Birras infantis

Como agir quando as crianças fazem manhas e se jogam no chão?

Publicado por Lia Lehr no site Chrisflores.net

Imagine a cena. Você está andando pelo shopping e vê uma criança se atirar ao chão e começar a chorar. Automaticamente você olha para a mãe da criança e pensa: ‘coitada, que vergonha essa mulher está passando’. Como você ainda não tem filhos e não conhece aquela família, segue andando e deixa o problema dos outros para trás, correto?

Agora pense em outra situação. Você tem um filho e vai com ele ao shopping. Passam em frente a uma loja de brinquedos e ele insiste em levar um brinquedo, mas você diz não. É o suficiente para a criança se rebelar. Ela se joga no chão, chora, esperneia, grita, se debate. As pessoas passam e olham estarrecidas. Você não sabe onde enfiar a cara. Você ainda tentar argumentar, pede para a criança parar com a cena, mas ela não obedece. O que fazer?

Alguns pais, para evitar todo o constrangimento em público, acabam cedendo e atendendo ao apelo emocional da criança.

“Os pais não podem se deixar levar, não podem ceder, nem entrar no jogo da criança. Tem que conter e falar firme. Se ela não parar, tem que pegar a criança no colo, tirá-la dali, mesmo esperneando, levar para o banheiro ou outro lugar mais tranqüilo e dizer: ‘para quieto’”, ensina Marina Vasconcellos, psicóloga, terapeuta de casal e família.

A especialista conta que a criança pode começar a fazer birra por volta dos 2 anos e que pode se estender até o 6. A criança age desta maneira para chamar a atenção dos pais. “é como se ela dissesse ‘eu quero a sua atenção’. Os pais tem que explicar que ela não é o centro do universo e deixar claro que ela não vai conseguir o que quer só porque está fazendo birra”.

Punições

E se mesmo assim não adiantar e a criança continuar fazendo escândalo em público? A terapeuta aconselha os pais a aplicarem a técnica do “1, 2, 3”.

“Diga à criança que vai contar até três e que se mesmo assim ela não parar, irá apanhar ali mesmo. E fique claro: palmada educativa não é espancamento, não é uma surra. É uma palmada só e avisada. Com isso, a criança pensará que tem escolha de continuar ou não fazendo birra. A criança sabe que as ações tem conseqüências e que haverá uma justiça”, diz Marina.

A psicóloga diz que a técnica costuma dar certo e que, antes mesmo de contar até três, a criança para com as manhas.

Outra atitude que os pais costumam tomar neste tipo de caso é dizer à criança que ela ficará de castigo quando chegar em casa. Nesse caso, não adianta.

“O castigo tem que ter a ver com a coisa errada que a criança fez. Por exemplo, se ela quebrou um brinquedo de propósito, não adianta colocá-la para ‘pensar’. Tem que proibi-la de brincar porque ela não soube cuidar. Também não adianta dar sempre o mesmo castigo. A criança tem que sentir a conseqüência do erro”, finaliza a psicóloga.

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