou por isso. Ela começou a namorar poucos meses após se separar e logo o namorado conheceu os filhos dela. Na época, ela achou que estava fazendo o que era certo para ela, que tinha ficado muito magoada com o fim do relacionamento e que enxergava no namorado uma nova chance. “Os meninos até tentaram aceitá-lo, mas vi que eles estavam sofrendo calados para me ver feliz. Acabei dando uns passos pra trás e tirei um pouco o namorado do convívio. Apesar de continuarmos juntos, estou dando um tempo para os meus filhos”, conta.

O fator divórcio

“Quando o relacionamento acabou de forma consensual e tranquila, e ninguém está sofrendo mais, tende a ser mais fácil passar por essa nova fase, tanto para a mãe e os filhos, como também para o ex-cônjuge”, conta a terapeuta de casais Marina Vasconcellos. Nesse caso, as crianças podem até torcer pelos pais. Agora, se a situação é inversa, vale ter ainda mais cautela. Não há por que causar mais ressentimentos a todos.

A idade dos pequenos

“Quando o filho é um bebê, ele não entende bem o que é um namorado. A questão torna-se um desafio, entretanto, quando a criança tem entre 5 e 10 anos”, explica a psicóloga Vanessa. Na opinião dela, quanto maior a criança, maior a complexidade e a necessidade de ter paciência, já que eles passam a questionar e a comparar mais, e tendem a ter ciúmes e a competir. Já a terapeuta Marina acha que, em muitos casos, pode ser diferente, especialmente se o casamento acabou sem brigas. Paola* está passando justamente por isso. Divorciada há 5 anos, ela contou recentemente para as filhas adolescentes sobre um novo namorado e tudo que elas querem é saber quem ele é, porque é legal, quando vão conhecê-lo. “O pai delas também está feliz em outro relacionamento. Elas entendem, então, o quanto isso é importante”, acredita.

Aos poucos

“Vá apresentando a ideia de um novo relacionamento aos poucos para o seu filho. Pergunte se ele quer conhecê-lo, pois impor o seu namoro não é uma boa ideia”, aconselha Marina. Além disso, escolha um local “neutro” para fazer as apresentações. “Dentro de casa pode dar uma sensação de invasão. Evite também trocar muitos beijos e carícias logo de cara”, diz Vanessa. Seu filho precisa se acostumar com a ideia, afinal.

O ex-cônjuge

Considere a possibilidade de avisar o seu ex-marido antes de fazer a apresentação, principalmente se a separação for recente. Coloque-se na situação dele e reflita sobre como você se sentiria ao saber da novidade só depois que seu filho já conheceu a nova namorada. Essa conversa preserva o respeito e a consideração entre vocês, que mesmo com o fim do casamento, continuarão sendo os pais dele.

Treinar junto une o casal

Treinar em boa companhia é muito melhor

Publicado no Bodytech,  12.02.16.

A gente não cansa de dizer que treinar em boa companhia é muito melhor. Marina Vasconcellos, psicóloga com especialização em terapia Familiar e de Casal pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), confirma a teoria: “Treinar junto une o casal”. Segundo ela, “ambos acabam desenvolvendo uma rotina em que um estimula o outro, facilitando o estímulo necessário para levar adiante os exercícios com seriedade”. Além disso, ela ressalta, se o treino for pela manhã, “ambos terão que dormir cedo para descansar o suficiente para o dia seguinte, obrigando-os a seguir uma rotina de horários em conjunto e evitando, dessa forma, conflitos ligados a esse tema”.

Qual modalidades escolher?

Deve-se escolher aquilo de que ambos gostem, para que não façam desse momento gostoso algo “torturante” nem que se sintam “obrigados” a praticar. O esporte deve trazer prazer, descontração, disposição, além de despertar em ambos a vontade de praticá-lo.

Quais as dicas para quem quer treinar com o parceiro?

Cada um tem suas habilidades individuais e nem sempre é possível encontrar um esporte em que ambos se realizem. Caso não dê, é importante que cada um consiga realizar o seu para que se sintam bem consigo e realizem uma atividade física regularmente, o que é muito importante para o bem-estar geral das pessoas. O ritmo de cada um deve ser respeitado. Não adianta querer competir com o parceiro por performances inatingíveis e ficar sempre frustrado, ou mesmo desenvolver sentimentos de inferioridade ou irritabilidade por não ter o mesmo desempenho dele. Um casal não deve competir: afinal, são parceiros, e um quer o melhor do outro e para o outro. Não utilize esse momento juntos para discutir a relação nem falar sobre problemas. Esse deve ser um tempo em que se permitem vivenciar coisas boas, fazendo a ligação entre a sensação boa de cuidar da saúde com a parceria e estímulo do amado. Essa informação se fixa no cérebro e garante que a memória do exercício seja de algo prazeroso. Fique atento para não confundir o prazer de estar junto e o estímulo mútuo aos exercícios com “controle” e “posse” do outro. Alguns relacionamentos doentios camuflam esse controle (necessidade de estar sempre junto para controlar o que o outro está fazendo, com quem está falando etc) com a roupagem da pessoa “preocupada” e “supercompanheira”. Isso pode ser um“ciúme excessivo”, o que se caracteriza como doença e deve ser tratado como tal.

Divida tarefas e some prazer

Publicado em VivaMais (uol), 22.12.16.

Ciência atesta: casal que compartilha as obrigações domésticas de igual para igual é mais feliz no sexo

Marília Medrado

Dividir o dia a dia doméstico com o parceiro faz um bem danado para a vida sexual. Segundo recente estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, homens que contribuem de forma justa com os cuidados da casa se sentem mais satisfeitos com a quantidade e qualidade de transas. Está a fim de fazer disso uma realidade na sua casa também? Então, vamos lá!

NA PRÁTICA

Se está saturada de fazer tudo no seu lar, a solução passa por uma conversa franca. Fale com o gato quando estiverem com tempo para iniciar e terminar o papo. “Comece dizendo que se sente cansada e sobrecarregada e que está precisando da ajuda dele”, orienta a terapeuta de casais Marina Vasconcellos. Argumente com calma, sem acusações ou xingamentos, certo?!

Na hora de negociar os afazeres que cada um ficará responsável, leve em conta as aptidões. Ele adora cozinhar e você não se importa em lavar as louças? Bingo! Além disso, vocês devem considerar a carga horária no trabalho. “Nada impede que quem trabalha menos horas se responsabilize por mais atividades na casa.” Se for necessário, fixe uma lista com as tarefas de cada um na geladeira.

SEJA FLEXÍVEL

Às vezes, um de vocês pode ter um dia daqueles… E limpar a casa é a última coisa que se quer. Ter compreensão neste momento mostra sensibilidade e companheirismo pelo sentimento do outro.

Se a divisão de tarefas começar a desandar, volte a conversar com o parceiro. Vejam por que o acordo não está funcionando e combinem como reverter a situação.

REFORÇO POSITIVO

Todo mundo gosta de receber um elogio. Portanto, dizer que a comida dele ficou muito gostosa ou que o banheiro está cheiroso, por exemplo, ajuda o trato a vingar!

O QUE DIZEM OS ESTUDOS

Pesquisa feita pela Universidade Estadual da Georgia (EUA) também mostrou que casais que dividem de maneira equilibrada afazeres domésticos e o cuidado dos filhos têm uma vida sexual melhor. É fácil de entender a explicação: “Hoje, a mulher trabalha fora até mais horas do que o homem. Chegar e ainda precisa cuidar da casa a faz se sentir sobrecarregada e irritada“, diz Marina. Aí não há tesão que resista! Quando o companheiro divide tarefas, mostra parceria. A admiração e o carinho pelo gato crescem e, bom, o fim dessa história você já sabe qual é…

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Publicado em  DisneyBabble (uol), 22.01.16.

Se você precisa ter uma famosa DR com seu parceiro, vá em frente. Mas antes, dê uma olhadinha nessas dicas para que tudo termine bem

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Nem só de flores vive uma relação a dois, e disso todo mundo sabe. Discutir o relacionamento – ou, simplesmente, ter uma DR – é um dos recursos eficientes para “aparar as arestas” e entender o lado do outro. O grande problema é que basta um deslize e a conversa se transformará numa tumultuada discussão.

Os psicólogos Marina Vasconcellos e Alexandre Bez concordam que esse diálogo deve acontecer sempre que algo estiver incomodando o casal. “Guardar insatisfações sem comunicar ao parceiro é receita certa para minar a relação com o tempo”, diz Marina.

Mas para que a conversa seja produtiva e não acabe em impasse, fique longe das seguintes atitudes:

1. Impostação de voz e timbre alterado
Não grite ou eleve a voz, nem use palavras ríspidas, por mais que esteja nervosa. Respire, pense um pouco antes de falar, mantenha o tom cordial e, caso o parceiro aumente o tom, peça que abaixe, falando baixo sempre. “Xingamentos ou palavreado chulo não farão bem; isso agride o outro e dá permissão para que ele faça o mesmo. Uma postura gentil costuma ser recebida com mais abertura, deixando o clima mais ameno e receptivo”, explica a psicóloga.

