Tabu entre casais, ir ao banheiro na presença do parceiro gera constrangimento e até separações

Publicado no Blog Joana D’arc, 11.06.19

Histórias engraçadas envolvendo até a família do amado(a), estratégias mirabolantes de disfarçar o odor, separações inesperadas e até prisão de ventre funcional fazem parte do dia-a-dia de um dos maiores tabus entre os casais. Como é compartilhar aquele momento popularmente conhecido como número e que nada tem a ver com o vinho, o perfume importado, a pele aveludada pelo creme hidratante de fragrância suave? Como lidar com o desconforto de um cheiro desagradável, como o do nº2, em início de relacionamento quando se está em uma viagem romântica num belo chalé com lareira?

“É preciso ter em mente que todos nós temos necessidades fisiológicas, e isso não deve ser motivo de vergonha. Por ser um assunto bastante íntimo, muitos casais em início de relacionamento não conseguem lidar bem com a questão, mas isso tende a melhorar com a idade (maturidade) e o convívio. Uma certa privacidade é bom ser mantida, mesmo com o passar dos anos. Fazer o “número 2” na presença do parceiro, ambos no banheiro, diria que é exposição demais e desnecessária, já que esse é um momento onde precisamos nos sentir livres, sem tensões e preocupação com o que o outro pode pensar ou sentir. Mas lidar com o odor deixado depois deve ser considerado como algo normal, já que todos passamos por isso. Comentários a esse respeito para o parceiro devem ser evitados, pois certamente ele já estará incomodado com o fato, e isso apenas o deixaria mais sem graça”, orienta Marina Vasconcellos, psicóloga com 30 anos de formação e especialização em terapia de casais pela UNIFESP.

Em um vídeo no You Tube com mais de 3 milhões de visualizações, a influencer Maria Julia Venture compartilhou com seus seguidores o pesadelo que viveu durante o jantar de apresentação à família de um ex-namorado. No dia anterior ela comeu mais do que o habitual e o efeito aconteceu durante o jantar na casa do amado. “Sentindo fortes cólicas, pedi para ir ao banheiro. Não queria fazer ali, mas não teve jeito, foi aquele alívio. Quando apertei a descarga, vi que a privada estava entupida. Foi aí que me desesperei. Depois de algumas tentativas mal sucedidas, resolvi pedir ajuda para o meu irmão, que estava em casa, pedindo para ele me buscar”. O que Maria Venture não esperava é que mandaria mensagem para a pessoa errada. “Mandei a mensagem para o meu namorado. Quando ele bateu na porta, resolvi aceitar a ajuda dele, acreditando em nossa cumplicidade de casal. Ao ver o chão todo molhado, ele caiu na gargalhada e deu um berro: ‘mãe, vem aqui ver o que aconteceu’. A mãe dele me acalmou, resolveu a situação, mas foi horrível no jantar todo mundo sabendo o que tinha acontecido lá em cima”, relembra. O namoro não foi para frente, mas ela afirma que o história não teve nenhuma influência no término.

“Uma situação delicada e constrangedora é um ótimo momento para testar a maneira como o outro reage a isso, colocando-se no lugar do parceiro e fazendo com que o sentimento de vergonha seja amenizado. A exposição da namorada numa situação onde o esperado seria exatamente o contrário, ou seja, a discrição e a parceria na resolução do problema, foi inadequada e desnecessária, piorando a situação para ela ao invés de acolher e minimizar o estrago, demonstrando falta de sensibilidade para com o sentimento dela”, explica a especialista.
Há dois anos atrás, Marina Macedo foi viajar com uma turma de amigos no Carnaval e dentre eles estava seu atual namorado Gabriel, que na época era apenas um paquera. De madrugada ela sentiu dor de barriga e agradeceu por estarem todos dormindo. “Pensei que ninguém ia ver nada, muito menos sentir. Fui no banheiro, terminei e quando abro a porta dou de cara com quem? Gabriel. É por amor mesmo que ele tá comigo, porque se dependesse do cheiro que ele sentiu. Ele fez como se não tivesse sentindo nada e ainda me falou que estava me procurando para me dar uns beijos…hahaha”.

“Uma reação desta mostra a maturidade do namorado e sua capacidade de acolhimento e empatia. Nada como se colocar no lugar do outro e agir para que ele se sinta compreendido e respeitado. Todos nós temos necessidades fisiológicas, não é preciso ter vergonha disso. Porém, embora o convívio nos possibilite maior intimidade, é sempre bom que consigamos manter certa privacidade para essas horas íntimas, e não há nada de errado nisso. Pedir que ele não entre no banheiro logo após o seu uso, por exemplo, pode ser libertador para que você consiga fazer suas necessidades à vontade. Ou carregue um bloqueador de odores na bolsa, ‘just in case'”, comenta a psicóloga.

