MMA Fitness: Sexo frágil? Não no tatame!

Partir para a luta está na moda – e pode ser boa opção para quem quer fugir da monotonia e praticar uma atividade completa, o MMA Fitness

Por Anna Paula Lima, 5 de março de 2015 – Site O2 por Minuto

 

As artes marciais caiaram de vez no gosto dos brasileiros… E, vão muito além da audiência das transmissões de lutas da moda (como as de UFC), na TV. Segundo a Confederação Brasileira de Karatê, mais de 1,5 milhões de pessoas praticam o esporte no país, dessas 450 mil são mulheres. Na academia, o peso da participação feminina não é diferente: homens e mulheres (elas em peso!) gastam o tatame das aulas dinâmicas de MMA Fitness, que mistura as artes marciais mistas (Muay Thay, Kick Boxing e Jiu Jitsu), aos abdominais, corrida, socos e chutes nos sacos de boxe. Tudo, em três principais momentos do treino, de pé, no chão e no combate. A ideia é a de fazer os movimentos da luta, sem colocá-la em prática para não machucar. Sem pancadaria, as aulas trabalham a força de pernas e braços, o aeróbio, reflexo e confiança.

 

“Estamos tentando alcançar o equilíbrio entre os vários papéis da mulher, sem perder a feminilidade e nossa essência”, diz a psicóloga Miriam Barros. E por que o MMA Fitness? Por que o resultado é bem rápido, para moldar o corpo e ganhos de força e até perda de peso. É um exercício que abrange grandes grupos musculares, queima muitas calorias em pouco tempo, além de ajudar a descarregar tensões. Márcia Delgaes D’Angelo, com 37 anos e duas filhas pequenas, faz a aula há mais de dois anos, três vezes por semana. Nunca achou que a prática fosse apenas para os homens e, com o pouco tempo que dispõe, conta que tinha de fazer algo para aliviar a rotina profissional e materna: “É diferente de fazer um treininho de musculação, com paradinhas para conversar entre um aparelho e outro. A aula é disciplinada e os exercícios muito intensos. Não dá tempo de pensar em mais nada”, conta.

 

Gina

 

“Enquanto a mulher dá socos num saco, está descarregando sentimentos e o estresse. Aí, sai do treino mais relaxada e com a sensação de ‘missão cumprida’, por gastar bastante. Isso afeta, diretamente, sua autoestima”, completa a também psicóloga Marina Vasconcellos.

Dá para entender porque a mulherada tá tomando conta dessas aulas.

 ABDÔMEN (dos chutes nos sacos ao combate)
Além dos tradicionais, há os com bola e com alguns pesos na perna e na barriga. Com ênfase no uso de pesos ou muitas repetições. No combate, o abdômen é exigido na hora do chute (que também é feito contra sacos). O core sustenta toda energia durante o combate.

PERNAS
Desde os agachamentos e afundos, até os chutes e as joelhadas nos sacos, os exercícios fortalecem panturrilhas e coxas. Dois meses de aula seria o suficiente para que você note a perna tonificada e resistente a todos os obstáculos do treino.

BRAÇOS
Já os músculos superiores (antibraço, o bíceps e até o ombro) são trabalhados com os repetitivos socos e jebbys, que podem receber o reforço de halteres de um ou dois quilos nas mãos. Entre um intervalo ou outro, aparecem flexões pesadas que fortalecem esses músculos.

 

 

 

 

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