2. Postura corporal elevada, olhar de superioridade e arrogância
Mantenha a calma e escute para que a discussão seja resolvida. Ouça o que o outro tem a dizer, não o interrompendo a todo o momento. É preciso que ambos falem e sintam-se ouvidos e, sobretudo, compreendidos.

3. Usar palavras pela metade
“Seja exata, pois nenhum homem gosta de adivinhar o que a mulher quer ou está pensando”, afirma o psicólogo.

4. Lembrar os erros passados
Não cobre mais uma vez ou “jogue na cara” desacertos cometidos anteriormente. Resolva o presente e atenha-se ao foco, lidando com uma questão de cada vez. É comum uma conversa por algo pontual transformar-se numa grande briga por fatos acumulados há anos.

5. Iniciar a conversa em local público
Nunca envolva terceiros ou filhos na DR. Além disso, ao discutir em lugar público, o casal estará exposto a olhares e comentários alheios. Também é importante atentar ao tempo disponível para a conversa, para que ela termine e não tenha desdobramentos depois.

6. Fazer acusações
Quem inicia o diálogo deve sempre se posicionar na primeira pessoa, e não atacar o outro com acusações ou críticas. Uma dica de Marina é falar, por exemplo: “Estou bem incomodada com o modo como você vem me tratando, sinto-me desrespeitada quando você não leva em conta minhas necessidades…” – e por aí vai. Isso é bem diferente de: “Você é um tremendo egoísta, só pensa em você, nem me olha…”. As acusações são sentidas como agressões e só acarretam uma reação defensiva do outro, prejudicando qualquer tentativa de acordo. “O grande segredo está em mostrar ao outro como você está se sentindo em decorrência de algo que ele esteja fazendo, para que ele perceba como seu comportamento ou suas atitudes atingem você”, acrescenta.

7. Dar lições de moral
Isso precisa ser abolido, pois gera muita ofensa e humilhação (de ambas as partes). Também não devem ser explorados os defeitos e as dificuldades do parceiro ou parceira no calor da discussão. “A simplicidade no trato relacional, a humildade em reconhecer os erros, a paciência e a escuta apurada são ações corretas a serem tomadas”, destaca Bez.

8. Tocar em assuntos delicados no trânsito
Nunca comece um diálogo sobre o relacionamento no carro, indo para algum programa a dois ou a uma festa, por exemplo, porque o clima pode esquentar e estragar a programação que poderia ser divertida. Também evite abordar o parceiro assim que ele chegar em casa, após um dia exaustivo de trabalho. É preciso estar minimamente disponível e com energia para encarar uma conversa delicada e importante.

Se o casal tiver o costume de comunicar o que o incomoda logo que a situação acontece, a probabilidade de surgirem grandes DRs é bem menor, já que não serão acumuladas insatisfações e mágoas.

“O ideal é estarem abertos às necessidades um do outro a qualquer momento e manterem diálogos constantes, sem o peso de uma DR – porque, ao se tornarem frequentes, acabam surtindo o efeito contrário, e desgastam a relação”, alerta Marina.

Durante a conversa, é essencial respeitar o espaço do outro e não romper esse limite. “A pessoa que pediu a conversa tem a palavra, portanto, deixe-a esgotar o assunto. Escute e fale em sua defesa ou explique seus motivos com calma e cautela”, orienta Bez.

Um ponto muito importante numa relação é não começar a conversa se o casal ou um dos parceiros estiver alterado. A habilidade da paciência é profundamente requisitada nesses “encontros obrigatórios”.

(Foto: Getty Images)

Como escapar das saias justas em confraternizações de final de ano

Publicado em mdemulher/familia (Claudia), 21.12.2015.

Mulher festa final ano

Minha cunhada pediu que, no Natal, eu dê dinheiro para os meus sobrinhos. Isso passa uma mensagem materialista, sou contra. Posso ignorar o pedido?

Em situações festivas, é comum que os pais queiram dar dicas aos parentes sobre presentes que agradem aos filhos. Não deixa de ser uma forma de facilitar a vida, não é? No entanto, essa proximidade que, por um lado, permite a sugestão, por outro, autoriza sua recusa em acatá-la. “A mensagem do presente depende do modo como ele é dado, mesmo que seja dinheiro: se você transmite afeto e vontade de vê-los felizes, não há materialismo”, ressalta Ana Paula Passos, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Uma opção é acrescentar um docinho que você sabe que eles adoram, por exemplo. “É interessante investir um tempo de conversa para se aproximar dos desejos deles”, sugere Márcia Regis, coordenadora da educação infantil do Colégio Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo. E que tal saírem juntos e deixá-los à vontade para escolher o mimo?

 

Minha mãe, que mora em outra cidade, sempre me criticou muito. Quando reclamo, ela diz que sou sensível. Alugamos juntas uma casa para as férias e já estou tensa.

“Talvez ela se preocupe demais com sua vida adulta e queira, nos moldes dela, orientá-la”, diz Camila Teodoro, psicóloga clínica de Santo André (SP). O encontro familiar pode ser uma boa oportunidade para mostrar a ela quais caminhos e valores você segue e pedir que suas escolhas sejam respeitadas. “Se a resposta for uma nova crítica, mostre quanto ela repete esse padrão de comportamento e como isso é dolorido”, frisa Paola Biasoli Alves, professora de psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso. “O fato de vê-la como alguém sensível não lhe dá o direito de seguir trazendo mal-estar à filha.” Pelo contrário: sua mãe pode (e deve) tentar se controlar. A você cabe dialogar e impor limites.

 

Nunca sei como me comportar na comemoração de fim de ano do trabalho. Posso beber e dançar? Devo falar de negócios?

Tenha em mente que uma festa de trabalho não é uma balada qualquer. “Nada justifica beber além da conta”, opina a consultora de etiqueta Claudia Matarazzo, de São Paulo. Procure se divertir, sim, inclusive dançando – com moderação. Quanto a falar de negócios, evite, já que é uma ocasião festiva. “Também é desagradável abordar a crise econômica. Mostre que tem alto-astral e leveza”, sugere Maria Aparecida Araújo, professora de etiqueta empresarial da Executive Manners Consulting, no Rio de Janeiro. “Aproveite para entrosar-se com colegas de outros setores”, acrescenta. Essa é uma boa chance de fazer networking.

 

No amigo secreto da empresa, tirei um colega com quem já saí e tive uma relação que não acabou bem. Todos souberam. Melhor trocar com alguém?

“Não troque. Senão você estará assumindo que não sabe separar as coisas”, indica Janaina Manfredini, coaching executivo e sócia da Effecta Coaching, em Blumenau (SC). “Encare como uma chance para encerrar o mal-estar de uma vez por todas.” No evento, procure agir com a maior naturalidade possível. Tente enxergar o profissional, e não o ex. Ao revelar o amigo secreto, não faça a menor alusão ao que aconteceu. “Vai ser bom os chefes observarem sua maturidade”, ressalta Sueli Aparecida
Milare, professora de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP).

 

Minha ex-sogra me chamou para o almoço de Natal. Não quero causar constrangimento ao meu namorado nem à namorada do meu ex, mas gostaria de ir.

É comum pensar que depois de uma separação os parceiros e suas famílias não devem manter a amizade. “Laços de carinho podem continuar a existir”, pontua Carla Regina Françoia, professora de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba. E essa é justamente a época em que gostamos de demonstrá-los. “Se não há nada mal resolvido e existe cordialidade, vá, desde que seja consenso entre você e seu ex”, sugere a terapeuta de casal Marina Vasconcellos, de São Paulo. “Se achar que ele vai ficar sem jeito, combine de dar só uma passada ou ir mais cedo.”

 

A metros da minha casa de praia, haverá uma rave no Réveillon. Eu e meus vizinhos podemos impedi- -los de tirar nossa paz?

“As regras de vizinhança existem no Código Civil, mas há variações em cada cidade”, explica Gustavo Kloh, professor de direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro. A prefeitura do município pode informá-la sobre os órgãos que precisa consultar para verificar se as licenças para a festa foram concedidas. Caso a documentação não esteja completa, o evento é clandestino e você pode denunciá-lo às autoridades locais. “Ainda que constate que todas as obrigações legais estão sendo cumpridas, a Polícia Militar poderá ser acionada no dia para averiguação de situações que extrapolem o razoável”, lembra Maria Fernanda Assef Minatti, advogada da Vieira Ceneviva Sociedade de Advogados, em Brasília. Faça isso se achar que o som está alto demais, por exemplo.

TER BONS LAÇOS DE AMIZADE REDUZ O ESTRESSE

Publicado em revistanatural.com.br, 26/08/2015.

Estudo comprova que ter amigos aumenta a expectativa de vida. Entenda mais

Ter bons lacos de amizade reduz o stress
A amizade ajuda a diminuir o stress e a ansiedade

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos. A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida…”. Atribuída a Vinícius de Moraes, essa frase resume bem o valor dos laços de amizade. Mas não foi só o poeta quem percebeu aimportância de contar com fiéis companheiros; na Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, cientistas notaram que esse realmente parece ser um dos segredos para viver anos a fio.

