Como saber quando procurar a ajuda de um psicólogo

Publicado em Gazeta Esportiva/Bem Estar, 26.03.18

Psicologia é o estudo científico do funcionamento mental do ser humano, assim como de seu comportamento. Tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida do homem em todas as áreas, propiciando a este um autoconhecimento profundo que lhe facilitará entrar em contato com seus sentimentos e expô-los de maneira adequada, bem como posicionar-se no mundo com maior autenticidade e segurança.

As pessoas buscam psicoterapia geralmente quando algo não está bem, no momento em que passam por conflitos em seus relacionamentos, quando não conseguem resolver situações de impasse, para auxiliar a elaboração de lutos (seja por morte, separações, perda de algo importante na vida), para superarem seus medos ou questionarem seu modo de agir perante a vida. Buscam o autoconhecimento e a melhoria da qualidade de vida, já que ao sentirem-se mais seguras de si, com uma boa autoestima, consequentemente adquirem mais leveza e autonomia na condução dos problemas.

Há aqueles que buscam o psicólogo com a ilusão de que daremos soluções para seus problemas, pedindo conselhos de como agir em certas situações. Ledo engano. Psicólogos não dão conselhos, mas sim ajudam as pessoas a descobrirem seu próprio potencial criativo, encontrando em si as respostas para suas perguntas. Eles ajudam no processo de voltar o olhar para si, buscando suas responsabilidades pelos próprios atos, questionando possibilidades e aumentando o ângulo de visão das coisas, assim como desenvolvendo novas capacidades para lidar com as situações adversas, que sempre existirão na vida de qualquer um.

Quem procura psicoterapia não necessariamente está doente ou é “louco”. Esta ideia errônea é alimentada por uma boa parte da sociedade a respeito desse trabalho em plena atualidade. A importância da atuação do psicólogo na saúde emocional das pessoas deixa de ser reconhecida e aproveitada muitas vezes por conta de um velho preconceito.

Muitas pessoas acreditam conseguir resolver sozinhas seus problemas por medo do que os outros “irão pensar”, caso saibam que elas precisaram recorrer a alguém “estranho” para lhes ajudar a fazê-lo. Infelizmente, passam anos sofrendo por algo que, caso tivessem dividido com um profissional especializado, poderiam ter resolvido mais rapidamente e com menos sofrimento. É muito comum a pessoa que está dentro do problema não conseguir enxergar uma saída, enquanto aquele que está fora pode, justamente por não estar contaminado pela emoção da vivência, visualizar alternativas possíveis.

Traumas vividos na infância ou em qualquer idade podem ser olhados e tratados para que não surtam efeitos nocivos no indivíduo; relações conflituosas entre familiares ou de qualquer outra natureza podem ser elaboradas e resolvidas, facilitando a comunicação antes difícil ou inexistente; separações amorosas são trabalhadas para que se possa seguir em frente sem o peso de algo mal resolvido; pessoas que sofrem com crises típicas da idade – adolescência, frustrações com emprego, envelhecimento… –; dificuldade em reconhecer sentimentos e lidar com eles; inabilidade social; vícios. Enfim, qualquer problema tem espaço para ser exposto e trabalhado com a devida importância, sem julgamento ou crítica, num contexto protegido e acolhedor.

Qualquer pessoa pode se beneficiar do processo terapêutico, e não é preciso temer o julgamento dos outros. Ir ao psicólogo pode ajudar tanto aqueles que sofrem com doenças como depressão, Síndrome do Pânico, ansiedade, estresse ou outros transtornos psiquiátricos – e nesses casos sim, trabalharemos em conjunto com o psiquiatra que entrará com medicação, caso haja necessidade -, quanto os que simplesmente querem melhorar a forma como encaram a vida e suas dificuldades mais corriqueiras.

Portanto, você está infeliz ou com algum conflito emocional? Sente-se sozinho e não tem com quem se abrir? Não consegue expressar suas insatisfações para alguém que ama ou no trabalho? Seja qual for o seu problema, experimente fazer uma psicoterapia para se conhecer, entender suas dificuldades e buscar uma melhor qualidade de vida. Verá como muitas coisas que pareciam travadas e sem solução podem começar a andar, suas relações se tornarem mais saudáveis e seu posicionamento perante a vida, mais autêntico e leve.

Fonte: Marina Vasconcellos, psicóloga pela PUC–SP, Especialização em Psicodrama Terapêutico pelo Instituto Sedes Sapientiae, Psicodramatista Didata pela Federação TerBrasileira de Psicodrama (FEBRAP) e Terapeuta Familiar e de Casal pela UNIFESP.

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