Meu filho tem um amigo imaginário. E agora?

Algumas crianças conversam com coleguinhas que só elas podem ver. Psicóloga explica por que isso acontece e orienta os pais como agir

Publicado no chrisflores.net

 
Seu filho costuma falar sozinho, como se estivesse conversando com alguém? Você pergunta com quem ele está falando e ele diz até o nome do coleguinha? Calma, provavelmente ele tem um amigo imaginário.

“A criança é extremamente imaginativa. Dos quatro aos seis anos, tudo é divertido, tudo é historinha. É normal ela apresentar este tipo de comportamento, principalmente se for muito sozinha e conviver pouco com outras crianças”, explica Marina Vasconcellos, psicóloga, terapeuta familiar e de casal.

A psicóloga conta que, em geral, os amigos imaginários são crianças e personagens de desenhos que as crianças mais gostam.  “É diferente de brincar com uma boneca, onde a criança conversa com o brinquedo. No caso do amigo imaginário, a criança dialoga sozinha, para algo que ninguém mais vê, a não ser ela”, diz Marina.

O amigo imaginário pode surgir ainda em momentos de situações difíceis para as crianças, como ciúme de um irmãozinho que acabou de chegar, separação dos pais, ou quando ela se sente excluída ou rejeitada.

Os pais devem ficar preocupados?

A especialista diz que não. “Isso passa, não precisa dar bronca. Os pais podem entrar na brincadeira e dizer ‘senta aqui Fulaninho’. Podem entrar no jogo para saber o que está acontecendo e se passando na cabeça do filho. Desta forma, os pais estarão se aliando à criança”, ensina.

Entretanto, a psicóloga lembra que os pais não devem estimular quando o filho não estiver pensando no amigo imaginário. “Só devem entrar no jogo quando a criança começar a falar”, pondera.

Por volta dos sete anos, a criança já lida melhor com realidade e fantasia e consegue distinguir as coisas. Ela tem a crítica dos outros, já se sente ridicularizada e automaticamente esquece o tal amigo imaginário. Mas, se persistir, deve-se procurar um terapeuta. “Ou a criança está muito isolada ou não consegue se relacionar com os outros”, diz Marina.

Algumas crianças conversam com coleguinhas que só elas podem ver. Psicóloga explica por que isso acontece e orienta os pais como agir

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