Pelo menos foi isso que ficou evidente após análise de dados de 150 estudos que abordavam as chances de sobrevivência em relação às redes sociais. Segundo as conclusões dos pesquisadores norte-americanos, ter uma quantidade insignificante de amigos pode causar tantos estragos quanto ser alcoólatra ou fumante. Para se ter ideia, chegaram a estimar que uma boa rede de camaradas e vizinhos aumenta a expectativa de vida em 50%.

Segurança e autoproteção

“Quando temos amigos e mantemos um bom vínculo social, amenizamos angústias, trocamos opiniões, ajudamos e pedimos auxílio. Isso nos fortalece diante de adversidades. Sem contar que nosso sistema imunológico se torna mais eficiente, reduzindo, assim, a propensão a doenças”, explica a psicoterapeuta Silvana Lance, de São Bernardo do Campo (SP).

Além disso, o ato de zelar pelos outros desperta a sensação de que somos úteis e fazemos a diferença. Dessa forma, passamos a ter mais cuidados conosco. “Só não vale tomar conta das outras pessoas e se esquecer de dedicar um tempo para si mesmo”, alerta.

Desde a infância

Vale frisar que as relações sociais já se mostram importantes nos primeiros anos de idade, pois os familiares e as pessoas com as quais convivemos exercem grande influência em nossas vidas. “As marcas na personalidade vão sendo deixadas por meio da rejeição ou da aceitação por parte dos amigos”, exemplifica Silvana Lance.

Marina Vasconcellos, psicóloga formada pela PUC-SP e terapeuta familiar e de casais pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda lembra que é na infância que se inicia a formação do caráter. Por isso, é compreensível e necessário que os pais fiquem atentos às companhias dos filhos. “Mas o mais importante mesmo é o convívio com a família e suas orientações e exemplos vistos em casa, pois tudo isso dará condições para que a criança saiba escolher seus amigos e não se deixe influenciar por qualquer opinião alheia”, indica.

Depressão? Onde?

Mais para frente, quando deixamos de ser crianças, o círculo de amizades é estabelecido e uma das principais vantagens é poder contar com uma rede de suporte a qualquer momento. “Os amigos nos ouvem, confortam, distraem e estão sempre ao nosso lado. Por mais que se diga o contrário, ninguém consegue viver sozinho. Quando isso acontece, certamente estamos falando de pessoas ranzinzas, chatas e infelizes”, afirma Marina Vasconcellos.

Justamente por conta de todo esse apoio, a presença dos colegas pode ser útil para prevenir e até mesmo combater a depressão, “pois eles nos encorajam e estão à disposição para nos acolher. Nos grupos de ajuda, costumamos dizer que a alegria compartilhada se multiplica, enquanto as dores divididas diminuem”, comenta a psicóloga clínica Miriam Barros, da capital paulista.

Sem estresse

Além de mandar a depressão para longe e estimular o cuidado conosco, a amizade verdadeira apresenta outro efeito muito significativo: reduz a ansiedade e o estresse. Em grande parte, isso acontece porque ao dividir os problemas, minimizamos sua proporção. “Muitas vezes, após uma boa conversa, também conseguimos olhar para as questões sob um ângulo diferente”, completa a terapeuta familiar da Unifesp.

Assim, sobra menos espaço para angústias e preocupações. Sem contar que a sensação de ter alguém para compartilhar as encrencas e alegrias do dia a dia traz alívio, tranquilidade e bem-estar. De acordo com Silvana Lance, “o apoio emocional que recebemos funciona como uma proteção, reduzindo a agressividade e ajudando a manter a estabilidade do organismo”.

Apesar de todos esses benefícios mais do que bem-vindos, é fundamental salientar que ter amigos e poder desabafar em momentos difíceis proporciona muito conforto, mas, muitas vezes, não é o suficiente para resolver uma situação difícil por completo. “É necessário saber o limite entre conversar com amigos e procurar ajuda terapêutica, já que os enfoques são totalmente distintos”, finaliza a psicóloga Marina Vasconcellos.

Revista Vida Natural | Ed. 50

Presente de Natal: avise seu amigo que tem mau hálito

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor.

Publicado em Portal Terra/Saúde, 25.12.15.

Você pode ser sincero e encarar uma conversa ou apelar para um e-mail anônimo, o importante é ajudar quem você gosta a receber tratamento.

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Pesquisa mostra que 99% dos portadores de halitose gostariam de ter sido avisados antes

Avisar um amigo que ele tem mau hálito é um ato de amor. Apesar de, ao mesmo tempo, ser constrangedor, a halitose traz com ela a fadiga olfativa, ou seja, a pessoa pode nem saber que tem o bafinho. Isso porque o cérebro trata de bloquear o odor que é constante, e a pessoa se acostuma com o cheiro e não o sente mais.

Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Halitose – ABHA -, 99% dos portadores de mau hálito disseram que queriam ter sido avisados antes. Para a especialista em halitose Ana Kolbe, normalmente, as pessoas não se ofendem por serem informadas. “Temos o relato de inúmeras pessoas que conviveram muitos anos com o problema sem saber, sendo descriminadas, e não tiveram tratamento pois desconheciam o fato de serem portadores de mau hálito”, afirma.

Para enfrentar o problema, a dica da psicóloga Marina Vasconcellos é ser sincero. “Geralmente aquele que é alertado para o problema procura rapidamente a solução, pois não é agradável saber que seu hálito incomoda o outro”, afirma Marina. Vale perguntar, como quem não quer nada, o que a pessoa comeu, pois está com um cheiro estranho na boca. Caso ele não entenda a insinuação, em outro dia, faça o comentário novamente, e pergunte se não é melhor marcar um horário no dentista para saber se está tudo certo.

Mas, se você acha muito complicado encarar a situação de frente, a Associação Brasileira de Halitose (ABHA) oferece o serviço SOS Mau Hálito, que avisa, por meio de e-mail ou carta, a pessoa que sofre com o problema. Segundo a entidade, são enviadas, aproximadamente, 600 solicitações por mês. “Ao receber a carta ou e-mail da ABHA sobre o possível mau hálito, o destinatário recebe também uma lista de profissionais indicados pela Associação, que são especialistas no assunto”, diz Marcos Moura, diretor financeiro da ABHA.

SOS Mau Hálito
Acesse http://www.abha.com.br
Clique no “SOS Mau Hálito”
Cadastre os dados de quem receberá a mensagem

Um guia de sobrevivência para quem entra em pânico com o clima de Natal

“Há uma energia aflitiva no ar”

Publicado no Glamurama em 20.12.15


(Por Julia Furrer para a Revista J.P)

Todo ano é a mesma coisa. Primeiro os panetones invadem sorrateiramente o supermercado antes de novembro chegar. Depois surgem as luzinhas, aos poucos, até transformarem a cidade em uma espécie de circo. Os shoppings ganham papais noeis, o trânsito passa a ficar carregado, os caminhões da Coca-Cola começam a circular e pronto. Já é Natal. Tão clichê quanto isso tudo é o sentimento de angústia que nos acomete. Começa o balanço do ano que passou, a corrida para comprar presentes e, claro, os inúmeros eventos obrigatórios desse período. É um tal de happy hour do trabalho, amigo secreto da turma do colégio e reunião de fim de ano dos amigos de infância que, ao término da maratona, estão todos exaustos e com a sanidade comprometida – a ponto de discutir ferozmente por causa de uma vaga no estacionamento do shopping. A psicóloga e especialista em terapia familiar pela Unifesp Marina Vasconcellos atesta: “Há uma energia aflitiva no ar”. Segundo ela, uma das maiores causas de ansiedade durante esse período é o excesso de cobranças que passa a nos perturbar. Quem não vai a todos os eventos é considerado antissocial, quem dá pouca caixinha para os funcionários ganha fama de mão de vaca e ai de quem sofre com o fato de ter de ir para o interior passar a noite com a família. “As pressões aumentam muito e as pessoas se veem obrigadas a agir de um jeito hipócrita”, afirma Marina. Pessoas que não se encontraram o ano inteiro (e que provavelmente têm bons motivos para isso) precisam interagir e até fingir que se gostam. Tem também a obrigação de estar acompanhado e se sentir feliz e agradecido. “Quem não conseguiu realizar o que gostaria ou está na solidão fica ainda mais aborrecido com essa exigência.” J.P se joga no tema e lista alguns dos momentos mais constrangedores – e frequentes – do período. Meta da vez? Não noiar tanto, afinal, ano que vem tem mais!

Caixinha de Natal

Problema: A crise está pegando e os pedidos estão por toda a parte. Porteiros, carteiros, passeadores de cachorro e manobristas. Quem não dá nada corre o risco de ser maltratado durante o ano que vem.

Solução: Comprar lembrancinhas (tipo panetone) e distribuir. O que importa é a data não passar batido.

