Solteira e feliz: veja as vantagens de ser uma mulher livre

Viajar a dois é bom, mas viajar solteira também tem lá suas vantagens. Foto: getty Images

Fazer o que bem entende, na hora que quiser e com quem quiser, sem dar satisfação a absolutamente ninguém. Para algumas mulheres, essa é a visão de uma vida perfeita. Por outro lado, algumas pessoas enxergam a solteirice como sinônimo de fracasso – resquícios de uma sociedade que ainda associa a sorte no amor à felicidade.

Para estas, uma boa notícia: existem sim muitas vantagens em ser solteira. E estar feliz consigo mesma é o primeiro passo para se construir relacionamentos verdadeiros. “É um erro achar que encontraremos a felicidade apenas quando estivermos acompanhadas de alguém. Relacionamentos devem ser a somatória de pessoas inteiras e felizes”, observa a psicóloga Marina Vasconcellos.

A radialista Marina Perroud é do time das que se sentem confortáveis com seu status. Há um ano sozinha, se sente bem na condição mas acredita que as mulheres solteiras são vistas de forma pejorativa. “As pessoas te olham de outra forma, as tias te abraçam com dó, acham que você não é feliz”. No entanto, ela busca tirar o lado bom da solteirice sem deixar de lado o sonho de casar e construir uma família. “Com o tempo aprendi que não adianta ter pressa, isso só atrapalha. Enquanto isso eu vou curtindo bem a vida, colecionando historias”, reflete.

Aos 32 anos, ela diz que é “inevitável entrar na fase das contas”. “Quero ter filhos e o ideal é que isso aconteça até no máximo 37. Então quer dizer que em cinco anos devo conhecer alguém, casar e engravidar”, analisa. Ainda assim, a radialista prefere olhar o lado positivo da situação. “Aprendi com o tempo, com as experiências, que não é bacana criar expectativas. Por isso, esqueçam o príncipe encantando dos sonhos, joguem a listinha de desejos no lixo, a gente perde tanto tempo esperando que não percebe os sinais que a vida vai nos dando nesse caminho”, aconselha.

O ideal é achar o ponto de equilíbrio, explicam as especialistas ouvidas pelo Terra. Veja algumas formas de aproveitar seu voo solo sem deixar de lado seus valores, objetivos, e até mesmo a vontade de encontrar alguém bacana que, de fato, faça valer a pena dividir os dias.

Liberdade total
Uma das coisas boas associadas a solteirice é a ausência de obrigação de “pensar por dois” – algo automático para os casais. Isso permite que a pessoa coloque em prática seus desejos e objetivos com mais facilidade. De acordo com a psicóloga Cecília Zylberstajn, a mulher solteira, quando bem resolvida com ela própria, tem um mundo de possibilidades à frente. “Estamos em um mundo onde as coisas mudam muito rápido e a mulher que solteira está conectada mais facilmente às novidades”, observa.

A psicóloga Marina reforça: “ter liberdade para estudar, viajar, sair com amigos, ficar em casa sem compromisso com nada, cuidar de si, escolher o filme do cinema, trabalhar até a hora que for, não ter que dar satisfações para ninguém, enfim, decidir sua própria vida de acordo com o que acredita e gosta”.

Caindo no mundão
Viajar a dois é bom, mas viajar solteira também tem lá suas vantagens. Uma das maiores é poder falar à vontade sobre os assuntos que são de interesses primordialmente femininos, indica Marina. Ela reforça: “ficar à vontade para escolherem os programas que mais lhe agradem sem a necessidade de se preocupar com os companheiro; ter a chance de fazer amizades com outras pessoas que as abordem, já que o fato de estarem acompanhadas impediria outras pessoas de se aproximarem. Numa mesa de bar também dá pra dar boas risadas e falar sobre tudo, sem se preocupar com o olhar crítico dos homens.”

Enchendo o cofrinho
A mulher solteira que sabe poupar também tem à frente uma boa oportunidade de fazer um bom pé de meia. “Todo o dinheiro ganho pode ser utilizado em proveito próprio, com exceção daquelas que precisam contribuir com a família doando parte do salário. O dinheiro pode ser direcionado para cursos, viagens, saídas, academias, produtos de beleza, vestimentas e tudo aquilo que lhe for do gosto ou necessidade”, observa Marina.

Do ponto de vista profissional, também há chances de uma mulher solteira se dedicar mais do que uma comprometida e com filhos. “É como se nossa vida fosse divida em um gráfico em forma de pizza. Cada um tem uma energia disponível pra gastar em diversos papéis da vida. Se não tenho uma pessoa que está desempenhando o papel afetivo, vou ocupar com as amigas e com a parte profissional”, explica Cecília. Mas ela ressalta que a postura não deve virar uma “bengala”: “o que não pode é ficar se escondendo atrás do trabalho para não encarar o fato de que está solteira e frustrada”.

Vida sexual de qualidade
A revolução sexual trouxe às mulheres a vantagem de terem este aspecto da vida ativo, ainda que não estejam em um relacionamento sério. De acordo com a psicóloga Marina, a mulher de hoje também possui a capacidade de desvincular o prazer sexual do relacionamento afetivo amoroso, satisfazendo suas necessidades físicas.

Mas antes de se jogar em relações íntimas que mais ferem do que trazem prazer, Cecília avisa. “Antes de ter um relacionamento sexual com alguém, a mulher tem que olhar para dentro dela e perguntar: “eu quero mesmo ter esse grau de intimidade com essa pessoa?”, “para não correr o risco de ir para clichês extremos, o muito machista, ou o totalmente feminista”, observa.

Armadilhas da solteirice
Quem está “solta na balada”, mas já se sente pronta para um relacionamento, tem que tomar cuidado para não se colocar em um papel de carente ou grudenta, que, segundo as especialistas, é o que mais afasta o sexo masculino. “Nenhum homem gosta de mulheres pegajosas, controladoras, muito inseguras, que nunca expressam sua opinião, que querem fazer tudo junto sem dar espaço para as individualidades”, explica Marina.

Autoestima em primeiro lugar
Autoestima em baixa é uma característica comum em mulheres solteiras. Para que este momento da vida seja curtido com mais qualidade, esta é a primeira pendência a ser resolvida. “Pode ser um chavão, mas a baixa autoestima em mulheres que têm dificuldade de se envolver no relacionamento está ligada a um ranço cultural de que temos que ser servis ou se envolver com alguém pra não ficar sozinha. Assim, acaba se envolvendo em relacionamentos fracassados”, pontua Cecília.

Por este motivo, ela ressalta a importância de “valorizar o passe” na hora de se envolver com alguém. “O que chama a atenção dos homens não é a quantidade de homens que ela dispensou, e sim aquela que não aceita ficar com alguém “meia boca” só para estar com alguém”, reforça.

A vida de solteira pode ser bem divertida desde que a mulher consiga se sentir confiante e plena, independente da sua situação amorosa. Para quem quer aproveitar a fase, a psicóloga Marina dá a dica. “Invistam em si próprias, estudem, cresçam profissionalmente e como pessoa, tenham um hobby que lhes dê prazer, façam viagens diferentes, leiam, saiam com amigas, dancem, enfim, gostem da pessoa que são para que os outros também queiram estar com vocês! Aí, quem sabe, o príncipe apareça”, finaliza.