Vínculos familiares: como fortalecê-los e ajudar quem precisa

Publicado em Ativo Saúde, 13.11.18

É impressionante a quantidade de famílias que mantém um contato superficial, posto que se as coisas fossem ditas de verdade, não permaneceriam unidas. Será? Ou seja, coisas incomodam, mas não são ditas pelo receio de magoar o outro e pelo temor da falta de compreensão ou abertura ao diálogo. Engole-se a questão, aceita-se o incômodo e a vida segue.

Como fortalecer vínculos familiares?

Mas acredito que possa ser diferente: à medida que comunicamos nossos sentimentos, questionamos certos comportamentos de algumas pessoas e conversamos sobre o que realmente importa.

Deste modo, os membros da família podem adquirir mais cumplicidade entre si, desenvolvendo vínculos verdadeiros de amor e empatia.

Afinal, esse seria o verdadeiro intuito da família: contarmos com uma base de amor para educar nossos filhos, ensinando-lhes valores importantes, como o respeito pelas diferenças, coragem, diálogo e superação de dificuldades, sempre contando com o apoio mútuo dos que lá estão.

Doenças psiquiátricas em famílias

Uma das questões que mais afeta famílias por aí afora é a presença de doenças psiquiátricas não diagnosticadas. O membro afetado sofre, já que muitas vezes nem sabe ser portador de uma doença, levando consigo outros que são obrigados a estar com ele.

Essa convivência não é nada fácil, mas poderia ser infinitamente melhor, caso a família enfrentasse o problema de frente e se empenhasse em encontrar maneiras de convencer aquele indivíduo a se tratar. Mas ao contrário, não se pode tocar no assunto “tabu”, em nome do “respeito” pelo doente…

Ninguém enfrenta, não se procura um tratamento e aquilo que poderia ter um bom prognóstico só tende a piorar com o passar dos anos.

Depressão na família

Um bom exemplo e muito comum é a depressão. É fácil essa doença passar despercebida e a pessoa portadora ser confundida com a preguiçosa, mal humorada, chata, irresponsável, que não topa fazer nada e critica tudo, a “sem graça”…

Os sintomas da depressão, nem sempre conhecidos por grande parte da população, se confundem com o jeito de ser da pessoa, levando a uma acomodação naquele modo de vida pré-estabelecido como se fosse o normal.

Um adolescente deprimido muitas vezes refugia-se na droga como tentativa de levar a vida, que lhe é pesada. Um adulto deprimido em geral consola-se no álcool como uma fuga a seus pensamentos desanimadores. Só assim consegue “esquecer” um pouco aquilo que deveria olhar e resolver.

Poderia dar outros inúmeros exemplos de situações que permanecem no obscurantismo pelo simples receio do diálogo necessário e do enfrentamento da situação para o bem estar geral.

Assim, os vínculos se desenvolvem distantes, frouxos, e, com o tempo, tendem a enfraquecer ainda mais, posto que a paciência e a tolerância dos membros da família vão diminuindo exatamente no momento em que os doentes precisariam mais da ajuda deles, com o avançar da idade.

Psicoterapia

A psicoterapia pode ser uma grande aliada ao desenvolvimento emocional do ser humano, auxiliando em seu processo de amadurecimento, resolvendo questões traumáticas não elaboradas, desatando nós de uma infância sofrida, fortalecendo a autoestima e auxiliando na busca e manutenção de vínculos saudáveis.

Você pode ter todas essas questões, ou não. E pode ter outras tantas questões pessoais, sejam elas quais forem, que terão o devido olhar. O importante é seu processo de autoconhecimento e crescimento pessoal.

Pena que muitas pessoas ainda a encaram com preconceito, recusando-se a experimentar. Poderiam ser mais felizes, simples assim.

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