Amigo secreto

Problema: Todo mundo saberá quem tirou quem depois de dois dias do sorteio dos nomes, haverá piadinhas sem graça depois do “meu amigo secreto é…”, e claro, você vai ganhar algo muito pior do que deu.

Solução: Se tiver mesmo de participar, cole naquele parente que adora absolutamente tudo sobre a data e tente entrar no clima.

Estacionamento do shopping

Problema: Está sempre cheio e achar uma vaga é missão impossível. Para piorar, as pessoas são mal-educadas e o valet custa os olhos da cara.

Solução: Vá de táxi, oras. Ou, para ficar melhor, use a bike que ainda por cima é ecológica. Tem pânico só de pensar no shopping cheio? Se jogue nas compras on-line.

Ansiedade infantil

Problema: Na noite de Natal, as crianças querem abrir os presentes logo e perguntam de dois em dois minutos sobre o jantar.

Solução: Quem foi que disse que só pode comer depois da meia-noite, mesmo? Liberte-se da tradição e seja feliz. Sua noite vai ser muito melhor quando eles já estiverem na cama.

Produção da ceia

Problema: É difícil acertar o ponto do peru e sempre vai ter um parente para reclamar das uvas-passas no arroz.

Solução: Não perca tempo e encomende sua ceia em algum bom banqueteiro. Se alguém reclamar, a culpa é dele.

Trilha sonora

Problema: Ninguém aguenta mais a Simone e só de ouvir os primeiros acordes de “Então É Natal…” dá vontade de chorar.

Solução: Faça uma playlist com os hits mais animados do ano.

Look

Problema: Gastar horas se arrumando para ir até a sua própria sala e ficar só com a família.

Solução: Combine um after com os amigos mais animados e aproveite o look.

Maratona

Problema: Ter de se desdobrar entre os eventos da sua família e os do parceiro.

Solução: Passe a ceia do dia 24 com um e o almoço do dia 25 com o outro. Ninguém merece dobradinha no mesmo dia.

Dieta

Problema: Mil tentações tipo bombas calóricas e férias de biquíni à vista.

Solução: Vale a velha regra das nutricionistas: coma tudo, mas com moderação.

Parente chato

Problema: Tem o que bebe além da conta, o que insiste em discutir política e o que faz comentários desagradáveis.

Solução: Tome uns florais e enfrente a situação com bom humor. Evite ao máximo entrar na discussão.

Divórcios crescem 161,4% em dez anos; saiba como escapar das estatísticas

 Perder o medo de encarar os problemas no início pode evitar o fim do casamento.

Publicado no Portal  R7/Entretenimento/Mulher, em 6/12/2015.

Especialista dá dicas para você salvar seu casamento e evitar uma separação dolorosa.

— Os números não contam uma história de dez anos. A primeira coisa que a gente observa é que mudou muito a facilidade de se fazer um divórcio consensual, mas não acho que tem mais gente se separando por causa disso. A meu ver, as pessoas têm vários motivos para se separar, mas se divorciam para poder se casar de novo.

Especialista em direito de família, a advogada Priscila Fonseca, do escritório Priscila M. P. Corrêa da Fonseca, também pondera que o aumento do número absoluto de divórcios no País se deve também ao crescimento populacional, que é um fator objetivo.

— Em primeiro lugar, o motivo mais simples de todos é o aumento da população adulta. O Brasil está envelhecendo, este é um fator a ser levado em conta. E também ficou mais fácil obter divórcio. Um casal sem filhos menores pode fazer extrajudicialmente, e mesmo acionando o poder judiciário, em um dia você faz uma separação consensual.

A advogada acredita que, atualmente, as pessoas são, por um lado, mais intolerantes, — o que dificulta a convivência —, e, por outro lado, mais liberais, não prezando por um único e exclusivo relacionamento ao longo da vida. “As mídias sociais, os sites e aplicativos de relacionamento têm grande influência nessa mudança comportamental, principalmente pelo fato de aproximar pessoas, facilitando o contato”, explica.

Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), também avalia que as redes sociais têm atrapalhado um bocado os relacionamentos.

— Tem muita gente resgatando pessoas do passado, namoradinhos de infância, e se ela estiver em um momento de fragilidade, pode embarcar na fantasia, que é uma idealização de uma história adolescente. São histórias que já passaram, que deveriam continuar no passado.

Expor as insatisfações logo no início pode ajudar a evitar o divórcio.

Há, ainda, de uma maneira geral, pouca disponibilidade dos casais em investirem na relação que possuem. E acham mais fácil terminar. De acordo com a terapeuta Lídia Aratangy, se a pessoa não puder olhar para dentro, o novo vai seguir igual ao velho.

— Reinvestir a cada nova relação gera um desgaste emocional danado. A separação tem de se dar por causa do que acontece entre os dois, se aquela relação ficou intolerável. Quem faz uma separação porque acredita que vai achar um príncipe em cada esquina vai se arrebentar. É preciso ver o que dentro do casamento está te afastando, e não algo de fora que está te atraindo.

Para a terapeuta Marina Vasconcelos, é preciso que as pessoas percam o medo de encarar os problemas, e criar coragem de falar de suas insatisfações, de preferência assim que os atritos começam a aparecer.

— Se os casais fizessem isso no início dos conflitos, não acabaria em divórcio. Poderiam deixar de ter preconceito com terapia de casal, perceber que nem tudo é possível resolver internamente, sem ajuda. Um casal que atendi, com dois anos de casados, esteve aqui dizendo exatamente que eles não querem que estrague. Quando se amam e desejam achar o rumo certo, dá para resolver.

Entenda como os traumas de infância interferem na vida adulta

Quanto mais rápida for a interferência do profissional, menores as consequências negativas.

Publicado pela Redação do Doutíssima (Terra),  03.11.2015

Na área da psicologia é comum que os profissionais identifiquem problemas na vida adulta de uma pessoa, ocasionados por traumas de infância. É fato que o desenvolvimento infantil é uma fase muito importante para a construção da personalidade e do caráter de qualquer indivíduo. Neste cenário, a influência dos pais é muito significativa.

 A psicóloga especialista em psicodrama terapêutico Marina Vasconcellos explica que é difícil falar sobre traumas de infância de maneira breve, pois essa é uma questão complexa. “É na infância que necessitamos mais do cuidado e do afeto dos adultos para crescermos com saúde e nos desenvolvermos”, destaca.

 

traumas de infância istock getty images doutíssima

 

Quais são as causas dos traumas de infância?

Segunda Marina, quanto mais carinho, proteção, cuidado e estímulos houver na infância, melhor será o desenvolvimento em todos os aspectos. “O cérebro está em formação e o aprendizado fica gravado junto com as emoções que o acompanham”, diz. Por isso, quando as crianças sofrem abusos emocionais, as marcas podem ser para o resto da vida.

 A especialista esclarece que, além da genética, tudo o que os pais ou responsáveis pela criação de uma criança dizem, servirá de base para a construção de sua personalidade. “Filhos rotulados na infância como burros’, por exemplo, provavelmente vão crescer sem acreditar em sua capacidade intelectual e muito inseguros”, aponta.

Quando a autoestima da criança não é desenvolvida, ela poderá se prejudicar em todos os seus papéis, pelo resto da vida. “Os traumas são emoções negativas que ficam gravadas em nosso cérebro, trazendo à tona novamente aquela emoção ruim toda vez que se passa por situações que lembrem aquela vivida anteriormente”, diz Marina.

Dessa forma, os traumas de infância vão contaminando o aprendizado da pessoa desde o começo da vida. “Isso faz com que seja mais difícil ter um desenvolvimento pleno,emocionalmente falando”, sintetiza a especialista.

Traumas de infância mais comuns

Segundo a psicóloga, os traumas mais comuns de infância são os verbais: humilhações, afirmações de que a criança “faz tudo errado” e “não sabe nada”. “Rótulos negativos têm um poder enorme sobre a criança, que cresce com problemas de autoestima, insegurança e dificuldades de relacionamentos em geral, tanto afetivos, quanto profissionais”, esclarece.

Os traumas físicos também são comuns e deixam marcas além das físicas. “Espancamentos, acidentes graves, que demandem cirurgias sérias e muito tempo de recuperação podem deixar sequelas como pânico, dificuldade em confiar nas pessoas, necessidade de se defender delas por qualquer coisa e muitos outros sintomas”, lembra.

Brigas entre os pais também traumatizam, em especial quando são frequentes, graves e envolvem agressão física. “Em geral, as crianças tentam entrar no meio para defender um deles e acabam por apanhar também, ou sentem-se incompetentes por não conseguirem agir. No futuro, elas poderão se tornar adultos agressivos e impulsivos”, adverte ela.

Abusos sexuais são outro problema sério, pois, invariavelmente, trazem problemas na esfera afetiva do adulto, dificuldades para confiar nas pessoas e, claro, na sexualidade”, lembra. Mas, segundo a psicóloga, é importante lembrar que nem sempre aquilo que traumatiza uma pessoa, irá atingir igualmente outra.

