A mulher deve tomar cuidado com o seu poder de persuasão

Para não trazer consequências ruins aos seus relacionamentos

Publicado no Arca Universal em 06/02/2012

Insistência. Talvez esta palavra resuma algo bem característico da maioria das mulheres. Mas até onde este poder de persuasão é bom para os relacionamentos interpessoais?

Para a psicóloga Marina Vasconcellos, a mulher tem esta capacidade mais aguçada que o homem por causa de sua natureza. “Ela fala mais, não se conforma com o ‘não’, tenta argumentar e acaba sendo mais persistente. Enquanto o homem, por ser mais objetivo, não tem tanta paciência para insistir.”

É claro que ser persuasivo tem seu aspecto positivo. “Quando há um objetivo bom e a pessoa acredita naquilo de tal forma, consegue difundir a ideia para outros”, explica ela.

Porém, Marina ressalta que ser persistente pode trazer consequências ruins para os relacionamentos. “Uma pessoa tímida, que não sabe falar não para outra, acaba sendo vencida pela persistência. É neste momento que pode acontecer o desrespeito com a opinião do outro, não considerando uma ideia diferente.”

O outro lado negativo da persuasão feminina é para a própria mulher. “Também é ruim porque acaba sendo mal vista, considerada chata e temida, por trazer uma certa tensão na conversa. Isso pode minar amizades e até relacionamentos amorosos”, esclarece a psicóloga.

Quando a mulher tem consciência desta sua característica, ela tem que saber lidar com isso. “Se usar para algo específico, como na vida profissional, é positivo. Mas o correto é fazer uma autoavaliação do quanto ela invade a outra pessoa e tentar diminuir esta característica. Não é se anular, é ter consciência do seu jeito de ser e saber onde usá-lo e de que forma, para que consiga se relacionar ”, aponta Marina.

Conviver com alguém com este poder de persuasão aguçado não é tarefa fácil. “Tem que manter a sua postura firme e não se deixar persuadir, tentar mostrar o que ela está fazendo e pedir para parar com aquela atitude”, indica a profissional.

A persuasão no casamento

Para a escritora Viviane Freitas, a natureza do homem não é escutar, entender a mulher, ele só quer resolver a situação, da forma mais objetiva possível. “Não está nele o ouvir e compreender. Está no instinto dele ‘entrar em ação’ e solucionar o problema. É precisamente aí que entra a tal influência da mulher, que no fundo só quer desabafar, falar do seu sentimento e da sua dor. Ela espera compreensão dele e não tem a mínima noção de que aquele sentimento dentro dela causa uma influência tremenda nas reações do seu marido.”

Ela destaca que o resultado da persuasão da mulher aparece na vida conjugal. “Os dois sofrem e são lesados. Tudo por causa de um capricho que nos cega e que não nos deixa pensar nas consequências da nossa influência”, finaliza.