8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Publicado em  DisneyBabble (uol), 22.01.16.

Se você precisa ter uma famosa DR com seu parceiro, vá em frente. Mas antes, dê uma olhadinha nessas dicas para que tudo termine bem

8 atitudes proibidas na hora de discutir a relação

Nem só de flores vive uma relação a dois, e disso todo mundo sabe. Discutir o relacionamento – ou, simplesmente, ter uma DR – é um dos recursos eficientes para “aparar as arestas” e entender o lado do outro. O grande problema é que basta um deslize e a conversa se transformará numa tumultuada discussão.

Os psicólogos Marina Vasconcellos e Alexandre Bez concordam que esse diálogo deve acontecer sempre que algo estiver incomodando o casal. “Guardar insatisfações sem comunicar ao parceiro é receita certa para minar a relação com o tempo”, diz Marina.

Mas para que a conversa seja produtiva e não acabe em impasse, fique longe das seguintes atitudes:

1. Impostação de voz e timbre alterado
Não grite ou eleve a voz, nem use palavras ríspidas, por mais que esteja nervosa. Respire, pense um pouco antes de falar, mantenha o tom cordial e, caso o parceiro aumente o tom, peça que abaixe, falando baixo sempre. “Xingamentos ou palavreado chulo não farão bem; isso agride o outro e dá permissão para que ele faça o mesmo. Uma postura gentil costuma ser recebida com mais abertura, deixando o clima mais ameno e receptivo”, explica a psicóloga.

2. Postura corporal elevada, olhar de superioridade e arrogância
Mantenha a calma e escute para que a discussão seja resolvida. Ouça o que o outro tem a dizer, não o interrompendo a todo o momento. É preciso que ambos falem e sintam-se ouvidos e, sobretudo, compreendidos.

3. Usar palavras pela metade
“Seja exata, pois nenhum homem gosta de adivinhar o que a mulher quer ou está pensando”, afirma o psicólogo.

4. Lembrar os erros passados
Não cobre mais uma vez ou “jogue na cara” desacertos cometidos anteriormente. Resolva o presente e atenha-se ao foco, lidando com uma questão de cada vez. É comum uma conversa por algo pontual transformar-se numa grande briga por fatos acumulados há anos.

5. Iniciar a conversa em local público
Nunca envolva terceiros ou filhos na DR. Além disso, ao discutir em lugar público, o casal estará exposto a olhares e comentários alheios. Também é importante atentar ao tempo disponível para a conversa, para que ela termine e não tenha desdobramentos depois.

6. Fazer acusações
Quem inicia o diálogo deve sempre se posicionar na primeira pessoa, e não atacar o outro com acusações ou críticas. Uma dica de Marina é falar, por exemplo: “Estou bem incomodada com o modo como você vem me tratando, sinto-me desrespeitada quando você não leva em conta minhas necessidades…” – e por aí vai. Isso é bem diferente de: “Você é um tremendo egoísta, só pensa em você, nem me olha…”. As acusações são sentidas como agressões e só acarretam uma reação defensiva do outro, prejudicando qualquer tentativa de acordo. “O grande segredo está em mostrar ao outro como você está se sentindo em decorrência de algo que ele esteja fazendo, para que ele perceba como seu comportamento ou suas atitudes atingem você”, acrescenta.

7. Dar lições de moral
Isso precisa ser abolido, pois gera muita ofensa e humilhação (de ambas as partes). Também não devem ser explorados os defeitos e as dificuldades do parceiro ou parceira no calor da discussão. “A simplicidade no trato relacional, a humildade em reconhecer os erros, a paciência e a escuta apurada são ações corretas a serem tomadas”, destaca Bez.

8. Tocar em assuntos delicados no trânsito
Nunca comece um diálogo sobre o relacionamento no carro, indo para algum programa a dois ou a uma festa, por exemplo, porque o clima pode esquentar e estragar a programação que poderia ser divertida. Também evite abordar o parceiro assim que ele chegar em casa, após um dia exaustivo de trabalho. É preciso estar minimamente disponível e com energia para encarar uma conversa delicada e importante.

Se o casal tiver o costume de comunicar o que o incomoda logo que a situação acontece, a probabilidade de surgirem grandes DRs é bem menor, já que não serão acumuladas insatisfações e mágoas.

“O ideal é estarem abertos às necessidades um do outro a qualquer momento e manterem diálogos constantes, sem o peso de uma DR – porque, ao se tornarem frequentes, acabam surtindo o efeito contrário, e desgastam a relação”, alerta Marina.

Durante a conversa, é essencial respeitar o espaço do outro e não romper esse limite. “A pessoa que pediu a conversa tem a palavra, portanto, deixe-a esgotar o assunto. Escute e fale em sua defesa ou explique seus motivos com calma e cautela”, orienta Bez.

Um ponto muito importante numa relação é não começar a conversa se o casal ou um dos parceiros estiver alterado. A habilidade da paciência é profundamente requisitada nesses “encontros obrigatórios”.

(Foto: Getty Images)

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