 Conforme explica ela, cada um tem a sua maneira de reagir aos estímulos externos. “A genética, o desenvolvimento emocional e a predisposição para determinadas doenças e comportamentos ao longo da vida também influenciam no trauma”, diz.

 Como tratar um trauma?

Normalmente, o trauma de infância é identificado através da terapia. “A pessoa chega se queixando de algo que causa incômodo no presente, sem fazer a ligação com o passado”, explica. O terapeuta, através de um processo investigativo junto com o cliente, ajuda a  identificar dinâmicas de funcionamento prejudiciais, buscando entender de onde elas vêm.

“Em psicodrama, podemos trabalhar as ‘cenas regressivas’, ou seja, a partir de cenas atuais, acabamos caindo naquelas da infância, entendendo o início do problema e as defesas construídas para lidar com o trauma. Tendo essa consciência, a pessoa pode aprender a reagir de outra forma. É uma sensação libertadora”, destaca.

Segundo Marina, se uma criança sofre de abusos na infância, independente de sua natureza, quanto mais rápida for a interferência de um profissional, menores as consequências negativas para seu futuro. “A intervenção de um psicoterapeuta pode ser fundamental para ajudá-la a crescer, eliminando o trauma perto de sua origem”, conclui.

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Colorir: A febre anti-estresse

Os livros de colorir para adultos já viraram febre no país inteiro, atraindo cada vez mais adeptos

Publicado no Coisas de Jornalista, em 11 de maio, 2015.

Poucos sabem da onde ou quando exatamente eles surgiram, mas todos podem concordar com uma coisa: os livros de colorir para adultos já viraram febre no país inteiro, atraindo cada vez mais adeptos. Só na semana do dia 20 a 26 de abril, dos dez livros mais vendidos no Brasil, cinco eram desse segmento: do primeiro ao quinto lugar, estão, respectivamente, Jardim Secreto (67.993 cópias), Floresta Encantada (59608), Jardim Encantado (9739), Fantasia Celta (9228) e Mãe, te amo em todas as cores (6755).

Esses números, retirados do site PublishNews, impressionam. Afinal de contas, esse fenômeno é bem recente aqui no Brasil e mesmo com pouco tempo, já tem um grande número de fãs. E é claro que as livrarias estão sabendo lidar bem com isso: A da Travessa, por exemplo, fez encontros em algumas das suas unidades para que as pessoas pudessem colorir juntas. Alguns leitores nem precisam desse empurrãozinho: organizam, por si próprios, essas reuniões anti-estresse.

A questão que fica é: da onde surgiu a ideia de resgatar um passatempo da infância para ajudar os adultos a combaterem os sufocos do dia-a-dia? A resposta é dada pela “criadora” desse sucesso, a escocesa Johanna Basford, autora de O Jardim Secreto. De acordo com ela, a ideia surgiu quando seu editor pediu para que ela criasse uma publicação para crianças. Johanna disse criaria sim, mas para um público diferente: os adultos. Nem ela imaginou a repercussão que isso teria.

Em entrevista para o NPR Books, a autora disse que sua caixa de entrada ficou abarrotada de mensagens positivas e de incentivo, além de receber fotos das páginas já coloridas pelos seus fãs. Johanna arrisca dizer qual foi o grande diferencial que fez o seu livro um sucesso: “Você não tem que sentar em frente a um papel branco ou ter aquele terrível pensando ‘O que posso desenhar’? As linhas já estão lá, então é algo que você pode fazer em silêncio por horas, sabe, algo quieto e tranquilo”.

E esse efeito tranquilizador ajuda mesmo. De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, os mais estressados são aqueles que mais se beneficiam da atividade, já que a ideia é fazer a pessoa parar suas atividades por alguns momentos e tentar não pensar em nada, apenas se concentrar nas cores escolhidas para um visual harmonioso. Esse hobby pode até ajudar a resolver problemas: ao pintar com alguém, o casal pode aproveitar o momento de tranquilidade para conversar assuntos que necessitam de calma e tempo.

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Apesar das grandes vantagens (afinal, é algo bastante acessível: não requer treinamento ou aprendizado), nem sempre os livros de colorir bastam. Para aquelas pessoas cujo nível de estresse chega a afetar grande parte das atividades diárias, o aconselhável é procurar um profissional, para trabalhar na busca de um auto conhecimento.

“Colorir pode fazer parte do arsenal de combate ao stress, mas não ser chamado de tratamento. O stress tem muitos sintomas que devem ser olhados com cuidado e devidamente tratados para não piorarem e se transformarem em algo crônico ou mais grave”, alerta a psicóloga.

Dia do Sexo: 5 ideias para deixar sua vida amorosa mais apimentada

Sexo é bom e não existe nenhuma razão que impeça que continue sendo bom muito tempo depois dos 50.

Mas a correria do dia a dia, as preocupações, o cotidiano e, sobretudo, os preconceitos e a baixa autoestima podem comprometer a frequência e a qualidade da relação sexual, sobretudo quando se trata de relacionamentos longos.

Os especialistas estão de acordo neste assunto: o melhor jeito de você apimentar a relação é aumentar o seu nível de desejo e construir você mesmo a sua excitação. Ou seja, na prática, o bom sexo começa quando você começa a pensar em sexo.

Por isso, é importantíssimo comemorar as datas especiais relacionadas ao casal e o Dia do Sexo não podia ser diferente. Manter a chama acesa não precisa ser só mais um lugar-comum, reunimos cinco dicas dos especialistas para você ter uma noite muito especial.

Compartilhar suas fantasias sexuais contribui e muito para uma vida sexual mais saudável. Sexo não tem só a ver com agradar o parceiro. Mas tem tudo a ver com entrar em sintonia com os próprios desejos e fantasias e explorar as imagens e as coisas que excitam você.

O site alemão C-date realizou uma pesquisa na última semana de agosto com seus usuários no Brasil para descobrir onde gostariam de comemorar a data do Dia do Sexo. Dos 4.846 participantes do sexo feminino e masculino, 37,89% responderam que tem vontade de transar no carro, enquanto 32.91% revelaram que gostariam de fazer sexo na praia. E quando o assunto é fantasia sexual, a personagem enfermeira foi a mais desejada, com 42% dos votos. Entre as outras opções estão professor (28%), policial (20%) e bombeiro (11%). Se você achar uma bobagem se fantasiar ou imaginar que é desconfortável transar no carro, não tem problema. Afinal, não vale ceder só para satisfazer o outro. O melhor é trocar experiências e verificar se ambos partilham dos mesmos desejos. Para Marina Vasconcellos, o mais importante é compartilhar as fantasias, mesmo que não tenham coragem de realizá-las. ‘Apenas o fato de falar sobre o assunto e imaginar já excita e pode ser um caminho para um sexo mais apimentado’, acredita.

Pense em sexo. Todo mundo sabe desde os 18:as mulheres precisam de um certo tempo para pegar fogo e chegar prontas na hora H. Depois dos 50, o conselho continua sendo válido, mas não estamos falando aqui de preliminares, estamos sugerindo que você comece a ‘pensar sobre sexo’ bem antes da hora de fazer sexo. Por isso, a psicóloga Carla Cecarello, especializada em sexualidade humana, recomenda preparar o clima ao longo do dia, como trocar mensagens picantes ou com duplo sentido para surpreender o parceiro e provocar a imaginação. Isso é estimulante tanto para quem manda, quanto para quem recebe. ‘Vale até mandar fotos da boca ou das pernas para deixar um gostinho de quero mais para depois. Isso vai criar uma expectativa boa e a mulher vai estar mais relaxada e motivada para o sexo fluir melhor’, diz Carla.

Crie um clima de romance. Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr do Instituto Paulista de Sexualidade – Clinica de Psicologia em Sexualidade, a dica é ativar a memória e aflorar emoções compartilhadas. Que tal colocar aquela música que ouviam na época do namoro ou mesmo a canção tema do casal? ‘Esta atitude mostra que você dedicou tempo em preparar algo especial e a música ajuda aflorar as emoções compartilhadas entre os dois’, indica. Isso vale também para locais ou restaurantes e viagens onde vocês dois se sentiram conectados e amorosos e assim fortalecer a cumplicidade, fundamental para inspirar uma boa noite de sexo.

Romance

Sinta-se sexy. Para as mulheres, nem sempre é fácil depois dos 50 sair andando nua pela casa. Mas você pode ousar mesmo assim. Prepare seu corpo (e sua alma) antes. Faça uma massagem ou tome um banho cheiroso de banheira. Arrume-se com o senso crítico desligado. Você não tem que ser magra e jovem, você pode ser bonita e sexy. Receba seu parceiro com uma roupa mais insinuante ou uma lingerie especial, por que não? Ou esqueça o pijama e a camisola e vá para a cama sem roupa. Segundo uma pesquisa britânica, encomendada por uma empresa de roupas de cama, 57% das pessoas que dormiam nuas estavam felizes com seus relacionamentos, em comparação com 48% dos usuários que vestiam pijama para dormir e 43% dos que usavam camisolas. A explicação está na oxitocina, o chamado hormônio do amor, acionado pela proximidade e pelo contato pele a pele. Que tal tirar a prova?

