Vida após o Amor

Publicado no site Abílio Diniz/Qualidade de Vida, 18.03.16

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Respeitar o próprio ritmo e buscar se tornar uma pessoa melhor ajuda a “curar” um coração quebrado.

Poucos acontecimentos da vida impactam tanto o cotidiano quanto o fim de um relacionamento romântico. Para se ter uma ideia, há menos de dois anos o jornal britânico “The Guardian” divulgou uma pesquisa realizada por uma firma jurídica segundo a qual 9% das pessoas declararam já terem largado seus empregos por causa de um divórcio ou separação, ou disseram conhecer alguém que havia feito isso.

“Um período de ‘fossa’ é normal acontecer [após um rompimento], mas, caso esses sintomas persistam, pode se tornar uma depressão, necessitando de um tratamento mais específico e cuidadoso”, alerta a psicóloga e terapeuta familiar e de casal Marina Vasconcellos.

De acordo com a especialista, “caso a pessoa se entregue a uma tristeza profunda, pode sentir dificuldade de reagir e lidar com a vida em geral, produzindo menos no trabalho, até faltando em alguns dias por pura tristeza e falta de vontade ou coragem de enfrentar as pessoas, que lhe perguntarão sobre a separação”. “A concentração é bastante prejudicada e o indivíduo pode cometer erros que jamais seriam cometidos num estado normal de atenção e produção”, aponta.

Como, então, superar essa etapa tão amarga? “O melhor a se fazer é conversar com os amigos, ouvir o feedback das pessoas que conviviam com o casal para ter noção do que se via de fora da relação — porque às vezes estamos tão inseridos na emoção que deixamos passar sinais ‘óbvios’ àqueles que estão de fora —, investir em si com psicoterapia e outras atividades que lhe deem prazer, para que seu ‘eu’ seja fortalecido”, recomenda Vasconcellos.

Ela acrescenta que não existe um momento ideal ou estipulado para decretar o fim da fossa nem para a abertura definitiva a um possível novo amor. “O tempo é absolutamente relativo. Depende de como a pessoa saiu do relacionamento: caso já venha se trabalhando há tempos e a decisão tenha sido bem pensada, será mais fácil seguir em frente e deixar o passado de lado. Se ainda estiver presa aos sentimentos pelo parceiro perdido, será mais difícil.

A hora de ‘partir para outra’ virá quando a pessoa perceber que quase não pensa mais no ex, já lida bem com a situação, começa a sentir vontade de paquerar e olhar para outras pessoas, coisa que não acontecia antes por estar ‘fechada’ a qualquer outro relacionamento possível.”

Com essa etapa superada, o caminho estará livre tanto para descobrir afeto em outro alguém como para retomar o grau habitual de produtividade.

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