Sem medo de ser feliz

Publicado no Taeq

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Aprenda a viver com sabedoria, leveza e naturalidade
Viver em equilíbrio, com saúde e energia para encarar os desafios do dia a dia é o que todos desejam e buscam.

No entanto, nada disso é possível se não estamos bem com nosso interior. Para viver com leveza e naturalidade é preciso ter autoconfiança e autoestima.

Essas duas palavras, tão mencionadas por especialistas da área de saúde, podem dizer muito sobre como as pessoas são capazes de enfrentar desafios e lidar com frustrações.

Essenciais para uma vida em harmonia e equilibrada, elas estão diretamente relacionadas com a saúde e o bem estar do indivíduo.

“Estudos indicam que pessoas que se sentem bem em relação a si mesmas têm menos insônia, são mais persistentes e, em geral, mais felizes. Já aquelas que se sentem aquém de suas esperanças são mais vulneráveis à depressão e ansiedade”, explica a psicóloga e terapeuta Lilian Pisani Leite.

Mas, não são só esses sentimentos que ajudam a encarar mudanças e a lidar com imprevistos do cotidiano com mais facilidade. Uma boa autoestima reflete tanto na vida pessoal como profissional do indivíduo. A psicóloga e terapeuta Marina Vasconcellos explica que acreditar nas próprias potencialidades é essencial para lançar-se ao desconhecido e experimentar coisas novas.

Pessoas com autoestima elevada tendem a ser mais seguras, têm mais energia, motivação e iniciativa. Enxergam situações novas como desafios e não ameaças. Por isso estão mais atentas às oportunidades. “Pessoas seguras passam confiabilidade aos que as cercam, facilitando o estabelecimento de relações mais saudáveis”, ressalta Vasconcellos.

Já a falta desses sentimentos implica em insegurança, fragilidade e dependência. A pessoa espera reconhecimento do outro o tempo todo. Vasconcellos explica que pessoas com baixa autoestima podem ter mais dificuldades para galgar promoções no trabalho. “Elas têm medo de não dar conta do recado, de falhar e de ser alvo de críticas alheias. Qualquer opinião que vá contra o que pensa representa uma situação de tensão e insegurança”, reforça.

Mas, de onde vem e como fortalecer a autoconfiança? Vasconcellos explica que esses sentimentos formam-se desde a infância. “Crianças amadas, valorizadas e reforçadas positivamente tendem a desenvolver melhor autoestima”.

No entanto, nada impede que sejam solidificados e fortalecidos na adolescência e até mesmo na vida adulta. De acordo com as especialistas, o primeiro passo é o autoconhecimento. “A vontade de se encontrar, de entender a si mesmo e de olhar a mesma situação por diferentes ângulos é fundamental”, ressalta Pisani.

Vasconcellos explica que, em geral, pessoas com baixa autoestima viciam o cérebro com pensamentos negativos a respeito de si. Portanto, outra atitude muito importante é a mudança desse comportamento. “Ao invés de pensar: não sei fazer isso e não vou conseguir aprender, mudar para: vou vencer minha dificuldade e dominar a situação, porque sou capaz de aprender.”

Pisani lembra que tanto a autoestima quanto a autoconfiança estão relacionadas à maneira e a importância que damos a nossas vivências. “Devemos valorizar as coisas em que nos destacamos e não dar tanta importância às coisas que achamos não fazer muito bem. É um trabalho constante de seleção daquilo que fará e não fará bem.”