Assistam juntos a um filme erótico. Algumas mulheres gostam de filmes pornográficos, mas em geral, filmes menos óbvios, mais sensuais, são os favoritos do publico feminino.Experimente assistir as cenas picantes de sexo de Cinquenta Tons de Cinza ouAzul é a Cor mais Quente, que vão aumentar a libido na medida certa. Antes, prepare o ambiente para a noite de amor, como flores, frutas, velas, incensos e um jantar leve. ‘O longa, um ambiente de meia luz e um vinho especial ajudam a criar um clima romântico e, consequentemente, provocar o tesão, diz a psicóloga e terapeuta de casal, Marina Vasconcellos.

O que leva traídas a agredir as amantes dos maridos

 Para os especialistas, as esposas acreditam que a amante desviou o amado e merecem vingança

—  Eu destruí totalmente. Ela ficou com uma costela quebrada, o rim furado e até o aparelho da boca ela engoliu. Ainda fiz ela comer areia com cocô de gato.

O depoimento de uma mulher traída, que espancou e humilhou a amante do marido, fazendo a moça comer até fezes, chamou a atenção do público esta semana. O caso está longe de ser isolado.

Ficou famoso também o vídeo em que uma mulher bate na amante do marido em um triângulo amoroso que viralizou nas redes sociais. Recentemente, uma jovem foi agredida e obrigada a andar nua, depois de ser descoberta como sendo amante de um cara casado.

O que leva essas mulheres a voltar sua ira para a outra, em vez de focar no marido traidor? De acordo com os especialistas, isso depende muito das crenças que aquela mulher tem sobre fidelidade, culpa, amor, sobre ela, sobre o parceiro, sobre as outras mulheres.

Segundo Marina Vasconcellos, terapeuta familiar e de casais pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), há, nesses casos extremos, um claro desequilíbrio emocional e um imenso desejo de vingança.

— A traição corrói por dentro e essas pessoas ficam com muita raiva. Mas isso é coisa de gente que está desequilibrada, não está no seu estado normal.

Para Marina, há um forte componente simbólico em agredir a amante. É a velha história do “o que ela tem que eu não tenho”, muitas vezes insuportável para quem é traído. A esposa acaba se torturando por pensamentos como este, e há uma sensação de raiva pela amante representar tudo aquilo que a mulher gostaria de ter e ser. É muito comum a esposa ter mais raiva da amante do que do marido.

— Ela roubou o marido dela, a felicidade dela, a esposa joga tudo na mulher, toda sua frustração. E vai querer vingança. Não vai deixar barato, vai querer sujar o nome da amante, mas muitas vezes suja o próprio. A outra sai como coitada, as pessoas acabam ficando com pena da que foi humilhada e agredida.

Sem falar que existem situações em que amante também foi enganada. De acordo com Marina, é muito raro os homens que conseguem sair de um casamento se não tiverem algum relacionamento engatilhado. E muitos se vendem como o cara que está se separando como arma de conquista.

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— Os homens são mais acomodados nos casamentos e às vezes preferem seduzir uma outra mulher a se separar. Ela tem escolha, de entrar ou não na história, mas muitas caem numa promessa de relacionamento. Não necessariamente ela “roubou o marido” de alguém.

Segundo Kelen de Bernardi Pizol, terapeuta e orientadora de casais, a idealização do parceiro também ajuda a explicar esse comportamento feminino de se voltar contra as amantes. Quando se ama alguém, por mais que esteja na cara, pode ser difícil aceitar que algum malefício possa vir daquela pessoa.

— Há uma idealização. A pessoa acredita que o ser amado é incapaz de fazer algum mal a ela ou à relação. Então, no caso da traição, como há a amante envolvida, é nela que a culpa vai recair. É a crença de que foi a amante que desviou o ser amado do caminho, e a agressividade se direciona à essa pessoa.

Também existe um viés cultural. Para Kelen, nossa cultura infantiliza o homem e vilaniza a mulher na questão da sexualidade.

— O  homem é visto como alguém que foi seduzido por uma mulher ardilosa. Ao mesmo tempo, é uma cultura machista, que o isenta de dar escapadas porque isso “é coisa de homem”. Veja que há dois valores diferentes e até opostos aí: em um deles a mulher amante é supersexual e não tem brios em avançar sobre um homem indefeso que já tem uma parceira; em outra o homem tem uma supersexualidade que não pode ser abafada e deve ser aceita como parte da sua natureza.

O psiquiatra Luiz Cuschnir pontua que, nesses casos, a tentativa de proteger o marido aparece pela relação amorosa que existe entre eles. Ele é protegido da agressividade que surge por parte da esposa, por isso a necessidade de se aliviar a raiva é dirigida à amante.

— Preservar o vínculo que existe nesses casos pode estar evidenciando que há muito o que preservar entre eles, que o relacionamento não se restringe somente àquela traição, há muita coisa que vale a pena. Pode também haver a ideia de que haverá a possibilidade de retomar com o marido uma relação melhor. Mas isso não significa que não será cobrado a posteriori. Pode ficar guardado para depois apresentar a conta que ele vai ter que pagar.

Especialista em sexualidade, o terapeuta Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Instituto Paulista de Sexualidade, afirma que se voltar contra a outra é, de fato, uma forma de mostrar que o compromisso com o marido continua, inclusive ao enfrentar a amante.

— A tentativa sempre parece ser de manter o relacionamento. Atacar o marido é afirmar a perda. Então a busca da amante e atacá-la representa a “defesa” do casal, uma busca de manter o relacionamento. Não é um comportamento realmente lógico e racional. Apenas uma busca irracional de remendar algo aos olhos sociais e ainda ganhar um bônus de dívida que o marido terá e que poderá e será exigida em momentos que esta mulher considere propício.

Nem todas mulheres, porém, agirão assim, impulsivamente, de modo irracional. Algumas encontrarão outras maneiras de administrar a frustração.

Algumas buscarão brigar para manter o relacionamento por meio da aproximação com o marido e reorganizar o relacionamento, recomeçar o casamento, refazer o contrato do relacionamento, com ou sem ajuda de um psicoterapeuta.

A traição, na análise da terapeuta de casais Marina Vasconcellos, pode, em alguns casos, acabar servindo para reestruturar um casamento que já parecia morto.

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— Pode aparecer, para ele ou para ela, alguém que elogia, que dá atenção, e eles podem  cair em tentação, mas não necessariamente é porque  acabou o amor. Só que o amor tem de ser alimentado. Se surge uma terceira pessoa que volta a alimentar pode acontecer. Mas se o outro descobre, aí é hora de avaliar se foi só um caso, ou se vale seguir com o casamento.

A outra? Bem, esta não será perdoada jamais. Vai ficar como uma marca. Basta ouvir o nome da pessoa para revirar o estômago. E não dá para o marido ficar amiguinho da ex-amante. Ele tem de se comprometer a cortar relações, fazer tudo pra voltar, mostrar que a esposa pode confiar. Senão…

 

 

Você complica demais a sua vida?

Descubra se está direcionando suas energias de forma a aproveitar cada momento do dia

Viva Mais Digital

Que atire a primeira pedra quem nunca fez drama por causa de um problema que nem era tão grande assim. Ou não levou horas para resolver algo que teria solucionado rapidinho, se tivesse pedido ajuda. Muitas vezes, a resolução é simples, mas não conseguimos enxergá-la por teimosia, orgulho ou até mesmo cansaço do dia a dia. Conclusão: a vida vira um cavalo de batalhas — os relacionamentos desandam e o bom humor desaparece.

O mundo atual nos exige demais. Se não elegermos prioridades, sofreremos por não dar conta de tudo”, comenta a psicóloga Marina Vasconcellos*. Segundo a psicóloga Miriam Barros**, o grande erro é gastar energia excessiva e desnecessária em tarefas que podem (e devem) ser fáceis. Para ajudá-la a mudar de atitude, conversamos com especialistas e reunimos dicas para você tornar a vida mais simples e prazerosa em todos os sentidos.

COLOQUE ORDEM

Sabe a história de que a sua bagunça é organizada? Isso atrapalha a rotina. Afinal, viver em um ambiente desorganizado a faz perder tempo procurando as coisas. Assim, as ideias travam por falta de foco. “Doe o que não usa mais, reorganize o quarto, a casa e o ambiente de trabalho. A arrumação vai se refletir no seu interior, promovendo uma reorganização mental, uma sensação de mudança positiva”, diz a psicanalista Priscila Gasparini (SP).

 

direcionando suas energias

 

XÔ, RAIVA!

O término de um relacionamento ou a perda de um emprego, por exemplo, pode fazer você acumular mágoas que devoram energia. Muitas vezes não é fácil se livrar da raiva, mas com determinação é possível chegar lá. “Devemos aprender com os nossos erros e frustrações. O melhor é analisar o que foi compreendido nessas situações, o lado bom e o ruim de cada uma delas, para não errar novamente. A partir daí, tente examinar o quadro levando em conta a razão e não a emoção — e use o resultado disso para novos objetivos”, orienta Priscila.