Karina Ferreira, do Rio de Janeiro, confessa que muitas vezes não sabe lidar com esta parte da intimidade no seu namoro. “Meu namorado, coitado, mal esperou completar um ano para mostrar a arte que ele domina e dá aulas. Confesso que às vezes me incomodo e bato a porta, não querendo olhar pra ele por horas! A ‘liberdade’ traz o ranço, sabe? Isso porque é dentro da nossa casa, só nós dois. Imagina se fosse com um grupo de amigos? Eu iria morrer de vergonha”.
“Logo no início do relacionamento já temos indícios de como aquela pessoa lida com determinadas situações, como são suas reações perante as coisas, enfim, os encontros são para isso mesmo. Faz parte do processo da escolha de um parceiro colocar na balança o que nos agrada, e o que não queremos”, finaliza a terapeuta.

Uma inovação corajosa

Histórias como essas se acumulam e acontecem diariamente. O mais comum são tentativas mirabolantes de disfarçar o ato. “Foram estas tentativas que deram início ao nosso negócio. Em uma conversa com amigos a gente começou a discutir sobre como tinham soluções que pioravam as coisas, que a questão mesmo não era disfarçar pra dizer que não se faz algo que todo mundo faz, mas objetivamente eliminar a parte desagradável do que todo mundo faz, que é o odor. Foi aí que surgiu a ideia de desenvolvermos o primeiro bloqueador de odores sanitários do Brasil”, explica Rafael Nasser, um dos sócios do FreeCô, produto que inaugurou uma nova categoria no mercado de higiene nacional. “A gente acreditou que o benefício do produto era maior do que os obstáculos para apresentá-lo as pessoas e aos comerciantes. No início teve gente que desconfiou se daria certo, apostando que as pessoas teriam vergonha e isso seria uma barreira para conquistar clientes”.

Três anos após o início de suas atividades, o produto é comercializado em mais de 15 mil pontos de venda em todo o país. Entre 2016 e 2017 o negócio cresceu 150%. Em 2018 foram mais de 1,5 milhões de unidades vendidas. Para 2019 a expectativa é de um crescimento de 30% e 2 milhões de unidades vendidas. Graças a demanda do consumidor hoje existe uma linha completa da marca com diversos tipos de produtos e fragrâncias que podem ser encontradas no varejo, e-commerce e em versão para empresas e estabelecimentos, que funciona como um serviço mensal.

“O bem-estar que o produto que criamos traz às pessoas é um grande incentivo para continuarmos expandindo nossa rede. Somos uma empresa muito ativa nas redes sociais e temos uma proximidade grande com nossos consumidores. Recebemos muitos comentários diariamente de pessoas que descobrem o produto e nos contam como isso melhora a vida delas. Gente que faz cirurgia bariátrica, gente que trabalha em escritório cheio com poucos banheiro, casais que se marcam por brincadeira, mas que não deixam mais de usar o produto, são tantas histórias”, completa Renato Radomysler, outro sócio da marca.

Como brincar não faz mal para ninguém, a seguir 10 personagens que você pode assumir para fazer o n°2 perto do amado(a) com o intuito de reduzir os danos

1- Super Homem/ Mulher Maravilha – arrume seu cabelo, jogue-o de um lado para o outro, tire um FreeCô pocket do bolso, borrife 5 vezes e saia com o peito estufado.capture-20190611-085717

2- Contorcionista– faça o n°2 ao mesmo tempo em que aperta a descarga. Essa técnica exige flexibilidade, coordenação, equilíbrio e cuidado, muito cuidado. Dizem que controla os odores.
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3- Alquimista– acenda um fósforo, molhe o dedo, apague a chama e deixe a fumaça branca fluir pelo ambiente. Existe uma explicação química e fisiológica para o sucesso desta técnica.
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4- Noiva– essa técnica é tradicional e existem versões. A noiva antes que protege sons. A noiva depois que ajuda a compor uma massa deslizante.
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5- Alérgico(a)– durante a ação no momento mais crítico, espirre, se necessário, espirre novamente. Busque qualquer perfume no ambiente e borrife. Esfregue bem os olhos e o nariz. Saia do banheiro com os dois avermelhados, necessitando de cuidados e afastando a amada do banheiro.
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6- Gasparzinho– fuja, desapareça, corra, role pelo chão, pule a janela, resolva o problema e volte como se nada tivesse acontecido. Quem? Eu? Onde?
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7- Assumido(a)– teste a resistência da privada, vá até o final, quebre tudo, chame o amado(a) para aquela longa conversa e compartilhe este momento, pergunte sobre o momento dele.
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8- Falecido(a)– não saia do banheiro enquanto o odor estiver ali, nem que demore uma semana, fique firme na sua missão. Não esqueça o celular para digitar mensagens e navegar enquanto aguarda. Não emita sons. Mortos não falam.
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9- Perfumista– faça tudo como manda o figurino, pegue o desodorizador de ambientes e dê aquela mesclada de fragrâncias que alivia a consciência e pioria ainda mais a situação.
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10- Fugitivo(a)– comece os trabalhos pensando em sua rota de fuga. Reflita bem se não é possível realizar a limpeza de suas partes sem encostar em nada, assim você pode sair correndo, antes que você mesmo possa sentir o cheiro da coisa.
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