Os efeitos do estresse na saúde do homem

Publicado no Instituto Lado a Lado pela Vida em 16/07/2013

Como o excesso de compromissos e a falta de tempo para se cuidar prejudicam o bem-estar masculino

Foto: Reprodução

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Praticar exercícios físicos, viajar, sair com os amigos e alimentar-se bem têm se tornado hábitos raros no seu dia a dia? É hora de prestar atenção! A demanda cada vez maior de trabalho, o trânsito caótico e as novas tecnologias que permitem que você trabalhe a qualquer momento do dia podem atrapalhar sua qualidade de vida.

“Com a internet ao alcance das pessoas o tempo todo, fica cada vez mais difícil separar o contexto profissional do pessoal. As pessoas saem do trabalho e continuam checando e respondendo e-mails, o que dificulta o relaxamento necessário para que nos recuperemos do desgaste emocional e físico”, afirma Marina Vasconcellos, psicóloga e terapeuta familiar e de casal pela UNIFESP.

Estresse na vida do homem

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o estresse já atinge 90% da população mundial. Só no Brasil somam-se 70% da população, sendo que 30% dela possuem níveis elevados da doença.

Homens estressados tendem a ser mais irritadiços e ter alterações de humor constantes. Além disso, não têm disposição para outras atividades que não seja trabalho, e isso é um paradoxo: deveria se dedicar mais ao lazer para relaxar e vencer o estresse, mas com o estresse não se tem vontade nem energia para isso.

A relação afetiva também sofre com a interferência do estresse no dia a dia. “A família sofre, pois o homem nunca está disponível para sair ou criar situações nas quais possam se divertir juntos. O relacionamento do casal é afetado pelo mau humor ou pela apatia, além da falta de vontade de fazer sexo, distanciando-se da mulher tanto física quanto afetivamente”, comenta a psicóloga.

Fique atento!

A prevenção do estresse é o melhor remédio! A continuidade dos sintomas, como cansaço excessivo, irritação constante, mudanças de humor e dores musculares são alertas de que alguma coisa está errada, e é o momento de tomar providências.

Procurar atividades que façam bem e dosar o tempo dedicado ao trabalho com o de lazer fazem toda a diferença. Praticar esportes, viajar ou sair com os amigos também são dicas para deixar a doença de lado.

A psicóloga Marina Vasconcellos aconselha quando se deve procurar ajuda médica: “Se sozinho o homem não consegue melhorar e há sintomas físicos que prejudicam o desenvolvimento pleno de suas funções, é melhor procurar um clínico e um psicoterapeuta. É preciso tratar o físico e o emocional para que se possa alcançar um bom resultado.”

 

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