ESTABELEÇA LIMITES

Deixe para papear com a amiga na hora do almoço ou verifique o seu e-mail pessoal só ao chegar em casa. Pode parecer bobagem, mas criar pequenas regras faz diferença para terminar o dia com a sensação de dever cumprido ou, melhor ainda, de que ainda há tempo para se divertir. “Assim você consegue equilibrar o tempo do lazer e o das obrigações”, esclarece Marina Vasconcellos.

ADOTE UMA AGENDA

Você certamente já deixou de fazer algo importante porque se esqueceu. Para não acontecer de novo, anote tudo em uma agenda — vale tanto a de papel quanto a do celular, que até nos alerta dos compromissos quando programada. Bilhetes deixados em lugares estratégicos também são úteis para nos lembrar de providências a serem tomadas, compras ou compromissos.

ELIMINE A NEGATIVIDADE

Não vai dar certo”, “isso não é para mim”… Se você tem esses pensamentos, as crenças negativas sabotarão a sua vida! Segundo Miriam Barros, questionar em quais situações elas se mostraram verdadeiras é a melhor forma de se livrar delas. Você verá que nem tudo foi tão ruim e difícil quanto parecia. “Simplifique a análise dos fatos.  E tenha em mente: para  as coisas acontecerem, é preciso assumir riscos”, orienta.

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REIVINDIQUE  O SEU TEMPO

Em vez de reclamar que não tem disponibilidade para fazer as coisas de que gosta, dê um basta na situação. “O nosso tempo é precioso, temos que organizá-lo com um bom planejamento. Devemos nos dedicar à família, ao trabalho, ao lazer e ao descanso; se formos disciplinados, isso é possível. Mas é preciso criar regras e cumpri-las. Assim, a qualidade de vida melhora muito”, comenta a psicanalista Priscila Gasparini. “Gaste meia hora para planejar o seu dia. Esses minutos podem lhe render muitas outras horas livres para fazer coisas que lhe darão muito mais prazer”, recomenda Miriam Barros.

 

Transtornos alimentares como anorexia causam erosão dos dentes

A falta de nutrientes como cálcio e fósforo deixam os dentes mais fracos e comprometem os tecidos dentários.

A busca incansável pelo corpo perfeito faz jovens ao redor do mundo desenvolverem transtornos alimentares. O sexo feminino representa a maioria da população afetada pela bulimia e anorexia. Ao se olharem no espelho, elas se enxergam mais gordas do que realmente são. Fazem atividades físicas em excesso para perder gordurinhas que não têm, usam laxantes, diuréticos e provocam vômitos para perder peso rapidamente. O comportamento dos pacientes também provoca problemas de saúde bucal, possibilitando que o dentista seja o primeiro profissional a perceber as doenças.

Como os pacientes que têm anorexia evitam ingerir alimentos por longos períodos, a carência de nutrientes, a exemplo do cálcio e fósforo, faz com que a incidência de cáries e o comprometimento dos tecidos dentários aumentem, enfraquecendo os dentes, conforme defende a doutora em reabilitação oral Laura Stoll. “Cerca de 25% dos casos de anorexia estão associados à bulimia e consequentemente ocorre perda excessiva de esmalte dental por erosão ácida e o desenvolvimento de cáries de rápida evolução”, afirma.

O coordenador de pós-graduação em ciências da saúde da Unisul, Jefferson Traebert, explica que o fato de a cavidade oral constantemente entrar em contato com os ácidos estomacais, por causa da provocação do vômito, forma um ambiente ácido que desgasta os dentes. “Como o pH da boca fica mais baixo, a forma que o organismo tem de tentar corrigir isso é liberando íons, fazendo com que o esmalte dos dentes praticamente se dissolva para neutralizar o pH. Com a perda do esmalte, o tecido que está embaixo fica mais exposto e isso pode deixar o dente mais sensível” esclarece. Em casos mais graves, pode ocorrer a perda dos dentes em razão do comprometimento dos tecidos periodontais que os sustentam.

 

Fornecido por Cartola

 

Tratamento      

Segundo Laura, os tratamentos para esses problemas de saúde bucal consistem basicamente na utilização de cremes dentais de baixa abrasividade e bochechos fluoretados, associados à redução do consumo de alimentos e bebidas ácidas. Já para restaurar a função e a estética onde houve perda extensa de tecido dental é necessário utilizar resinas ou cerâmicas, pois o esmalte do dente não se reconstitui. Traebert defende que o dentista, ao perceber os sinais da erosão, comece a questionar o paciente sobre sua saúde em geral e ajude-o a recuperar a autoestima por meio da estética dos dentes, além de aconselhá-lo a buscar outros profissionais.

A psicóloga Marina Vasconcellos diz que a recuperação de pacientes com anorexia é muito lenta e delicada, pois normalmente há recusa para comer ou usar os medicamentos sob a  alegação de não querer voltar a engordar. Portanto, é necessário uma equipe multidisciplinar que englobe dentistas, psicólogos, nutricionistas e médicos para ajudar na recuperação do paciente.

10 formas de se manter motivado na corrida

Com o passar do tempo, continuar motivado com os treinos é um desafio. Veja como manter o entusiasmo.

 

Correr é uma delícia. Mas até mesmo aqueles corredores mais empolgados, depois de um tempo investindo na corrida de rua, não conseguem se manter sempre motivados para os treinos. É claro que os objetivos dão um gás extra para que você coloque os tênis e comece a dar as suas passadas. No entanto, vez ou outra, nem mesmo as metas são suficientes para que você mantenha o entusiasmo.

Por isso, assim como você programa suas corridas, também é preciso que você planeje como vai continuar motivado para correr. Aqui, você encontra dez formas de melhorar a sua animação durante a corrida.

1. Ajuste sua rotina

Para que você sempre esteja motivado e com energia para dar as passadas é importante que sua rotina seja condizente com a vida de corredor. Por isso, durma cedo e tenha horas de sono suficientes para realmente descansar. Além disso, evite a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas, que diminuem consideravelmente a resistência física, e tenha uma alimentação saudável e equilibrada.

2. Corra com amigos
O aspecto social da corrida é uma das principais razões pelas quais as pessoas começam a correr (e continuam). Encontre uma assessoria esportiva perto de você ou recrute alguns amigos ou colegas de trabalho para que treinem juntos. Apesar de ser um esporte individual, os corredores estão quase sempre acompanhados.

Essa estratégia também é uma boa pedida para aqueles que têm preguiça de treinar sozinhos, precisando de um estímulo. O treino acompanhado é mais divertido, além de existir a cumplicidade que acolhe as pessoas (“Ele também acordou cedo como eu”) e a competição saudável que o leva a querer melhorar sua performance, exigindo mais de seus limites (“Se ele consegue, eu também posso”, “Quero correr como ela”).

É preciso disciplina e força de vontade para superar a preguiça, aquela tentação de ficar mais um pouco na cama ou de sair do trabalho e ir direto par casa. A persistência deve ser reforçada para que você não desanime. Mas o simples fato de ver outros corredores suando a camisa e firmes nos treinos, como você, já é um motivo para ir em frente e ter a certeza de que está no caminho certo.

3. Anote os resultados
Manter um diário de treinamento é uma excelente maneira de acompanhar o seu progresso e permanecer motivado. É fácil: basta pegar um caderno e escrever algumas notas depois de cada um dos seus treinos. Certifique-se de marcar a data, a sua quilometragem e o tempo aproximado que fez determinado percurso. Coloque, ainda, alguns comentários sobre como você se sentiu durante o treino.

4. Encontre um mantra
Escolher uma frase curta para repetir mentalmente durante a corrida pode ajudá-lo a ficar focado. Você pode optar por algo que lhe dê motivação e usar quando mais precisa. Encontrar um mantra não é difícil: ele pode pintar na sua cabeça, enquanto você está ouvindo música, conversando com o parceiro de treino ou lendo as matérias sobre corrida aqui na O2 Por Minuto. Escolha uma frase que se adeque ao seu estilo de corrida e a sua personalidade.

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5. Inscreva-se em uma prova
Correr é um esporte gostoso e não depende de muita gente para acontecer, apenas de você. Se você está falhando na rotina dos treinos, inscreva-se na próxima corrida que puder e vá resgatar a energia que está faltando ali no meio daquelas milhares de pessoas que também acordaram supercedo para correr. A vibração e a animação das provas é algo delicioso e contagiante.

 

6. Compre alguma recompensa
Que tal comprar um tênis novo, uma camisa que você sempre quis ou fazer massagens com especialistas como recompensa por seu trabalho duro? O mimo vai fazer você se sentir energizado e reforçar o seu compromisso com a corrida.

7. Tudo ou nada
Se você não tem tempo para fazer um treino completo, não coloque na sua cabeça que é tudo ou nada. Se o tempo está curto, faça um treino rápido de apenas 20 minutos para não ficar parado. Isso já vai manter a sua empolgação com o esporte.

