“Tapinha sempre foi educativo”, diz psicóloga sobre “Lei da Palmada”

Publicado na Folha em 06/06/14

Psicóloga pela PUC-SP e terapeuta de família pela Unifesp, Marina da Costa Manso Vasconcellos defende o direito dos pais a uma “palmadinha”, que deve ser precedida de diálogo e avisos à criança. O projeto foi aprovado nesta quarta-feira (4) no Senado.

Ela é contrária à lei, que considera exagerada. “Um tapinha na bunda é educativo”, diz. Ressalva, porém, que tapinha é diferente de surra. “Isso nunca.”

 

Folha – Chega uma hora que o diálogo acaba e pode-se lançar mão do tapinha?

Marina Vasconcellos – Sou a favor do tapinha. Acho a lei exagerada. Um ponto é não dar uma surra numa criança, outro é dar uma palmadinha que não seja na cara, não seja humilhante.

Um tapinha não dói?

Um tapinha na bunda é educativo, sempre foi e ninguém é traumatizado por isso. Antes de bater existe o famoso ‘um, dois, três’, quando a criança está fazendo algo errado, que resolve muitas das situações.

Você faz um aviso, dá uma chance para que aquilo não continue. Caso seja necessário, uma palmadinha resolve. Repito que isso é diferente de uma cintada, socar, surrar uma criança. Isso nunca.

Mas isso não terá consequências para a vida adulta?

Não acredito que uma reação rápida, por parte dos pais possa causar algum reflexo. Um tapinha no bumbum se esquece rapidamente, mas faz efeito no momento da atitude errada. Julgar se isto é um ato de violência é extremamente subjetivo.

Lanças mão de um tapinha deve ser algo muito raro, quando a criança está em postura de desafiar os pais e sabe o que isso pode causar a ela pela desobediência. Ela compreende isso claramente.

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