8. Pense no seu bem-estar
Sempre que você ficar desanimado, lembre-se dos benefícios que a corrida traz para a sua saúde. Pense em quanta energia você tem depois que começou a treinar e em como a corrida é uma maneira saudável de aliviar o estresse.

9. Tenha metas
Escolha um objetivo – como completar 5 km ou fazer uma maratona – e fale para as pessoas próximas a você sobre isso. Coloque seu cronograma de treinamento em casa e no trabalho, para que você tenha lembretes constantes sobre as suas metas. E comemore as suas conquistas.

10. Divirta-se
Isso é realmente o que mais importa. Não deixe que a corrida vire um estresse na sua vida. Em vez de seguir o lema “sem dor, sem ganho”, prefira pensar que se a corrida não é divertida você não deve continuar.

 

(Fonte: Marina Vasconcellos, psicóloga e corredora de São Paulo)

MMA Fitness: Sexo frágil? Não no tatame!

Partir para a luta está na moda – e pode ser boa opção para quem quer fugir da monotonia e praticar uma atividade completa, o MMA Fitness

Por Anna Paula Lima, 5 de março de 2015 – Site O2 por Minuto

 

As artes marciais caiaram de vez no gosto dos brasileiros… E, vão muito além da audiência das transmissões de lutas da moda (como as de UFC), na TV. Segundo a Confederação Brasileira de Karatê, mais de 1,5 milhões de pessoas praticam o esporte no país, dessas 450 mil são mulheres. Na academia, o peso da participação feminina não é diferente: homens e mulheres (elas em peso!) gastam o tatame das aulas dinâmicas de MMA Fitness, que mistura as artes marciais mistas (Muay Thay, Kick Boxing e Jiu Jitsu), aos abdominais, corrida, socos e chutes nos sacos de boxe. Tudo, em três principais momentos do treino, de pé, no chão e no combate. A ideia é a de fazer os movimentos da luta, sem colocá-la em prática para não machucar. Sem pancadaria, as aulas trabalham a força de pernas e braços, o aeróbio, reflexo e confiança.

 

“Estamos tentando alcançar o equilíbrio entre os vários papéis da mulher, sem perder a feminilidade e nossa essência”, diz a psicóloga Miriam Barros. E por que o MMA Fitness? Por que o resultado é bem rápido, para moldar o corpo e ganhos de força e até perda de peso. É um exercício que abrange grandes grupos musculares, queima muitas calorias em pouco tempo, além de ajudar a descarregar tensões. Márcia Delgaes D’Angelo, com 37 anos e duas filhas pequenas, faz a aula há mais de dois anos, três vezes por semana. Nunca achou que a prática fosse apenas para os homens e, com o pouco tempo que dispõe, conta que tinha de fazer algo para aliviar a rotina profissional e materna: “É diferente de fazer um treininho de musculação, com paradinhas para conversar entre um aparelho e outro. A aula é disciplinada e os exercícios muito intensos. Não dá tempo de pensar em mais nada”, conta.

 

Gina

 

“Enquanto a mulher dá socos num saco, está descarregando sentimentos e o estresse. Aí, sai do treino mais relaxada e com a sensação de ‘missão cumprida’, por gastar bastante. Isso afeta, diretamente, sua autoestima”, completa a também psicóloga Marina Vasconcellos.

Dá para entender porque a mulherada tá tomando conta dessas aulas.

 ABDÔMEN (dos chutes nos sacos ao combate)
Além dos tradicionais, há os com bola e com alguns pesos na perna e na barriga. Com ênfase no uso de pesos ou muitas repetições. No combate, o abdômen é exigido na hora do chute (que também é feito contra sacos). O core sustenta toda energia durante o combate.

PERNAS
Desde os agachamentos e afundos, até os chutes e as joelhadas nos sacos, os exercícios fortalecem panturrilhas e coxas. Dois meses de aula seria o suficiente para que você note a perna tonificada e resistente a todos os obstáculos do treino.

BRAÇOS
Já os músculos superiores (antibraço, o bíceps e até o ombro) são trabalhados com os repetitivos socos e jebbys, que podem receber o reforço de halteres de um ou dois quilos nas mãos. Entre um intervalo ou outro, aparecem flexões pesadas que fortalecem esses músculos.

 

 

 

 

Filmes inspiram a sexualidade: cautela!

Atmosfera Feminina, 12/03/2015

Um tapinha não dói? Ah, às vezes ele dói, sim, e a ponto de “machucar” a autoestima, o respeito e o amor entre os parceiros. Por isso é preciso dosar até onde você e seu companheiro topam ir, quais brincadeiras sensuais vão deixar a relação mais prazerosa e – superimportante – vocês dois confortáveis para jogar. “Se não sabe por onde começar, vale se inspirar na história contada por uma amiga, na dica publicada na revista, num livro ou mesmo num filme, mas sempre tomando o cuidado de fazer uma adaptação para o seu relacionamento”, avisa a psicóloga e terapeuta de casal Marina Vasconcellos, de São Paulo.
Segundo a especialista, inovar nas posições, na produção, na escolha do lugar, na postura (de submissão ou controlador), no uso de objetos, na realização de fotos ou filmagens, por exemplo, pode ser divertido e saudável quando, além do “durante”, o casal também pensa em como será o “depois”. “Afinal, toda ação tem uma consequência”, completa ela.
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Por onde começar
Na dúvida sobre o que trará bem-estar e será bem aceito pelo outro e por você, a recomendação da terapeuta de casal Marina Vasconcellos é ir com calma ao invés de radicalizar logo de cara e correr o risco assustar e perder o controle da situação. Seja qual for a escolha, lembre-se que temperar a relação ou sair da rotina sexual não é algo conseguido apenas com novos brinquedinhos. “Às vezes, mudanças simples e sutis no dia a dia, como usar uma lingerie diferente, ter relações em outro cômodo da casa que não apenas o quarto ou iniciar a noite com um romântico jantar a dois pode surtir muito mais efeito”, conclui a especialista.

Aprenda a dizer não

Apesar de uma resposta negativa não ser muito aceita, é através dela que você pode se impor

Escrito por Daniela Bernardi, editado por Juliana Vaz (colaboradora), publicado em 26/02/2015

Dizer “não”, é ao contrario do que parece, uma tarefa bem difícil. O medo de desagradar ou decepcionar aquele que nos pede algo faz com que concordemos com o que é pedido – seria um caminho para ser aceita.

“Uma mulher mais segura sabe que o outro não deixará de gostar dela por causa da recusa, que não será prejudicada”, diz a psicóloga Marina Vasconcellos, de São Paulo. Tudo isso tem a ver com a autoestima e insegurança. Dar mais valor às vontades alheias, preterindo a sua, faz com que deixemos de reconhecer nossos próprios anseios.

E dizer não vale no trabalho, na amizade, no amor, em qualquer relacionamento é preciso saber se posicionar e sem essa atitude, você pode acabar sendo uma pessoa apática e desinteressante. “Esse comodismo faz com que você pareça sem graça e até desesperada por aceitação”, complementa a psicóloga clínica Vanessa Tamiello, de São Paulo.

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Veja 5 dicas para começar a repensar suas respostas:

1. Autoconhecimento
O primeiro passo é saber se aquilo fará bem ou mal. E o único jeito de descobrir é reconhecer de verdade quais são seus anseios e suas vontades.”Quanto mais proximidade você tiver consigo mesma, mais honesta será sua percepção para decidir se vale a pena aceitar o convite”, diz Mariliz Vargas.Fique atenta também às suas limitações. “Não adianta topar e ficar com a cara emburrada porque isso fará mal a você e aos outros”, diz Marina Vasconellos.

2. Sem ladainha
Não comece a inventar desculpas. “Criar compromissos inexistentes dá margem para que o outro entenda que você gostaria de atender ao pedido”, alerta Olga Tessari. Não poder é diferente de não querer. Se isso não ficar claro, abre-se espaço para que, no show seguinte, o convite seja refeito.

3. Exponha seus porquês
Explicar seu ponto de vista é importante para que o outro entenda o seu lado. Por mais que sua amiga discorde da justificativa – afinal, ela jamais aceitará que você não gostou do novo álbum do Bruno Mars -, sua decisão será respeitada, pois você expôs claramente os motivos.

4. Use o corpo
Falar com uma voz firme pode ajudar a mostrar que a decisão já foi tomada.”Olhar nos olhos e manter a coluna ereta passa a mensagem de que a resposta está de acordo com seus valores”, explica a psicóloga clínica Marisa de Abreu, de São Paulo. Mas, se você ainda não estiver preparada para ser tão assertiva, experimente fazer alguns sinais com o rosto ao receber a solicitação ou o convite. “Antes que ela termine a frase, comece a torcer o nariz, contorcer a boca e franzir a testa de forma discreta. Esses movimentos já dão a entender que você não está de acordo com a proposta”, diz Christian Barbosa.

5. Procure alternativas
Mesmo dizendo não, você ainda pode ajudar. Descubra outra amiga que goste do mesmo cantor e faça a ponte de contato entre as duas. “Depois de negar, repasse o convite a alguém que tenha mais interesse”, diz Vanessa Tamiello.